Moedas e Curiosidades – “Revolução Constitucionalista de 1932” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Outro item repleto de história da minha coleção de moedas, são essas três moedas de cupro-níquel e data MCMI (1901 – essa foi a única vez que se utilizou algarismos romanos, para datar uma moeda brasileira), com o carimbo da “Campanha do Ouro” da “Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo.

Em 1930, uma revolução derrubara o governo dos grandes latifundiários de Minas Gerais e São Paulo (política do Café com Leite 1898-1930). Getúlio Vargas assumiu a presidência do Brasil em caráter provisório, mas com plenos poderes. Do Congresso Nacional às Câmaras Municipais, todas as instituições legislativas foram fechadas, e os governadores dos estados, foram depostos e substituídos por interventores.

A política centralizadora de Vargas desagradou as oligarquias estaduais, especialmente as de São Paulo, o estado economicamente mais importante da nação. A visível perda de espaço político, sofrida pelos paulistas, impulsionou a organização de novos meios de se recolocar nesse cenário político controlado pelo governo Vargas.

O clima de hostilidades entre os paulistas e Getúlio Vargas aumentou com a nomeação do tenente João Alberto Lins de Barros, ex-participante da Coluna Prestes, como novo governador de São Paulo.

Um grande comício realizado em 23 de maio de 1932, reivindicando uma nova constituição para o Brasil, terminou em conflito armado e quatro estudantes morreram: Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo, dando origem ao grande símbolo da revolução: a sigla MMDC. Essas mortes foram o estopim para dar início, em 9 de julho de 1932, à maior guerra civil da história brasileira.

A 14 de julho, o governador de São Paulo Pedro de Toledo, decreta a criação de um bônus de guerra que desempenhe as funções de moeda. Para lastreá-la foi lançada a campanha “Doe ouro para o bem de São Paulo”, centralizada pela associação comercial em conjunto com os bancos. Cria-se a marca – um carimbo com capacete e a legenda “1932 C. O.” (1932 Campanha do Ouro) – que ficou conhecido como o “Carimbo da Campanha do Ouro”.

Em outubro de 1932, após três meses de luta, os paulistas se renderam. Cerca de três mil brasileiros morreram em combates e mais de cinco mil ficaram feridos durante a revolução.

Embora derrotados, os paulistas conseguiram alcançar alguns objetivos. Entre eles, a Constituição que acabou sendo promulgada em julho de 1934, trazendo alguns avanços democráticos e sociais para o país.

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

V Seminário de Artes Cênicas abre semana de eventos do curso de Teatro na Unifap

Está acontecendo desde esta segunda-feira, 20, o V Seminário de Artes Cênicas do Amapá – Múltiplos Territórios de ocupação. O evento, que é realizado pelo curso de Licenciatura em Teatro da Universidade Federal do Amapá (Unifap), vai até esta sexta-feira, 24, no Campus Marco Zero do Equador, em Macapá (AP). De acordo com os organizadores, o objetivo é apresentar pesquisas na área de teatro, tanto as localmente produzidas como as discussões mais atuais da área, além de promover a interação com pesquisadores de várias partes do Brasil e de outros países como o pesquisador Lechby François, doutorando em ciências da educação na Université de Guyane.

No dia 22 as graduações da região Norte se reunirão no III Encontro de Licenciaturas em Teatro da Região Norte. O evento mapeará ações de ensino, pesquisa e extensão realizadas pelas licenciaturas em Teatro da região Norte com o intuito de estabelecer redes colaborativas para promover intercâmbio e divulgação das produções teóricas e artísticas para todo o Brasil. O encontro ocorrerá no anfiteatro da Unifap, em Macapá (AP).

A Unifap recebe ainda, de 23 a 25 de maio, o VI Encontro Nacional de Pedagogia das Artes Cênicas, no anfiteatro do campus Marco Zero do Equador. Com o tema “Artes Cênicas: como ainda (re)existir?”, o evento será organizado em grandes temas, como Políticas públicas (escola sem partido, reformas curriculares); Diversidade (gênero, étnico-racial); Acessibilidade Cultural; Formação de professores; e Espaços e tempos de formação em Artes.

Serviço

V Seminário de Artes Cênicas do Amapá. De 20 a 24 de maio de 2019. Informações:https://www.even3.com.br/artescenicasamapa/

III Encontro de Licenciaturas em Teatro da Região Norte. Dia 22 de maio de 2019. Informações:https://www.even3.com.br/teanorte/.

