Bar do Abreu, o DEMOCRÁTICO – Por Clay Sam

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Por Clay Sam 

Pense num lugar onde flamenguista senta no lado do vascaíno e ainda divide o mesmo tira-gosto. Oposição e situação sentam no mesmo balcão e ainda dividem opinião. Em suma, seria mais ou menos você ver o Bush tomando chopp com Fidel Castro e fumando um bom charuto cubano. Pois é, este lugar existe e está bem aqui no Amapá.

O Bar do Abreu ao longo de mais de três décadas tem sido palco de inúmeras cenas que são impossíveis de serem vistas em qualquer lugar deste planeta.

As histórias e papos que ocorrem por lá, é claro, são impublicáveis, só você indo até lá pra ter uma ideia do que se trata.

O ambiente funciona como uma espécie de ponto de encontro de intelectuais, jornalistas, políticos, artistas… Anônimos ou famosos têm o mesmo tratamento e desfrutam do mesmo atendimento. Há uma constante que quando alguém quer ficar sabendo de tudo o que está acontecendo na cidade, as últimas informações de um determinado caso, quem saiu com quem, o bar é o lugar ideal.

No Abreu são comuns as pequenas reuniões de jornalistas discutindo pautas ou analisando fatos que marcaram a semana. Outro ponto de destaque do bar são as partidas de futebol transmitidas pela TV. Há dezenas de monitores que retransmitem campeonatos de todos os estados e divisões. Chega a ser engraçado uma grande torcida fazendo o maior barulho e ao seu lado um único torcedor de um time de sua região. Mas esta é a tradição local. O bar é um espaço literalmente democrático em que prevalece o bom humor em todos os aspectos, e as diferenças são deixadas para trás após um gole e outro. O Abreu, ao longo de todo esse tempo, tem mostrado como se faz um espaço democrático.

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