Hoje é o “Mandela Day” – Viva Nelson Mandela! (Se vivo, o herói da liberdade faria 101 anos hoje)

18 de julho é o Dia Internacional de Nelson Mandela, conhecido como “Mandela Day” e adotado pelas Nações Unidas em 2009. A data foi escolhida por ser a mesma do nascimento do herói da liberdade, falecido em 2013. Ele faria 101 anos hoje.

Ex-presidente da África do Sul, dono de um Prêmio Nobel da Paz e um dos homens mais respeitados do planeta, Nelson Mandela morreu aos 95 anos em Pretória, na África do Sul. Ele foi vítima de um câncer ao qual lutava contra desde 2001.

Ele foi o maior símbolo de combate ao regime de segregação racial conhecido como Apartheid, que foi oficializado em 1948 na África do Sul e negava aos negros (maioria da população), mestiços e asiáticos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. A luta contra a discriminação no país o levou há ficar 27 anos preso, acusado de traição, sabotagem e conspiração contra o governo, em 1963.

Condenado à prisão perpétua, Mandela foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, aos 72 anos. Durante sua saída, o líder foi ovacionado por uma multidão que o aguardava do lado de fora do presídio.

Mandela defendeu o ideal de uma sociedade democrática e livre, na qual todas as pessoas convivam em harmonia e com oportunidades iguais.

Frases:

“Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.”

“A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo.”

“Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos.”

“Aprendi que a coragem não é a ausência do medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas o que conquista esse medo.”

Para saber mais sobre a história deste fantástico homem do bem, assistam o documentário “O Milagre Mandela”:

Ele tornou-se ícone da liberdade e da igualdade. Sou negro, filho, neto e bisneto de negro e hoje rendo homenagens a um dos mais importantes homens da história. Nelson Mandela, o Madiba, foi fundamental. Não somente para um povo ou uma raça, mas para a humanidade.

Viva Nelson Mandela!

Elton Tavares

Sobre Macapá, Mazagão e meu avô, João Espíndola – por Bellarmino Paraense de Barros

 *O texto é de 1997. O recorte de jornal foi um presente da minha amada tia Maria Conceição (A “Penha”). Adorei a forma que o senhor Bellarmino redigiu e contextualizou os fatos para enaltecer a pessoa do meu avô, falecido um ano antes do autor escrever esse belo registro. 

Museu Sacaca abre temporada de férias para o público infantil em julho

Foto: José Baia/Secom

Os dias 21, 25, 26, 27 e 28 de julho estarão abertos para a segunda temporada das “Férias no Museu Sacaca”. O evento reunirá crianças para participarem de brincadeiras, contação de histórias, pintura de rostos, caça ao tesouro, entre outras atividades.

A programação que foi montada pelo bloco pedagógico do Museu Sacaca, começa neste domingo, pela manhã, a partir das 10h e, no turno da tarde às 14h.

Junto com a programação de férias, seguem normalmente as visitas mediadas e o passeio no barco “O Regatão” das 9h às 17h.

Para participar de toda programação, toda criança a partir de 5 anos de idade, deve estar devidamente acompanhada pelos pais ou responsáveis.

A coordenação do Museu Sacaca informa que a entrada é franca, mas avisa que não estarão autorizadas as entradas de animais de qualquer espécie e, nem o uso das ambientações para realização de piqueniques.

O Museu Sacaca oferece uma praça de alimentação no horário de visitas, da 9h às 17h, para melhor atender aos visitantes.

Programação: 

Terça-feira a domingo – 9h às 17h

Visitas mediadas e passeio de barco “O Regatão”.

Domingo (21/07)

10h – Brincadeiras e pintura de rosto;

14h – Contação de história e brincadeiras;

Quinta-feira (25/07)

15h – Contação de história e brincadeiras.

Sexta-feira (26/07)

15h – Contação de história e brincadeiras.

Sábado (27/07)

15h – Contação de história e brincadeiras.