VI Encontro Nacional de Pedagogia das Artes Cênicas. De 23 a 25 de maio de 2019. Informações:https://www.even3.com.br/pedace/

Todos com entrada gratuita e abertos ao público em geral.

Walkíria Lima abre 104 vagas para cursos em instrumentos musicais, canto e regência

Foto: Erich Macias/Seed

O Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima oferta 104 vagas nos cursos de educação profissional técnica de nível médio em instrumento musical, nas linhas de formação: contrabaixo elétrico, piano, saxofone, violino, violão erudito e violão popular. Também oferece vagas para os cursos técnicos de nível médio em canto e regência. As inscrições começam nesta segunda-feira, 20, e vão até 31 de maio, exclusivamente pelo site www.processoseletivo.ap.gov.br.

Para concorrer às vagas, os candidatos devem estar cursando ou já ter concluído o ensino médio ou etapa equivalente. No ato da inscrição, é indispensável optar pelo curso e turno no qual concorrerá à vaga, indicar se possui alguma necessidade educacional especial e se deseja concorrer por meio de cotas. Depois de confirmada a inscrição, não haverá alteração de opção de curso, turno, ou outras informações.

É preciso ter seu próprio instrumento musical, de acordo com a linha de formação pretendida, exceto o piano. Nos dias 14 e 15 de junho acontecerão as provas. Os candidatos aos cursos de instrumento musical e canto terão testes práticos e teóricos, além de percepção musical, leitura métrica e solfejo. Os interessados no curso de regência farão teste de aptidão musical.

O resultado parcial da seleção está previsto para o dia 19 de junho, a partir das 15h, no www.processoseletivo.ap.gov.br. A divulgação do resultado final será no dia 4 de julho, no mesmo site. As matrículas dos candidatos aprovados e classificados serão realizadas na secretaria escolar do Walkíria Lima, no período de 8 a 19 de julho, das 8h às 12h e das 14h às 18h.

Assessoria de comunicação da Seed

Pascom celebra Dia Mundial das Comunicações Sociais com espiritualidade e formação

No dia 2 de junho, festa da Ascensão do Senhor, a Pastoral da Comunicação (Pascom) da Diocese de Macapá vai comemorar o 53º Dia Mundial das Comunicações Sociais (DMCS). Espiritualidade, formação e roda de conversa fazem parte da programação que tem como objetivo celebrar o dia mundial e fomentar a troca de experiências entre agentes pastorais de comunicação.

A programação diocesana se inicia às 7h com a Santa Missa em Ação de Graças na Paróquia São Benedito, seguida de manhã de espiritualidade e formação para comunicadores, na Sala da Pascom que funciona no prédio da Rede Vida/Tv Nazaré e Rádio São José FM.

Mensagem

Para este ano, o Papa Francisco apresentou em sua mensagem, de 24 de janeiro de 2019, o tema “Somos membros uns dos outros” (Ef 4, 25): das comunidades de redes sociais à comunidade humana.

Na mensagem, o papa destaca a necessidade de “refletir sobre o fundamento e a importância do nosso ser-em-relação e descobrir, nos vastos desafios do atual panorama comunicativo, o desejo que o homem tem de não ficar encerrado na própria solidão”.

No encontro, os agentes da Pascom e comunicadores vão ter a oportunidade de refletir e debater a mensagem do papa e o papel dos veículos de comunicação social para as relações humanas e a evangelização.

Roda de Conversa

Durante o encontro, os participantes terão a oportunidade de dialogarem sobre os desafios da comunicação na perspectiva da Igreja Católica e compartilhas as experiências nos mais diversos organismos, comunidades, pastorais e movimentos da diocese.

Serviço:

Dia Mundial das Comunicações Sociais
Data: 2 de Junho de 2019
Local: Paróquia São Benedito (Missa), Sala da Pascom, Av Ana Nery, 400 – Julião Ramos (Encontro)
Horários: Missa, às 7h; Encontro, 8h 30 às 12h

Diocese de Macapá
Jefferson Souza / Pascom
Contato: 99139-0682

Ronaldo Rony apresenta hoje, na sede do Conselho de Cultura do Amapá, seu primeiro Stand-Up

Ronaldo Rony, meu candidato para conselheiro de Cultura do Amapá (Consec/AP), no segmento Artes Visuais, apresenta hoje (18), a partir das 17h, na sede do Consec, seu primeiro Stand-Up. Vá ou arrependa-se para sempre.

