Há 21 anos, morreu o genial Tim Maia

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Hoje completou 21 anos que Sebastião Rodrigues Maia, o talentoso músico, cantor e compositor, produtor musical e pai do Soul nacional, Tim Maia, subiu. Em 15 e de março de 1998, a voz rouca e poderosa do artista calou-se. Ele tinha 55 anos de idade e a causa da morte foi um colapso do organismo causado por infecção generalizada, decorrente das doses cavalares de drogas e álcool que ele consumiu ao longo da vida.

Tim foi uma força da natureza, descrita no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, do jornalista e amigo do cantor, Nelson Motta. Li a obra há sete anos e fiquei fascinado. A publicação serviu de base para o filme exibido nos cinemas brasileiros em 2014.

Ah, o Tim Maia era louco? Sim, era. Um genial doido varrido. Viveu do jeito que quis e nunca se preocupou em ser exemplo. Sou fã de gente assim. Canções como “Azul da Cor do Mar” e “Primavera”, entre tantas outras músicas maravilhosas, são a prova do que foi o cantor e compositor.

A obra de Tim fala de alegria e amor. O artista não seguiu as regras, foi debochado, esquentado, brigão, malandro, egoísta, porra louca (como não rolar uma identificação?), entre outros tantos rótulos que nada são perto do tamanho do talento e do que o cara representou para a música brasileira.

Além de mestre do soul brasileiro e cantor super foda, Tim Maia foi uma figura irreverente e autêntica. O “síndico” era um cara cheio de personalidade e talento. Depois de sua passagem, a música brasileira nunca mais foi a mesma.A ele, meu respeito e homenagem, pois para sermos felizes, vale tudo!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional da Poesia (meus parabéns aos poetas do Amapá e Brasil)


Hoje é o Dia Nacional da Poesia. A data é comemorada em 14 de março por ser o dia do nascimento de Castro Alves, em 1847. Poeta do romantismo, ele foi um dos maiores nomes da poesia brasileira.

A palavra “poesia” tem origem grega e significa “criação”. É definida como a arte de escrever em versos, com o poder de modificar a realidade, segundo a percepção do artista.

Antigamente, os poemas eram cantados acompanhados pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isso, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico. Hoje, os poemas podem ser divididos em quatro gêneros: épico, didático, dramático e lírico.

Sou fã de poesia e poetas. Adoro Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Manuel Bandeira, Mário de Andrade, Mário Quintana, Carlos Drummond de Andrade, entre outros tantos poetas brasileiros, mas gosto mesmo é dos poeteiros amigos. Sim, os que admiro tanto quanto estes nomes aí de cima.

O poeta autor/trovador escreve textos do gênero que compõe uma das sete artes tradicionais, a Poesia. A inspiração, sensibilidade e criatividade deste tipo de artista retrata qualquer situação e a interpretação depende da imaginação dele próprio, assim como do leitor.

Admiro os poetas, sejam cultos, que usam refinados recursos de linguagem ou ignorantes, que versam sem precisar de muita escolaridade. Eles movimentam o pensamento e tocam corações. Não é a toa que as pessoas têm sido tocadas pela poesia há séculos. E nem interessa se o escrito fala de sensatez ou loucura. Tanto faz. O que importa é a criatividade, a arte de imprimir emoções em textos ou declamações.

Não tenho o nobre dom de poetizar, sou plateia. Mas apesar de não existir poesia em mim, uso a tal “licença poética”, para discorrer sobre meus devaneios e pontos de vista.

Hoje, minhas homenagens são para os poetas que são meus amigos. Desde o Fernando Canto, Obdias Araújo, Luiz Jorge Ferreira, Juçara Menezes, Lara Utzig, Carlos  Nilson, Alcinéa Cavalcante, Paulo Tarso Barros, Tãgaha Luz (In Memoriam), Thiago Soeiro, Pedro Stkls, Bruno Muniz, Andreia Lopes, Annie de Carvalho, Flávio Cavalcante,Bernadeth Farias,  Marven Junius Franklin, Carla Nobre, Mary Paes, Maria Ester, Andreza Gil, Ivan Daniel, Patrícia Andrade, Júlio Miragaia, Kiara Guedes, Jaci Rocha, Mary Rocha, Weverton Reis, entre outros tantos. Além de todos os compositores brothers, que transformam poesia em música, como Osmar Júnior, Val Milhomem e Naldo Maranhão.