Domingo (28/07)

10h – Brincadeiras e pintura de rosto;

15h – Contação de história e brincadeiras;

16h – Caça ao tesouro.

Claudio Rogério
Assessoria de comunicação do Museu Sacaca

Oito atrações se apresentam hoje na Estação Lunar

A diversidade da Música Popular Amapaense (MPA) se encontrará com a sensualidade da melodia da Guiana Francesa, nesta quinta-feira, 18, no balneário da Fazendinha. Oito atrações animarão o público na Estação Lunar com ritmos locais das duas regiões.

As apresentações incluem músicas da Amazônia, ritmos do Norte e também a diversidade da Guiana Francesa. A programação contará ainda com exposição, feira de artesanato e muita gastronomia. Ainda na quinta-feira, pela manhã, os artistas da Guiana estarão na Fazendinha fazendo a passagem de som.

Confira a ordem das apresentações:

Negro de Nós – 20h
Movimento Cultural Ancestrais – 20h30
Música tradicional Guiana Francesa – Criola de Tambor – 21h
Denis Lapassion – 21h30
Clara Nugent – 22h
Finéias – 23h

Exposição retrô-expectativa – 20h à 0h
Exposição de Carla Nobre – 20h

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult

Documentário retrata o surgimento do ‘graffiti’ nos espaços urbanos de Macapá

Documentário retrata o surgimento do ‘graffiti’ nos espaço urbano de Macapá — Foto: Divulgação

Por Rita Torrinha

O surgimento do graffiti em espaços urbanos de Macapá é o assunto traçado nos 35 minutos do documentário “Tatuagem da Cidade”, que será exibido nesta quarta-feira (17) em um espaço cultural no Centro da capital. O filme tem como base pontos de vista de dez artistas amapaenses da vanguarda e da nova geração.

“Buscamos entrevistar grafiteiros antigos, alguns que transitaram entre espaços que acreditamos ser importantes, como o Catita Clube e o Espaço Caos. Também escolhemos alguns grafiteiros mais novos que representam a cena hoje, a galera que está na ativa”, explica Danrlei Chagas (Jack), que assina a direção do filme.

Criadores, da esquerda para direita: Danrlei Chagas (Jack), Ramones Otirb e Lucas Monte — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

Jack compartilha o roteiro e direção do documentário com o amigo Ramones Otirb e contou com Lucas Monte nas filmagens. Os dois primeiros são estudantes de artes visuais da Universidade Federal do Amapá (Unifap), onde surgiu a ideia da gravar a película, como parte do trabalho de conclusão de curso. Foram oito meses de trabalho, entre gravação e finalização.

Artista Moara Negreiros é uma das entrevistadas no documentário — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

“Começamos a escrever o TCC e ao mesmo tempo gravar. Para gravar contamos com a ajuda do Lucas Monte, que se disponibilizou a fazer as imagens, e a edição é do André Cantuária. Assim surgiu a ideia de fazer um curta-doc sobre esses relatos e também mostrar como é agora a identidade da arte urbana local”.

“O muro é símbolo da sociedade moderna e não por acaso também é o suporte favorito dos grafiteiros”, Jack — Foto: Divulgação

“Tatuagem da Cidade” não fala sobre o processo individual criativo dos grafiteiros, se propõe a registrar relatos desses espaços coletivos que surgiram e desapareceram, mas que contribuíram para a valorização da cena da arte urbana.

Gabi Campis estuda artes e é grafiteira. Ela também está no documentário — Foto: Divulgação

Para Jack, apesar de ser considerada “tímida” por alguns grafiteiros, a arte de rua existe e resiste ao passar do tempo, mesmo que seja em movimentos cíclicos, mas com potencial de intervenção cada vez maior.

