Museu Joaquim Caetano da Silva

                                                                                                         Por Elton Tavares

Museu Joaquim Caetano da Silva – Fotos: Elton Tavares.

É verdade que Macapá é um tanto carente quando o assunto é cultura. Por isto, fui, ontem (6), ao Museu Joaquim Caetano da Silva, localizado na Avenida Mário Cruz, nº 17, no centro da capital amapaense. Após a visita, posso afirmar que é incrível como o local respira história do Amapá.

O espaço, que funciona das 9h ás 18h, de terça á domingo, foi reformado e reaberto para visitação em março de 2009. Nas paredes do Museu, repletas de informações escritas em painéis, conta-se a história do Amapá desde sua criação. Funcionários do local também explicam aos visitantes todos os objetos expostos e um pouco de cada painel.

No prédio, funcionou no início do século XX, a Casa da Intendência de Macapá, uma espécie de Prefeitura da época. A edificação é a segunda construção mais antiga da cidade, antes dele, somente a Catedral de São José foi erguida na cidade.

Peças arqueológicas das civilizações indígenas Cunaní e Maracá, encontradas no Estado, são atrações que vale pena conferir. Elas estão expostas no Museu. Entre os artefatos expostos, está uma urna, que guarda os restos mortais de Francisco Xavier Cândida Veiga Cabral, o Cabralzinho, herói da resistência contra a invasão francesa.

Curiosamente, o Museu estava vazio. Tanta história deveria ser melhor aproveitada pelo nosso povo. Fica a dica do blog para instituições de ensino (que podem agendar visitas de estudantes) e a população em geral á prestigiar o local. Visitem o espaço. Afinal, cultura é bem de consumo, mas a entrada no Museu é gratuita.

Exposição fotográfica: Cultura Quilombola no país

Na proxima quinta-feira (8), às 16h, você poderá conferir a Exposição Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência, do fotógrafo documentarista André Cypriano, no Museu Fortaleza de São José de Macapá.

Serão apresentadas 27 fotografias em preto-e-branco, no formato 50 cm x 75 cm; sete fotografias panorâmicas, no formato 40 cm x 110 cm, seis fotografias em preto-e-branco 30 x 40 cm, dois mapas, cinco painéis de textos e legendas. O material original faz parte do livro Quilombolas – Tradições e cultura da resistência, com fotografias de André Cypriano e pesquisa de Rafael Sanzio Araújo dos Anjos.

De acordo com a Assessoria de Imprensa Baobá, a mostra pretende divulgar a realidade das comunidades quilombolas brasileiras e incentivar o diálogo entre as comunidades afrodescendentes de cada região do país por onde passa, dando-lhes visibilidade e enfatizando as questões sociais, culturais, reconhecimento e participação social.

André Cypriano conta que o registro fotográfico é o resultado da pesquisa de campo em 11 comunidades negras remanescentes dos quilombos no Brasil, incluindo o Quilombo de Curiaú, localizado a oito quilômetros de Macapá, com cerca de 360 famílias. Foi nesta região que chegaram, em 1751, os primeiros negros escravos trazidos por famílias do RJ, PE, BA e MA e muitos vindos da Guiné.

Quem é André Cypriano?

Nasceu no ano de 1964, em São Paulo. Em 1990, um ano após a sua mudança para os Estados Unidos, André começou a estudar fotografia em São Francisco. Desde então tem completado vários projetos que têm sido expostos em galerias e museus no Brasil, na Europa e nos EUA. Como parte de um projeto de longo prazo, começou a documentar estilos de vida tradicionais e práticas de sociedades em lugares menos conhecidos nos remotos cantos do mundo. Cypriano fotografou o povo de Nias, na costa oeste da Sumatra (Nias: pulando pedras), práticas de rituais em Bali (Bali: uma busca espiritual). Seus documentários fotográficos têm sido usados em seminários educativos. Atualmente, ele trabalha como fotógrafo freelancer em Nova York e Rio de Janeiro, dando continuidade a seus projetos sociais e culturais, um deles é a exposição Quilombolas – Tradições e Cultura da Resistência.

Datas e horários para apreciar as fotografias de Cypriano: De 09 de abril a 09 de maio de 2010. De terça a domingo, das 9h às 18h. Lá no Museu da Fortaleza de São José de Macapá! Entrada Gratuita.

