31 Anos atrás, uma corda no pescoço do ROCK

Há exatos 31 anos, o jovem músico Ian Curtis, atormentado por angústias e culpa, sentindo a pressão do sucesso crescente de sua banda, se enforcou dentro de casa. Ian Curtis morreria ali, mas o seu mito, um dos maiores da história do rock, acabava de nascer.
Ian Curtis era líder do Joy Division, banda que mudou a cara do rock com sua postura e sonoridade. Suas ideias seguem reverberando pela música até hoje.
A carreira de Ian Curtis de A à Z.
Anton Corbijn – fotógrafo e diretor de clipes de bandas como U2 e Depeche Mode. Ele dirigiu o longa Control, sobre a vida de Ian Curtis
Bowie, David – A fase glam do roqueiro, de discos como Ziggy Stardust e Diamond Dogs, foi uma forte influência no jovem Ian.
Closer – Segundo álbum do Joy Division, saiu um pouco depois da morte de Ian e é considerado sua obra-prima. Tem faixas como A Means To An End, Isolation e Atrocity Exhibition.
Ouça A Means To An End
Deborah Curtis – Mulher de Ian até sua morte. O casamento foi problemático, com um Ian cada vez mais difícil de conviver e infiel. Deborah escreveu em 1995 o livro Touching from a Distance: Ian Curtis and Joy Division.
Epilepsia – Ian sofria da doença. Sua dança desengonçada no palco às vezes descambava em ataques epilépticos de verdade. Ele tinha que ser removido do palco e levado ao camarim para ser socorrido.
Factory – A gravadora independente comandada pelo apresentador de TV Tony Wilson. A Factory foi a casa de grande parte das bandas pós-punk de Manchester, incluindo o Joy Division, que por ela lançou todos os seus singles e álbuns.

Góticos – Com sua postura depressiva e clima nublado, a música do Joy Division foi uma enorme inspiração para o movimento dos casacões pretos e lápis borrado no olho que surgiu nos anos 80.
Haçienda – Clube/casa de shows que tinha como sócios o pessoal do New Order e Wilson, da Factory. Abriu dois anos depois da morte de Ian, mas é certo que o sucesso póstumo do Joy Division ajudou a bancar o projeto.
Iggy Pop – Consta que Ian estava ouvindo muito o álbum The Idiot, de Iggy Pop, quando se matou. O roqueiro americano sempre foi uma de suas maiores influências.
Jovem – Nascido em 15 de julho de 1956, Ian Curtis tinha apenas 23 anos quando se matou em 18 de maio de 1980. Ele se enforcou.
Kraut-rock – O estilo percussivo e experimental de bandas alemãs como Can e Faust serviu de fonte para os grooves secos do Joy Division.
Love Will Tear Us Apart – O maior hit do Joy Division. Considerada em 2002 pela revista inglesa NME como o melhor single da história e pela Rolling Stone como uma das 200 melhores de todo o sempre.
Veja o clipe de Love Will Tear Us Apart.

Manchester – Antigo centro da Revolução Industrial e inspiração para um jovem Engels formular suas teorias socialistas, a cidade chegou nos anos 70 do século 20 combalida e ultrapassada. Foi onde Ian morou a maior parte de sua vida e o epicentro do pós-punk no norte da Inglaterra.
New Order – Depois de sua morte, os três membros restantes do Joy Division, Bernard Sumner, Peter Hook e Stephen Morris, decidiram seguir em frente com um novo nome, New Order. No começo, o som era uma continuação do JD. Com o passar do tempo, o New Order ganhou cara própria, mais eletrônico, pop e dançante.
Oitenta – Algumas das principais bandas dessa década são admiradoras do som do Joy Division e das letras de Ian Curtis: U2, The Cure, Echo and the Bunnymen e Simple Minds.
Peter Saville – O designer que deu à Factory sua identidade visual minimalista e elegante, co-autor de clássicas capas do Joy Division como Closer e Unknown Pleasures.
Quieto – Uma das características marcantes de Ian Curtis era sua introversão. Durante as gravações da banda ele quase não interagia com seus companheiros.
Retrospectivas – A obra do Joy Division pode ser encontrada em várias coletâneas lançadas em diferentes épocas. Algumas importantes: Still, Substance, Heart and Soul (caixa), Joy Division The Complete BBC Recordings, The Best of Joy Division e The Peel Sessions.
Sex Pistols – Quando eles tocaram em Manchester pela primeira vez, apenas um punhado de gente foi ver. Todos que foram, porém, tiveram uma epifania e saíram de lá determinados a montar uma banda, incluindo Ian Curtis e seus amigos.
Twenty-Four Party People (A Festa Nunca Termina) – Ótimo filme que conta a trajetória de Tony Wilson, Factory, Haçienda e a cena de Manchester. Traz Ian Curtis como um jovem agressivo e extremamente sarcástico.
Unknown Pleasures – Primeiro álbum do Joy Division, contém clássicos como New Dawn Fades e She’s Lost Control.
Volta – Peter Hook anunciou ano passado que pretendia excursionar tocando clássicos do Joy Division. Foi acusado de ser oportunista e de cometer sacrilégio.
Warsaw – Primeiro nome do Joy Division.
Xerox – Na esteira do Joy, a Factory lançou uma série de bandinhas que copiava o som deles como The Wake, Crispy Ambulance e Stockholm Monsters. O próprio New Order no início soava igual ao Joy Division.
You’re Not Good For Me – Uma das primeiras faixas da banda, encontrada no EP que saiu quando o JD ainda se chamava Warsaw.
Zero Zero – A década que acabou de terminar foi cheio de artistas que devem muito ao Joy Division, como Bloc Party, Franz Ferdinand, Interpol, The Editors e Moby.

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