Associação Gira Mundo promove exposição de trabalhos realizados no Bailique

A Exposição Tecno Barca – Bailique ocorrerá no período de 25 de abril a 19 de maio, na Casa do Artesão, e aos sábados até o dia 21 de maio ocorrerá o Cine Catraia na Casa Viva, as 19h.

A Exposição é composta por fotografias, vídeo arts, instalações, aúdios e espaço de prática de jogos e exercícios de arte educação criados a partir das realidades socioambientais e culturais das comunidades do Bailique.

A programação é composta também por oficinas de artes visuais abertas ao público visitante da Casa do Artesão e atividades do cine clube Cine Catraia aos sábados à noite na Casa Viva (Rua Almirante Barroso, 851- Central) onde serão exibidos filmes seguidos de debates sobre temáticas socioambientais, sustentabilidade, preservação da floresta, racismos etc.

A exposição

As visitas à exposição serão guiadas, gratuitas e abertas à população de segunda à sexta feira das 09h30 às 12h00 e das 13h30 às 16h30.

A Exposição oferta ao visitante um panorama sensível das cinco Residências Artísticas: TECNO BARCA I, II, III, IV e V – vivenciadas nas comunidades do Arquipélago do Bailique de 2012 a 2022, promovidas pela Associação Gira Mundo (AP).

O objetivo é mostrar alguns experimentos dos processos criativos em arte, educação, meio ambiente, comunicação, novas tecnologias e intercâmbios socioculturais vivenciados junto àquelas comunidades ribeirinhas da Amazônia, sinalizando beleza natural a partir de visões que apontam antagonismos e consequentemente diferentes identidades, mas que não se desintegram e sim se articulam a partir de “zonas de afeto”.

O Arquipélago do Bailique é um conjunto de oito ilhas no leste do Estado brasileiro do Amapá. O arquipélago é formado pelas ilhas de Bailique, Brigue, Curuá, Faustino, Franco, Igarapé do Meio, Marinheiro e Parazinho, as quais distam cerca de 230 quilômetros de Macapá.

Nesse contexto, os materiais mostrados na Exposição Tecno Barca – Bailique possuem uma densidade própria para ser percebida pelos sentidos, repletas de força mobilizadora. São formas da memória social, ambiental, artística e emocional de moradores do Bailique e artistas que se encontraram na região.

É uma oportunidade de levar o público a se deliciar com a magia natural daquele Arquipélago, mas, também colocar em evidência os problemas socioambientais enfrentados: terras caídas, salinização da água, escassez de energia elétrica, coleta de lixo precária, violências etc.

Serviço:

Exposição Tecno Barca Bailique
Local: Casa do Artesão- Praça Beira Rio- Macapá/AP
Período: 25 de abril a 19 de maio de 2023
Horário: 09h30 às 12h00/ 13h30 às 16h30

Cine Catraia
Local: Casa Viva (Rua Almirante Barroso, número 851- Central- Macapá/AP)
Sábados dias 29/04, 06/05, 20/05 e 21/05/2023
Horário: 19h00

Gratuito

Mais informações:
Instagram: @tecnobarcabailique / @giramundoap
(92) 98263 8593
E-mail: [email protected]

Fotos: Dayane Oliveira
Assessoria de comunicação

Sexo, mentiras e videotapes – Crônica porreta e cinematográfica de Ronaldo Rodrigues

Crônica cinematográfica de Ronaldo Rodrigues

Diretamente de Paris, Texas, o repórter Borat relata uma trama macabra: O mágico de Oz matou a excêntrica família de Antonia e foi ao cinema. Tudo por um punhado de dólares, que teve o sol por testemunha.

Pegou o taxi driver que conduzia Miss Daisy, atravessou as vinhas da ira, além da linha vermelha. Entrou no cinema Paradiso e viu os Piratas do Caribe invadindo a Fortaleza. Convidou o exterminador do futuro pra tomar um drink no inferno. Sentindo-se um náufrago, saiu em direção ao aeroporto, de volta para o futuro, sonhando com a ilha do tesouro.

Entrou no Bagdá Café e comeu tomates verdes fritos, que estavam como água para chocolate. Do nada, surgiu King Kong deixando todo mundo em pânico. Ouviu alguém gritar: Corra, Lola, corra para os embalos de sábado à noite. Nisso, passou correndo uma multidão. Seriam as invasões bárbaras? Ou o grande motim?

Eram todos os homens do presidente e o povo contra Larry Flint. Cansado de tantos filmes, voltou à casa do lago, onde Harry Potter tinha instalado sua fantástica fábrica de chocolate. À beira do abismo e à queima-roupa, fez ao poderoso chefão a pergunta que não quer calar: Quem vai ficar com Mary?

Oportunidade para produção audiovisual independente nacional, Mostra Sesc de Cinema entra em sua VI edição

Inscrições este ano começam em 20 de março. Em 2022, projeto recebeu mais de 1.600 obras de todas as regiões do Brasil.

Uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC está com inscrições abertas para sua 6ª edição, no período de 20 de março e 20 de abril, de forma digital e gratuita. Podem ser inscritas obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2021, nas categorias curtas, médias e longas-metragens. A lista das produções selecionadas será divulgada em agosto e as exibições ocorrerão entre outubro e dezembro de 2023.

“A edição passada da Mostra recebeu mais de 1600 obras e para este ano nossa expectativa é otimista, pois acreditamos que a nova onda criativa no meio cultural possa se refletir na Mostra Sesc”, destaca Janaina Cunha, diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc.

