“Em tempos de lonjura”, o novo livro da poeta Pat Andrade está disponível para aquisição em versão virtual. Compre e incentive a cultura local!

A poetisa, escritora e colaboradora deste site, que assina a sessão “Caleidoscópio da Pat”, Pat Andrade, lança mais um livro virtual.

“Em tempos de lonjura” tem apenas 17 poemas. Todos autorais – e a maioria, inéditos.

O livro foi concebido em parceria com o Artur Andrigues, filho da autora. O trabalho é uma espécie de estreia despretensiosa do moleque, que assina a arte do livro.

A intenção da poeta é arrecadar recursos financeiros nessa época de isolamento social, por conta da epidemia de coronavírus. Além, é claro, de divulgar sua poesia.

Há 21 anos em Macapá, a poetisa paraense escreve belos poemas, declama e edita ela mesma os seus livros. Em tempos normais, comercializa suas obras em eventos culturais, cafés, bares e restaurantes da capital amapaense, o que não é possível nestes tempos de Covid-19.

Sempre compro e recomendo o trabalho de Pat Andrade, de quem sou fã e tenho a honra de ser também amigo.

Eu já tenho o meu “Em tempos de lonjura”. Corre, fala com a Pat, e adquire o teu exemplar virtual. A cultura agradece.

Poema de agora: poeminha irrequieto – Pat Andrade

poeminha irrequieto

estendi minha poesia na janela
pra ver se aquecia o coração
mas não veio nem sol, nem calor…

ansiei desesperadamente pela chuva
para ver se refrescava a alma
mas não veio água, nem nuvem…

chateada, guardei a poesia na gaveta
pra ver se ela esquecia do que há de ruim.

mas é tão irrequieta que se livrou de lá
e voltou correndo pra dentro do peito
e não para de me cutucar

mas diz que não sai, de jeito nenhum…

vou esperar que fique mansa,
que se acomode…

quando estiver distraída,
agarro-a pelo primeiro verso
e boto pra fora,
até a última rima

Pat Andrade

Poema de agora: eu amo – Patrícia Andrade

eu amo

de manhã cedo, manhãzinha,
no branco do lençol
um dengo, um chamego…
eu quero, eu dou, eu faço

depois do almoço,
no embalo da rede,
eu peço, eu quero, eu dou
um beijo, um abraço

no fim do dia, à noite,
no quentinho da cama
eu dou, eu quero eu peço
um carinho, um amasso

e assim, de dia e de noite,
eu amo teu cheiro,
eu amo teu gosto…
eu amo estar nos teus braços

Patrícia Andrade

Poema de agora: RESPIRO – Pat Andrade

RESPIRO

quando preciso ser mais forte
é minha poesia que me dá suporte
quando minha voz se cala
é minha poesia que fala
quando me sinto triste
é minha poesia que subsiste
quando a angústia aumenta
é minha poesia que me sustenta

então não cale minha poesia
não encarcere minha rima
não sufoque minha lira
deixe que ela viva e grite
as dores do mundo
que chore e sofra o meu penar

é minha poesia que me faz respirar

PAT ANDRADE

Poema de agora: UM DOMINGO – Pat Andrade

UM DOMINGO

o dia era morno e cinza
as árvores estavam quietas
nenhum bem-te-vi cantou
e o japiim se escondeu

uma vaga do Amazonas
atreveu-se a vir mais forte
pra molhar a terra seca e rachada
qual coração de quem sofre

no silencioso domingo
nem o brilho do sol
nem a beleza da chuva
puderam manifestar-se

apenas o grito interior
e a certeza da saudade

Pat Andrade

Poema de agora: Um caminho para o coração – Pat Andrade

Um caminho para o coração

são muitas as barreiras
parece difícil de acessar
tem pedras, tem espinhos
é bem penoso o caminhar

a trilha é longa e estreita
pouca sombra pra descansar
mas, devagar e com cuidado,
uma hora se há de chegar

deve ser boa a recompensa
desistir não é uma opção
é preciso ir até o fim da estrada
pra abrir a porta do coração

