‘1° Festival Hip Hop Macapá’: CEU das Artes Zona Sul promove evento para valorização da cultura local

Nesta sexta-feira (24), às 17h, o CEU das Artes Zona Sul realiza o primeiro ‘Festival Hip Hop Macapá’ para fomentar e valorizar a cultura Hip Hop no município.

O Festival conta com as apresentações dos artistas Matarazzo, Jorge Pretogonista, Batalha AP, DJ Lfox, Crazy BBoys Crew, Macapá Break, BBoy Eminem, Movimento sem Limites, Master Máxima, El Shammar.

Uma iniciativa da prefeitura de Macapá viabilizando cultura e lazer por meio do CEU das Artes (Zona Sul), Semed e Fumcult.

Serviço:

1° Festival Hip Hop Macapá
Data: 24 de março, sexta-feira.
Hora: 17h.
Local: CEU das Artes (Zona Sul), na avenida Ivaldo Veras, 1118, Jardim Marco Zero

Comunicação Semed
Contato: (96) 98138-5712

A Bailarina do Igarapé

Todos nós temos um talento que se manifesta desde a infância e passamos a desenvolvê-lo durante a nossa trajetória de vida, e foi ainda na escola participando de tudo que envolvia a dança, em casa assistindo aos DVD’s de Ivete Sangalo, da banda Calypso, Rogger entre outros para aprender as coreografias que Ellen Sousa, entre seus 8 e 10 anos, já demonstrava habilidades para a dança. Sua paixão pela arte levou a explorar diversas vertentes da dança como b-girl no hip-hop, dança de salão, quadrilha, ballet e o fitdance, tornando-se uma artista completa e uma dançarina versátil que consegue adaptar-se facilmente à diferentes estilos dessa arte, onde domina não só a parte técnica mas também a capacidade de transmitir emoção através de seus movimentos, deixando sua marca por onde passa.

Além de sua carreira no mundo da dança, Ellen também é bacharela em pedagogia, e como coreógrafa e professora de dança, já dirigiu e atuou em inúmeras apresentações que encantaram o público e receberam elogios da crítica especializada. Participou de campeonatos nacionais e coleciona prêmios conquistados nesse percurso, mas como toda artista também superou dificuldades: entre o olhar do racismo, condições financeiras e a falta de apoio – em especial da família – o fardo foi pesado, “quando voltei com 12 anos para o ballet, a convite de um professor que me ofereceu uma bolsa na qual não precisaria pagar nada, eu insisti muito para que minha mãe deixasse, ela disse que ‘sim’ depois de muita insistência mas deixou claro que nunca me apoiaria e que não era para pedir nada a ela”, relembra Ellen.

Muito apreciado na sociedade europeia, o ballet é uma forma de arte performática originada na corte italiana do século XV, evoluiu na França no século XVII e se tornou popular na Rússia no século XIX. Secularmente elitizado, o registro da primeira pessoa negra a dançar no palco de uma companhia no Brasil, foi Mercedes Baptista em 1948 e mesmo reconhecida mundialmente como símbolo da luta pela inclusão racial no Ballet, existem poucas produções acadêmicas, jornalísticas e fotográficas a seu respeito disponíveis.

“Nunca conheci nenhuma bailarina de renome que fosse preta, na qual eu poderia dizer que tal bailarina me inspirou por ser preta. Nunca conheci, mas acredito que tenha, porém eu nunca ouvi falar. Isso me frustrava porque meu sonho de ser alguém diminuiu porque nunca vi”, comenta Ellen.

O Lago dos Cisnes é uma das peças mais marcantes do ballet clássico mundial. O Teatro Bolshoi, de Moscou, estreou o espetáculo em 1877, com a coreografia elaborada por Julius Reisinger a partir de uma composição encomendada a Tchaikovsky e teve o seu primeiro casal de dançarinos negros com papel principal em 2012, Ellem recorda das sensações que sentiu quando estrelou a primeira vez a um espetáculo, “tudo era escolhido para elas, para o tom de pele delas, maquiagem, penteado… Sofri bastante. Durante a dança alisei o cabelo uma vez, e depois fiz uma progressiva justamente por me sentir bastante inferior por conta do cabelo”.