Podem ser inscritos filmes de 23 estados e do Distrito Federal, que serão avaliados por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados. Além das seleções estaduais, 24 filmes comporão a mostra nacional e haverá uma curadoria especial para eleger outras dez produções infantojuvenis. O Panorama Regional (Região Norte) e os Panoramas Estaduais voltarão a ser exibidos de forma presencial na VI edição da MSDC, somente nos âmbitos de seus respectivos Estados.

“Essa mostra é uma grande oportunidade para os fazedores de cinema de mostrar seu produto, seu filme, a sua técnica e, sobretudo, mostrar-se para o país. Os fazedores do audiovisual no estado do Amapá não podem perder essa oportunidade de mostrar-se para o Brasil e para o mundo”, pontua o educador cultural do Sesc Amapá, Genário Dunas. Ele reforça ainda que, de início, três filmes amapaenses podem ser contemplados, considerando as mostras nacional, infanto-juvenil e regional.

O circuito contará também com ações formativas como cursos, oficinas e workshops sobre os diversos assuntos ligados ao audiovisual.

Sobre a Mostra Sesc de Cinema

Lançado em 2017, a Mostra Sesc de Cinema se consolida como um dos principais canais de incentivo e fomento ao cinema independente do país. O projeto reúne produções que não conseguem encontrar espaço nos circuitos comerciais de cinema, dando visibilidade à produção cinematográfica brasileira e contribuindo para a promoção de novos talentos no setor de audiovisual.

SERVIÇO:

VI MOSTRA SESC DE CINEMA

Inscrições: 20 de março a 20 de abril, no site www.sesc.com.br/mostradecinema
Participação: obras finalizadas a partir de 1º de janeiro de 2021, de todo o país
Premiação: R$ 2.500 (curtas), R$ 3.500 (médias) e R$ 5.000 (longas)
Resultado: Até 31 de agosto de 2023
Exibição das produções selecionadas Panorama Estadual, Panorama Brasil, Panorama Infantojuvenil): 01 de outubro a 17 de dezembro de 2023
Inscrições: gratuitas
Edital e mais informações: www.sesc.com.br/mostradecinema

CONTATOS:
Haynan Araújo – coordenador de comunicação e marketing
Jamily Canuto – assessora de imprensa
Telefone: 3241-4440, ramal 235
WhatsApp: (96) 99131-6750
E-mail: [email protected]
Central de Atendimento
Telefone: 3241-4440, ramal 204
WhatsApp: (96) 99152-5961

‘Nunca fui ao cinema’, conta criança que participou do Cinepraça no Mestre Oscar Santos

Por Luke Araújo

Na última sexta-feira (17), centenas de crianças chegaram cedo para participar da primeira sessão de cinema do Cinepraça, que ocorreu no conjunto Mestre Oscar, localizado na Zona Norte de Macapá. A iniciativa social visa proporcionar lazer, cultura e práticas ambientais saudáveis para a população, bem como arrecadação de alimentos. O projeto itinerante percorre os conjuntos habitacionais da capital.

As crianças ajudaram ao meio ambiente e se divertiram, trocando garrafas pet por pipocas, e muitas experimentaram ver um filme em tela grande pela primeira vez. O evento foi uma oportunidade de lazer e cultura para muitas crianças em situação de vulnerabilidade social.

Caique Ryan, de 12 anos, estudante do 6º ano, levou cinco garrafas plásticas para trocar por pipoca e curtir a sessão de cinema. ‘Nunca fui ao cinema, ver o filme na tela grande é muito legal’, disse.

O evento itinerante que percorre os conjuntos habitacionais é uma realização do Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), Rede Amazônica e Prefeitura de Macapá. O prefeito Furlan também assistiu ao filme com as crianças e comentou sobre a programação.

‘Estamos muito felizes de oportunizar o primeiro filme para muitas dessas crianças. Uma programação com cultura e lazer e um momento especial para as crianças e adultos. Levar cultura para aonde não chega é muito importante e estamos muito felizes com isso’, contou o prefeito da capital.

‘A rede Amazônica abraçou essa causa da criançada em comunidades nas quais as crianças não têm muitas condições financeiras para irem ao cinema, logo, o cinema vem até as crianças com esse apoio da televisão’, Chermont Costa, representante da emissora.

Programação:

Durante o evento, é exibido dois filmes para o público. O primeiro, destinado às crianças, ‘Sonic, o filme’ com início às 17h30. 19h, é exibido o filme ‘Jesus’, indicado para toda a família. A programação deve se repetir em lugares diferentes, veja os dias:

Oscar Santos: 17/03
Miracema: 24/03
São José: 31/03
Açucena: 04/04
Macapaba: 14/04

Além de promover cultura e entretenimento para as comunidades, o Cinepraça também está arrecadando alimentos para doar à igreja católica que trabalha a campanha da Fraternidade, que neste ano, tem o tema ‘Fraternidade e fome’.

Fonte: G1 Amapá

Cinepraça leva cinema gratuito para conjuntos habitacionais em Macapá

Por Luke Araújo

O Cinepraça, projeto criado pelo Instituto Cultural Educacional Formar (ICEF), está levando cinema gratuito para cinco conjuntos habitacionais na capital. O evento “Foi por você e foi por amor” terá cinco dias de programação, entre 17 de março e 14 de abril. (Veja a programação completa abaixo)

Durante a exibição, a população poderá desfrutar de uma deliciosa pipoca em troca de uma garrafa pet, uma maneira divertida e sustentável de incentivar a reciclagem e ajudar a preservar o meio ambiente.

Além de promover cultura e entretenimento para as comunidades, o Cinepraça também está arrecadando alimentos para doar à igreja católica que trabalha a campanha da Fraternidade, que neste ano, tem o tema ‘Fraternidade e fome’.