Também saúdo todos os movimentos que fazem Poesia no Amapá, que realizam encontros em praças, bares, residências, etc. Enfim, saraus para todos os gostos. Portanto, meus parabéns aos poetas, artistas que inventivos que fascinam o público que aprecia a nobre arte poética.

  Viva a poesia!

Elton Tavares

Poesia que não se esgota (do poeta Fernando Canto)

A poesia não se esgota no pensamento porque ela é o esforço da linguagem para fazer um mundo mais doce, mais puro em sua essência;

A poesia procura tocar o inacessível e conhecer o incognoscível na medida em que articula e conecta palavras e significados;

Cada imagem representada, projetada pelo sonho, pela imaginação ou pela realidade, é um símbolo que marca o que sabemos da vida e seus desdobramentos, às vezes fugidios.

Mas nem sempre é o poeta o autor dessa representação, pois tudo o que surge tem base social e comunitária, depende da vivência de realidade de quem propõe a linguagem e a criação poética.

Quando isso ocorre estamos diante da autenticidade do texto poético. E todos somos poetas, embora nem sempre saibamos disso. E ainda que nem tentemos sê-lo.

Fernando Canto

Poema de agora: Poetas – (Carla Nobre e Eliakin Rufino)

POETAS

Poetas deixam vestígios
Por onde passam
Poetas deixam pegadas
Sinais de fumaça
Poetas deixam a língua
Em tremor e alucinação
Pedras e corais no caminho

Poetas deixam pontas de cigarro
E garrafas de vinho
Poetas deixam temperos
Te chamam pra cozinha
Poetas deixam alquimia
Chamam a chuva
Deixam poções
Varinhas de condão

Poetas deixam rastros
Poetas deixam pistas
Impressões digitais
Luz, descobertas navais

Poetas deixam poemas
Deixam catedrais
Deixam espumas
Deixam promessas
Poetas deixam ritos ancestrais

Carla Nobre e Eliakin Rufino

Edição do “Encontro com o Escritor”, na Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, recebe Fernando Canto nesta quinta-feira (14)

Nesta quinta-feira (14), a partir das 15h30, na Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda, será realizada mais uma edição do “Encontro com o Escritor”, com o poeta e escritor, Fernando Canto. A entrada será gratuita. A iniciativa, da direção da Biblioteca em parceria com a Associação Literária do Estado do Amapá (Alieap), visa proporcionar a estudantes, professores, leitores, amantes da literatura o contato direto com poetas, contistas, cronistas e romancistas amapaenses.

Sobre Fernando Canto

Fernando Pimentel Canto, natural de Óbidos (PA), é macapaense em seu coração há mais de meio século. O Tucuju “pegado de galho” desde os sete anos, tem o título de Cidadão Amapaense. Também é imortal membro da Academia Amapaense de Letras (AAL), compositor, cantor, músico, jornalista, sociólogo, professor, Doutor, poeta, contador de histórias, causos e estórias, contista e cronista brilhante, apreciador e incentivador de arte, ícone da cultura amapaense, escritor “imparável, incentivador de todas as vertentes artísticas, membro fundador do Grupo Pilão e servidor da Universidade Federal do Amapá (Unifap).

Ao todo, Fernando Canto possui 16 obras publicadas. O escritor é estudioso e observador do seu mundo. Além de ser contista, poeta e cronista brilhante, também é um detalhista da memória, comportamento e cenários do Amapá. Tenho a honra de ser amigo deste gênio, pois é impossível contabilizar a contribuição dele para o desenvolvimento da nossa cultura.

Serviço:

Encontro com o escritor com Fernando Canto.
Data: 14/03/2019
Local: Biblioteca Pública Estadual Elcy Lacerda
Hora: 15h30
Entrada: gratuita

Elton Tavares

Escritor Rodrigo Mergulhão lança o livro “faz café”, no Treta Club, nesta terça-feira (12)

O escritor debutante Rodrigo Mergulhão convida você a uma xícara de poesia pelo lançamento de “faz café”. Produzido de forma independente, seu primeiro livro transborda poemas sobre amores, dores, vidas, feridas, tabus e luta contra homens desumanos.

