Golpes patrimoniais contra idosos aumentam 80% durante pandemia – Égua-moleque-tu-é-doido!!

Com o maior tempo em casa e o uso da internet para realizar atividades cotidianas durante a pandemia, cresceu o número de criminosos que aproveitam para aplicar golpes e entre as principais vítimas estão os idosos. A violência patrimonial foi a modalidade com maior crescimento, com aumento de 80% entre os anos de 2019 e 2020.

Dados do Ministério da Mulher, da Família e Direitos Humanos mostram que em 2019 foram 48.447 vítimas de violência patrimonial. Em 2020 esse número saltou para 87.809 idosos. Muitas vezes, o golpe vem de integrantes da própria família. É o que alega ter sofrido a aposentada Antônia Portela, de 71 anos. Ela agora luta na Justiça para reaver a posse da residência que mora há décadas. A idosa diz ter sido vítima do próprio filho, que segundo ela passou a propriedade para o nome dele.

Segundo o Boletim de Ocorrência realizado pela vítima, em novembro de 2020, o filho dela, de 52 anos, teria se aproveitado do momento em que estava sob o efeito de remédios controlados, de uso diário prescrito pelo médico, para que a mesma assinasse um recibo de compra e venda do imóvel. “Meu filho disse que precisava que eu assinasse um documento para que ele recebesse uma encomenda no meu endereço, para minha surpresa, em março deste ano, quando recebi o IPTU da minha casa, estava o nome dele, Marcos Roberto Portela. Foi aí que percebi que tinha sofrido um golpe”, relatou a vítima.

Com a assinatura da mãe, ela conta que ele conseguiu uma procuração e anular o processo de regularização do imóvel em que ela tinha dado entrada, para então iniciar um novo processo, já no nome dele. Para evitar esse tipo de golpe, especialistas alertam para não fazer procurações, a não ser que seja emergencial. Além dos golpes, não é aconselhável nem ceder o nome e dados para conseguir créditos ou empréstimos a terceiros, o que é comum no país.

O filho de Antônia nega a história da mãe. Ele contou à nossa reportagem que em 1994 o pai dele decidiu vender o imóvel. Foi então que Marcos passou a ser o proprietário da residência. Ele também contou que ajuda com o pagamento do plano de saúde e com as despesas da residência. “Ajudo como posso e nunca pedi para que ela saísse da casa, ela pode morar lá até quando ela quiser, mas de fato e de direito, a propriedade é minha e está no meu nome”. Ele disse que quando for intimado irá apresentar documentos e sua defesa.

Se for lesado, o idoso tem algumas maneiras para estancar ou até mesmo reaver o prejuízo. Um dos principais aliados é o Estatuto do Idoso, que garante proteção até mesmo contra familiares e pessoas próximas que pratiquem abusos. Uma vez que o idoso perceba a fraude ou golpe, é possível buscar ajuda por meio de um advogado, Defensoria Pública ou diretamente com o Ministério Público – na Promotoria de Justiça dos Direitos do Idoso. A pessoa que cometer o ato de má fé pode responder criminalmente por falsidade ideológica, com agravamento quando é familiar.

Junto a violência patrimonial, idosos também são vítimas preferenciais de golpes virtuais e financeiros. Um levantamento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) aponta que durante o isolamento social houve um aumento de 60% em tentativas de golpes financeiros contra idosos. Os criminosos abusam da ingenuidade ou confiança do idoso para obter informações que podem ser usadas para que tenham acesso não autorizado a computadores ou informações bancárias.

Um exemplo de ataque é quando o criminoso liga para a casa da vítima, diz ser do banco e pede para confirmar algumas informações, como dados pessoais e senhas. Ao fornecer informações pessoais e sigilosas, o consumidor expõe sua conta bancária e seu patrimônio aos golpistas. Para evitar esse tipo de golpe, a Febraban alerta que o banco nunca liga para o cliente pedindo senha nem o número do cartão ou envia funcionários para recolher cartões que possam ter sido clonados.

Ao receber uma ligação dizendo que o cartão foi clonado, o cliente deve desligar, pegar o número de telefone que está no cartão e fazer contato com a instituição financeira.

Fonte: Alyne Kaiser

Sobre insônia e cartas de amor

Há quatro anos e pouco, uma amiga disse: “Elton, vou te enviar uma carta”. Eu: “Correio eletrônico?”. Ela: “Não, cara. Uma carta mesmo, escrita em papel, dentro de um envelope e com um selo”.

Pensei: “Égua, pode crê”. Lembrei do tempo que trocava correspondências. Recebi muitas nos anos 90. Esse papo me lembrou histórias e memórias afetivas legais. Pura nostalgia.

