Comentários nas mesas de Bar (no período que antecede as Eleições)

No bar a gente resolve os problemas do mundo todo em algumas horas, regados a muita cerveja e teorias mirabolantes. A filosofia de boteco é ampla, mas nestes tempos de campanha política, o pessoal questiona, critica, engrandece, crê, descrê etc. Sim, não só no boteco, mas nas tocas, nas ruas, nos becos, escritórios, gabinetes etc. Mas bom mesmo é no botequim.

Entre uma conversa e outra sobre todo tipo de candidato, várias opiniões são emitidas nas mesas. Entre os muitos comentários impublicáveis sobre o dia-a-dia destes tempos estão:

“Aquele limpeza!”; “Mais puxa-saco logo”; “Me rouba logo!”; “Tudo mentira, que eu sei!”; “Tá escrevendo e falando merda”; “Depois de velho, se expõe ao ridículo”; “Tá, pra caralho!”; “Logo tu, surucucu”; “Me admira de ti”; “Até tu, rapá?”. “Fulano é traíra” e por aí vai (risos).

Ou como disse a poeta Patrícia Andrade: “isso sem falar nos caras que viram candidatos, mesmo… às vezes amigos da gente, achando que vão mudar o mundo… Chega lá, o mundo acaba mudando os caras. Ô, tristeza!“. Verdade, Pat.

Como sou do grupo sem grupo algum, dou risada e mais escuto do que falo. Realmente, me divirto. Pois convenhamos, esse período é hilário e acho muito porreta ouvir as estratégias, “engenharia política”, planos malucos, alianças inusitadas, probabilidades impensáveis dos cientistas políticos bêbados e profetas embriagados.

Elton Tavares

Descaso em manutenção de ponte na rodovia A.P. 070 coloca população em risco

Ponte fixada na comunidade do Inajá, na rodovia estadual A.P. 070 – Fotos: Lúcia Pimentel

As condições em que se encontra uma ponte, fixada na comunidade do Inajá, na rodovia estadual A.P. 070, são precárias. A plataforma, que liga Macapá ao Distrito de São Joaquim do Pacuí e ao município de Cutias do Araguari, está deteriorada, o que coloca em risco os cidadãos que trafegam por ela. A situação preocupa tanto aos moradores das localidades citadas quanto a pessoas que residem na capital amapaense, mas precisam utilizar a estrada e realizam a travessia arriscada.

O fato foi denunciado pela servidora pública Lúcia Pimentel. Ela pede uma medida urgente da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap), para que o órgão faça os reparos necessários na ponte e assim evite um possível acidente no local.

Ponte fixada na comunidade do Inajá, na rodovia estadual A.P. 070 – Fotos: Lúcia Pimentel

“Esta é uma ponte da A.P. 070, localidade Inajá, que coloca em risco a vida de todos aqueles que necessitam se deslocar para a região do Pacuí e município de Cutias. Precisamos que  o Executivo Estadual tome providências urgentes, pois a situação pode causar, além de danos materiais no automóvel que atravessa a plataforma deteriorada, um acidente grave com as pessoas que a utilizam”, destacou Lúcia Pimentel.

Conforme outro relato de Lúcia, outra ponte na A.P. 070, na localidade de Areia Branca, também está danificada Fica aqui o apelo da denunciante e deste site, para que não ocorra nenhuma tragédia anunciada na ponte em ruínas.

Elton Tavares

Jovem de 20 anos é indiciada no Amapá por apologia ao nazismo nas redes sociais – Égua-moleque-tu-é-doido!

Por Caio Coutinho

Uma jovem de 20 anos foi indiciada na manhã desta segunda-feira (5) pela Polícia Civil do Amapá por fazer apologia ao nazismo nas redes sociais. Além de enaltecer o ex-ditador alemão Adolf Hitler, a internauta ainda veiculava no perfil símbolos e emblemas da propaganda nazista, como a cruz suástica.

Em uma captura de tela feita pela polícia é possível notar que uma das postagens foi curtida por mais de 10 pessoas.

De acordo com Leandro Leite, delegado responsável pelo inquérito por meio da 6ª Delegacia de Polícia (DP), o perfil foi criado em maio de 2018 e tinha 1 mil seguidores.

