O estrela

                                                                                                    Por Elton Tavares

Eu estava observando e pensando (eu sempre observo com atenção a tudo e a todos) algumas pessoas que conheci há pouco tempo. Aí você deve pensar: “Quem esse cara pensa que é para julgar alguém?”. Bom, a resposta é simples: um cara que tenta manter um bom relacionamento com os que o cercam. Confesso que estou menos intransigente e, pasmem, maleável. Quem me conhece, há tempos, sabe do que falo. 
Sim, voltando ao assunto, eu fico muito aporrinhado com um determinado tipo de pessoa, “O Estrela”. Gente que quer ser mais do que é, que costuma andar inflado, com o ego maior do que ele próprio. Gente que é arrogante (também possuo este defeito, mas tento disfarçar), boçal, enxerida, fresca (em muitos casos não tem onde cair morto) e chata. 
Os estrelas gostam de aparecer, se destacar, reluzir. Quanto mais holofotes em cima dele melhor. Eles acham que dominam todo tipo de assunto, se acham sabichões e são SEMPRE os detentores da razão. Gostam de falar em nome de um grupo, gostam de bajulação e adoram um puxa-saco. 
Existe um abismo de diferença entre ser um líder e ser um estrela. Um líder é e o estrela quer ser. Convivemos com tais indivíduos dentro de qualquer grupo ou segmento, alguns estrelas “brilham” mais que os outros, dependendo da sua área de atuação. Como sou jornalista, vou citar alguns exemplos de estrela que conheço, sem dizer o nome de ninguém, claro. 
Bom, tem neguinho na imprensa que quer mandar mais que secretário de Estado. Tem gente que acha que é lido, ouvido e assistido demais, aí pensa que é um grande formador de opinião, ledo engano. Outros não se contentam em somente dar pitaco, querem governar, são verdadeiros pavões, que adoram aparecer, custe o que custar. Eu só quero fazer o meu trabalho, afinal, sou só um jornalista e gosto disso (risos).

O megalomaníaco

                                                                                                Por Elton Tavares

Vocês sabem aquelas pessoas que costumam falar freneticamente de si mesmas? Se gabam e supervalorizam demais? Pois é, são os megalomaníacos. É sempre “eu sou isso.. eu fui aquilo..eu posso..eu faço..eu fiz…eu faço isso…, enfim, EU SOU FODA!!”. Sem falar das “incríveis” dificuldades vencidas pelo figura em questão. São coisas como “foi difícil, mas graças a minha capacidade, consegui” e “tenho ampla experiência, sei o que faço”.

Agora some tais expressões a frases feitas e muita falsa modéstia. Por fim, mas não menos notável, um talento descomunal de distorcer o que você fala. Pronto, aí está o nosso herói. A personificação da boçalidade, o famoso pavulagem (como dizemos por aqui). Estes seres, de egos inflamadíssimos, estão sempre por aí. Em suas vaidosas cabeças, se acham a coqueluche da inteligência e sagacidade. Pessoas como os megalomaníacos são péssimos perdedores, não aceitam “nãos” como resposta.

De acordo com o conceito, Megalomania é um transtorno psicológico no qual o doente tem ilusões de grandeza, poder e superioridade. É uma característica do transtorno afetivo bipolar. Também se caracteriza pela obsessão em realizar feitos e atos grandiosos.

Este tipo peculiar de pessoa não tem somente defeitos, claro que não, os “Crème de La Crème” possuem autoconfiança em estado bruto. Se os presunçosos souberem canalizar seu egocentrismo infame, de forma correta, poderão ser ótimos profissionais. Algumas destas pessoas “megaloucas” realmente são fodásticas em suas áreas de atuação.

Claro que para isso, nossos “altivos” personagens precisam driblar a própria arrogância, falta de humildade, o desinteresse em idéias dos outros, o orgulho excessivo, vaidade e soberba. Mas não deixarão de serem malas sem alça. Afinal, para se destacarem, eles não precisavam agir como babacas boçais.

Há alguns meses, escutei um diálogo entre um fazendeiro e um empresário, dois megalomaníacos latentes. Foi mais ou menos assim:

Fazendeiro: Aquele cara que falou na TV é quem?

Empresário: Ele é professor, um Zé ninguém.

Fazendeiro: Professor!?! Ah, ele realmente não é ninguém.

Agora me digam, uma pessoa dessas é ou não, no mínimo, asquerosa?

Todos nós conhecemos um megalomaníaco, alguns deles, apesar dos pesares, são muito queridos. Às vezes também peco pelo próprio saber (e olha que nem sou tão bom assim nas minhas atividades), ao longo dos meus quase 34 anos, aprendi um pouco, mas ainda pretendo ouvir mais e falar menos. Aos megalomaníacos, um recado, eu enojo vocês.