Se já não bastasse as dificuldades para permanecer no ballet e se manter entre as melhores, Ellen tinha que sonhar sozinha. Por ter escolhido a sua paixão dentro do campo das artes, onde a aceitação familiar é baixa pois veem como uma carreira ou um negócio pouco promissor, e isto acentua-se principalmente quando se vêm de condições economicamente inferiores, onde a exigência é sempre a emergência por recursos financeiros. Ellen lembra das dificuldades emocionais enfrentadas para se tornar uma referência no ballet, “os piores momentos era ao sair de festivais da companhia e não ter ninguém da minha família para me receber, bater foto, apoio, essas coisas… lembro que me arrumava e passava pela escadaria do teatro e via os pais, responsáveis, tios e irmãos tirando fotos, abraçando, saindo para comemorar… me via sozinha, pegava minhas coisas e ia para a parada de ônibus… isso era em todas as apresentações, minha mãe assistiu a duas apresentações, uma incompleta”.


Aos 23 anos, em meio a uma série de novos desafios e responsabilidades, passou a trabalhar como profissional e teve que conciliar sua carreira com a maternidade manteve-se ativa nos palcos até o oitavo mês de gestação e retornou três meses após o nascimento da Joelly, sua única filha. “Minha filha sempre me acompanha desde de bebê nas danças por aí, na igreja ia em todos os ensaios e sabia todas as coreografias, hoje ela é apaixonada por dança”, mãe dedicada, Ellen embala os sonhos de sua filha para o mundo da dança e já a orienta sobre assuntos como letramento racial e identidade étnica que a pequena, hoje aos sete anos, expõe e questiona.

O ensaio denominado “A Bailarina do Igarapé” feito pelo fotógrafo Willy Myra no Igarapé das Mulheres, Orla de Macapá feito com a Ellen, tem a proposta de dar visibilidade e empoderamento e mostrar o contexto da realidade amazônida, tendo passado pela curadoria de dois prêmios internacionais de fotografia, a bailarina Ellen Sousa entusiasmada conclui: “inspirar outras mulheres e crianças pretas ao ballet e mostrar que, independente da cor e classe social, elas podem ser grandes bailarinas. Nas aulas de ballet vejo muitas crianças pretas me vendo como inspiração e o ensaio também promove isso… fora a oportunidade de mostrar meu trabalho”.

Sua história é uma inspiração para todas as mulheres que desejam seguir os seus sonhos, inclusive Ellen ainda sonha em fazer turnê junto a uma companhia de ballet mostrando seu trabalho no Brasil e quem sabe no exterior. A dança, além de ser uma arte, é uma expressão e realização pessoal, e pode possibilitar a manutenção financeira quando empregada corretamente, e, vale lembrar que toda alma artista vive para voar alto e realizar os seus sonhos.

Texto e fotos: Willy Myra – @myralab.photoart

Dança Circular ao Som de João Amorim Homenageia a Cidade de Macapá #Macapa265Anos

Neste domingo (5), às 16h, na Praça das Etnias do Museu Sacaca, vai rolar Dança Circular. A programação conta com apresentação do cantor e violonista João Amorim. A entrada será franca.

O evento será realizado para celebrar os 265 anos de fundação da Cidade de Macapá, honrando sua história, sua memória, seu povo, sua cultura. As danças serão conduzidas pela focalizadora Aretha Araújo ao som de Música Popular Amapaense – MPA que cantam a beleza da capital do meio do mundo. Na oportunidade teremos o Pocket Show do artista amapaense João Amorim que trará em seu repertório música regional e autoral.

Tendo como público alvo pessoas de todas as idades, o projeto de Dança Circular no Museu Sacaca vem acontecendo mensalmente. Durante os encontros, é apresentado um breve histórico sobre o que são as danças circulares e compartilhadas as danças selecionadas e  sequências da coreografia para que o público dance junto gerando assim conexão e empatia.

Vale ressaltar que as danças circulares estão inseridas no rol de práticas integradas e complementares em saúde, regulamentadas pelo Ministério da Saúde. São danças coletivas que tem como finalidade a integração em grupo e o fortalecimento de valores como empatia, compreensão e sentimento de pertencimento.

Convide as pessoas que você ama e entre na roda. Lembre-se de ir com roupa confortável e leve garrafinha de água para se hidratar.

Chegue cedo para aproveitar o fim de tarde lindo que só o Museu Sacaca tem. Espalhe esta semente de amor e paz.

Serviço:

Roda de Dança Circular e Pocket Show de João Amorim
Data: 05 de fevereiro de 2023 (domingo)
Local: Museu Sacaca
Hora: 16h
Entrada franca

Assessoria de comunicação

Dançando e vencendo a depressão

Foto: Aydano Fonseca

Por Cássia Lima

A preparadora física Benedita Bahia sempre trabalhou ajudando outras mulheres a conseguir uma qualidade de vida. Mas nos últimos anos ela precisou de ajuda e conseguiu vencer a depressão por meio do projeto Ritmos Livres, coordenado pela vice-prefeitura de Macapá. Dançando ela venceu a depressão.