Caso foi apurado pela 6ª Delegacia de Polícia, de Macapá, — Foto: Victor Vidigal/G1

“O enaltecimento e a apologia ao nazismo devem ser coibidos por toda a sociedade e a Polícia Civil atuou no sentido de debelar o crime”, frisou.

A suspeita foi identificada pela investigação que checou os dados cadastrais da conta. O perfil investigado foi excluído da internet.

A pena para o crime de apologia ao nazismo é de reclusão de 2 anos a 5 anos e pagamento de multa.

Fonte: G1 Amapá

Bolsonaro, família e ministros já cometeram 449 violações contra jornalistas

Artigo 19 destaca “explosão de agressividade” do governo Bolsonaro contra a imprensa

O presidente Jair Bolsonaro, seus filhos, ministros e assessores realizaram um total de 449 ataques contra jornalistas desde o início de seu mandato, em janeiro de 2019. Os dados foram apresentados nesta segunda-feira ao Conselho de Direitos Humanos da ONU pela entidade internacional Artigo 19. Em seu discurso, a organização de proteção à liberdade de imprensa colocou o Brasil como um dos destaques negativos no seu trabalho em todo o mundo, ao lado do México, Bangladesh e Camboja. A nova denúncia não resultará em punições ou sanções. Mas amplia o constrangimento sobre o governo brasileiro no palco internacional e aprofunda o desgaste diplomático do país. De acordo com os dados a… – Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/jamil-chade/2020/09/28/denuncia-na-onu-bolsonaro-e-aliados-realizaram-449-ataques-contra-imprensa.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

São Paulo – Monitoramento de violações contra jornalistas divulgado pela ONG Artigo 19 na última terça-feira (15), no marco do Dia Internacional da Democracia, revela que o presidente Jair Bolsonaro, seus filhos e ministros cometeram 449 ataques contra profissionais da imprensa e comunicadores, desde janeiro de 2019 até agora.

São ações de deslegitimação e estigmatização do trabalho da imprensa, além da exposição de jornalistas e comunicadores. Segundo o coordenador da área de proteção e segurança da Artigo 19, Thiago Firbida, que coordenou o levantamento, trata-se de uma “explosão de agressividade” nunca antes vista.

“Não tem precedente na história recente do país – em qualquer governo, mais à esquerda ou à direita – de autoridades públicas do mais alto escalão tendo uma quantidade de ataques tão pesados e tão intensa quanto essa. Contudo, o que a gente vê é uma organização sistemática desses ataques”, afirmou Firbida, em entrevista a Glauco Faria, no Jornal Brasil Atual desta quinta-feira (17).

Os discursos estigmatizantes contra a mídia computam 189 ataques. “É, por exemplo, mobilizar acusações falsas contra jornalistas, para colocar uma pecha sobre eles de que estão com uma agenda para tentar derrubar o governo ou algo do tipo”. Logo atrás, com 180 casos, estão as tentativas de deslegitimação. “Geralmente acontece quando o jornalista está cobrindo algum caso que embaraça ou envergonha o governo.”

Comando

Além disso, os ataques também funcionam com a exposição dos jornalistas nas redes sociais de Bolsonaro e dos seus colaboradores mais próximos. Após o comando inicial, eles passam, então, a serem atacados pelas milícias digitais e apoiadores do governo. Questões de gênero, raça e opção sexual são utilizadas para agredir o jornalista em questão.

O mais grave, segundo Firbida, é o envolvimento de órgãos da administração pública nesses ataques. É o caso, por exemplo, da Secretária de Comunicação Social, que utiliza seus canais institucionais para detratar comunicadores. “Isso é censura, pura e simples. Inclusive, pode configurar irregularidade ou crimes que devem ser devidamente investigados”.

Assista à entrevista:

Redação: Tiago Pereira – Edição: Helder Lima

Fonte: Rede Brasil Atual

Bolsonaro é a mentira, a vergonha. Mentindo na ONU, ele afunda o Brasil no ridículo.

Bolsonaro: seu nome é mentira. A mais completa, a mais desbragada e repulsiva mentira.

Bolsonaro é uma vergonha.

Ou melhor, Bolsonaro é a vergonha.

O Aos Fatos divulgou sua checagem do discurso que Bolsonaro fez na ONU, na manhã desta terça (22).

Comprovadamente, o site apurou 11 mentiras comprovadas que Bolsonaro proferiu.