Com essa iniciativa, o Cinepraça está incentivando a solidariedade e ajudando a combater a fome em Macapá. O projeto não tem fins lucrativos e não é restrito a nenhuma religião. Pessoas de todas as idades, lugares e religiões são bem-vindas para curtir os filmes e contribuir com a campanha de arrecadação de alimentos.

O Cinepraça também conta com o apoio da Rede Amazônica e da Prefeitura de Macapá, que estão abraçando a causa e ajudando a tornar essa ideia maravilhosa uma realidade. As exibições devem acontecer nos conjuntos habitacionais: Oscar Santos, Miracema, São José, Açucena e Macapaba.

Com uma programação que inclui filmes para toda a família, o Cinepraça é uma iniciativa que valoriza a cultura e a solidariedade, levando entretenimento gratuito para comunidades que muitas vezes não têm acesso a atividades culturais.

Programação:

Durante este evento, haverá a exibição de dois filmes para o público. O primeiro, destinado às crianças, será ‘Sonic, o filme’ com início às 17h30. Já às 19h, será exibido o filme ‘Jesus’, indicado para toda a família. A programação deve se repetir em lugares diferentes, veja os dias:

  • Oscar Santos: 17/03
  • Miracema: 24/03
  • São José: 31/03
  • Açucena: 04/04
  • Macapaba: 14/04

Fonte: G1 Amapá

Cineastas da Amazônia podem concorrer a premiação de até R$ 10 mil; veja como se inscrever

Por José Eduardo Lima

As inscrições para o LAB Negras Narrativas Amazônicas (Lnna) foram prorrogadas até o dia 1º de março. Até três projetos podem ser premiados com a bolsa de R$ 10 mil, e a inscrição deve ser realizada pela internet.

Não haverá taxa para se inscrever no evento. Podem concorrer ao prêmio cineastas do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

O laboratório acontecerá de 3 a 8 de abril, em Belém. Os selecionados para a apresentação podem escolher até um representante para ter ajuda de custo com hospedagem, alimentação e passagens aéreas.

Segundo a Associação de Profissionais do Audiovisual Negro (Apan), o objetivo do encontro é fortalecer as narrativas e produtores negros, além de reforçar estratégias de inserção e permanência no mercado audiovisual. Para isso, serão ofertadas consultorias especializadas aos participantes.

O seminário abrirá espaço para diferentes gêneros, como ficção, documentário e animação. Os formatos longa e curta-metragem, além de narrativas seriadas também podem ser inscritos.

Rayane Penha, diretora e roteirista amapaense, venceu o LAB em 2020 com o longa “Chamado da Floresta”. Ela relatou que a participação no evento foi um passo importante para novas realizações como cineasta.

“Para mim, foi uma oportunidade muito grande, porque eu sou uma realizadora negra da Região Norte, do Amapá, então é muito difícil […] o LAB foi fundamental para a minha carreira, para eu crescer enquanto realizadora”, relatou Rayane.

Fonte: G1 Amapá

Defina: dança (sobre o filme Wall-E) – Crônica/resenha de César Cardoso

Crônica/resenha de César Cardoso

Muito mais que “bonitinho”, Wall-E é, pra mim, um filme que fala muito sobre transformação. Transformação de pensamento, comportamento e vida. Acho que é essa a parte mais interessante: as pequenas transformações que ele vai causando nos personagens ao longo da história. Assim como o robozinho, certas pessoas que passam pela nossa vida, acabam por ocasionar pequenas revoluções. Gestos simples que aparentemente não fazem o menor sentido em um primeiro momento, mas que depois de um tempo nos mostram que a vida é sempre maior do que imaginamos e, portanto, sempre nos guarda uma surpresa e nos deixa com aquela sensação de “pqp! como eu não sabia disso!?”. Acho que deve ser por isso que não gosto de dormir. A impressão que tenho é que, de alguma maneira estranha, estou perdendo algo importante.

De repente, Wall-e pede passagem para uma moça que estava em sua cadeira e ela, ao ter o seu monitor quebrado, descobre que dentro da nave tem uma piscina. Assim como, mais tarde, ela descobre quantas estrelas pode ver da janela e um mundo novo se abre diante dos seus olhos. Assim como abre a cabeça do comandante que, ao descobrir que o planeta terra é o seu verdadeiro lar e, portanto, algo que vale a pena lutar para ter de volta. Ele descobre também que, assim como todos os habitantes da nave, ele não vivia. Era apenas uma amostra de seres que sobreviveram e seguiram adiante depois de uma catástrofe ambiental ocasionada pelo excesso de lixo. 700 anos não foram suficientes para a limpeza do planeta, mas foram para uma mudança de comportamento. Antes tarde do que mais tarde.

Talvez as pequenas mudanças de comportamento sejam mesmo responsáveis pelas maiores revoluções em nossas vidas. Uma música que ouvimos, a palavra de um amigo, um cara estranho que nos dá um “bom dia” ou nos dá passagem… Esses pequenos “Wall-E’s” estão todos aí e raramente nos damos conta disso. Isso me lembra que, há um tempo atrás, escrevi aqui sobre quais foram os meus.

Quais formam os seus?

Fonte: Retratismo do Cotidiano.

“About Time” (“Questão de Tempo”) – Resenha desse filme sensacional!

Ontem, assisti novamente ao filme “About Time” (“Questão de Tempo”). Um misto de romance, comédia e drama que me fez rir e me emocionar (deu aquele suor nos olhos). Com história fantástica, roteiro sensacional, viagens temporais e trilha agradável, o filme me lembrou várias experiências tão pessoais ao mesmo tempo. O longa possui 2h03, mas você nem vê a hora passar, de tão leve e legal que é a película. Ah, a primeira vez que vi esse filmaço foi em 2016.