Benedita conta que a depressão chegou em sua vida alguns anos atrás após a perda de seu pai, com quem era muito apegada. Infelizmente, ela não conseguiu administrar bem a perda e com a correria do dia a dia ficou abatida até ser diagnosticada com a doença. Passou por tratamento, mas encontrou a “cura” por meio da dança.

“Eu sempre trabalhei com exercícios físicos, mas foi na dança, por meio desse projeto, que minha autoestima melhorou, encontrei e fiz amigas, além de fortalecer minha autoestima”, conta ela.

A profissional frequenta o polo do projeto que funciona na Escola Municipal Antônio Barbosa, no bairro do Santa Inês. Foi nas aulas que ela começou a focar em outras metas e acabou vencendo a doença.

“O polo me acolheu, me ajudou muito na minha saúde mental com amizades, a prática de exercícios por meio da dança e amizades. Posso dizer hoje que venci a depressão dançando”, destacou.

Benedita não foi a única que o projeto ajudou, Alcilene da Silva Barreto, 56 anos, também conta a diferença que o projeto fez e faz em sua vida. Ela é aluna desde 2021 e frequenta o polo do projeto localizado no Distrito da Fazendinha.

“Eu sempre pratiquei esportes, mas quando soube da dança fui atrás porque queria saber dançar. Graças a Deus é tudo gratuito e me ajudou muito na minha autoestima e no cuidado com meu próprio corpo”, enfatizou Alcilene.

Essas e outras mulheres também participaram de um aulão solidário promovido pela Prefeitura de Macapá. Na oportunidade, tiveram orientações sobre o câncer de mama e colo do útero, dicas para saúde da mulher, orientações nutricionais e fisioterapêuticas.

Para o instrutor de dança profissional há 18 anos, Marcinho Dance Fit, a prática de exercício físico por meio da dança é ideal para quem não gosta de levantar peso na academia ou mesmo de atividades de alta intensidade.

“A dança te ajuda muito no condicionamento físico, na melhoria da disposição, melhoria no humor, sono melhor, autoestima e no sistema cardiorrespiratório. Essas aulas são verdadeiras sessões de terapia”, enfatizou o professor.

Os aulões fazem parte dos novos projetos da vice-prefeitura e coordenados pela vice-prefeita, Mônica Penha, e incluem novas ações para 2023, que buscam promover mais qualidade de vida para os macapaenses.

Nas aulas semanais nos polos são apresentadas várias modalidades de dança, entre elas: FitDance, Move Dance, Dance To Dance e Lamba Aeróbica. Os exercícios trabalham a circulação respiratória, queima de gordura localizada, postura, coordenação motora, fortalecimento muscular de glúteos e pernas.

“Esse projeto funciona gratuitamente com aulas semanais em quatro polos da capital. Atendemos hoje mais de 200 pessoas com as aulas e acompanhamento nutricional e agora estamos iniciando a fisioterapia também. Esse projeto busca promover saúde e autoestima a nossa população, principalmente, as mulheres”, frisou a vice-prefeita Mônica Penha.

Projeto Ritmos Livres

Atualmente, o projeto possui quatro polos em Macapá. As atividades funcionam nos dias de segundas e quartas, ou nas terças e quintas, dependendo de cada núcleo. Cada polo tem seus monitores e em média 100 alunos, entre mulheres, adolescentes e homens, participam das atividades, que são gratuitas.

O polo no CEU das Artes fica localizado no bairro Infraero II e funciona nos dias de segunda e quarta-feira, das 17h30 às 18h30.

O núcleo localizado na Escola Municipal Antônio Barbosa, no bairro do Santa Inês, funciona nos dias de segunda e quarta, de 18h30 às 19h30.

Tem atividade também no CEU das Artes da Zona Sul, localizado na Av. Ivaldo Veras, no Jardim Marco Zero. As aulas por lá são nos dias de terça e quinta, de 17h30 às 18h30.

Outro núcleo é localizado no Distrito da Fazendinha, na Escola Municipal Cacilda Vasconcelos, com aulas às terças e quintas, de 17h30 às 18h30.

Para participar do projeto, basta procurar o polo mais próximo da sua casa e falar com o monitor do local. Ele lhe dará orientações sobre as atividades e ações oferecidas. Todo o atendimento é gratuito.

Fonte: AGCOM.