Como vocês já sabem, gosto de música. Aí vai uma da banda Autoramas:

 

Megalomania – Banda Autoramas

Ter dinheiro deve ser muito bom


E o bom mesmo é grana alta


Muita grana pra poder gastar


Pra esbanjar sem se preocupar


Também deve ser bom aparecer


Ilha de Caras pode ser ?…


Ostentação é pra quem pode


Então não vejo por que me esconder


Curtindo a vida adoidado


Do lado de dentro do vidro blindado


É o preço é alto nada mais adequado !



Preciso ser alguém


Que outro alguém


Planeje seqüestrar



Megalomania


Megalomania


Megalomania



Tudo que eu quero


É ter o mundo


Aos meus pés


E nada mais



Tudo tão bonito


Tudo tão brilhante


Os mais bem vestidos


Os mais elegantes


Aqui reunido


Com meus semelhantes


Na área vip da vida


Bem mais excitante


Modéstia à parte !!!”

Pessoas sem noção

                                                                          Por Elton Tavares
Homer Simpson e Peter Griffin (respectivamente), apesar de idiotas, são os meus personagens sem noção preferidos
Observando escritos e posicionamentos do meu amigo Igor Reale (que é muito inteligente, engraçado e totalmente “sem noção”) cheguei à conclusão que pessoas assim são mais felizes. Bom, vamos por partes, para pessoas que fazem e falam o que querem, os contras são muito menores que os prós ,guardadas a devidas proporções, claro. Conheço um monte de gente assim. Somente uma minoria dos “sem noção” são realmente idiotas, a maioria não se importa em só parecer idiota, no fundo, eles querem mascarar inteligência com sarcasmo.

Às vezes, também sou um cara sem noção, mas não como o amigo em questão, ele é uma figurarça. No meu caso, pratico minhas atitudes “nonsenses” de forma comedida. Alguns “caretas” se envergonham dos amigos “sem noção”, a velha “vergonha alheia”, mas eu não, na verdade os acho muito engraçados e originais. O conceito de “nosense” (sem sentido o usem noção, em inglês) significa algo disparatado, sem nexo. Também é utilizado para denotar um estilo característico de humor perturbado e sem sentido. Este tipo de comportamento se tornou uma tendência humorística da televisão mundial e brasileira. O precursor no Brasil foi a TV Pirata, que satirizou tudo nos anos 80.

Nos dias de hoje, este formato está tomando conta da mídia. Os besteiróis “sem noção” (que nem são tão bestas assim) fazem muito sucesso na TV aberta nacional. Programas como Hermes & Renato, Pânico na TV, Casseta & Planeta e Custe o que Custar (CQC), este último mais inteligente que o restante, tem grande aceitação do público. Além dos desenhos animados Simpsons, Futurama, South Park e Uma Família da Pesada, que exibem episódios ácidos e com muito humor negro.

Voltando ao foco, costumamos chamar de pessoas “sem noção” aquelas que fazem e falam coisas brilhantes e inusitadas, quase sempre carregadas de bom humor. Os caretas costumam chamar os sem noção de idiotas, mas é porque eles não entendem (por falta de entendimento da ótica nonsense e, na maioria dos casos, nem vale a pena explicar). Não gosto dos forçados, que tentam parecer sem noção (que são sem graça e estúpidos) e do outro tipo de nonsense, os verdadeiramente idiotas, estes só são legais nos desenhos animados. Gosto dos que encaram a vida com alegria, originalidade e jeito caricato, eles enfrentam adversidades com bom humor, fazem piadas com a desgraça alheia e até com a deles mesmos. Enfim, conseguem expressar irreverência e espontaneidade.

Eles são tidos como “gaiatos”, “nó cegos”, verdadeiros palhaços (no bom sentido), entretanto, muitos deles não sabem a hora de parar a brincadeira e acabam invadindo o espaço do outro, sem o devido cuidado, eles podem aterrorizar situações que necessitam de uma postura séria, como, por exemplo, a área profissional. O problema (desculpável, claro) deste tipo peculiar de cidadão, é que são demasiadamente extrovertidos, brincalhões e, muitas vezes, enxeridos. Sim, são adoráveis intrometidos. Aí começa a rejeição social por parte dos politicamente corretos, pois os sem noção são rompedores do convencional e assustam os mais burocráticos.

Resumindo, eu adoro essas pessoas desencanadas (gostaria de ser assim) que conheço. A maneira irreverente que tais figuras conduzem suas vidas é fascinante, claro que é preciso separar as coisas. Para os sem noção que conseguem atingir este equilíbrio, meus parabéns e meu respeito, eu invejo vocês!

                                                                                                 

Até quando jogaremos videogame?

Por Elton Tavares

Pensando cá com os meus botões, me pergunto: até quando jogaremos videogame? Minha geração, principalmente os caras, é viciada em jogos eletrônicos. Claro que existem as exceções. Agora convenhamos, o mundo midiático dos videogames é mesmo fascinante. Sabe lá Deus quantos livros e filmes legais deixei de ler ou assistir por conta deste vício.
 