O evento ocorrerá nesta terça-feira (12), às 19h, em um movimentado bar da capital. Todo o valor arrecadado com a venda dos livros durante o lançamento será doado ao Abrigo São José.

Nas palavras do autor, “a Arte é o pulsar de um coração coletivo”. Logo, o momento contará com apresentações de amigas como Lara Utzig, vocalista da Banda Desiderare; a bailarina solista Iêda Fernandes, de Alegretto Studio; poeta Kassia Modesto e Grupo Interstellar. Além disso, ao público serão sorteados exclusivos produtos artesanais confeccionados por Joaquim Gatz e Camila K. Ferreira.

Por atuar em bastidores de militâncias sociopolíticas, Mergulhão garante que a noite não será apenas de autógrafos. O evento servirá de espaço para se dialogar sobre investimento na literatura amapaense e mobilizações sociais contra machismo, feminicídio, racismo e LGBTfobia.

Parceria à realização do evento com Treta Club e Comissão da Diversidade Sexual e de Gênero da OAB/AP.

Serviço:

Lançamento de “faz café”
Data: 12/03/2019, terça-feira
Hora: 19h
Local: Treta Club (av. Presidente Vargas, nº. 2467, Santa Rita)
Entrada: franca
Valor do livro: R$ 25

Assessoria de comunicação

Na Baixada Pará, escritor amapaense cria editora artesanal para lançar os próprios livros

Foto: Josimar Nascimento

Por Lílian Monteiro

Usando o bordão já conhecido “Vai passando o homem do livro”, o contador de histórias Joca Monteiro, morador da Baixada Pará, usou um dos cômodos de sua casa para planejar a pequena editora que conta com estrutura de impressora, computador, prensas e outras ferramentas.

A iniciativa, além de fomentar a arte do escritor, também gera oportunidades para outras pessoas, como a escritora e poetisa Patrícia Andrade, que compõe a equipe, cuidando da revisão dos livros produzidos na editora. Além de Patrícia, o projeto conta com seu dois irmãos, cunhada e sobrinha, todos envolvidos no projeto na produção dos livros artesanais.

“Depois que coletei as histórias, eu saí pelo Brasil em busca de uma edhttp://cafecomnoticia.com.br/cultura/na-baixada-para-escritor-amapaense-cria-editora-artesanal-para-lancar-os-proprios-livros/itora, mas todas as propostas que recebi eram muito aquém do que eu imaginava, pois ganharia uma porcentagem tão pequena dos lucros que achei impossível alimentar o sonho de viver dessa arte, então decidi estudar um formato de livro artesanal e cheguei no livro de vinil. Com a criação da editora em casa e o sucesso que o livro está fazendo, já posso dizer que o sonho virou realidade”, comenta com orgulho o artista, Joca Monteiro.

Entre livros do autor da iniciativa e livros de outros escritores, a Editora na Baixada já produziu 21 títulos em mais de 500 exemplares e pretende aumentar a produção utilizando a mão de obra da própria comunidade. “Minha arte sempre está voltada em benefício do outro, há tempos que eu desenvolvo ações sociais com as crianças daqui, hoje muitas crianças atendidas pelos meus projetos já cresceram, são jovens em busca de uma oportunidade. Comecei a treinar alguns desses jovens, mas ainda estou em busca de parcerias para realizar esse outro sonho”, contou o artista.

Joca percorreu todo o território amapaense em busca de conhecer os 16 municípios e coletar as narrativas da cultura popular amazônica, histórias contadas pelos antigos e quase esquecidas na memória do amapaense.

Situada no bairro Cidade Nova I, a Baixada Pará é uma comunidade sob área de ressaca, conhecida por um grande índice de violência e criminalidade. Mesmo em meio a todas as mazelas encontradas no local, o trabalho do jovem escritor e contador de histórias, Joca Monteiro que é militante da cultura no estado, está mudando o cenário e realidade do lugar que está respirando arte.