Pat Andrade

Poema de agora: AS JANELAS – Pat Andrade

AS JANELAS

estou trancafiada…
o teto é muito baixo
e achata os pensamentos

as paredes comprimem
minhas vontades
o corredor estreita
meus desejos
(que nem são tantos)

apenas as janelas da casa
são minhas aliadas.
elas libertam
meus pensamentos
deixam escapar
minha imaginação
(que se espreguiça
com os gatos)
pelos telhados

é pelas janelas
que grito e solto
minha poesia

PAT ANDRADE

Poema de agora: PRIMAVERA EM PARIS (de Patrícia Andrade para seu amigo Cruz)

PRIMAVERA EM PARIS

Para meu amigo Cruz

é primavera em Paris
e aqui as aranhas tecem casas inteiras
as flores murcham nos vasos
e os olhares são embaciados

é primavera em Paris
e aqui choramos por noites inteiras
por tantos vasos quebrados
por olhos já fechados

é primavera em Paris
e o artista pinta telas inteiras
com a dor que vem das quebradas
através de seus olhos vidrados

é primavera em Paris
e o coração percorre as fronteiras
pra quebrar a saudade em pedaços
e alegrar seus olhos cansados

PATRÍCIA ANDRADE

Poema de agora: OBSCURO ABSURDO – Pat Andrade

OBSCURO ABSURDO

acordei dentro do absurdo
num mundo obscuro
tateio em torno sem tocar em nada
em curtos passos exploro o parco espaço

reviro a casa, descarto objetos
misturo as rotinas, espano o teto
caminho a esmo pelo imaginário
me dispo das dores dentro do armário

não caibo mais em mim e a loucura me espreita
enxergo o jardim da janela à direita
mas não vejo flores

no mundo lá de fora não há desespero
mas posso ver as dores e o medo
viro de lado e tento dormir

amanhã, acordo cedo

Pat Andrade

“Uma Noite Me Namora”, livro da poeta Pat Andrade está disponível para aquisição em versão virtual. Compre e incentive a cultura local!

A poetisa, escritora e colaboradora deste site, que assina a sessão “Caleidoscópio da Pat”, Patrícia Andrade, lançou uma versão virtual de seu 24º livro de poemas. A obra, denominada “Uma Noite Me Namora”, nesse formato, ganhou a ilustre participação do também poeta Pedro Stlks, que assina a arte do livro. A publicação contém 16 poemas da brilhante mestra da arte poética.

A iniciativa de Patrícia Andrade visa arrecadar recursos financeiros nessa época de isolamento social, por conta da epidemia de coronavírus.

Há 21 anos em Macapá, a poetisa paraense escreve belos poemas, declama e edita seus livros. Ela sempre comercializa suas obras em eventos culturais bares e da capital amapaense, o que não é possível nestes tempos de Covid-19.

Sempre compro e recomendo o trabalho de Pat Andrade, de quem sou fã e tenho a honra de ser também amigo. Aliás, já tenho o meu “Uma Noite Me Namora”. Corre, fala com a Pat, e adquire o teu exemplar virtual. A cultura agradece.

Serviço:

“Uma Noite Me Namora”, de Pat Andrade, em formato virtual
São 16 poemas . A publicação tem arte de Pedro Stlks
Pague o quanto puder e compre o seu.
(96)99188-6565 (W’app – Patrícia Andrade)

Elton Tavares

Poema de agora: O AMOR EM TEMPOS DE LONJURA – Pat Andrade

O AMOR EM TEMPOS DE LONJURA

em tempos de lonjura
vale a memória da pele
o arrepio do pelo

vale o sabor da tua boca
o cheiro de nós dois
o gosto do suor

vale o calor dos teus braços
o brilho nos meus olhos
e nossa paz interior

vale o que fomos,
o que somos e vivemos
pra deixar chegar o amor

“O amor nos resgatará”

vale a vida lá de fora
o beijo que não foi dado
e o tempo que parou

Pat Andrade