Serviço:

Primeiro Stand-Up de Ronaldo Rony
Local: Consec/AP, na Avenida Cora de Carvalho, em frente à Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), no bairro Santa Rita, em Macapá.
Hora: 17h
Entrada: franca.

17ª Semana dos Museus: Banda Placa disponibiliza acervo cultural e histórico do Amapá

Foto: Phillippe Gomes/Secom

Por Nathacha Dantas

O auditório da Biblioteca Pública Elcy Lacerda foi palco para troca de conhecimento entre gerações, durante a programação da 17ª Semana Nacional de Museus, em homenagem ao Dia Internacional dos Museus, celebrado neste sábado, 18 de maio. Estudantes das escolas estaduais Alexandre Vaz Tavares, Barão do Rio Branco e Antonia Silva Santos, localizada no município de Mazagão Velho, pela primeira vez tiveram acesso ao acervo histórico e cultural construído pelos fundadores do grupo amapaense Banda Placa que existe há quase quatro décadas e, acabou transformando suas músicas em projetos pedagógicos.

Foi proporcionado um bate-papo entre os integrantes da banda, estudantes, líderes de grupos tradicionais e demais visitantes que colheram informações, tiraram dúvidas e acompanharam a exibição da série “Diversidade Cultural do Amapá”, com mostra de vídeos, resultado de linhas de pesquisas sobre a cultura de pelo menos nove comunidades históricas que influenciaram os músicos, entre elas, Mazagão Velho, em Mazagão; Curiaú, em Macapá, e o Tambor de Criola, em Porto Grande e, suas festividades como do São Tiago, São Gonçalo, Divino Espírito Santo e Mãe de Deus da Piedade.

O fundador e vocalista do grupo, Carlos Augusto Gomes, o Carlitão, revela que o acervo contém mais de 400 produções que contam a cultura, tradição e peculiaridades das comunidades tradicionais.

Difusão cultural

Também foi apresentado ao público o livro “Luz” que, em um pouco mais de 200 páginas, retrata toda a trajetória da Banda Placa e as pesquisas de campo feitas nessas comunidades. “Nossa missão sempre foi contar a história do Amapá com conhecimento. E isso exige pesquisa e muito trabalho. Nos sentimos realizados hoje em poder compartilhar com tantos jovens e estudantes o nosso acervo que é uma produção independente. E poder deixar esse legado às gerações que virão”, enfatiza Carlitão.

De acordo com os autores, o livro levou três anos para ser finalizado e foi lançado oficialmente em março deste ano no Teatro das Bacabeiras. Dois exemplares foram doados para a Biblioteca Pública para consulta de usuários. Cada uma das nove comunidades pesquisadas também receberam entre cinco e oito exemplares da obra.

Banda Placa

A Banda Placa foi criada em 1983 por Carlitão e o irmão dele, o músico Álvaro Gomes, e entrou nas paradas de sucesso das rádios tocando canções como: “Minha Cidade”, “Placlarear”’ e “Amassadeira” e gravou seis Cd’s.

Ao longo de 36 anos, 67 músicos passaram pela banda e alguns continuaram no cenário musical e fazem sucesso na carreira solo, nomes como Joãozinho Batera, Osmar Júnior, Roneri, entre outros, que ajudaram a formar a identidade cultural do Amapá e o jeito de ser do povo tucuju, através de suas canções.

As músicas são produzidas e baseadas nas diversas peculiaridades que compõe a cultura e história do estado. “Nós temos uma música chamada ‘Levada do Bolão’, onde fazemos um registro do grupo do bolão muito famoso em Mazagão composto pela Tia Chiquinha, já falecida, o Velho Bolão. Outra música nossa é a ‘Tambores’ que fala da fundação do município de Mazagão”, relembra.

Além de cantar a cultura tucuju a Banda Placa realiza projetos culturais, sociais e educacionais, fomentando o legado da produção cultural amapaense e da história do povo, entre eles : A Vida e Obra de Paulo Diniz; Rock Luz; Carnaval do Povo; Música na Escola; Mazagão Velho dois séculos de Cultura; Ponto de Encontro; Placa Esporte Clube; Alé; Frutos e Sementes; Tambores; Nossos Ídolos e Aiô Folia.