Foto: Josimar Nascimento

Para ajudar na distribuição das obras em Macapá, o artista ornamentou uma bicicleta cargueira e de forma descontraída e irreverente sai pelas ruas da capital vendendo os livros e divulgando seu trabalho, cantando e falando: Olha o homem do livro. ” Minha intenção é registrar as histórias coletadas, então escolhi o lugar em que moro desde a infância para criar um Editora Artesanal, onde confecciono os livros com ajuda de familiares e outros moradores do lugar”, contou o escritor.

Das 16 histórias da pesquisa do escritor, 7 delas já viraram livros e estão sendo distribuídas não só no Amapá como para vários lugares do Brasil e até para o exterior. Recentemente Joca lançou o livro “As filhas da Matinta” no Oiapoque. Sendo uma história coletada na cidade, o livro fez sucesso nas escolas locais e também na Guiana Francesa, país que faz fronteira com município, por onde o Joca passou com seus livros, visitando as escolas e participando de eventos locais.

Livro de outros autores

Recentemente a editora na Baixada passou também a produzir livros para outros autores como o Poeta Jiddu Saldanha, um curitibano que atualmente reside em Cabo Frio/RJ. Jiddu assistiu a um vídeo nas redes sociais onde Joca apresenta seu livro e imediatamente entrou em contato, solicitando os serviços da editora. Intitulado “Paisagem da Alma – Tankas e Haicais de Jidduks” o livro tem previsão para ser lançado ainda esse mês no estado do Rio de Janeiro.

Foto: Josimar Nascimento

Onde encontrar o homem do livro

Para saber mais sobre as obras do artista você pode procurar nas redes sociais a hashtag #olivrodojoca ou buscar por @jocamonteiro que você será direcionado à sua fanpage. Contato ainda pelo whatsapp 98124-2288

Fonte: Café com Notícias

Exposição reúne trajes de religiões de matriz africana e celebra 34 anos do candomblé no AP

Exposição de Valter Vieira já foi exposta no TRE do Pará em 2018 — Foto: Valter Vieira/Divulgação

Por Ugo Feio

A exposição “Os Deuses Africanos e os Processos Civilizatórios”, do artista plástico Valter Vieira, que reúne instalações com indumentárias pertencentes a religiões de matriz africana será aberta para visitações no Amapá. As peças podem ser vistas a partir das 14h de terça-feira (12), no Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá (MAE), no Centro de Macapá.

A exposição terá entrada franca e fica disponível ao público das 8h às 12h e das 14h às 17h, até o dia 17 de maio.

A organização explica que o objetivo do projeto é dar espaço e mostrar a religiosidade nos terreiros usando as vestimentas como linguagem e meio para desconstrução dos estereótipos criados acerca das afro religiões. Segundo o artista, a exposição é realizada em homenagem ao 34° aniversário do candomblé no Amapá.

“A exposição é uma homenagem aos 34 anos de candomblé no estado, que chegou através de uma amapaense que foi buscar tratamento de saúde, por meio da religião, e trouxe o candomblé até o Amapá, instalando os rituais por aqui e ganhando alguns adeptos “, contou o organizador das obras.

Valter é um historiador paranaense, especialista em saberes africanos, mestre em ciências e realiza a mostra em parceria com o Grupo de Estudos de Religiões de Matriz Africana na Amazônia (GERMAA), Universidade Federal do Amapá (Unifap) e o grupo de pesquisa da Universidade do Estado do Pará (Uepa).

Serviço

Os Deuses Africanos e os Processos Civilizatórios
Período: 12 de março a 17 de maio
Local: Museu de Arqueologia e Etnologia do Amapá (MAE)
Hora: 8h às 12h e das 14h às 17h
Entrada franca

Fonte: G1 Amapá

Exposição fotográfica no AP evidencia mulheres em profissões onde homens são maioria

Mulher bombeira, na exposição ‘Trabalho de Mulher’, no Amapá — Foto: Luciana Macedo/Divulgação

Por Ugor Feio

Com imagens de mulheres em postos de trabalho onde os homens são a maioria, a fotógrafa Luciana Macedo propõe valorizar e mostrar o empoderamento feminino nesses espaços. Ao todo, 20 fotos produzidas por ela retratam o profissionalismo feminino e compõem a exposição “Trabalho de Mulher”.