Fonte: Assessoria de Imprensa: Baobá Comunicação, Cultura e Conteúdo e Blog Papel de Seda

Os bons morrem antes?

A Legião Urbana, extinta banda do rock nacional, marcou a minha geração. Hoje (27), Renato Russo, líder do grupo, faria 50 anos. Apesar das músicas não surtirem tanto efeito como quando tínhamos 16 anos, algumas ainda mexem com quarentões e trintões como eu. Encontrei este belo texto em homenagem ao cantor e compositor no blog do meu amigo Silvio Carneiro, no endereço: http://avidefoda.wordpress.com/ . Resolvi reproduzir aqui:

Renato Russo faria 50 anos hoje.

Os bons morrem antes?
                                                                                                                   Por Silvio Carneiro

27 de Março de 1960. Há exatos 50 anos nascia, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), Renato Mantredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, um dos maiores poetas do rock brasileiro.
Como ele mesmo diria em uma de suas canções imortalizadas com a Legião Urbana, “é tão estranho, os bons morrem antes…”. É talvez ele estivesse certo, mas aos 36 anos, Renato Russo não morreu antes. Pelo contrário, ele tornou-se verdadeiramente imortal. O poeta de toda uma “Geração Coca-Cola” que criou a trilha sonora da vida de todos que, como eu, viveram intensamente os anos 80 e início dos 90.
Poeta pós-punk, intelectual, bissexual assumido desde os 18 anos de idade, ele foi uma espécie de Jim Morrison brasileiro, não tanto pela sua beleza física, mas pela consistência de suas letras que poderiam muito bem ter sido publicadas em livro sem a necessidade de ser musicadas.
Mas a musicalidade de sua obra também era muito forte, porque era de uma simplicidade crua, oriunda do punk – o que fazia com que os jovens se identificassem de imediato, como jingles de anúncios comerciais.
Suas letras contavam histórias. Muitas delas com personagens inesquecíveis como “o tal João do Santo Cristo”, ou aquele casal ultra-moderno “Eduardo e Mônica”, entre tantos outros.
Sua poesia falava de amor e dor (as duas faces de uma mesma moeda). E mesmo quando desabafava suas dores e impaciência com a doença que o devorava lentamente (a AIDS), falava de um jeito tão doce que mais parecia uma declaração de amor à própria vida.
Hoje, se tivesse completado seus 50 anos, talvez ele estivesse parado, isolado em sua eterna contemplação do mundo, ao invés de fazer como vários de seus contemporâneos que ainda insistem em reascender os velhos sucessos caducos dos longínquos anos 80. Renato não vivia de sucessos passados. Ele mesmo falou no “Acústico MTV” que já não agüentava mais aqueles fãs chatos pedindo: “Toca ‘Ainda é Cedo’!”. Talvez, onde quer que ele esteja, deva estar satisfeito com seu legado.
Morreu ainda no auge. Morreu como morrem as verdadeiras estrelas, brilhando. E como as verdadeiras estrelas, manterá seu brilho ainda por muitos milhares de anos…
Parabéns Renato!



A canção que o Silvio se referiu é “Love In The Afternoon”, apropriada para o escrito, leiam este trecho:

“É tão estranho

Os bons morrem jovens

Assim parece ser

Quando me lembro de você

Que acabou indo embora

Cedo demais”




Abilash – Conto da Amazônia

A escritora Lulih Rojanski lançou o livro “Abilash – Conto da Amazônia”. A publicação conta a história de um menino que renasce na Amazônia para plantar a semente da preservação e do amor à vida no coração do homem.

A obra, que possui 64 páginas, foi publicada pela Editora Escrituras e está á venda na Banca do Dorimar e na Livraria Transa Amazônica, ambos no centro de Macapá. Vamos prestigiar a nossa literatura.

SESC celebra o Dia Internacional do Teatro

                                                        Por Juliana Coutinho – ASCOM/SESC/AP

No próximo sábado (27), o Serviço Social do Comércio (SESC/AP) celebrará o Dia Internacional do Teatro. O evento será no Restaurante SESC Centro, às 12h, com performances para os comerciários, oportunizando o convívio com ações culturais que são realizadas pela instituição, em parceria com artistas amapaenses.

