Circuito Tela Verde será realizado na Fortaleza de São José

O Museu da Fortaleza de São José de Macapá realizará, no dia 16, das 19h às 22h, na muralha Oeste (fosso seco) do Forte, a “Mostra de Curta-Metragem”. Serão exibidos filmes do “Circuito Tela Verde”, organizado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) e pelo Ministério da Cultura (Minc). A iniciativa será executada em parceria com a coordenação do 7º Festival Imagem e Movimento (FIM). A entrada é franca.

A muralha da Fortaleza se tornará um grande telão. O comando da iluminação da “sala de cinema” ao ar livre ficará sob a responsabilidade da noite, do céu e das estrelas e o gramado comportará o público. Para projetar os filmes será utilizado tecido branco, suspenso por corda de seda. O curta que vai inaugurar o projeto é o Navegantes do velho Chico, lançado este ano, de 15 minutos. Ao todo, serão exibidas 06 produções.

De acordo com a gerente do Museu Fortaleza de São José de Macapá, Obde Gadelha, o objetivo da mostra é dinamizar as ações do Cine Mairi, que funciona no Patrimônio Histórico desde o início de 2010. Além de divulgar e estimular atividades de educação ambiental por meio da linguagem audiovisual e despertar a sociedade para a participação nos processos de gestão ambiental locais. A equipe envolvida no evento conta com servidores da Fortaleza e associados do FIM.

“A programação é inovadora, com possibilidade de aumentar o número de exibições e realizar novas ações de utilização do projeto de cinema da Fortaleza. Não só no cinema convencional, mas em outros tipos de linguagem audiovisual utilizando diferentes formas, aliando as ações do Cine aos objetivos da preservação e manutenção do patrimônio histórico, pois, durante o Festival será realizado um diálogo sobre educação patrimonial”, explicou Obde Gadelha.

O FESTIVAL IMAGEM E MOVIMENTO

O FIM é um evento realizado pela sociedade civil organizada que busca a democratização do audiovisual, por meio da organização de mostras, cursos, palestras e oficinas. São entidades ligadas ao universo cultural, do audiovisual e amantes do circuito, engajados no movimento Pró-audiovisual no Amapá.

O CINE MAIRI

O Cine Mairi é um projeto selecionado, por meio da parceria entre a Secretaria de Audiovisual (SAV) do Minc, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Secretaria de Estado da Cultura do Amapá (Secult).

A Fortaleza de São José de Macapá foi escolhida para receber os equipamentos cinematográficos do Cine Mais Cultura, por ser um Patrimônio Histórico Cultural referência do Estado do Amapá e por ter preenchido os critérios e especificidades estabelecidos pela Secretaria.

Os equipamentos do programa Cine Mais Cultura visam integrar, ampliar e intensificar a utilização do audiovisual nas soluções para os desafios impostos na nova política social para o Brasil no eixo cultura.

Assim surgiu o Cine Mairi, que oportuniza a sociedade amapaense filmes brasileiros da Programadora Brasil e também outros não cadastrados na programadora. Mas 60% (sessenta por cento) são produções cadastradas.

Sua pré-estréia aconteceu no dia 12 de Março de 2010, com a exibição do documentário “Fortaleza, Nosso Forte, Nossa História”, com a presença de autoridades, jornalistas, documentaristas e representantes de outros cines contemplados pelo Minc.

A estréia ocorreu no dia 13 de março de 2010 com sessão especial da Programadora Brasil voltada para mulheres, por conta das comemorações da Semana da Mulher, com apresentação do filme Vida de Menina.

Desde a criação do Cine Mairi foram realizadas 32 sessões, exibidos 43 filmes, com um total de 970 expectadores, com média de 30.31% pessoas por sessão. “Dos gêneros exibidos até o momento 40,38% foram de ficção, 36,54% animação, 20,19%, documentários e 2,88% foram curtas experimentais”, informa Obde Gadelha.

CURTAS A SEREM EXIBIDOS NO DIA 16.12.2010

Horário: a partir das 19h:

– Navegantes do velho Chico – 2010 (15 minutos).

– Leônia: uma cidade visível – 2009 (14 minutos).

– A morta – 2010 (14 minutos).

– Urbano – 2010 – (4 minutos).

– Amor puro e simplesmente (4 minutos).

