O Escafandro e a Borboleta (resenha bacana do Lúcio sobre um filmaço)

 

Por Lúcio Costa Leite

Alguns filmes são experiências tão pessoais quanto desconcertantes, são diálogos e cenas que parecem, diametralmente, feitos e escritos como se propositalmente quisessem nos atingir. Esse é o caso do filme “O Escafandro e a Borboleta”, produção francesa dirigida por Julian Schnabel, que na época de seu lançamento, recebeu várias premiações.

O filme narra a história real de um editor da revista Elle, Jean-Dominique Bauby, após um derrame cerebral cuja conseqüência principal foi a perda de todos os movimentos do corpo, exceto o do olho esquerdo. O excepcional é que mesmo dentro das limitações físicas imprimidas pelo incidente, o protagonista da história conseguiu ditar um livro usando apenas o movimento do olho.

O filme tinha tudo para ser um drama-doença sobre alguém acometido por um AVC (Acidente Vascular Cerebral), mas a centra-se nas dificuldades de comunicação do protagonista, fazendo do filme um legítimo ensaio sobre a linguagem, o expressar-se.

O drama é angustiante, mas assinala um aprendizado para a reflexão das paralisias que nos assombram mediante as dificuldades O trecho abaixo é a transcrição de um dos monólogos do filme:

Hoje, sinto que minha vida é uma série de frustrações. Mulheres que não fui capaz de amar. Oportunidades que não soube avaliar. Momentos de felicidade que deixei escapar. Uma corrida cujo resultado eu conhecia de antemão, mas falhei em escolher o vencedor.Tenho sido cego e surdo ou os duros golpes me fizeram descobrir minha verdadeira natureza”.

Meu comentário: Este filme, muito bem descrito pelo meu amigo Lúcio, é uma lição de vida. Com um roteiro firme e sacadas incríveis do protagonista. O longa me fez pensar em quem nos ama de verdade, pois quando Jean-Dominique Bauby estava enfermo, quem se importou com ele foi sua ex esposa e não sua namorada (pivô de sua separação). O filme é lindo, eu recomendo.

Elton Tavares

Assista ao trailer do filme: 

Sesc realiza capacitação audiovisual

O Sistema Fecomércio AP, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc), realiza capacitação audiovisual com a proposta “EXPERIÊNCIA AUDIOVISUAL CULTURA E MERCADO NA PRÁTICA”, ministrado por Cezar Augusto Azevedo Moraes. A oficina ocorrerá na unidade do Sesc Araxá, no período de 03 a 07 de junho. Serão ofertadas duas turmas, sendo 20 vagas pela manhã, 08h às 14h e 20 vagas à tarde, 14h às 18h.

Durante a oficina, Cezar Augusto, conduzirá os alunos a etapas do fluxo de produção audiovisual, utilizando técnicas existentes e aplicando na prática os conhecimentos adquiridos; e assim produzir peças audiovisuais, criando conteúdos para diferentes plataformas disponíveis no mercado.

O projeto capacitação audiovisual garante capacitações contextualizadas que subsidiem conhecimentos sobre como desenvolver competências de modo a permitir que no cumprimento das suas funções estejam contempladas as dimensões técnicas, para a ampliação de conhecimentos dos produtores independentes e assim, estimular a produção de filmes, que são igualmente importantes e imprescindíveis ao desenvolvimento e fortalecimento da linguagem audiovisual.

