Moedas e Curiosidades – “Do Inferno” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Tenho em minha coleção quatro moedas inglesas, três de prata 925 e uma de bronze, de uma época bastante conturbada em Londres com a presença do famoso serial killer Jack, o Estripador, e recentemente adquiri uma “Graphic Novel”, que traduzindo para o português significa “Romance Gráfico”, ou seja, é uma história produzida em quadrinhos. “Do Inferno” é uma série de histórias em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Eddie Campbell, publicada originalmente de forma seriada entre 1989 e 1996, e lançado em formato único em 1999.

Em 2001 foi lançado o filme “Do Inferno”, que utilizou a publicação de Alan Moore & Eddie Campbell como inspiração, que se passa em 1888 e a cidade de Londres vive um horror sem precedentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente seqüestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma “caçada” às garotas de Whitechapel, o caso chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia.

Centenas de “Pub’s” – os típicos bares londrinos – se estendiam pela região de East End, a prostituição era a ocupação mais comum. Grande parte da população feminina era obrigada a se prostituir para sobreviver em meio à miséria. O sexo era praticado em pé no meio da rua, em quintais ou becos pouco iluminados, pois dessa forma as mulheres ganhavam mais tempo para novos clientes e não precisavam gastar com aluguel de quartos. O aluguel de um quarto por uma única noite custava 5 pennies, cada prostituta costumava cobrar 3 pennies (o preço de um pão) por um programa, que em geral não durava mais que alguns minutos. Boa parte das mulheres recorria ao álcool como meio de fuga da realidade deplorável. O gim era consumido com generosidade pelas prostitutas e também por seus clientes, que na maioria dos casos estavam tão bêbados que não conseguiam consumar o “ato”.

Jack, o Estripador tinha um ritual básico para matar. Ele estrangulava as vítimas, e também usava uma faca para cortar a artéria carótida (o que provocava a morte instantânea) e depois realizava diversos cortes nas regiões do abdômen, dos genitais e da face. Nenhuma das mulheres tinha sinais de estupro.

Uma carta, cujo título é “From Hell” (Do Inferno), é considerada uma das mais prováveis a ter sido enviada pelo próprio criminoso. Isso porque ela estava dentro de uma caixa que continha um rim.

Em Londres, ainda hoje é possível fazer um “Tour” pelos locais relacionados aos assassinatos de Jack, o Estripador.

Assista ao trailer do filme: 

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Inter Amazônias: uma Fronteira Musical: Clicia Di Micelli agora é Mestra e quem ganha com isso é a Cultura do Amapá

Foto: Márcia do Carmo

Durante dois anos, a professora, servidora pública e produtora cultural, Clicia Vieira Di Miceli, esteve mergulhada em pesquisas, estudos e viagens. O empenho e dedicação dela, que é apaixonada pela música e cultura do Amapá, resultou na aprovação de sua dissertação para mestrado, anteontem (16), na Universidade Federal do Amapá (Unifap), por meio do Mestrado Profissional em Estudos de Fronteira.

A Banca avaliadora, hiper-qualificada, foi formada pelo professores Jodival Maurício (orientador), da Unifap; Lucas Panitz, da Universidade do Rio Grande do Sul; Marie-Françoise Pindard, da Universidade da Guiana Francesa e Joseph Handerson, da Universidade Federal do Amapá.

Foto: Márcia do Carmo

Sim, a querida amiga agora é Mestra e seu trabalho resultou num belíssimo resultado da pesquisa, e um documentário sobre a relação musical entre Amapá e Platô das Guianas.

Denominado “Inter Amazônias: uma Fronteira Musical”, o doc discorre sobre a música tradicional e contemporânea do Amapá e Guianas. Entre os pontos do documentário, que focou na geografia musical da Amazônia (um elo perdido com o Brasil do outro lado do rio Amazonas), estão as origens da musicalidade, vasto acervo de canções e artistas, produção de instrumentos e indumentárias dos povos da floresta não só cantam, mas que dançam e completam esse arcabouço cultural.

