Pelo SEGUNDO ANO CONSECUTIVO, a meta de acabar com o Carnaval de Escolas no Amapá vai de vento em popa

É preciso que fique claro: sou do partido dos sem partido. Outra coisa, não tenho nenhum problema pessoal com alguém da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (LIESAP), muito menos com algum presidente ou diretor de qualquer que seja a agremiação carnavalesca. Há muito não possuímos política cultural. Mas a coisa só piora.

O Carnaval é a maior alegria do povo. E nem me venham com o lance de “pão e circo”, isso é argumento furado de quem não entende que essa é a maior festa popular do Brasil. Aliás, o Estado precisar ser o provedor do evento, pois somente assim a iniciativa privada investe junto e bem pouco. Aquele lance das escolas se manterem é estória. Já que gostam tanto de comparar o incomparável, o Carnaval do Rio de Janeiro recebe sim ajuda financeira, pois nenhuma escola de samba entra na avenida com recursos próprios. Isso lá, “alvará” aqui.

Claro que concordo que as agremiações deveriam fazer a parte delas, mas poucas escolas promovem eventos para fazer caixa para o Carnaval. Salvo engano, Piratas da Batucada, Boêmios do Laguinho, Maracatu da Favela e Piratas Estilizados são as únicas no Amapá a realizar bingos, domingueiras e festas em geral com esse objetivo.

Localizados a poucos metros do Sambódromo de Macapá, cinco galpões com 25X60m e 14 metros de altura foram construídos em 2012. Espaço suficiente para a confecção de alegorias, fantasias e adereços. Cada um deles tinha setor administrativo refrigerado, cozinha, bar, banheiros, instalações elétricas e hidráulicas, caixa d’água, exaustores e lixeiras. Na época, o objetivo era utilizar durante o ano inteiro pelas escolas e Liesap. Nos meses que antecedessem o carnaval, com a produção do que sereia apresentado na avenida, e nos demais para realização de oficinas de capacitação, eventos e promoções. “É o primeiro passo palpável para a independência do carnaval amapaense, que hoje depende de repasse dos governos”, disseram. Só papo. Ninguém fez ou faz nada lá e o espaço está entregue às baratas. E a tal “independência” está longe ser fato, se é que um dia será.

Em 29 de abril do ano passado, o novo presidente da Liga Independente das Escolas de Samba do Amapá (LIESAP), a mesma que já foi Liga das Escolas de Samba do Amapá (Liesa) e agora luta para que algumas agremiações não fundem uma nova liga, foi eleito para organizar o Carnaval 2017, já que em 2016 a festa não acontecera. Em junho, presidente e vice da Liesap foram ao Rio de Janeiro buscar parcerias e deram como certa a realização da festa com apoio do empresariado local.

Logo após a eleição, em agosto, a nova diretoria da LIESAP reuniu com empresários, representantes de entidades públicas e privadas para apresentar o Plano de Negócios do Projeto de Carnaval 2017. O presidente disse que já contava com compromissos firmados. Só papo. Aí veio a cereja do bolo: o desfile das escolas de samba do Amapá neste ano poderá ser realizado no mês de setembro durante a programação do Equinócio da Primavera. Essa situação “inovadora” que muda o calendário cultural do Amapá me lembrou da história que, a mando dos militares, Benito de Paula cantou: “tudo está no seu lugar, graças a Deus, graças a Deus”.

Revoltado com o absurdo, o sambista (melhor artista e mais sábio), Paulinho da Viola, rebateu ironicamente em alto nível: “tá legal, eu aceito o argumento, mas não me altere o samba tanto assim. Olha que a rapaziada está sentindo a falta de um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim”.

A mudança no calendário cultural do Amapá é fruto da crise, que já estava instalada nos tempos de garantia da realização do evento. Eu até publiquei toda essa balela. Enganaram a gente direitinho !!!

A festa gera emprego, aquece a economia e o turismo no Estado, além de difundir a cultura amapaense e brasileira. Trata-se de uma das maiores paixões da população. Sim, a festança consome recursos altos demais, mas então que não prometessem ou garantissem. Como disse a jornalista Tica Lemos em outra oportunidade: “esse carnaval da massa, do povo, do liso, dos trabalhadores e que a burguesia adooora, é que balança, movimenta, agita, enlouquece e faz ferver o fevereiro, dia e noite. Cidade tá morta, fôlego”. Tá morta mesmo. Se não fossem as levadas do Piratão, a organização dos blocos ou o “ensaio” que rolará com algumas escolas este mês, nada teríamos em relação às agremiações.

Mesmo assim, é um absurdo pagarmos para assistir o tal ensaio, dez pilas, disque. Como bem pontuou o meu amigo Cleomar Almeida: “essa história de ensaio técnico tá bem parecido com a letra daquele famoso samba: “Ensaiei meu samba o ano inteiro, comprei surdo e tamborim… mas chegou o carnaval e ela não desfilou, eu chorei, na avenida eu chorei…”.

Não quero que esse desabafo seja usado pelas fileiras da massa de manobra que apontam erros dos outros e não admitem os próprios. Mas é como disparou Fernando Canto: “fazem carnaval o ano inteiro e na hora do povo, negam“. Difícil de entender. Mais difícil ainda é ver a passividade como isso foi aceito.

Pelo SEGUNDO ANO CONSECUTIVO, a meta de acabar com o Carnaval de Escolas no Amapá está de vento em popa. Muita gente não reclama, não dá um pio para evidenciar a dimensão paquidérmica da farsa que foi urdida contra nossas saudosas noites de folia, brilho, cores, risos e sorrisos.

Cheio de memória, arte e homenagens. Muito mais que uma disputa de agremiações em uma grande passeata festiva. O Carnaval é inspiração, vibração, talento, organização, imaginação, alegria, magia e amor. Fala de nossos costumes, história e tradições. Um contagiante evento de luz, cor e muita alegria. Sem falar na rentabilidade. Não tê-lo, é sofrer de desamor.

Sem carnaval, a dispersão chegou antes do desfile que nunca virá em 2017. Infelizmente, todos nós, amantes da festa, acabamos saindo em uma grande e unificada ala de palhaços tristes. É isso, INFELIZMENTE.

*A jornalista Gilvana Santos, que está na coordenação do evento citado (e criticado) esclareceu que a cobrança de ingresso pro evento das escolas porque não vai ter investimento de ninguém e a arrecadação é para pagar o som, segurança e outros custos do evento.

Elton Tavares, jornalista, amante do Carnaval amapaense e incentivador da cultura local.

Violência nas escolas, inversão de valores – Por @maiarapires

Por Maiara Pires

Macapá (AP) – Um desajuste generalizado na formação do caráter de crianças e adolescentes, levou diversos órgãos que não são diretamente ligados ao campo educacional, a se mobilizarem para ‘ajudar’ as famílias e o Estado a educarem a nova geração. Foi-se o tempo em que os filhos honravam pai e mãe e que o professor era tratado com a reverência de Mestre na sala de aula. A nova geração se conflita com os valores da boa moral e dos bons costumes. Homens e mulheres educados numa época em que ainda havia respeito familiar e social, não conseguem conceber o que aconteceu de lá pra cá.