O SESC Amapá vem desenvolvendo há anos uma série de ações teatrais, a exemplo de projetos como PALCO GIRATÓRIO, que há 13 anos vem contemplando a sociedade amapaense e artistas com belíssimas produções, oficinas, palestras, intercâmbio entre grupos;

DRAMATURGIA LEITURAS EM CENA, um investimento voltado à produção e análise da dramaturgia nacional e internacional;

PROJETO VAMOS COMER TEATRO, onde o Teatro Porão do SESC Araxá, abriga anualmente, seis novas produções locais, atraindo alunos de escolas públicas e privadas, bem como faculdades;

ESPECTADOR CÊNICO DO FUTURO, um projeto que se destina a formação de novos espectadores, focalizando os alunos da Escola SESC, ALDEIA SESC POVOS DA FLORESTA, projeto que agrega além do teatro e da dança, artes plásticas, literatura, cinema, música, folclore entre outras;

SESC FEST DANCE, projeto que discute e focaliza a dança na sua maior expressão; SESC AMAZÔNIA DAS ARTES, um projeto que entra para o seu terceiro ano de existência, contemplando os valores culturais através do teatro, da dança, das artes plásticas e da música.

Esse projeto hoje para os estados que compõe a Amazônia Legal, dentre eles, o Amapá, é um grande investimento para tornar possível e real a circulação de produtos culturais entre os estados da região Norte, Mato Grosso, no Centro-Oeste e Maranhão e Piauí, no Meio-Norte, região do Nordeste.

Por todos esses investimentos, o SESC Amapá irá registrar o Dia Internacional do Teatro (27 de março), com o encontro de grupos e artistas no SESC Centro.

PROGRAMAÇÃO:

Ø Performance circense com Sandro Brito;

Ø Grupo Imagem e Cia. (estátuas vivas);

Ø Grupo Ruart, através da atriz Cecília Lobo;

Ø Álvaro Braga;

Ø Paulo Alfaia e o Grupo Desclassificáveis;

Ø Performance da peça Pluft o fantasminha, em cartaz no Teatro Porão dentro do projeto VAMOS COMER TEATRO;

Ø Performance da peça A onça e o Bode; (estagiários da cultura do SESC);

Ø Alcemyr Araujo e o Grupo Teatro do Riso;

Ø Performances com alunos do Curso de Teatro da Escola Cândido Portinari.

Serviço: Comemoração ao Dia do Teatro

Local: Restaurante do Comerciário – SESC Centro

Dia: 27 de Março (Sábado)

Hora: a partir das 12h




Sarau no Sesc Araxá

                            Por Juliana Coutinho – Assessoria de Comunicação/Sesc/AP

Sesc Araxá – Foto: Elton Tavares
O Sarau, antes apresentado apenas aos nobres e reis, é uma reunião festiva onde há música, filosofia, poesia, trechos de livros, discussão de literatura, dança, etc. Para celebrar o dia 14 de março, Dia Nacional da Poesia, o Serviço Social do Comércio (Sesc/AP) convida a todos os poetas, escritores de modo geral, estudantes universitários, comerciários e público interessado para um encontro inesquecível com o mundo cultural amapaense. A entrada será franca. Vale a pena conferir.
Data: 26 de março.
Hora : A partir das 19h.
Local: Sede do Sesc/AP, na zona Sul de Macapá, no espaço do Bambuzal em frente à casa da Cultura (SESC Araxá).

Roni Moraes na Teia Cultural de Macapá

                                                                                              Por Elton Tavares

Roni Moraes – Foto: Ricardo D’Almeida
O cantor e compositor amapaense, Roni Moraes, se apresentará, no próximo domingo (21), às 19h, na Casa do Artesão, centro de Macapá. O evento será apoiado pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult/AP), por meio do projeto “Teia Cultural”, do Governo Federal.

Os shows de Roni são muito bons, o artista possui um vasto repertório de canções próprias e costuma tocar alguns covers descolados (aquelas músicas que são ótimas, mas que ninguém toca, só ele).

O espetáculo é diversão garantida, uma oportunidade de curtir um som de boa qualidade no “domingo-no-pé-do-cachimbo” e a entrada será franca. Vamos lá!

Adoradores do Sol

                                                                                                         Por Elton Tavares

Eu e o “Barba”

O compositor, sociólogo, poeta e escritor (ufa! Ele é F..mesmo) Fernando Pimentel Canto, lançará, no próximo dia 30 de março, ás 19h, no Monumento Marco Zero do Equador, o livro “Adoradores do Sol, Novo Textuário do Meio do Mundo”.