Aulão de zumba em alusão ao Outubro Rosa

Para os amantes de zumba e exercícios ao ar livre, nesta sexta-feira (28), o gabinete da Vice-Prefeitura de Macapá promove o evento Aulão de Ritmos, em frente ao Mercado Central. A programação reunirá grandes profissionais da prática de zumba da capital e promete animar a cidade. A meta é fazer uma mega ação em prol do combate ao câncer de mama.

No aulão terão várias modalidades de zumba, entre elas: FitDance, Move Dance, Dance To Dance e Lamba Aeróbica. Nos exercícios serão trabalhados circulação respiratória, queima de gordura localizada, postura, coordenação motora, fortalecimento muscular de glúteos e pernas.

A atividade faz parte dos novos projetos da Vice-Prefeitura, coordenados pela vice-prefeita, Mônica Penha e incluem novas ações para 2023, entre elas o projeto Ritmos Livres, que será levado a vários bairros da capital, com ações semanais gratuitas para a população, promovendo assim qualidade de vida.

Serviço:

Dia: sexta-feira – 28 de outubro
Hora: A partir das 16h
Local: em frente ao Mercado Central.
Atividade gratuita.

Atendimento à imprensa
Cássia Lima (96) 98104-9355

Dança & Arte: grupo de bailarinas amapaenses fica em 1ª lugar na mostra competitiva do Festival Internacional de Ballet, realizado em Belém (PA)

No período de 19 a 23 de outubro, em Belém (PA), a Alegretto Studio de Dança, do Amapá, participou do 29º Festival Internacional de Dança da Amazônia (FIDA), realizado em Belém (PA), realizado pela Cia de Danças Clara Pinto, em vários palcos da capital paraense, como no Teatro da Paz, Teatro Estação Gasômetro e Boulevard Shopping Belém. As bailarinas amapaenses conseguiram o primeiro lugar na mostra competitiva na categoria infanto juvenil.

A primeira colocação veio para o Amapá pelo talento e performance de um grupo de quatro bailarinas, formado por Anna Júlia Assis, Gabriela Avelar, Giovanna Vaz e Maysa Pacheco, que apresentaram o quadro de dança denominado “Amigas”, coreografada por Janaína Pontes.

O Alegretto Studio de Dança conseguiu, também, o terceiro lugar no Festival, no Prêmio Coreografia, com bailarinos adultos.

“Vejo a Dança como um instrumento transformador de vidas, a Arte tem o poder de educar, de lapidar um ser humano, então quando pensei em levar minhas alunas para o FIDA foi com este objetivo de proporcionar pra elas arrepio na alma, tenho certeza que muito mais que o prêmio que foi consequência de um processo lindo de vivência, trouxemos na bagagem memórias afetiva, e tenho convicção que elas voltam diferentes do que foram. Receber a notícia do primeiro lugar foi a certeza de que fiz a escolha certa. Agradeço as nossas famílias, bailarinos pelo apoio incondicional. Agradeço a Deus por viver tantas momentos mágicos ao longo da minha vida que foi inteirinha dedicada a está a arte”, frisou a coreografada Janaina Pontes.

Mais sobre o FIDA

O festival é o 1º Festival Internacional realizado na região Norte e foi criado em 1994 com o objetivo de possibilitar aulas e intercâmbios com personalidades da dança do cenário nacional e internacional.

De acordo a coordenadora da Cia de Danças que realizou o Festival, professora Clara Pinto: “o FIDA se transformou em um aglutinador de grupos profissionais e iniciantes da dança. É esta troca continuada de experiência que tem promovido o crescimento da dança como alavanca do desenvolvimento cultural, também contribui socialmente ao possibilitar que crianças, adolescentes e jovens participem dos palcos alternativos gratuitamente”.

Elton Tavares

Companhia de dança realiza 1ª edição da Batalha Cypher CBC 2022

Por Lana Caroline

A CBC Crew, companhia de dança de breaking, estará realizando a 1ª edição Batalha Cypher CBC 2022, neste domingo (18), às 14h, onde vários b.boys e b.girls (dançarinos de breaking) estarão participando de várias batalhas e uma palestra sobre assédio. O evento acontece na praça do bairro Boné Azul, na zona norte de Macapá.

A Batalha Cypher contará com atrações musicais e as batalhas de breaking nas categorias 1 vs 1 , 3 vs 3 , top rock , foot works e 1 vs 1 kids. Segundo o b.boy Françoa, a ideia é dar mais visibilidade para a cultura hip hop na zona norte da cidade. Além disso, cestas básicas serão sorteadas para a comunidade.

