Cultura indígena é valorizada em oficina realizada em Oiapoque

No município de Oiapoque, a 590 quilômetros de Macapá, uma oficina de colares e pulseiras está incentivando artesãos locais a aumentar a produção do artesanato indígena.

O curso é ministrado pelo artesão Deimison Sfair e acontece no Museu dos Povos Indígenas de Oiapoque – Kuahí. O objetivo da oficina é valorizar e mostrar um pouco da cultura desses povos.

Os materiais utilizados para a confecção das peças foi extraído da natureza em várias aldeias espalhadas pela região. A oficina emprega técnicas de várias etnias e também mostra como as peças produzidas podem ser comercializadas. O artesanato é uma fonte de renda para muitos indígenas

Amapaense joga no time sub-15 do Flamengo


Netinho’ já passou pelo Santos e São Bento de Sorocaba e deixou o Amapá aos 10 anos de idade. Garoto sonha em vestir camisa da seleção
Assim como milhares de jovens espalhados pelo Brasil que tentam a sorte no futebol, um amapaense vem se destacando nesse objetivo. João Ferreira de Oliveira Neto, o ‘Netinho’, tem 15 anos e integra, desde o início de 2013, o time sub-15 do clube de maior torcida do país: o Flamengo do Rio de Janeiro. O garoto, que deixou o Amapá quando tinha 10 anos, já passou pela equipe do Santos, de São Paulo, e até já conquistou um título internacional pelo clube.

Netinho é filho Alexandre Clésio Vilhena de Oliveira, mais conhecido em Macapá como ‘Tchola’. O pai chegou a jogar futebol profissional por equipes como São José, Ypiranga, Trem e Oratório, porém não teve muita sorte e preferiu dedicar-se aos estudos, mas apostou no filho. O menino desde cedo mostrava habilidade no futebol e sempre acompanhava o pai nos jogos, principalmente nos de futsal. Talvez daí venha o gosto pelo esporte.

De acordo com Tchola, Netinho deixou o Amapá quando foi descoberto pelo Santos. Conta que sempre notava que o filho baixinho demonstrava habilidade e num dos seus aniversários decidiu fazer vídeos do garoto para dar como presente. Os amigos aconselhavam que o pai enviasse aos grandes clubes. Certo dia, a mãe do garoto, Greyce Monteiro, assistindo a um programa de televisão, viu a entrevista de um diretor das categorias de base do Santos e anotou um link solicitando os interessados e enviou o vídeo.

– A mãe dele, assistindo televisão, teve a ideia de mandar o vídeo. Em seguida, eles marcaram um teste para ele, quando foi aprovado. Foi onde ele começou a jogar, ficou três anos no Santos – recorda o pai.

No ‘Peixe’, o menino adquiriu experiência e conseguiu se adaptar longe de casa. Saiu do Santos, onde chegou a ser capitão em sua categoria e jogou um mês pelo São Bento de Sorocaba, onde disputou a Copa do Brasil. Logo em seguida, se transferiu para a equipe do Flamengo, onde atualmente disputa o campeonato carioca sub-15. O pai de Netinho considera que o filho está no caminho certo e aposta no sucesso do atleta.

– Acredito que ele tem feito um bom trabalho e seguindo um caminho muito difícil, que muitos garotos sonham um dia seguir. Sempre acompanhei de perto, tudo da vida dele: estudos, companhias e hoje a mãe mora com ele no Rio de Janeiro. É um bom garoto que pode, sim, ter sucesso se tiver a cabeça no lugar – acredita o pai.

E, ao que tudo indica, o canhotinho, meia esquerda de 1,65m, está mesmo no caminho certo, mas sem descuidar dos estudos. Netinho está no primeiro ano do ensino médio e caso não consiga seguir a carreira de jogador profissional, já escolheu como profissão ser professor de educação física. Na bagagem, muitos títulos já foram conquistados. Campeão Paulista em sua categoria e até mesmo um torneio internacional realizado na Colômbia, representando o Brasil.