A mostra começa hoje (11) e fica aberta ao público por tempo indeterminado, no prédio do Fórum da Comarca de Santana, a 17 quilômetros de Macapá.

Mulher mototaxista, na exposição ‘Trabalho de Mulher’ — Foto: Luciana Macedo/Divulgação

A fotógrafa explica que a temática da exposição discursa acerca do empoderamento feminino no ambiente de trabalho. Segundo ela, profissão não tem gênero, e ela reforça: “o lugar da mulher é onde ela quiser”.

Para Luciana, o trabalho objetiva encorajar mulheres a irem atrás de seus sonhos. Ela espera que as fotos sirvam de motivação às mulheres, para que elas galguem espaços em ambientes de trabalho normalmente ocupados por homens.

“Quero que as mulheres vejam as fotos e pensem: ‘se ela pode eu também posso’. Meus registros retratam caminhoneiras, frentistas, bombeiras, policiais, juízas de direito, mototaxistas, mecânicas e empresárias. Grandes exemplos profissionais femininos”, adiantou.

Mulher caminhoneira, na exposição ‘Trabalho de Mulher’, no AP — Foto: Luciana Macedo/Divulgação

As fotos foram resultado de dois anos de trabalho e Luciana se diz, contente, em poder encorajar mulheres a assumirem os postos de trabalho que bem desejarem. Ela ressalta também a função pedagógica da mostra, como mãe de duas meninas, de 6 e 9 anos.

Mulher bombeira em treino de operação de resgate, na exposição ‘Trabalho de Mulher’ — Foto: Luciana Macedo/Divulgação

“Me sinto feliz em oferecer uma pequena contribuição para esse trabalho tão importante. Eu sou mãe de duas meninas e fico muito preocupada com essa questão. Quero encorajá-las em suas conquistas, para que estejam preparadas para esse mundo”, contou, esperançosa.

A vernissage da exposição acontece às 8h de segunda-feira e o público poderá prestigiar a mostra de segunda à sexta-feira, no horário das 7h30 às 14h30.

A mostra conta com 10 expositores, com duas fotografias em cada lado, e surgiu em decorrência de um convite do judiciário de Santana.

O projeto é parte da programação da 13ª edição do projeto Justiça pela Paz. A mostra pretende passar ainda por todos os fóruns do estado, de maneira itinerante.

Serviço:

Exposição fotográfica “Trabalho de Mulher”
Vernissage: dia 11 de março (segunda-feira), às 8h
Horários de visitação: das 7h30 às 14h30
Local: Fórum de Santana, 2º andar
Entrada gratuita

Fonte: G1 Amapá

Resenha crítica do livro Paisagem Antiga, da escritora Alcinéa Cavalcante – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

Alcinéa Cavalcante é, hoje, a herdeira abençoada de uma geração de poetas amapaenses do início do Território Federal do Amapá que conseguiram expressar seus sentimentos telúricos e representar um modelo de criações modernistas no contexto amazônico. No meio desses poetas estavam seu pai Alcy Araújo junto com Álvaro da Cunha, Ivo Torres, Aluísio Cunha e Arthur Nery Marinho, que chegaram a publicar revistas, livros e a antologia “Modernos Poetas do Amapá”, em 1960.

Antes da autora, porém, outros vates publicaram trabalhos modernistas, como foi o caso de Isnard Brandão de Lima Filho, Raimundevandro Salvador, Ronaldo Bandeira, Nazaré Trindade, Sílvio Leopoldo (estes já falecidos), Graça Viana, Manoel Bispo e Carlos Nilson. Todavia, o atingir de sua modernidade se dá pela forma diferenciada que busca a simplicidade na extensão de sua memória, o que a torna uma poeta, uma prosadora de notável labor – observando a relação com os poetas antecedentes que deram uma nova feição à construção poética local, ainda que com um atraso de um pouco mais de 20 anos, desde o Movimento Modernista de 1922.