Criados há 27 anos para assegurar os direitos da criança e do adolescente, os conselhos tutelares foram estereotipados como entidades que não deixam os pais educarem os filhos. A alcunha é prontamente rebatida pela conselheira Huelma Medeiros: “O conselho tutelar não é inimigo do pai e da mãe. Ele é um parceiro na orientação das nossas crianças e adolescentes. Somos a favor do diálogo e da conversa. Quando a repressão se transforma em espancamento, violência e brutalidade, aí nós entramos em cena para assegurar um direito que está sendo violado”.

A falta de referencial de pai e mãe é um agravante apontado por órgãos como secretarias de educação, Polícia Militar, conselhos tutelares e outros, para que crianças e adolescentes sejam ‘educados pelo mundo’. “Em ações que acompanhamos do Comissariado Infância e da Juventude, encontramos crianças de 10, 11 anos de madrugada em eventos noturnos consumindo drogas e bebida alcoólica. Onde estão os pais que não sentem a falta dos filhos ou não colocam limites para eles?”, indaga a conselheira Huelma, depois de citar o histórico familiar de alguns casos atendidos, como pais separados, familiares que incentivam a ingestão de bebida alcóolica e uso de drogas, entre outros.

Desajuste social

Ainda com relação ao papel da família, o coordenador de Apoio ao Educando (CAED), departamento ligado à Secretaria de Estado da Educação (Seed), Manoel Miranda, lembra que “a educação não se faz na escola, se replica dentro da escola”. Ele destaca, ainda, que a formação de princípios e valores nunca saiu da responsabilidade da família. E faz questão de citar o Art 205 da Constituição Federal que diz: “a educação é (…) dever do Estado e da família”. A fala de Manoel Miranda demonstra a angústia dos gestores da educação que, diariamente, são cobrados e responsabilizados pela má formação dos estudantes.

A conselheira Huelma chamou a atenção para outro comportamento que, quase não se vê nos dias de hoje. “O pai e a mãe tem que estar na escola acompanhando o desempenho dos filhos. Existem situações em que os pais não sabem com quem o seu filho se relaciona”, comentou ela, antes de fazer um panorama do comportamento da nova geração de crianças a adolescentes em ambiente escolar. Segundo relatou, existe violência entre alunos; entre professores e alunos; entre gestores e alunos e; entre familiares e alunos.

O próprio atual secretário de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Ericláudio Alencar, confirmou que a até dois anos atrás, quando atuava como delegado de Polícia Civil no Amapá, encontrava diretores de escola e professores espancados na delegacia, por diversas vezes durante o seu plantão.

O que também chamou a atenção da conselheira tutelar é que o desarranjo social independe da condição financeira da família. “Atendemos crianças e adolescentes de todas as classes sociais. O desajuste está generalizado. O que acontece é que existe um mundo preparado para receber estes adolescentes: o acesso fácil à bebida, o tráfico, as facções”, observou.

Para tentar resolver essa ‘bronca’ que pendeu mais para o seu colo, a Secretaria de Estado da Educação busca parceiros para implementar metodologias que minimizem os conflitos no ambiente escolar. É o caso das práticas restaurativas, que são meios para solucionar conflitos sociais e promoção da paz em diversos ambientes, incluindo as escolas. Trata-se de uma iniciativa que tem se expandido pelo Brasil há cerca de 10 anos incentivada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e, que, chegou ao Amapá em 2015, encampada por órgãos como o Ministério Público do Estado (MP/AP) e Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap). Algumas escolas já aderiram e em 2017, a titular da Seed, Goreth Sousa, quer fortalecer as práticas restaurativas em outras instituições de Macapá e Santana.

Assim como o Ministério Público, que percebeu que o caso é sério nas escolas, o Tribunal de Justiça foi além das práticas restaurativas e lançou em agosto de 2015, o Programa de Mediação Escolar para contribuir com a cultura da paz nestas instituições. O projeto capacita profissionais da própria escola, para atuarem como mediadores de conflitos.

O coordenador de Apoio ao Educando/Seed, Manoel Miranda, fez uma análise da intervenção do Judiciário neste processo educacional: “É uma mudança de paradigma. A justiça passa a deixar de trabalhar num contexto reativo, para trabalhar num contexto proativo”, frisou ele, enaltecendo a iniciativa.

Segurança nas escolas em 2017

No planejamento da Secretaria de Estado da Educação para 2017, também consta a vigilância física patrimonial na área rural e em unidades de risco na área urbana; a volta de agentes de portaria, principalmente, durante o dia; o sistema de monitoramento eletrônico online interligado com o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes). Neste sistema de vigilância eletrônica, os professores e gestores escolares poderão ajudar no monitoramento, por meio de um aplicativo de celular. Além destes mecanismos, a Seed também quer fortalecer as parcerias com outras instituições, a exemplo da Polícia Militar.

A Major Marizete Magalhães que atua na Coordenação do Policiamento Escolar Comunitário, já antecipou que a Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública, irá promover cursos para aspirantes a oficiais e cursos de policiamento escolar para os novos militares atuarem conforme as diretrizes do Ministério da Justiça e segurança pública nacional.

Ela destacou que outros projetos sociais da Polícia Militar continuarão ao longo do ano letivo de 2017, a exemplo do Programa Educacional de Resistencia as Drogas (Proerd). Por meio desse programa, além das rondas nas escolas, os policiais ministram palestras abordando diversos temas da vivência de crianças e adolescentes.

A intervenção da polícia no ambiente escolar, tem retirado diversos objetos ilícitos do convívio dos alunos. Durante um ano do projeto de Policiamento Escolar Comunitário (2016), quatro batalhões de polícia (1º BPM, 2º BPM, 4º BPM e 6º BPM) conseguiram tirar de circulação em torno de 150 itens como arma branca, munição, simulacro, entorpecente e duas armas de fogo. Se toda essa mobilização irá diminuir a sensação de insegurança da população, principalmente a comunidade escolar que está cada vez mais assustada com as invasões aos estabelecimentos de ensino, só o final de 2017 irá dizer.

Simpósio

Toda essa problemática levou a Coordenadoria Estadual de Segurança Comunitária (CSC) a promover nos dias 12 e 13 de janeiro de 2017, o I Simpósio de Policiamento Escolar Comunitário. O evento buscou discutir e apresentar conclusões sobre a atuação da Polícia Militar do Amapá na segurança da escolas da rede estadual de ensino.

Temas como pacificação de conflitos no ambiente escolar, atividades desenvolvidas pelo Conselho Tutelar e práticas socioeducativas aplicadas à criança e ao adolescente, foram alguns assuntos debatidos. O Simpósio reuniu representantes do Ministério Público, Vara da Infância e Juventude, Conselho Tutelar, Polícia Militar e Secretaria de Estado da Educação, no Auditório da Sejusp, em Macapá.