Danrlei Chagas (Jack), diretor do documentário — Foto: Danrlei Chagas/Arquivo Pessoal

É também uma decisão de trazer à visibilidade e fomentar discussões, inclusive acadêmica, onde, segundo os documentaristas, o acervo sobre a temática ainda é pífia. Para os grafiteiros, os muros são os suportes favoritos para usar os sprays multicoloridos e ressignificar o lugar.

Documentário retrata a arte do graffiti integrada ao cenário urbano de Macapá — Foto: Divulgação

Todos os entrevistados no documentário são grafiteiros e a maioria tem formação ou está se formando no curso de artes visuais, seja a nível técnico, seja em licenciatura.

Ter um recorte da cena do graffiti registrado em filme representa também o resgate de rodas constantes de discussões sobre o movimento e a (re) aproximação dessa tribo. Uma reflexão que vai além de um filme ou trabalho acadêmico.

Serviço:

Exibição do documentário “Tatuagem da cidade”
Local: Casa Viva (Avenida Almirante Barroso, nº 851, Centro)
Data: 17 de julho (quarta-feira)
Hora: 20h
Entrada gratuita

Fonte: G1 Amapá

Música e poesia: nesta quarta-feira (17), no Sankofa, rola mais uma edição da “Quarta de arte da Pleta”

Hoje (17), a partir das 19h, no Sankofa, vai rolar mais uma edição da “Quarta de arte da Pleta”. O evento contará com o Vitrola Cultural, poesia de Eliakin Rufino, além de música ao vivo com Ligia Mônica e o maestro Roselito.

A noite terá ainda apresentação musical de Erick Pureza e Fernanda Canora. E performance poética de Kassia Modesto e Hayam Chandra.

A Quarta de Arte da Pleta será realizada em todas as quartas das férias de julho.

Serviço:

“Quarta de arte da Pleta ”
Data: 17/07/2019
Local: Sankofa, localizado na Rua Beira Rio 1488, Orla do Santa Inês, zona sul de Macapá.
Hora: a partir das 19h
Couvert: R$ 5,00
Mais informações pelo telefone: 98109-0563 (Andreia Lopes).

Elton Tavares

Prefeito Clécio Luís acerta detalhes do Estação Brega com empreendedores

No fim da tarde de segunda-feira, 15, o prefeito de Macapá, Clécio Luís, acompanhado de secretários, reuniu com empreendedores do complexo do Araxá para tratar os detalhes da realização da Estação Brega, que ocorrerá nesta sexta-feira, 19, na concha acústica do local. A reunião teve como finalidade a organização dos trabalhadores durante o evento, além da apresentação da estrutura e programação.

“O complexo do Araxá é um dos principais pontos turísticos de Macapá. Quem visita a cidade passa por aqui para contemplar a beleza do rio Amazonas e degustar a culinária regional. Melhoramos a iluminação e estamos trabalhando nos reparos das calçadas e quiosques. Este ano, ampliamos o Macapá Verão para fomentar a economia do município e melhorar a renda dos empreendedores desses pontos turísticos”, relatou o prefeito.

“Estamos contentes e agradecemos ao prefeito Clécio por esse maravilhoso evento cultural. Tenho certeza de que a Estação Brega irá atrair um enorme público, já que a programação é voltada para a nossa cultura, que é o brega. Trabalhamos com programações nas sextas-feiras. Além do nosso público, o evento atrairá mais pessoas para o Araxá”, contou o empreendedor Venilton Leal.

A Secretaria Especial de Iluminação Pública (Seip) fez a manutenção de cerca de 60 pontos de iluminação no complexo do Araxá. Foram instaladas lâmpadas de vapor metálico. A Secretaria Municipal de Manutenção Urbanística (Semur) executou serviços de limpeza e roçagem, e a Secretaria Municipal de Obras e Infraestrutura Urbana (Semob) está fazendo reparos na estrutura dos quiosques e calçadas.

A Estação Brega faz parte da programação do Macapá Verão 2019 e contará com artistas como Mauro Cotta, Banda Moara, Suelen Braga e Jomasan. Além dos shows, haverá apresentações de grupos de dança de salão e gastronomia, com início às 20h.