A trama começa com Tim Lake (Domhnall Gleeson), que, ao completar 21 anos, seu pai (Bill Nighy) revela que os homens de sua família possuem o poder de viajar no tempo. Basta ir para um local escuro e pensar na época e no lugar aonde deseja regressar.

Desajeitado, Tim leva toco de uma amiga de sua irmã (Lydia Wilson), a engraçada e louca varrida Kit Kat e decide mudar pra Londres (ele morava numa cidadezinha da Inglaterra). Na capital inglesa, começa a advogar e conhece Mary (Rachel McAdams). O cara se apaixona perdidamente pela linda e espirituosa, que é fã de literatura.

O enredo não foca na viagem do tempo, muito menos é uma comédia romântica água-com-açúcar. E longe de um dramão lacrimejante (mas confesso que os ninjas cortadores de cebola ficaram perto de mim em alguns momentos).

Assim como nos também ótimos filmes “Donnie Darko” e “Efeito Borboleta”, Tim descobre que viajar no tempo e alterar o que já aconteceu pode provocar consequências inesperadas.

Com roteiro e direção de Richard Curtis (tenho mania de ir atrás dos responsáveis por filmes legais), “Questão de Tempo”, de 2013, é sensacional. O diretor é o mesmo de “Um lugar chamado Notting Hill”, “Simplesmente amor” e “O Diário de Bridget Jones”. Belo currículo, não?

O enredo muito bem construído é surpreendente e nos faz refletir sobre relação paternal, atenção com as pessoas que nos cercam e amor aos que nos são caros. É uma história lindona, tocante e repleta de lições de vida.

“Nenhuma viagem no tempo faz alguém amar você”. É com essa frase que Tim, o protagonista, sintetiza o filme. “Questão de Tempo” te desperta para o óbvio: viver sem se preocupar com coisas supérfluas e sim com aqueles que amamos. Decididamente, um filme poético, inspirador e que, apesar do suor nos olhos, te deixa feliz.

Assista ao trailer de Questão de Tempo:

Elton Tavares

18º Festival Imagem-Movimento realiza edição especial da “Mostra Fôlego!” nesta sexta-feira (30)

A mostra de Cinema acontece nesta sexta-feira (30), a partir das 17h na sala 1 do Cinema Movieland, no Vila Nova Shopping. Será um dia de exibição gratuita, exclusivamente dedicado à produção audiovisual do Amapá.

O Festival Imagem-Movimento (FIM), festival de audiovisual mais antigo da Região norte do Brasil em atividade, chega a sua 18ª edição em 2022 retomando o encontro presencial com o público amapaense exibindo uma edição especial da “Mostra Fôlego!”.

A “Mostra Fôlego!” é realizada desde 2015 e se firma como uma importante janela de exibição para os realizadores locais.

Este ano a Mostra apresenta uma seleção de 13 curtas-metragens, documentários e clipes que compõe o acervo do FIM, com produções amapaenses exibidas em edições anteriores do Festival, bem como produções convidadas. Reunidas, representam um panorama da diversidade de temáticas, gêneros e formatos que vêm sendo produzidos no estado.

Além da exibição de filmes, haverá atrações culturais na abertura e encerramento da Mostra Fôlego. A diversidade da musicalidade amapaense estará representada pela cantora Tani, o violonista Anthony Barbosa, o cantor João Amorim e pela Associação Cultural Devotos de São Jose – Marabaixo da Juventude.

As artes visuais também terão seu espaço por meio da exposição “Para abrir caminhos na ponta do céu”, resultante de uma ação propositiva do FIM, um convite colaborativo para que artistas amapaenses ou fortemente ligados ao Amapá apresentem seus trabalhos. No total, integram a exposição virtual, que será projetada pelo FIM, 17 artistas – um grupo composto por pessoas que tem longa experiência na produção artística e alguns que iniciaram a trajetória na arte mais recentemente.

O recorte expositivo conta com trabalhos visuais diversificados como ilustrações, gifs e pinturas realizadas em técnicas digitais e tradicionais. A proposta é provocar uma abertura de caminhos através da diversidade do nosso imaginário, nossa sensibilidade neste momento de confluência artística e celebração que se tornou o Festival Imagem-Movimento.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

17h: Abertura da exposição “Para abrir caminhos na ponta do céu”
17h20: Tani e Anthony
18h10 – João Amorim
19h Mostra Fôlego!
21h40: Marabaixo da Juventude
22h30 Encerramento da exposição “Para abrir caminhos na ponta do céu”.

SINOPSES:

XANDOCA

Documentário
Direção: Davi Marworno e Takumã Kuikuro/ 2019
Duração: 12’37”
Origem: Oiapoque -AP
Classificação: Livre
Sinopse: Dona Alexandrina, também conhecida por Xandoca, é uma anciã indígena do povo Karipuna. Ela conta um pouco da sua história e da aldeia Santa Isabel, terra indígena Uaçá, no município de Oiapoque, no Amapá.

AÇAÍ

Ficção/humor
Direção: André Cantuária/2019
Duração: 18’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: O curta “Açaí” conta a saga de Dionlenon, um homem de 30 anos que está acostumado com a vida que leva ao lado da mãe, com quem mora numa periferia de Macapá. Ele sai em busca de dois litros de açaí para almoçar, mas não contava com uma viagem tão distante.

NÃO VALE

Clipe
Artistas: Jhimmy Feiches part.Tani Leal
Direção: Jhimmy Feiches/ 2022
Duração: 3’31”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: Apresentando um paralelo simbólico entre recentes desastres ambientais e a luta contra a LGBTFOBIA, “Não Vale” expressa o quanto estamos soterrados na lama, mas também cheios de vontade de superar isso.