Mas videogame não é só um passatempo, também é cultura. Jogos como os das séries “God of War” e Guitar Hero são cultura pura. Suas histórias giram, respectivamente, em torno de Mitologia e Música. Sem falar que toda superprodução cinematográfica lançada, ganha sua versão game em pouquíssimo tempo (e vice-versa). Como aconteceu com o filme “X-man Origem”.
 
Os lançamentos acontecem em ritmo frenético, seja para computador ou videogames. Outra febre são os jogos em rede pela internet, onde centenas de pessoas jogam simultaneamente. Fantástico né não?
 
No meu caso (e de meus amigos), somos viciados em “Pro Evolution Soccer” (antigo Winnig Eleven), jogo que retrata fielmente o futebol mundial. Quem gosta de bola, gosta deste jogo, é inevitável.
 
Reproduzimos os campeonatos, contratações nacionais e internacionais, tudo para o jogo se aproximar, ao máximo, da realidade. Sou do tempo do Atari, também tive Mega Drive, Super Nitendo, Play Station 1 e agora PS2 (que já está obsoleto).
 
Alguns defendem a tese que afirma que os jogos estimulam habilidades intelectuais, será? Pode ser. Enfim, é fato que jogos eletrônicos deixaram, há muito, de ser diversão de criança, o mundo midiático se tornou parte de nossas vidas. Tudo bem que não é um hobbie barato, mas é muito, muito divertido.
 
Minha pergunta é: até quando jogaremos videogame? Sei lá, mas com certeza é melhor do que ficar jogando canastra, quando estivermos velhotes (risos).
 

Eu odeio os forçados

                                                                                                     Por Elton Tavares

Em Macapá, temos uma expressão para quem quer parecer o que não é, o famoso “forçado”. Não sei quando o termo foi inventado ou quando começou a ser usado pelas pessoas da banda de cá, mas escutei muito isso nos anos 90, quando um cara queria parecer ter melhor condição financeira, para ser aceito em grupos de patetas que possuíam carros legais. Os forçados fazem de tudo para serem aceitos, se dizem “ecléticos”, (pessoas sem senso crítico musical ou opinião formada sobre música), pois escutam o que tocar, do Brega á Ópera, puxam saco, concordam com tudo, riem de piadas sem graça e coisas do tipo.

A receita para ser um “forçado” era simples, você tinha que usar roupa de marca, puxar o saco dos playboys ou de alguém ligado a eles (geralmente jovens populares com algum talento especial, esportistas, por exemplo, ou o “talento” de ser filho de algum empresário ou político). Além disso, você tinha que ser “coca-cola” em todas as festas, boites e barzinhos.

Conheço neguinho que surtou com este papo. Na época que eu ainda bebia em postos de gasolina (não tenho mais saco para isso, estou ficando velho), vi um cara chamar o frentista de “fudido”, não sei o motivo que iniciou a discussão dos dois, mas me revoltei com aquilo. Eu sacava o moleque que ofendeu o trabalhador, ele era mais um forçado, tipo pneu de barco, que só vai do lado, gente que faz figuração para o mundo de uma minoria idiota.

Não perdi a oportunidade, claro, de aplicar-lhe uma boa cagada: “Ei mermão, respeite o cara, ele está trabalhando, fica na tua se não vás pegar umas porradas”. Não sou bonzinho, mas odeio tais idiotices.

Bom, voltando ao assunto, nos dias de hoje, observo outros tipos de “forçados”, patricinhas com roupas de hippie, mas que são depósitos de caretice. Jornalistas com discursos sobre ética, mas são os primeiros a receber propina. Falsos liberais, que pregam a “gentebonisse” e no fundo são homofóbicos, racistas e xenófobos.

O político corrupto, que em dias de campanha, bate foto com criança no colo, anda no meio do povo, arregaça as mangas e realiza as mais nobres ações. Outro caso comum é o garanhão forçado, que não come ninguém, mas vive dizendo que passa o rodo, inventa histórias mirabolantes sobre meninas que ninguém conhece (potoca pura) ou fantasia com amigas, confunde as coisas e tals.

E os puritanos forçados? Que só dizem agir dentro do politicamente correto, vemos máscaras caírem todos os dias, desconfie de quem é muito certinho.

Tem até o forçado intelectual, que leu meia dúzia de livros, assistiu um punhado de filmes, tem conhecimento musical limitado e conhece pouco sobre política, mas vive opinando sobre tudo, com um jeito de quem tem conhecimento de causa. Estes tipos são cômicos, papagaios que somente reproduzem o que escutam, sem um pingo de bom senso e opinião própria (alguns desavisados me vêem desta forma, risos).

Às vezes, somos um tanto hipócritas, mas não seja um forçado, sempre tem alguém que te saca.