– Cordel – 2009 (3 minutos).

Serviço:
Obde Gadelha, gerente do Museu Fortaleza de São José de Macapá.
Contato: 91283372

Elton Tavares
Assessor de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação

Cartum em Cartaz

A exposição Cartum em Cartaz, Exposição da arte do cartum sobre a arte do cinema, do cartunista Ronaldo Rony, terá sua estreia na terça-feira (14), às 20h, no hall do Teatro das Bacabeiras. A exposição aborda o tema Cinema e faz parte do Festival Imagem-Movimento (FIM).

O cartunista Ronaldo Rony apresentará mais uma exposição de desenhos de humor.  O Festival Imagem-Movimento já está rolando, já que a programação conta com oficinas de audiovisual, palestras e mostras de cinema nos bairros da capital e no interior. A mostra contará com a participação especial do artista plástico Aog Rocha.
Meu comentário: Esta exposição promete ser um banho de arte e humor, já que conta com dois artistas conceituados e que tenho orgulho de dizer que são amigos meus. Confira a programação completa no endereço eletrônico:

Não perca mais este campeão de bilheteria!

A melhor reunião do Clube de Cinema será hoje

                                                                                     Por Alexandre Brito

Cineasta Camilo Cavalcante

A reunião do Clube de Cinema deste sábado promete ser a melhor já realizada. A programação será composta pela exibição da filmografia do cineasta pernambucano Camilo Cavalcante que está em Macapá ministrando curso de Realização audiovisual coletiva dentro da programação do VII Festival Imagem-Movimento.
É a primeira vez que o Clube de Cinema faz uma sessão com o diretordos filmes exibidos presente para comentar e debater com o público.Será uma interessante oportunidade para os realizadores e cinéfilos locais trocarem experiências e percepções sobre o audiovisual e suas diversas possibilidades.
Na oportunidade também estaremos comercializando um Box de DVD Duplo e com encarte com a filmografia de Camilo Cavalcante pelo módico valor de R$ 15,00.

Além disso, teremos a fala de Tuto Pessoa socializando, com os presentes, as principais discussões ocorridas na 28ª Jornada Nacional de Cineclubes, na qual ele participou como representante do Univercinema. Portanto será uma sessão com muitos atrativos.

Serviço:
15º Sessão do Clube de Cinema
Data: 11.12.2010
Hora: 18:30
Local: Auditório do Museu da Imagem e do Som (2º piso do Teatro das Bacabeiras)
Tema: Filmografia de Camilo Cavalcante.
– Com comentários do diretor após as exibições.
– Venda de DVD personalizado com a filmografia do Diretor.
– Entrada Franca.

Programação 7º FIM

                                                                                     Por Alexandre Brito

Estamos em meio a programação do VII FIM – Festival Imagem-Movimento. Essa programação começou percorendo cinco municípios do estado (Porto Grande, Serra do Navio, Mazagão Velho, Ferreira Gomes eTartarugauzinho) ontem, quinta 08, iniciamos o curso com o cineasta pernambucano Camilo Cavalcante. Programe-se e acompanhe as ações do FIM 2010 que tá bem diversificada, muito filme bom, palestras, exposição, seção de vinil e muita gente legal para conversar!

O Festival Imagem-Movimento destaca que as parcerias estabeleciadas são muito importantes para a ampliação e consolidação de suas ações. Por isso destacamos esses parceiros: Sesc-AP, MIS-AP, Univercinema, BDeC-AP, FotoNunes, Bia Tur.

Programação 7º FIM

07 a 12.12 (terça-domingo)

Oficina de audiovisual com Camilo Cavalcante

– Oficina 01: Realização audiovisual (auditório do MIS);

Horário: das 15h às 18h

11.12 (sábado)

Clube de Cinema com Camilo Cavalcante

Horário: 18h30min-21h

Responsáveis pelo Clube de Cinema: Carla Antunes, Alexandre Brito

11 e 12.12 (sábado e domingo)

FIM em Santana;

– Oficina de produção de curta metragem;

– Mostra Camilo Cavalcante;

Responsáveis pela atividade: Mari Paes, Maksuel Martins e Tuto Pessoa.