Uma informação divulgada no Simpósio que intrigou o coordenador de Apoio ao Educando/Seed, Maonel Miranda, foi a destinação de R$ 44 milhões do Ministério da Justiça ao Amapá para o sistema prisional, enquanto que, em 2016, o Amapá perdeu uma cifra aproximada de R$ 41 milhões, em repasses federais para a educação. “É trágico”, resumiu o gestor ao lamentar a visão míope do poder público para o sistema educacional.

Colégio Amapaense não tem condições de receber o plano integral de educação, diz Conselho Escolar da instituição.

Este site sempre apoia questões sociais, culturais, de utilidade pública e reproduz notícias relevantes para a população amapaense. Sempre foi assim e sempre será. Ao abordar o assunto da implementação do Plano integral de Educação no Colégio Amapaense, não quero que seja dada nenhuma conotação política para o tema, pois garanto que este post representa um apelo para que as autoridades tenham sensibilidade e bom senso na execução da medida. Vamos por partes:

Sobre a Educação Integral

A Portaria Nº 1.145, de outubro de 2016, do Ministério da Educação (MEC), instituiu o Programa de Fomento à Implementação de Escolas em Tempo Integral, criada pela Medida Provisória no 746, de 22 de setembro de 2016. É premissa que se selecione escolas que possuam, preferencialmente, infraestrutura adequada aos critérios estabelecidos pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) no Projeto Espaço Educativo Urbano, conforme recomendações de infraestrutura.

As secretarias estaduais de educação poderão indicar escolas que não atendam plenamente as referidas recomendações, desde que especifiquem no seu Plano de Implementação como as adequações podem ser feitas até o fim do primeiro ano do Programa ou apontem soluções alternativas que compensem a falta dos referidos itens. Para se ter uma ideia, no Paraná, o cronograma de ações foi elaborado um ano antes da execução da Educação Integral naquele estado.

Documento do Colégio Amapaense

De acordo com um documento de 60 páginas, elaborado pela assessoria técnica do Colégio Amapaense (CA), que recebi ontem (9), a instituição de ensino não tem condições de receber o plano de Educação Integral, previsto para ser implantado em cinco turmas da escola, onde 175 estudantes farão parte da nova metodologia pedagógica.

O problema é que o CA não possui estrutura física para que os alunos façam suas necessidades fisiológicas ou tomem banho, por conta de banheiros interditados. Também não tem como esse jovens fazerem refeições decentes, por conta das condições precárias da cozinha e total falta de espaço adequado.

Todas essas questões foram debatidas na última sexta-feira (6), em Assembleia realizada no Colégio, pelo Conselho Escolar da instituição. A escuta pública contou com a presença de alunos, pais de estudantes, corpo técnico, professores e direção. A comunidade, após o debate, foi unânime em rejeitar da Educação em Integral para 2017. O documento é fruto de um diagnóstico elaborado em abril de 2016.

A Ação fere o ECA, de acordo com Parecer Técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá

A Educação Integral precisa ser bem estruturada e organizada, caso contrário, corre o risco de se resumir a ampliação do tempo de permanência dos estudantes na escola. No caso do CA, a ação fere o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), pois no documento elaborado pelo Conselho Escolar do Colégio, consta em anexo um com Parecer Técnico do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP), reprovando todos os itens necessários para a instalação da prática educacional na instituição, que são:

Espaços Administrativos: Almoxarifado, Circulação, Coordenação, Diretoria, Secretaria, Sala dos professores, Sanitários adultos: masculino e feminino 2. Espaços Pedagógicos: Biblioteca – 50 m Informática Laboratório – 60 m Circulação Salas de aula (12) – mínimo 40 m2 cada Sanitário masculino – 16 m Sanitário feminino – 16 m 3. Espaços Esportivos: Quadra poliesportiva – 400 m Vestiário masculino – 16 m Vestiário feminino – 16 m Observação: Caso a escola não tenha quadra, deverá demonstrar onde as atividades esportivas serão realizadas. 4. Espaços para Serviços: Área de Serviço externa: Central GLP (Gás) Depósito de lixo Pátio de serviço Circulação Depósito de material de limpeza Despensa Cozinha – 30 m2 Bancada de preparo de carnes, guarnições e preparo de legumes e verduras Bancada de preparo de sucos, lanches e sobremesas Bancada de lavagem de louças sujas Área de Cocção Balcão de passagem de alimentos prontos Balcão de recepção de louças sujas Vestiário com chuveiro e sanitário para funcionários Observação: Caso a escola não tenha cozinha, deverá apresentar alternativas para terceirização da alimentação. Pátio coberto – espaço de integração entre diversas atividades e faixas etárias, onde se localiza o refeitório.

A Educação Integral compreende que os processos educativos devem garantir o desenvolvimento dos sujeitos em todas as suas dimensões – física, intelectual, social, emocional e cultural. Para dar conta dessa tarefa, essa concepção propõe uma nova organização da política educacional de forma a garantir a ampliação da jornada e a diversificar de maneira qualificada a oferta educativa, tendo como horizonte a formação de sujeitos capazes de constituir seus projetos de vida com autonomia e responsabilidade pessoal e coletiva. A implementação, inclusive, pode ser feita de forma parcial. Outra questão é: por qual motivo a ação não será executada nas escolas estaduais mais novas e que possuem estrutura adequada para tal?

Sem gestão democrática

Vale ressaltar que, além da questão estrutural, a portaria prevê a gestão democrática do plano, o que não está ocorrendo nesse período que antecede a implementação. Além disso, é preciso elaborar mecanismos objetivos para seleção, monitoramento, avaliação, formação continuada e possível substituição (E NÃO EFETIVA SUBSTITUIÇÃO) de gestores das escolas e propor (E NÃO IMPOR) a conversão para a nova proposta de educação em tempo integral das escolas selecionadas.

De acordo com a portaria que regulamenta a Educação Integral, as secretarias de educação podem optar por implementar o Programa nas escolas de ensino médio até o fim do primeiro semestre de 2017, tempo hábil para a organização da medida. Entretanto, neste caso, o recurso federal será correspondente à proporcionalidade do repasse previsto para o ano, conforme normativa do FNDE.

Não à toa, a ação já é alvo dos protestos na Escola Estadual Polivalente Tiradentes.

Por fim, mas não menos importante, a qualquer tempo, a presente Portaria poderá ser revogada ou anulada, no todo ou em parte, seja por decisão unilateral do MEC, seja por motivo de interesse público ou exigência legal, em decisão fundamentada, sem que isso implique direito à indenização ou à reclamação de qualquer natureza.

Portanto, apelamos para o bom senso, pois somente no Colégio Amapaense, 175 jovens poderão sofrer as consequências de uma medida sem planejamento prévio. Afinal, será uma jornada diária de pelo menos sete horas, sem condição alguma. A ideia e a intenção são nobres, mas precisa de adequação de infraestrutura, diálogo com a comunidade, capacitação de professores, planejamento pedagógico, quantidade e qualidade de merenda. Pois já temos um modelo insatisfatório para as quatro horas de ensino.

