Agricultores apresentarão experiências no cultivo de banana em Dia de Campo no Amapá

Produtores de base familiar dos municípios de Pedra Branca do Amapari, Porto Grande e Serra do Navio, estão sendo mobilizados para participarem do Dia de Campo “Inovações tecnológicas da cultura da banana na Perimetral Norte”, a ser realizado na manhã do próximo sábado, 07/03, no Assentamento Munguba (Porto Grande/AP), onde está instalada uma Unidade de Referência Tecnológica (URT) de cultivo de bananeira. A programação consta de quatro estações, com orientações técnicas que vão desde as etapas do cultivo da bananeira, a preparação da área, plantio e manejo, controle de pragas e os cuidados na pós-colheita do fruto.

A estação 1 vai destacar os desafios e perspectivas da agricultura familiar na atividade da bananicultura na Perimetral Norte, e será coordenada pelo casal de agricultores Ana Deusa da Silva Melo e José Cordeiro Dias, este conhecido como Goiano. Os organizadores têm a expectativa de reunir em torno de 150 agricultores com experiência ou aspirantes ao cultivo da banana, que atuam na área de influência da rodovia da Perimetral Norte, localizada ao longo do vale do Rio Amapari, região central do estado do Amapá.

O Dia de Campo é realizado por meio do Projeto TecFruti (Tecnologias sustentáveis para o fortalecimento da fruticultura na Amazônia), liderado pela Embrapa Roraima e atividades em vários estados da Amazônia Legal, custeado com recursos do Fundo Amazônia. O objetivo é indicar cultivares de bananeiras validadas para as condições do Estado do Amapá, compartilhando técnicas e promovendo a troca de experiências para motivar o público participante sobre a importância econômica, social e ambiental de tecnologias e práticas sustentáveis no cultivo da bananeira.

Três Unidades de Referência Tecnológicas (URTs) de banana foram instaladas no município de Porto Grande, onde está a maior concentração de produtores desenvolvendo a fruticultura no estado do Amapá. Em parceria com agricultores, a equipe do projeto TecFruti no Amapá viabilizou o plantio de mudas das cultivares resistentes a doença Sigatoka negra, causada pelo fungo Mycosphaerella fijiensise e considerada a mais severa e destrutiva doença foliar da bananeira. “Os genótipos avaliados e indicados para o Estado do Amapá são oriundos da Embrapa Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas/Bahia) para viabilizar opções de cultivos de banana. Assim, temos a BRS Pacovan Ken, BRS Japira, BRS conquista e Galil18 cultivares resistentes e a cultivar BRS Pacoua moderadamente resistentes, ressaltou o coordenador técnico do evento e analista de transferência de tecnologias da Embrapa Amapá, Jackson de Araújo dos Santos.

A Sigatoka-negra foi registrada pela primeira vez no Amapá em 2000. Atualmente, está disseminada por todo o estado, com elevada severidade em variedades comercialmente cultivadas e, em muitos casos, provocando o total comprometimento da qualidade e quantidade do produto. Conforme o fitopatologista Wilson da Silva Moraes, a introdução de cultivares de bananeiras resistentes à Sigatoka-negra, inclusive lançadas pela Embrapa, é a principal alternativa à garantia de continuidade da bananicultura no Amapá.

Esta iniciativa atende a objetivos do Projeto TecFruti, que é difundir os materiais genéticos de banana com qualidade superior, dentro dos requisitos do mercado e de resistência e tolerância às principais doenças que ocorrem em bananais na região amazônica, assim como promover o intercâmbio de conhecimento e tecnologias, e contribuir com a introdução de novas técnicas de manejo da cultura da bananeira e formação de agentes multiplicadores.

Estações do Dia de Campo:

1-Desafios e perspectivas da agricultura familiar na atividade da bananicultura na Perimetral Norte. Ana Deusa e José Cordeiro Dias. Produtores.

2- Implantação e manejo da cultura da bananeira. Jackson de Araújo dos Santos (Embrapa).

3- Ocorrência e formas de controle das principais pragas da cultura da banana e seus controles. Cristiane Ramos de Jesus (Embrapa) e Wilson da Silva Moraes (Superintendência Federal do Ministério da Agricultura no Estado de São Paulo).

4- Pós-colheita da cultura da banana. Blênio Brito Bernardes (Rurap).

Dulcivânia Freitas, Jornalista DRT/PB 1063-96
Núcleo de Comunicação Organizacional
Embrapa Amapá
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
Macapá/AP

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