Serviço:

Capacitação audiovisual Inscrições: Setor de Cultura
Local: Sala de audiovisual, na unidade do Sesc Araxá, Rua Jovino Dinoá, Nº 4311, Beirol
Data: 03 a 07/06 Hora: 08h às 12h – 1º turma (Vagas) 14h às 18h – 2º turma (Vagas)
Investimento: 1 kg de alimento não perecível

Coordenadoria de Comunicação e Marketing do Sesc Amapá
E-mail: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)

Clube de Cinema comemora nove anos de atividades

Em 2019, o Clube de Cinema, cineclube do Festival Imagem-Movimento, completa nove anos de atividade, reafirmando-se como a experiência cineclubista mais duradoura do Estado do Amapá. Para celebrar a ocasião, no próximo sábado dia 01 de junho, a partir das 19h acontece uma sessão comemorativa com exibição do documentário “Slam: voz de levante”, das diretoras Tatiana Lohman e Roberta Estrela D‘Alva

“Slam: voz de levante” vai para Chicago, NY, Paris e São Paulo e encontra a mesma cena com diferentes faces: os poetry slams, batalhas poéticas performáticas, se firmam como encontros que instigam a criatividade e o convívio entre diferentes e surgem diante da onda política conservadora mundial como ágoras do livre pensamento e expressão. No Brasil, a poeta Luz Ribeiro vence o campeonato nacional e vai para a Copa do Mundo de Poetry Slam, em Paris, representando a nova vertente negra e feminista que tem se firmado pela virulência de seu verbo politizado.

CLUBE DE CINEMA

Considerando que cineclubes são iniciativas voltadas para a democratização do acesso ao cinema como bem cultural, o Festival Imagem-Movimento realizou sua primeira sessão cineclubista em maio de 2010 como uma extensão das atividades já promovidas pelo FIM desde sua primeira edição em 2004.

Desde então, o Clube de Cinema já ocupou os auditórios do Museu da Imagem e do Som (MIS), da Biblioteca Pública Elcy Lacerda e Espaço Caos – arte e cultura, iniciativa independente que agregou diversos segmentos culturais entre 2014 e 2018.

Ao longo desses nove anos, exibimos mais de 265 filmes, entre curtas, médias e longas-metragens, sempre com sessões gratuitas. Firmamos parcerias importantes com iniciativas que promovem a criação e fortalecimento de redes de exibição por todo o Brasil, priorizando a circulação do cinema alternativo e independente produzido aqui e em outros países.

Após a exibição de “Slam: voz de levante”, as coordenadoras do coletivo Slam Tucujú, Leandra Brito e Ramona Gemaque, participam de um bate papo com o público. Em seguida, o grupo Maniva Venenosa apresenta seu som autoral, misto de reggaeton, reggae, dub e funk com toques regionais. Durante todo o evento o público poderá conferir e comprar trabalhos de artistas visuais locais.

SERVIÇO:

Aniversário do Clube de Cinema: 9 anos
Data: 01 de junho de 2019
Horário: 19h
Local: Casa Viva
Endereço: Avenida Almirante Barroso, nº 851. Centro
Entrada franca.

Fonte: FIM

Sesc AP promove espetáculos e oficinas na 13ª edição do Projeto Aldeia de Artes

 

A programação será nos dias 27/05 a 01/06, no Sesc Araxá, com diversas atrações artísticas.

A Fecomércio AP, por meio do Sesc AP realiza a 13ª edição do Projeto Aldeia de Artes com uma programação que contemplará espetáculos de Teatro, Dança, Circo e oficinas com artistas do Amapá, Rio de Janeiro e São Paulo.

O projeto Aldeia de Artes tem como objetivo incentivar a produção local através de suas produções em Artes Cênicas, na medida em que oportuniza através de outras produções da grade de programação, as trocas em conhecimentos para com as Artes Cênicas. Nessa edição, o evento contará com a presença de dois analistas em Artes Cênicas e Curadoria em projetos de ressonância nacional para emitir seus pareceres no tocante as Reflexões Cênicas sobre as produções locais, como forma de contribuição para as produções encenadas.

Confira a programação completa AQUI

Assessoria de comunicação do Sesc/AP

Hoje é o Dia Mundial de Star Wars – Que a Força esteja conosco!

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Hoje, 4 de maio, é o Dia mundial de Star Wars! A data foi escolhida devido a um trocadilho com a célebre expressão “May the Force be with you”. May (maio) the Fourth (dia 4) be with you.