Foto: Márcia do Carmo

Os aspectos da riqueza musical, que Clicia pontou, explicam o quanto a Amazônia amapaense tem parte de sua base sonora nas Guianas. As semelhanças dos ritmos musicais do Amapá e do Platô das Guianas é incrível.

Tudo no documentário é lindo. Desde sua abordagem, trilha sonora, riqueza de conteúdo e edição (palmas para o amigo André Cantuária).

Foto: Márcia do Carmo

Outra coisa muito legal foi ver todos os entrevistados lá na plateia, torcendo pela defesa. Um grupo de pessoas formado pelos maiores nomes da música do Amapá. Coisa linda mesmo.

Nossa (e deles) fantástica sonoridade ritualística aliada a imagens sensacionais fazem de “Inter Amazônias: uma Fronteira Musical”, um documentário essencial, não somente para a comunidade acadêmica, mas para nossa sociedade.

Foto: Márcia do Carmo

Como em tudo que se propõe a produzir (seu amor pela música e arte em geral a fez ativista da causa), a pesquisa de Clícia resultou em um material audiovisual e textual que consegue elucidar o quanto diferentes culturas e de matrizes religiosas variadas se entrelaçam musicalmente. Pois sua diversidade e clareza sobre o intercâmbio entre povos é de grande valia para a memória do nosso patrimônio imaterial. Um trabalho que se tornou um filme cheio de tradição, folclore e amor. A nós só resta aplaudir de pé.

Foto: Márcia do Carmo

“Os fatos folclóricos só são autênticos quando feitos pelo povo” – Hélio Pennafort.

Claro que depois a gente festejou a vitória de Clicia!

Elton Tavares – Jornalista que conheceu Clicia em 1989, quando ambos estudaram juntos e está orgulhoso da amiga.

Pelo quarto ano, festival no AP vai premiar o melhor espetáculo curto de teatro com R$ 3 mil

Experimento cênico ‘Nós entre Nós’ foi o vencedor do 3º Festival Curta Teatro — Foto: Captta/Divulgação

Por Carlos Alberto Jr

Já é tradição. Pelo quarto ano consecutivo vai acontecer no Amapá o Festival Curta Teatro, uma mostra competitiva que premia, com R$ 3 mil, o melhor espetáculo curto inédito de teatro, além de outras categorias que têm produções do estado. As inscrições, ao preço de R$ 50 por produção, estão abertas e seguem até 31 de março, na sede do Conselho Estadual de Cultura ou pelo e-mail [email protected]

As produções de companhias, coletivos, produtores e artistas independentes serão apresentadas no palco no Teatro das Bacabeiras, em Macapá, entre os dias 23 e 27 de abril. Mesmo com a proposta de ser uma programação para estimular o teatro local, artistas de todo o país também podem se inscrever na competição.

Em 2018, a “Cia de Artes Tucuju” venceu o concurso, com a peça “Nós Entre Nós”. Organizado pela Cia. Ói Nóiz Akí. O festival em 2019 também terá a apresentação de espetáculos convidados, de debates, seminários, mesas redondas e oficinas livres.

Curta teatral “Entre Seres”, da Cia. Trecos InMundos concorre no Festival Curta Teatro, no Amapá — Foto: Festival Curta Teatro/Divulgação

Podem participar da mostra competitiva produções autorais inéditas de curta duração, entre 10 e 15 minutos, de qualquer linguagem cênica.

O 4º Festival Curta Teatro também vai premiar os melhores em processo cênico, direção, concepção sonora, caracterização, dramaturgia, ator, atriz, ator coadjuvante e atriz coadjuvante. Os vencedores levam o Troféu Creuza Bordalo, mais certificado.

Outras informações sobre a mostra competitiva e a ficha de inscrição podem ser encontradas no regulamento do 4º Festival Curta Teatro.

Serviço:

4º Festival Curta Teatro
Dias: de 23 a 27 de abril
Inscrições: até 31 de março
Local de inscrições: Conselho Estadual de Cultura do Amapá (Avenida Cora de Carvalho, nº 1842, bairro Santa Rita), em horário comercial.

