Amapá é o estado com a maior taxa de crianças com Aids do país

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Por Cássio Albuquerque

O Amapá foi o estado com o maior número de registros de Aids em crianças menores de cinco anos, em 2013. O dado, correspondente ao Boletim Epidemiológico de HIV e Aids 2014, foi divulgado pelo Ministério da Saúde, no dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta contra a Aids. De acordo com o documento, a cada 100 mil crianças nesta faixa-etária, oito estão infectadas com o vírus no estado.

Vencelau Pantoja, da coordenação do programa DST/Aids no Amapá, disse que o número mostra a ocorrência de falhas durante o pré-natal.

“Em grande parte dos casos, o diagnóstico é detectado próximo ou depois do nascimento do bebê. O problema também está associado ao fato de o teste rápido não ter sido incluído na lista de exames do pré-natal e por não ter sido realizado na maternidade há alguns anos, como também de muitas mulheres que deixam de fazer o acompanhamento médico correto durante a gravidez, o que possibilitaria fazer um diagnóstico precoce”, apontou.

Pantoja disse que a coleta dos dados é resultado de ações de prevenção desenvolvidas pelos órgãos de saúde nos últimos anos.

“Nós chegamos a esse número porque houve um aumento da oferta de testes, além de um trabalho preventivo. Em ambos os casos, são ações positivas que estão se intensificando, tanto na instância estadual, como na instância municipal”, reforçou.

Números pelo país

De acordo com o boletim epidemiológico, cerca de 734 mil pessoas vivem com HIV e Aids no Brasil. Desse total, 80% (589 mil) foram diagnosticadas. Desde os anos 80, foram notificados 757 mil casos de Aids no país. A epidemia no Brasil está estabilizada, com taxa de detecção em torno de 20,4 casos, a cada 100 mil habitantes. Isso representa cerca de 39 mil novos casos de Aids ao ano.

O coeficiente de mortalidade por Aids caiu 13% nos últimos 10 anos, ainda segundo o boletim, passando de 6,1 casos de mortes por 100 mil habitantes em 2004, para 5,7 casos em 2013. Do total de óbitos por Aids ocorridos no país até o ano passado, 198.534 (71,3%) ocorreram entre homens e 79.655 (28,6%) entre mulheres.

Fonte: G1 Amapá

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