A primeira alusão ao termo “May the 4th” aconteceu em maio de 1979 quando o Partido Conservador parabenizou a eleição de Margaret Thatcher como a primeira mulher Primeira Ministra da Inglaterra, com um anúncio no jornal The London Evening News que dizia: “May the Fourth Be with You, Maggie. Congratulations.”

my1111111-660x350Durante uma entrevista em 2005, para o canal N24 de notícias da TV alemã, pediram ao criador de Star Wars, George Lucas, que ele falasse a famosa frase “Que a Força esteja com você.” O intérprete simultâneamente interpretou a frase em alemão como Am 4. Mai sind wir bei Ihnen (“We shall be with you on May 4”, em português, “Vamos estar com você em 4 de maio”). Isso foi captado pela TV Total e foi ao ar em 18 de maio de 2005.[Wikipédia]

Em 2011, a primeira celebração organizada do Dia de Star Wars aconteceu em Toronto, Ontário, Canadá no Cinema Subterrâneo de Toronto. As festividades incluíram um Game Show de Trivia sobre a Trilogia Original; um concurso de fantasias com os juri composto por celebridades; e a exibição em tela grande dos melhores filmes, mash-ups, paródias, e remixes da web. A segunda edição anual aconteceu na sexta-feira, 4 maio de 2012.

De fato, é uma data em que a Força está presente nos fãs de Star Wars. Neste dia costuma-se rever os filmes, falar as frases mais famosas dos personagens, ou cantarolar Imperial March. Coisas simples, mas que fazem o 4 de maio uma data memorável para todos os fãs, pois são mais de 40 anos de fascínio pela série de filmes fantásticos. Portanto, que a Força esteja conosco!

Elton Tavares

Parceria entre PMM e Cinépolis proporcionará sessão de cinema a alunos

Foto: G1 Amapá

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) proporcionará nesta sexta-feira, 26, sessão de cinema aos alunos da Escola Eficaz. A atividade é proveniente de uma parceria entre Prefeitura de Macapá e Cinépolis. Estão sendo ofertados para este ano 7.500 ingressos para as crianças da rede municipal de ensino. A atividade tem como finalidade proporcionar a interação dos estudantes com o cinema, fundamental no processo de ensino-aprendizagem.

Serviço:

Data: 26/04 (sexta-feira)
Hora: 9h
Local: Cinépolis
Endereço: Rodovia Juscelino Kubitschek, nº 2141, Universidade

Karla Marques
Assessora de comunicação/Semed
Contato: 91192467

Sobre o filme Gremlins – Nostalgia cinematográfica

Gizmo

Os Mogwais são simpáticos bichinhos peludos que têm a aparência semelhante a uma mistura de morcego e coruja. Gizmo é o mais legal deles. Estas criaturas acompanham 3 regras que nunca podem ser esquecidas:

Ele não pode entrar em contato com a água; Mantenha-o longe da luz forte e Não importa o quanto ele chore, o quanto ele suplique, nunca, nunca o alimente após a meia-noite.

“Stripe”, líder dos Gremlins

Assim que tinha que ser, senão eles viravam os Gremlins. O “Stripe”, líder dos Gremlins, era o mais marginal deles. Ele tinha um cabelo moicano branco. Nos anos 80, comandou o caos no filme . As criaturas bebiam cerveja, jogavam pôquer, fumavam, dançavam break e detonavam com tudo. Muito firme!

Trailer do filme Gremlins, de 1984:

André Cantuária: meu candidato para conselheiro de Cultura, no segmento Audiovisual.

André Cantuária

André Cantuária é pré-candidato a conselheiro de Cultura, no segmento Audiovisual. Leiam a apresentação dele por ele mesmo:

Meu nome é André Cantuária, tenho 28 anos, sou filho do Seu João e da Janise, pai de três filhos, casado e produtor audiovisual.