SOLITUDE

Animação
Direção: Tami Martins/ 2021
Duração: 13’
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: Na Amazônia, Sol se recupera do término de um relacionamento abusivo, enquanto sua Sombra foge para o deserto do Atacama por não aguentar ver seu sofrimento. Enquanto Sol, enfim, começa a retomar seus espaços e sonhos próprios, sua Sombra busca independência. Ambas travam jornadas em busca de amor próprio e autoconfiança.

MINHA VIDA NA AMAZÔNIA

Documentário
Produção: Amapá nas Entrelinhas/2022
Duração: 17’21”
Origem: Afuá- PA/Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: O doc “Minha Vida na Amazônia” traz relatos de moradores de diversas comunidades da Ilha de Afuá/PA. Eles falam sobre os costumes, gostos, dificuldades, a relação com o Amapá e outros aspectos da vida ribeirinha.

UTOPIA

Documentário
Direção: Rayane Penha
Duração: 15’16”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: Utopia, registro documental da busca de uma filha por histórias vividas pelo pai garimpeiro que faleceu no garimpo. Histórias vividas em garimpos pelos interiores do Estado do Amapá e relatadas através de companheiros do ofício. Um documentário de curta duração que soma o registro dessa busca com arquivos sobre esse pai, fotos, vídeos e cartas que ele escrevia para a família relatando a vivência e as dificuldades do garimpo. Em paralelo à busca o documentário procura humanizar esses homens que dedicam suas vidas à terra. Mais do que um registro o filme vem mostrar um relato íntimo e poético sobre a vida desses garimpeiros.

AVAL

Clipe
Artista: Tani Leal
Direção: Saturação/ 2021
Duração: 5’04”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: “Aval” narra a trajetória de uma garota – interpretada por Tani – em busca da salvação de um monstro interno – Jones Barsou com a máscara da branquitude. Ao encontrar luz no espelho de ouro que sempre esteve no norte de seu caminho, a garota percebe que enxerga nele o reflexo dela mesma e do sagrado – personificado por Ana Caroline unida ao Rio Amazonas, representando Oxum. Assim, trilha-se uma história de autoamor, encontrado no ser preto que é sagrado por si só.

ORIKI

Clipe
Artista: Pretogonista
Direção: Rayane Penha/ 2022
Duração: 5’58”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: O rapper Pretogonista faz reverência e pede licença para cantar sua ancestralidade. Ele caminha descalço e com familiaridade pela mata, são como um só. Um ser, que é a personificação do oriki de Oxóssi, divide a tela com o protagonista, dança e performa saudando o Grande Caçador.

DEEU$A

Clipe
Artista: Mc Deeh part. Hanna Paulino
Direção: Dyego Bucchiery/2022
Duração: 4’09”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: Reunião de duas artistas que representam a diversidade da música amapaense, Mc Deeh no Rap e Hanna Paulino no Rock encarnam em “Deeu$a” a potência das Yalodês, líderes e portadoras de grande poder feminino.

ROBOCOP

Clipe
Artista: Máfia Nortista
Direção: Saturação/2018
Duração: 4’13”
Origem: Macapá-AP
Classificação: 10 anos
Sinopse: Nas periferias de Macapá, moradores narram suas batalhas cotidianas por sobrevivência em uma sociedade que criminaliza seus corpos e suas vidas.

PELA ÚLTIMA VEZ

Clipe
Artista: Ruan Mikael
Direção: Ya Juarez /2022
Duração: 3’15”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: No clipe, assim como na letra da música, são retratados os sentimentos do cantor Ruan Mikael. O uso do zoom in e out é muito recorrente, trabalhando a dualidade com as cores. Este contraste faz da letra ainda mais impactante. É o primeiro videoclipe do artista produzido de forma totalmente independente.

MEMÓRIA FOTOGRÁFICA – UM OLHAR SOBRE A HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA EM MACAPÁ

Documentário histórico.
Direção: Mary Paes/ 2011
Duração: 22’42”
Origem: Macapá-AP
Classificação: Livre
Sinopse: A fotografia, além de ser um artefato histórico, pode ser percebida por um viés de reflexão entre o passado, o presente e o futuro. Este vídeo documentário busca contextualizar a história da fotografia em Macapá, através do olhar de seus entrevistados. Este olhar passeia, ora de forma objetiva sobre os referentes, ora vagueia pelo subjetivismo dos signos. Esforça-se, sobretudo em reconhecer e valorizar aqueles que contribuíram com seus registros fotográficos para a preservação da história da capital do Amapá.

O BARCO DO MESTRE

Documentário etnográfico.
Direção: Gavin Andrews/ 2007
Duração: 25’32”
Origem: Amapá/Pará
Classificação: Livre
Sinopse: “O Barco do Mestre” nos faz viajar pelo universo ribeirinho dos “fazedores de barcos” na foz do Rio Amazonas. Da comunidade do Elesbão em Santana (AP) às cidades de Breves, Vigia e Abaetetuba (PA) – os principais polos deste fazer artesanal – somos apresentados a carpinteiros e mestres como o Seu Silas e Grilo, hábeis artesãos e personagens de uma história que eles temem estar chegando ao fim.

SERVIÇO:

18º Festival Imagem-Movimento – Mostra Fôlego!
Data: 30 de dezembro
Horário: 17h
Local: Cinema Movieland – sala 1 (Vila Nova Shopping)
Classificação indicativa: 10 anos
Entrada franca

Texto: Coordenação FIM.
Mary Paes
Assessoria de comunicação
Contato: (96) 98138-5712

Oficina gratuita na área de Cinema será transmitida via plataforma de vídeo na quinta-feira (15)

A diretora de artes para Cinema, Jennyfer Saraiva, apresenta na próxima quinta-feira (15), a oficina “Direção e Produção de Arte para Cinema”. A oficina será transmitida de forma online, pelo perfil da produtora no YouTube, a partir das 21h.

