E o Boeing decolou de Macapá

                         Por Régis Sanches
Bonner, o objeto de desejo da mulherada amapaense (risos)
No fim da década de 1960, Armando Nogueira, então chefe de jornalismo da TV Globo, formou a estrutura daquele que é hoje o telejornal mais antigo do país, e o de maior audiência. Em novembro de 1969, estreava o Jornal Nacional, com apresentação de Heron Domingues e Cid Moreira. Como registro do histórico momento, Armando escreveu “E o Boeing decolou” no primeiro script do programa dirigido por Alfredo Marsillac.

Falecido aos 83 anos, em março deste ano, Nogueira era um mago das palavras e transgrediu a fronteira do papel-jornal para a televisão. Foi o homem-forte do jornalismo da Globo, com Alice Maria como seu braço direito até 1990, quando o desgaste provocado pela tensa relação entre ele e Alberico Sousa Cruz provocou sua saída.

Na última segunda-feira, 23, o Boeing projetado por Armando Nogueira decolou de Macapá. Ancorado pelo dublê de galã William Bonner, o programa estreou o projeto JN NO AR, idéia do repórter Ernesto Paglia. A bordo de um jato patrocinado pelo Bradesco, Paglia decolou de Macapá para, a cada dia, de uma cidade diferente, enfocar o Brasil real em 27 reportagens exclusivas.

Como Macapá foi uma escolha pessoal de Paglia para inaugurar o seu projeto, a capital amapaense, a depender da sorte, poderá ser sorteada para sediar mais uma edição do JN NO AR. Mas o que se viu na estréia foi um show de tietagem.

Transmitido ao vivo em frente a um dos 8 baluartes da Fortaleza de São José de Macapá, uma multidão, a maioria de mulheres à beira da histeria, se comprimiu para “ver” o “colírio” Bonner. Parecia que Bonner não é um jornalista sério editor-chefe e apresentador do telejornal de maior audiência do país. A impressão é que estava no palco o cantor Wando, um dos reis do estilo brega, até porque havia mulheres dispostas a atirar suas calcinhas em cima dele.

É uma pena. As faculdades de Jornalismo de Macapá perderam rara oportunidade para instruir seus alunos em torno de uma aula ao vivo de telejornalismo. Ernesto Paglia é um dos mais brilhantes repórteres da TV Globo. A equipe de 40 pessoas da maior rede de TV brasileira aterrissou em Macapá com 3 toneladas de equipamentos.

Mas as macacas de auditório só tinham olhos para o apresentador-galã. É bom lembrar que William Bonner não é ator, nem Faustão e muito menos o Chacrinha. Escrevo isso porque também sou jornalista e Jornalismo e Imprensa são coisas sérias, em que, nem por brincadeira, vale uma tietagem.

Humor sem Censura

Hoje (22), ás 15h, na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), artistas e jornalistas farão uma caminha em protesto ao decreto Lei que proíbe humoristas de falarem sobre os políticos durante o período eleitoral. Isso tem mexido com o humor dos comediantes, que não estão achando a menor graça. Indignados com a proibição, humoristas cariocas convocaram os colegas de profissão, bem como a população, para participarem da passeata “Humor sem Censura”. É isso aí, nenhum tipo de censura é permitido, senão a moda pega e lá vai merda.

Durante o evento, os humoristas farão leitura de um manifesto e recolherão assinaturas para um abaixo-assinado, que será entregue ao Ministro da Cultura, Juca Ferreira, para que se reverta esta censura.

Além do “Comédia em Pé” (grupo que idealizou o evento), “Rock Bola”, “Pânico na TV”, “Casseta & Planeta”, “Os Caras de Pau”, “Melhores do Mundo”, “Zorra Total”, “Clube da Comédia”, “Os Barbichas”, “Plantão de Notícias”, “CQC”, “Legendários”, “Comédia MTV”, Bruno Mazzeo, Paulo Bonfá, Chico Caruso, “Jacaré Banguela”, “Anões em Chamas” e Kibe Loco confirmaram presença.

Eu sou fã de toda essa galera aí de cima, os palhaços inteligentes precisam ter liberdade.

