Campanha Publicitária busca atrair pequenos produtores para Rotas de Integração Nacional

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) lança, neste sábado, em Macapá (AP), a nova campanha publicitária das Rotas de Integração Nacional. Ela será veiculada nos sete estados da Região Norte – Tocantins, Acre, Rondônia, Amazonas, Roraima, Pará e Amapá.

O programa Rotas de Integração Nacional completa dez anos de existência e, depois de uma experiência exitosa na criação do polo de frutas no Vale do São Francisco, no Nordeste brasileiro, buscará desenvolver e ampliar cadeias produtivas na Amazônia.

Já foram investidos mais de R$ 79 milhões por todo o país. O incentivo é voltado sempre a pequenos e médios produtores familiares, que são organizados em associações e cooperativas. A partir daí, recebem treinamento, assistência técnica e financiamento. O resultado é que pequenos arranjos locais se avolumam a ponto de se transformarem em agroindústrias exportadoras.

A campanha publicitária do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional buscará difundir informação sobre as Rotas de Integração Nacional na Amazônia e, assim, atrair mais e novos pequenos produtores familiares para se beneficiarem.


O filme principal da campanha trará depoimentos do pescador Jonas Monteiro, morador da Ilha de Santana, no Amapá, que faz parte da Rota do Pescado; do agricultor Pedro Paulo Siqueira Furtado, de Abaetetuba, no Pará, que, beneficiado por uma Rota do Açaí, consegue vender para os Emirados Árabes; e da produtora Verônica Preuss, que, de Brasil Novo, no Pará, está exportando chocolate para Europa e Ásia graças à Rota do Cacau.

A Amazônia foi escolhida devido à sua importância estratégica e à sua rica biodiversidade. Desenvolver cadeias produtivas locais gera empregos com baixa emissão de carbono. Além disso, tem indicadores sócio-econômicos inferiores aos das demais regiões do país, o que demanda ações específicas para reduzir a desigualdade regional.
Em 2023, as Rotas de Integração Nacional alocaram cerca de R$ 30 milhões para todas as regiões. Dessa quantia, 60% foram destinados à Amazônia em 15 novos projetos, beneficiando diretamente 64 mil famílias produtoras por meio de ações de certificação, assistência técnica, aquisição de insumos, equipamentos e a implantação de agroindústria.

Mais de R$ 18 milhões foram investidos em pesquisa, inovação e processamento do cacau, desenvolvimento sustentável e profissionalização da cadeia produtiva na Rota do Açaí, e criação e certificação dos produtos da Rota do Pescado.
Atualmente, o programa conta com 13 Rotas: do Açaí; da Avicultura Caipira; da Biodiversidade; do Cacau; do Cordeiro; da Economia Circular; da Fruticultura; do Leite; da Mandioca; do Mel; da Moda; do Pescado; e da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC). Duas delas (da Avicultura Caipira e da Mandioca) foram lançadas no ano passado.

Na Região Norte, são cinco as Rotas, distribuídas em 11 Polos.

1) Rota do Açaí: quatro polos (três no Pará e 1 no Amapá)
2) Rota da Biodiversidade: dois polos (um no Amazonas e um no Amapá)
3) Rota do Cacau: dois polos (um no Acre e um no Pará)
4) Rota do Mel: um polo no Pará
5) Rota do Pescado: dois polos (um no Acre e um no Amapá)

Política de Financiamento

O arranjo dos polos e a criação das rotas é o passo inicial de uma ambiciosa estratégia de desenvolvimento para a Amazônia. Depois que os pequenos produtores se organizam em associações e cooperativas, o MIDR está atuando para facilitar o acesso a linhas de crédito vultuosas para melhorar e expandir os negócios.

Para isso, preparou o orçamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO). Não só o tamanho do FNO cresceu de R$ 9 bilhões em 2023 para R$ 14 bilhões neste ano, quanto a fatia destinada especificamente a bioeconomia e agricultura familiar saiu de menos de R$ 20 milhões no ano passado para pelo menos R$ 2,8 bilhões em 2024.

Assessoria de comunicação

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