Aline Brito
Assessora de comunicação/PMM
Foto: Jhenni Quaresma

50 anos de lançamento de “Space Oddity” (a canção foi feita por conta da corrida espacial)

Há 50 anos, a Apollo 11 era lançada rumo ao satélite da Terra. Também completam 5 décadas que o artista inglês David Bowie lançou o disco homônimo a ele, com a clássica faixa “Space Oddity”. O lançamento da canção, feito em 11 de julho de 1969, foi proposital para coincidir com a chegada da missão Apollo 11 à lua. A composição fala de um astronauta fictício, Major Tom, que saía da Terra para uma missão solitária no espaço. O nome da canção foi inspirada no filme “2001: A Space Odyssey, de Stanley Kubrick”.

Mesmo com uma letra pessimista em que Major Tom parece morrer ou ficar à deriva no espaço no fim, foi usada pela emissora BBC como trilha sonora da cobertura da chegada do homem à Lua. Garantiu o primeiro sucesso de Bowie até então – quinto lugar nas paradas do Reino Unido.

Space Oddity foi o nome usado pelos lançamentos em CD em 1984, 1990 e 1999. Para a reedição de 2009. A música, mistura de Folk e Rock, foi gravada com o acréscimo de sons misteriosos do Stylophone do compositor, um órgão eletrônico de Bowie.

A canção foi usada em um vídeo promocional chamado “Love You Til’ Tuesday”. A intenção do era a de vender Bowie para um novo selo, já que ele saíra da Dream Records em abril de 1968.

Outra teoria é que a música é uma metáfora para o uso de heroína, citando a contagem regressiva da abertura como análoga à passagem da droga pela agulha até o auge de euforia, e ressaltando que Bowie admitiu em 1968 “um pequeno flerte com smack [gíria para heroína]”.

De repente, 1969, ano do homem na lua, foi o mesmo momento que o “Star Man” fez contato com os seus parentes ET’s e sua casa, alguma estrela onde mora hoje em dia. Já disse e repito: David Bowie foi e é um dos caras mais fodas que andou sobre a terra. Morto em janeiro de 2016, aos 69 anos de vida (e que vida!). Ali foi genial!

Elton Tavares
Fontes: Wikipédia, Época

Saque o som e assista o vídeo da lendária música:

Space Oddity (Odisséia Espacial) – David Bowie

Controle de Solo para Major Tom
Controle de Solo para Major Tom
Pegue suas pílulas de proteínas e coloque seu capacete

Controle de Solo para Major Tom
(10,9,8,7)
Começando contagem regressiva e motores ligados
(6,5,4,3)
Checar ignição e que o amor de Deus esteja com você
(2,1)

Esse é o Controle de Solo para Major Tom
Você realmente teve sucesso
E os jornais querem saber de quem são as camisetas você usa
Agora é a hora de sair da cápsula se você tiver coragem

Aqui é Major Tom para Controle de Solo
Estou dando um passo pra fora da porta
E estou flutuando no jeito mais peculiar
E as estrelas parecem muito diferentes hoje

Estou sentado numa lata
Bem acima do mundo
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer

Porém eu ultrapassei cem mil milhas
Estou me sentindo bem calmo
E eu acho que minha nave espacial sabe onde ir
Diga pra minha mulher que eu a amo muito, ela sabe

Controle de Solo para Major Tom
Seu circuito pifou Há algo errado
Pode me ouvir Major Tom?
Pode me ouvir Major Tom?
Você pode…

Aqui estou flutuando em volta da minha lata
Bem acima da lua
A Terra é azul e não há nada que eu possa fazer…

Mais de 30 artistas se apresentam nesta semana no Macapá Verão

Com sucesso de público, a programação do Macapá Verão 2019 entra na terceira semana com mais de 30 atrações e diversão para toda a família. Nesta semana, haverá as estações Lunar, Brega, Esporte, Nerd e Criança, além da domingueira.

