CARTA MANIFESTO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA AMAPAENSE

03 de Abril de 2020

Com base em dados científicos e estatísticas disponíveis e de amplo conhecimento das redes estaduais, nacionais e internacionais de Ciência e Inovação, a comunidade científica do Estado do Amapá, representada pelos pesquisadores e Instituições que compõem a Rede Integrada de Pesquisa do Amapá – RIPAP, estimulados pelo Governo do Estado do Amapá por meio da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, manifesta sua preocupação e posição quanto aos possíveis cenários de transmissão e infecção no contexto da pandemia do novo coronavírus (COVID 19), no Estado do Amapá, bem como compreende que:

➢ A gravidade desta pandemia é singular em riscos a toda a população, de todas as idades, em especial idosos e portadores de comorbidades;

➢ Considerando que a expansão da doença se mostra acelerada, causando morbidade e internações em massa, portanto colocando em risco a funcionalidade do sistema de saúde do Estado.

➢ Considerando o crescimento exponencial dos casos em todo o Estado do Amapá.

➢ Considerando que todas as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde insistem na necessidade de isolamento social e quarentena restrita de toda a população, com o objetivo de constranger a velocidade de transmissão comunitária;

➢ Considerando que todos os países e regiões que não atenderam a estas recomendações, a exemplo da Itália, Espanha e Estados Unidos, estão enfrentando alto índice de mortalidade, internações em massa, expansão da doença, colapso do sistema de saúde e impactos econômicos e sociais desta pandemia.

➢ Considerando que os Decretos GEA no. 1414/2020 e 1415/2020 promoveram ampla redução de atividades, com adoção de ações em favor da desconcentração de pessoas, permitindo um menor impacto inicial na estrutura de saúde do Estado, com número controlado de casos, a partir do isolamento social;

Os signatários desta comunidade cientifica recomenda:

➢ A prorrogação do período de quarentena da população até, no mínimo, o dia 30 de abril, para todo o Estado do Amapá;

➢ A aplicação de testes rápidos na maior quantidade de pessoas possível – sintomáticos ou assintomáticos – para que se possa identificar e agir nos casos suspeitos e confirmados, a exemplo da Coréia do Sul, que com o teste em massa conseguiu manter achatada a curva de transmissão;

➢ No que tange o aspecto econômico, esta comunidade é ciente do forte impacto sofrido nesta pandemia e sugere medidas compensatórias que possam alcançar as pessoas em vulnerabilidade social e econômica e, prioritariamente, as micro e pequenas empresas, sem com isso ignorar produtores e comerciantes que geram emprego em maior escala e com isso amparam também fundamentalmente a família amapaense;

➢ O uso de tecnologias que possam fazer a triagem de forma remota e escalada na população para que se identifiquem os casos suspeitos, como exemplo de Cingapura que consegue monitorar os passageiros que chegam ao país e os casos identificados como suspeitos.

Assinam a carta:

– Rafael Pontes (SETEC/UNIFAP)
– Daniel Chaves (PROFNIT/PPGMDR/UNIFAP)
– Nagib Melem (EMBRAPA)
– Katia Paulino (UEAP)
– Antônio Teles Junior ( Sec. Cidades/UNIFAP)
– José Carlos Tavares (PPGBIO/PPGCF/PPGIF/UNIFAP)
– Claudia Chelala (DMAD/UNIFAP)
– Marcela Videira (UEAP)
– Allan Kardec Ribeiro Galardo (IEPA)
– Gabriel Araújo-Silva (UEAP)
– José Reinaldo do Nascimento Neto (SESI/SENAI)
– Emerson Castilho-Martins (PPGCS/UNIFAP)
– Bruno Ricardo S. Castro (SEBRAE)
– Werbeston Douglas de Oliveira (PROFNIT/UNIFAP)
– Mary de Fátima Guedes (FAPEAP)
– Amanda Alves Fecury (UNIFAP)
– Cláudio Marcio Mendonça (UNIFAP)

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