Amapaenses buscam sucesso internacional com banda de rock

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Por Fabiana Figueiredo

A banda paulista Tramp Stamp Moose está focada em alcançar o sucesso internacional, e, para chegar lá, o grupo investe em experimentos musicais a partir da mistura de ritmos nas composições. Atualmente, o grupo planeja unir os sons produzidos por instrumentos do marabaixo e da guitarra. Apesar de ter sido criada em São Paulo, a banda tem raízes amapaenses; três dos quatro integrantes iniciaram carreira em Macapá.

O grupo é formado pelo vocal Alejandro Cadena, de 21 anos, mais conhecido como Skipp Worm (amapaense); pelo baixista Bruno Mont’ Alverne, de 22 anos (amapaense); pelo baterista Sherlon Ruy, de 26 anos (paraense); e pelo guitarrista Gabriel Ferreira, de 19 anos (paulista).

Tramp Stamp Moose prefere não se limitar ao estilo do rock, que já toca. “Na verdade o rock alrock3ternativo veio a calhar, não gostamos muito de definir o que compomos, porque criamos o que vem à cabeça, depende do que estamos sentindo”, falou Mont’Alverne.

A língua inglesa é predominante nas 30 composições da banda, das quais seis foram gravadas no EP “The Joker”, lançado em setembro de 2014. “Nós compomos em inglês porque sai de forma natural, e o público aceita melhor também, torna-se mais sucesso dessa forma. Nossa intenção é sair do Brasil e ter uma carreira mundial”, falou o vocalista, Skipp.

A experimentação musical faz parte do grupo. Um dos focos para 2015 é investir na música regional do Amapá. “Um dos nossos desejos é usar os instrumentos do marabaixo. Temos muita vontade de misturar o batuque com o rock, até porque somos uma banda que experimenta de tudo”, completou o baixista.

A raiz amapaense é rock4marcada pela genética dos músicos: Skipp é filho da cantora Patrícia Bastos, premiada no 25º Prêmio da Música Brasileira, e Bruno é sobrinho do violonista e professor de música Sebastião Mont’Alverne.

Sobre tocar no Amapá, a banda diz que há muita dificuldade por questões logísticas. Os meninos reforçam, no entanto, que se houver oportunidade, eles vêm tocar para os fãs amapaenses que acompanham os trabalhos de longe.

Histórico

Os músicos contam que cada um teve uma carreira individual, antes de se conhecerem. Bruno e Skipp eram os únicos que se conheciam e tocavam juntos na banda Red Light Cops, em 2011, em Macapá; Sherlon tocava na banda Corleones, também na capital amapaense; e Gabriel era guitarrista em São Paulo.

Para investir na carreira de baterista, Sherlon se mudou para São Paulo. Anos depois, em 2012, Skipp foi para a cidade paulista para estudar o curso superior de Design, mas começou a investir na música. O vocalista conheceu pela internet o guitarrista Gabriel. E Bruno, convidado por Skipp, chegou à São Paulo em janeiro de 2014, para formar a banda Tramp Stamp Moose.rock5

“Para começar com a carreira, gravamos nossos trabalhos e divulgamos entre os amigos e pela internet. Nessa, compartilhando para amigos de amigos, fomos ficando conhecidos naturalmente. Até que através da internet fomos sendo contratados para shows em São Paulo e até fora da cidade”, falou Mont’Alverne. Para ele, a rede social Facebook é a maior ferramenta de divulgação da banda.

Na página da rede social, o Tramp Stamp Moose tem mais de 1,2 mil curtidas. No Youtube, dos 3 videoclips lançados pela banda, o mais acessado é o “The Joker”, música tema do EP, com mais de 2,1 mil views.

O grupo conta que já tocou em lugares diferentes, desde uma ocupação em um prédio abandonado até um palco para cerca de 300 pessoas. “Esperamos o sucesso e não a fama. Esperamos que nossa música seja madura, com material bom e que as pessoas gostem de escutar”, complementa o baixista.

Fonte: G1 Amapá

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