Abordando a importância da direção e produção de arte para o cinema, Jennyfer traz como referência para a sua oficina, os aspectos artístico do curta metragem Emily (2021) dirigido por Nildo Costa, no qual ela assina a direção de arte, linha de produção e departamentos.

Jennyfer Saraiva é licenciada em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e graduada em Audiovisual pelo Canne (Centro Audiovisual Norte-Nordeste). É produtora de Cinema com longa experiência em direção de arte cinematográfica. Trabalhou no serviço público e privado nas áreas culturais e de publicidade no estado do Amapá, Amazonas, São Paulo, Rio Grande do Sul, entre outros. Atuou como diretora e produtora de arte nos filmes “Para Sempre” e “Super Panc Me”, ambos selecionados pelo primeiro edital FSA/Ancine – AP.

Este projeto foi contemplado pela pela Lei Aldir Blanc com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult/AP), Prefeitura de Macapá, Ministério do Turismo e Governo Federal.

Serviço

Lançamento da Oficina de Direção e Produção de Arte para Cinema
Dia: 15 de dezembro | 21h
Acesso gratuito
Link:

Mary Paes
Assessoria de Imprensa
(96) 98138-5712

Filme ‘Cartografia Sentimental Tucuju’ será exibido pela primeira vez presencialmente em Macapá

Por Rafael Aleixo

Será exibido pela primeira vez de forma presencial em Macapá o filme Cartografia Sentimental Tucuju. O trabalho mostra a conexão entre lugares, artistas e histórias a partir do olhar do diretor, artista e professor universitário, Cleber Braga. A entrada será gratuita e a classificação indicativa do filme é de 10 anos.

A exibição hoje, sábado (3), às 19h no espaço cultural Casa Viva, localizada na Avenida Almirante Barroso, nº 851, no bairro do Centro, em Macapá.

Cada um dos personagens convidados para participar do filme contam em até 3 minutos a relação que possuem com a Amazônia. De acordo com Braga, a ideia de juntar artistas da música, teatro, performance e outros segmentos dá ao documentário um diferencial que mistura o audiovisual com o teatro.

“O filme é uma declaração de amor pra cidade. O filme não é um retrato, mas um registro afetivo de encontros, de pessoas, de artistas e criadores do lugar. Á medida que eu ia conhecendo a cultura ia ficando mexido no sentido de fazer alguma coisa, um registro disso”, disse Braga.

Apesar de não ser amapaense, o diretor destacou que ao chegar ao Amapá se apaixonou pela cultura local, o que o motivou a criar um registro do que tinha acabado de conhecer.

“Eu cheguei em Macapá em 2016 e fiquei espantado sobre a minha ignorância sobre a região e eu fui percebendo que não era só minha e sim do país. O início do filme foi provocado por um estrangeiro, eu, já que nasci em outra região, mas fiquei apaixonado pelo Amapá região e quis fazer essa homenagem”, detalhou.

O diretor

Cleber Braga tem 44 anos e nasceu em Curitiba, no Paraná, e ao longo da trajetória no teatro morou em vários estados como Santa Catarina, Rio de Janeiro e Bahia, até chegar ao Amapá.

Atualmente é professor do curso de licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Amapá (Unifap). Sobre o início de atuação no audiovisual, Braga disse que encara como um desafio e que se apaixonou pela área.

“Acho que o teatro tá muito presente na linguagem do filme, embora seja uma produção audiovisual, toda a produção tem uma teatralidade muito forte. O teatro sempre marcou muito a minha trajetória e agora eu tenho me interessado pela linguagem do audiovisual e tenho experimentado isso”, destacou.

Cartografia Sentimental Tucuju é um trabalho audiovisual experimental que retrata a vida, modos, jeitos e sabores de Macapá. A vida é descrita por cada artista, por cada corpo – feminino, negro, indígena, não-binário, entre outros marcadores -, ao ser captada pelas câmeras, torna-se produção de memória e registro.

O filme foi produzido m parceria com o coletivo Tenebroso Crew, Programa de Cultura da Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Oca Produções e apoio da Secult/AP por meio de recursos da Lei Aldir Blanc, no ano de 2021, na capital do Amapá.

Fora do Amapá, “Cartografia” teve a estreia oficial na sala virtual do Cine Passeio, em Curitiba (PR), seguindo online para o Festival Inverno Cultural, promovido pela Universidade Federal de São João Del Rei (MG). Ainda em Minas Gerais, teve exibições presenciais em Divinópolis, Ouro Branco e Sete Lagoas.

Serviço:

19h – exibição do filme Cartografia Sentimental Tucuju
20h10 às 20h40 – bate papo com realizadores e microfone aberto com artistas participantes
20h50 às 22h30 – apresentações musicais com Paulo Bastos e Mc Deeh e Performance “O som dos beija flores” com artista visual Carla Antunes
22h30 às 23h – DJ Dropanda
Ficha técnica
Concepção e Direção: Cleber Braga
Produção Executiva: Paulo Rocha
Coordenação de Produção Audiovisual: Jami Gurjão
Produção Audiovisual: Tenebroso Crew – Dyego Bucchiery, Ianca Moreira, Jami Gurjão
Direção de Fotografia: Dyego Bucchiery
Técnica de Iluminação: CEU das Artes – Clay Barros e Sebastião “Vampiro”
Assistência de iluminação: Paulo Rocha e Jones Barsou
Trilha Sonora Original: Paulo Bastos
Captação de Som e Mixagem: House Estúdio e Arthur Mendes
Técnico de Som: Mariano Natalino
Fotografia Still e Making of: Ianca Moreira
Edição e Finalização: Dyego Bucchiery

Fonte: G1 Amapá.