Conheci um cara chamado Hollyland

Eu e Hollyland – 2007
Eu adoro retratar figuras, mas hoje, deixarei a descrição para a minha amiga, a jornalista Mayara La-Rocque. Ela descreve, com perfeição, um velho amigo nosso, o Hollyland. O Holly, como o chamo, é um maluco da velha guarda.
Não vou negar, já fiquei puto com ele em algumas ocasiões (risos), mas é o tipo de pessoa que você não consegue ficar bolado muito tempo com ela. Existem algumas curiosidades sobre o sacana, ninguém sabe ao certo o seu nome ou idade e ele não conta. Claro, adoramos aquele cara. Aí está o texto:
Conheci um cara chamado Hollyland
                                                                                         Por Mayara La-Rocque
Nos conhecemos andando pelas ruas e estradas, pelos caminhos de pedras e terra. Nos debatemos no vazio das horas, em conversas infindas, cerveja e pôr-do-sol. Ele era um cara de muito papo. Tinha a prosa na ponta da língua. Tagarelava a toa, tagarelava com o tempo.

Hollyland era uma figura que nunca se preocupava com suas vestimentas; ora usava calças jeans e camisas de botão, ora bermudas e camiseta; as vezes, as peças eram todas de uma cor só, ou então, de várias cores ao mesmo tempo. Era um cara descombinado. Mas, desajeitosamente, tinha seu próprio jeito de andar; um andar que titubeava pelos bares das esquinas. Usava a barba por assim fazer e dizia que esse era o charrme para o seu sorriso – assim barbudo, seus dentes realçavam mais e seu riso delineava todo o seu rosto.

Apesar de não se importar muito com a aparência, curiosamente, se preocupava com seus sapatos. Estes sim, lhe diriam seu caminho, e até quando continuar andando. Falava pra mim, que seu caminho era um vastidão de terra e por isso seus sapatos deveriam estar destituídos de buracos, para que não possibilitasse a poeira de entrar. Deveriam estar flacidamente confortáveis para que, no trajeto, não machucasse seus pés por entre as pedras.

Hollyland dizia que no início de seu riso, também haveria esse mesmo deserto, no qual se plantariam flores e se emanariam extensões de florestas verdes, verdes, imensamente verdes… Nessas florestas sempre haveria sombras para o seu descanso.

Seus pés sempre foram o sustento de tudo. Os sapatos, o sustento de seu sustento. E o sorriso, a essência desse sustento – a essência da manutenção da vida.

Ele seguia quase sempre debaixo do sol, suando a testa, procurando algo pra fazer, ou simplesmente um barato para curtir. Gostava de um bom papo e quando falava era quase sem pausa, e emitia de quando em quando, um gaguejado. Mas, mesmo assim, parece que nunca perdia a fala. Até que um dia, o vi falar, vagarosamente, sobre o amor. Sua voz pesava tanto quanto os intervalos entre as palavras, e sua boca fechada, deixava um silêncio denso, torto, grosso, espesso… sim, Hollyland também falava de amor. Fazia metáforas. Sentia o amor como uma doença encravada no peito. Não se podia arrancar, não se podia arrancar… nem os remédios podiam curar.

Mas seguia assim, descombinadamente dançando, fazendo motejos com os braços, mexendo para cima e para baixo, e com seus dedos indicadores que apontavam sua própria direção. Com a barba mal feita, malandrosamente rindo, carregava o motriz para que continuasse seguindo em frente. Tinha em mente que enquanto continuasse andando, continuaria sonhando com as flores, com as florestas verdes, verdes, sempre verdes. Sonhando com a sombra, enfim, para o seu descanso.

Colação de grau

Eu com meus amigos Alieneu e Édson – Juramento.
Eu e meus colegas da faculdade Seama colamos grau ontem (10), no Teatro das Bacabeiras. Agora podemos dizer que somos jornalistas por formação acadêmica e com muito orgulho. Mesmo o Supremo Tribunal Federal (STF) ter afirmado que a prática é como corte e costura e que não precisamos estudar para sermos jornalistas.

É inegável que a mídia local melhorou e muito, após a soma da prática dos antigos jornalistas com a teoria dos novatos. Esta interação positiva é vista na qualidade de nossos noticiários, programas de rádio e impressos.

Senti falta de amigos na cerimônia, que foi emocionante, muitas pessoas competentes não colaram grau por adversidades. Formamos juntos com mais três turmas de Comunicação da Seama, de Relações Públicas, Publicidade e Sistema de Informação. Destaque para o discurso da professora Raquel Schorn, que descreveu características de alguns acadêmicos e de si própria.

Pensei que não iria me emocionar ou ficar nervoso. Pensava que era só nos vestirmos de “Harry Porter”, como brinquei com o professor Alexandre Brito, mas aquele momento é realmente único, um ritual de passagem, uma verdadeira vitória.

O ponto negativo foi a organização do evento, que deixou muito á desejar. A outorga demorou demais, ficamos no Teatro das 19:30h ás 23:30h, cansativo. Acho que suei uns cinco litros (risos). Fora isso, o negócio foi bonito, muita gente emocionada, pais e amigos orgulhosos.