A formação atual da Banda Placa possui 12 integrantes, são eles: Carlitão e Batan (vocalistas), Alan Gomes (baixo), Álvaro Gomes (guitarra), Macarrão (bateria), Diego Gomes (percussão), Grilo (percussão), Sinei Sabóia (trompete), Amilson (teclado), Nel (sax e flauta), Valério (percussão) e Xuxu (trombone).

“Ao longo desses 36 anos temos trabalhado para deixar um legado às futuras gerações. E em 2019, nós ainda vamos realizar mais dois eventos como esse, convidando os jovens e representantes das comunidades pesquisadas para prestigiar e interagir conosco”, releva o músico Carlitão.

Ele adianta que o último evento deve acontecer no mês de novembro, celebrado como o mês do músico, no Centro de Educação Profissional de Música Walkíria Lima, encerrando a turnê histórica de 36 anos da Banda Placa.

Cantores Hélio Cortes e João Amorim se apresentam no projeto “Música da Gente”, no Sesc Araxá, nesta sexta-feira (17)

Por Pérola Pedrosa

Esta noite de sexta-feira (17), o projeto Música da Gente recebe os músicos Hélio Cortes e João Amorim, com participação especial dos finalistas do Festival Music Macapá, tocando o melhor da MPB, a partir das 20h, no salão de evento do Sesc Araxá.

Com um repertório riquíssimo, o cantor, compositor e instrumentista amapaense João Amorim é uma das revelações da música popular da Amazônia nos últimos anos, seu estilo musical faz um mix de ritmos com o marabaixo, baião, batuque, salsa, funk soul, rumba e canções eruditas. Já Hélio Cortês, com voz e violão, toca clássicos da música popular brasileira com maestria.

E o talento continua no palco, com a participação dos músicos Arthur, Wanderson Lobato e Lilian França, finalistas do 3º Festival de Música que ocorreu no Macapá Shopping, que ocorreu no início deste mês de maio, eles darão uma grande “canja” para o público que for ao show.

João Amorim será acompanhados pela banda Bandaia, formado por grandes músicos do Amapá. O Projeto Música da Gente é mais um espaço que o Sesc disponibiliza para a cultura amapaense, buscando promover os artistas e formar plateias.

“Será uma noite para enaltecermos a música popular brasileira, com grandes músicos e conhecer os novos talentos do Amapá”, destaca Vânia Pena, coordenadora de Cultura do Sesc Amapá.

Serviço:

Projeto “Música da Gente MPB”, com os cantores Hélio Cortes e João Amorim
Data: 17/05/2019
Local: Salão de eventos do Sesc Araxá, na Rua Jovino Dinoa, 4311 – Beirol, zona sul de Macapá/AP.
Hora: a partir das 20h
Ingressos: R$ 5,00.

Fonte: Café com Notícias

Nesta sexta-feira (17), rola o lançamento da antologia “Semente na Educação” na Biblioteca Pública Elcy Lacerda

Nesta sexta-feira (17), às 18h, na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, ocorrerá o lançamento do livro “Semente na Educação”. A antologia reúne textos de 11 (onze) professores escritores. A obra foi escrita em dois gêneros, prosa e poesia. O evento integra a programação da 17ª Semana Nacional de Museus. A entrada será franca.

O evento foi organizado pelos escritores Lenilson Silva e Leacide Moura, com o objetivo de oportunizar que colegas professores pudessem colocar seus escritos à disposição dos leitores amapaenses e também para que o público possa conhecer novos autores e estilos.

De acordo com a escritora Leacide Moura, que também possui material na antologia, os textos em prosa retratam temáticas regionais amazônicas, de Macapá, Santana e localidades do estado do Amapá; as poesias buscam temáticas diversas, com apanhados no social, regional e universal.

Essa antologia é muito especial para os professores, que guardavam textos nas gavetas, e esta obra têm a felicidade de publica-los. A linguagem é simples, com uso da norma culta e empréstimos da cultura regional no empoderamento do encanto das palavras que conquistam a atenção do leitor”, pontuou Leacide Moura.

Além de Leacide, há outros 10 professores escritores da antologia Semente da Educação. São eles: Fabio Nescal, Amanda Moura, Ana Valéria Oliveira, Annie de Carvalho, Selma Vieira, Afonso Colares, Iramel Lima, Thayná Oliveira, Patrick Oliveira e Santiago Júnior.