13, 14, 15, 16, 17, 18, 19.12 de 2010 (terça a domingo):

VII FIM;

13.12 (sexta)

Mostra da Escola de Cinema de Cuba (auditório do MIS)

Horário: 19-21h

14 (terça-feira):

Abertura do VII FIM 2010 19-23H;

– Cortejo da Imagem, 18h, (Concentração no Teletubes, chegada no Teatro das Bacabeiras);

– Abertura da exposição de cartuns com o tema “cinema”, 20H, (Hall do Teatro das Bacabeiras);

– Mostra Acervo FIM , 21H, (no auditório do MIS, Teatro das Bacabeiras);

15.12 (quarta):

Mostra Acervo FIM nos Bairros 15-18H;

– Pedrinhas;

15.12 (quarta)

Mostra FIM 2010 – 19-22H

Auditório MIS – 2º Piso Teatro das Bacabeiras

16.12 (quinta)

Mostra Acervo – 19-22H

Muralhas da Fortaleza

17 (sexta) 18H:

Palestra 18H-19H30MIN

Tema: Vídeo-arte, com Cristiana Nogueira (UNIFAP), no Auditório do MIS

Mostra FIM 2010 20-23H

Auditório MIS – 2º Piso Teatro das Bacabeiras

18-19 (sábado-domingo):

Palestra 02 – 19-20H30MIN

Tema: Deleuze e o Cinema, com Herbert Emanuel (UEAP), no Auditório da Fortaleza

Mostra Acervo FIM no Pacoval.

Virada Audiovisual, 22H

A Festa do FIM, Arena Paint Ball

O FIM acaba quando vem a luz!

-Exposição projetada das fotografias realizadas durante o festival.

7º Festival Imagem-Movimento

                                                                              Por Alexandre Brito

O 7º Festival Imagem-Movimento inicia dia 07.12 o curso de realização audiovisual com o cineasta pernambucano Camilo Cavalcante. Durante o curso o diretor irá ministrar conteúdos e técnicas chaves para a realização de produtos audiovisuais.
O estilo de Camilo é ácido e cortante, um cinema militante, mas que dialoga com o artístico. Cinema vivo, forte, agressivo. Será uma ótima oportunidade dos produtores independentes do estado participarem de um intercâmbio consistente e, sem dúvida, rico em trocas de experiências  e pontos de vista sobre o audiovisual na sociedade contemporânea.

O curso disponibilizará 25 vagas. As inscrições podem ser feitas no  Museu da Imagem e do Som (segundo piso do Teatro das Bacabeiras) de 9 às 12 e de 15 às 18:30 em formulário próprio. O inscrito também deve levar uma carta de intenções justificando porque quer fazer esse  curso. As inscrições são gratuitas. O horário do curso será de 15 às 18 no período de 07.12 a 12.12.
O Festival Imagem-Movimento conta com vários parceiros para execução e êxito de suas ações: Univercinema, MIS-AP, Sesc-AP, Bia Tur, ABDeC e Foto Nunes. A programação completa do festival com datas, locais e horário das atividades estão disponíveis em:

MIS recebe oficina de Releitura Fotográfica

O Museu da Imagem e do Som do Amapá receberá nos dias 18 e 19 de novembro a “Oficina de releituras de imagens”, realizada pelo Grupo Artístico Imagem e Cia. A oficina ocorrerá das 9 às 11:30, as inscrições podem ser feitas gratuitamente na sala do Museu da Imagem e do Som do Amapá em horário comercial. Se o inscrito optar por certificado o Grupo Artístico Imagem e Cia. estipulou a taxa de R$ 5,00 para custear a impressão do mesmo.

Fonte: http://museudaimagemedosom.blogspot.com/

Conheça os 20 maiores clichês do cinema americano!

1. O sistema de ventilação de qualquer edifício é o local ideal para alguém se esconder. Ninguém se lembra de procurar lá e pode-se alcançar facilmente qualquer parte do edifício através dele.

2. Um homem não mostra dor quando é ferozmente espancado mas queixa-se quando uma mulher lhe tenta limpar as feridas.

3. As cozinhas não têm interruptores de luz. Quando se entra à noite numa cozinha abre-se a geladeira e usa-se a luz dela.