Passou uma porrada de lembrança em câmera lenta nesta minha cachola insone.

O mundo mudou tanto e, com ele, a praticidade dos e-mails, redes sociais etc. A comunicação está supersônica nestes dias, mas deu uma saudade daquela sensação de esperar pelo carteiro, abrir e ler os textos açucarados e exagerados daquela época.

Era firmeza receber e enviar cartas. Sou mesmo das antigas – que onda.

Sem nenhuma pretensão ou gabolice, digo-vos: recebi muitas cartas nessa vida. A maioria nem era de amor mesmo. Guardei uma grande quantidade. É, tenho uma caixa grande repleta dessas coisas, pois aproveitei ao máximo o poder e a beleza dos 20 e poucos anos.

Paralelo a essa curtição toda, fiz alguns julgamentos errados; por isso, joguei algumas delas fora – tem coisas que é melhor não guardar em nenhuma caixa, muito menos na memória.

Mas na caixa tem de tudo, desde rabiscos em lencinho de papel de lanchonete, escritos coloridos até cartões tipo de crédito – daquele casalzinho que tinha o slogan “Amar é…” – e uma penca de fotos. Às vezes, o conteúdo era pura pieguice; noutras havia originalidade nas histórias.

Já redigi material suficiente para publicar pelo menos uns três livros, muitos destes textos sobre temas que hoje em dia não fazem nenhum sentido, mas escrevi poucas cartas. E isso é esquisito.

Sobre isso, preciso escrever uma carta com a verdade e endereçar a quem precisa ler sobre o amor. No caso, o meu. Senão, mais que uma lembrança nostálgica da juventude, será uma correspondência não enviada de volta na caixa do meu imaginário. Na verdade, uma chance desperdiçada. É isso.

*Ernest Hemingway disse: “Escreva bêbado, revise sóbrio”. Segui o conselho do mestre neste texto (risos).

Elton Tavares

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em  2020. A obra, com 61 crônicas, tá linda e está à venda  comigo. Contato: 96-99147-4038.

Cidades do Amapá enfrentam 5º apagão em menos de um ano – Égua-moleque-tu-é-doido!!

Vista aérea de Macapá — Foto: Rede Amazônica

Pouco antes das 16h desta quarta-feira (16), cidades do Amapá voltaram a registrar um apagão total, com a suspensão do fornecimento de energia elétrica. Ainda não há informações exatas sobre quantos municípios foram atingidos.

Procurado pelo G1, o Operador Nacional do Sistema (ONS) informou que apura o que aconteceu.

Até a última atualização desta reportagem, a eletricidade havia sido restabelecida em alguns bairros de Macapá após cerca de 30 minutos. Mas ainda há municípios, como Mazagão, na região metropolitana, que ainda estão sem energia.

Esse é o 5º apagão total registrado no estado desde novembro de 2020, quando o estado ficou 4 dias totalmente “no escuro” e quase 20 dias com o fornecimento precário do produto.

A Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) declarou que a falta de energia desta quarta-feira “foi provocada pela saída da Linha de Transmissão de 230 KV entre Jurupari e Laranjal do Jari”, no Sul do estado.

Além disso, a distribuidora de energia informou que “já acionou o Operador Nacional do Sistema e está aguardando recuperação deste trecho para recompor os sistemas de distribuição”.

São residências, estabelecimentos comerciais e locais públicos sem eletricidade. Apenas locais com geradores de energia, como hospitais, empresas e postos de saúde seguem com o fornecimento à base de combustível.

A Globo solicitou e aguarda esclarecimentos do Ministério de Energia Elétrica (MME) e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Quinto apagão

O blecaute desta quarta-feira é o quinto registrado no Amapá em 7 meses. O primeiro deles, em 3 de novembro, deixou 13 das 16 cidades amapaenses sem energia durante 4 dias e com fornecimento parcial durante 22 dias.

A falta de energia aconteceu, na época, após a principal subestação do estado (Subestação Macapá) sofrer um incêndio. O problema evidenciou falhas no fornecimento de energia no estado, que gerou uma crise energética.

Em 17 de novembro, enquanto as cidades estavam no sistema de rodízio, o ONS confirmou que houve novo desligamento no Amapá que pode ter ocorrido no momento da “energização” de uma linha de transmissão. A escuridão total durou cerca de 5 horas.

Cerca de dois meses depois, em 13 de janeiro, o Amapá enfrentou um novo blecaute total, que também durou cerca de 5 horas. Em 8 de abril, houve um novo registro, em que 15 cidades foram afetadas.

