“Aquele infeliz, maldito!” – Por @danalvescst

Por Daniel Alves

Conviver é necessário, mas tem cada companhia nesse mundo que faz a gente repensar se não é melhor correr e procurar abrigo nas montanhas.

– Porra, olha só, já comecei reclamando. Que saco!

Se para cada sujeito insatisfeito no mundo um sinal de pisca alerta se acendesse, pronto, nós já estaríamos salvos e eu nem precisaria concluir esse texto. Só que se fosse fácil a gente não ficava esbravejando a cada esquina querendo alvejar os bons e velhos “babacas”.

Hoje o mundo se divide entre os que reclamam e os que são o motivo do estorvo. Uma hora ou outro você ocupa um destes postos. Claro que tem gente que gosta mais lado negro da força, aí sem salvação, também não sou madre Tereza, né?!

O cara que xingou o motorista barbeiro no trânsito, entrou na fila de dez volumes com 18 na mão – Impossível de perdoar. A senhora insatisfeita com o vizinho do som alto queimou meio quilo de folhas do quintal – Será que não tem pulmão, não?

Lidar com “este”, “esta”, “aquele”, “aquela” é um esporte olímpico para maratonistas. Nascemos para ser o encosto do outro, mas poucas vezes admitimos esse lapso. Antes de qualquer coisa, gritamos, esperneamos e vamos até o fim com a nossa grosseria.

O caminho que se toma para uma briga é o mesmo que nos leva a uma solução, mesmo que pareça tenebroso aceitar isso.

Este conselho não é de uma pessoa que vive de amor ou que irá para o céu de foguete, mas acredito que olhar para nós mesmos ajuda no julgamento que fazemos do outro. Aliás, não é todo o dia que podemos fazer as pazes com o vizinho, quem sabe não é hoje.

Fonte: Amortinar

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