4. Numa casa assombrada as mulheres investigam os ruídos estranhos com as roupas mais transparentes possíveis.

5. Os carros sempre explodem, por menor que seja a batida.

6. Todas as bombas estão equipadas com relógios que dizem exatamente quando irão explodir.

7. No confronto com um terrorista internacional perigoso, o sarcasmo e as frases jocosas são as melhores armas.

8. Num tiroteio, um homem contra vinte tem maior probabilidade de matar os vinte do que os vinte têm de matá-lo.

9. Uma música assustadora vinda de um cemitério deve ser sempre investigada mais de perto.

10. Os heróis de ação nunca sofrem penas por homicídio ou ofensas criminais apesar de destruírem cidades inteiras no decorrer dos seus atos.

11. Qualquer fechadura pode ser aberta em segundos com um cartão de crédito ou um arame exceto a porta de um prédio em chamas com uma criança lá dentro.

12. Qualquer tipo de emprego faz um pai esquecer o aniversário do seu filho de oito anos.

13. Normalmente os policiais trabalhadores e honestos são mortos três dias antes da aposentadoria.

14. Qualquer pessoa aterrissa facilmente um avião desde que na torre de controle esteja alguém que lhe dê as instruções.

15.As mulheres acordam maquiadas e penteadas, e beijam longamente o parceiro, sem nenhum bafinho incomodando

16. Quando se paga o táxi nunca se olha para a carteira para tirar o dinheiro, tira-se uma ao acaso. É sempre o dinheiro certo.

17. Não importa que se esteja em desvantagem numérica numa luta que envolva artes marciais. Os inimigos esperam pacientemente para atacar um por um, dançando à volta em atitude ameaçadora até que o seu predecessor seja posto fora de combate.

18. Os cães sabem sempre quem são os malvados.

19. Em vez de gastarem balas, os megalomaníacos preferem matar os seus principais inimigos através de dispositivos complicados que envolvem rastilhos, roldanas, gases tóxicos, lasers e tubarões e que permitem que os seus prisioneiros tenham pelo menos 20 minutos para fugir.

20.O herói participa de vários tiroteios durante o filme, mas não se fere, a não ser no último, em que leva um tiro no braço.

Mesmo ferido, ele termina o filme rindo de uma piada sem graça.

 

Crítica bem humorada do filme Tropa de Elite 2

Como já disse antes, achei o filme “Tropa de Elite 2” muito bom, mas como dou muita risada dos textos engraçados e inteligentes do site Zero Zen, não podia deixar de postar este aí:

Tropa de Elite 2, em tese, deveria ser mais realista do que seu antecessor. Porém, é, sem sombra de dúvida, o maior filme de ficção jamais feito no Brasil. Por quê? Simples. No momento em que o Capitão Nascimento senta o sarrafo em um político corrupto o público no cinema percebe que nada disso jamais vai acontecer na realidade…

A trama se passa 15 anos depois do primeiro filme. Agora, o Tenente-Coronel Roberto Nascimento (Wagner Moura) deixou o combate ao tráfico de drogas, nas favelas do Rio de Janeiro. Mesmo assim, continua frio e implacável. Em um incidente no presídio Bangu 1 ele espera que duas facções rivais briguem e eliminem o máximo de elementos antes de entrar em ação.

O problema é que seu sucessor no Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) Mathias (André Ramiro) comete um erro. Mata um perigoso bandido chamado Beirada (Seu Jorge) justamente na frente do Fraga (Irandhir Santos), um ativista dos direitos humanos. Ele aproveita para fazer um escândalo e força a saída de Nascimento do Bope.

Aliás, Fraga é casado atualmente Rosane (Maria Ribeiro), a ex-mulher de Nascimento. É realmente impressionante. Nem mesmo no Bope o sujeito está a salvo de um chifre. Sim, pelo que tudo indica, ao invés de faca foi guampa na caveira…

Para piorar as coisas, seu filho adolescente Rafael (Pedro Van-Held) acaba acreditando que o capitão Nascimento é um assassino e que os policiais só servem para matar gente pobre. Até parece que isso acontece em uma cidade pacífica e ordeira como o Rio de Janeiro… Quanta imaginação tem esse garoto.

De qualquer forma, para a população Nascimento se torna um herói depois do incidente em Bangu 1. Com isso, ele sai do Bope para se transformar em subsecretário de Segurança. Finalmente no poder, ele planeja erradicar o tráfico das favelas do Rio. Mas falar é fácil. Na teoria a prática é outra.