No seu caminhar literário Alcinéa Cavalcante usa a imaginação e a memória e aborda a paisagem como um símbolo identitário iniludível que põe à mesa suas observações de mundo (real) e transforma signos e marcas (e por que não cicatrizes?) em expressões linguísticas, pois o que se segue, tanto nos poemas como nas crônicas são as retenções memoriais retratadas pelo seu olhar sensível e trabalhadas literariamente. E a paisagem é tudo diante dos sentidos: é a beleza do horizonte, o fazer do homem e da mulher, os gestos, os cheiros, os sons, o gosto… enfim, a cultura humana subjacente e primorosa, capturada pelos artistas, estes que exercem o ofício de construir figuras por metáforas, para dotar sua arte de maior valor artístico e interpretativo, além do invólucro que muitas vezes cerceia o entendimento.

Foto: Alcinéa Cavalcante ainda adolescente na paisagem antiga de Macapá.

No caso do livro aqui abordado, sua literariedade é madura e enfática e surge agora renovada e simples como na fase do cubismo de Picasso, que o fez refletir, já idoso, sobre o discernimento de pintar como uma criança, após tantos anos de rebuscamento e de experiências. Por isso é também comunicativa e significante. Seu prefaciador, o poeta Paulo Tarso Barros, foi feliz ao afirmar que “Parece que sua mão de poeta e mente treinada nos textos claros, objetivos e sintéticos do jornalismo, ao juntar a alquimia verbal que o seu estilo poético e inato tão bem o demonstra, surgem imagens plenas de ternura, sensibilidade e aquela saudade e nostalgia dos tempos da infância que ficou cristalizado na [sua] memória poética[…]”. Esse trecho reforça formidavelmente o que escrevi acima.

“Paisagem Antiga”, é, então, o testemunho de uma cidade em mudança, um impulso que se transforma em sentimentos de angústia e melancolia em contraste com a beleza e a alegria narradas e do profundo amor presente e carimbado em muitos textos do livro que evocam eventos memoriais. O trabalho da autora também traz e distribui tempestuosidades e temperanças. Porém, é mais motor que âncora pois se impulsiona de moto próprio no rio caudaloso e se instaura na literatura renascida e vigorosa sob o céu do equador, porque somente a revelação cósmica dessa atividade criadora, desse entusiasmo criativo confere seriedade à sua dimensão artística. Nela, o vivido, o lembrado, o esquecido, o silenciado e outras formas de interpretação de mundo – reais ou irreais – podem ser escritos e assim dotar a arte literária de um caráter maior e mais humano.

*Paisagem Antiga, a evocação da memória na obra de Alcinéa Cavalcante. Scortecci (2ª Ed.), São Paulo, 2012.

Meus muito queridos amigos Fernando Canto e Alcinéa Cavalcante.

Meu comentário: tenho orgulho de dizer que sou amigo desses dois monstros da Literatura Amapaense: Fernando e Alcinéa. Li o Paisagem Antiga em 2017 e a resenha do Canto retrata fielmente a obra sensacional da Néa. Parabéns aos dois escritores! (Elton Tavares).

Hoje é o Dia do Guitarrista (meu texto sobre a data e homenagem aos Guitar Heroes)

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Hoje, 10 de março, é o Dia do Guitarrista, aquele cara ou menina que nos emociona com solos, riffs e acordes do instrumento mais legal do Rock and Roll. Músicos que nos alegram os ouvidos, coração, alma e mente. Não encontrei a origem da data, mas tá valendo!

A guitarra é o instrumento mais popular e influente na história da música e, é claro, do rock´n roll. O conceito diz: “guitarrista é um músico que toca guitarra. Sejam elas acústicas ou elétricas, solo, em orquestras ou com bandas, em uma variedade de gêneros. Mas a gente gosta mesmo é dos roqueiros doidos, né não?

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Tenho uma inveja branca de quem toca, compõe ou canta. Quem faz música é foda! É, são pessoas que fazem a trilha sonora da vida, sejam nas madrugadas em bares enfumaçados, teatros, boates ou palcos ao ar livre que precisam ser festejadas.