Iniciei na área há quase 10 anos, trabalhando como assistente de edição de vídeo, era o responsável pela conversão de arquivos analógicos. Até esse momento, a música, minha primeira paixão, ainda estava no centro da minha vida, mas o trabalho, somado com a experiência do curso de jornalismo da Unifap, mudou meus planos.

Apresentei como conclusão de curso uma pesquisa acadêmica aprofundada sobre a produção audiovisual independente no Amapá, uma experiência que me permitiu conhecer realizadores, entraves e perspectivas.

Já fui assistente, editor, técnico de som direto, cinegrafista e diretor, conheço também as demandas técnicas e profissionais do setor audiovisual no nosso estado.

Hoje estou colocando meu nome como pré-candidato ao Conselho Estadual de Cultura pela cadeira do audiovisual. Conheço os nossos avanços do setor nos últimos anos, assim como sei que precisamos continuar caminhando, que não podemos retroceder.

Espero que este momento seja mais um de debates e construção no nosso segmento, por um audiovisual amapaense mais forte e de todos”.

André Cantuária

Meu comentário: acompanho o trabalho de André Cantuária há tempos. Ele é um cara talentoso, empenhado e comprometido. Já assisti algumas de suas produções e são porretas demais. Além disso, o cara possui o respeito até de quem está há anos na área, como o cineasta Thomé Azevedo. O trampo que André fez no DOC da Clicia Di Micelli foi impressionante. Enfim, estou na torcida pelo brother. Boa sorte, Cantuária!

Município levará 130 crianças autistas ao circo nesta quarta, 17

Foto encontrada no site Bem Tucuju

Nesta quarta-feira, 17, será dia de visita ao circo para cerca do 3 mil crianças de 11 escolas da rede municipal de Macapá, que, em parceira com a Associação de Pais, Amigos dos Autistas do Amapá, levará também para assistir ao espetáculo 130 crianças autistas. A atividade é para levar alegria e diversão à garotada.

A iniciativa é uma parceria da Prefeitura de Macapá e o proprietários do Ramito Circo, que nos meses de março e abril preparou uma programação especial para receber as crianças, com quatro apresentações especiais, disponibilizando 9.600 ingressos para o Município. Esta será a última apresentação dessa parceria e será dividida em dois turnos, manhã e tarde. Ao todo, cerca de 6.300 crianças já participaram da atividade.

Serviço

Data: 17/04 (quarta-feira)
Hora: 9h30 e 14h
Local: Ramito Circo

Karla Marques
Assessora de comunicação/Semed

Um dia de cão – Crônica experimental de Ronaldo Rodrigues

Crônica experimental de Ronaldo Rodrigues

Toda vez que leio Woody Allen fico tentado a me arriscar naquele estilo de texto: surreal, nonsense, insólito, sei lá, algo assim. Só sei que o carinha mexe com a minha vontade de escrever. Em todo caso, lá vai mais um texto, mesmo que seja somente exercício, inspirado nesse pirado. Leia. Ou não.

Quando o assaltante apontou seu revólver em minha direção, mudei de calçada. Como ele atravessou a calçada e insistiu em me assaltar, mudei de assunto:
– Sou capricorniano!

O assaltante não aceitou aquele argumento, ao que, imediatamente, parti para outro:
– Sabe o que é? Eu não gosto muito dos filmes do Tarantino! Paciência…

Novamente, o assaltante fez sinal de pouco caso. Aí, arrisquei minha última tentativa:
– Eu sou pré-diabético!

O assaltante descartou todos aqueles argumentos, o que, convenhamos, não eram muito fortes mesmo, e a este último ele respondeu rispidamente:
– O que eu tenho a ver com isso? Eu não sou médico!

Ele tinha razão nesse ponto, ainda que eu ache os preços praticados pelos médicos, muitas vezes, verdadeiros assaltos.

A cena continuou, sem que o policial que passava pelo local, levando seu poodle a passeio, tenha esboçado qualquer tentativa de resolver aquele impasse:
– É que estou de folga hoje. É aniversário do meu cachorrinho e prometi a ele que não seria violento hoje. Somente hoje.