Elton Tavares, jornalista e editor do site De Rocha.

Mendigos emocionais – Por @Cortezolli

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Há tempos não escrevia nada, sequer uma linha. Cogitei a possibilidade de fazê-lo à moda antiga, papel e caneta, mas a memória remota das pontas dos meus dedos tocando o teclado nevrálgicamente, me foi mais sedutora.

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Submergi num daqueles mergulhos em mim mesma, quase suicida, não esperava por salvação, mas também não acreditava num retorno, apenas me afundava no que considerei ser uma síndrome de autoconhecimento inadiável.

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Perdi aquela certeza na hora de concatenar as ideias, porque por mais que minhas opiniões se transformem de acordo com minhas experiências mais recentes, é necessária aquela cegueira provisória na construção dos argumentos, mesmo que frágeis. Mas, isso mudou…

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Lembrei do quanto me cobro e por isso não espero menos das outras pessoas, contudo, em algum instante me veio à mente, que as pessoas não são responsáveis por nossas expectativas, mesmo que eu me recuse a baixar as minhas. Se você não abandonou o meu raciocínio até aqui, é porque se identifica com essas questões.

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Então, se torna uma sensação lancinante, análises sobre todos os tipos de relacionamentos interpessoais, e vai desde a amizade longa, amores efêmeros, paixões doentias, até o atendimento ao cliente numa farmácia ou padaria. Você ou eu, nem sempre sabemos o que queremos, mas criamos ilusões em torno do que não sabemos, criamos muralhas de medo ou, por vezes, preferimos chamar de cautela. Entretanto, surge uma vivacidade, não se sabe de onde e meio que sai pelos poros, onde cremos que somos capazes de nos jogarmos cegamente em queda livre, pelo simples prazer de sentir o vento, a velocidade, sem nos preocuparmos com a queda.

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Porém, se formos pensar friamente sobre as expectativas, devemos nos ater ao fato dessa onda comportamental, de sei lá, uns vinte anos que antecedem o agora. Essa geração da qual, fazemos parte, independentemente da idade fisiológica, onde todos estão carentes, de chapéu nas mãos.

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Façamos um exercício de fechar os olhos e nos imaginarmos como espantalhos, preenchidos com espuma ou palha, no aguardo de um coração bater no peito, pode ser remendado, não tem problema, parece patético não é? Mas, não é muito diferente de como nos comportamos.

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Talvez porque as paixões sejam elas pelo que fazemos ou por pessoas nas quais depositamos nossas esperanças ou sonhos. A verdade rasa, curta e grossa é que queremos a sensação de quando estamos apaixonados, não necessariamente por alguém real ou pelo que fazemos. Construímos isso em nossas mentes… Deveríamos pensar em nos apaixonarmos por nós mesmos, sem esperarmos por migalhas de aplausos, curtidas e comentários, todavia, esperamos. Lembre-se de que fazemos parte desse contexto imediatista, a era do mimimi e que estamos carentes de crenças, de amores, de qualquer coisa.

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Queremos sempre mais… Só não sabemos exatamente, do quê. Acredite até a dor é desejada, apenas para sabermos como é não senti-la mais.

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Com Hellen Cortezolli – 2010 – Saudades

Hellen Cortezolli – Jornalista, fotógrafa, cronista e minha amiga querida que mora no Sul, após nossa conversa sobre amores e dores. 

Nota da fotógrafa Márcia do Carmo sobre a falta de pagamento da OAB AP – REPUBLICADO POR CONTINUAR A PENDÊNCIA

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Fotógrafa Márcia do Carmo

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Amapá, afirma que, de acordo com o seu Departamento Financeiro, não constam débitos ou ordens de pagamento em abertos referentes a serviços de comunicação prestados por terceiros.

No entanto, venho por meio deste veículo dar publicidade ao fato de que prestei serviços de comunicação (fotografia) para esta entidade no mês de agosto de 2015, e em março deste ano. Até agora, não recebi nenhum pagamento dos referidos trabalhos.

A comprovação do que afirmo estão nos documentos aqui anexados, e na própria página da rede social oficial da OAB/AP, onde constam créditos das imagens em meu nome, Márcia do Carmo, no evento de entrega das carteiras e a posse do Conselho de Ética.

Gostaria de ressaltar que sou uma profissional que atua há 28 anos no mercado local e nacional, e estou buscando justiça por parte de uma entidade que, como diz a própria nota, “possui um longo histórico de lutas em favor dos direitos de Cidadania”, que é o pagamento por serviços prestados. Jamais quis tumultuar, desgastar a imagem da Ordem no Amapá ou causar danos morais aos seus representantes. Vivo do meu trabalho e os que me conhecem e à minha história, abonam o que aqui afirmo.

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Márcia do Carmo – Fotógrafa

Fonte: blog da Alcilene

Meu comentário: Márcia do Carmo é a melhor fotógrafa com quem trabalhei. E olhem que já trampei com muitos excelentes profissionais da área. Além de hiper competente, é séria e honesta. Estou com ela, pois a Marcinha é uma mulher íntegra e muito querida.

*Nota publicada há duas semanas e republicada hoje por motivos da colega AINDA NÃO TER RECEBIDO. 

Sobre a passagem da tocha, textinhos-comentários que gostaria de ter escrito

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Foto: Globo Esporte

Sobre a passagem da Tocha Olímpica em Macapá, motivo de brincadeiras, chacotas, absurdos ditos, memes nas redes sociais, emoção, digo-vos: foi sim um momento histórico para a capital amapaense. Brinquei sobre a massificação da pauta em grupos de whatssap composto por jornalistas, mas sei da importância do evento e do trabalho de informar exaustivamente o glorioso dia de ontem. Parabenizo os colegas envolvidos na divulgação e reproduzo aqui quatro comentários de jornalistas amigos meus (com muito orgulho) que gostaria de ter escrito:

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Foto: Floriano Lima

Do Renivaldo Costa

Cheguei a pensar em escrever um texto sobre o assunto, mas foram tantos comentários medíocres e imbecis sobre o fato de Patrícia Bastos conduzir a tocha no “Curiau” que resolvi não perder tempo com essa gente de ideias minúsculas.

Chamaram-na de “branca”, “de senhorinha”, “de sinhá”, e de outras coisas tão fúteis que eu sinceramente nunca esperaria de uma delegada de polícia e de um sociólogo, gente que demonstra não ter frequentado as aulas de Antropologia e não ter aprendido nada de etnia.

Em qualquer outro país, Patricia Bastos seria resguardada como patrimônio cultural. Aqui, é vilipendiada por gente que leu umas duas páginas sobre quilombo e acha que é especialista no assunto. Lamentável.