MTV cancela debate entre presidenciáveis

É duro ser a MTV. A emissora parece consciente que perdeu toda a relevância com o público jovem. A chamada Geração Y prefere assistir gatos tocando piano no Youtube do que perder tempo assistindo a videoclipes. Bem, em uma tentativa de mudar o foco e ganhar algum status de seriedade, a MTV Brasil decidiu fazer um debate entre presidenciáveis que estava marcado para o dia 24/08. O problema é que os dois principais candidatos Dilma Rousseff e José Serra abandonaram o barco. Resultado? O debate ficou sem um quórum mínimo (que era de três candidatos). Portanto, o encontro foi cancelado. É mesmo duro ser a MTV…
Dilma Rousseff, do PT, e José Serra, do PSDB, esnobaram a MTV. Será por que eles se acham jovens? Afinal de contas, ambos já têm até twitter. Sim, no Brasil todo mundo quer ser Barack Obama. Mesmo que ligue o computador somente por acaso e acesse a Internet através de uma intervenção divina…
Curiosamente, o debate da MTV seria o único em que os candidatos responderiam às perguntas do eleitor, principalmente o jovem entre 16 e 34 anos, faixa etária da audiência do canal. Quer dizer, seriam questões como: será que dá para baixar o preço do Playstation 3? Vai haver algum bolsa-acne? O Restart pode compor um hino nacional mais fácil de decorar? É… até dá para entender a desistência dos candidatos.
Mais de mil perguntas foram enviadas pelos telespectadores. Do total, apenas 50 foram escolhidas para o debate. Como o cancelamento, a emissora informa que está estudando uma maneira de aproveitar as perguntas. A sugestão é mandar o Cazé para Brasília (com uma passagem só de ida) e mandar ele ficar na frente do Congresso com um megafone repetindo incessantemente os questionamentos. Até ele perceber que os presidenciáveis não estão lá fazendo campanha, a MTV já contratou outro para a vaga…
Vale à pena responder à MTV a insistente pergunta da chamada do malfadado debate: quem disse que só tem um jeito de fazer debate eleitoral na TV? A justiça eleitoral MTV, a Justiça Eleitoral…

Festa escrôta!

                                         Por Elton Tavares
Olá amigos leitores. Este blog está, humildemente, pedindo desculpas públicas pela divulgação MENTIROSA da festa “Beijo me liga!” (três posts atrás), realizada ontem (17) na boite “Disco Gloss”.

No flyer do evento, postado aqui por mim, estava escrito que seria uma festa “rocker”. Tudo bem, tocou rock and roll, mas só no início da festa. Depois só rolou música escrôta, dance e mais dance, uma cocotagem geral.

Porque não avisaram que o rock seria só um aperitivo? Que sons palhas como Lady Gaga seriam dominates? Foda-se!Resumindo, foi mais uma promoção mentirosa, que usou da boa vontade e inocência dos apreciadores da boa música para chamar o público. Enfim, foi uma merda!

Tô cansado de divulgar “baladas” escrôtas, que não passam do “mais do mesmo”. A partir de agora, este espaço só divulgará eventos que cumpram realmente a proposta anunciada, doa a quem doer. Ah, isso é o que eu acho (e que muita gente que falei por lá também). E tenho dito.

Coito interrompido

                                      Por Elton Tavares
O cara do “futebol moderno”.
As seleções da Holanda e Espanha decidirarão amanhã (11), na África do Sul, quem será o novo campeão mundial de futebol. Que merda! Nós é que deveríamos estar na final da Copa 2010. Como sou um apaixonado pelo futebol, não falo com a razão e sim com a emoção de torcedor frustrado. A eliminação prematura foi um verdadeiro coito interrompido, um aborto emocional.

Já imaginaram como seria? Estaríamos ansiosos, com a festa pronta, cerveja gelando e carne do churrasco no freezer. Bom, paciência, amanhã sou Holanda desde gitinho, quero me auto consolar, fingindo e dizendo que “perdemos para o campeão”.
 Dia desses, li a frase, que ofereço a estes dois desgraçados: “Vocês são cogumelos, deveríamos jogá-los em um quartinho escuro e alimentálos com merda”. Eu queria dizer isso aos dois, Dunga e Felipe Melo.
Para coroar a inconpetência destes dois, ofereço a música “Tô tristão”, dos comediantes do Casseta & Planeta. Afinal, tem coisa melhor do que rir da própria desgraça? (risos).