– Ele já pensa em um dia vestir a camisa da seleção brasileira. É um sonho de qualquer jogador e com ele não é diferente. Já me falou sobre isso e espero que um dia consiga – emociona-se o pai.

Enquanto isso, vai tentando a sorte pelos clubes do Brasil, alimentando o desejo de um dia conseguir vestir a camisa amarelinha. Um sonho não muito distante se depender da força de vontade de Netinho, um amapaense que no futebol promete chegar longe. (GE)

Cunha&Tavares Consultoria: empresa amapaense é aprovada para integrar rede nacional de organizações contábeis



* A Cunha e Tavares fica localizada na Avenida  Pedro Lazarino, 516 – Beirol e o telefone de contato é (96) 3223-4242 – Foto: Elton Tavares


O GBrasil, uma rede nacional de organizações contábeis, que concentra o conhecimento profissional de várias companhias do Brasil, aprovou a Cunha & Tavares Consultoria, escritório de consultoria e contabilidade com sede em Macapá, para fazer parte do seu rol de associados. Uma espécie de Selo de Qualidade para os grandes escritórios do ramo no país. 

O GBrasil foi constituído em março de 1996 e hoje conta com 38 organizações contábeis com vasta experiência no atendimento a empresas nacionais e internacionais no país. O profissionalismo, agilidade e ética são os conceitos exigidos para fazer parte da rede.  

A partir de agora, a Cunha & Tavares Consultoria é a única empresa de contabilidade do Amapá cadastrada no G Brasil. Além do reconhecimento, ocorre troca de informações entre os escritórios cadastrados e cursos de atualização na área, o que melhora ainda mais a prestação do serviço aos clientes. 

A aprovação, por meio de convite, surgiu após a visita de um consultor do GBrasil, que esteve em Macapá e visitou vários escritórios de contabilidade da capital amapaense, entre eles a Cunha& Tavares. A avaliação do analista foi baseada na qualidade do serviço prestado, qualificação dos funcionários e na estrutura da empresa. 

O reconhecimento é fruto do trabalho sério desenvolvido pelos diretores proprietários da Cunha & Tavares, Paulo Tavares e Dacivone Cunha, juntamente com seus colaboradores. Os contadores abriram a empresa ainda nos anos 90 e nos dias de hoje, a instituição se tornou uma marca no ramo contábil amapaense. É realmente uma história admirável de muito trabalho, honestidade e sucesso. 

Eu trabalhei na empresa. Aliás, em dois momentos. Lá atrás, bem no comecinho do escritório. Os donos são meus tios e sei o quanto eles trabalharam para alcançar o patamar de melhor escritório de contabilidade do Amapá. A eles e seus funcionários, meus parabéns!

Elton Tavares

Joãozinho Gomes, Enrico Di Miceli, Val Milhomem, Zeca Preto, Neuber Uchoa e Mário Moraes no show Maniçoba Musical em Belém


Sons da Amazônia se encontram hoje (11), no palco do SESC/Boulevard, no show Maniçoba Musical. Enrico Di Miceli, Joãozinho Gomes e Val Milhomem, do Amapá,  Mário Moraes, Pará, e Zeca Preto e Neuber Uchoa, de Roraima, são os artistas amazônicos que apresentam um repertório com músicas produzidas no Norte do Brasil mostrando a diversidade sonora da região. O show tem ainda a participação dos amapaenses Patrícia Bastos e Ricardo Iraguany, e do paraense Nilson Chaves.

Enrico, Joãozinho e Val Milhomem têm carreira consolidada no Amapá e desbravaram não somente o Norte, mas outros estados brasileiros onde impuseram seus talentos e a música amapaense. Têm trabalhos individuais e em parceria, assim como as apresentações, a exemplo do show Timbres e Temperos, os CDs Amazônica Elegância e Dança das Senzalas e Tambores no Meio do Mundo. Joãozinho e Enrico estão nos discos de Patrícia Bastos, como Eu sou Caboca e no mais recente, Zulusa.    