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Foto: Márcia do Carmo

Da Mariléia Maciel

Ninguém pediu, mas vou dar minha opinião.

Acho que a Comissão organizadora tinha sim que ter colocado o José Maria desde o início na programação, não precisava haver pressão para isso. Mas acredito, não tenho certeza, que acharam que o Curiaú estava bem representado com a Esmeraldina e o seu Lino.

Mas não concordo com o sentimento de “apequenamento” de um povo lutador, dá a entender que os quilombolas do Curiaú são coitadinhos, mas não os vejo assim. O local foi valorizado sim, ganhou repercussão muito positiva, mas que pode ficar mais uma vez negativada se continuarem tentando colar essa imagem de “outra vez a história do negro e do branco”, até porque pra quem conhece o que se passa, sabe que não é bem assim.

Discordo mais ainda quando tentam impor que a Patrícia Bastos é uma branca, extraterrestre, que não representa o Amapá, nem nossa cultura.

Patrícia é respeitada no Brasil inteiro, leva nossas tradições para o mundo, em seus trabalhos sempre tem o Curiaú como referência, seja nos sons, na dança, no falar ou nas roupas. Mas não é uma artista que se aproveita de um povo, ao contrário, ela “vive” esse povo, convive com sua realidade e tem muitos amigos no Curiaú.

Ela representa o Amapá, os negros, brancos, pardos, o batuque e o marabaixo, o zouk e o brega, o samba e o indígena. Acompanhem seu trabalho e digam que estou errada. Seu último disco que será lançado, Batom Bacaba, é todo Curiaú. E está lindo.

Tem momentos em que mais importante que a cor da pele e o lugar em que nasceu, é o sentimento que está dentro da alma, e o amor que floreia o coração.

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Foto: Márcia do Carmo

Conheço muitos negros que ñ gostam de dizer que são quilombolas, não gostam de batuque, nunca dançaram em uma roda de marabaixo, e muito menos entraram no Centro de Cultura Negra. Inclusive no próprio Curiaú e Laguinho.

Quando vocês falam discriminando uma “branca”, colocando nela o selo dos discursos: “elite”, eu poderia também me sentir ofendida, mas sou resolvida com relação a assim e exijo respeito com minha trajetória. Me sinto mais negra que muitos que carregam nas veias o sangue africano.

E se fosse eu no lugar da Patrícia? Seria e branca, de elite no lugar de um negro quilombola?

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Vovó Iáiá – Foto encontrada no Facebook da jornalista Rita Torrinha

Da Rita Torrinha

Depois de tantos escândalos, pautas negativas e vergonha nacional, Macapá protagoniza um momento excepcional na mídia mundial, com um evento lindo que foi a passagem da tocha por nossa cidade!! Aí, neguinho recalcado vai pras redes ofender a organização do evento e ícones da nossa história e cultura. Poderia ter dormido sem essa. Querido, mete um sorriso na cara e fica feliz pelo nosso estado. Até pra ser do contra tem que ter argumento. Vai procurar uma lavagem de roupa!

Respeita nossa gente, nossa história, nossa cultura

Respeita quem tem legado e leva nossa arte para o mundo

Respeita nossa arte

Respeita nosso momento de alegria e viva a Patricia Bastos, Vovó Iaiá, Piedade Videira, José Maria Ramos, Hernani Vitor Guedes, Bira, Esmeraldina, Francisco Lino, Alcinéa Cavalcante, e todos os demais selecionados para serem condutores da tocha no Amapá , porque eles não construíram sua história de vida em um dia. Pronto, falei!!

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Foto: Floriano Lima

Do Humberto Moreira

Meu Deus. Vivemos numa comunidade miscigenada. É assim aqui e no resto do Brasil. O problema é a dor de cotovelo. Os que participaram estavam nos representando. Até porque não dava pra contemplar a todos que mereciam carregar a tocha. O diabo é o mimimi. Amanhã todo mundo terá esquecido o assunto.

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Foto encontrada no Facebook da querida jornalista Alcinéa Cavalcante, felizona aí na imagem

É como dizem: onde a bondade imperar, a malandragem se encosta. Depois de tantas verdades ditas e escritas, coloco a foto da jornalista, poeta, escritora e também condutora da tocha, Alcinéa Cavalcante e só assino embaixo:

Elton Tavares.

Sobre a emocionante arte da música e a absurda falta de apoio (Égua-moleque-tu-é-doido)

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Abner Campos e o maestro João Carlos Martins – Foto: Elias Sampaio.

Os leitores deste site sabem: sempre divulguei e divulgo cultura em todas as vertentes. Além disso, elogio quem brilha neste sublime campo de atuação e também critico quando é preciso.

Amo minha terra. Sério. Mas tem cada coisa que acontece aqui.

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Abner e o maestro João Carlos Martins – Foto: Valdici Fernandes.

O violinista amapaense Abner Campos, de 13 anos, talento descoberto há anos pelo maestro Elias Sampaio no projeto social do músico, e que por conta disso chegou a conhecer a Orquestra Filarmônica de Berlim, em 2014, foi convidado para tocar em um concurso de música erudita, que será realizado na Guiana Francesa (FRA), neste mês de março.

Só que o jovem violonista amapaense, a exemplo da maioria dos talentos locais, seja na arte ou no esporte, não tem grana (sim, dinheiro, patrocínio, recursos financeiros, etc) padownload (4)ra sair do Estado. O maestro Elias fez barulho, todos nós ajudamos nas redes sociais, e pelo que sei, ainda sem sucesso na arrecadação de recursos para enviar Abner para o concurso “Les Pirogues Musicales”, na cidade Saint-Laurent-du-Maroni, na fronteira da Guiana Francesa com o Suriname.

Aliás, os custos são somente com passagens, pois estadia e alimentação serão pagos pela organização do concurso. O jovem e o maestro precisam de R$ 1,5 mil. Eu não tenho essa grana. Mas isso aí é troco pro Governo do Amapá, Prefeitura de Macapá (ou qualquer instituição que tenha verba para a Cultura) e muitos empresários locais. Então qual o motivo dessa constante falta de apoio para músicos, esportistas e seja lá qual talento amapaense ?

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Abner Campos – Foto: Marco Leal

Hoje o caso foi mostrado no programa matinal “Encontro”, da Rede Globo de Televisão. Aliás, ao tocar seu violino, Abner emocionou nada menos que João Carlos Martins, renomado maestro, um dos maiores pianistas do mundo e maior intérprete de Bach, que também participou do programa. Se faltava convencer os que mandam na cultura local, ta aí, né não?

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Maestro Elias Sampaio

Abner é um prodígio no violino. Aluno do maestro Elias Sampaio que ensina música a crianças e jovens carentes de Macapá e com eles fundou a maravilhosa Orquestra Essência, da Associação Educacional e Cultural Essência (Aece).

Em janeiro de 2014, o Fantástico mostrou a orquestra, o trabalho do maestro. Foi lindo!

Mas eles

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ainda precisam de doações e todos podem saber como fazer pelo telefone (96) 98100-2457.