Tô Tristão – Casseta & Planeta

Eu tô tristão
Tô sofrendo pra caralho
Eu me fudi
Sou carta fora do Baralho 

Mas quem mandou
Quem mandou nascer babaca?
Ela não quis
Eu fui sozinho pro Maraca
Aos dois minutos
O Zicão saiu de maca
E lá em casa
Ricardão fez gol de placa

Marquei com ela
Um cinema e um chopinho
Botei a beca
Fiquei todo mauricinho
Levei um bolo
Mas já estou acostumando
Um dia é Pedro, outro é Luís, outro é Fernando

Sou muito chato
Eu sou meio mais ou menos
E além de burro
Ainda tenho pau pequeno

Eu sou um merda
Um Zé mané, um zero a esquerda
Se eu morrer
Ninguém vai sentir a perda

Adeus Copa 2010…

                                                           Por Elton Tavares
A Copa 2010 acabou de forma melancólica para nós. Não adianta agora enumerar os problemas, que eram muitos, de nossa seleção. Ao término do primeiro tempo, quando vencíamos da Holanda, vivemos um verdadeiro furor, pensávamos:” Cacete! Nosso time é uma máquina!“, ledo engano. Na segunda etapa, uma letargia tomou conta da equipe canarinho.

Como eu disse, não vou falar de muitos problemas, somente de um, o principal. Se não bastasse a apatia do time, “ele” fez o que eu disse no texto “Eu tenho medo do Felipe Melo”, enfim, cagada. Melo é um tipo peculiar de jogador, uma espécie de Dunga piorado. A Glogo cuidará da crucificação do Dunga, mas quem fará isso com o Felipe Melo? Eu queria muito poder dar uma surra. Ah se eu pudesse dar ao menos um murro naquele idiota.

O que dói mais é saber que a Holanda não jogou bola, jogou no erro brasileiro, perdemos para o “bom” desempenho de três jogadores a favor da Holanda, Roben, Sneijder e Felipe Melo, claro. Essa Copa foi foda, cheio de resultados inusitados, placares pífios e zebras africanas. Isso sem falar na bola, culpada pelos frangos jabulânicos e deu muito que falar.

E o Mick Jagger? Égua-moleque-tu-é-doido! O cara é uma zica ambulante. A uruca persegue todo time que ele torce. É incrível, o cara é uma verdadeira “rasga mortalha” (aquela coruja branca, que segundo a crendice nortista, trás má sorte quando emana uma espécie de grito, assim como o agorento roqueiro). O velhote torceu para os Estados Unidos e os americanos foram embora, torceu para a Inglaterra e os ingleses pegaram uma taca da Alemanha. Não satisfeito, o doido torceu para nós e a gente sifu!

E o comercial da Brama? A cervejaria é mesmo ótima em “plano B”, eles já tinham um comercial gravado para a eliminação brasileira. Também né? O garoto propaganda deles é o técnico retardado com nome de anão, o Dunga (risos).

Agora vou torcer para que o título seja conquistado pelo Paraguai ou Uruguai, afinal, a única seleção sulamericana que não gosto é a Argentinha. Ta bom, se os espanhóis vencerem a Copa também está beleza, afinal, eles nunca ganharam uma.

Pelo menos os “hermanos” caíram de quatro hoje, literalmente de quatro. Falando neles, li, no blog Kibe Loco, a seguinte frase: “É melhor chupar laranja do que salsichão!” (risos). É, nem nós e nem eles. Bom, daqui a quatro anos tem de novo e dessa vez, no Brasil.

Cala a boca Galvão, seu merda!

                                                                                                 Por Elton Tavares
Foi plantada na internet uma informação sacana, engraçada e mentirosa, a campanha “Cala a boca Galvão”. Eu soube que tuiteiros brasileiros afirmaram a frase é parte de uma canção inédita da Lady Gaga (aquela feiosa que quer ser a nova Madona), só que o papo ganhou uma versão muito mais paidégua, disseram aos gringos que “cala boca” significaria “salve / salvem”, e que “galvão” seria uma espécie de ave em risco de extinção.

Segundo a potoca, cada vez que a frase “cala boca galvão” é enviada pelo Twitter, US$ 0,10 cairia na conta da “Galvao Bird’s Foundation” (campanha fictícia que corre o mundo, e parte dele pensa que é verdade).

Enfim, Não sei quem foi que começou, mas os gringos pensam que a sacaniada é “De Rocha”. Eu, e a maioria das pessoas que conheço, odeiam as narrações e bordões idiotas do Galvão Bueno. A coisa pegou tanta força que até o Bart Simpson escreveu “Cala a boca Galvão” no quadro, na abertura do desenho animado Os Simpsons. Estou aderindo hoje, justamente porque sei o que quer dizer a frase, pois não agüento mais o “comunicador” da TV Globo.