“Além trazer um pouco da cultura hip hop, vamos falar sobre um tema muito importante que é o assédio. O evento, também, foi pensado na qualidade para os dançarinos e para o público”, disse.

O evento é aberto ao público e os interessados em participar das batalhas podem se inscrever durante a programação e gratuitamente. Os vencedores receberão premiação em dinheiro, troféu e brindes de apoiadores.

Confira a programação:


Fonte: Diário do Amapá.

Grupo Flor Pequena: Macapá Verão recebe espetáculo de músicas e danças tradicionais amazônicas brasileiras

Sob a organização do Dr. Augusto Oliveira, pesquisador da Amazônia Brasileira em suas diversidades biológicas e socioculturais, o grupo reúne uma série de ritmos característicos da Amazônia em suas apresentações e revitaliza as tradições da cultura popular da região.

Com a missão de aproximar e elevar o sentimento de pertencimento da cultura amazônica por meio dos ritmos tradicionais, o grupo Flor Pequena, nascido e criado em solo amapaense há oito anos, fará apresentação neste domingo (24), na Concha Acústica do Araxá, às 17h, durante a programação do Macapá Verão.

O espetáculo promete um domingo regado à animação do xote bragantino, à sensualidade do lundu marajoara, ao batuque do marabaixo e à mais recente manifestação artística incorporada ao grupo, o Boi-Du-Flô, um Boi de Rua, construído a partir da tradição de folguedos da sociedade brasileira, fortemente vinculados ao período junino.

Sobre o Grupo

O Flor Pequena oferece um extenso repertório de músicas e danças atreladas ao desenvolvimento artístico dos povos amazônidas, que se manifesta na vestimenta, com propensão para as cores que emanam vivacidade, ao cântico com narrativas do cotidiano e especialmente pelo som marcante do tambor, retumbão, banjo e maracá.

Serviço:

Data: Domingo – 24/07/2022
Local: Concha Acústica Do Araxá, R. Beira Rio – Araxá.
Horário: 17h00min.

Luana Silveira
Jornalista e Assessora de Comunicação

Grupo amapaense Âmago, selecionado para festival nacional, busca apoio para viagem

Grupo já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa – Foto: divulgação

Por Pérola Pedrosa

O grupo de dança do Amapá Âmago teve três coreografias selecionadas para Festival de Dança de Joinville, que acontecerá de 19 a 30 de julho no estado de Santa Catarina, região sul do Brasil.

O grupo que já tem 4 anos de estrada, já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa, tem a dança contemporânea como principal linguagem artística, utiliza-se das artes teatrais e a performance para a composição de suas obras. É composto atualmente de 7 bailarinos, que são Letícia Paixão, Aline Pires, Dâniza Dias, Doriely Ribeiro, Gabriela Furtado, Pablo Sena, Micheli Andrade e Vitória Almeida.

Grupo já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa – Foto: divulgação

Para a 39° edição do Festival de Dança de Joinville irão apresentar as coreografias: “Saudade, será que não tem fim?” – Duo contemporâneo, também do coreógrafo Pablo Sena e o solo contemporâneo “Incantu amazônico”, da coreógrafa Letícia Paixão e “Meu lado vazio” – Conjunto contemporâneo do coreógrafo Pablo Sena;

A corégrafa Letícia Paixão destaca que o festival é o maior em apresentação e importância do pais, e que o grupo ficou muito feliz em ter sua inscrição escolhida entre 4 mil inscritos. “Dentre os 4 mil inscrições nossas três coreografias foram selecionadas para apresentação em Joinville, é gratificante e uma grande responsabilidade representar o Amapá e nossa dança no maior festival do Brasil. Estamos numa campanha para arrecadar fundos para colaboração de passagens e hospedagem para os dias que ficaremos lá”, informa.

Para dar uma força para o grupo ir até o Festival, é só entrar em contato: (96)98104-8966

Fonte: site da Alyne Kaiser.

Tradição, cultura e história: Secult/AP apoia festa dos 35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo

Neste sábado (2), no Barracão da Tia Gertrudes, rolará a comemoração dos 35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo. O evento contará com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AP).

Na Favela, o Ciclo do Marabaixo é uma herança deixada por Gertrudes Saturnino de Loureiro, que após a sua saída da frente da cidade, a pedido do governador da época, resolveu reconstruir sua história na Favela, onde criou seus filhos, filhas, netos e netas, deixando a eles e toda esta geração, o legado das festividades.

