Alegria, rufar dos tambores e levantamento do mastro marcam a inauguração da Central do Marabaixo e abertura do Ciclo 2023

“Espaços como este nos aproximam da nossa cultura e hoje foi uma grande oportunidade de apresentar para meu filho um patrimônio que é nosso e precisamos conhecer e valorizar”, disse animada, a professora Arlene Marta. Ela trouxe o filho, o pequeno Carlos Eduardo, de 8 anos, para conhecer a Central do Marabaixo, inaugurada na sexta-feira (31), pelo Governo do Amapá, na abertura oficial do Ciclo do Marabaixo 2023.

A festa contou com exposição de artigos da cultura marabaixeira, como vestimentas, caixas, degustação da tradicional gengibirra, cozidão, feira de artesanato, além de várias apresentações ao longo da noite.

A abertura terá três dias de programação, que segue até domingo, 2 de abril, no Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, no bairro do Laguinho, em Macapá.

Nos moldes da Central do Carnaval, o espaço tem a presença das associações culturais Berço do Marabaixo, Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau, Azebic e União Folclórica da Campina Grande (UFCG) e grupo Barracão Santíssima Trindade, da comunidade de Casa Grande, região do quilombo do Curiaú.

Para o governador, Clécio Luis, a experiência inédita de criar o espaço também é uma das ações planejadas junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional para manutenção do registro do Marabaixo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

“Desde 2018, quando recebemos esse título, recebemos também uma grande missão que é a de demonstrar ações de salvaguarda. Na nossa política cultural, as nossas manifestações tradicionais, em especial o marabaixo, terão um lugar de destaque, pois fazem parte do fundamento da nossa própria identidade cultural”, ressaltou o governador.

“Aqui cada um dos grupos pode mostrar ao público um pouco do que acontece em seus barracões durante toda a programação do Ciclo que dura cerca de três meses”, complementou a diretora-presidente da Fundação Marabaixo, Josilana Santos.

No local, os visitantes poderão vivenciar a experiência do Ciclo do Marabaixo, conhecendo cada barracão que representa as associações participante e os elementos como a gengibirra, cozidão, o mastro, as bandeiras, a murta, dentre outros.

“Durante três dias mudamos o endereço de nossos barracões e nos reunimos em um só lugar para que todos possam ter essa experiência e participarem dos eventos tradicionais em nossos barracões”, explicou Valdinete Costa, presidente da Associação Berço do Marabaixo.

A ideia do espaço é apresentar a cultura, aproveitar seu potencial e transformar o Marabaixo em um produto comercial criativo, conforme explica a secretária de Cultura, Clícia Di Micelli.

“É um momento histórico para o povo do Amapá, pois aqui podemos observar o acesso a um espaço de promoção e valorização da ancestralidade, mas que tem um olhar para o futuro de onde queremos chegar com a nossa cultura”, ressaltou.

Texto: Maurício Gasparini
Fotos: Gabriel Penha
Assessoria de comunicação do Governo do Amapá

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