O evento conta também com feira de artesanato, gastronomia, distribuição de mudas, exposição de artes visuais, contação de histórias, capoeira e teatro.

Estação Lunar Amapá / Guiana Francesa – 18 de julho

Negro de Nós – 20h
Movimento Cultural Ancestrais – 20h30
Música tradicional Guiana Francesa – Música Criola de Tambor – 21h
Denis Lapassion – 21h30
Clara Nugent – 22h
Finéias – 23h
Exposição retrô-expectativa – 20h à 0h
Exposição de Carla Nobre – 20h

Estação Brega – 19 de julho (sexta-feira) – 19h à 1h

Banda Moara – 20h
Suelen Braga – 21h
Jomasan – 22h
Mauro Cotta – 23h

Estação Esporte – Futlama – 20 de julho (sábado) – 9h às 13h

IV Torneio de Futlama
Complexo Turístico do Jandiá

Estação Esporte – remada – 20 de julho (sábado) – 14h às 18h

Complexo Turístico do Jandiá e Complexo Turístico do Araxá
Moises Sandino – 16h

Estação Verão Nerd – 20 de julho (sábado) – 15h às 22h

Programação na sexta-feira na Praça Veiga Cabral, com concurso de Cosplay, batalhas de games, esportes radicais, e apresentações de artistas da música alternativa, dança, exposição de artes visuais, feira de artesanato, e gastronomia.

Exposição “Capitão Açaí” – 16h
Apresentação de Cosplay – 16h30
Keona Spirit – 19h
Fazendinha – Domingueira – 21 de julho
Samba de Gafieira – 14h30
Banda Chocolate com Pipoca – 15h
O Sósia – 16h
Beto 7 cordas – 16h30
Adenor Monteiro – 17h30

Curiaú – Domingueira – 21 de julho (domingo)

Amado Amancio – 15h

Praça CEU das Artes – Estação Criança – 21 de julho (domingo)

Capoeira Quinga pra Vida – 16h
Entrei na Roda – 16h30
Mercador de Contos – 17h
Palhaçada e Dança – 17h30
Chapeuzinho Vermelho em Conspiração Jantar – 18h
Cadê o Brilho da Estrela – 18h30
Movimento Sem Limite – 19h

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fumcult
Contato: 98104-9355
Fotos: Gabriel Flores

MP-AP recebe as imagens peregrinas de São Tiago e São Jorge

Como parte do roteiro de visitas às instituições do Estado, na última segunda-feira (15), a procuradora-geral de Justiça, em exercício, do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Clara Banha, e o chefe de gabinete da PGJ, Vinicius Carvalho, acompanhados por membros e servidores da instituição, deram boas-vindas às imagens de São Tiago e São Jorge. A comitiva formada por fiéis e organizadores da Festa em homenagem aos santos foi recebida no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, no Araxá.

A peregrinação aos órgãos públicos e residências de mazaganenses radicados em Macapá ocorre no período de 13 a 15 de julho. Após o translado, no dia 15, a imagem já retorna para Mazagão, onde na madrugada desta terça-feira (16) inicia a programação oficial da Festa de São Tiago, indo até o dia 28, quando acontece a festa das crianças.

Compuseram o cortejo um grupo de 30 pessoas, entre as figuras principais representadas (São Tiago, São Jorge e Atalaia), cavaleiros cristãos e mouros, grupo litúrgico, caixeiros e atiradores.

Segundo o representante da Associação Cultural de São Tiago, Alan Baía, a peregrinação é feita, anualmente, para convidar as pessoas a irem para Mazagão participar e conhecer a festividade. “Viemos com um discurso pronto e ficamos emocionados com o depoimento da procuradora Clara Banha. Um dos principais objetivos do translado até a capital é intensificar a divulgação e reforçar o convite para que a população prestigie as festividades em louvor a São Tiago, em Mazagão Velho”, ressaltou Baía.