Fonte: G1 Amapá

Moedas e Curiosidades – “O Rei Gago” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Em minha coleção tenho cinco moedas: duas de prata 500, duas de níquel-latão e uma de cupro-níquel, que homenageiam um interessante rei inglês.

Albert Frederick Arthur George nasceu em 14 de dezembro de 1895, era o segundo filho do Rei George V, foi uma criança com vários problemas de saúde: era descrito como “facilmente assustável e propenso às lágrimas”, além de ter gagueira e problemas estomacais crônicos. Extremamente tímido e constrangido por sua gagueira, Albert – como ainda era conhecido – sempre esteve à sombra do irmão Edward.

O Rei George VI foi um dos monarcas mais queridos e adorados do Reino Unido. A verdade é que o Rei George VI nem deveria ter sido monarca. Quando seu pai, George V, faleceu em 1936, a coroa foi destinada ao seu irmão mais velho, Edward. Este, porém, abdicou do trono por conta de um romance com uma americana já divorciada, Wallis Simpson – um verdadeiro escândalo na Família Real.

Coube a George VI, então um desafio duplo: restaurar a fé do povo na monarquia e guiar o país durante a Segunda Guerra Mundial. O rei teve que driblar uma gagueira e sua inabilidade social para liderar a Inglaterra em um dos seus momentos mais difíceis.

Em 2010 foi lançado o filme: “O Discurso do Rei” (ganhador de 4 Oscars), que retrata as dificuldades do rei com sua gagueira. Em uma das ótimas passagens do filme o monarca está na sala de projeções do Palácio de Buckingham com sua esposa, a rainha Elizabeth (que mais tarde ficaria conhecida como a rainha mãe), e as filhas Elizabeth (hoje a rainha Elizabeth II) e Margaret. Ao aparecer na tela a imagem do ditador alemão Adolf Hitler numa fala inflamada ao povo germânico, uma das meninas perguntou ao pai: “o que ele está dizendo? ” George VI respondeu: “não sei, mas é algo muito bem dito”. A ironia, tipicamente britânica, esconde um duplo sentido. O primeiro diz respeito à postura da Inglaterra em relação ao avanço nazista, ao se mostrar indecisa até a invasão da Polônia. O outro sentido que traduz o lado humano dos poderosos, George VI era um rei gago e, por isso, demonstrava a sua admiração pela desenvoltura com que Hitler pronunciava os “erres” que marcam o seu idioma. Não que o rei se atrapalhasse com esses fonemas, pois sua maior dificuldade se dava com as palavras iniciadas pela letra “k”, e a mais famosa delas justamente “King” (rei).

É interessante destacar que, durante toda a guerra, o Rei George VI e sua esposa permaneceram em Londres, no Palácio de Buckingham, apesar dos bombardeios que a cidade sofria. No decorrer da guerra, o casal real viajou por toda a Grã-Bretanha, visitando os locais destruídos pelas bombas.

Na manhã do dia 6 de fevereiro de 1952, o Rei George VI foi encontrado morto em sua cama. Ele faleceu precocemente, aos 56 anos de idade, vítima de uma trombose coronária durante o sono.

Assista o trailer do filme “O Discurso do Rei”:

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Maratona de Game of Thrones na Biblioteca Pública

A Associação Pop-Cultural do Amapá (Ápice) fará uma Maratona de Game of Thrones na Biblioteca Pública antes da estréia da última temporada.

Serão sete domingos, um para cada temporada:

24/02
03/03
10/03
17/03
31/03
07/04
14/04

Será de 14h até 20h, com entrada franca.
Em alguns domingos, também teremos a participação do grupo “Jogos Off Macapá” com o jogo de tabuleiro de Game of Thrones para quem quiser jogar enquanto rola a maratona.
É só aparecer.