Eu poderia falar do espetacular John Frusciante, o performático Slash, Angus Young e sua dancinha muito foda, dos lendários Jimmy Page, Carlos Santana, Stanley Jordan, Body Guy,Robert Cray, David Guilmour, Pepeu Gomes, Bruin May, Eric Clapton, B.B. King e suas Lucis, Eddie Van Halen ou Jimi Hendrix, o “Pelé da Guitarra”, ou até de Robert Johnson, que, segundo a lenda, vendeu a alma para o diabo para ser um guitarrista extraordinário, entre tantos outros guitar heroes históricos, mas prefiro homenagear os bateras amigos. Portanto, meus parabéns músicos:

O Régis, o “Beck” ou “Anjo Galahell”, um dos melhores guitarristas que vi tocar; Alexandre Avelar (o Cabelo); Ruan Patrick (stereo); Ronilson Mendes (Manoblues); Cleverson Baía; Wendril Ferreira da Psychocandy (ex Godzilla); Adriano Joacy; Irlan Guido; Ozy Rodrigues; Geison Castro; Wedson Castro; Sandro Malk; Ewerton Dias; Finéias Nelluty; Weverton Nelluty; Alan Gomes; Israelzinho; Zé Miguel; Edivan Santos (Ito); Ricardo Pereira; “Zezinho”, “O Sósia”; Rulan Leão, entre outros. Enfim (acho que esqueci alguns), todos os meus queridos amigos que tocam o sublime instrumento. “Parabéns!

Ziggy tocava guitarra…”.

Assista ao vídeo 100 Riffs (A Brief History of Rock N’ Roll) : 

Elton Tavares

Patrícia Bastos lança ‘Zulusa’ em vinil e reforça o potencial de uma das grandes obras da MPB

A cantora Patrícia Bastos faz show neste domingo, 10, no Teatro Paulo Autran, do SESC Pinheiros, em São Paulo.

Apresentação, com direção de Dante Ozetti, terá como convidados Zé Renato, Marcelo Pretto, Manoel Cordeiro e Felipe Cordeiro.

A banda que vai acompanhar Patrícia tem os feras Nena Silva, Fabinho Costa e muita gente boa.

Show é para o lançamento do premiado disco “Zulusa”, em formato de LP.

Zulusa

Em matéria publicado no “ O Estado de São Paulo “, Zulusa, seu quatro álbum, de 2013, mostra a cultura transbordante do Amapá ganhando o foco em uma proposta musical de abrangência nacional.

O Amapá, mostrava Patrícia, podendo ser considerado uma espécie de elo perdido em seu próprio País. Pois naquelas franjas, pelas fronteiras com a Guiana Francesa, com flores que só deram ali, como o batuque amapaense e o marabaixo. Patrícia colheu todas com muita delicadeza e, felizmente, fez mais do que algo que poderia ser regional ou qualquer coisa que o levasse aos compartimentos da world music.

Matéria ainda fala e recomenda, que um álbum receba um selo de clássico depois de pelo menos 20 anos de seu lançamento. No caso de Zulusa, vale se antecipar ao tempo. O disco que apresenta um outro Brasil e seus compositores não de forma didática, mas universalizada e com uma produção contemporânea vibrante venceu em 2014 duas categorias do 25.º Prêmio da Música Brasileira, a de melhor disco regional e de melhor cantora regional.

Finaliza dizendo que o álbum “Infelizmente, “regional”, apesar de todas as boas intenções, foi a forma que viram Patrícia naquele instante.”

Lançamento

Seis anos depois, Zulusa está sendo lançado em vinil com um show apenas neste domingo (10) no Sesc Pinheiros. Quando se fala na cultura amapaense, é impossível contornar as intersecções paraenses de sua vizinhança. Então, os planetas que giram nessa órbita, do Pará, do Amapá e de São Paulo, estarão presentes. Dante, com toda a visão paulistana que fez de Zulusa ser abrangente, toca violão e faz a direção musical, e Fi Maróstica, pela primeira vez, assume o baixo que consegue tocar lindamente no tempo e no espaço que muitos músicos não percebem. Fernando Sagawa faz sax, flauta e teclado. A ala amapaenses tem Nena Silva (uma presença de espírito que chega com vários instrumentos da percussão amazônica, como os tambores de marabaixo e os batuques do quilombo do Curiaú), Hian Moreira (bateria) e Fabinho Costa (guitarra e violão). Os convidados especiais serão Zé Renato, Manoel Cordeiro, Felipe Cordeiro e Marcelo Pretto.

