10 anos do Bope no Amapá


Na década de 90, o Estado do Amapá sofreu ações violentas de quadrilhas especializadas, oriundas de outros estados, e tinha como tropa de enfrentamento imediato a Companhia Independente de Rádio Patrulha – CIRP, que à época era comandada pelo então Capitão Marcos Vasconcelos da Crus, o Cap Vasconcelos. Esta unidade contava com policiais dedicados e dispostos, porém necessitava de especializações profissionais, o que motivou um grupo de oficiais, sob a supervisão do então Tenente Coronel Vasconcelos, a um planejamento de criação de uma unidade operações especial.  

Priorizando a fundamentação das pretensões dessa força, os oficiais do grupo de estudo foram enviados à corporações de outros estados brasileiros, de norte a sul do país, com o objetivo de coletar subsídios detalhados sobre suas unidades especializadas. Considerando a particularidade dos estados visitados, as informações colhidas subsidiaram o projeto de criação do 5º Batalhão da Polícia Militar do Amapá, o Batalhão de Operações Especiais – BOPE. A criação deste novo batalhão estava organizada de acordo com as peculiaridades do Estado do Amapá, como característica geográfica, populacional, econômica e carcerária, além da realidade institucional da corporação.

Em dezembro de 2002, foi concluído e apresentado, pelo oficial superior Tenente Coronel Marcos Vasconcelos da Crus, o projeto científico de implantação de um batalhão especializado no Estado do Amapá, sendo que, no ano de 2003, o BOPE era de fato implantado.

Marcos Vasconcelos da Cruz recebeu a missão de inicializar e comandar os primeiros policiais que iriam compor a Tropa de Elite do Estado do Amapá. Determinado a apresentar à sociedade amapaense uma tropa especializada em ocorrências que exigissem respostas imediatas e resultados aceitáveis, o oficial à frente da organização e efetivação, o Tenente Coronel Vasconcelos, buscou especializações em forças federais como Exército Brasileiro, Marinha do Brasil e Polícia Federal, além das co-irmãs Polícias Militares dos Estados da federação. À estas instituições foram enviados oficiais e praças (praças em maior quantidade, fato inédito na PMAP), a fim de se especializarem no que era necessário para capacitá-los a prestarem um serviço de qualidade à sociedade e a altura de uma unidade de operações policiais especiais.

Muitos dos policiais enviados para outros estados brasileiros eram oriundos da CIRP, e bem representaram o Amapá nas especializações Brasil a fora, como em São Paulo, Goiás, Ceará, Alagoas e Bahia. Trouxeram conhecimentos e técnicas modernas, dentro de áreas policiais específicas, como: desarmamento de explosivos, gerenciamento de crises, seqüestros e roubos com reféns, patrulhamento diário especializado em guerrilha urbana, emprego de armamentos não-letais, munições químicas e de impacto controlado para Controle de Distúrbios Civis.

Todas essas especialidades, as vistas de muitos não pareciam necessárias, pelo menos não naquele momento. Porém, a observância futurística dos atores iniciais desse trabalho não se deixou esmorecer, provando que o enfoque diferenciado estava além de meros “achismos”. Dessa forma, oficiais e praças da Polícia Militar do Amapá, deixaram o Estado e seus familiares por longos meses em detrimento da especialização, e ao retornarem, os “cursados” (como são chamados os policiais com especialização), de imediato, multiplicaram seus conhecimentos para todo o restante do batalhão com cursos do mesmo nível em que foram formados. 

(…) uma unidade de operações especiais na PM com três companhias, ROTAM, COE e Choque, tínhamos agora que conquistar o público interno e externo. Para o público interno nos transformamos uma referencia em técnicas policiais, e para o público externo viramos sinônimo de eficiência e confiabilidade”. (Coronel Marcos Vasconcelos da Cruz, 2012) 

Neste ano de 2012, o BOPE – AP, agora referência nacional em especializações policiais, completa 10 anos de existência e atuação no Estado do Amapá. Lealdade, honra, força, disciplina e compromisso com a missão, são alguns dos lemas seguidos à risca pelos integrantes desse valoroso Batalhão que serve a sociedade amapaense.
Por Ewerton Dias Ferreira – Sub Ten PM – Divisão de comunicação do BOPE.
Celular: 09691272498
Telefone Fixo: 09632121510

BOPE, proteger e servir!

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