Fonte: Blog do Ivan Carlo

Oportunidade para atrizes e atores amapaenses: produtora seleciona elenco para 1º telefilme de ficção produzido no Amapá

A produtora independente Castanha Filmes selecionará atrizes e atores para compor o elenco de “Super Panc Me”, que será o primeiro telefilme de ficção produzido no Amapá. Os interessados deverão se inscrever no link: https://goo.gl/forms/FZmVK8a0BGE4PIuP2

As vagas são para mulheres nas idades de 20 a 30 anos; 40 a 50 anos e de 60 a 80 anos. Homens na faixa dos 20 a 30 anos e 40 a 50 anos. A data limite para inscrições é esta terça-feira (12).

O filme foi selecionado no I edital de Audiovisual do Governo do Estado do Amapá. A iniciativa fruto de uma parceria entre governo estadual e a Agência Nacional de Cinema (Ancine) cujo objetivo é impulsionar a produção audiovisual amapaense.

Mais informações sobre pelo e-mail: [email protected] e na fanpage da Castanha Filmes: https://www.facebook.com/castanhafilmes/

NPD produzirá primeira série documental sobre a história da música amapaense

Foto: Maksuel Martins/Secom

Por Nathacha Dantas

O Núcleo de Produção Digital Equinócio (NPD) está preparando para 2020 a primeira série de TV documental que irá retratar a história da Música Popular Amapaense, conhecida na região como MPA.

“Somos do Norte” ou “O som do meio do Mundo” são alguns títulos pensados para a série que será dividida em cinco episódios de 26 minutos cada, que revelará ao grande público a história dos movimentos musicais do Amapá. E, assim, presentear a cidade nos seus 262 anos em 2020.

A produção parte de momentos específicos para falar de cenários, épocas e, pessoas que construíram a história dos diferentes ritmos regionais como os grupos Mocambo, Pilão, passando pelo Movimento Costa Norte, pela música jovem e ritmos tradicionais como batuque, zimba e marabaixo, até chegar aos mais populares como zouk love (originário da Guiana Francesa e por muito tempo apreciado pelos amapaenses), merengue e cacicó.

A obra tem como tom narrativo o típico documentário histórico que une imagens atuais, depoimentos dos envolvidos, imagens de arquivos, assim como reconstituição de momentos históricos da memória do Amapá.

Dessa forma, o objetivo da série é proporcionar ao público a chance de conhecer o que há por trás da história da produção musical do Estado. Renomados músicos, cantores e compositores deverão compor o elenco e atuar como consultores da série, tornando o roteiro mais realista possível. Nomes como Osmar Junior e Fernando Canto farão parte da produção.

De acordo com a coordenadora do NPD, Ana Vidigal, a equipe já está trabalhando na construção do roteiro e colhendo depoimentos de personalidades que vivenciaram esse momento.

“Estamos na fase de pesquisa, colhendo informações de pessoas que vivenciaram e influenciaram a construção da música local. Com o NPD que acabou de ser implantado e estruturado com equipamentos de última geração, vamos conseguir executar esse e outros trabalhos movimentando o segmento audiovisual amapaense”, frisou Ana Vidigal, acrescentando que a produção também será possível graças às parcerias com as produtoras e artistas locais.

Resenha do filme Bastardos Inglórios – Por Gian Danton (@giandanton)

Bastardos Inglórios é um filme de Quentim Tarantino, de 2009. Tarantino parece ter chegado à maturidade narrativa num filme que junta o que tem de melhor em toda a cinematografia e ainda acrescenta um fundo histórico interessante. Para quem não sabe, a história é sobre um grupo de soldados judeus-americanos (os bastardos do título), que entra na França ocupada pelos alemães com o objetivo de matar o máximo de nazistas possível.

Em uma trama paralela, temos uma garota judia cuja família foi morta, que agora tem uma identidade francesa e administra um cinema que acaba sendo escolhido para o lançamento de um filme alemão ao qual irá comparecer toda a elite nazista. As duas tramas paralelas, claro, irão se juntar no final, quando a garota, por um lado, e os bastardos por outro, irão tentar matar os oficiais.

Tarantino faz flash back em cima de flash back, mas a sequência mais memorável do filme é a primeira, em que uma calma conversa de um fazendeiro francês com um oficial nazista termina em um banho de sangue.