A neta de Gertrudes Saturnino, Valdinete Costa, marabaixeira, promesseira e festeira do ciclo do marabaixo, diz que “depois de dois anos sem a realização das atividades presenciais do ciclo do marabaixo, 2022 é um ano de reencontros e agradecimentos à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo pelas batalhas vencidas e de um recomeço para todos nós”.

“O Marabaixo é uma expressão única. É a cultura do Amapá na essência e é nosso dever apoiar todos que possuem a missão de perpetuar essa tradição que herdamos de nossos antepassados para as novas gerações”, comentou o titular da Secult.

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018, recebe apoio do Governo do Estado, com investimento de R$ 110 mil, através da Secult/AP, divididos igualmente entre os grupos realizadores em 2022.

Serviço:

35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo
Hora: 14h
Data: 02/07/2022
Local: Barracão da Tia Gertrudes, localizado na na Avenida Duque de Caxias, Nª 1203, no bairro Santa Rita.
Apoio: Secult/AP

Assessoria de comunicação

1ª edição do ‘Arraiá du Mercado Centrá’ terá mais de 24h de atrações juninas; veja programação

Mercado Central | Foto: Arthur Pantoja/PMM

Para a comemoração do mês junino, a Prefeitura de Macapá realiza a primeira edição do ‘Arraiá du Mercado Centrá’, que será nos dias 24 a 26 de junho, no Mercado Central. A programação conta com apresentações juninas de escolas municipais19 grupos de quadrilhas tradicionais e estilizadas, premiações, vendas de comidas típicas e shows.

De acordo com o prefeito, Dr. Furlan, o evento proporciona o fomento à economia local, tanto na produção à confecção de vestimentas dos participantes, assim como, na movimentação de pessoas nos dias das apresentações juninas.

“Esse momento, além de integrar pessoas de diferentes idades, também será um precursor para a economia local, pois muitos segmentos estão envolvidos na realização desse evento. Será um grande espetáculo que animará a nossa capital”, declara.

Para fomentar as tradições culturais juninas, por meio do edital 003/2022, a Fundação Municipal de Cultura (Fumcult) selecionou 15 grupos de quadrilhas estilizadas e 4 grupos de quadrilhas tradicionais para compor a programação do evento.

Prefeitura de Macapá repassou um auxílio-indumentária de R$ 91 mil, recurso de emenda parlamentar da deputada federal Leda Sadala para a realização das apresentações. Os quatro grupos juninos tradicionais recebem R$ 4 mil cada, e os 15 grupos de quadrilhas estilizadas, recebem R$ 5 mil cada.

Segundo o diretor-presidente da Fumcult, Olavo Almeida, a fundação busca oportunizar os segmentos culturais com a divulgação dos grupos juninos e o reconhecimento mediante aos auxílios e prêmios para a realização das apresentações.

“A primeira edição desse grande evento tem uma programação extensa que busca promover a nossa cidade um momento de contato direto com as tradições nordestinas interpretadas pelos artistas amapaenses. Além disso, vamos contribuir com a arte desses participantes a partir dos auxílios e premiações”, explica o diretor.

As três melhores quadrilhas do 1º concurso do município serão premiadas com troféus e prêmios em dinheiro, sendo R$ 2 mil para a primeira colocada das quadrilhas tradicionais; e um total de R$ 6 mil, dividido para as três quadrilhas estilizadas, com R$ 3 mil para a primeira colocada, R$ 2 mil para a segunda colocada e R$ 1 mil para a terceira colocada.

No concurso de quadrilhas, também terá a premiação técnica, com as categorias de Melhor Marcador de Quadrilha, Melhor Missa Caipira e Melhor Casal de Noivos. Os primeiros colocados de cada categoria receberão R$ 1 mil.

Com o objetivo de envolver vários públicos, a programação geral do evento conta com apresentações juninas infantis de alunos da rede municipal de ensino, além da quadrilha junina composta por servidores municipais.

No último dia do ‘Arraiá du Mercado Centrá’, a novidade para o encerramento das apresentações, é um show com atração nacional, que ainda será divulgado pela Fumcult.

Confira a programação do ‘Arraiá du Mercado Centrá’:

Anézia Lima
Fundação Municipal de Cultura

 

Derrubada do mastro e passagem para novos festeiros marcam encerramento do Ciclo do Marabaixo 2022

“A sensação é de dever cumprido. Foi uma programação extensa, mas feita com toda a dedicação e respeito à memória de nossos antepassados e com muito compromisso com a nossa cultura!”.

Foi assim que Valdinete Costa, uma das coordenadoras do grupo Berço do Marabaixo, definiu, no barracão Tia Gertrudes, na Favela (bairro Santa Rita, em Macapá), o encerramento do Ciclo do Marabaixo 2022, neste domingo, 19.