Além disso, o presidente cometeu várias outras imprecisões e fez afirmações contraditórias ou insustentáveis.

Como classificar um homem desse?

Fosse eu, seria um mentiroso.

E Bolsonaro, quando expele num só discurso 11 mentiras?

E Bolsonaro, quando usa a tribuna de um fórum mundial, como a ONU, para envergonhar toda uma Nação, ele deve ser considerado o quê?

E Bolsonaro, quando arrota publicamente, em dimensões mundiais, suas manias persecutórias, ele deve merecer que tipo de diagnóstico?

Bolsonaro, quando faz tudo isso, é aquele mentiroso que dá vazão à sua compulsividade.

É o governante sem as mínimas condições de ligar lé com cré, contaminado até o último fio de cabelo pelo vírus do negacionismo e do direitismo mais desastrosos.

É o governante destituído de uma réstia sequer de compromisso moral em admitir realidades flagrantes, como o fogaréu que lhe varre as ventas e que, em boa parte, agravou-se exponencialmente porque seu governo, passando a boiada com arte e engenho, desmontou e continua a desmontar os órgãos de fiscalização ambiental.

Bolsonaro, o mentiroso, é a vergonha alheia.

Brasileiros envergonhados – aos milhões – com o desrespeito, a irresponsabilidade e as manias persecutórias que Bolsonaro protagoniza num fórum mundial como a ONU não se sentem, certamente, representados por ele. Mas não podem, mesmo assim, evitar de sentirem-se envergonhados.

Ah, sim: todas as vezes em que o blog faz apreciações como essas, há leitores anônimos que vão às caixas de comentários e alegem, como se tivessem descoberto a Terra plana, que Bolsonaro foi eleito democraticamente.

Mas o que é que a boca tem a ver com o nariz? Ambos estão bem próximos. Só isso. Mas uma, a boca, nada tem a ver com o outro, o nariz. Absolutamente nada.

Então, resumindo: sim, Bolsonaro é o presidente do Brasil eleito democraticamente; mas Bolsonaro é o presidente do Brasil eleito democraticamente que mente despudoradamente e envergonha o Brasil.

Simples assim.

Fonte: Espaço Aberto.

Hoje é o Dia do Baterista – Minha homenagem aos músicos da cozinha – #diadobaterista #bateria #drums

Hoje (20) é o Dia do Baterista, aquele cara ou menina que fica na cozinha, mandando porrada com baquetas nos couros e nos ferros. O baterista é percussionista, músico que dá o ritmo pra música. Sua pegada é o mais importante (depois da experiência), pois define o ritmo da canção. Eles viram bicho no bumbo, surdo, chimbau, caixa e pratos, com as mãos e pés. Não encontrei a origem da data, mas este site possui uma sessão denominada “Datas Curiosas”, portanto ta valendo!

Eu poderia falar do lendário John Bohan (Led Zeppelin) ou Ringo Starr (The Beatles), entre tantos outros bateristas históricos, mas prefiro homenagear os bateras amigos.

Portanto, meus parabéns aos batuqueiros: Marcelo Redig, Beah, Arley Costa, Rubens Ferro, Rato (Fábio Mont’Alverne, in memorian), Valério De Lucca, Thomaz Brito, Anderson Coutinho, Júnior Caxias, Markinho Sansi, João Batera, Bolachinha, Carlos Eduardo, Túlio Joelhinho, Lenilda e Magrão. Vocês são Phoda. Parabéns!

Elton Tavares

Meu céu – Crônica bem humorada sobre o paraíso de cada um (o deste jornalista, no caso)

Há meses escrevi uma crônica sobre como seria o meu “Inferno”. Hoje vou falar/escrever um pouco de como seria o meu céu. Não sei se baterei na porta do céu como Bob Dylan. Nem se vou achar o lugar igualzinho ao paraíso, como sugeriu o The Cure, mas estou atrás da “Stairway To Heaven” do Led Zeppelin. Só não vale ter “Tears In Heaven”, do Eric Clapton. Mas vamos lá:

Meu céu é em algum lugar além do arco-íris, bem lá no alto. Bom, lá, ao chegar ao meu recanto celestial, eu falaria logo com ELE, sim, Deus ou seja lá qual for o nome dele (God; Dieu; Gott; Adat; Godt; Alah; Dova; Dios; Toos; Shin; Hakk; Amon; Morgan Freeman ou simplesmente “papai do céu”) e minha hora já estaria marcada.

