A história e lendas da Pedra do Guindaste (em frente de Macapá)

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Foto: Floriano Lima

A Pedra do Guindaste é um monumento localizado em frente à cidade de Macapá, ao lado do Trapiche Eliezer Levy, dentro do Rio Amazonas. No século passado, ela teve como finalidade servir de alvo aos exercícios de tiro dos soldados, ao lado norte da Fortaleza de São José de Macapá.

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Foto: Alexandre Brito

Existem lendas em torno da “Pedra do Guindaste”, que ao longo dos tempos vêm servindo de inspiração a muitos poetas e pintores regionais. Uma delas é contada pelos moradores da antiga rua da praia e igarapé das mulheres, que afirmam existir uma cobra grande, com dimensões não calculadas, que na “maré de reponta”- ou seja, quando a água do rio não está na cheia e nem na vazante -, sai dali para tomar água, de maneira que a mesma nunca conseguiu cobrir a pedra. Se por ventura, alguma autoridade tiver a infelicidade de mandar retirar a pedra do rio, a água do amazonas subirá tanto que Macapá toda irá para o fundo.

Pedra do Guindaste – Arquivo de Floriano Lima.

Um dia colocaram a imagem de São José, padroeiro de Macapá, em cima da pedra. Pouco tempo depois um navio chocou-se com ela destruindo-a. No lugar foi construído um pedestal de concreto para São José, colocado de costas para a cidade, mas abençoando todos que aqui chegam pelo majestoso rio Amazonas.

Foto: Márcia do Carmo

A imagem do santo padroeiro é uma obra de arte do escultor português Antônio Pereira da Costa. Ele também esculpiu os bustos de Tiradentes (na Polícia Militar) e Coaracy Nunes (no aeroporto) e os leões do Fórum de Macapá (atual sede da OAB).

Fontes: Porto Retrato e Alcinéa


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    Olá! Quero parabenizar o Blog de Rocha, por compartilhar somente informações bacanas. Nesse mundo, que está cheio de ódio e brigas, por aqui, encontramos leituras interessantes como esta e diversos poemas que nos deixam mais leves.
    Muita luz e muito amor, à todos os envolventes!

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    Eu escrevi essas lendas e foi publicado no “Tipiti” era um suplemento do Diário Oficial, publicado pelos técnicos em cultura dos anos 90 (nessa época eu era técnica em cultura no governo do estado). Depois, a Fundação de Cultura do Amapá, nos anos 90. Ao invés de publicar, copilou em uma publicação interna. Gostei muito de ver essa publicação no Blog.

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    Olá Claudete. Sou professor da rede pública e gostaria de saber onde posso encontrar esses textos em formato digital pra trabalhar em sala de aula. Você ainda os tem?

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