Fonte: G1 Amapá.

O dia em que esquentei a cerveja do Arnaldo Antunes na B*****ta – Por Jack Carvalho – @JackeCarvalho_

Por Jack Carvalho

2013 foi um ano incrível para todo macapaense fã de música. O Festival Quebramar, maior evento de música do norte do país totalmente free, trazia nada menos que Arnaldo Antunes, Emicida, Curumin e muitos outros artistas massa. E nesta edição, eu fiquei responsável por coordenar o funcionamento dos camarins.

Aos poucos, cada produtor foi mandando a lista de exigência que tínhamos que providenciar para atender aos pedidos dos artistas. Emicida, por exemplo, pediu chá verde. Outros pediram Red Bull. O Edgar Scandurra pediu whisky. E o Arnaldo pediu cerveja. Muitas packs de cerveja. O problema era adequar esses pedidos ao orçamento disponível para o camarim. Em alguns casos, eu mesma preparei em casa diversos itens das listas, como suco, bolo e o chá.

Público da primeira noite do Festival Quebramar – Foto: Cobertura Colaborativa

Assim consegui equilibrar os gastos e garantir todos os itens. Faltando 1 dia pro início do festival, peguei as listas e fui ao supermercado comprar o que não dava pra fazer, pra no dia seguinte já ter tudo pronto pra quando o festival começasse. Tudo certo na sexta e sábado. Todos os pedidos foram e atendidos e os artistas ficaram satisfeitos.

No domingo era o dia de tocar Curumin e Arnaldo Antunes. Cheguei cedo no palco no pé do muro da Fortaleza de São José e comecei a limpar e arrumar as mesas dos camarins. Coloquei todas as bebidas no gelo, arrumei as pedras pras doses de whisky, petiscos, entre outros detalhes. As primeiras bandas começaram a tocar logo cedo, umas 19h40. Em seguida começaram a chegar os integrantes da banda do Arnaldo. Recepcionei o grupo me apresentando como responsável pelo camarim e que caso precisassem de algo era só chamar. E chamaram!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minutos depois que a banda se instalou na sala reservada pra eles, a produtora do Arnaldo Antunes perguntou: – Cadê as Heinekens naturais? Eu dei uma de João sem braço e disse que não tinha sido especificado. Ela puxou a lista do bolso e mostrou: – Olha aqui, são 6 long necks naturais. Ele não pode beber nada gelado antes e durante o show. Ou seja: FUDEU!

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Minha primeira reação foi de sair e ir comprar nos bares da Beira Rio. Mas eu estava muito distante pra deixar tudo e ir comprar cerveja. O jeito foi tirar as 6 long necks da cuba e tentar “amornar” as cervejas. Olha o trampo da porra. Nisso, eu e mais duas pessoas que auxiliavam no camarim, cada uma pegou uma long e começou a esfregar na mão. Essa porra não vai esquentar.

Então tive a ideia de botar a cerveja entre as pernas. Isso mesmo: na B****ta pra ajudar a esquentar mais rápido. E aja esfregar a garrafa igual o Aladdin. E eu pensava: esse porra vai ter que tocar O Pulso. E aí dele que não faça um show bacana. Bicho, essa porra tá queimando feio aí embaixo. Foram longos minutos gelados aonde se costuma a ser bastante quente, diga-se de passagem. Ainda ligamos ventilador do carro no modo quente pra ajudar o processo. Da feita que a cerveja ia amornando, alguém levava no camarim e ele bebia.

Foto: blog Galera do Rock (http://glrdorock.blogspot.com/2013/12/resenha-festival-quebramar-2013.html)

Conseguimos esquentar as 6 heinekens antes dele entrar no palco. Confesso que algo ficou dormente por alguns minutos, mas depois que ele começou a tocar A Casa é Sua, o corpo esquentou e tudo voltou ao normal. E lá estava o Arnaldo Antunes tomando cerveja quente, no copo on the rock que meu pai tinha ganhado de brinde da Monte Casa e Construção um zilhão de anos atrás. E tudo pra dizer que: missão dada é missão cumprida!

*Jack Carvalho é jornalista e Mestre em Ciências da Comunicação.

Tremor de terra assusta moradores do Arquipélago do Marajó – Égua-moleque-tu-é-doido!

Breves, no Marajó: ocorrência foi registrada às 15h42 desta sexta-feira (Igor Mota / O Liberal)

Moradores de municípios do Arquipélago do Marajó relataram que um tremor de terra ocorreu no fim da tarde desta sexta-feira (14). O fenômeno foi confirmado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), indicando que sua magnitude foi de 4.3 na escala Richter (que vai de zero a dez). O município de Breves, um dos maiores núcleos urbanos no Marajó, com 103 mil habitantes, foi o epicentro.

