Banzeiro do Brilho-de-Fogo abre inscrições para oficinas no quilombo do Curiaú (via blog da Alcilene Cavalcante)


Na próxima semana qualquer pessoa que mora em Macapá vai poder aprender a fabricar instrumentos musicais, tocar e fazer artesanato usando matéria prima regional. O Projeto Banzeiro do Brilho-de-Fogo abre as inscrições para as oficinas que são o início de um movimento cultural que até dezembro ganha as ruas da cidade e fortalece as tradições musicais do Amapá. A iniciativa reúne músicos e artesãos reconhecidos, mestres da cultura popular e sociedade e chama a atenção pela proposta de inclusão social e cultural que promove.

Inspirado no Arraial do Pavulagem, que colore e agita o Pará, levando as músicas e características regionais para as ruas, como o boi e o carimbó estilizado, aqui a identificação visual será legitimamente amapaense. O beija-flor brilho-de-fogo, raridade encontrada em nossas matas, foi escolhido para ser o símbolo do movimento, e o repertório terá como base as músicas produzidas no Amapá e populares “ladrões” de marabaixo, tudo ritmado com tambores e outros instrumentos.

O projeto é dividido em etapas, e incia com as oficinas de produção de instrumentos; rítmica, que ensina a tocar os instrumentos produzidos, e a de artesanato, onde será ensinado e confeccionado todos os adereços que irão adornar os participantes e instrumentos.

Após o aprendizado, começa a etapa seguinte, que  são os ensaios fechados  para compreensão de espaço, divisão de lugares, movimentação de instrumentos e harmonização. Em outubro e novembro o projeto começa a ganhar corpo e ir para as ruas, com ensaios abertos.  Quem não fez as oficinas vai poder participar cantando as músicas que são de domínio público. Estes ensaios serão intercalado com shows musicais.

Em dezembro acontece a etapa final com o o grande cortejo que vai arrastar a população e colocar nas ruas as tradições e costumes, enraizados na cultura amapaense. “O Banzeiro do Brilho-de-Fogo é um movimento cultural democrático e que chega com este objetivo, de movimentar a cidade, mostrar nossas tradições e vai encantar a população”, disse Adelson Preto, coordenador do projeto.

Para sair do papel, neste primeiro ano a Prefeitura de Macapá vai dar apoio para o Banzeiro, mas a ideia é ser independente, e com o passar do tempo, ter suporte para andar com as próprias pernas. “Não é um projeto da Prefeitura, vamos trabalhar para não depender de recursos públicos, assim, os governos podem passar que ele permanece. Temos como exemplo o Arraial do Pavulagem em Belém que conseguiu este objetivo”,  explica o coordenador.

Além de Adelson Preto, coordenador geral, o projeto tem os músicos Alan Gomes na direção musical, Paulinho Bastos como coordenador de produção musical e regente, Nena Silva, coordenador de oficina rítmica, Pedro Bolão na coordenação das oficinas de instrumentos, e a artesã Melissa Silva, na de artesanato e adereços. Eles dão o comando para outros profissionais que irão repassar os ensinamentos para os participantes, que não tem limite de idade.

Serão abertas cinquenta vagas para cada oficina, e não paga nada para se inscrever. Interessados podem se inscrever no Centro Cultural Raízes do Bolão, no Curiaú.

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