Tomara que o juramento de honrar a profissão se concretize. Tomara que eu e meus colegas consigamos questionar e informar, esclarecer fatos e abrir os olhos da sociedade.

Alieneu Pinheiro, uma lição de vida

                                                                                              Por Elton Tavares

Meu amigo Alieneu, sempre com um sorrisão estampado no rosto
Salve amigos! Amanhã (10), no Teatro das Babeiras, no centro de Macapá, será a minha outorga do curso de Comunicação, com habilitação em Jornalismo. Mesmo com o Supremo Tribunal Federal (STF) ter rasgado o meu diploma antes mesmo de eu recebê-lo, estou muito feliz. Hoje falarei de um colega que se tornou amigo, uma verdadeira “lição de vida”.

Durante os quatro anos que passei na faculdade, convivi com muita gente, uns legais e inteligentes, outros, idiotas e fúteis. Um caso que chamou a atenção de todos foi o do Alieneu Pinheiro, de quem me tornei amigo.

Alieneu nasceu em Macapá, no dia 30 de agosto de 74. Quando tinha um ano e nove meses e vida, foi vítima de Poliomielite, enfermidade que o tornou um cadeirante. Todos nós conhecemos pessoas que chamamos de “viradas”, gente trabalhadora, que vence adversidades com sorriso no rosto. Assim é Alieneu.

“Agradeço ao todo poderoso por ter permitido isso, imagine se eu tivesse adoecido com 12 ou 16 anos? Teria ter de lutar com a minha aceitação e seria muito difícil. Como a doença se manifestou ainda criança, vejo a minha vida assim, não tenho de lutar comigo mesmo”, afirmou Alieneu.

Alieneu explicou como se interessou pela nobre profissão:

“Na adolescência eu tinha o sonho de ser advogado. No ensino médio eu tinha um amigo, Alan Sotelo, conversarmos em fazer o vestibular da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) para o curso de Direito. Ao terminar o ensino médio, ele tentou e passou.

Eu não cheguei a fazer o vestibular e me acomodei por muito tempo. Aos 30 anos, pensei: ‘tenho de correr atrás de um profissão’, então me escrevi para o vestibular da Seama, me escrevi para direito, e a minha segunda opção de curso foi jornalismo. Não consegui passar em direito “graças a Deus”, então me matriculei no curso de jornalismo e aqui estou. Amo o que eu faço”, disse ele.

A “deficiência” é somente uma vírgula na sua vida, já que ele consegue fazer tudo e até mais que muitas pessoas. Contudo, Alieneu disse que sofreu muitos preconceitos, infelizmente, as coisas ainda são assim, não só no Amapá, mas no Brasil e mundo.

“Lembro que um dia fui ao banco receber, fui de mototaxi; entrei na agencia e saquei o dinheiro. Ao sair tive de ficar em frente ao banco para esperar o moto-taxista foi ai que um cara se aproximou e me ofereceu 5 reais, fiquei sem jeito, mas falei a ele que eu não precisava, e que tinha acabado de receber. Ele disse que era a primeira vez que ele via um deficiente recusar dinheiro. Sabe o que é, a sociedade vê o deficiente como uma pessoa que só serve pra pedir…esquece que ele pode ser útil a essa sociedade. é só ela nos dá um oportunidade que podermos provar isso”, desabafa.

É amigos, mesmo com uma Lei que determina que pelo menos 2% do efetivo das empresas deve ser composto por deficientes físicos, não é bem assim que acontece. As empresas estão começando a cumprir a legislação, mas o desemprego ainda é grande entre os portadores de necessidades especiais.

Existe falta sensibilidade do empresariado em ampliar o número de vagas. Além disso, o despreparo e falta de qualificação profissional de quem precisa de educação especial é outro problema. Alieneu Pinheiro faz parte da estatística de portadores de necessidades especiais que conseguem ingressar no mercado de trabalho. Ele está em um grupo ainda mais restrito, porque não possui apenas um, mas dois empregos.

Alieneu é exceção, além de estudar na Seama, ele trabalha há quatro anos na própria faculdade e conseguiu um outro emprego no contra turno no setor administrativo de um estabelecimento de saúde.

Resolvi escrever sobre Alieneu por conta da sua história bonita, sofreu preconceito, dificuldades financeiras, enfim, uma série de adversidades, mas tudo com um bom humor invejável e quase inabalável. Ele é, com toda certeza, uma dessas pessoas com espírito guerreiro, que não precisam de pernas para correr mais rápido que os estúpidos.

Eu fui várias vezes á pé para casa, junto com Alieneu. Na época, eu estava fazendo dieta e andar os 3 ou 4 km (não sei ao certo) do Seama para a minha casa ajudava muito. Íamos conversando sobre o curso, sobre colegas e afins. Ele sempre me chamava atenção sobre as minhas freqüentes faltas: “Porra gordo, tu estás vacilando, vamos levar o curso á sério”.