Serviço:

Lançamento do livro Semente na Educação, dos professores escritores Leacide Moura e Lenilson Silva
Data: 17 de maio de 2019
Horário: 18h
Local: Biblioteca Elcy Lacerda, que fica na Rua São José, 1800, centro de Macapá.
Entrada: franca.

Elton Tavares, com informações da escritora Leacide Moura.

Macapá Verão 2019: publicado edital de credenciamento de atividades artísticas e culturais

A Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) divulgou o Edital de Chamada Pública de credenciamento de atividades artísticas e culturais para o Macapá Verão 2019. O documento traz informações para a credenciação de atrações artística e/ou culturais, propostas por companhias, grupos, bandas, coletivos, artistas, produtores de arte e cultura, de renome local ou regional, consagrados pela crítica especializada ou pela opinião pública, para eventual contratação para compor a grade de programação do Macapá Verão deste ano, que ocorrerá no período de 4 de julho a 1º de agosto.

Os recursos orçamentários e financeiros necessários para o desenvolvimento desta ação serão oriundos do Programa de Trabalho Viver Cultura e do Tesouro municipal. Os proponentes credenciados do edital de chamada pública poderão prestar serviços artístico/culturais nos eventos do Macapá Verão 2019 e serão remunerados por transferência bancária, em favor do representante legal das atrações e/ou do próprio proponente.

Os critérios de participação e datas podem ser encontrados no edital, pelo link: https://fumcult.macapa.ap.gov.br/editais/edital-de-chamada-publica-macapa-verao-2019-002-2019/

Cássia Lima
Assessora de comunicação/Fcumcult
Contato: 98104-9355
Fotos: Arquivo – Max Renê e Gabriel Flores

Secretaria de Cultura abre Chamada Pública para credenciamento de grupos e artistas

Foto: Maksuel Martins/Secom

Por Henrique Borges

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) abriu inscrições da Chamada Pública n° 002/2019 para o credenciamento de companhias, grupos e artistas interessados em participar de programações culturais organizadas pelo Governo do Amapá em 2019. O edital foi divulgado na página 18 do Diário Oficial do Estado do dia 13 de maio.

Artistas individuais, companhias e grupos de teatro, dança, artes visuais e música estão aptos a participarem, para futuras contratações em eventos, projetos e atividades artísticas e culturais realizadas ou apoiadas pela Secult nos municípios amapaenses, de acordo com os critérios do edital.

A inscrição é presencial e online. Os interessados devem preencher uma ficha e enviá-la para o e-mail [email protected] e apresentar os documentos descritos no edital, até o dia 7 de junho, presencialmente na Secretaria de Cultura, localizada na Rua: Eliezer Levy, 2045, no Centro de Macapá. (Clique aqui para baixar o edital, onde também se encontra a ficha de inscrição no final do documento).

Evandro Milhomen, secretário de Estado da Cultura.

A Chamada Pública tem duração de um ano após a conclusão do certame, podendo ser renovado por até 12 meses. “Queremos desburocratizar o credenciamento e tornar as contratações mais viáveis economicamente, pois o quantitativo e os valores a serem pagos pela prestação dos serviços, já estão previamente estabelecidos, o que proporciona à Secult um melhor atendimento nos princípios da legalidade”, esclarece o secretário de Estado da Cultura, Evandro Milhomen.

As atrações credenciadas permanecem nesta condição até o final do período de vigência da Chama Pública, sendo permitida a realização de até, no máximo, cinco apresentações sequenciais, podendo ser renovada obedecendo a ordem classificatória do resultado do certame conforme o artigo 3° do edital.

Esta é a segunda Chamada Pública realizada em 2019. A primeira foi durante a Semana Santa e, a partir deste novo edital, a Secretaria de Cultura busca otimizar os serviços de contratações de artistas e grupos, para uma melhor organização do calendário de atividades e eventos.

Hoje rola o lançamento da 14ª edição do Festival Brasil Sabor em Macapá

A edição 2019 do Festival Brasil Sabor acontece de 31 de maio a 2 de junho, das 18h às 23h, no Sebrae. O lançamento oficial hoje (16), na sede do Sebrae, às 19:30h, com um coquetel para imprensa e participantes. Serão apresentadas a temática e as receitas desta edição. O evento é realizado pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amapá e os parceiros Sebrae, Prefeitura Municipal de Macapá e Governo do Estado do Amapá. Os pratos em forma de degustação serão servidos ao preço de R$ 12 reais.

Com a temática original do Brasil e a valorização da culinária nacional, os promotores do evento propõem um ‘tour gastronômico’ por meio da degustação de pratos com receitas inovadoras, utilizando insumos e ingredientes das cinco regiões do país: norte, nordeste, centro-oeste, sudeste e sul, divididos em 20 receitas que vão desde os burguers às sobremesas e aos pratos sofisticados. Nesta edição, outra novidade é o livro ‘Segredos dos Chefs’, com distribuição gratuita, contendo as receitas dos pratos do festival; a feirinha de artesanato com as louceiras do Maruanum; feira de produtos do campo; a final do Concurso que seleciona o melhor chef de cozinha de 2019, o ‘Chef de Talento’; além da participação de chefs de cozinha renomados nacionalmente como o Chef Andre Barros, Chef Maurício Maia, Chef Valadares, Chef Isadora Bello Fornari, Chef Dahoui e Chef Flora, com apresentações de aulas show e uma variada programação cultural com música e a entrega do ‘Prêmio Alcilene Cavalcante’, melhores da gastronomia, no Palco Tucupi.

Abrasel no Amapá

Em 2019, a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes no Amapá, entidade de utilidade pública, comemora o desenvolvimento da gastronomia no estado, com a segmentação do setor, a diversificação e inovação na culinária local, criação de empresas e empregos, além do crescimento do percentual de consumo de alimentos prontos fora do lar, fruto das parcerias entre instituições, dirigentes e profissionais.

Restaurantes

Os restaurantes que participam do Festival Brasil Sabor representando a região norte são: Restaurante Divina Arte, Restaurante Bom Sabor, Restaurante e Churrascaria Sarney, Soul Bistrô, Mayumi Sushi delivery e Delivery Burger. Pela região nordeste: Restaurante Dom Garcia, Restaurante Cantinho Baiano, Rustic Hamburgueria Artesanal e Kátia Buffet. Pela região centro-oeste: Wanted food Master, Salviano Charcutaria, Chopp da Vovó e Japan Restaurante. Já pela região sudeste: Sakaya Poker Bar, Royal Hotel & Gastronomia e Vó Katia. E pela região sul: Haus Bier – chopp artesanal e costelão gaúcho, 313 Restaurante e Kings Chef Hamburgueria.

Programação:

1º dia (31/05 – sexta-feira)
18h Cozinha Show – Chef Flora e André Barros no Palco Tucupi
18h Oficina de culinária para crianças (Mini Chefs) – Sala Laranjal do Jari
19h Cerimonial de abertura do Festival Brasil Sabor;
19:45h Foto Oficial com empresários e chefs de cozinha;
20h Prêmio Alcilene Cavalcante – melhores da gastronomia 2018;
18h às 23h Tour gastronômico em 20 stands, feirinha de artesanato e feira de produtos do campo.
2º dia (01/06 – sábado)
18h Oficina de culinária para crianças (Mini Chefs) – Sala Laranjal do Jari
19h Cozinha Show – Chef Daniele Dahoui e Renato Valadares no Palco Tucupi
20h Apresentação cultural com Osmar Jr e Mauro Cotta (MPA e MPB);
18h às 23h Tour gastronômico em 20 stands, feirinha de artesanato e feira de produtos do campo.
3º dia (02/06 – domingo)
17h Concurso Chef de Talento no Palco Tucupi
19h Cozinha Show – Chef Isadora e Barista Mauricio Maia no Palco Tucupi
20h Apresentação musical (Sertanejo e Pop Rock nacional);
18h às 23h Tour gastronômico em 20 stands, feirinha de artesanato e feira de produtos do campo.
21h Cerimonial de encerramento e Premiação Chef de Talento
23h encerramento.

Abrasel no Amapá
(96) 981357900

Governo Federal e grupos tradicionais elaboram políticas de disseminação do marabaixo

Imagem mostra tradicional roda de marabaixo — Foto: Prefeitura de Macapá/Arquivo

Por John Pacheco

Reconhecido no fim de 2018 como patrimônio cultural imaterial do Brasil, as origens e peculiaridades do marabaixo estão sendo discutidas em Brasília por grupos e representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O objetivo é elaborar estratégias para a promoção e disseminação de forma uniforme da manifestação típica das comunidades negras do Amapá.