A obra reúne crônicas do autor, que discorreu sobre assuntos do Amapá e Região Norte do Brasil. O evento será realizado pela agência Sônia Canto Produções, com apoio da Confraria Tucujú e patrocínio da Prefeitura de Macapá (PMM).
Eu costumo ler o que Fernando escreve em sua coluna semanal do jornal A Gazeta e em seu blog “Canto da Amazônia”, no endereço: http://fernando-canto.blogspot.com/ . Posso afirmar que seus escritos são fantásticos. Ele poetiza, satiriza e relata as peculiaridades do Amapá com sacadas históricas incríveis.

Vale á pena prestigiar o lançamento da publicação e, é claro, comprá-la. O livro custará R$30,00. Os postos de venda ainda serão definidos.

Fernando Canto

Paraense de Óbidos, Fernando é amapaense de coração. Cresceu no bairro do Laguinho, parte de Macapá que ele adora descrever. É Funcionário da Universidade Federal Do Amapá (Unifap). O “Barba”, como o chamo carinhosamente, faz parte do Grupo Pilão, lendária banda amapaese.

Ele já venceu vários festivais de músicas com suas composições magníficas. Foi parceiro dos principais compositores do Estado e publicou diversas obras literárias. Não é á toa que costumo dizer que sou fã dele.

Delegação amapaense elege representante durante a realização das Pré-Conferências Setoriais de Cultura

                                                                                                   Por Jenifer Nunes

Colegiado amapaense

As pré-conferências setoriais ocorridas em Brasília nos dias 07, 08 e 09 cumpriram seu papel mobilizador, reflexivo, propositivo e eletivo, reunindo mais de 1,3 mil agentes culturais, como artistas, produtores, jornalistas e gestores, que representaram 14 segmentos culturais entre dança, teatro, música, artes visuais, artesanato, circo e outros. O Amapá ganhou destaque através dos representantes da câmara setorial de música ao eleger Otto Ramos como delegado do colegiado setorial de Música.

Além disso, a delegação amapaense, composta ainda pela jornalista Cíntia Souza, pelo produtor cultural Bio Vilhena e por Cleverson Bahia, representante do poder público, colaboraram de forma expressiva na elaboração de cinco propostas de políticas públicas voltadas à cadeia produtiva musical, que servirão para a formulação dos Planos Nacionais Setoriais, que integram o Plano Nacional de Cultura, em tramitação no Congresso Nacional. As diretrizes serão apresentadas e defendidas pelos representantes do segmento durante a II Conferência Nacional de Cultura que acontece nos dias 11, 12 e 14 de março.

Amapá estreando no foco dos debates

Para garantir a participação do Amapá no evento, vários delegados foram eleitos durante a fase de conferências municipais, representando 10 cidades do Estado. O processo teve continuidade com a II Conferência Estadual de Cultura, realizada dia 12 de dezembro de 2009, no Macapá Hotel, momento em que diversos setores artísticos também reuniram-se em suas respectivas Assembléias Setoriais Estaduais a fim de definir seus delegados que fariam parte da Pré-CSC, concorrendo a composição do colégio eleitoral de 81 delegados da sociedade civil.

Já após a Assembléia Setorial da Música estadual, quando foram eleitos três delegados, via votação direta: Otto Ramos, Cíntia Souza e Bio Vilhena, além de Cleverson Baia, pelo poder público. Os delegados estaduais teriam, que eleger durante as pré-conferências dois representantes titulares e dois suplentes, por região.

O que muda para o Amapá?

A presença de um amapaense como representante da Região Norte no Conselho Nacional de Política Cultural (Funarte/Minc), que discutirá implementação, acompanhamento e avaliação do Plano Nacional de Cultura, além de recomendações, metodologias de participação, diretrizes e conceitos para subsidiar a elaboração dos Planos Municipais, Estaduais, Regionais e Setoriais de Cultura, pode ser um marco para a Cultura do Amapá.

Eleito em sucessivos processos democráticos – o primeiro na Assembléia Setorial do Amapá, em fevereiro e agora pela região Norte, em Brasília -, com enorme disposição para aglutinar os interesses comuns da Amazônia na construção de políticas públicas para uma cultura mais justas em observância às nossas especificidades, mostra que os caminhos alicerçados no trabalho em rede não somente integram o Amapá nos mais recentes e intensos debates sobre questões da área, comotambém define participação do Estado na construção de projetos políticos que compreendam a cultura como instrumento de transformação social.