Outro fato que nunca esqueço é a frase: “Eu já vou, não posso beber muito, pois estou dirigindo”. Ele sempre dizia isso quando estávamos no boteco em frente á faculdade, após tomar algumas cervas.

Infelizmente, minha turma não levará o nome de Alieneu. Apesar de eu gostar muito do homem que receberá esta homenagem, o professor Carlos Magno (outro espírito iluminado). Eu não fui à reunião que definiu isso, mas foi uma falta de discernimento tremenda. O importante é que estaremos juntos amanhã, no momento que esperamos durante quatro anos.

O modismo boêmio de Macapá

                                                                                                       Por Elton Tavares

Eu estava pensando com os meus botões sobre o que escrever, a Dan me deu a idéia de descrever o modismo noturno de Macapá. Sim, sou do tempo que os jovens “charlavam” andando a pé ou de carro na frente do antigo Novotel, hoje Macapá Hotel. Como sou nostálgico, me parece que aquele tempo que era bom.

Todos iam para a então Praça Zagury, nossa atual Beira Rio, uma cocotagem só (risos). Na época, ia todo mundo para o mesmo lugar por pura falta de opção, mas hoje em dia, a população cresceu, mas todos, ou a maioria, ainda praticam o tal modismo boêmio. Quando abre um novo “lounge”, “pub” ou qualquer nome fresquinho para boteco de luxo, vai todo mundo para lá.

Não importa o preço ou se está cheio de pavões com seus narizes empinados e suas roupas de marca. Não importa se o figura come ovo de dia (nada contra, adoro um “bife do olhão”), mas de noite, está com sua garrafa de Red Label (ou Ice, como queiram) no barzinho da moda, boite então, nem se fala. Não importa se o atendimento é péssimo, o que eles querem é bater foto para coluna social ou site de patetas na festa.

Às vezes, vou nestes lugares, não para “charlar” e sim para agradar um amigo ou alguém que gosto, que quer muito tomar uma long neck de R$ 4,00 e ouvir “pop rock” (odeio este termo controverso, é como “guerra santa”, é geralmente usado para rotular bandas como Jota Quest, NX0, CPM22, enfim, música fuleira).

Entre os locais que me refiro estão a Mipiza, Oficina, Zázzas ou Portau (é com “u” mesmo). Nestes recintos, a cerveja, ou qualquer outra bebida, é cara, o atendimento é horrível, as mesas são insuficientes para a massa (de Maria-vai-com-as-outras) que prestigia a tal sucursal do inferno, que está sempre lotada.

É sempre o mesmo papo: “Ei, abriu um bar paidégua, bonito e refrigerado (que sempre fica um calorzão lotado), vamos lá asilar as gatinhas”. Puta merda! Alguns podem me chamar de retrógrado, chato, ou algo assim, ledo engano. Não sou contra as mudanças, se forem para a melhor, tudo bem, mas não é o caso.

Prefiro meus botecos rotineiros, Bar do Francês e Norte das Águas, onde tem música e gente legal, onde o papo não é sobre o cargo do fulano ou o carro que ele anda.

O boteco que tem cerva gelada, um bom rock ou samba tocando é muito melhor que os tais lounges ou pubs, se estivermos com os amigos então, é festa. Isso é o que acho e ponto. Se você é um “baladeiro” modista e é feliz assim, sorte sua (risos). Amo minha cidade, mas que tem dessas coisas isso tem. Talvez aconteça em todo lugar, mas moro aqui e só falo do que sei.


Ressaca

Imagem: Google
Eu sou um boêmio nato, adoro estar pelos botecos da cidade trocando idéias com os amigos. Quando meu irmão está aqui então, é gelada no centro, como dizem alguns. Hoje resolvi dar uma pausa, afinal, ninguém é de ferro e estávamos em uma maratona de farras desde terça (risos).

Passei o domingão vendo TV com a patroa e curando a mardita ressaca. Isto me lembrou um e-mail que recebi há tempos, não sei quem o escreveu, mas descreve a situação “Morgante”.

Aí está:

“Acordo. Ou melhor, sou retirado de um turbilhão confuso de pensamentos e lembranças que precisariam de mais umas quatro horas para que fossem chamados de sono pelo blá blá blá longínquo de um locutor de rádio que saía do rádio-relógio mal sintonizado.

Entre isto e acordar há um abismo de diferença. Sento na cama.Imediatamente o quarto dá uma volta completa em torno do que restou do meu fígado e eu lembro que estou de ressaca.O giro do quarto somado à sensação de que estou vestindo uma meia de algodão na língua estimulam o meu primeiro pensamento lúcido do dia e talvez um dos únicos: puta-que-pariu!!

Depois de deitar e levantar umas 10 vezes, em uma dúvida cruel entre pedir demissão para dormir mais um pouco e chegar até o chuveiro para salvar o meu emprego, decido manter-me no mercado de trabalho e vou cambaleando até o banheiro. Faço uma parada no corredor e tomo 750 ml de água no bico da garrafa térmica. Os 250 ml restantes escorrem pelos cantos da boca molhando aminha camiseta.