Lentamente o protagonista percebe que sua promoção à Subsecretaria de Segurança teve motivação política. Ele é apenas mais uma peça do sistema. O poder dos traficantes é substituído pelo poder das milícias. Criadas por policiais corruptos elas cobram dinheiro para garantir a segurança dos moradores das favelas. Com isso, gente como o Major Rocha (Sandro Rocha) aproveita para prosperar e se tornar amigos de pessoas importantes. Entre elas o ardiloso deputado Fortunato (André Mattos).

Claro que Nascimento percebe o golpe e parte para uma vingança tão alucinada quanto inconcebível. Em um depoimento na tribuna da Assembleia Legislativa do Rio, o protagonista chega a dizer que metade dos parlamentares, ali presentes, deveriam estar na cadeia.

E, acredite quem quiser, em Tropa de Elite 2 os políticos corruptos vão mesmo para a cadeia. Só mesmo no cinema. É muita ficção. Só falta o Capitão Nascimento acreditar em duendes. Moral da história? Não tá fácil pra ninguém. Mas para alguns a vida é bem menos difícil…

J. Tavares

(Tropa de Elite 2, BRA, 2010), Direção: José Padilha, Elenco: Wagner Moura, André Ramiro, Maria Ribeiro, Milhem Cortaz, Pedro Van Held, Seu Jorge, Irandhir Santos, Tainá Müller, Sandro Rocha, André Mattos, Fabrício Boliveira, Emílio Orcillo Neto, Jovem Cerebral, Bruno D’Elia, Dudu Nobre, Duração: 116 min.

A Origem

Eu adorei o filme “A Origem”, mas esse texto, que critica o longa, é muito legal. Leiam:
A Origem
A Origem é uma daquelas obras feitas com o objetivo de provocar celeuma e discussão. É um sonho dentro de um sonho dentro de um sonho? Ou é uma metafora sobre qualquer coisa que o espectador tenha em mente? Nada disso, o diretor Christopher Nolan fez provavelmente o filme de assalto mais confuso da história do cinema…
Sim, o elogiado argumento de A Origem, escrito por Christopher Nolan não tem nada de complexo. É um filme sobre um assalto com direito a todos os clichês do gênero. Só que o furto vai ser realizado na mente da vítima. Na verdade, ao invés de roubar o grupo de larápios vai inserir uma ideia. É simples assim.
A trama começa quando Dom Cobb (Leonardo DiCaprio), um “extrator” de ideias que ainda estão dentro da mente das pessoas, tenta roubar o empresário Saito (Ken Watanabe). O plano fracassa e Dom descobre que no Japão os homens de negócio são realmente vingativos. Então precisa fazer um acordo se quiser continuar vivo para comer sushi em outro dia.
Saito quer que ele recrute um grupo de especilistas para fazer algo extremamente difícil: plantar uma ideia. O processo se chama Inception, daí o nome do filme. O objetivo é colocar uma ideia na mente de um executivo Robert Fischer (Cillian Murphy). Se tudo funcionar, esse pensamento deve destruir o império erguido pelo pai de Fischer, Maurice (Pete Postlethwaite), que está prestes a morrer.
Infelizmente, Dom parece reticente em aceitar a missão. Tudo por que essa habilidade em inserir uma ideia teria dado causa à morte de sua mulher, Mallorie (Marion Cotillard). Sim, Mal é interpretada pela mesma atriz que deu vida a Piaf. E, convenhamos, o casamento deve ter acabado por que ele não aguentava mais ouvir Je Ne Regrette Rien…
De qualquer forma, para atingir a mente do executivo, Dom Cobb continua tendo ao seu lado Arthur (Joseph Gordon-Levitt), que o ajudou em missões de extração de ideias. Porém, a dupla é incapaz de realizar sozinha uma missão tão complexa. Ele recruta então Eames (Tom Hardy), um falsário, que muda de aparência nos sonhos. Algo útil para enganar a vítima. Além disso é preciso garantir que todos estejam em um sono profundo. Por isso, Yusuf (Dileep Rao), um químico, que cria sedativos (certo, no Rio de Janeiro isso tem outro nome, mas deixa pra lá) é contratado para o projeto.
Por fim, surge Ariadne (Ellen Page). Esta é uma personagem curiosa, pois funciona como uma arquiteta de sonhos. Ela desenha na mente da vítima o sonho. E isso é que vai permitir acessar determinada área do subconsciente e plantar a ideia. Ariadne, diga-se de passagem, faz perguntas demais. Sempre interessada no passado de Cobb.
Nem é preciso dizer que o plano perfeito de Cobb vai por água abaixo e logo ele se vê obrigado a improvisar. Principalmente por que Mal está em seu subconsciente disposta a atrapalhar tudo. Com isso a equipe tenta plantar a ideia e retornar a salvo.
A Origem mostra que o Christopher Nolan sabe como reciclar clichês. Ou seja é a mesma coisa de sempre só que completamente diferente. A montagem trabalha em três níveis de sono diferente. Cada um com detalhes e problemas a serem enfrentados. Há, claro, o quarto nível de sono que é o do espectador no cinema…
P.S.1 – Muitas pessoas questionam o final do filme por ser aberto, por não haver uma explicação. Neste ponto, a ZeroZen é obrigada a concordar com o diretor. Explicação a gente dá para porteiro quando chega bêbado em casa às 5h da manhã.
(The Inception, EUA, 2010) Direção: Christopher Nolan. Elenco: Leonardo DiCaprio, Marion Cotillard, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Tom Berenger, Michael Caine, Lukas Haas, Tohoru Masamune, Tom Hardy. Duração: 148 minutos.