Vi logo que teria que sair daquela situação por meus próprios meios, se possível sem uma fratura exposta ou algo tão excitante quanto. Tentei fazer aquilo que sempre vejo nos filmes da TV: pedir socorro até que apareça um super-herói vindo do planeta Krypton, que ache válido livrar a cara de um um sujeito tão desprezível quanto eu.

O assaltante poupou meu trabalho desferindo uma coronhada na minha cara de panaca, o que fez molhar de sangue a sarjeta e me enquadrar nas infrações que um cidadão não deve cometer, como sujar de sangue uma sarjeta recém-reinaugurada com fins eleitoreiros.

Ainda tentei me levantar e sair andando usando minhas próprias pernas, mas o poodle do policial, nervoso com aquela cena, enfiou os dentes no que restou da minha cara. O policial não gostou de ver seu pet se servindo de carne de terceira e descarregou toda a munição de seu revólver em minha carcaça.

Antes de meu suspiro final, agradeci o fato de o policial, naquele dia, não estar tão violento.

THE END

Crianças do Residencial Mestre Oscar participam de projeto Cinema de Rua

Cerca de 100 crianças do Residencial Mestre Oscar Santos participaram no fim da tarde de terça-feira, 9, do projeto Cinema de Rua, coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência Social e do Trabalho (Semast). O filme exibido foi Detona Ralph 2, que conta a história do mais famoso vilão dos videogames, e Vanellope, sua companheira atrapalhada, ambos iniciam mais uma arriscada aventura. Dessa vez, a missão é achar uma peça reserva para salvar o videogame Corrida Doce, de Vanellope.

Com olhinhos vidrados, Jorge Cristiano Rodrigues, 12 anos, não tirava um só minuto os “olhos da tela”. “Muito legal poder assistir a esse filme. Estou acompanhado dos meus amigos da rua de casa, já quero que chegue o próximo mês para vermos outro filme”, comemorou.

O projeto tem o intuito de proporcionar momentos de lazer, cultura e entretenimento junto à comunidade que reside no local. “É importante que as crianças também tenham acesso a esses projetos. Muitos não têm a oportunidade de ir ao cinema. Então, trouxemos o cinema até eles, mesmo não sendo a mesma telona. Fazemos com que se sintam bem. O Cinema de Rua acontece todo mês e já foi levado aos residenciais São José e Jardim Açucena, e pretendemos levar ao Mucajá”, explicou a coordenadora do Plano de Desenvolvimento Sócio Territorial, Karen Priscila da Silva.

Além de curtir o filme, a criançada se deliciou com pipoca e refrigerante, lanche servido a todos que estavam presentes. A finalidade do PDST é integrar as famílias em um ambiente harmônico, onde possam se respeitar e viver em comunidade. O plano está baseado na promoção da participação social, na melhoria das condições de vida e efetivação dos direitos sociais dos moradores.

Assessoria de Comunicação/Semur
Contato: 99903-5888
Fotos: Max Renê

Como Mestre Yoda falar devemos, mas falar assim fácil não será!

Yoda, o grande mestre Jedi, é uma das figuras mais marcantes da cultura pop. Mestre Yoda foi um guerreiro extraordinário da Ordem Jedi mas, acima de tudo, um professor que marcou gerações de fãs da saga. Seus pensamentos filosóficos foram ensinamentos emblemáticos do cinema, e ensinaram muito a Luke e ao público sobre disciplina, dedicação máxima e a Força.

Yoda falava uma versão incomum do Básico. Ele usualmente colocava os verbos (principalmente verbos auxiliares) após o objeto e do sujeito (um formato objeto-sujeito-verbo).

Cheguei à conclusão que seria muito mais prático se falássemos todos como o Yoda, colocando a ideia central – o que interessa – no início da frase, e o sujeito no final. Muito mais simples seria, se todos os Humanos assim falassem. Prática esta ideia irão achar. Resistentes a esta sugestão não devem ser, uma maior compreensão dos assuntos as pessoas iriam atingir.

