Poema de agora: anjo mau (Pat Andrade)

anjo mau

não comia flores
mas exalava um perfume
estonteante

mal enxergava as cores
e reproduzia o vermelho
como ninguém

parecia feita de pétalas
de tão suave
que era sua pele

seus olhos pareciam
duas estrelas
e refletiam a lua

sua alma quando nua
era quase como
de uma criança…

mas irradiava veneno
derramava sangue
e cuspia vingança

Pat Andrade

“Único – Poemas Escolhidos”, o novo livro artesanal de poesias da Pat Andrade está disponível para aquisição

A poetisa e colaboradora deste site, que assina a sessão “Caleidoscópio da Pat”, Patrícia Andrade, lançou seu novo livro artesanal de poesias. A obra, denominada “Único – Poemas Escolhidos”, possui 30 poemas manuscritos e ilustrados pela escritora. Além disso, cada um dos 30 (sim, somente 30 livros) tem uma capa exclusiva.

Há 19 anos em Macapá, a poetisa paraense escreve belos poemas, declama, edita seus livros. Ela sempre comercializa suas obras em eventos culturais bares e da capital amapaense.

Sempre compro e recomendo. Aliás, já encomendei o meu “Único – Poemas Escolhidos”. Corre lá com a Pat e compre o seu!

Serviço:

ÚNICO – POEMAS ESCOLHIDOS
Livro artesanal (10x15cm).
São 30 poemas, manuscritos e ilustrados por Pat Andrade.
Capas exclusivas. Apenas 30 exemplares.
(96)99188-6565 (W’app – Patrícia Andrade)

Elton Tavares, com informações de Pat Andrade.

Poema de agora: Beijo Revolucionário (Pat Andrade)

Beijo Revolucionário

Brasília, 1999
entre centenas de bandeiras,
o vermelho da paixão…
entre as palavras de ordem,
tua voz ecoava mais alto,
causando sensação.
ditador e imperioso,
ignorando o comando de greve,
o amor ocupou meu coração.
veio o beijo,
em plena manifestação…
apaixonado, avassalador,
instalou em mim a revolução.

Pat Andrade

 

Poema de agora: Busca fantástica – Patrícia Andrade

 

Busca fantástica

minha barca de Caronte
me embala, me carrega…
eu navego para o inferno.
quem responde?

meu submarino amarelo
me naufraga, me afunda…
eu me afogo por Netuno.
quem me salva?

e aquele gigante zepelim,
que parecia tão chinfrim,
me salva e me responde,
trazendo você pra mim.

Patrícia Andrade

19 anos de Macapá (joia, minha pérola, minha Gotham. Minha cidade) – Por Pat Andrade

Por Patrícia Andrade

Eu vim para Macapá em junho de 1999. Vim passar dez dias, curtir um pouco a cidade e voltar para a Cidade das Mangueiras, minha terra natal… Pois bem, estou aqui há 19 anos!

Muita gente me pergunta por que?

Digamos que foi paixão à primeira vista. Fiquei encantada com o Amazonas, com sua imensidão, sua cor e sua força, batendo no muro de arrimo na enchente da maré.

Me encantei com a quantidade de praças existentes na cidade. Cada uma mais bacana que a outra. Amo árvores e espaços verdes. A Floriano sempre foi a minha preferida…

Me encantei com os sabores, principalmente os que podiam ser degustados na Dedeka’s; maniçoba e pato no tucupi. Melhores, se tem, ainda não provei…

Me encantei com a música, com os ritmos, com o colorido do marabaixo, com a zonzeira da gengibirra, a rima dos ladrões e com a simpatia dos brincantes. Eu não perdia uma roda de marabaixo…

Me encantei com as canções que falavam daqui de suas história e encantos, e de como as pessoas aqui viviam. Que vida boa, sumano…

Me encantei com o Vou vivendo e o Maresia’s, bares que tinham um bom atendimento, garçons como já não se fazem mais e a melhor música da antiga currutela que era a atual Beira Rio.

Nesses 19 anos, muita coisa mudou. Eu mudei. Macapá mudou. Não vou dizer que pra melhor ou pra pior, porque depende muito do contexto e da companhia (se é que me entendem…)

Só sei que é diferente, mas ainda pretendo viver aqui por muitos e muitos anos com meu filho tucuju….

E batalhar, de todas as maneiras e com todas as armas para que o lugar em que vivo se torne cada vez melhor.

Macapá. Minha joia, minha pérola, minha Gotham. Minha cidade.