Amapá comemora Dia Internacional do Cinema de Animação

                                                                                          Por Alexandre Brito

Pelo terceiro ano consecutivo o Amapá comemora o DIA (Dia Internacional de Cinema de Animação), 28.10. No estado, três cidades receberão as mostras: Macapá, Santana e Itaúbal. Na capital a programação será realizada pelo FIM (Festival Imagem-Movimento) e pelo MIS-AP (Museu da Imagem e do Som do Amapá) e acontecerá no Teatro das Bacabeiras a partir das 16 horas.

O evento será composto por cinco mostras que atingem todos os públicos e primam pela acessibilidade:

• Mostra para deficientes visuais (classificação livre);

• Mostra para deficientes auditivos (classificação livre);

• Mostra infantil (classificação livre);

• Mostra nacional (classificação 12 anos);

• Mostra internacional (classificação 14 anos);

Essa diversidade toda reflete um momento especial do cinema de animação no Brasil. Ele vem crescendo consideravelmente e já conta com público expressivo, além de editais de financiamentos específicos e cada vez mais cursos e mostras. Prova disso são as mais de 400 cidades que compõem o evento deste ano. No dia 28.10, quando os relógios marcarem 19H30MIN (horário local), todos os estados do Brasil estarão olhando para a tela sensibilizada por imagens animadas. É simplesmente o maior evento simultâneo de audiovisual do Brasil.

Por trás da data, no longínquo ano de 1892, portanto três anos antes do cinematógrafo dos irmãos Lumierre, Émile Reynaud iniciou um mundo mágico: realizou a primeira projeção do seu teatro óptico no Museu Grevin, em Paris, sempre lá não é mesmo? Os franceses inventaram o cinema da animação, a fotografia e o cinema. Essa projeção foi a primeira exibição pública de imagens animadas (desenhos animados) no mundo. Foi para comemorar esta data que a Associação Internacional do Filme de Animação (ASIFA) lançou o evento, contando com o apoio de diferentes grupos internacionais filiados. Em 2010 o Dia Internacional da Animação está sendo realizado em 30 países.

Além das mais de seis horas de filmes inéditos no Amapá provenientes de diversos lugares do globo, a programação do DIA conta com refinado tempero local: na ocasião será lançada oficialmente a programação do VII FIM (Festival Imagem-Movimento), evento audiovisual com DNA amapaense que está, assim como o DIA, comemorando sete anos de existência.

Então temos um bom programa para o dia 28.10, com certeza não vai faltar animação a todos os públicos que comparecerem ao Teatro das Bacabeiras. Agende-se, porque outro evento desses, só ano que vem.

Serviço:
DIA – Dia Internacional do Cinema de Animação.
Data: 28.10.2010
Local: Teatro das Bacabeiras.
Hora: A partir das 16H.