Articulador de coletivos e associações de cultura independente na região através do Coletivo Palafita e Circuito Fora do Eixo, Otto Ramos é reconhecido como importante mobilizador de agentes culturais ligados a música independente no Estado. É também compositor e músico, tocando em várias bandas locais, inclusive a Mini Box Lunar, banda do Amapá que mais cresce no cenário nacional, tida como revelação e promessa para música brasileira em 2010 por vários sites especializados.

O Coletivo Palafita surgiu em 2006 e é gerido por artistas e agentes de mídia independente que repensam a cadeia produtiva da cultura, introduzindo uma lógica cooperativa e criativa, superando modelos marcados pela competição e pela repetição. São articulados ao Circuito Fora do Eixo, rede nacional de coletivos culturais que segue os mesmos valores e modelo de trabalho, são ao todo mais de 40 no país.

Atualmente, o CFE é um dos movimentos que apresenta maior musculatura nacional, tendo eleito 22 delegados nas Assembléias Setoriais de Música que aconteceram em todas as Unidades da Federação.


Marabaishow, uma viagem pela cultura do Amapá

                                                                                                Por Fernanda Picanço

Marabaixo, cultura amapaense – Imagem: http://www.correaneto.com.br/
Acontecerá, no próximo sábado (20), no Monumento Marco Zero do Equador, o Marabaishow 2010, projeto que abrirá oficialmente o ciclo do Marabaixo, uma das maiores manifestações culturais do Amapá.

O evento faz parte da programação do Equinócio das Águas – Turismo e Biodiversidade, realizado pelo Governo do Estado do Amapá, Secretarias de Estado do Turismo (Setur), Secretaria Extraordinária de Políticas para os Afrodescendentes (Seafro) e Prefeitura Municipal de Macapá.

Para a equipe coordenadora do evento, o objetivo da realização do Marabaishow é promover um diferencial competitivo da cultura do Amapá, de forma a engrandecer o Marabaixo, integrando e internalizando o ritmo e a música no entretenimento e lazer da população.

Outra meta é fortalecer o Marabaixo, como produto turístico do Estado, acrescentando aos arranjos dos tambores tradicionais, outros elementos que darão uma nova musicalidade a dança.

Segundo a Secretaria da Setur, Célia Brazão do Nascimento, “Hoje o Marabaixo, vem sofrendo um desgaste por ser praticada de forma tradicional, (apenas nos barracões), sem uma devida divulgação que a torne a cara e identidade do povo amapaense, no ano de 2009 realizamos o 1º Marabaishow, nossa estratégia visou divulgar a cultura do Marabaixo em nossa cidade”, disse.

Segundo o coordenador do Marabaishow, Carlos Piru, o evento vem abrir o ciclo do Marabaixo que acontece no período do sábado de aleluia até o dia de Corpus Christi conhecido como ‘Domingo do Senhor’.

“Em Macapá a dança ocorre nos bairros da Favela e Laguinho, este ato religioso é dividido em quatro pontos dos respectivos bairros. No Bairro da Favela, onde se comemora a Santíssima Trindade dos Inocentes (Marabaixo dedicado as crianças), o evento è desenvolvido na Associação Folclórica Marabaixo da Favela, cujos pontos de festejo acontecem nas associações Azebic – Associação Zeca Costa e Bibi Costa.

No Bairro do Laguinho, onde é celebrado a Santíssima Trindade e o Divino Espírito Santo, o Marabaixo é dançado na Associação Folclórica Raimundo Ladislau e no grupo Folclórico Pavão”, afirma.

Para a 1ª quinzena de Abril, será lançada com o apoio da Setur, a gravação em estúdio do Cd do Marabaishow onde envolverá todos os participantes do evento.



Confira a programação do Marabaishow

Dia 20de março de 2010 no Monumento Marco Zero do Equador

*18h – abertura

*Autoridades e Homenagens

*Marabaixo do Artur – Crianças

*Grupo Raizes do Balão – Batuque

*Marabaixo da Velho Guarda – Tia Zezinha, Tia Zéfa, Zeze Libório, Raimundo Xoxo e Outros.

MARABAISHOW

• Nairá – Marabaixo do Pavão

• Maia – Marabaixo do Pavão

• Priscila – Azebic

• Marli Costa- Berço do Marabaixo

• Jacundá- Campina Grande

• Daniela- Raimundo Ladislau



Fonte: http://www.correaneto.com.br/

Cinema

                                                                                               Por Alexandre Brito

Sesc Araxá – Foto: Elton Tavares

Amigos audiovisuais,temos uma oportunidade única para articular nossa rede estadual de cineclubes. Acontecerá hoje (08.03) às 18h, no SESC ARAXÁ, sala Charles Chaplin, uma reuniãocom Rodrigo Bouillet representante do Cine Mais Cultura. Agora é com a gente: temos que ir lá e participar, para que o Amapá se insira na discussão cineclubista que vem acontecendo no Brasil.
Resumindo:
Dia 08/03
Local Sesc Araxá
Horário 18h
Conversas cineclubistas com Rodrigo Bouillet (Cine Mais Cultura)

Nilson Chaves se apresenta em Macapá

O cantor e compositor paraense Nilson Chaves, se apresentará hoje (5), a partir das 21h, na Casa de Cultura Pura Raiz. O evento será promovido pela Bacabeira Produções, dos produtores culturais Clícia Di Miceli e Claudiomar Silva. A mesa custará R$ 50,00.

Nilson Chaves é um dos mais importantes artistas da Amazônia. O show contará com apresentações de convidados, como Joãozinho Gomes, Ana Martel e Enrico Di Miceli.

FestCine Amazônia Itinerante em Macapá

                                                                                                          Por Igor Reale

O primeiro roteiro itinerante levará cinema e vídeo ambiental para capitais da região Amazônica.
A cidade de Manaus (AM) será a primeira capital da região Norte a receber o Fest Cineamazônia Itinerante 2010. A exibição será no próximo dia 9 de março. Em cada estado, uma produção local abrirá o festival. Segundo o curador Jurandir Costa, “é uma forma de aproximar os realizadores da Amazônia com os organizadores do festival.
Ainda neste mês de março, o festival estará presente no dia 11 em Boa Vista (RR), Macapá (AP) no dia 13, Belém (PA) no dia 15, Palmas (TO) no dia 17, e em Rio Branco (AC) no dia 19. Nesta etapa itinerante são exibidos filmes e vídeos participantes do festival realizado em Porto Velho.
O Fest Cineamazônia estará exibindo ainda as três produções que mostram os bastidores do festival em diferentes etapas da itinerância de 2008. O vídeo Uma Só América é um registro da etapa itinerante realizada na America do Sul; O Circo do Cinema é um documentário da etapa rondoniense no olhar do palhaço Bob; O Cinema no Meio do Mundo registra o Festival em outros continentes. “As capitais que receberam o Festival em 2008 estarão agora, se vendo na tela do cinema”, destacou Costa.
O Festival tem o patrocínio da Petrobras, Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, Eletrobras e Correios, conta com o apoio cultural da Santo Antonio Energia, Prefeitura de Porto Velho, Semed e Fundação Iaripuna, Governo de Rondônia – Secel, e apoio da Bancada Federal de Rondônia, senadora Fátima Cleide, senador Valdir Raupp, deputado federal Eduardo Valverde e deputada federal Marinha Raupp.
Em Macapá:

Horário: 13 de março, de 15:00 a 18:00

Local: Salão de Atos da Faculdade Seama

Rua: Av. Nações Unidas 1201 – Jesus de Nazaré

(Fonte: Chico Terra)

Homenagem ao Zeca Mont’alverne

                                                                                                       Por Elton Tavares

José Sebastião de Mont’alverne – Foto: Blog Canto da Amazônia
O Centro de Cultura Pura Raiz homenageará amanhã (26), ás 20h, na sede da entidade, localizada na Avenida Piauí, nº 971, no bairro Pacoval, zona Norte de Macapá, o músico amapaense José Sebastião de Mont’alverne. O instrumentista receberá a honraria por ter contribuído, durante 50 anos, para a o desenvolvimento da música do Amapá.
O Centro de Cultura Pura Raiz
O Centro, que também é conhecido Casa de Chorinho, é propriedade do músico “Ceará da Cuíca”, como é popularmente chamado em Macapá. O local, fundado em 2008, incentiva a cultura musical da cidade e já tem fama pela qualidade de suas promoções e público fiel, amantes do chorinho e samba de raiz.