Nessa cena, duas coisas se destaca: a ótima direção de Tarantino (quando a câmera começa a se movimentar em círculo ao redor dos dois homens, sabemos que algo vai acontecer) e o talento do ator Christoph Waltz, que faz o Coronel da SS Hans Landa. O charme desse personagem é um dos atrativos do filme. Onde Hans Landa aparece, ele rouba a cena.

Já nos créditos percebemos que o filme é uma farsa, quando começa a tocar a música de Ennio Morricone, famoso pelos filmes de faroeste de Sérgio Leone. Muitos cineastas trabalharam muito bem com a trilha sonora, mas Tarantino a transformou em elemento narrativo.

Entre as várias cenas memoráveis está aquela em que Brad Pitt, com forte sotaque americano, tenta convencer Landa de que é um italiano. O cinema todo gargalhou.

Fonte: Ideias Jeca-Tatu

Assista aqui o trailer deste filme sensacional: 

The Doors: O filme – Resenha de Elton Tavares e André Mont’Alverne

Gostamos de cinema e rock, quando essas duas coisas estão juntas então, nem se fala. Hoje falaremos um pouco do filme “The Doors”, que contou a história da banda, homônima ao longa-metragem. Tudo bem que a película exalta muito mais a figura doideira do Jim Morrison (Val Kilmer) que dos outros componentes do grupo, ou a intelectualidade do vocalista (que lançou alguns livros nos EUA).

O filme é de 1991. Foi dirigido pelo renomado diretor Oliver Stone, que ganhou o MTV Movie Awards 1992 (EUA). Stone arrebentou, escolheu o ator Val Kilmer para o papel do lendário Jim Morrison, retratou os shows com ótimos efeitos e adicionou cenas reais ao filme.

O ator mais cotado para o papel era John Travolta, mas Kilmer enviou a Oliver um vídeo onde canta músicas da banda. Isso e o fato de ser muito parecido com o “Rei Lagarto” (como Morrison era conhecido) fez com que ele ganhasse o papel. E ele foi foda naquele filme, para mim, sua melhor atuação.

Para aqueles que não sabem (que devem ter vindo de Marte), o The Doors foi, na segunda metade dos anos 60 e início de 70, uma banda de rock norte-americana. O grupo era composto por Jim Morrison (voz), Ray Manzarek (teclados), Robby Krieger (guitarra) e John Densmore (bateria). A banda tinha influências de Blues, Jazz, Flamenco e Bossa Nova. Foi uma das maiores da história do rock mundial.

O filme conta a vida anárquica de Jim, todo tipo de loucura, paixão e sexo. Algumas amigas minhas detestaram a postura de Morrison, que faz muitas cagadas com sua namorada Pamela Courson (Meg Ryan), mas isso não é nenhuma peculiaridade dos rockstars (risos). O que queremos dizer aqui é: poucas películas fazem jus ao jargão “sexo, drogas e rock and roll” como esta obra de Stone.

Ouvimos dizer que Val Kilmer teve problemas para sair do personagem, andou meio doido, por ter vivido Jim. A atuação dele foi extraordinária, até Ray Manzarek e John Densmore elogiaram publicamente o desempenho de Kilmer.

O filme tem cada “liga torta” (mas muito bacana), como a influência xamânica de Morrison (que ele absorveu depois de presenciar um acidente de carro na estrada, onde um índio teria morrido e espírito do figura virou um “encosto” no rockstar (risos). O filme retrata até o envolvimento amoroso de Jim e a jornalista Patricia Kennealy.

Jim Morrison morreu em 1971, foi cedo demais, assim como muitos, antes e depois dele. Jim influenciou, definitivamente, uma geração que, posteriormente, influenciou outras. Por exemplo, Iggy Pop que decidiu fundar sua banda (Stooges) depois de ver Jim Morrison. Apesar de não gostar do som e da poesia dos Doors, Iggy admirava a postura sensual e misteriosa de Morrison.

Assim, juntando a vontade de criar uma nova sonoridade para o rock, a preocupação com o visual da banda nas apresentações ao vivo, os Stooges marcaram o início de um movimento que culminaria com o punk rock. Mas essa é outra história.