Exemplos de fala de Yoda:

“Quando 900 anos você tem, ter aparência boa difícil é”.

“Aliada minha é a Força. E poderosa aliada ela é.”

“Por 800 anos treinei eu jedi. A mim decidir cabe quem treinado deve ser. Um Jedi precisa um profundo compromisso ter. A mente mais séria.”

“Iniciada, a Guerra dos Clones está.”

“A tempestade está piorando, temo eu.”

“Em um estado sombrio nós nos encontramos… um pouco mais de conhecimento iluminar nosso caminho pode.”

“O medo é o caminho para o Lado Escuro. O medo leva à raiva, raiva leva ao ódio; ódio leva ao sofrimento. Eu sinto muito medo em você.”

“Gelada, esta cerveja está!”

“Comigo cabreiros eles ficaram.”

Se expressar assim legal é e como Mestre Yoda falar devemos, mas fácil não será!

Estranheza, sentem vocês? Fácil é a adaptação, achar isto vocês irão em breve. Mais divertidas as conversas se tornariam, mais cedo o assunto perceberíamos e reduzida a especulação seria, muitas discussões desnecessárias evitar-se-iam assim. Pensar nisto devem vocês, mais prático, direto e interessante seria, não concordam vocês comigo?

Que a Força esteja conosco!

Moedas e Curiosidades – “Do Inferno” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Tenho em minha coleção quatro moedas inglesas, três de prata 925 e uma de bronze, de uma época bastante conturbada em Londres com a presença do famoso serial killer Jack, o Estripador, e recentemente adquiri uma “Graphic Novel”, que traduzindo para o português significa “Romance Gráfico”, ou seja, é uma história produzida em quadrinhos. “Do Inferno” é uma série de histórias em quadrinhos escrita por Alan Moore e ilustrada por Eddie Campbell, publicada originalmente de forma seriada entre 1989 e 1996, e lançado em formato único em 1999.

Em 2001 foi lançado o filme “Do Inferno”, que utilizou a publicação de Alan Moore & Eddie Campbell como inspiração, que se passa em 1888 e a cidade de Londres vive um horror sem precedentes, principalmente aqueles que vivem em Whitechapel. Lá mora Mary Kelly (Heather Graham) e seu grupo de amigas, que vivem sendo hostilizadas pelas gangues locais e são obrigadas a se prostituir para sobreviver. Até que uma das companheiras de Mary, Annie (Katrin Cartlidge), é repentinamente seqüestrada, com este acontecimento logo seguido pelo brutal assassinato de Polly (Annabelle Apsion). Desconfiando que tais acontecimentos sejam na verdade uma “caçada” às garotas de Whitechapel, o caso chama a atenção de Frederick Abberline (Johnny Depp), um brilhante e perturbado inspetor de polícia.

Centenas de “Pub’s” – os típicos bares londrinos – se estendiam pela região de East End, a prostituição era a ocupação mais comum. Grande parte da população feminina era obrigada a se prostituir para sobreviver em meio à miséria. O sexo era praticado em pé no meio da rua, em quintais ou becos pouco iluminados, pois dessa forma as mulheres ganhavam mais tempo para novos clientes e não precisavam gastar com aluguel de quartos. O aluguel de um quarto por uma única noite custava 5 pennies, cada prostituta costumava cobrar 3 pennies (o preço de um pão) por um programa, que em geral não durava mais que alguns minutos. Boa parte das mulheres recorria ao álcool como meio de fuga da realidade deplorável. O gim era consumido com generosidade pelas prostitutas e também por seus clientes, que na maioria dos casos estavam tão bêbados que não conseguiam consumar o “ato”.

