A gente perde o chão quando falta saúde

2020 não tá fácil pra ninguém. Cada um de nós perdeu um amigo, parente ou conhecido que gostava. Realmente a gente perde o chão quando falta saúde. Dezembro está mais pesado para este editor. Perdi amigos e familiares de amigos tratando de Covid-19.

Nos outros finais de ano tudo sempre foi  festa, como não podia deixar de ser. Pessoas como eu, chegadas a um ‘goró’, aproveitavam ao máximos as confraternizações para biritar com amigos e coisa e tal. A gente nunca pensou que algo de ruim neste tanto de ruindade poderia acontecer.

Pois é, mesmo assim sou grato por nenhum dos que são do meu núcleo de amor ter partido por conta da pandemia e por eu mesmo ter driblado a doença até aqui. E ainda, pelos meus afetos que se curaram e o que ainda estão com o coronavírus estarem medicados e passando por isso da melhor forma.

Me solidarizo com os que não tiveram a mesma sorte. E agradeço todos os dias a Deus.

Fico triste com os irresponsáveis, que mantiveram  o clima de festa e promoveram encontros. Torço para que não fiquem arrependidos e tristonhos por tão estúpida atitude neste tempos difíceis. Dezembro está como foi 2020. Um paradoxo de risos e lágrimas. Mais choro para alguns e poucos risos para a maioria.

Sigo com cuidados e orações. E deixo um recado para os imbecis: parem. Não levem a culpa pela morte de seus pais ou avós. Pois a  verdade é que a gente perde o chão quando falta saúde a quem amamos. Pense nisso e cuide bem dos seus amores!

Elton Tavares

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