Voltando ao filme, Ray Manzarek (tecladista do Doors) lançou, anos depois, um livro falando de algumas “potocas” de Oliver Stone no filme e que a película conta “de forma horrível” a história da banda. Mas o diretor fez vários pedidos para que Manzarek trabalhasse como consultor no filme. Entretanto, Robbie Krieger (guitarrista dos Doors) foi o consultor, então tá valendo.

Enfim, este site aconselha a todos que não assistiram a fazê-lo. Os que já assistiram e gostam muito de rock e cinema, o assistem de vez em quando. Abraços na geral!

Ficha técnica:

Gênero: Biografia, Drama.
Direção: Oliver Stone.
Elenco: Billy Idol; Val Kilmer; Meg Ryan; Kyle MacLachlan, Frank Whaley, Kevin Dillon e Kathleen Quinlan.
Duração: 140 minutos.
Ano de produção: 1991.
Classificação indicativa: 18 anos.

Assista ao trailer do filme: 

Elton Tavares e André Mont’Alverne

Poema de agora: CINEMASCOPE – Luiz Jorge Ferreira

CINEMASCOPE

Eu no Cine Macapá.
Sean Connery doutro lado da rua, apalpando as costas da lua.
Rin tin tin latindo para as pipas coloridas que riscam o céu blue de blues.
Tenho o bolso cheio de lágrimas grisalhas, e dúzia de balas de Menta.
Tenho no bolso da calça Lee, o ano de 1962… esticado desde lá até 2019.

E como as rosas de Isnard ficaram órfãs.
Eu desenho todos os desenhos que fiz no muro do IETA…no meu calcanhar.
E ando passos que tatuam a caminhada que faço…com ecos azedos do passado.


E onde está o 007…Onde estamos nos
As mãos ocupadas em desmanchar dos dedos, os nos, dados atoa, sobre a calçada…pintada de lilás.
Titânia e Oberon, luas de Urano, dependuradas na árvore, a terceira.

Aquela que as raízes como atrizes, por ouvirem tanto a voz de Marlene Dietrich, com seu sotaque alemão…dizem… Monsieur… Monsieur…jogue em nós…borra de café.

Detrás de nuvens de chuva, espiã o Sol.
Detrás dos meus óculos de grau.
Espio Deus.
Nenhum se vê perfeitamente.
Como doe um pouco o cariado dente.
Mastigo bala de Menta.
Foi um dia desesperançado de esperanças, aquele Domingo de Junho de 1962.

Eu no Cine Macapá.
Trato de copular com Brigitte Bardot.
Antes que a pipoca do saco de pipocas, acabe de acabar.

Luiz Jorge Ferreira

A arte de ser um sonhador – Neste sábado (12), rola sessão especial de cinema em homenagem e memória de Simãosinho Sonhador

Por Manoel do Vale

Por ali por 2001, mais ou menos, eu fui contratado por uma agencia local para criar e produzir uma série de vídeos de um minuto contando a história de sucesso de alguns clientes da Agência de Fomento do Amapá – AFAP, o Banco do Povo.

Inspirado na experiência do Grameen Bank (em Bangladesh), criado na década de 1970 pelo economista bengali Muhammad Yunus (prêmio Nobel da Paz em 2006), o Banco do Povo operava com microcrédito no fomento de empreendimentos populares no Amapá, e já se mostrava um grande parceiro de algumas centenas de empreendedores populares a quem os bancos tradicionais fechavam as portas.

Das dezenas de histórias que me chamaram a atenção, cinco foram escolhidas. Entre elas estava a do Simão Alves de Souza, poeta piauiense que largou o chão seco de Olho d’água das Cunhãs (MA) para tentar a vida sob a linha do Equador, na capital do meio do mundo. Ele chegou aqui com mala e cuia, e a mulher e os filhos. E também, toda a bagagem cultural que os nordestinos carregam com eles para onde quer que vão.

Falador e muito simpático, Simão era um sonhador replicando os sonhos de milhares de outros nordestinos, atraídos para Amazônia pela esperança de vida mais próspera.