José Sebastião de Mont’alverne

José Sebastião de Mont’alverne, o “Zeca”, “Caboquinho” ou “Sabá”, é um dos (senão o melhor) melhores violonistas do Amapá. O instrumentista nasceu em Belém (PA), em 1945. Filho do fazendeiro José Jucá de Mont’alverne e da professora Aracy Miranda de Mont’alverne. Passou sua infância, desde o 1ª ano de vida, no interior do extinto Território Federal do Amapá, na fazenda Redenção, propriedade de seu genitor.

Sebastião foi alfabetizado por sua mãe, fez todo o ensino fundamental, antigo primário, com sua genitora. Sabá aprendeu a tocar com o violão da mãe, um Digiorgio que ela guardava no guarda-roupa e Zeca tocava escondido. Dona Aracy chegou a proibi-lo, já que ser tocador era “coisa de boêmio” e ela que o filho estudasse.

Sabá só veio morar na capital amapaense aos 12 anos de idade, mas aos nove, o então menino, que tinha fascínio pela música e já era um violonista autodidata, sim, aprendeu só, mas ouviu muitos conselhos para melhorar como músico, como o do seu tio, Jurandir, que lhe disse para nunca bater nas cordas e sim tocá-las.

Zeca se inscreveu no programa “Clube do Gurí”, da Rádio Difusora de Macapá. Na época, o Caboquinho foi incentivado pelo músico Nonato Leal, seu irmão Oleno Leal, além de Walter Banhos. Logo o menino, que evoluiu rápido, estava solando, tornou-se um exímio violonista e entrou para a Regional daquele veículo, acompanhando cantores na rádio como Miltinho, Rosimary, Walter Bandeira.

Ainda jovem, tocou, em Belém, com o cantor Orlando Pereira e banda The Kings, que se apresentavam nos clubes do Remo, Payssandú e Tuna Luso Brasileira. O Caboquinho também foi integrante da banda Os Cometas, que fez muito sucesso no Amapá.

Sebastião Mont’alverne, que era fã do violonista Baden Powell, tocou ao lado de muitos instrumentistas famosos como Sebastião Tapajós, Salomão Habib, Paulo Porto Alegre e Nego Nelson.

Algumas curiosidades sobre o Caboquinho: Ele é o único afinador de piano do Amapá. Em 1980, ele fez um curso em São Paulo, que o habilitou para a função. Zeca também foi, em 1962, fotógrafo da campanha do ex governador do Amapá, Janary Nunes, á deputado. Sebastião foi um dos fundadores do “Bar do Gilson”, local que reúne os melhores e mais respeitados músicos de Belém.

Sabá foi professor de violão Clássico, por cinco anos, na Escola Walkíria Lima, aonde chegou ao cargo de diretor. Ocupou o mesmo cargo na Escola de Música Almir Brenha e, em 1997, trabalhou na assessoria de comunicação do Instituto de Previdência do Amapá (Ipeap).

Em 2001, Sebastião participou do projeto “Pedagogia Sabiá”, que ensinava música nas escolas da rede pública. O Caboquinho trabalhou também na Universidade Federal do Amapá (Unifap), hoje está aposentado do serviço público.

A Prefeitura de Macapá (PMM) o homenageou, em 2005, com uma Placa, pela grande contribuição para a musicalidade do Amapá. O Conselho Estadual de Cultura o honrou, em 2008, com a “Medalha a Cultura”, pela vida dedicada á música.

Enfim, contei um pouco da trajetória de um ícone da música local. O Sebastião Mont’alverne, ou “mestre”, como o chamo carinhosamente, é uma figuraça, homem de bem, que criou três filhos (inclusive, um deles é o meu grande amigo/irmão, Gustavo Mont’alverne, o popular “Guga”) com muita dignidade.

Falando no Guga, é melhor vocês lerem o que ele disse sobre o pai:

“Meu pai é um símbolo de respeito, motivo de orgulho e admiração. Eu o tenho como um grande amigo, carinhoso e atencioso, o tipo de pai que todos deveriam ter.”

Finalizo este post convidando todos os que se interessam por música e cultura a prestigiar o evento. Parabéns aos organizadores da homenagem, o Caboquinho, com seus acordes fantásticos, tocando estilos diversos como choro, bossa nova e samba, fez por merecer e MUITO!