A PGJ, em exercício, se emocionou durante a recepção ao lembrar de seu pai, falecido, que era fiel e auxiliador dos festejos. “É muito difícil eu conseguir falar neste momento. Um momento que traz lembranças boas do meu pai, que faleceu este ano. Continuarei seguindo e ajudando a festividade como forma de dar continuidade ao que o meu pai fazia. Que São Tiago e São Jorge abençoe a todos os nossos membros, servidores e a instituição como um todo”, finalizou Clara Banha.

Durante a cerimônia, o grupo litúrgico realizou uma oração e o de cavalaria fez a apresentação da “Dança do Vominê”.

Festa de São Tiago Este ano, a Festa de São Tiago completa 242 anos. Os festejos são realizados desde o ano de 1777. Mistura rituais religiosos, cavalhada e teatro a céu aberto para contar a aparição de Tiago como um soldado anônimo que lutou bravamente ao lado do povo cristão. É organizada pela comunidade local, através da associação cultural, com apoio do Governo do Amapá e da Prefeitura de Mazagão.

SERVIÇO:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Assembleia decidirá comissão para eleição da cadeira do marabaixo

Representantes do marabaixo interessados devem participar do evento – Foto: Gabriel Penha/Seafro

Representantes do marabaixo interessados em concorrer à vaga no Conselho Estadual de Política Cultural (CEPC) devem participar da assembleia geral que formará a comissão eleitoral. A reunião será no dia 18 de julho, às 15h, na sede da entidade.

A assembleia é uma etapa preparatória do processo que elegerá o representante do segmento no conselho. Poderão participar comunidades quilombolas, entidades culturais, academias, movimentos culturais, associações, grupos e federações ligadas ao marabaixo.

Esta é a primeira eleição para a cadeira, instituída em julho, após o governador Waldez Góes assinar o projeto de lei efetivando as cadeiras de capoeira e cultura indígena, e criando a cadeira do marabaixo.

“Finalizamos o procedimento e regimento eleitoral e elaboramos o cronograma do processo. Agora, é reunir o segmento”, falou o presidente do CEPC, Cléverson da Costa.

Na assembleia, também será divulgado o regulamento da eleição, prevista para ocorrer no dia 31 de agosto.

O conselho

O Conselho Estadual de Política Cultural é um órgão vinculado à Secretaria de Estado da Cultura (Secult), que integra o Sistema Estadual de Cultura, com a função de elaborar, acompanhar, executar, fiscalizar e avaliar as políticas públicas de cultura estabelecidas no Plano Estadual de Cultura (PEC).

Assessoria de comunicação do Governo do Amapá

Sesc AP realizará exposição com obras de artista amapaense

O Sistema Fecomércio AP, por meio do Sesc, realiza dia 19 de julho, a partir das 19h, na Galeria de Artes Antônio Munhoz Lopes no Sesc Araxá, a 3ª exposição de 2019, intitulada “Infinitude” da artista amapaense Gabi Campis. A vernissage faz parte do

Projeto Entre Artes, que busca apoiar e incentivar a produção de Artes Visuais no estado do Amapá e disseminar ações educativas que visem o aprimoramento do olhar humano através de oficinas e exposições de artes.

A exposição apresenta obras compostas por um arsenal de cores e traços místicos, que cruzam com questões poéticas feministas. A temática do trabalho da artista é decorrente de sua vivência com outras mulheres artistas que caminham juntas na arte de rua.

Durante o período de exposição de 19/07 a 19/08/2019 serão realizadas visitas mediadas na galeria, nas quais serão feitas discussões e esclarecimentos sobre a temática abordada nas obras. A exposição apresenta classificação livre e é aberta para o público em geral.