Fonte: Diário do Amapá

Poeta do Amapá recebe prêmio ‘Destaque da Literatura do Extremo Norte’ no Pará

Marven Franklin, juntamente a outros homenageados, recebe o prêmio Destaque da Literatura do Extremo Norte em Belém, no PA — Foto: Marven Franklin/Arquivo Pessoal

Por Ugor Feio

Morador do município de Oiapoque, no Amapá, o “Poeta da fronteira”, como é conhecido Marven Junius Franklin, de 50 anos, recebeu o prêmio “Destaque da Literatura do Extremo Norte” durante o 35° Baile dos Artistas, em Belém, no Pará.

O escritor recebeu a homenagem no dia 28 de fevereiro, por sua obra “Oiapoque in Blues”, inspirada na vivência dele no município, localizado a 590 quilômetros de Macapá.

Para o poeta, a premiação é um passo importante para a literatura amapaense, que reconhece o trabalho realizado ao longo dos 15 anos morando na cidade que faz fronteira com a Guiana Francesa. Ele foi um dos 60 escritores homenageados durante a solenidade, sendo o único representante do Amapá.

“Meu trabalho é conhecido como literatura de fronteira e reflete muito sobre o que já vivi. Nasci no estado do Pará, mas meus textos falam da minha experiência no Amapá. Esse reconhecimento é gratificante”, disse o poeta.

Livro “Oiapoque in Blues” de Marven Franklin, inspirado na vivência do poeta em Oiapoque, no Amapá — Foto: Marven Franklin/Divulgação

A dificuldade de acesso ao Oiapoque e a grande preservação da mata são as principais inspirações de Marven. Ele conta que a obra dele “retrata a materialização das fronteiras real e imaginária, que se concretiza aos olhos do leitor através da poesia”.

“Tanto se fala dos defeitos do Oiapoque e da dificuldade em morar lá. Têm coisas boas também. Meus textos são produzidos em cima dessa solidão vivida nas regiões de fronteira, especialmente a angústia em meio à mata e seu clima nebuloso”, explica.

O escritor já conta com premiações como o 3° Prêmio Henrique José de Souza de Literatura, Concurso Literário de Presidente Prudente, Concurso Nacional Novos Poetas e Concurso de Poesias da Academia de Letras, Artes e Ciências Brasil de Mariana (MG), entre outros.

Fonte: G1 Amapá

Curso de Pintura Decorativa do SENAI Amapá ensina efeito 3D

Soldados do Exército Brasileiro estão aprendendo a usar o efeito 3D no curso técnico de Pintura Decorativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). A teoria é repassada por meio de aulas téoricas e práticas, que tem o intuito de desenvolver as habilidades e as técnicas necessárias para que os alunos se tornem Pintores de Obras qualificados.

Segundo o instrutor Carlos Santiago, nesta fase do curso estão sendo desenvolvidas técnicas de pintura em blocos de massa e de modelagens. “Este é um curso de aprimoramento para alunos que já têm habilidade com pintura. O efeito 3D pode ser usado como decoração em paredes de residências, empresas, e outros espaços. Deixa qualquer ambiente com um toque diferente e realista, bonito de se admirar”, destacou.

A pintura em 3D (ou anamórfica) impressiona pela sensação de ser “quase real”. A perspectiva é a peça-chave dessa arte. O ângulo correto da pintura, a geometria utilizada e outros fatores têm que ser levados em conta para que as pessoas tenham a noção de realidade e para que uma atmosfera de altura e vertigem seja criada.

O soldado Fabrício Silva, morador de Oiapoque, assim que soube da abertura de vagas para o curso, se inscreveu e, há três semanas em Macapá, já está pegando o jeito com a nova técnica. “Parecia difícil, mas estou aprendendo e melhoro a cada dia. É muito legal quando finalizamos e o efeito aparece, parece truque de mágica”, ressaltou Fabrício.

O SENAI promove outros cursos voltados para a demanda das indústrias, nas áreas de construção civil, metalmecânica, automotiva, têxtil e vestuário, eletroeletrônica, tecnologia da informação, alimentos e bebidas, segurança do trabalho, gestão e refrigeração, entre outros.

Informações podem ser obtidas pelo fone: 3084-8923.

Assessoria de Comunicação do SESI/SENAI – AP
Contato: (96) 3084-8944
E-mail: [email protected]