O site internacional Volcano Discovery, por sua vez, registrou a informação de “Terremoto 5.1 – 34 km a noroeste de Breves, Pará, Brasil, em 14 de maio 15:42 (GMT -3)”. O tremor também foi confirmado pela Rede Sismográfica Brasileira (RSBR).

Epicentro da ocorrência no Marajó ganhou destaque internacional (Volcano Discovery)

‘Prefeitura tremeu por segundos’

À tarde, circulou a informação de que o fenômeno teria sido verificado em Breves, Melgaço, Anajás e Bagre. Uma das pessoas que constataram o tremor de terra em Breves foi o prefeito do município, José Antônio Leão, conhecido como Xarão Leão (MDB).”O tremor ocorreu entre 15h30 e 16h. Eu estava na sede da Prefeitura e verifiquei que tremeu mesmo, por alguns segundos. A Prefeitura fica no bairro centro, e eu ouvi relatos de amigos e pessoas que houve tremor em outras casas. Foi sentido também em uma vila na zona rural de Portel perto de Melgaço”, relatou o gestor municipal.O prefeito ouviu de pessoas que houve tremor em cama e em janelas em casas. Mas não citou danos materiais. “Até o momento não temos noticia de algum dano”, declarou o gestor municipal.

Centro de Sismologia da USP fez o registro do tremor desta tarde (reprodução)

Leão destacou que o tremor de terra “é estranho, incomoda e assusta um pouco”. O prefeito disse que apenas há cerca de dez anos foi observado outro tremor de terra como esse, mas na zona rural de Breves.O professor Reginaldo Lourenço, não percebeu o abalo no momento de sua ocorrência. Ele destacou à redação integrada de O Liberal que se encontrava descansando, em Breves, no momento em que o tremor teria acontecido. No entanto, como disse, “ao acessar as redes sociais e os grupos daqui da cidade, vi várias postagens falando sobre isso”, contou. “Muitos amigos perceberam”, acrescentou.

Rede Sismográfica Brasileira comentou o tremor

Na noite desta sexta-feira, a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) confirmou o evento em suas redes sociais. A RSBR também disse que o tremor teve a magnitude de 4.3, e o horário local exato para o registro. “As estações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), operadas pelo Laboratório Sismológico da UFRN e pelo Centro de Sismologia da USP, registraram o evento, que ocorreu às 15h44”.

“Moradores do municípios de Anajás também relataram ter sentido o abalo sísmico de magnitude considerada mediana. Até o momento, não há relatos de danos materiais”, disse ainda a RSBR.Segundo tremor no Pará este ano

Segundo a rede de monitoramento, esse foi o segundo tremor registrado pela RSBR no Pará em 2021. “O primeiro sismo do ano ocorreu em Curionópolis, no dia 7 de abril, e teve magnitude calculada em 3.1”.Segundo diz a RSBR, o chefe do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (OBSIS/UnB), Marcelo Rocha, confirmou que mais de 20 estações captaram o evento. “Essa é uma magnitude considerada moderada para os padrões brasileiros.

Breves tem 103 mil habitantes e é um dos maiores núcleos urbanos da região (Igor Mota)

No momento, não é possível informar nenhum dado adicional sobre as causas deste evento, mas, em geral, os tremores que acontecem no Brasil estão relacionados à reativação de falhas geológicas ou criação de novas falhas, devido aos esforços compressivos ao qual o interior da placa Sul-Americana está submetido”, reproduziu a RSBS em suas redes sociais. A Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) é a organização pública que monitora atividades sísmicas em todo o território nacional – através de quase 100 estações sismográficas pelo Brasil, operadas pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (Obsis/UnB), Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) e Observatório Nacional (ON).

Fonte: O Liberal.

Lílian Ferreira gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga!

Tenho alguns companheiros (brothers) com quem mantenho uma relação de amizade e respeito, mesmo a gente com pouco contato. Hoje é aniversário de uma dessas pessoas muito queridas, a Lílian Ferreira, que gira a roda da vida neste décimo segundo dia de maio e lhe rendo homenagens, pois essa menina é demais gente fina.

Lílian é servidora do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), mãe amorosa da linda Maria Fernanda, filha dedicada da dona Teresa, esposa apaixonada do Leandro, irmã do Herval (e de mais uma moçada, mas só conheço ele), bacharel em Direito, amante de vinhos, de boa gastronomia e apreciadora de cervejas especiais.

