12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos inicia com a exibição de dois documentários no auditório do MP-AP

A abertura da 12ª Mostra Cinema de Direitos Humanos (MCDH) aconteceu nesta segunda-feira (26), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ), com a presença de alunos das escolas estaduais Nazaré Vasconcelos e Zolito Nunes, autoridades, produtores e militantes do segmento audiovisual no Amapá. A mostra está ocorrendo em todo o Brasil, para marcar os 70 anos da Declaração dos Direitos Humanos. O procurador Jair Quintas representou o procurador-geral, Márcio Augusto Alves, e a promotora de justiça Ivana Cei também esteve presente no evento. O Ministério Público do Amapá (MP-AP) assim como o Governo do Estado (GEA) são parceiro do Ministério dos Direitos Humanos e do Instituto Cultura em Movimento (ICEM), que estão à frente da Mostra.

No total serão exibidos até o dia 5 de dezembro, 40 filmes com temas relacionados às lutas para garantir direitos, das mulheres aos negros, do meio ambiente e idosos à diversidade religiosa, divididos em quatro categorias, Temática, Panorama, Mostrinha, para crianças e adolescentes, e Homenagem, que nesta edição é dedicada ao ator brasileiro Milton Gonçalves. As escolas estaduais e auditórios do MP-AP serão transformadas em salas de exibição com acesso gratuito, desde que respeitadas os limites de idade. Todos os filmes são conhecidos pelo seu teor de conscientização sobre direitos e deveres.

O produtor, ator e diretor Thomé Azevedo fez a abertura falando dos caminhos percorridos pelo movimento do audiovisual no Amapá, para que se chegasse até a ter o reconhecimento e entrasse no circuito de programação nacional e respeito de instituições como o GEA e MP-AP. A professora Arlene Favacho discursou sobre a emoção de estar contribuindo para que adolescentes, jovens e adultos tivessem acesso à filmes e à produtores do audiovisual no Amapá. “É de uma enorme importância que estes alunos assistam e participem dos debates sobre direitos humanos”, disse a educadora.

O Procurador Jair Quintas ressaltou que tratar de direitos é um dos objetivos do MP-AP, e que esta mostra chega em um momento adequado, quando a violência, em todos os sentidos, que desrespeita os direitos das pessoas impera no Brasil. “Infelizmente o Amapá está inserido neste contexto da violação dos direitos. Hoje amanhecemos com a triste notícia de um assalto com muitos reféns no centro de Macapá, então reunir jovens para que sejam conscientizados quanto aos direitos humanos através do cinema é de grande utilidade pública. E o Ministério Público do Amapá é parceiro desta iniciativa”.

O público, que lotou o auditório, ficou encantando com a performance do contador de histórias Joca Monteiro, que interagiu sitiando sua realidade e de sua família para abordar o tema direitos humanos, e com a emocionante apresentação de pessoas portadoras de deficiência visual, que fizeram um número de dança, mostrando que acima de tudo está o respeito com as diferenças e opções. Dois filmes foram exibidos na abertura, “A Rua É Noiz”, documentário de Eduardo Cunha e Pedro Cela, e “Livre Enrolado na Raiz”, de Camila Caracol.

A programação segue com exibições gratuitas até o dia 5 de dezembro.

Mariléia Maciel – Assessora técnica
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]


Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *