25 de setembro – Por Mariléia Maciel – @MarileiaMaciel

Esperei acabar este dia, 25 de setembro, quando meu pai completa 7 anos e quatro meses de partida, a minha amiga querida Raimundinha Ramos, 1 ano e 11 meses, e seu Arin, 11 meses, pra dizer de Marco Antônio, que nesta data que nunca esqueço, também partiu para as estrelas.

Marquinhos eu conheci bem novinho, era sobrinho de uma vizinha, que sempre visitava, e ainda “taludo” começou a fazer rádio. Lembro primeiro dele na Rádio Equatorial, perto de casa, no tempo que escutávamos o radinho como quem acessa hoje a internet, com intensidade. Eu ouvia o Marquinhos, assim como ouvia o Costa Chaves, o Everaldo, Domiciano Gomes, Arnaldo Araújo, Hélio Penafort, Joaquim Ramos. A voz poderosa, grave, firme, e a gente aqui, do outro lado, nem sabia quem estava do outro lado do rádio, mas já nos encantávamos com o poder da voz.

Eu jamais imaginei que aquele moleque branquelo, de cabelo cacheado, olho azul, óculos de grau, jeito de nerd, era o dono daquela voz que eu ouvia no rádio. Fui ligar a pessoa à voz bem depois, já como operária da comunicação, meados dos anos 90, quando tive a oportunidade de trabalhar junto com o Marquinhos no Governo do Estado, ele na produção dos programas de rádio, e eu, assessora de comunicação.

Uma vez perguntei se ele lia as cartas que recebia, e ele disse que todas. Então me chateei, porque eu tinha deixado uma cartinha pedindo música para ele e o Valdecir Bittencourt, e nunca foi lida. Culpei a recepcionista, claro. Acompanhei seu namoro e casamento, descobri que era irmão e amigo de pessoas de meu convívio, fizemos inúmeras farras, noitadas, com muitas histórias pra contar.

Marquinhos sempre sereno, sensato, brincalhão, com a piada pronta, com ou sem graça, mas riamos do mesmo jeito, porque a amizade permite momentos assim. O encontrei com outra grande colega, Stephany (nunca acerto escrever o nome) namorando de mãos dadas, achei lindo que continuava o romântico do programa Transas do Coração, apaixonado incorrigível, que bom!

Mas a vida é cheia de caminhos e descaminhos, então nos distanciamos, sem perder a essência de sonhadores e perseguidores de notícias. Marcos hoje nos deixou, seguiu, e fico com um aperto no peito por não ter tirado um tempinho pra visitá-lo, dar um cheiro, um abraço.

Guardo em mim as lembranças de um parceiro maravilhoso metódico e engraçado, piadista e romântico, daquelas pessoas que achamos que nunca morrem, porque têm a alma liberta de rancores e maldades, é um ser humano comum, com erros e medos, mas acima de tudo, completos como pessoa.

Siga em paz meu querido, leve minhas mensagens de amor para meus amores que aí habitam, e desejo muito que seja bem recebido para a vida eterna. Depois a gente se encontra. Bjs

Essa foto foi tirada nos anos 90. Dela já chorei por Leal e Jorge Ernani, meus parceiros com quem muito aprendi. Gratidão e agradecimentos por tudo o que vivi e vivo com meus amigos.

Mariléia Maciel

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