Além disso, é humanista, prestativa, bem-humorada, tranquila, honesta, trabalhadora, competente e sabida. Conheci a Lílian no início de 2015 e convivemos por um tempo, quando trabalhei com a moça no Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP). Ela como chefe de gabinete e eu na função de assessor de comunicação do órgão. Foi brodagem do início ao fim daquele ciclo profissional.

E também quando frequentei, quase todas as noites, a Banca Rios Beer Cervejaria (por dois anos), que era de sua propriedade juntamente com o esposo. Ela é muito paid’égua! Sobretudo, uma mulher do bem.

Lílian Ferreira está esperando seu segundo filho e feliz em todos os aspectos. Fico feliz também por ela, Leandro e Fefê serem a família que são. Eles são amigos do coração deste gordo e sei que é recíproco.

Em resumo, Lílian Ferreira é uma mulher linda, com caráter inabalável e querida por muitos. É uma honra ser seu amigo. Sinto saudades de bater papos bacanas, tomar cerveja e rir bastante com ela e Leandro.

Lílian, queridona, que teu novo ciclo seja ainda mais rentável, saudável e que tudo que couber no seu conceito de felicidade se realize. Que tua vida seja longa e que sigas pisando forte em busca dos teus objetivos com essa altivez, honestidade, sabedoria e alegria que lhe são peculiares. Depois desse fim do mundo, a gente toma umas. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber! – Crônica de Elton Tavares (ilustrada por Ronaldo Rony)

Crônica de Elton Tavares

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não estava muito inventiva na sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/ “cronicar” sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de “pitacos” e devaneios em um site – sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por que? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà: escrever um “textaço”. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro.

E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sábado! Bom final de semana pra todos nós!

Acho que a gente devia encher a cara hoje, depois a gente fala mal dos inúteis que se acham super importantes” – Charles Bukowski

Bolsonaro veta trecho da lei de isenção de luz para clientes do Amapá – Égua-moleque-tu-é-doido!

O presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou ontem (26) o trecho da lei que isentaria os consumidores do Amapá de faturas extras de energia elétrica, além das já isentadas pela Medida Provisória (MP) 1.010/2020. Com isso, ele sancionou apenas o trecho original da MP, confirmando uma isenção aplicada na fatura referente a outubro do ano passado.

Quando a MP chegou ao Congresso para ser analisada, os parlamentares incluíram um dispositivo prevendo a isenção de três faturas de energia elétrica adicionais para consumidores residenciais de baixa renda. Essa isenção seria dada com o valor que sobrasse dos R$ 80 milhões liberados para compensar o benefício inicial. Segundo o governo, o veto a esse trecho foi necessário porque a isenção de novas tarifas geraria novos gastos aos cofres públicos.

Fonte: UOL.

Amapá recebe 51,27% menos medicamentos do kit intubação que o solicitado ao Ministério da Saúde

Foto: Ascom Sesa

O Governo do Amapá recebeu, no fim de semana, uma remessa de 157, 28 mil unidades de medicamentos de Intubação Orotraqueal (IOT), também conhecido como kit intubação, que é composto por sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides.

O lote recebido faz parte da partilha fruto de doação realizada ao Governo Federal por um grupo de empresas. Foram adquiridos 2,3 milhões de insumos diretamente na China.

O secretário de Estado de Saúde, Juan Mendes, destacou que a quantidade de medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde representa apenas 48,73% do total de medicamentos necessários para um período de trinta dias, segundo os últimos índices de internação de pacientes com covid-19 no Amapá.

O Estado solicitou 32.2745 unidades do kit de intubação: Cetamina (15.340) Midazolan (110.530), Noradrenalina (47.370), Rocurônio (5.800), Propofol (60.540) e Fentanyl (21.665). Contudo, o MS enviou 51,27% a menos que o pedido: Cetamina (4.180), Midazolan (37.680), Noradrenalina (40.010), Rocurônio (5.800), Propofol (7.710) Fentanyl (61.900).

Quando se trata dos medicamentos mais usados para intubar e estabilizar pacientes graves, este percentual é ainda menor: apenas 37,07% do pedido atendido. Foram solicitadas pelo estado 225,2 mil unidades de Midazolan (110.530), Noradrenalina (47.370) e Rocurônio (67.300). No entanto, o MS respondeu com uma remessa de apenas 83.490 unidades – Midazolan (37.680), Noradrenalina (40.010) e Rocurônio (5.800).

Mendes disse que os medicamentos devem suprir o quantitativo das unidades que atendem pacientes de Covi-19 por um período de quatro a sete dias, dependendo da demanda.

