A liberação para construção de dois terminais de granel em Santana foi anunciada durante a Norte Export

A construção de dois novos Terminais de Uso Privado (TUP) no Amapá foi autorizada na última semana, pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) e Ministério da Infraestrutura (MINFRA). Com isso, a Plataforma Logística do Amapá tem até cinco anos, a partir de 2020, para concluir as obras no município de Santana. A expectativa é que o Terminal de Granéis Líquidos do Amapá (TGLA) e o Terminal de Granel do Amapá (TGA) movimentem a economia e geração de empregos durante as obras. A partir do momento do funcionamento, o estado do Amapá entra na rota logística de exportação de grãos.

O anúncio da liberação para as obras foi feito durante a primeira reunião de trabalho preparatória do Norte Export, para o Brasil Export, evento de porte internacional que irá acontecer em outubro próximo, em Brasília. O prático, vice-presidente da Associação Internacional de Práticos, e membro da coordenação de Comitês Orientadores do evento, Ricardo Falcão, afirmou que, com a regionalização do Brasil Export, a construção dos terminais, e as vantagens geográficas do Amapá, o estado tem a possibilidade real de escoar cerca de 30 milhões de toneladas de grãos vindos do Centro-Oeste.

Em números, a construção dos terminais representa R$ 1 bilhão em investimentos, gerando 3 mil empregos diretos e 30 mil indiretos. Para um dos terminais o Fundo da Marinha Mercante liberou para o projeto da Plataforma Logística do Amapá, R$ 550 milhões em empréstimos. Para o segundo, R$ 450 milhões, para investimento na construção de empurradores, rebocadores e barcaças. Com a instalação dos terminais, os grãos que hoje estão sendo escoados do Centro-Oeste para Paranaguá e Santos, por falta de infraestrutura no Arco Norte, passarão a ser transbordados via município de Santana.

“Os dados mostram que a carga de milho e soja que vem do Centro-Oeste precisa ser escoada pelo Arco Norte, e somente com uma estrutura como as dos novos terminais, será possível garantir que 500 navios operem nesta região anualmente. E isso representa muito para o Amapá, principalmente com a descentralização das discussões preparatórias para o Brasil Export, pois durante o Norte Export teremos a oportunidade de traçar estratégias para a apresentação das vantagens do Arco Norte no fórum nacional, e o Amapá pode ser visto pelo potencial logístico para o agronegócio”, explicou Ricardo Falcão.

Norte Export

A autorização pela ANTAQ e MINFRA foi a principal notícia da primeira reunião do Norte Export, ocorrida nesta sexta-feira, 13, onde estavam reunidos empresários e autoridades do setor portuário, operadores de direito e parlamentares, como o senador Lucas Barreto e a deputada federal Patrícia Ferraz, o suplente de senador Josiel Alcolumbre, e o diretor presidente da Una Marketing de Eventos, responsável pelo Fórum, Fabrício Julião.

O Norte Export é o fórum regional de logística, e, assim como nas demais regiões do Brasil, é preparatória para o Brasil Export, que até este ano se chamava Santos Export e vai para a 18º edição em 2020. A nacionalização do evento e os fóruns regionais foram decisões do último evento, em outubro, e o Amapá será sede das discussões do Norte Export, que reúne investidores, autoridades e empresários dos estados da Amazônia Legal.

“Teremos outras discussões de propostas, soluções e estratégias regionais durante as reuniões do Norte Export. E no Brasil Export, na presença de exportadores, importadores, armadores, agências reguladoras e operadores logísticos do Brasil e outros países, iremos mostrar o resultado do fórum regional, a geografia, infraestrutura e logística do Arco Norte, as novas projeções de calados e os investimentos em estrutura, como atrativos econômicos”, finalizou Ricardo Falcão.

Mariléia Maciel
Assessoria de comunicação

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