Áudio visual: Depois de 1 ano sem conseguir apoio, produtores se mobilizam

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Uma das oficinas para aprimorar os conhecimentos sobre projetos. Foto: Manoel do Vale

Por Manoel do Vale

Profissionais do audiovisual amapaense reuniram no último fim de semana com representantes da Agência Nacional do Cinema (Ancine) para um “intensivão” sobre elaboração de projetos de captação de recursos. No ano passado, o Amapá não emplacou nenhum projeto.

O programa destina R$ 60 milhões, divididos entre as cinco regiões do país, para produção de conteúdo e grade de programação para emissoras públicas de televisão.

Cada região terá R$ 12 milhões para trabalhar conteúdos para séries de animação e documentários, filmes de ficção e documentários de longa metragem.

O Programa de Desenvolvimento do Audiovisual existe há dois anos, com missão de descentralizar a produção audiovisual brasileira do eixo sul/sudeste.

No ano passado, o Amapá entrou com 13 projetos inscritos, habilitou quatro, mas nenhum conseguiu financiamento.

Ao contrário do que possam parecer, estes números representam um grande avanço, pois fomos o estado com maior numero de projetos inscritos”, disse o representante do segmento no Conselho de Cultura do Amapá (Consec), Uliclelson Luís.

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Raquel Leiko. Oficinas prosseguem até o fim de março – Foto: Manoel do Vale

A jornalista e produtora Raquel Leiko foi quem ministrou a oficina para as linhas de documentário no Amapá, abrindo a agenda que segue de 11 a 13 de março com a oficina para as linhas de investimento de séries de animação, ministrada por Marcos Vinicius Vasconcelos. Depois será a vez de Guilherme Fiuza falar sobre a linha de ficção, entre os dias 26 e 28 de março.

O esforço, segundo informou o representante do escritório do Programa de Desenvolvimento do Áudio Visual (Prodav) na Região Norte, Clemilson Farias, é para tornar mais equilibrada a participação das regiões da produção de conteúdos audiovisuais.

As oficinas são importantes como metodologia para entender o que o edital pede. Mas existe um ponto a se levado em consideração. A política de regionalização tem que garantir acesso geral, não apenas orientações de plataforma das chamadas públicas”, ponderou Uliclelson.

As oficinas têm duração de 20 horas e acontecem todas na sede do Consec. O Conselho de Cultura fica na Avenida Cora de Carvalho, 1842, Bairro Santa Rita.

As inscrições são feitas exclusivamente pela internet, AQUI.  

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Plano Estadual de Cultura

A mobilização dos profissionais do audiovisual é também para definir diretrizes, metas e objetivos que estimulem o segmento em âmbito estadual dentro do Plano Estadual de Cultura. O que será feito nesta quarta, no Conselho de Cultura, às 18h.

O plano é um instrumento de gestão onde a sociedade civil, por meio dos colegiados setoriais, cria um texto base para a implantação de leis posteriores que serão votadas pela Assembleia Legislativa.

Fonte: SelesNafes.com

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