Escassez

Os Estados vêm enfrentando a escassez desses de medicamentos no mercado porque o Ministério da Saúde fez o procedimento de requisições administrativas de estoques adicionais de empresas com os medicamentos necessários para a intubação.

Segundo Juan Mendes, o governo federal, com esse procedimento, bloqueou as compras feitas pelos Estados.

Ascom GEA

Randolfe cobra explicações sobre novo apagão no Amapá e alerta para situação de pacientes com Covid-19 e conservação de vacinas

Após 15 dos 16 municípios do Amapá sofrerem novo apagão de energia elétrica de 1h, na noite desta quinta-feira (8), o senador Randolfe Rodrigues (REDE) cobrou dos gestores dos gestores do setor energético no país explicações sobre o sinistro.

Antes do encerramento da sessão no Senado Federal, o parlamentar anunciou que protocolou requerimento à Mesa Diretora da Casa para que Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Operador Nacional do Sistema (ONS) e Ministério das Minas e Energia informem sobre o que levou a nova interrupção do serviço no estado.

Segundo Randolfe, a principal preocupação é que o blecaute possa ter afetado o atendimento a pacientes de Covid-19 nas unidades de saúde.

Além disso, o senador alerta para o risco de ter sido comprometido o armazenamento de vacinas nos municípios.

Ascom do senador Randolfe Rodrigues

Amapá entra na fase vermelha com aumento de ocupação de leitos de UTI e governo decreta Lei Seca para conter aglomerações

O Amapá passou de 14 para 22 pontos na classificação de risco da covid-19, entrando na fase vermelha da doença, de acordo com relatório do Coesp sobre a última semana epidemiológica. Considerando este cenário, o governador do Amapá, Waldez Góes, adotou novas medidas de proteção à vida, entre elas Lei Seca — proibindo o consumo de bebida alcoólica em ruas e espaços públicos nos fins de semana em todo o estado, a partir desta segunda-feira, 1. As informações foram dadas pelo chefe do Executivo durante videoconferência com os prefeitos.

Um dos fatores para a mudança de status é o aumento da taxa de ocupação de leitos que marca 79%. De acordo com estimativas do Coesp, se o avanço da doença seguir nesse ritmo, em 11 dias o Amapá atingiria 100% de ocupação da rede hospitalar. Para evitar que isso ocorra, o governador determinou ainda a instalação de novos leitos.

“Todas as medidas que pudermos usar para enfrentamento à pandemia, vamos utilizar. Precisamos redobrar os cuidados, estamos bem alinhados com prefeitos, imunizando a população e precisamos também que cada cidadão faça a sua parte para o bem coletivo”, disse Góes.

As fiscalizações também serão intensificadas nos fins de semana. O Coesp seguirá avaliando os novos dados e mais medidas restritivas podem ser adotadas até quarta-feira, 3, como estratégia para conter a multiplicação do vírus.

“Alinhamos com prefeitos de todos os municípios, mantivemos todas as medidas adotadas até o momento e suspendemos o consumo de bebida alcoólica nas ruas e espaços públicos, como foi no carnaval e que apresentou bons resultados”, explicou o governador.

Durante a reunião, os gestores municipais compartilharam as dificuldades que enfrentam. O prefeito de Vitória do Jari, Ary Duarte, relatou a necessidade da colaboração da população e a preocupação devido ao aumento no número de procura por atendimento nas unidades de saúde do município.

“Um alto índice de pessoas buscando atendimento, o governo e prefeituras estão fazendo a parte que compete ao poder público, porém, parte da população não está contribuindo para o enfrentamento da doença. A demanda nos balneários aumentou bastante, exigindo uma força maior de fiscalização”, informou.

Em todo o país, 20 estados e o Distrito Federal já informaram que estão à beira de um colapso na saúde. Além das medidas restritivas , o governo do Amapá também está ampliando a rede de saúde e tomou as seguintes providências:

Aquisição das usinas de oxigênio para instalação nos municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari
Vacinação
Ampliação das testagens Distribuição de concentradores de oxigênio
Ampliação de leitos
Aplicação do protocolo profiláxico

Texto: Anne Santos
Fotos: Marcio Pinheiro
Ascom do Governo do Amapá

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores – Égua-moleque-tu-é-doido!

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Por Núbia Pacheco e Fabiana Figueiredo

Uma chuva intensa atingiu o Centro comercial de Macapá e causou prejuízos na tarde desta segunda-feira (1º). Nas principais vias do comércio, a água entrou em lojas e também em casas. Segundo o Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMet) do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), a chuva intensa coincidiu com a maré alta do Rio Amazonas.