V Mostra Sesc de Cinemas segue nesta quarta-feira (30)

Já consolidada como uma das principais iniciativas de incentivo ao cinema independente no Brasil, a Mostra Sesc de Cinema – MSDC chega a sua quinta edição este ano. Realizadores e realizadoras de todas as regiões do país tiveram suas obras selecionadas com longas, médias e curtas metragens de temas variados.

E nos dias 29 e 30 de novembro, serão exibidos no Sesc Centro, a partir das 19h, filmes produzidos nos estados da Região Norte. A artista Carla Antunes media a mostra, que conta com 7 obras de produtores de Roraima, Rondônia, do Pará e do Acre:

Palasito (RR)14+
Nome Sujo (RR) 14+
Sereia do Rio (PA) 12+
Madá (PA)
O Homem do Central Hotel (PA) 14+
Do Maravilhoso Amazônico: Cabeça D=de Cuia e a Mãe da Seringueira (RO)
Maués, A Garça (AC) 14+

As exibições têm acontecido durante todo o mês em 22 estados e no Distrito Federal. No total, foram selecionados 27 curtas, dois médias e quatro longas, que estarão disponíveis para assistir online até o dia 30 (quarta-feira). Entre os temas dos filmes selecionados estão protagonismo feminino, povos originários, questões ambientais e sociais, arte e outros.

As obras foram avaliadas por comissões estaduais formadas por profissionais do Sesc e especialistas convidados. Além das seleções estaduais e regionais, para a etapa nacional foram escolhidos 24 filmes e outras dez produções infanto-juvenis. Além do prêmio, a Mostra amplia a visibilidade das obras, que são exibidas em nível local e nacional.

Para conferir os filmes, basta acessar: www.sesc.com.br/noticias/cultura/v-mostra-sesc-de-cinema-no-ar/

Mostra Sesc de Cinema: lançado em 2017, o concurso busca incentivar e dar visibilidade à produção cinematográfica brasileira que não chega ao circuito comercial de exibição. A MSDC contribui para a promoção e o lançamento de novos artistas de todo o país, além de priorizar a seleção de realizadores brasileiros que abordem temas ligados a realidade e a pluralidade cultural do país.

SERVIÇO:

V Mostra Sesc de Cinemas
DATA: 29/11 e 30/11 HORA: 19h
LOCAL: Espaço Bem-Estar Sesc Centro

CONTATOS:
Haynan Araújo – coordenador de comunicação e marketing
Jamily Canuto – assessora de imprensa
Telefone: 3241-4440, ramal 235
WhatsApp: (96) 99131-6750
E-mail: [email protected]
Central de Atendimento
Telefone: 3241-4440, ramal 204
WhatsApp: (96) 99152-5961

Nostalgia, cinema e viagem no tempo – Crônica de Elton Tavares – (Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”)

Ilustração de Ronaldo Rony

Sou um nostálgico assumido, como todos que me leem bem o sabem. Também adoro o tema viagem no tempo e tudo que ela pode proporcionar, como, por exemplo, mudar o passado e buscar no futuro o aprendizado da paz com a evolução dos homens. Algumas teorias sugerem viagens no tempo através de realidades paralelas. Claro que a possibilidade disso é zero (será?).

O conceito já foi abordado diversas vezes como ficção-científica na Literatura e Cinema. A linha mais famosa é do autor de obras sobre o tema, o escritor H. G. Wells. Como já escrevi antes, todos sonham com o poder de viajar no tempo.

Os curiosos querem saber o futuro e os nostálgicos, como eu, voltar ao passado. Quem sabe corrigir rupturas de grandes amizades, não investir em falsos amores, evitar mortes de pessoas que amamos e avisar sobre todo tipo de catástrofes, entre outras coisas.

Certa vez, tive um pesadelo com jeito de lembrança: eu era um guerreiro da idade média e fui ferido mortalmente em uma batalha. Quem sabe, seguindo a linha do espiritismo, isso não rolou mesmo? Falando em doideiras que não consigo explicar com o passado, que nunca teve um Déjà vu? (pronuncia-se Déjà vi, é um termo da língua francesa, que significa “já visto”).

Uma reação psicológica que faz com que o cérebro nos informe que já vivemos aquilo ou estivemos naquele lugar, sem jamais termos ido e presenciado tal fato. É muita onda!

Sobre a viagem no tempo, sempre digo que a música é o principal veículo para o passado, mas já imaginaram se rolasse umas idas e vindas para o futuro e passado, de fato, como no cinema? Seria uma doideira sem fim, uma sucessão de correções de erros cometidos lá atrás, a história aconteceria em círculos.

Nos filmes “O Homem do Futuro”, Zero (personagem de Wagner Moura), vai atrás da amada em uma máquina do tempo construída por ele mesmo; Em “ Click”, o longa conta a história de Michael Newman (Adam Sandler), que através de um controle remoto, adianta-se e regressa-se no tempo de sua própria vida; em “ O Feitiço do Tempo”, Phil Connors (Bill Murray) simplesmente dorme e acorda na manhã do mesmo dia, numa maluquice sem fim. Já no drama romântico “Em algum lugar do passado”, Richard Collier (Christopher Reeve), por meio da autohipnose, se transfere para determinado espaço no tempo em busca de sua amada Elise (Jane Seymour). Ainda, Evan Treborn (Ashton Kutcher), em “Efeito Borboleta”, lia trechos de seu diário para voltar no tempo até a época em que o texto foi escrito. E, claro, Marty McFly (Michael J. Fox), retorna ao passado e viaja ao futuro a bordo do carro Delorean, transformado em máquina do tempo pelo dr. Emmett “Doc” Brown (Christopher Lloyd)

Outros tantos também se desenvolvem em cima do tema. A Viagem no Tempo inspirou filmes como: A quadrilogia O Exterminador do futuro; Bill & Ted -Bogus Journey; A Máquina do Tempo; Os Doze Macacos (Twelve Monkeys); “Voyagers – Os Viajantes do Tempo”; “Donnie Darko”; Dejavu; Stargate”; Meia-Noite em Paris; Planeta dos Macacos; A Ressaca, e o seriado Lost.