A questão de fundo

Ontem (18) assisti o filme “Tropa de Elite 2”. Fiquei impressionado com o longa, pois dificilmente uma continuação é melhor que a primeira parte de uma história cinematográfica, este é o caso de Tropa de Elite 2. O filme mostra conflitos familiares e a realidade corrupta da polícia e poderes executivos e legislativos. Parafraseando o personagem principal, agora coronel Nascimento: “O sistema é foda” e não só no Rio de Janeiro. Sobre o filme, li este texto do jornalista e escritor Daniel Piza, que descreve exatamente o que achei de Tropa de Elite 2, leiam:

A questão de fundo
Tropa de Elite 2 não é apenas a continuação do antecessor; é também sua desconstrução. José Padilha parece ter feito uma coisa rara entre criadores brasileiros e dado ouvido às críticas que não caíram nem na exaltação emotiva do filme, nem em sua rejeição como “fascista”. No primeiro Tropa de Elite, o capitão Nascimento (Wagner Moura) jamais é contestado a sério e, apesar do estresse que o faz pensar em desistir de tudo, jamais contesta a si mesmo, seguro de que o Bope é incorruptível e tem a solução nas mãos e armas.
Agora no segundo filme, já tenente-coronel, trabalhando na Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, ele é contestado da primeira à última cena: contestado por seu filho, por sua ex-mulher, pelo atual marido dela, por ex-companheiros do Bope como Matias, etc. E se vê obrigado a rever seus conceitos, sobretudo a crença no grupo que treinou como um bando de Rambos e a redução do problema das drogas ao consumo de burgueses.
O filme é menos acelerado, embora continue sendo um filme de ação, e a narração em off de Nascimento – que no primeiro seria de Matias, até que as pesquisas prévias mostraram que o personagem mais forte era o de Moura – é mais expositiva e reflexiva, não mais um mero apoio às imagens. Em vez de incitar a polarização como no filme anterior, entre os que acham que a violência se combate com a violência e os que acham que ela é apenas “uma questão social”, desta vez o roteiro contempla graduações. Numa cena no começo, depois de sua equipe invadir Bangu 1 com a truculência habitual, o coronel é aplaudido num restaurante, obrigando as autoridades a ficarem do seu lado, e o off diz que “o povo pensa que bandido bom é bandido morto”, como se explicasse os aplausos da platéia às torturas feitas por Nascimento no primeiro filme – o que não elimina o fato de que o enredo endossava a atitude.
Aqui surge a principal ressalva ao segundo filme: embora afaste e até ironize as reações passionais ao anterior, retirando boa dose do caráter heróico de Nascimento, ele o faz alegando que o crime organizado mudou nesse espaço de tempo. O “sistema” agora se baseia em milícias, em supostos protetores “comunitários” que participam da vida das favelas e arrecadam dinheiro não só das drogas; e isso faz Nascimento entender que a solução do Bope – o extermínio de traficantes – já não dá conta da realidade. Não se trata mais de uma guerra territorial, e sim política.
Ok, é verdade que em governos como o atual, de Sérgio Cabral, a ênfase é outra, mais paternalista e midiática, mas daí a sugerir que não tinha nada disso antes, quando o Bope sabia o que fazer, vai boa distância. De qualquer modo, podemos conceder que Nascimento precisou desses anos de setor público para entender os limites do seu método.
Essa alegação cronológica levou o filme não apenas a ser menos chocante, mas também a assumir um tom didático, no off e nos diálogos – principalmente quando o deputado Fraga fala em palestras ou na Assembléia –, que fica excessivo e, no final, quase panfletário. Ao mesmo tempo, há clichês de filmes de ação, como as tomadas do caveirão invadindo a favela. O maior deles é a saída encontrada para personalizar a mudança de Nascimento: Fraga vem a ser o marido de sua ex, com quem o filho vive. Quando o rapaz vai parar na delegacia e começa a ver o pai como um fascistoide, ele vê sua impotência diante da complexidade da questão; depois, o rapaz vai parar no hospital. (Em todo filme de pancadaria, o protagonista tem como motivação a agressão a um familiar.) De resto, porém, o roteiro tem poucas cenas marcantes, ao contrário do anterior. Uma delas, breve até demais, é a da tortura da jornalista (Tainá Müller), alusão aos casos reais de Tim Lopes e de uma equipe de O Dia.
Outra, bem mais relevante, é a do sobrevôo de Brasília no final do filme. Habilmente o argumento vai levando a ineficácia do combate ao crime para a questão de fundo: os interesses e a impunidade da classe política. É um gesto corajoso, ainda mais em época eleitoral, e sugere que Padilha está pronto para fazer um filme sobre esses corruptos, adotando um realismo político também raro nas narrativas brasileiras. O sucesso de Tropa de Elite 2, que tem batido todos os recordes de público (e comprovado que o primeiro foi sim prejudicado pela absurda pirataria que o precedeu), pode ser atribuído em boa parte a essa crítica em tempo real aos políticos, dimensão quase ausente no anterior. E ao fato de, por isso também, ser um filme mais completo, que tem até momentos de humor. Toda maturidade, num país que resiste a ser sério, deve ser aplaudida.