Serviço:

Sesc Amapá
Coordenadoria de Comunicação e Marketing
E-mail: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)
Site: www.sescamapa.com.br

VÊNUS À LUZ DO DIA – Por Fernando Canto

Por Fernando Canto

Certa vez em Fortaleza, em agosto de 1994, atentei para um texto de um professor de História da Universidade Estadual do Ceará, publicado no jornal “O Povo” em que ele narrava uma passagem de Claude Levy-Strauss, antropólogo, pai do estruturalismo, que acabou de fazer recentemente um século de vida.

O texto do pensador iniciava dizendo que “Parecia que havia uma determinada tribo que conseguia ver o planeta Vênus à luz do dia (…). Pus o problema a astrônomos profissionais; eles disseram que efetivamente nós não o conseguiríamos, mas que atendendo à quantidade de luz emitida pelo planeta durante o dia, não é inconcebível que algumas pessoas o possam detectar. Mais tarde consultei velhos tratados de navegação pertencentes à nossa própria civilização, e tudo indica que os marinheiros desse tempo eram perfeitamente capazes de ver o planeta à luz do dia. Provavelmente nós seríamos capazes de o ver se tivéssemos a vista treinada”.

Foto encontrada no site scielo.br

Nem a propósito, quando adolescente conheci um senhor no bairro do Laguinho que me dissera em uma conversa informal, que quem vê uma estrela de dia será feliz. Com efeito, a conversa iniciara por aí, numa tarde chuvosa, nublada e de muito vento, na casa do seu Sinval, na subida da ladeira da São José, quando esperava o Zeca, seu filho, e a chuva passar para irmos encontrar com a nossa turma. Anos depois me lembrei disso e escrevi um pequeno conto em que a personagem vê uma estrela nessas circunstâncias, mas em seguida morre atropelado olhando para o céu.

E é nesse olhar para o céu que vejo a preocupação das Universidades locais e mesmo de certas faculdades em trazer à tona e discutir, promover e valorizar o autor local, incentivando a produção neste vasto mundo amazônico que temos em volta, pois que estamos sujeitos a criar como nunca, com nossas experiências adquiridas do cotidiano e da história, com seus fantasmas e personagens, com suas paisagens e ambientações tão características da nossa gente, da nossa cultura e dos nossos mitos.

É verdade que não temos mercado editorial para leitores dos diversos processos seletivos, estudantes que normalmente não compram livros de literatura produzida em nossa terra porque não têm dinheiro, hábito de ler e principalmente pelo preconceito de que não há qualidade, uma coisa certamente repetida por quem tinha interesse em reduzir a nada o que aqui se produzia. Mas é verdade também que não há até hoje uma política cultural oficial que incentive a nossa literatura, na produção e na divulgação. Quem conhece Alcy Araújo, Ivo Torres, Álvaro da Cunha, Isnard Brandão de Lima Filho, Hélio Pennafort. Quem são os autores novos?

Eventualmente ainda encontro pessoas raivosas e frustradas que criticam sem ler a obra de ilustres escritores, sem que saibam separar o que eles são e o que representa para nós o seu talento literário. “Saraminda” de José Sarney, por exemplo, uma obra gigantesca que se passa no Amapá no século XIX mereceu de Levy-Strauss o seguinte comentário: “Li Saraminda e quanto amei esse belo livro. Depois dos pescadores do Nordeste José Sarney faz reviver os faiscadores de ouro de Caiena e do Amapá com a mesma sensibilidade aguda à realidade etnográfica permeada por um poderoso lirismo. Sarney reconstitui ao mesmo tempo um episódio esquecido, mas saborosamente pitoresco das relações da França com o Brasil”. Diz o autor de “O Cru e o Cozido”.

Para nós fica a lição do antropólogo de que “se tivéssemos a vista treinada” poderíamos ver mais longe, enxergar além do horizonte que a visão alcança e seríamos mais atentos para o que a consciência nos pede para ver e principalmente para penetrar na interpretação de um bom texto ou nos mais recônditos segredos que a vida abriga.