Bolsonaro, os negões e as lésbicas

                                                                                    Por Régis Sanches

Já que ninguém se manifesta a favor do deputado Jair Bolsonaro, vou escrever o que segue: não tenho olhos azuis nem os cabelos loiros, nem quero tê-los, mas também não sou gay, nem negão, mas sou feliz. Quando passo uma temporada na cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro – onde nasceu a Preta Gil – até os gringos me chamam de “russo”. Lá no Rio “Russo” é a denominação genérica para gringo, assim como “Paraíba” é o genérico de nordestino.


Eu nunca processei ninguém que houvesse me chamado de Russo. Se Bolsonaro entendeu ou não a pergunta da Preta Gil feita no programa CQC da BAND TV, aí já são outros 500. É um problema que o deputado tem que resolver no fonoaudiólogo, e a Câmara Federal tem verbas específicas para cuidar da saúde dos nobres deputados.

Quanto a Preta Gil, eu não tenho a mais vaga lembrança. Tenho certeza que ninguém em sã consciência jamais comprou um CD de sua autoria para escutar – com algum prazer – alguma música dela. Que eu saiba, ela é apenas a filha do Gilberto Gil.

Vou escrever com todas as letras: Preta Gil é gorda e, como seu próprio nome diz, é preta, tem cabelo pixaim (pixaim é com X ou CH¿) e se diz feliz por ser gay. Eu, Régis Sanches, não sou negão, não sou gay e estou muito bem obrigado. E vou repetir uma frase do Jaguar, do impagável O Pasquim, onde tive o prazer de trabalhar no início dos anos 80: “O sujeito quer dar o cú, então vai lá e dá o seu OF (orifício fedorento). Mas não vem me dizer que tem orgulho de fazer uma coisa dessas!!!”

Pronto está dito, está escrito, está postado: ninguém precisa gostar de gay para ser feliz, ou simplesmente ser gay. Basta ser gente, branco, verde, azul, amarelo ou preto, ou qualquer outra cor. O tema é procedente e tangencia o estado do Amapá, e vou meter o dedo na ferida. Para quem está no Sul Maravilha é bom que saiba: aqui em Macapá temos a União dos Negros do Amapá (UNA). A instituição tem uma sede linda, que ocupa um quarteirão inteiro no bairro do Laguinho,o reduto dos pretos. Tudo pago com dinheiros públicos. Mas são as nossas neguinhas e os nossos negões. São imexíveis, intocáveis.

Agora, alguém já me perguntou se eu estou feliz com isso? Então quero fundar a UBRAM (União dos Brancos da Amazônia). É apenas uma idéia. Mas não seria de todo ruim ter uma sede para tomar umas cervejas no final de semana. Portanto, sinto no ar, nessa estória da Preta Gil X Bolsonaro, o cheiro da patrulha ideológica. Senão, vejamos: alguém proíbe a Preta Gil de dormir com alguém, de qual sexo for ou de qualquer raça ou nacionalidade?

O mundo funciona mais menos assim: cada macaco no seu galho. Macaco gordo não se pendura em galho magrinho. Mas se eu jogar uma casca de banana na frente de um negão, aí já vem aquela turma do MNU (Movimento Negro Unificado) ajuizar uma ação por perdas e danos morais, etc & tal na Procuradoria Geral da República. Se eu cometer a heresia de chamar um veado de bicha (ou quem desmunheca de boiola, qualira ou ximbungo), aí vou ser crucificado pelo GGB (Grupo Gay da Bahia).

Quero esclarecer que não sou nazista e nem cultivo no meu quintal a homofobia ou o racismo. Até porque ao longo da história da civilização havemos tido negros e negras magníficas: Billie Holliday, Jimi Hendrix, Cassius Clay, Pelé, Michel Jordan, entre tantos outros. E certamente Preta Gil jamais figuraria nesse dream tem.

Por isso, acho que a senhorita Preta Gil quer apenas aparecer. Ela não tem talento para nada. Vive à sombra da fama do seu pai, bebendo muita água, no seu eterno “efeito sanfona”, engordando as manchetes da “mídia de celebridades”.

Aqui termino, reafirmando que não assisto a bobagens do tipo BBB, pois as celebridades que me importam sãos as autênticas: Megas Alexander, Leonardo da Vinci e Albert Einstein. Por coincidência, os dois primeiros eram comprovadamente gays – mas nunca alardearam ter orgulho de fazer uma coisa dessas. Mas, infelizmente, não eram negões. Já Albert Einstein era machista e comeu a Marilyn Monroe, pseudônimo de Norma Jean. Agora, podem me processar, pois eu não sou gay nem negão, e estou muito bem, obrigado!

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