E aí, um garoto com todo esse talento reconhecido por um maestro respeitado mundialmente, além de todos que amam música, ainda vai ficar sem apoio? Quem tem como ajudar tem a obrigação de fazer isso. A Cultura do Amapá agradece!

Elton Tavares

A vez que fui reprovado em História da Arte

(Fonte img: google)
Em uma noite qualquer de 2006, recebi minha nota de um trabalho do 2ª semestre de jornalismo, matéria História da Arte. A professora me deu ZERO, aquela cagona. Ela pediu para definirmos os movimentos artísticos Neoclassicismo e Romantismo. Só não sacou que os conceitos estão certos, só foram explicados de forma irreverente. Leiam:
Análise pessoal de movimentos artísticos – Por Elton Tavares

O Neoclassicismo :


O Neoclassicismo aconteceu entre o fim do século XVII e o início do século XIX, expressava os valores da burguesia endinheirada e fútil da época. No neoclassicismo era difundida a idéia de que para uma obra de arte ser perfeita, ela deveria se basear na arte grega e romana, com sua estética clássica (daí o nome: Neoclassicismo, ou seja, novo classicismo).

Pra isso, era necessário que o artista aprimorasse seu aprendizado através de técnicas e convenções da arte clássica (puro academicismo, que por sinal, é o outro nome do neoclassicismo).

Exemplos bem marcantes da arte neoclássica estão na arquitetura ocidental em grandes cidades – principalmente na Europa. Estas construções neoclássicas “coincidiam” em geral com períodos históricos importantes (tipo revoluções, ditaduras, etc), como forma de atender os anseios do “ego descontrol” de algum louco surtado.

Na pintura, a inspiração, além da arte greco-romana, vinha também da renascença italiana, com suas formas humanísticas perfeitas e acentuadas. Na pintura, o mais significativo pintor, o “foda” mesmo foi Jacques Louis David, considerado o pintor da Revolução Francesa, que depois se tornou oficialmente o pintor do império de Napoleão Bonaparte (entendeu a ligação?! Hein! Hein!).

O Romantismo:

Já o Romantismo, aconteceu no século XIX, foi uma reação ao neoclassicismo, suas características são: a liberdade de estilo/expressão do artista e a valorização dos sentimentos/imaginação como princípios da criação artística. Desligando-se assim, dos tecnicismos acadêmicos vigentes na época. Além disso, temas como a natureza (com nuances dinâmicas), o estado emocional do artista (pura viadagem) e acontecimentos contemporâneos e históricos eram comuns nas obras do romantismo – no caso de Goya (a invasão de Napoleão na Espanha) e Delacroix (a revolução de 1830 na França).
Era comum também a pintura de paisagens da natureza (principalmente na Inglaterra), com um forte realismo de imagens, principalmente a modificação das cores causada pela sombra e luz. Esse lance todo tem um “quê” de frescura, essa contemplação toda da natureza, dos sentimentos e blá blá blá. Depois não querem que falem que os ingleses são frescos, rs (não, não sou homofóbico, foi só pra tirar onda). 

Lá pelo quarto ano de faculdade, após eu ter pago a matéria, mostrei este texto para minha coordenadora de curso e alguns professores. Eles foram unânimes, afirmaram que a ideia  o conteúdo sobre os dois movimentos artísticos  foi bem explicado, apesar da brincadeira que fiz no texto.
Agora me digam, como um professor de jornalismo pode ter a cabeça fechada a ponto de não sacar o humor e sarcasmo no texto? Eu me tornei jornalista antes de me formar e acredito que aprendi mais fora do que dentro da faculdade. Sobre a “mestra” em questão, acho que ela  é melhor de Samba do que de interpretação de textos.  

Elton Tavares
*Texto repostado

Os Dicks Vigaristas que encontramos na vida


O Dick Vigarista (Dick Dastardly) é um personagem fictício e vilão que surgiu na série Corrida Maluca (Wacky Races), criado por Hanna-Barbera. Vivemos um momento onde se discute muito as questões éticas. Isso é bom, mas ao mesmo tempo é uma pena que já não tenha se tornado um assunto superado. Quero dizer que ninguém mais discute o fim da escravidão, democracia, etc, porque todos concordam quanto a isso. Ética deveria estar nesse nível também.

O roteiro era quase sempre igual: alguns pilotos birutas correndo com carros muito esquisitos por estradas totalmente doidas. Todos largavam juntos, mas Dick Vigarista, o vilão da estória tinha sempre um plano maligno para parar os outros pilotos e com isso conquistar a vitória, sozinho.

Acontece que ele começava muito bem as corridas, disparava na frente e ao invés de visar somente a linha de chegada, parava para desenvolver uma armadilha, com o objetivo de tirar todos os adversários do páreo. A armadilha nunca dava certo e os dois eram ultrapassados por todos os outros.

Conheço vários Dicks Vigaristas, homens e mulheres que fazem de tudo para vencer por meio de trapaças (inclusive revi uma pessoa assim ontem que, aliás, “vigarista” a define bem). Essa postura detestável de se dar bem todo o custo ao executar todo tipo de tramoia é reflexo de inveja, falsa esperteza (pra não dizer canalhice) até mesmo incompetência. Mas, no final das contas, figuras assim sempre se dão mal e não saem da merda.

Não que eu seja nenhum “Peter Perfeito”, o falso certinho do mesmo desenho. Mas abomino esses malucos que canalizam suas forças em atrapalhar ao invés de produzir em benefício próprio. O pior é que, pelo jeito, vou ver o tal Dick Vigarista em muitas corridas malucas do cotidiano. Entretanto, farei o que sempre fiz, a minha parte. É isso. 

Elton Tavares

A exaltação da mediocridade e da futilidade

Por Hélio Doyle

A mídia adora espetáculos. Grande parte da população, no mundo todo, adora contos de fadas, desfiles militares e rituais solenes. Assim, está explicado o sucesso de público que foi a transmissão do casamento do príncipe com a plebeia, em Londres. Há dias que a imprensa vem preparando o clima para o casamento, como se fosse realmente um acontecimento importante para o mundo e como se a rainha da Inglaterra não fosse apenas uma rainha da Inglaterra. Manchetes ridículas, textos vazios, programas televisivos no nível de Caras até mesmos nos melhores canais. Aliás, parecia que a imprensa fez uma grande força para ser um pouco Caras.

Reis, rainhas, príncipes, princesas, duques, marqueses e barões são excrescências no mundo moderno. Monarquias deveriam ter ficado no século 19. Seus ritos e solenidades beiram o ridículo e lembram que nobres, ricos e privilegiados devem manter sempre distância em relação ao povo. Quanto mais solene o ritual, mais distância da plebe. Mas o príncipe está se casando com uma plebeia, dizem, embasbacados, os antigos e novos analistas de futilidades. Sinal dos tempos, realmente. E, afinal, a plebeia tem bastante dinheiro e vai saber se comportar.

