A falta em busca da presença

Crônica de André Mont`Alverne

Na falta de ter o que falar, eu decido tentar escrever sobre tudo o que me vem à cabeça.

Eles dizem que é na falta de idéias ou no excesso de informações e imagens inúteis que juntas não somam um nada, que Diabo dá aquele toque – “aí eu faço a festa”. Mas hoje não cara, hoje não.

Essa platéia silenciosa talvez nem exista e mesmo assim está sedenta pelo desejo de finalmente ver de perto as grandes expectativas tomando formas concretas. Uma exposição onde os aplausos fariam ecos no universo.


As expectativas fazem parte da vida, mas com o tempo podem desgastar os corações esperançosos como a areia fina, que corre rápido por entre os dedos, deixa a mão seca e grossa, capaz de arranhar os rostos mais delicados.

As coisas belas, que foram construídas em tempos que há muito sumiram da memória daqueles que não tem nada de bom para lembrar, reaparecem no além do que se pode imaginar.

Correr atrás do sol para manter o dia claro ou enfrentar a escuridão da noite para ver o amanhecer?

Quando óbvio pula de trás da moita de uma forma assustadora, a verdade passa a ser uma passageira diária que desceu de um ônibus lotado no centro da cidade. Pronta para iniciar mais uma longa e árdua semana.

Boa semana para todos os leitores do BLOG DE ROCHA

André Mont`Alverne
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