Os roraimenses Zeca Preto e Neuber Uchôa são revolucionários e pioneiros do Movimento Cultural Roraimeira, dos anos 80, quando começaram suas carreiras. Zeca é cantor, compositor e poeta, e percorreu vários estados apresentando a música roraimense para o Brasil. Tem oitos discos gravados e dois livros publicados. Neuber segue o mesmo caminho de Zeca, tem cinco CDs solos e seis coletivos, e dois livros publicados.

O compositor e intérprete Mário Moraes representa no show Maniçoba Musical a música do Pará. Participou de diversos festivais nacionais, tem espaço na noite paraense e se apresentou em estados como o Amapá e outros. Os seis artistas amazônicos revelam a identidade da música regional no Sesc/Boulevard, com os tambores, sons indígenas, o verdadeiro ritmo do norte do país.

Serviço:


SHOW MANIÇOBA MUSICAL

Data: 11 de outubro
Local: Sesc/Boulevard
Hora: 20h
Entrada Franca

Mariléia Maciel

Técnica amapaense realiza oficina e palestra em Calçoene sobre arqueologia

Por Pérola Pedrosa

Levar e trocar conhecimento com a comunidade de Calçoene é o objetivo da técnica em arqueologia  Deyse França que estará nesta quarta-feira, 02, até a sexta-feira, 04, promovendo o evento “Arqueologia em Calçoene” que consiste em oficina e palestras sobre patrimônio arqueológico e o sítio do Solstício da região.

Com experiência na área, a profissional amapaense já trabalha há 8 anos no Núcleo de arqueologia do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa), no Laboratório Peter Hilbert  e agora com trabalho independente desenvolve com apoio do Ministério da Cultura (MinC) e Fundo Nacional de Cultura, o evento que debaterá em conjunto com a comunidade o papel social da Arqueologia, as formas de compartilhamento dos resultados das pesquisas arqueológicas e os diálogos possíveis entre o público e as pesquisas, com o foco na gestão em comum do patrimônio arqueológico de Calçoene.

Será um dia de oficina e dois dias de comunicações voltadas ao público de estudantes, professores e demais interessados na questão do patrimônio arqueológico dessa Região do norte do Amapá. A oficina será focada para as crianças, com técnicas manuais de preparo da argila para confecção de peças com inspirações arqueológicas. Já as palestras serão para os professores e moradores e profissionais do setor hoteleiro.

“Esse projeto é um investimento importantíssimo do Minc no Amapá, e nossa arqueologia estava precisando muito. Vou abordar como tornar a arqueologia mais próxima dos moradores e que investimentos são possíveis pra torná-la rentável para o turismo”, ressalta Deyse.

Velejadores do AP se preparam para primeiro campeonato de kaite surf


A Associação de Velejadores do Amapá (Avap) está nos últimos preparativos para a 1ª edição do ‘Kaite surf no Meio do Mundo’, que será realizado nos dias 14 a 16 de novembro, ao lado do trapiche Eliezer Levy, na orla de Macapá. A expectativa da entidade é receber mais de 60 velejadores locais e vindos do Pará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, São Paulo e da Guiana Francesa.

O objetivo é recrutar novos atletas para consolidar a prática no Amapá, a qual tem crescido na nos últimos sete anos. De acordo com o presidente da Avap, Elinton Franco, são cerca de 50 velejadores locais registrados na associação.

– Nossa meta é descobrir talentos que possam representar o Estado em competições nacionais. Muitos velejadores têm a agenda corrida durante a semana e praticam o kaite surf como hobby ou nas horas vagas para exercitar o corpo – diz Franco.

No último dia 13, a Associação organizou uma prévia do campeonato de novembro, com o ‘1º Downwind 2013 no rio Amazonas’, abrindo a temporada de ventos fortes, que atuam como fator necessário para a prática do esporte.