Na badalada monarquia britânica, homens têm preferência sobre mulheres na sucessão real. Mulheres são inferiores, pois. Católicos não podem ser reis ou rainhas, nem se casar com eles. Exemplo de tolerância religiosa em um país que, anacronicamente, tem religião oficial. Déspotas, torturadores e assassinos são convidados de honra, desde que sejam reis. Vigoram o luxo e o esbanjamento, pelo jeito aprovados pela maioria dos súditos apesar da grave crise econômica e do alto desemprego. São os resquícios da espoliação colonial, do passado de exploração, opressão e assassinatos nos cinco continentes e ali mesmo ao lado, na Irlanda.

Mas o povo gosta de assistir a casamentos, ainda mais se for de um príncipe. O povo gosta de reis e rainhas, príncipes e princesas. Gosta de ver soldados marchando e cavalgando, gosta de bandas. Adora ver celebridades, mesmo que de longe, apertado num cercadinho com sujeitos armados e mal-encarados, de terno e óculos escuros, olhando feio como se todos fossem terroristas em potencial. E a imprensa e as televisões justificam a baixada de nível alegando que têm de atender a essas expectativas, têm de mostrar esse show no mundo todo.

A monarquia britânica tem de se manter para garantir seus negócios e seus privilégios. A rainha não tem poder de verdade, mas ajuda a compor um sistema de poder. É a cara da Inglaterra, uma atração turística que ajuda a economia do país. Festas como o casamento de sexta-feira ajudam a defender o trono diante dos aventureiros republicanos e a arrecadar milhões de libras com o grande espetáculo. A monarquia britânica hoje é uma marca – que andava desgastada – e um bom negócio. O casamento foi uma estratégica mercadológica bem-sucedida.

O casamento real mostra como a futilidade e a mediocridade se impõem até mesmo em um país considerado avançado e moderno, e se espalham pelo mundo com a ajuda de uma imprensa tão fútil e medíocre quanto.
SEGUE ABAIXO A OPINIÃO DO ROCK AND ROLL SOBRE A FAMÍLIA REAL…
TRADUÇÃO

SEX PISTOLS – DEUS SALVE A RAINHA
Deus salve a rainha
O regime facista
Eles te fizeram de idota
Uma potêncial bomba de hidrôgenio
Deus salve a rainha
Ela não é nenhum ser humano
Não existe futuro
No sonho Inglês
Não conte o que você quer
Não conte o que você prescisa
Não existe futuro
Não existe futuro
Não existe futuro para você
Deus salve a rainha
Nós queremos dizer isso, cara
Nós amamos nossa rainha
Deus salve
Deus salve a rainha
Por que os turistas são dinheiro
E nossa figura
Não é o que parece
Oh Deus salve a história
Deus salve seu louco desfile
Oh Senhor Deus tenha misericórdia
Todos os crimes foram pagos
Quando não se tem futuro
Como pode haver pecado?
Nós somos flores
Na lixeira
Nós somos o veneno
Na sua máquina humana
Nós somos o futuro
Seu futuro
Deus salve a rainha
Nós queremos dizer isso, cara
Nós amamos nossa rainha
Deus a salve
Deus salve a rainha
Nós queremos dizer isso, cara
Não existe futuro
No sonho Inglês
Sem futuro
Sem futuro para você
Sem futuro para mim

Bomba-Relógio

                                                                                         Por Régis Sanches

“No momento, não tenho palavras, é difícil falar. O ponto comercial da loja é alugado e não contratei o seguro contra incêndio. Mas acho que esta cidade não tem infraestrutura alguma!”. O desabafo é da comerciante Adrivânia Martins, dona do Atacadão Paulista, cujo slogan da placa anuncia: “Vestindo Você na Passarela”.

A placa em questão não pegou fogo, mas o estoque de roupas da loja foi consumido por um incêndio no final da tarde do último domingo, 2. Os bombeiros chegaram em 30 minutos, e apagaram o fogo. Felizmente não houve vítimas, pois não havia ninguém no interior do estabelecimento.

O Atacadão Paulista está localizado na confluência da Rua Cândido Mendes com Avenida Mendonça Júnior – mais conhecida como “Rua do Canal” – no Centro Comercial de Macapá. Adrivânia Martins disse que mantém o negócio junto com o marido há 14 anos. A loja emprega cerca de 20 vendedores. Quanto ao sinistro, a empresária disse não saber calcular os prejuízos provocados pelo incêndio, cujas causas são desconhecidas.

Para quem não tem o hábito de percorrer o centro da capital amapaense, a “Rua do Canal” é aquela em que prosperam minúsculos restaurantes improvisados. É nessas barracas que os comerciários tomam café, almoçam e, já no início da noite, apreciam o “Churrasquinho de Gato” vendido a R$ 1,00. Os empregados do comércio elogiam o sabor e o baixo preço da comida. Mas reclamam do odor insuportável do fétido canal.

Imundícies à parte, o incêndio do Atacadão Paulista não foi o primeiro e nem será o último. “Todo o Centro de Macapá é uma imensa bomba-relógio”, diagnostica o tenente Silva, oficial do Corpo de Bombeiros que coordenou a operação de combate ao incêndio. Ele enumera pelo menos três problemas críticos: “As lojas são geminadas; a fiação elétrica é antiga e inadequada (com muitos “gatos”); e não há um único hidrante nem no Centro ou em qualquer bairro de Macapá”.

Em tais circunstâncias, o oficial-bombeiro afirma que os donos de lojas contíguas ao Atacadão Paulista deveriam erguer as mãos para os céus e agradecer. “Os comerciantes das lojas vizinhas tiveram muita sorte, pois o fogo só não se alastrou para os demais estabelecimentos porque o estoque das roupas estava entulhado”.

A ausência de hidrantes fez com que as duas viaturas dos Bombeiros fossem mobilizadas nas unidades da Zona Norte e Zona Sul da Cidade. No momento em que Camilo Capiberibe assumiu o governo sob o signo das mudanças, é preciso olhar com atenção especial para o Centro de Macapá.

Um incêndio já no segundo dia de 2011 é motivo de preocupação. Desta vez não houve vítimas porque era domingo. Mas poderá acontecer em qualquer dia da semana. E, sabemos que não podemos nem contar com o prefeito Roberto. Ele passa uma temporada compulsória em Brasília (DF) e a prefeita Helena não dá sinais de que está realmente preocupada em resolver este problema. Fica o alerta: onde há fumaça, há fogo. Hidrante neles!

Recado aos medíocres

                                                                                                 Por Silvio Carneiro

Lembro da reação dos meus pais quando um dia eu cheguei em casa e disse que eu ia fazer meu primeiro vestibular para Jornalismo. Na época, eu não era lá grande exemplo de filho.

Eu cada vez dava menos valor às coisas que a escola tentava me ensinar em vão e, ao mesmo tempo, começava a supervalorizar o que a vida e as ruas me ensinavam. E aquilo pra mim era natural. Eu tinha sede de vida e fome de mundo!