Além dos comentários idiotas, clichês e colocações medonhas do narrador, Galvão ainda seca os atletas com os seus “agora vai” e afins. Eu queria poder completar a frase com duas palavras: CALA A BOCA GALVÃO, SEU MERDA!!!

Jogo chato

Não tenho muito a dizer sobre o jogo de ontem (25), entre as seleções do Brasil e Portugal, válido pela terceira rodada da Copa do Mundo 2010. A partida foi chata, uma verdadeira bola murcha. O confronto, recheado de estrelas, apresentou um futebol quadrado, desinteressante e sofrível. Deu calo nos olhos.

Mas está valendo, afinal, é Copa. O importante é que o Brasil passou em primeiro do seu grupo e prolongou nossas reuniões “patriotas etílicas” (risos). Vamos Brasil!

Recadinho

Blues da Piedade – Cazuza, Frejat



Agora eu vou cantar pros miseráveis


Que vagam pelo mundo, derrotados


Dessas sementes mal plantadas


Que já nascem com caras de abortadas


Pras pessoas de alma bem pequena


Remoendo pequenos problemas


Querendo sempre aquilo


Que não têm


Pra quem vê a luz


Mas não ilumina suas mini-certezas


Vive contando dinheiro


E não muda quando é lua cheia


Pra quem não sabe amar, fica esperando


Alguém que caiba no seu sonho


Como varizes que vão aumentando


Como insetos em volta da lâmpada


Vamos pedir piedade


Senhor, piedade


Pra essa gente careta e covarde


Vamos pedir piedade


Senhor, piedade


Lhes dê grandeza e um pouco de coragem.


Quero cantar só para as pessoas fracas


Que tão no mundo e perderam a viagem


Quero cantar os blues


Com o pastor e o bumbo na praça.


Vamos pedir piedade


Pois há um incêndio sob a chuva rala


Somos iguais em desgraça


Vamos cantar o blues da piedade

Copa jabulainada

                                                 Por Elton Tavares
A Copa do Mundo de 2010, realizada na África do Sul, é diferente de tudo que vimos no futebol até hoje. A competição já está na sua segunda fase e vimos, até agora, uma porrada de resultados inusitados, por placares pífios, além de frangos homéricos. Falando nas falhas dos goleiros, muitos atribuem as lambanças a famigerada bola do torneio, a tal “Jabulaini”.

Mas uma coisa me intriga, porque a bola atrapalha todo mundo menos a Argentina? Tudo bem que os “hermanos” não enfrentaram grandes times, mas a nossa seleção também não. Eles já conseguiram uma goleada, tomara que o Brasil dê uma porrada na Costa do Marfim. Queremos o bom e velho futebol, de placares elásticos, dribles e passes geniais, jogadas bonitas, enfim, espetáculo.

Porra, que diabos de Copa é essa? O grande personagem do mundial é o Maradona, um ex jogador (tudo bem, um GRANDE ex jogador) que é um técnico medíocre, putaqueparéu!

Quero que a Seleção Brasileira se sagre hexacampeão, mas será que para isso temos que jogar retrancados, como em 1994? O problema é que, nos dias de hoje, não temos nenhum Romário. Bom, apesar disso tudo, estou na torcida. Vamos Brasil!

Eu odeio olho gordo!

                                   Por Elton Tavares
Uma das piores coisas da vida, no meu ponto de vista, é o olho gordo. Eu odeio gente invejosa, conheço uma figura que se queixa (abertamente) pelo fato de ganhar menos que o colega. Porra, cada um com seus méritos. Tem pessoas que adoram colocar o olhão no carro dos outros, na casa do vizinho e até na roupa alheia.

Se você aparece com algum objeto novo então, é um Deus nos acuda, começam as infames indagações: “Quanto foi? Ou onde compraste?”, ou os comentários sórdidos: “Tá podendo..” ou “Tá roubando”. Puta merda!

Já teve vizinho que foi perguntar para a minha mãe, quando minha genitora comprou um carro novo, quanto o veículo havia custado. Égua! Odeio a indiscrição, a inveja latente, saltando dos olhos dos infelizes.

Mas a pior coisa mesmo é a inveja de quem você é, inveja pelo fato de você ser popular, ter muitos amigos e ser carismático, apesar de não fazer nenhum esforço para isso. Logo dizem que és isso ou aquilo, inventam historinhas, fazem fofoca e tentam lhe derrubar.