Além do viés competitivo, o evento terá debate junto à sociedade e comunidade acadêmica sobre o cenário de poluição na orla do Rio Amazonas, local onde acontecem as provas.
– Nosso esporte é 100% ecológico e não utilizamos nada, além da vontade da natureza para praticarmos o nosso esporte. É importante conscientizarmos os velejadores, cidadões em geral e o poder público sobre a importância da preservação dos nossos recursos naturais – assegura Elinton Franco.

Com apenas uma prancha e uma barra presa com fios na cintura para controlar a pipa,  o velejador realiza as manobras radicais que impressionam quem assiste. Outro ponto de destaque são as pipas no ar que dão um colorido e beleza no céu, chamando atenção das pessoas que transitam na orla do Amazonas.

As inscrições para o evento abrirão a partir da segunda quinzena de outubro. Os interessados deverão entrar em contato com a Avap.

Serviço:

Associação de Veladores do Amapá (Avap)
Fones: (96) 8101-7980
             (96) 9157-6319
*Cassio Albuquerque com orientação do editor Gabriel Penha

Bacana => Unifap homenageia jornalista Hélio Pennafort


Nesta sexta-feira, 20, às 9h, a Rádio Universitária 96,9 FM presta homenagem ao jornalista amapaense Hélio Pennafort. A sala do estúdio de transmissão passou por reformas que possibilitaram uma melhor acústica. De “cara nova”, o espaço foi batizado com o nome do jornalista nascido na cidade de Oiapoque em 21 de janeiro de 1938. De acordo com o diretor da rádio, Fernando Canto, o ato da Universidade Federal do Amapá (Unifap) é um singelo e justo tributo ao profissional de imprensa que sempre pautou seus trabalhos na consolidação da identidade amapaense.

“O Hélio foi pioneiro é realizou grandes e inusitados trabalhos entre nossos interioranos, ilhéus, índios e negros, além de narrar com maestria as nossas manifestações populares”, lembra Fernando Canto. Hélio Pennafort circulou em diversos meios de comunicação local: televisão, impressos, assessorias e rádios. Este último, segundo afirmam os que o conheceram, era sua maior paixão. O amor pelo radiojornalismo gerou, segundo relata a jornalista e professora Graça Pennafort, irmã do homenageado, as primeiras radionovelas locais.

“O Hélio reunia uma equipe e, a partir de fatos reais, vivenciados por ele nas andanças pelos interiores amapaenses, criavam as paisagens sonoras e textos que se tornavam radionovelas. Tudo era feito de improviso, mas o produto final agradava algumas pessoas”, relata. O interior do Amapá era outro apego do jornalista. A convivência se refletia nos seus textos que sempre apresentavam uma linguagem simples e direta. Com esse estilo, o jornalista publicou diversos livros: “Microreportagem”, “Entrevista ao Leitor”, “Um Pedaço Fotopoético do Amapá”, “Estórias do Amapá”. “Os Heróis da Ribanceira”, “Barcellos – Síntese de dois Governos” e “Amapaisagens”.

Pennafort também formou a equipe pioneira da TV Amapá. Na emissora trabalhou como repórter e depois como diretor de telejornalismo. Capitaneou o departamento de jornalismo da Rádio Educadora São José, escreveu e apresentou documentários focados em diversos pontos do Estado, como o rio Oiapoque, a antiga vila do Beiradão e a Base Aérea do Amapá. Hélio Pennafort faleceu no dia 19 de fevereiro de 2001, em São Paulo, em decorrência de problemas respiratórios.

“É bom saber que a memória dele (Hélio) estará preservada em um local tão importante da nossa Universidade. A preocupação é que as novas gerações de jornalistas saibam, ou pelo menos tenham a curiosidade de saber, quem ele foi. Certamente estará feliz com a homenagem”, Graça Pennafort.

Kleber Soares; com informações de João Lázaro (blog Porta-Retratos)
Universidade Federal do Amapá (UNIFAP)