Meus velhos não se surpreenderam nem um pouco. Pra eles, o importante era que eu me formasse em alguma coisa, tivesse um diploma, desde que aquilo me fizesse feliz e me servisse de alguma coisa depois. E foi com essa sede de vida e fome de mundo que entrei para a faculdade de Jornalismo, no já distante ano de 1995.

O Jornalismo já era uma antiga paixão e agora eu estava cada vez mais me sentindo realizado!

Depois, aos poucos, fui aprendendo na prática, trabalhando numa rádio aqui, num jornal impresso ali, numa emissora de TV acolá…

Só quem é JORNALISTA de verdade e que carrega essa vocação na veia, é que pode saber o que eu sinto.

Não adianta apenas você gostar de ler e escrever pra ser jornalista. Isso é apenas uma das habilidades que o jornalista deve ter. Mas é preciso mais! É preciso andar e bater de porta em porta atrás da informação precisa. É preciso caçar os fatos como um lobo faminto atrás de sua presa. É preciso deixar muitas noites de sono, baladas e encontros com o amor da sua vida, e sair correndo quando a notícia chama. É preciso ser abnegado, atencioso, curioso, dedicado, digno, ético e tranparente para poder transmitir os fatos e esclarecer a sociedade sobre o que anda acontecendo.

Um jornalista deve pautar seu trabalho na precisa apuração dos acontecimentos e na sua correta divulgação. Ele precisa divulgar os fatos e as informações de interesse público; lutar pela liberdade de pensamento e de expressão e, acima de tudo, valorizar, honrar e dignificar a sua profissão! Infelizmente muitos não fazem isso…

Muitos ainda usam a profissão apenas como artifício para estarem junto de pessoas importantes. Outros, para mendigar favores em troca de uma foto na coluna social.

É lastimável o jornalista que abre a boca aqui ou em qualquer outra parte do mundo pra dizer que passa fome com sua profissão. Por que isso? Será que uma pessoa dessa acha que só é jornalista os figurões da Rede Globo como o William Bonner? Querem eles ser estrelas da TV?

Esses argumentos são de quem não tem o jornalismo nas veias!

Seja em qual profissão for, sempre haverá profissionais bem sucedidos e outros mal sucedidos. Sempre haverá os que terão sucesso por serem competentes e os que não terão sucesso, por serem medíocres.

É inadmissível que um jornalista fique preocupado, por exemplo, se o governador vai pintar a residência oficial com as cores do seu partido, quando poderia estar muito mais preocupado em denunciar os graves escândalos nos quais seus patrões estão metidos ou se preocupar com a parcela da população que está sem moradia no seu estado!

Hoje, mais de 10 anos depois de formado, graças a Deus, eu posso dizer que sou motivo de orgulho para meus pais, que antes não acreditaram muito naquele jovem rebelde de antes. Mas que hoje podem ter a certeza de que seu filho não passa fome e trabalha digna e honestamente como tantos outros jornalistas profissionais que, que sustentam suas famílias sem precisar estar pedindo esmolas, fazendo fofocas ou se vendendo em troca da ilusão de ser uma estrela.
Eu e meu amigo Silvio, autor deste texto “de rocha”.
Meu recado pra esses maus profissionais: larguem a profissão o quanto antes. Vão ser palhaços ou prostitutos em outro lugar que lhes dê mais dinheiro ou mais prazer! O jornalismo não precisa de gente como vocês! O jornalismo e a sociedade precisam de jornalistas sérios.

Tiririca e a vingança dos abestados

Ao todo, 1,3 milhões de brasileiros elegeram Francisco Everardo, o palhaço Tiririca, como deputado federal de São Paulo. E parece que isso irritou muita gente. Everardo foi acusado de não sabe ler e escrever. Sim, essa é uma exigência da Constituição. Por isso, o deputado mais votado do Brasil precisou provar – de forma humilhante – que não era analfabeto. Mas o problema é bem maior do que isso…

Tiririca, ao ser questionado, fez o que era mais simples. Evitou aparições públicas e sumiu do mapa. Ele passou o mês de outubro em São Paulo, onde se reuniu com especialistas que fizeram todo tipo de teste para avaliar se ele sabia ler e escrever. Foram encontros reservados, aos fins de fins de semana e feriados. “A principal missão era avaliar o senhor Francisco Everardo sobre o ponto de vista global. Não só se ele era capaz de ler e escrever, mas como ele era capaz. Foram aplicados testes de inteligência”, diz a fonoaudióloga Ana Alvarez.

Inclusive, este talvez seja o detalhe mais importante, de acordo com uma das especialistas contratadas por Tiririca, o QI dele está na média. Na média brasileira, é bom deixar isso claro.

Vale notar que na hora de fazer o teste escrito para provar que não era analfabeto, o juiz ditou para Tiririca um trecho de um livro jurídico. Era um texto curto. Só que das dez palavras principais, Tiririca errou oito. Isto prova de forma inequívoca que Tiririca escreve como a grande maioria dos brasileiros. Ou seja, sem qualquer respeito à língua portuguesa…

E tem mais: Tiririca demorou oito minutos para escrever a frase completa. Teve dificuldades na hora em que o juiz leu “1932”. Foi preciso soletrar os números. “O resultado do ditado foi sofrível”, conta o promotor Mauricio Lopes. Na hora de mostrar seu talento para a leitura, foi mostrada uma página de jornal. Tiririca levou três minutos para ler o título e mais duas linhas. De novo, essa é mais uma prova que o QI de Francisco Everardo está no mesmo nível de seus eleitores.

Então por que implicar com o futuro deputado? Tiririca merece estar no parlamento. Afinal todas as classes sociais têm o direito de estar representadas. Por que os lorpas, os aparvalhados, os basbaques, os atoleimados, os bolônios, os pascácios, os sambangas, os pacóvios não teriam direito a ter um representante?

O Brasil é um país completamente preparado no tange ao quesito boçalidade. Somos autossuficientes em burrice desde nosso descobrimento. Então por que os nossos deputados precisam ter um QI 150? O nosso glorioso país é uma terra abençoada com toneladas e mais toneladas de burrice. É o nosso maior produto de exportação. Logo, por que criticar Tiririca se ele matou algumas aulas no colégio?

No fim das contas, o juiz concluiu que Tiririca sabe ler, apesar da dificuldade da escrita. Portanto, não é totalmente analfabeto, e por isso, pode ser deputado. “Ele terá dificuldades no que diz respeito a uma série de atribuições do seu cotidiano e terá naturalmente que contar com a ajuda de sua assessoria”, explicou o cientista político Humberto Dantas.

Francisco Everardo toma posse em fevereiro, de terno e gravata. É a vingança dos abestados. A ZeroZen só discorda do futuro deputado em um único ponto. Ele disse durante a campanha “Vote em Tiririca. Pior que tá não fica”. Fica sim, Tiririca. Aliás, fica cada vez pior…