No chamado Domingo do Senhor – primeiro domingo após a celebração de Corpus Christi – a derruba dos mastros e a passagem para os novos festeiros marca o encerramento do Ciclo do Marabaixo, segundo a tradição.

E no último dia da edição 2022 teve caixa rufando e saias rodando nos barracões Berço do Marabaixo, Raízes da Favela (Dica Congó), Marabaixo do Pavão e Raimundo Ladislau (Tia Biló). A comunidade de Campina Grande, na zona rural, antecipou seu encerramento para o sábado, 18.

No barracão Raízes da Favela, a coordenadora Elísia Congó também exaltava o marabaixo como cultura e resistência. E aproveitava para agradecer à Santíssima Trindade por mais um ano realizando a nossa mais autêntica manifestação cultural.

Já no barracão do Marabaixo do Pavão (bairro Jesus de Nazaré), quem fazia o diferencial nas rodas eram as crianças. Tocando caixas ou rodando as saias, deram um colorido especial à festa, para alegria de Mônica Ramos, filha do saudoso Mestre Pavão, que deixou sua contribuição e legado para o fortalecimento da cultura do marabaixo.

Perto dali, na rua Eliezer Levy, no bairro do Laguinho, a euforia também dava a tônica da festa no Barracão Tia Biló, no grupo Raimundo Ladislau. A emoção foi por conta de ser o primeiro ano de Ciclo do Marabaixo sem a matriarca da família, Benedita Guilherma Ramos, a tia Bioló, falecida em setembro de 2021 aos 96 anos.

“É uma alegria poder dar continuidade a esse legado”, definiu Laura Ramos, neta de tia Biló. Ao microfone, o filho dela, Yuri Soledade, mandava ver nos ladrões, versos que retratam o cotidiano de quem vive a cultura marabaixeira.

“Mais um ano que o Governo do Estado cumpre seu papel de apoiar a cultura do marabaixo. É nossa maior manifestação cultural, e um patrimônio que já não é só do Amapá, mas de todo o Brasil”, avaliou o diretor-presidente da Fundação Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Feppir-Fundação Marabaixo), Joel Nascimento Borges.

A extensa programação do Ciclo do Marabaixo 2022 iniciou no Sábado de Aleluia, no dia 6 de abril. Depois de dois anos, voltou a ser realizado de forma presencial.

Apoio

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018, o Ciclo do Marabaixo recebe apoio do Governo do Estado, com investimento de R$110 mil, através da Secretaria de Cultura (Secult), divididos igualmente entre os grupos realizadores.

A programação também recebeu apoio institucional da Fundação Estadual de Promoção da Igualdade Racial, a Fundação Marabaixo, órgão que substitui a extinta Seafro.

Texto e fotos: Gabriel Penha/Fundação Marabaixo
Assessoria de comunicação do Governo do Amapá

De volta o projeto “Cantando Marabaixo nas Escolas”

Depois de dois anos com tambores silenciados nas rodas de marabaixo, em razão da pandemia, o Movimento Nação Marabaixeira, liderado por Carlos Piru, retoma as atividades do festival “Cantando Marabaixo nas Escolas”.

O evento que teve início em 2017, na Escola Jesus de Nazaré, em Macapá, e foi premiado em 2018 com o “Prêmio Selma do Coco” do extinto ministério da cultura, tem como objetivo, através de uma ação educomunicativa, fortalecer e preservar a identidade negra e a cultura amapaense por meio da musicalidade para os estudantes e assim garantir a perpetuação da história cultural do Amapá para as futuras gerações, além de cumprir a lei federal – 10.639/03, 11.645/08 e as Resoluções 08/2012 – CEE/RFB e 025/2016 – CEE/SEED/GEA – que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional e quilombola, incluindo no currículo oficial da rede de ensino, a obrigatoriedade da temática da história e cultura afro-brasileira, como também os saberes da ancestralidade nos quilombos.

Em 2022, o festival contará com a participação de nove escolas quilombolas e a estreia de um grupo de marabaixo da comunidade de Lontra da Pedreira, que estarão envolvidas na disputa do “melhor ladrão de marabaixo”, e participando da programação com atividades de oficinas voltadas ao marabaixo, palestras de como compor estas cantigas marabaixeiras, além da gravação em estúdio destas obras musicais escritas pelos próprios estudantes.