Simãosinho morava no Novo Horizonte, numa casa de madeira, piso de barro, bem humilde. O tempo era o senhor dos seus dias, literalmente. Ele vendia relógios de pulso, de diversos tipos. Mas o grande tesouro dele era um caderno pequeno, tipo brochura, nas linhas retas do qual ele escrevera, com seus garranchos, os versos do ABC da Mulher, obra que viria a ser seu best seller por vários anos aqui na nossa capital e nos arredores do mundo.

Quando aqui chegou, Simão não sabia ler nem escrever, aprendeu na escola Paulo Freire, quando esta ainda funcionava na praça Floriano Peixoto.

Para confirmar sua habilidade em versejar de improviso, Simão criou um cordel para o Banco do Povo. Com o dinheiro dos empréstimos que conseguia na Afap, o poeta comprava os relógios que revendia e também pagava a impressão de seus livros, isso quando não as conseguia de graça com algum empresário da área. Não recordo o nome de nenhum agora, mas a eles registro meu muito obrigado.

Para o Banco do Povo ele era o cliente ponta firme, pagava antecipado as parcelas, e era tratado como cliente vip naquela instituição, da qual foi um dos primeiros clientes.

Ele também é personagem de destaque no livro “Banco dos Sonhos”, projeto do qual também fiz parte como redator. Para este produto em especial o poeta criou um cordel inspirado em sua própria história de empreendedor.

Simão passou a ter o status de amigo em minha vida. E foi inspiração para o projeto Doctv IV, programa do Ministério da Cultura que ganhei em 2008. O filme, produzido pela Castanha, tem roteiro e direção assinados por mim, a edição é do Gavin, que dividiu a fotografia e câmera com o Gilmar Pureza. A produção é do Bruno Jeronimo; Patrícia Andrade assina a direção de arte.

Simãosinho Sonhador virou passarinho, mas antes, em vida, virou título de prêmio literário, moeda social (Palavra), lançada na Flap, que Homenageou ainda o professor Munhoz, a professora Zenaide, o poeta Alcy Araujo, e Araci Mont’Alverne.

A meu ver, Simão representa um bom bocado do povo humilde que brotou por aqui. Um povo espalhado igual semente de Samaúma solta no vento da sorte. Diásporas infinitas, feitas pelo acaso ou por obrigação nômade de encontrar um bom lugar para viver.

Assista ao trailer do documentário: 

ARTEAMAZON RECEBE CONVITE PARA PARTICIPAR DO EVENTO EM HOMENAGEM AO DIA DO FOTÓGRAFO


A coordenação do GERA – Grupo de Energias Renováveis da Amazônia, através do seu diretor cultural, o fotógrafo Paulo Gil, realizou convite ao ARTEAMAZON para participar do evento denominado “Homenagem ao fotógrafo amapaense”. O evento visa homenagear os fotógrafos amapaenses que foram destaque durante o ano de 2018.

Durante o evento será estará sendo realizada exposições coletiva dos fotógrafos amapaenses Manoel Raimundo Fonseca, Floriano Lima e Kurazo Okada. O co-fundador do ARTEAMAZON, Gilberto Almeida, será o cerimonialista do evento.

Sobre o evento:

Evento: Homenagem ao fotógrafo amapaense
Data: 08 de janeiro de 2019 (Terça-feira)
Hora: 19 h
Local: Biblioteca pública Elcy Lacerda – Centro – Macapá/AP
Entrada franca
Contato: 96 8102-1907 (Paulo Gil)

Fonte: ARTEAMAZON

Com exibição de dois filmes sobre fotografia, hoje rola Sessão Especial de Cinema em homenagem ao Dia do Fotógrafo

Hoje, a partir das 19h, no Foto Nunes, vai rolar uma Sessão Especial de Cinema. Em cartaz estarão dois documentários sobre os caminhos e descaminhos dessa arte/profissão. A exibição dos filmes será mais uma edição do projeto Janela Fotográfica e será realizada por conta do Dia do Fotógrafo, celebrado neste 8 de janeiro.