Chego até o espelho do banheiro, vejo o meu reflexo com um misto de pena e uma expressão do tipo depois-eu-converso-com-você-mocinho.Dou aquela checada no pânceps-aquele músculo logo abaixo do abdômen, mas nem me dou o trabalho de encolhê-lo. Preguiçosamente começo a escovar os dentes.

A secura da desidratação alcoólica molhada pela água há pouco ingerida formaram uma gosma espessa de cuspe que em contato com a pasta de dentes começa a produzir uma quantidade inominável de espuma na minha boca.Depois de quase engasgar, entro no chuveiro determinado a tomar um banho gelado.

Mas ainda não foi desta vez. Eu tenho alguns pensamentos recorrentes quando estou de ressaca, como a obrigação auto-impingida de tomar um banho frio, parar de fumar pelas próximas três semanas, e outras mais comuns.É claro que, como toda promessa de ressaca, no dia seguinte você está fazendo tudo de novo.

Mas uma coisa que eu nunca consegui foi tomar banho gelado para curar bebedeira. Claro que não estou contando aquele banho de roupa que sua mãe (ou avó, ou tia, ou namorada, ou irmão) t e deu quando você tomou o primeiro fogo. Ah! O primeiro porre! Este passaporte de entrada para um universo que começa em euforia, termina em arrependimento e tem uma complicada contabilidade de horas de sono no meio.

Este universo com o qual você vai conviver durante toda a sua vida adulta, só saindo dele através de um SIM proferido em uma igreja, templo, mesquita, ou qualquer que seja o foro apropriado da sua religião. E olhe lá!

Este universo que você só vai perceber quando for tarde demais, consome todo aquele dinheiro do plano de previdência privada que você nunca fez, apesar das constantes investidas da sua gerente do banco.O universo do macho solteiro.

Quando volto a mim, ainda estou debaixo do chuveiro com os olhos fixos em nada, divagando sobre estas e mais uma porção de outras bobagens.

Recomeço a função mecânica matinal, um tanto prejudicada por um conflito inequívoco de hardware.< BR>Ao lavar os olhos, só consigo deixá-los mais vermelhos, já que com tão poucas horas de sono o corpo nem deu tempo de produzir remela suficiente.

Em compensação o nariz trabalha incessantemente produzindo cacas enormes, escuras e malcheirosas que dão um prazer imenso de tirar, produzir bolinhas, e dispô-las com um peteleco.Não me recrimine, o banheiro serve para essas coisas. Feio é fazer no trânsito…

No meio do banho, eu olho para ele. Ele quem? Ele, oras. O seu companheiro que neste momento está encolhido, ensopado, sujo e mal-humorado (sim, ele tem humor!). E aí você começa a lembrar da noite anterior.E aí começam os seus problemas.

A coreografia de “Ganso do Sargentelli” que você fez para as amigas da sua prima. Aquela hora que você acreditou piamente que era o cara mais bonito do lugar e ficou trocando olhares com todas as mulheres, você de sedução, elas, de desprezo ou piedade.

Aquele beijo que você tentou arrancar a força da garota mais feia do lugar, e não conseguiu.E finalmente, aquele momento em que você se tornou milionário, pediu uma garrafa de Taittinger para brincar de pódio de Fórmula 1 (cantando tã tã tã!) e encerrou a noite deixando o restante do seu salário em um prostíbulo de luxo, não sem antes tentar sexo gratuito com todas as “amigas” da casa (afinal de contas você ainda era o cara mais tesudo da cidade).

Daí para frente, só o que você vai sentir ao longo do dia são pequenas dores, morais e físicas, causadas pela noite anterior. A taquicardia provocada pela quantidade paquidérmica de energéticos que você ingeriu, o telefonema da sua gerente do banco dizendo que só aumenta o seu já estourado limite se você fizer o tal do plano de previdência, uma vontade incrível de ir ao banheiro para um número 2 que você segura porque não há bidet no escritório e você também não quer interditar o toalete.

Além do maço de cigarros, todo úmido e amassado que você insiste em manter no bolso mesmo que jure para si mesmo que vai parar de fumar até que, depois de fingir que trabalhava o dia inteiro, chega o final do expediente, toca o telefone e você ouve aquela voz familiar:

Faaaaaala, seu mééééééérda! Onde é a cachaçada hoje???!? Pronto. Começa tudo de novo.”