10ª Reunião do Clube de Cinema

Salve, salve leitores do blog do MIS. Esse poste é pra divulgar a 10ª reunião do Clube de Cinema! Conforme a dinâmica que adotamos, o tema da próxima sessão será “extras de filmes”. Serão exibidas algumas cenas de bastidores de filmes seguidos de debates sobre “formas de fazer” audiovisual. Estamos agendando também uma palestra sobre a história das salas de cinema de nossa cidade. Então está marcado não vá faltar!

10ª Reunião do Clube de Cinema

Local: Auditório do MIS

Hora: 18:30

Dia: 16.10.2010

Cine Mairi estréia com documentário “Terra Deu Terra Come”

Cine Mairi – Foto: Sal Lima.
Neste sábado, 9, o Cine Mairi que funciona na Fortaleza de São José Macapá, dá início a sua nova temporada, tendo como filme de estréia a película “Terra Deu Terra Come”. Ele foi considerado pela crítica brasileira como o melhor documentário brasileiro, com um enredo cheio de encantos e surpreendente. Memória e ficção se misturam, de forma a tecerem uma história fantástica, que retrata um canto metafísico do sertão mineiro. A sessão será às 16h e a entrada é franca.

O Cine Mairi traz 12 novos programas, contendo filmes de comédias, ficção e documentários sobre a política brasileira, futebol e outros gêneros. A exibição será aos sábados, sempre às 16h, sendo um filme por sessão, nas categorias curta, média e longametragem.
O Prisioneiro da Grade de Ferro; Bola na Tela; Comédias Contemporâneas; Bicho de sete cabeças e O profeta das cores; Milagre em Juazeiro e Padre Cícero; Quase dois Irmãos e O prisioneiro; Os xeretas e A lasanha assassina; O Velho – a história de Luiz Carlos Prestes; Programa 99 Curta Criança; Programa 106 Os anos JK – uma trajetória política; Iracema; Uma transa amazônica; Carrego comigo e A pessoa é para o que nasce, são alguns dos filmes a serem exibidos durante a temporada.

A primeira temporada do Cine Mairi foi lançada no dia 12 de março deste ano. De lá para cá já foram exibidos mais de 40 sessões, com a exibição de 33 filmes e um público de 740 espectadores. Uma média de 18,5 espectadores por sessão. Quanto ao público, predominante 62,3% são de todas as idades; 21,31% são adultos e os demais se dividem entre crianças e jovens. O Cine exibe, principalmente, filmes da Programadora Brasil. São catálogos nacionais disponibilizados em pacotes trimestrais.

O coordenador do Cine Mairi, Thiago Cavalcante, acredita que o diferencial da nova temporada é a exibição das sessões no espaço das muralhas da Fortaleza de São José de Macapá. “O Cine Mairi é uma atividade cultural de suma importância para divulgar a produção cinematográfica brasileira. Além disso, desde que foi lançado, tem contribuído consideravelmente com o aumento de visitação da sociedade amapaense e também de turistas à Fortaleza de São José de Macapá. E esse é um dos nossos objetivos: conectar por mais tempo o cidadão ao nosso Patrimônio Histórico, mostrar-lhe o valor desta nossa riqueza, para a memória e a identidade da população amapaense”, destacou Thiago.

Iracilda Tavares
Assessora de Comunicação
Secretaria de Estado da Comunicação