O encontro reúne representantes dos grupos de marabaixo do estado e membros da Coordenação Geral de Promoção e Sustentabilidade do Departamento de Patrimônio Imaterial. A ação, chamada de salvaguarda, prevê identificar os aspectos que vão liderar as ações de difusão da cultura, seja em escolas, centros e programações alusivas.

O marabaixo é caracterizado pelos cantos e pela dança que narram a luta e a fé dos negros durante a urbanização da capital em paralelo com o avanço do cenário histórico-cultural.

Representantes do marabaixo reunidos com técnicos do instituto — Foto: Iphan/Divulgação

De acordo com o Iphan, os bens culturais e imateriais se caracterizam pelo saber popular através de crenças, ritos, práticas, além de manifestações musicais, plásticas e literárias.

As reuniões para elaboração da salvaguarda iniciaram na quarta (15) e seguem até a quinta-feira (16) na sede do Instituto. Seis representantes do Amapá participam do levante de informações, que foi divivido em quatro eixos:

Mobilização social e alcance da política
Gestão participativa no processo de salvaguarda
Difusão e valorização
Produção e reprodução cultural

Alunos de escola pública aprendem a tocar percussão no ritmo do marabaixo; iniciativa está incluída em política para a cultura — Foto: Rita Torrinha/G1

Para os grupos marabaixeiros, a proposta é difundir a cultura dentro do ensino escolar, além do fortalecimento dos membros fundadores e a expansão do ritmo e da formação nos 16 municípios do estado.

“Apesar de ser nosso, o marabaixo está muito centralizado em Macapá. Precisamos levar para todos os municípios através de um calendário cultural nas cidades, para depois trabalhar na formação de novos integrantes e formação de grupos”, argumentou Elísia Congó, líder do barracão Dica Congó.

O diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, destacou que foram adotadas a curto, médio e longo prazos pelo menos dez linhas de ação, que incluem identificação de comunidades, documentação e publicação de memórias e bibliografias dos mestres do marabaixo e a criação do Museu do Marabaixo.

Grupos tradicionais atuam na elaboração de estratégias para divulgação — Foto: Márcia do Carmo/Divulgação

Cultura do marabaixo

A origem do nome remete aos escravos que morriam nos navios negreiros; seus corpos eram jogados na água e os negros cantavam hinos de lamento mar abaixo e mar acima.

Os negros escravizados passaram a fazer promessas aos santos que consagravam, e quando a graça era alcançada se fazia um marabaixo. Sua herança é deixada de pai para filho, e está associada ao fazer religioso do catolicismo popular em louvor a diversos santos padroeiros.

“Os ‘ladrões’ são as músicas do Marabaixo cantadas pelas cantadeiras e pelos cantadores. Algumas pessoas têm a responsabilidade de cantar o ladrão colocando os versos, esses são os puxadores, enquanto outros respondem entoando o refrão, que geralmente é o primeiro verso de cada composição”, detalha o Iphan.

Fonte: G1 Amapá

Curso de Teatro da Unifap recebe nota 4 em avaliação do MEC

O curso de Licenciatura em Teatro, da Universidade Federal do Amapá (Unifap), obteve conceito 4 ̶ em uma escala que vai até cinco ̶ na avaliação de reconhecimento do Ministério da Educação (MEC ), o que atesta a qualidade do curso e torna a graduação apta a continuar funcionando e ofertando vagas. O MEC também avaliou este ano os cursos de Fisioterapia, Engenharia Civil e Licenciatura em Letras – Libras/Português e todos também alcançaram conceito quatro.

O coordenador da licenciatura, Raphael Brito, credita o conceito 4 à qualidade das produções (científicas, artísticas, técnicas, de extensão, de ensino e de pesquisa) que são realizadas pela graduação.

“O curso de Teatro é um curso pioneiro no Amapá, tem só seis anos de existência e, para nós, ter alcançado a nota quatro foi extremamente importante para mostrar o real significado do que a gente tem feito. Esse reconhecimento faz nós vermos que tem sido de grande valia o que tem acontecido no curso. [O conceito 4] nos impulsiona a continuar com a qualidade que a gente tem trabalhado, apesar das inúmeras dificuldades”, observa o coordenador do curso, Raphael Brito.

Para a pró-reitora de Ensino de Graduação, Elda Araújo, o resultado da avaliação do MEC engrandece institucionalmente a Unifap e mostra o compromisso do curso com as metas constantes tanto no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) da Instituição como a execução do Projeto Político-Pedagógico da graduação.