Algumas chatices da terra que amo

                                                                                                                       Por Elton Tavares

Cena do filme “Deby e Lóide – Imagem Google
Eu andei pensando no comportamento de nossa gente. Eu amo o Amapá, nasci e cresci em Macapá, onde fiz muitos amigos e alguns inimigos, mas aqui acontece cada coisa. Não podemos, nunca, culpar as pessoas que não tiveram chance de escolher, falo aqui das que tem e adoram ser parte dos fatos que citarei. Para ser mais exato, falo da juventude de classe média, da qual faço parte. (Se bem que estou quase deixando de ser jovem, RS)
Ser “cool” em Macapá é comprar roupa de marca em loja famosa. Ir para a boite no sábado à noite, ter um carro legal e, é claro, ter sempre seu abadá em mãos. Puta que pariu! As conversas são sempre as mesmas, pessoas que falam de pessoas importantes ou “populares”, cargos, carros, roupas, e todo tipo de futilidade. Muitos querendo ser o que não são e outros curtindo a puxação de saco. Se as coisas não mudarem, a mediocridade reinará para sempre.
Em nosso Estado, a mídia auditiva dominante é o Tecno Brega, a batida nos dá a impressão que estão tocando a mesma música. A musicalidade é de gosto duvidoso e foi importada, como várias outras coisas, do Pará. Entretanto, faz mais sucesso do que a dita Música Popular Amapaense (MPA) ou o Marabaixo, que são genuínas da nossa cultura, como diz um bordão que rola por aqui, “coisas tucujús”.
Na primeira metade dos anos 90, quando adolescente, eu e meu grupo de amigos escutávamos rock e éramos tachados de marginais. Os filhinhos de papai que saíram de Macapá para estudar voltaram tatuados e escutando o mesmo estilo musical. Agora são descolados. Pôtaqueparéu! Nunca precisei sair daqui para deixar de ser otário. Devo a minha consciência cultural as experiências que vivi e a minha família, que me ensinou a separar o joio do trigo.
Lembro de ir tomar gengibirra, em companhia do meu falecido pai, no Marabaixo do Laguinho. Coisas assim forjam o cidadão, escutar Chico Buarque e outros monstros da música nacional em reuniões na casa da minha avó, procurar não acompanhar a sedenta moda, tão importante para alguns. Pequenas coisas fazem falta para muitos e eles nem percebem. Se você está lendo este texto e achando arrogante, é por está nesta esteira de linha de montagem de babacas, senão, está rindo, no mínimo.
Na capital amapaense, andar por aí de “abadá” é sinal de status, se tiver escrito o nome de uma famosa banda baiana então, é ducaralho! Rs, sinceramente, é medíocre. Eu amo o nosso carnaval, em minha opinião, o melhor do Norte do Brasil, já que o de Manaus é pura Toada, bom para eles. Em contrapartida, odeio as ditas “micaretas”. Já participei deste tipo de “divertimento” no início da década passada, mas deu no saco. Tudo “mais do mesmo”.
Estes foram alguns pontos negativos de nossa cidade, que tem muitas coisas ótimas, como culinária, famílias de bem, povo hospitaleiro e muita gente que progride pela força do trabalho. Eu citei somente alguns comportamentos do nosso cotidiano. Não pensem que estou metendo o pau na minha terra, longe disso, comento estes casos por conta da mediocridade coletiva que assola nosso povo.

O playboy falido

                                                                                                Por Elton Tavares

Cena do filme “Meu Nome Não É Johnny” – Imagem Google


Fico observando o comportamento de algumas figuras em Macapá North City. Um caso comum é do playboy falido, aquele cara que já teve muita grana (ou o pai dele) e quebrou. Na maioria dos casos, este tipo de ex elite não suporta ser mais um na multidão, até porque é totalmente despreparado para a competição do tal “mundo cão”.

Uma minoria destes parasitas sociais muda, resolve trabalhar, estudar, coisas que um cidadão comum faz para melhorar sua vida. Mas em 80% dos casos, eles se tornam moleques de recado de algum “granado” que conheceu quando ainda estava na alta roda.

O pior tipo de ex playboy é o que vira bandido, vive de rolos e até mesmo tráfico. Acompanhei um caso destes de perto. Este personagem segue, há cerca de oito anos, uma vida de atropelos sem igual. Dizem por aí que o inferno é aqui mesmo, se é eu não sei, mas vez ou outra tenho notícias do dito cujo, que está com a lama até o pescoço e afunda a cada dia. Eu conheço muita gente legal que tem grana e não age como se não cagasse, RS.

É, são muitos casos de fulaninhos que viraram bandidões, acontece sempre. A boa vida, a falta de responsa, tudo é cobrado, um dia. Sobre o personagem em questão, nos dias de hoje, ele vaga por aí doidão e pagando de descolado, pobre diabo.

Como gosto de música, lembrei-me de uma do início da carreira do Gabriel, o tal Pensador. Tem tudo a ver com o que este tipo de espírito umbral representa:

“Sou playboy e vivo na farra
Vou à praia todo dia e sou cheio de marra

Eu só ando com a galera e nela me garanto

Só que quando estou sozinho só ando pelos cantos

Porque luto Jiu-Jitsu, mas é só por diversão

(É isso aí meu cumpádi, my brother, mermão!!) “