Batman Vs Superman – A Origem da Justiça, um filme decepcionante

No final de semana passado assisti ao filme Batman Vs Superman – A Origem da Justiça, um filme chato na mesma proporção da quantidade de efeitos especiais que possui. Com o trailer porreta, prometeu, mas não cumpriu. E olha que a bilheteria já faturou quase 450 milhões de dólares desde a estreia da película, há cinco dias.

Confesso que sempre fui mais fã da Marvel que da DC. Também não sou crítico de cinema ou nerdão viciado em todo tipo de referências, mas li muita HQ na adolescência. Mas, no meu achismo, Batman Vs Superman está longe de ser um bom filme de super-herói.

São quase três horas de poucos momentos legais do Batman (que me surpreendeu na interpretação do Ben) e um pouquinho da Mulher Maravilha. Já o homem de aço decepciona do início ao fim do filme. Claro que o longa possui referências a cenas clássicas das HQs, mas mesmo isso não me fez gostar da película. Esse filme não paga nem meia-entrada. A DC Comisc possui filmes fantásticos. Todos os filmes do homem-morcego de Christopher Nolan são excelentes (Batman: O Cavaleiro das Trevas [2008] é o melhor) e Watchmen: O Filme (2009).

O Batman, por ser o Batman, salva os 25% do filme que gostei (as partes que ele está malvadão, detonando com os inimigos). Mas o Super-Homem resolveu apertar no foda-se e detonar uma pá de gente inocente em suas ações. O que despertou dúvidas sobre o controle da atuação do homem de aço. O velho papo dos efeitos do poder nas mãos de um só cara.

O roteiro é ruim, pois não segue a sequência dos quadrinhos, os diálogos são terríveis e o diretor tenta compensar nos efeitos especiais (muito tiro, doido. Explosão, então, sai de perto).

Basicamente, Batman hostiliza o homem de aço pela possibilidade dele fazer cagada no futuro, por conta do estrago feito na batalha contra Zod (O Homem de Aço). Por sua vez, Superman acha o morcego um justiceiro desenfreado. Lex Luthor semeia a discórdia pra tirar proveito. E nenhum deles (nem o Batman) percebe o jogo idiota.

Aliás, Lex Luthor parece um moleque mimado e longe do gênio maléfico que o personagem pede. O vilão criado por ele é incrivelmente imbatível e sem graça, resultado de uma espécie da história de Frankstein adaptada pra DC. Ridículo mesmo.

Mesmo para mim, fã de quadrinhos e que consequentemente adoro filmes de super-herói, o longa é absurdamente ruim. Esperava mais da direção de Zack Snyder (Watchmen e 300 de Esparta). O Batman é sempre bom, mesmo com o Ben Affleck. Henry Cavill é um péssimo Superman, Amy Adams faz uma Lois Lane ao estilo mocinha indefesa, clichê normal. Jeremy Irons é um Alfred inexpressivo, perde feio para Michael Caine, no mesmo papel em Batman, o Cavaleiro das Trevas. Gal Gadot arrebentou como Mulher Maravilha e Jesse Eisenberg um Lex Luthor chatinho e babaca.

Com uma história que tinha tudo pra ser um filme excelente, virou essa película cheia de inconsistências, sem graça e muito menos ação. Aí dirão que foi um filme feito pros fãs, aqueles que sacam todo o caralhal de referências contidas no longa. E daí? Também sou fã nessa porra, também li as HQs, também saquei todos os “fan services” e sim, também assisti ao filme Homem de Aço. Muito blá-blá-blá pra pouco quebra pau.

Esse roteiro fraco, histórias desconexas e ação de menos fizeram Batman Vs Superman perder a chance de entrar para a história. É pior que o primeiro filme de super-heróis, Superman, de Richard Donner, de 1978.

Aliás, podemos colocá-lo na mesma gaveta do esquecimento junto com Demolidor – O Homem Sem Medo – 2003; Aço (Steel) – 1997. Shaquille O’Neal; Hulk – 2003; Superman – O Retorno – 2006; Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança e Lanterna Verde. A única vantagem que Batman Vs Superman tem sobre esses filmes citados são os efeitos especiais e excesso de referências. E fim de papo!

Deadpool é o melhor filme de super-herói de 2016 (muitos amigos não curtiram esse, mas é o lance de gosto), de longe. Aguardamos a Guerra Civil pra esquecer de vez esse Batman Vs Superman, que por sinal, é palhoça. Zack Snyder, meu amigo, que merda hein? A última vez que um diretor transformou uma bela história em um filme frustrante foi em Faroeste Caboclo.

Com lutas sem graça, trilha sonora chata, diálogos risíveis e roteiro pateta, o longa não é o que eu esperava. Uma decepção com efeitos especiais (mas a Batcaverna é legal e rendeu gifs bacanas). É isso. Os fãs já podem me crucificar, mas o filme é horrível mesmo!

Elton Tavares

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