Os amantes da fotografia terão a oportunidade de curtir as películas, mas a entrada é franca e as vagas são limitadas. Interessados em participar do evento devem fazer sua reserva enviando uma mensagem no in box aqui da página do Facebook do Foto Nunes: https://www.facebook.com/fotonunes/

Serviço:

Sessão Especial de Cinema
Local: Foto Nunes, na Avenida Diógenes Silva, Nº 1098, no bairro do Trem
Hora: 19h
A entrada é franca e as vagas são limitadas.
Informações: 981183510 (whats)

Elton Tavares, com informações do Foto Nunes.

“The Prince”: amapaense compõe em inglês trilha sonora do filme “Novo Amapá”

Obra conta a história do naufrágio do navio Novo Amapá, em 1981, que vitimou mais de 300 pessoas

Por Cássia Lima

A jovem Jéssica Amanajás Abreu de Amorim, de 24 anos, natural do município de Amapá, foi escolhida para dar voz à trilha sonora do filme Novo Amapá – A Última Viagem. A obra conta a história do naufrágio do Novo Amapá, ocorrido no dia 6 de janeiro de 1981, que vitimou mais de 300 pessoas.

O acidente marcou a história, pelo número de vítimas, e ficou gravado na memória dos amapaenses. O filme será dirigido pelo diretor paraense Wagner Junior, com o roteiro de André Laurent.

Jéssica Abreu gravou a canção em inglês com o nome de “The Prince”, mas já pretende fazer uma versão em português. Ela falou sobre a inspiração da música para o filme, que será seu primeiro trabalho profissional. (ao final da entrevista, confira a trilha sonora do filme).

Naufrágio matou mais de 300 pessoas Foto: Edgar Rodrigues/Arquivo Pessoal

Você já é cantora há muito tempo?

Canto desde os 12 anos, mas só do ano passado para cá tenho me dedicado mais a essa arte. Até então, só cantava para amigos e família. Na música, tudo o que sei foi aprendizado de pequenas pesquisas. Toco alguns instrumentos, mas aprendi também de forma autodidata.

Você que escreveu a letra?

Sim. Apesar de não falar fluente o inglês, consegui escrever a música usando a internet e consultando a tradução com uma amiga que está terminando o curso da língua inglesa.

Qual a inspiração?

Bom, a princípio, a história do Novo Amapá era algo que eu apenas ouvia falar. Quando vi a primeira matéria no jornal a respeito do filme, fiquei feliz por ‘lembrarem’ da história de tantas pessoas. E depois que consegui o ‘sim’ da produção do mesmo para mostrar algo, eu fui atrás de documentários a respeito, e, nesse documentário, dois entrevistados me chamaram a atenção com o que comentaram. O primeiro dizia que ‘o que houve com o barco Novo Amapá foi o crime de estado. E o Estado foi negligente’. E o segundo dizia ‘Ah… isso já tem tantos anos que a gente deveria esquecer…’. E na hora isso me tocou bastante, porque me coloquei no lugar de quem perdeu alguém ali.

Cantora Jéssica Abreu Foto: Arquivo Pessoal

E de onde surgiu a ideia de fazer a música?

Foi em casa mesmo. Mas como eu já queria mostrar algo para a produção, eu escutei músicas que me ajudassem a despertar uma boa melodia e ouvi histórias sobre o naufrágio.

Você perdeu parentes no naufrágio?

Não, mas conheço pessoas que perderam. E imagino o tamanho da dor.

Será apenas uma música sua no filme?

No momento estou me dedicando a outras músicas que também terei a oportunidade de colocar no filme. Serão 4 músicas de minha autoria, 3 em inglês e 1 em português.

E como você vê essa oportunidade?

Eu só tenho a agradecer ao diretor do filme, Wagner Júnior, e a toda a equipe, pela oportunidade, pois eles confiaram a mim uma missão muito importante no filme, mesmo eu não tendo uma carreira formada. Além de que me escolheram no meio de tantos outros.

Escute a trilha sonora do filme: 

Fonte: SelesNafes.Com

*Reportagem de março de 2018. Republicada por conta dos 38 anos do naufrágio.