Na maioria dos casos, os invejosos são pessoinhas medíocres, aqueles que só fazem figuração na vida. Acham que são ofuscados pelo sucesso alheio, são recheados de frustrações e não transam direito. Conheço pessoas assim dentro da minha família, conheci na faculdade e ambiente de trabalho (atual e em todos por onde passei).

Eu garanto uma coisa, não tenho inveja de ninguém. Não sou rico, não tenho carro, não esbanjo e nem ostento, até porque não sou granado. Mas tenho uma vida legal, procuro somente trabalhar, não fazer fofoca, não me interessar pelo que não é relevante. Se algum destes fulanos invejosos lerem este texto, se identificarão na hora, então, se toquem, seus idiotas.

O show do Biquini Cavadão foi o melhor no Amapá

Tomado por frustração, critiquei ontem mais um show de axé em Macapá. A falta de boas atrações (de fora do Estado) na capital amapaense, para o público pensante, é latente. Eu fui a vários showzaços em Macapá, Titãs na Chopperia da Lagoa, Lô Borges (também na Chopperia), Nando Reis (na Fazendinha e no Ceta Eco hotel), Lobão e Capital Inicial (em edições distintas da Feira Agropecuária), Autoramas (nas três vezes que eles vieram aqui), etc. Mas nenhum show no Amapá se compara ao do Biquini Cavadão, em dezembro de 2006, em Santana.
A apresentação da banda, que foi contratada pela Prefeitura daquele município para a festa de aniversário da cidade, foi emocionante. Fui de buzão, uma verdadeira missão, mas valeu à pena. O Biquini tocou todos os seus sucessos e alguns covers clássicos do rock nacional e internacional. Meu amigo Ewerton até subiu ao palco e cantou com os caras. O ápice da apresentação foi a execução da música “Timidez”, grande hit da banda.
É disso que sinto falta, shows de rock (de qualidade). Tudo bem, volta e meia vem os “Zumbidos do lado B”, alguma “ascendente banda” do circuito underground (risos). Mas eu sou da antiga, eu gosto de som novo e também das velhas. Bandas que ainda são muito boas e que poderiam tocar em Macapá ou Santana.
Fica a dica para o empresariado amapaense, já temos público para isso, basta ser showzão. Sobre a apresentação do Biquini Cavadão, leiam o que o Bruno (vocalista da banda) disse sobre o show de Santana.
Um Show Na Linha do Equador (depoimento do Bruno, vocalista do Biquíni Cavadão)
O Amapá sempre me fascinou. Primeiramente pela sua característica geográfica, na foz do Amazonas, o tal Oiapoque que a gente aprendia quando criança como sendo o extremo Norte do país (estudos hoje dizem que Roraima é que detém este marco) e o fato de ser a capital que ficava na linha do equador.Em 1992, estivemos em Macapá. Lembro-me como se fosse hoje. Um bandeirante bimotor fez o trajeto Belém Macapá por duas vezes para que nossa equipe toda chegasse. Eu, Coelho, e mais alguns da banda fomos antes.
Ao chegarmos à cidade, tivemos tempo de visitar a fortaleza que estampa a bandeira do estado e que vale a pena conhecer. Também fomos ao Marco Zero. Onde um imenso monumento indica a passagem da Linha do Equador, separando o estado nos hemisférios Norte e Sul.Aproveitando-se desta característica ímpar, O Zerão, estádio de futebol da cidade, também divide o campo entre Norte e Sul!
Pois bem, lá estávamos nós quando ouvimos no parque o barulho de um aeroplano, destes que são controlados por controle remoto. Olhamos pro céu e vimos um aeromodelo rasgando o céu a poucos metros de nós. Coelho, distraído e míope como é, nos perguntou se já era o pessoal chegando. “Será que são eles?” Só o técnico de som havia ouvido e ele começou a rir. Diante do vexame, ele pediu: “não conta pra ninguém…”, mas nosso técnico na época não fez por menos e abriu a boca pra todos rirem muito!
Quatorze anos depois, lá estávamos nós a caminho do Amapá novamente. Uma viagem demorada, saindo de São Paulo com escalas em Brasília e Belém. Uma noite virada e eu totalmente sem voz. O show no ginásio em Poços de Caldas havia me criado um cansaço vocal imenso, aliado a duas noites sem dormir (dormir bem é fundamental para ter boa voz). Para piorar, meu assento não reclinava. Foi uma viagem do cão! Quando chegamos a Macapá, o que restou de mim mal conseguia falar o básico. Havia ainda um almoço gentilmente oferecido pelo prefeito de Santana, onde faríamos a festa pelo aniversário da cidade.
Foi preciso declinar no convite. Todos foram menos eu, que entrei no quarto e só não apaguei direto por que encontrei uma baixela de frutas como boas vindas e achei melhor comer algo, especialmente as acerolas. Nunca havia provado assim, somente em polpa e estavam saborosas. Não por menos que elas são chamadas de ‘cerejas do Suriname’. Ao acordar, já havia melhorado sensivelmente minha voz. Com um pouco de exercícios fonoterápicos, consegui me preparar para o show desta noite.
A praça estava lotada e nós todos muito animados. O show encontrou um público muito receptivo, ainda que tenhamos sido avisados que rock não é a música principal que se toca na região. De todo modo, todos dançaram e participaram. Mais uma vez, uma criança marcou o show. O menino estava no ombro do pai e eu o chamei para conhecer o palco conosco. Ele olhava todos tocando e se agitava muito, ainda que não soubesse cantar conosco. Fez a maior festa e levantou a galera.
Ao final do show, agradecemos a todos pelo carinho. Sabíamos que a temperatura é mais elevada na Linha do Equador; hoje tivemos a confirmação do fato e sua principal causa: o calor é humano!

