No AP, cultura e ciência marcam programação do Equinócio 2015

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Por Jéssica Alves

O alinhamento do sol com a linha imaginária do equador, que divide os hemisférios Norte e Sul do planeta e faz o dia e a noite terem a mesma duração poderá ser visto mais claramente na quarta-feira (23), em Macapá. O fenômeno conhecido como Equinocio da Primavera vai acontecer no Marco Zero do Equador, um dos principais pontos turísticos da cidade, localizado na Zona Sul.

O Equinócio poderá ser visto a partir das 5h através do obelisco do monumento. O evento acontece duas vezes ao ano no Amapá, em março e em setembro, e atrai centenas de turistas para o estado. Apresentações culturais e atrações artísticas serão realizadas para os visitantes, segundo a Secretaria de Estado de Turismo (Setur).

A programação acontecerá até sexta-feira (25) com visitas de alunos de escolas estaduais e municipais, exposições e experimentos científicos, celebração do equinócio, queima de foEquin_cio_LUOMO_foto_M_RCIA_DO_CARMOgos e shows de artistas locais.

Na quarta-feira, a partir de 8h, grupos de marabaixo farão apresentação para os visitantes. O Corpo de Bombeiros Militar (CBM) fará apresentação de rapel e banda de música.

De acordo com a secretária de estado de Turismo, Cintia Lamarão, a programação será realizada junto com a 3ª Feira de Ciências e Engenharia do Estado do Amapá, evento da Secretaria de Estado da Educação (Seed), que busca promover o intercâmbio científico com estudantes da rede estadual.

“A ideia é juntar a feira com o evento do Equinócio, que além de ser um fenômeno natural é explicado pela ciência. Vem enriquecer o conhecimento explicando aos visitantes sobre o fenômeno do equinócio “, informou a secretária.

Segundo a secretária, acadêmicos dos cursos de física e geografia da Universidade Federal do Amapá (Unifap) elaboraram painéis que serão expostos no salão de eventos do Marco Zero. Eles vão explicar como acontece o fenômeno do equinócio e também vão mostrar curiosidades sobre o espaço e os planetas, além de realizarem experimentos científicos.

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Equinócio

O fenômeno é o alinhamento do sol com a linha imaginária do equador, que divide os hemisférios Norte e Sul do planeta. Ele pode ser visto através da sombra do sol que reflete no obelisco do monumento em Macapá. Durante o equinócio, o dia e a noite têm a mesma duração. O evento acontece duas vezes por ano no Amapá, em março e em setembro, e atrai centenas de turistas ao estado.

Fonte: G1 Amapá

Eu já sabia: Jovens inteligentes viram adultos que bebem mais

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Cientistas ingleses e americanos mediram a inteligência de adolescentes, que depois foram acompanhados ao longo de suas vidas. A conclusão foi a seguinte: quanto maior era o QI de uma pessoa na adolescência, maior o consumo de álcool dela quando adulta. Os pesquisadores não sabem explicar a razão – talvez eles bebam pouco.

Fonte: Super Interessante

Espiritismo e ciência


Apesar do espiritismo ser relativamente conhecido na sociedade brasileira, um aspecto seu é pouco divulgado  a relação da doutrina espírita com a ciência. Ao contrário de outras religiões, que negam as descobertas científicas, o espiritismo sempre se valeu tanto das descobertas quanto de sua metodologia.

O fundador do espiritismo, Allan Kardec, era um educador famoso na época e influenciado por toda uma herança intelectual que vinha do iluminismo, em especial o filósofo francês Jean Jacques Rousseau, e tinha encontrado seu auge no positivismo de Augusto Conte.

Curioso, Kardec teve sua atenção despertada para o fenômeno das mesas girantes, sensação na época, em que mesas se elevavam no ar e respondiam às perguntas dos presentes com batidas no chão. Kardec analisou o fenômeno e percebeu que as respostas demonstravam inteligência e concluiu: “Se todo efeito tem uma causa, o efeito inteligente tem uma causa inteligente”. Portanto, as mesas girantes agiam sob orientação de espíritos inteligentes. A forma como demonstrou sua conclusão revela suas origens científicas. Desde os primeiros pesquisadores, a ciência tem procurado observar variáveis, identificando relações de causa e conseqüência.

Descartes dizia que a origem do conhecimento está na dúvida e Kardec vai aplicar essa máxima ao seu estudo e na estruturação da nova religião. Durante séculos, o conhecimento religioso foi visto como intocado, mas a ciência, segundo Kardec, havia saltado com pés juntos sobre os erros e preconceitos. “Neste século de emancipação intelectual e de liberdade de consciência, o direito e exame pertence a todo mundo, e as Escrituras não são mais a arca santa na qual ninguém ousa tocar os dedos sem o risco de ser fulminado”, escreveu ele no livro A Gênese. 

Em sua análise, Kardec usou o que pregavam os cientistas da época, o método indutivo: “Não (se) colocou como hipótese nem a existência e intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem nenhum dos princípios da Doutrina; concluiu(se) dos Espíritos quando essa existência se deduziu, com evidência, da observação dos fatos; e assim os outros princípios. Não foram os fatos que vieram confirmar a a teoria, mas a teoria que veio, subseqüentemente, explicar e resumir os fatos”, afirmou ele em A Gênese.

O método indutivo, em que se estuda vários casos singulares, para só então chegar a uma conclusão universal, foi posteriormente criticado por Karl Popper, mas na época de Kardec era o que havia de mais avançado no método científico. Tivesse vivido algumas décadas mais tarde, o criador do espiritismo provavelmente teoria usado o método hipotético-dedutivo de Popper, em que o cientista cria uma teoria e depois a testa em confronto com os fatos, procurando não confirmá-la, mas falseá-la.

Com o desenvolvimento da mediunidade, passou-se a estudar não só o fenômeno das mesas girantes, mas também a psicografia e os médiuns que incoporavam espíritos. Kardec levava, então, para as sessões, perguntas metodologicamente preparadas, com um encadeamento de assuntos. O resultado ele analisava, comparava, destacava as incoerências, e não simplesmente acreditava no que era dito. Nesse sentido, sua técnica lembra muito o primeiro princípio de Descartes segundo o qual não se deve aceitar como verdadeira uma coisa que não se conhecesse evidentemente como tal.

À indagação sobre o porquê da existência de encarnações sucessivas, a obra kardecista responde que o objetivo é a evolução espiritual. Depois de sucessivas encarnações, a alma iria avançando como uma criança que passa de uma série a outra na escola. A resposta tem sinais claros de influência da teoria da evolução de Charles Darwin. Enquanto a maioria das religiões da época combatiam ferozmente Darwin, Kardec o usava como referência para explicar sua doutrina. 

A importância das descobertas e métodos científicos para a nova doutrina ficam expostos no livro O Céu e o Inferno:“O que falta (à religião) neste século de positivismo, em que se procura compreender antes de crer é, sem dúvida, a sanção de suas doutrinas por fatos positivos, assim como a concordância das mesmas com os dados positivos da Ciência. Dizendo ela ser branco o que os fatos dizem ser negro, é preciso optar entre a evidência e a fé cega”.

Em oposição à fé cega, Kardec propõe aos adeptos do espiritismo a fé raciocinada, em que se deve sempre questionar, comparando a doutrina com os fatos e a lógica.

Se, no seu surgimento, o espiritismo bebe nas fontes do racionalismo cartesiano, do física newtoniana, do positivismo de Conte, nada impede que hoje ele beba em outras fontes, igualmente científicas, como a teoria do caos, a física quântica e a teoria da complexidade.