Segundo o prefeito Dr. Furlan (Cidadania), profissionais das secretarias municipais de Zeladoria Urbana e de Obras foram convocados para realizarem limpeza da região para evitar novos alagamentos.

“É um problema crônico, que já ocorre há alguns anos, e que a prefeitura, de imediato já iniciou, com a Zeladoria e a secretaria de Obras, a limpeza dos canais, a retirada de lixo, a limpeza dos bueiros, e vamos discutir um projeto mais amplo pra resolver definitivamente esse alagamento no Centro de Macapá”, disse Furlan.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua São José, por exemplo, os trabalhadores foram vistos tentando recuperar produtos que ainda não haviam sido atingidos pela água.

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua Tiradentes, clientes, funcionários e donos de estabelecimentos tentaram se refugiar da água que invadiu as lojas. O técnico de enfermagem Matias Vilhena se impressionou com a rapidez com que tudo aconteceu.

“Situação triste. Em 10 minutos de chuva, o rapaz perdeu tudinho aqui na loja dele. Haja reforma aqui nesse Centro, muda o asfalto e continua desse jeito”, comentou Matias.

Canal da Av. Mendonça Júnior transbordou com a chuva — Foto: Reprodução

O canal da Av. Mendonça Júnior, que integra várias ruas da região, transbordou e levou água para dentro de residências e também de lojas que ficam nas margens da via.

A estrutura tem uma comporta que liga ao Rio Amazonas. O prefeito afirmou que profissionais chegaram a fazer a abertura do sistema, mas que a ação não foi suficiente para evitar os transtornos.

“Essa comporta é manuseada por profissionais habilitados, independente de gestão, que não foram trocados. Eles estavam lá e fizeram o manuseio correto da comporta”, disse.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Na Av. Cora de Carvalho, região onde os transtornos são constantes com os alagamentos, o cenário não foi diferente nesta segunda-feira.

Morador há cerca de 30 anos da esquina da Av. Cora de Carvalho com a Rua Jovino Dinoá, o comerciante Edielson Bandeira reclamou da situação.

“Isso não é nem rua, isso é o ‘Rio Cora de Carvalho’. Toda essa região está cheia [de água]. A Cora de Carvalho, a Av. Mendonça Furtado também, a Av. Padre Júlio, a Av. Almirante Barroso, e a Av. Presidente Vargas. Isso é demais pra nós que estamos no Centro da cidade de Macapá”, disse Bandeira.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Jefferson Vilhena, coordenador do NHMet, detalhou que a chuva que atingiu a região central de Macapá coincidiu com a maré alta do rio. Os transtornos pluviais podem chegar até a Zona Norte da cidade.

“A gente percebe que ela se concentrou mais pra zona Norte da cidade, ainda é possível ver nuvens bastante escuras voltadas para a Zona Norte. Houve um acúmulo de chuva rápido, chuva forte e intensa que coincidiu com a maré alta. A maré estará alta agora às 18h20. É água tentando sair da cidade, e é água tentando entrar na cidade. Por isso a gente vê várias zonas de alagamento. Essa chuva não durou nem meia hora e foi mais voltado para a área central e Norte da cidade. A Zona Sul não percebeu uma chuva tão intensa”, comentou.

Vilhena alertou que municípios da Zona Central do Amapá, como Calçoene (que sofreu alagamentos na semana passada devido chuvas intensas), podem observar chuvas intensas nas cabeceiras dos rios.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

“Esse sistema meteorológico está passando por cima da capital, passa por alguns interiores, passa pelo centro urbano de Porto Grande, talvez de Ferreira Gomes, e a concentração se dá exatamente na área central do estado, pegando as cabeceiras dos rios Falsino, Calçoene e Cassiporé. Então, atenção, a gente pode estar vendo a cidade de Calçoene voltando a alagar se essa quantidade de água pegar uma velocidade muito grande das cabeceiras até os centros urbanos”, ressaltou o meteorologista.

Ainda de acordo com o NHMet, não é descartada a possibilidade de a forte chuva vista no primeiro dia de fevereiro se repetir no restante do mês.

“A gente tem previsão de que essas chuvas do mês de fevereiro vão estar dentro da normalidade, mas hora ou outra podem vir bastante intensas como essa que a gente viu hoje”, concluiu.

Fonte: G1 Amapá

Violência contra jornalistas cresce 105,77% em 2020, com Jair Bolsonaro liderando ataques

Maria José Braga: “ataques ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”

Em pleno ano da pandemia provocada pelo novo coronavírus, quando o Jornalismo foi considerado atividade essencial no país e no mundo, e os profissionais se desdobraram, muitas vezes em condições precárias, em busca da informação responsável e de qualidade para conter o avanço da doença, o Brasil registrou uma explosão de casos de violência contra os jornalistas.

Segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado hoje (26/01) dentro das atividades do Fórum Social Mundial, o ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

Para a FENAJ, o aumento da violência está associado à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República e ao crescimento do bolsonarismo.

“Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo, movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores. Houve um acréscimo não só de ataques gerais, mas de ataques por parte desse grupo que, naturalmente, agride como forma de controle da informação. Eles ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”, afirma Maria José Braga, presidenta da FENAJ, membra do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e responsável pela análise dos dados.

A presidente também destaca que o registro, pelo segundo ano consecutivo, de duas mortes de jornalistas, “é evidência concreta de que há insegurança para o exercício da profissão no Brasil”.

Como no ano anterior, a descredibilização da imprensa foi uma das violências mais frequentes: 152 casos, o que representa 35,51% do total de 428 registros ao longo de 2020. Bolsonaro, mais uma vez, foi o principal agressor. Dos 152 casos de descredibilização do trabalho dos jornalistas, o presidente da República foi responsável por 142 episódios.

Sozinho, Jair Bolsonaro respondeu por 175 registros de violência contra a categoria (40,89% do total de 428 casos): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à Globo e dois ataques à FENAJ.

Para a presidenta, a postura do presidente da República serve de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotem a violência contra jornalistas como prática recorrente.

Ataques virtuais e censuras aumentam

Também foi registrado aumento nos casos de Agressões verbais/ataques virtuais, com o crescimento de 280% em 2020 em comparação com o ano anterior, quando foram registrados 76 casos.

Para que o número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa mais que dobrasse em 2020, destaca a presidenta, “houve crescimento em quase todos os tipos de violência”.

O aumento foi bastante expressivo ainda nas categorias de censuras (750% a mais) e agressões verbais/ataques virtuais (280% a mais).

Os jornalistas passaram a ser agredidos por populares e houve aumento nos casos de agressões físicas e de cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais, o que também é muito preocupante na avaliação da Federação, afirma a presidenta.

Segundo o relatório, as agressões físicas eram a violência mais comum até 2018, depois diminuíram em 2019 e, em 2020, cresceram 113,33%.

Já os episódios de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais subiram 220%: de cinco em 2019, para 16 casos, em 2020. Para a presidente, ano passado foram registrados dois casos preocupantes dessas duas formas de ataques – verbais e pelas vias judiciais – que agravam a preocupação da entidade com o futuro do jornalismo no Brasil. São os casos do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, condenado à prisão pelo livro-reportagem A Privataria Tucana, e do professor de jornalismo do Rio Grande do Sul, Felipe Boff, agredido verbalmente durante discurso em uma colação de grau.

Violência por gênero e tipo de mídia

Os homens seguem sendo as maiores vítimas de violência contra jornalistas representando 65,34% dos casos, mas foi registrado também um aumento expressivo de ataques às mulheres.

“Os ataques verbais e virtuais contra as mulheres cresceram e sempre têm um caráter machista, misógino e com conotação literalmente sexual, o que é muitíssimo grave”, destaca Maria José Braga.

A maioria dos jornalistas agredidos fisicamente ao longo de 2020 são trabalhadores de emissoras de televisão. Eles representam 24,44% dos 77 casos.

Maria José disse que os números do relatório, mais uma vez, expressam a preocupação da Federação pois, mesmo sabendo que são subestimados, são bastante alarmantes. “Eles mostram a gravidade da situação e mostram que o Estado brasileiro que, antes era omisso no combate à violência contra jornalista, não tomando medidas efetivas para a proteção da categoria, agora, por meio da Presidência da República, é o principal agressor”.

Estado brasileiro passa de omisso a agressor

Maria José fez um apelo para que as instituições tomem providências enérgicas para que a violência seja investigada, combatida e punida, pois o Jornalismo e os jornalistas precisam do apoio da sociedade para seguir informando com responsabilidade e qualidade.

Ela lembrou que a FENAJ é uma das entidades signatárias de um pedido de impedimento do presidente por crime de responsabilidade contra o direito constitucional da liberdade de imprensa – parado na Câmara dos Deputados – e de uma ação por danos morais coletivos por causa dos ataques aos jornalistas, também sem resposta ainda do Judiciário.

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2020 é elaborado anualmente a partir dos dados coletados pela própria Federação e pelos Sindicatos de Jornalistas existentes no país, a partir de denúncias públicas ou feitas às entidades de classe.

Fonte: FENAJ.

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre.

Fonte: Portal Amazônia

*Republicado.