Show do Ara ketu em Macapá, eu passo

                                                         Por Elton Tavares
Hoje vai rolar show da banda baiana Ara Ketu em Macapá, certamente será um sucesso de público, já que o mau gosto é majoritário em todo o Brasil e aqui não foge à regra.

Apesar da morenaça (ela é firme mesmo) Larissa Luz nos vocais, o grupo é mais um daqueles que sobreviveram a explosão da infame “axé music”, no final dos anos 80.

Época de pecados adolescentes, pois eu também fui a algumas micaretas, coisas da juventude errônea (risos). Enquanto clamamos por bons shows de rock na capital amapaense, este tipo de banda, que por sinal está no ostracismo, ainda se apresenta por aqui.

A cidade está em polvorosa, o abada, vestimenta ridícula que muitos usam como roupa no cotidiano, é a moeda corrente hoje. O Ara Ketu agrada os programadores das rádios FMs de nossa cidade, afinal, eles sempre tocam porcaria mesmo, com motivo então, é sucesso!

Palmas para o ecletismo musical, que permite todas as tribos pulando como macacos amestrados ao som do axé music, estilo originário da Bahia, Estado conhecido como caldeirão ritmos sem conteúdo.

Se os milhares de amapaenses (patetas) que forem ao show tiverem um pouquinho de sorte, até rola versões ou covers da banda “É o tchan” (risos).

Definitivamente, deste tipo de show, eu passo.

O descolado virtual

                                                 Por Elton Tavares
Fazendo uma autocrítica, percebi que, com algumas (poucas) pessoas, com quem não tenho muita intimidade real, sou um falso descolado, um descolado virtual. Deixem-me explicar, no Messenger (MSN,programa de bate papo virtual. Como se ninguém soubesse) converso com familiares, amigos e colegas de trabalho. Vira e mexe, adiciono ou sou adicionado a novos contatos. Aí começa tudo.

Vamos por partes. Geralmente são amigos de amigos, conhecidos “de vista” ou alguém que você precisa manter contato, por conta do trabalho ou algo assim. Eu não costumo “azilar” (claro que existem as exceções) no MSN, mas conheço muitos que usam a ferramenta para complementar suas vidas vazias e carentes. Este grupo isolado de gente é descoladíssimo pela net, mas não se garante pessoalmente.

Eu já fiquei errado com este tipo de situação, mas existem casos e casos. Estou falando do cara que, pelo MSN, é bom de bola, bom de porrada, culto (seja literária ou musicalmente) e (como é comum) bom de cama (risos). É um blá, blá, blá para cá, um lári, lári para lá, mas na hora do bicho pegar, o sacana é uma fraude, só capa, só “H”. Ah, não precisa ser necessariamente um cara, saco meninas assim também.

Muitos, que hoje são amigos meus, foram inicialmente contatados pelo MSN ou Orkut, esse papo dá certo. Rola empatia e tals, mas só se você for a mesma pessoa no mundo real, a mesma pessoa “foda”(ou não) que é na frente do computador.

É por isso que, quando uso as ferramentas virtuais, seja Orkut, MSN ou afins, sempre sou eu mesmo. Conselho aos descolados virtuais, sejam vocês mesmos, verão que será muito mais proveitoso e menos decepcionante (risos).