Os cursos de educação superior passam por três tipos de avaliação do MEC: para autorização, para reconhecimento e para renovação de reconhecimento. A avaliação é conduzida pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O curso

A graduação em Licenciatura em Teatro existe desde 2013 e atualmente possui 139 alunos matriculados. O corpo docente é formado por 12 professores, sendo um doutor e 11 mestres ̶ dez deles cursando o doutorado.

Atualmente, a licenciatura realiza a gestão do Programa de Cultura da Unifap (Procult), com a execução de 13 projetos culturais e educacionais, e desenvolve quatro projetos de extensão: “Poéticas de Teatro de Grupo”; “Socializando a Cultura”; “A cena como lugar de discussão artisdocente”; e “Processo Educativo em Arte: Posicionamentos em Artes Visuais e Teatro”.

Na pesquisa, o curso tem oito projetos ativos e três grupos de pesquisa certificados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq): Núcleo de Estudos em Espaços Culturais, Inclusivos e Deliberativos (Necid); Grupo de Pesquisa em Artes Cênicas; e Grupo de Pesquisa Laboratório Nômade.

Política de Avaliação Interna – A Unifap estabeleceu uma política de avaliação interna dos cursos de graduação com o objetivo de realizar um diagnóstico preventivo das graduações, no intuito de sanar as deficiências e prepará-las para a avaliação do MEC. O acompanhamento dos cursos de graduação da Unifap é realizado pelo Departamento de Avaliação Interna (Deavi), que aplica a mesma sistemática de avaliação do MEC. Até março deste ano, 90% dos cursos já haviam sido avaliados.

Assessoria de comunicação da Unifap

Projeto Arte da Palavra, com o contador de histórias e escritor, Francisco Gregório Filho

O Sistema Fecomércio AP, por meio do Serviço Social do Comércio (Sesc), irá realizar entre os dias 27 a 31 de maio, mais uma oficina do Projeto Arte da Palavra, com o contador de histórias e escritor, Francisco Gregório Filho. A oficina de Criação Literária, “Ler e Contar, Contar e Ler – As Narrativas e as Práticas Leitoras”, será realizada a partir das 19h, no horário 14h as 18h, na sala de Audiovisual do Sesc Araxá. As inscrições poderão ser realizada no setor de cultura, mais informações (96) 3241-4440-239.

A oficina objetiva sensibilizar e qualificar profissionais de diferentes áreas para as práticas de produção de leitura e da contação de histórias, a partir de informações teóricas e práticas que lhes deem suporte para a apreciação e o exercício dessas atividades.

O projeto Arte da Palavra Rede Sesc de Leituras é constituído por ações formativas e de fruição literária, a fim de promover o intercâmbio de artistas e a formação de leitores, um projeto literário de âmbito nacional, que será realizado em formato de circuitos, com representantes da diversidade literária brasileira. A proposta é oferecer ações que atuem em toda a cadeia da literatura, incluindo a formação e a divulgação de novos autores, a valorização das novas formas de produção e fruição literária, possibilitadas pela emergência de discursos periféricos e a utilização de novas tecnologias.

Sobre o escritor:

Francisco Gregório Filho é contador de histórias e escritor. Desenvolve oficinas de formação de contadores de histórias há mais de 30 anos no Rio de Janeiro e em outras cidades do país. Publicou livros de histórias para leitores infanto-juvenis e para adultos; também escreve artigos para jornais e revistas sobre práticas leitoras e a ação de contar histórias. Foi o primeiro coordenador do Proler/Biblioteca Nacional/Ministério da Cultura, entre 1992 e 1996. Gestor de programas e projetos com as diferentes linguagens artísticas e a formação de leitores. Nasceu em Rio Branco, no Acre, onde foi Secretário de Cultura do Estado por duas vezes. Alguns de seus livros: Dona baratinha e outras histórias, pela Rocco; Lembranças amorosas, pela Global e Ler e contar, contar e ler, pela Letra Capital. Patrono da Cadeira 21 da Academia Brasileira de Contadores de Histórias. Membro da Academia Acreana de Letras.

Serviço – Sesc Amapá
Coordenadoria de Comunicação e Marketing
E-mail: [email protected]
Fone: (96)3241-4440 (ramal 235)
Site: www.sescamapa.com.br