Breve resenha da Live Show+Documentário do disco “Todo Música”, de Enrico Di Miceli

Foto: Maksuel Martins

Trabalhei o dia todo ontem e somente agora deu pra rabiscar umas breves linhas sobre a sensacional Live Show+Documentário do disco “Todo Música” (nome também da música que é o carro chefe do álbum, composta em homenagem a Gilberto Gil), de Enrico Di Miceli (músico paraense radicado no Amapá), no último sábado (5).

O palco da apresentação online foi o Bebedouro do Jardim da Flor, local na residência do músico, batizado com o nome da filha do artista com a produtora cultural Clicia Di Miceli. Aliás, a Flor também canta e toca, mas é uma história para se contar em outro texto.

Foto: Maksuel Martins

Com direção musical do renomado Alan Gomes, a live/show contou com a produção da competente Clicia Di Miceli e o documentário exibido durante a transmissão foi assinado pelo talentoso cineasta Thomé Azevedo, com a fotografia de Nildo Preto e assistência de Ana Vidigal. Todos com nomes destacados do cenário cultural deste nosso lugar no meio do mundo e fora do Amapá.

Com tanta gente Phoda envolvida, só poderia ter um resultado: o mini-documentário sobre o Todo Música ficou espetacular, assim como o disco, pois esse álbum, em suas 12 faixas, é cheio de leveza poética e força amazônida, elementos como marabaixo, batuque, arranjos e ritmos do Brasil e mundo, que deixam a gente contagiado pela arte do identidade de “ser daqui”. As músicas possuem o mágico tempero do poema com canção.

Imagens dos depoimentos do doc.

O documentário narra todo o processo de gravação do disco, bem como as criações do arranjador, cantor, compositor, tocador, entre outras coisas fantásticas, que o Enrico é como artista. Não somente pelo talento, mas pela generosidade, humildade e forma como conduz sua carreira tão cheia de parceiros, amizades e amor. Tudo isso muito bem explicado pelos compositores com quem ele fez as músicas, em depoimentos muito porretas.

A única música do álbum que Enrico não ajudou a criar foi “Dia Quente”, de Zeca Baleiro, que é seu amigo e assina a apresentação do Todo Música.

Já a live do show não foi menos paid’égua. A apresentação contou com a banda que sempre acompanha Enrico, composta por exímios e reconhecidos músicos . Não vou citar todos, mas em nome dos meus amigos (esse texto é para falar de música, mas também de amizade) Alan Gomes (baixo e direção musical), Edson Fabinho (guitarra), e Osmar Júnior, o nosso “poetinha”, que fez uma apresentação especialíssima. Parabenizo a todos esses festejados tocadores.

Foto: Maksuel Martins

Aliás, com Osmar Jr, Enrico cantou e tocou a música Pedra de Mistério, que eles fizeram juntos,que no show, foi dedicada ao Nilson Chaves, ícone da música amazônica e amigos de ambos, recuperado da Covid-19 há poucos dias.

A música é, com toda certeza, a arte mais sublime, pelos menos para mim. Quem consegue escrever, tocar e cantar canções é iluminado. Di Miceli é um desses seres sonoros que fazem a nossa alegria. Já disse e repito: Enrico do Amazônica Elegância é Todo Música. Seus Timbres e Temperos já rederam muitas Maniçobas Musicais. Ele é grande, igual a beleza da arte que emana. Um cancioneiro caralisticamente PHODA!

Em resumo, a live e o documentário foram lindos de assistir, escutar e ver a arte musical que pulsa constantemente em Enrico e os envolvidos nesse projeto. Em especial, parabenizo a dedicada Clícia, que conduziu tudo com maestria. Uma mistura sublime de atitude, irreverência, sensibilidade e muito talento, aliado a uma produção amorosa.

Foto: Maksuel Martins

Como disse Nietzsche, “a arte existe para que a verdade não nos destrua. E falando em citações, termino com Leon Tolstói: “fale de sua aldeia e estará falando do mundo”. Viva a música e a cultura do Amapá. É isso!

Elton Tavares

Assista aqui a Live Show+Documentário do disco “Todo Música” e se inscreva no canal do Enrico: 

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