Para o professor Dinho Paciência, “O projeto traz ao chão das escolas a ligação com sua ancestralidade, com a vivências, experiências, tradições e ensinamentos das griots/griôs dos quilombos como conteúdo vivo no processo de aprendizagem”.

O Festival Cantando Marabaixo nas Escolas acontece no dia 16 de junho, data que marca o “Dia Estadual e Municipal do Marabaixo”, na Escola Quilombola Daniel de Carvalho, no Distrito de Santo Antônio da Pedreira, a 45 quilômetros de Macapá, a partir das 10h, e contará com a participação de aproximadamente 500 alunos.

Participarão do festival: Escola Quilombola Estadual Teixeira de Freitas, Escola Quilombola Estadual Pedro Alcântara, Escola Quilombola Estadual Daniel de Carvalho, Escola Quilombola Estadual Cristina Botelho, Escola Quilombola Estadual José Bonifácio, Escola Quilombola Estadual Nestor Barbosa, Escola Quilombola Estadual Prof. Joaquim Manoel, Escola Quilombola Estadual Cachoeira do Pedreira, Escola Quilombola Estadual Raimundo Pereira, Escola Estadual Nazaré da Pedreira, Escola Estadual Maria Botelho Rodrigues e Marabaixo do Lontra da Pedreira
O projeto conta com a parceria da Fundação Estadual de Promoção da Igualdade Racial (FEPPIR/FUNDAÇÃO MARABAIXO) e Secretaria Estadual de Educação.

Comunicação Festival Cantando Marabaixo nas Escolas
Cláudio Rogério – 96 99141-8420
Foto: Maksuel Martins

Dia Estadual do Marabaixo 2022 terá feira de artesanato, seminários e apresentações de grupos tradicionais

O Dia Estadual do Marabaixo, celebrado na quinta-feira, 16, terá feira de artesanatos, seminários, eventos em escolas e um grande encontro de grupos para homenagear a manifestação cultural amapaense.

As celebrações começam com a culminância do projeto “Cantando Marabaixo nas Escolas IV”, organizado pelo movimento Nação Marabaixeira, com apoio do Governo do Estado, por meio Fundação Estadual de Promoção da Igualdade Racial (Feppir – Fundação Marabaixo) e da Secretaria de Estado de Educação (Seed).

Alunos de escolas públicas farão apresentações de ladrões de marabaixo, como ponto alto do projeto, evento que acontecerá na Escola Daniel de Carvalho, na comunidade de Santo Antônio da Pedreira, na região rural de Macapá.

Também está marcado para as 8h o seminário “A historicidade do Marabaixo no contexto escolar”. O evento é organizado pelos grupos culturais com apoio da Fundação Marabaixo e acontece no auditório do Sebrae Amapá.

Já pela parte da tarde, a programação acontece na frente da Casa do Artesão, no Complexo Beira-Rio, em Macapá, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult). A partir das 16h, uma feira de artesanato vai comercializar souvenires como o tema marabaixo.

Às 17h, as apresentações ficam por conta dos cinco grupos que integram o Ciclo do Marabaixo: Berço do Marabaixo (Tia Gertrudes), Raízes da Favela (Dica Congó), Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau e União Folclórica da Campina Grande (UFCG). Ainda haverá apresentações de grupos convidados e também de grupos das comunidades rurais.

“O Marabaixo é a nossa mais autêntica manifestação cultural e patrimônio imaterial do Brasil desde 2018. Então, a data estadual dedicada a essa manifestação merece uma comemoração à altura, não só para celebrar, mas também para mostrar suas particularidades, seu elementos e sua beleza ao público”, assinala o presidente da Feppir-Fundação Marabaixo, Joel Nascimento Borges.

A data de 16 de junho é o Dia Estadual do Marabaixo por conta do Projeto de Lei nº 0049/10, do deputado estadual Dalto Martins.

 

Programação Dia Estadual do Marabaixo 2022

6h – Alvorada festiva nos barracões dos festeiros do Ciclo do Marabaixo;

8h – Ponto alto do projeto “Cantando Marabaixo nas Escolas” 2022, escola estadual Daniel de Carvalho, comunidade de Santo Antônio da Pedreira;

8h – Seminário “A historicidade do Marabaixo no contexto escolar”, no auditório do Sebrae Amapá, com coffee break às 10h;

A partir das 16h – Em frente à Casa do Artesão: Feira de Artesanato e venda de souvenires;

17h – Apresentação de grupos de capoeira;

18h – Apresentações dos grupos do Ciclo do Marabaixo, grupos convidados e grupos das comunidades rurais.

Serviço:

Texto e foto: Gabriel Penha
Assessoria de comunicação