Agora chega de devanear, pois se a máquina do tempo existisse, já tínhamos visitado a nós mesmos. Muito mais bacana do que ficarmos apegados ao passado e com medo do futuro é vivermos o agora da melhor forma possível. Dar uma nova chance a nós mesmos e tentar abrir portas que se fecharam há muito, sempre na luta pela felicidade própria e de quem amamos.

Afinal, a vida é agora!

Elton Tavares

*Do livro “Papos de Rocha e outras crônicas no meio do mundo”, de minha autoria, lançado em novembro de 2021.

Animação do AP será exibida em 100 cidades com outras produções nacionais e internacionais

Por Rafael Aleixo

A animação do Amapá ‘Solitude’ vai participar de duas mostras de curtas-metragens de desenhos animados com produções de outros 5 estados e 4 países, que será exibida em 100 cidades por todo o país. Em Macapá, a exibição que marca o Dia Internacional da Animação (DIA) ocorrerá na sexta-feira (28) a partir das 19h na Casa Viva, no Centro.

As mostras retornam após dois anos sem exibições por conta da pandemia de Covid-19. Na 19ª edição, o evento terá 10 produções dos estados do Amapá, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Sul.

Já nos curtas internacionais têm 6 produções de Portugal, Croácia, Reino Unido e Chile. Todas as exibições são gratuitas e possuem classificação indicativa de 12 anos.

O evento ocorre desde 2007 em Macapá e nesta edição é coordenado pelo coletivo criativo Tenebroso Crew. A Casa Viva está localizada na Av. Almirante Barroso, nº 851, no Centro de Macapá.

Mostra Nacional

Quando os Morcegos se Calam (Filme Histórico) – Direção: Fábio Lignini. 1986 – Rio de Janeiro/RJ
(OvO) – Direção: Mônica Moura. 2018 – São Paulo/SP
Cadim – Direção: Luiza Pugliesi Villaça. 2022 – São Paulo/SP
Solitude – Direção: Tami Martins. 2021 – Macapá-AP
Erêkauã – Direção: Paulo Accioly. 2021 – Maceió/AL
Íris – Direção: Sofia Travassos. 2021 – Rio de Janeiro/RJ
Quando a Chuva Vem? – Direção: Jefferson Batista. 2019 – Carpina/PE
Um Artista da Fome – Direção: Moisés Pantolfi. 2021 – Guarulhos/SP
Tá Foda – Direção: Aline Golart, Denis Souza, Fernanda Maciel, Icaro Castello, Ligia Torres e Victoria Sugar. 2021 – Pelotas/RS
Coelhitos e Gambazitas – Direção: Thomas Larson. 2022 – São Paulo/SP
Mostra Internacional
Cantar Con Sentido, Una Biografía de Violeta Parra – Direção: Leonardo Beltrán Stop Motion. 2016 – Chile
Signs – direção: dustin rees. 2020 – Croácia
Tough – Direção: Jeniffer Zheng. 2016 – Reino Unido
“Estou?” – Direção: Pedro Martins. 2020 – Portugal
Cockpera – direção: kata gugic. 2020 – Croácia
O peculiar crime do estranho Sr. Jacinto – direção: bruno caetano. 2019 – Portugal

‘Solitude’

A busca da protagonista “Sol” pelo autoconhecimento e a mudança pessoal após o término conturbado de um relacionamento amoroso é o fio condutor da trama de “Solitude”, primeiro curta-metragem de animação produzido no Amapá com recursos da Agência Nacional do Cinema (Ancine).

A obra, que também recebeu financiamento do governo estadual, foi aprovada no 1º Edital de Produção Audiovisual do Amapá, ocorrido em 2017, e tem colhido resultados até hoje.

Diretora e roteirista do projeto, Tami Martins destacou que a história mostra a fuga da sombra da protagonista para o deserto do Atacama, onde acha que terá mais tranquilidade.

“‘Solitude’ conta a história de Sol, uma mulher amapaense que está passando por um ‘perrengue’, que acabou de terminar uma relação amorosa que não era muito legal, e ela está voltando a descobrir e entender a si mesma. E a sombra dela foge para o deserto do Atacama, onde ela acha que vai ficar o mais só possível, em busca de independência. E elas só vão poder se reencontrar, se encontrarem a si mesmas através da solitude”, disse.

Essa “solitude” demostrada pela obra não tem a ver com a solidão, mas, sim, com um estado de espírito em que a pessoa entende o valor da própria companhia, como revelou Tami.

“Solitude é uma palavra diferente de solidão. É tipo você estar ‘de boa’, se sentir bem estando consigo mesma. A ideia do filme surgiu a partir de uma ilustração que representava isso e que eu ilustrei”, disse.

Nos 15 minutos da animação em 2D são retratados lugares conhecidos dos macapaenses: como o Igarapé das Mulheres, no bairro Perpétuo Socorro, que também já inspirou outras obras, como a canção de Osmar Júnior, que leva o mesmo nome no trecho que fica na orla de Macapá.

Fonte: G1 Amapá.