A ausência não é amiga do amor

                                                                                     Por Elton Tavares

Sabem aquilo que todos escutamos desde moleques, sobre seus pais estarem sempre certos, ou pelo menos em 90% das situações? Pois bem, é verdade. Meu pai dizia que é preciso dizer “eu te amo” para as pessoas que realmente amamos sempre, por que, se algo acontecesse você não teria perdido outra oportunidade.

Ontem passamos um perrengue, esperamos a boa ou má notícia com a ansiedade de um alcoólatra, mas o que parecia um dilema, não passou de um grande susto. Sim, podem achar que é pieguice, mas, como diz a minha sábia amiga Camila Karina: existem “pessoas presentes e presentes pessoas. Tem muita diferença nisso”.

Vamos por partes, minha avozinha paterna tem osteoporose, levou um tombo, foi removida com suspeita de fratura de ambulância e eu logo pensei em tudo que uma simples queda poderia ocasionar a uma idosa extremamente ativa. E olhem que não sou desses de frágil equilíbrio emocional. Foi tenso. Mas a coisa foi só muscular e tudo acabou bem, graças a Deus.

Aí, chegando em casa, começo a pensar sobre o susto, sobre o quanto ando ausente da casa da minha avó, o quanto converso pouco com a minha mãe em alguns dias que estou super atarefado. Comecei apensar sobre os tais projetos profissionais e tudo que nos torna ausentes, distantes de gente que amamos. Ora vejam só, descobri o óbvio: a ausência não é amiga do amor.

Não estou iniciando aqui um culto ao descompromisso, mas se realmente quisermos, podemos encontrar um tempinho para pessoas que amamos, nem que seja para aquele momentinho de dizer: eu te amo!
Façam uma avaliação do que realmente é importante, cuidem dos seus e se façam presentes. Abraços na geral.  
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