Jack, o Estripador tinha um ritual básico para matar. Ele estrangulava as vítimas, e também usava uma faca para cortar a artéria carótida (o que provocava a morte instantânea) e depois realizava diversos cortes nas regiões do abdômen, dos genitais e da face. Nenhuma das mulheres tinha sinais de estupro.

Uma carta, cujo título é “From Hell” (Do Inferno), é considerada uma das mais prováveis a ter sido enviada pelo próprio criminoso. Isso porque ela estava dentro de uma caixa que continha um rim.

Em Londres, ainda hoje é possível fazer um “Tour” pelos locais relacionados aos assassinatos de Jack, o Estripador.

Assista ao trailer do filme: 

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Inter Amazônias: uma Fronteira Musical: Clicia Di Micelli agora é Mestra e quem ganha com isso é a Cultura do Amapá

Foto: Márcia do Carmo

Durante dois anos, a professora, servidora pública e produtora cultural, Clicia Vieira Di Miceli, esteve mergulhada em pesquisas, estudos e viagens. O empenho e dedicação dela, que é apaixonada pela música e cultura do Amapá, resultou na aprovação de sua dissertação para mestrado, anteontem (16), na Universidade Federal do Amapá (Unifap), por meio do Mestrado Profissional em Estudos de Fronteira.

A Banca avaliadora, hiper-qualificada, foi formada pelo professores Jodival Maurício (orientador), da Unifap; Lucas Panitz, da Universidade do Rio Grande do Sul; Marie-Françoise Pindard, da Universidade da Guiana Francesa e Joseph Handerson, da Universidade Federal do Amapá.

Foto: Márcia do Carmo

Sim, a querida amiga agora é Mestra e seu trabalho resultou num belíssimo resultado da pesquisa, e um documentário sobre a relação musical entre Amapá e Platô das Guianas.

Denominado “Inter Amazônias: uma Fronteira Musical”, o doc discorre sobre a música tradicional e contemporânea do Amapá e Guianas. Entre os pontos do documentário, que focou na geografia musical da Amazônia (um elo perdido com o Brasil do outro lado do rio Amazonas), estão as origens da musicalidade, vasto acervo de canções e artistas, produção de instrumentos e indumentárias dos povos da floresta não só cantam, mas que dançam e completam esse arcabouço cultural.

Foto: Márcia do Carmo

Os aspectos da riqueza musical, que Clicia pontou, explicam o quanto a Amazônia amapaense tem parte de sua base sonora nas Guianas. As semelhanças dos ritmos musicais do Amapá e do Platô das Guianas é incrível.

Tudo no documentário é lindo. Desde sua abordagem, trilha sonora, riqueza de conteúdo e edição (palmas para o amigo André Cantuária).

Foto: Márcia do Carmo

Outra coisa muito legal foi ver todos os entrevistados lá na plateia, torcendo pela defesa. Um grupo de pessoas formado pelos maiores nomes da música do Amapá. Coisa linda mesmo.

Nossa (e deles) fantástica sonoridade ritualística aliada a imagens sensacionais fazem de “Inter Amazônias: uma Fronteira Musical”, um documentário essencial, não somente para a comunidade acadêmica, mas para nossa sociedade.

Foto: Márcia do Carmo

Como em tudo que se propõe a produzir (seu amor pela música e arte em geral a fez ativista da causa), a pesquisa de Clícia resultou em um material audiovisual e textual que consegue elucidar o quanto diferentes culturas e de matrizes religiosas variadas se entrelaçam musicalmente. Pois sua diversidade e clareza sobre o intercâmbio entre povos é de grande valia para a memória do nosso patrimônio imaterial. Um trabalho que se tornou um filme cheio de tradição, folclore e amor. A nós só resta aplaudir de pé.

Foto: Márcia do Carmo

“Os fatos folclóricos só são autênticos quando feitos pelo povo” – Hélio Pennafort.

Claro que depois a gente festejou a vitória de Clicia!

Elton Tavares – Jornalista que conheceu Clicia em 1989, quando ambos estudaram juntos e está orgulhoso da amiga.