Ah, não seria qualquer deusinho caça-níquéis (ou dízimos) não. Seria o Deus de Spinoza, que como disse Einstein: “se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe, e não no Deus que se interessa pela sorte e pelas ações dos homens”.

Após este importante papo com o manda chuva do paraíso (tá, quem manda chuva mesmo é o seu assessor, São Pedro, mas eu quis dizer mesmo é do chefão celestial), daria um rolé e encontraria todos os meus amores que já viraram saudade. Ah, como seria sensacional esse reencontro!

Bom, meu céu é todo refrigerado e chove. Chove muito, mas nunca inunda as vielas do paraíso e nem desabriga ninguém por lá. Ah, abaixo dele chove canivetes nos filhos da puta (que não são poucos) que encontrei durante a jornada pré-celestial. Óquei, pode soar meio lunático, mas é o meu céu, porra!

No meu céu não tem papo furado, como no capítulo 22, versículo 15, do livro de Apocalipse. Lá entrarão impuros sim ou seria uma baita hipocrisia EU estar neste céu. No meu céu não toca brega, pagode e sertanejo sem parar, afinal, isso é coisa do inferno. Ah, no meu céu não entra corrupto, pastor explorador, padre pedófilo ou escroques de toda ordem, esses tão lá no meu inferno e eu ainda teria o direito de cobri-los de porrada!

Heaven – Foto: Elton Tavares

No meu céu as pessoas se respeitam, não tentam a todo o momento tirar vantagens do outro. No meu céu, serviços prestados são pagos na hora, chefes são justos e não rola fofoca. Lá não tem puxa-sacos, apadrinhados ou seres infetéticos desse naipe que a gente, infernalmente, convive na terra diariamente.

No meu céu tem churrasco, pizza, sanduba, entre outras comidas deliciosas e que nunca, nunca mesmo, nos engordam (pois é infernal o preconceito fitness). Lá também não sentimos ressaca. No meu céu tem show de rock o tempo todo, com todos os monstros sagrados que já embarcaram no rabo do foguete e a gente curte pela eternidade.

Lá no meu plano celestial não existe a patrulha do politicamente correto, nem gente falsa, invejosa, amarga, e, muito menos, incompetentes. Se tá no céu, se garante, pô!

Não imagino o céu como um grande gramado onde todo mundo usa branco, ou um local anuviado onde anjos tocam trombetas e harpas. Não, o céu, se é que ele existe (pois já que o inferno é aqui, o céu também é) trata-se de um local aprazível para cada visão ímpar de paraíso, de acordo com nossas percepções e escolhas. Bom, chega de ficar com a cabeça nas nuvens. Uma excelente  semana para todos nós!

Foto: Elton Tavares

Eu acho que há muitos céus, um céu para cada um. O meu céu não é igual ao seu. Porque céu é o lugar de reencontro com as coisas que a gente ama e o tempo nos roubou. No céu está guardado tudo aquilo que a memória amou…” – escritor Rubem Alves (que já foi para o céu).

Elton Tavares (que graças à Deus, tem uma sorte dos diabos).

Doutor Bolsonaro dá a receita de botequim. E por que não trocarmos o Bolsonaro?

Essa aí, vocês sabem, é uma daquelas famosas fotos que flagraram Bolsonaro aparando com um braço seus, digamos, eflúvios nasais – vulgo catarro.

Isso foi em pleno pique da pandemia.

Naquela época, o doutor – PhD em doenças contagiosas e uma sumidade internacional em termos de etiqueta – fazia digressões fundamentadas sobre a inofensividade da gripezinha, que até agora já matou mais de 127 mil pessoas no Brasil, marca que, nem assim, tem sido suficiente para fazer Bolsonaro afastar-se de seu negacionismo insano.

Pois é.

Agora, ou mais precisamente depois da prisão de Fabrício Rachadinha Queiroz, Bolsonaro, tutelado pelos generais, passou a falar menos.

Mas quando fala é para externar preleções inteligentes como essa aí que se vê na imagem, uma declaração que ele deu na sexta-feira (4).

Desprezem a impropriedade na conjugação do verbo satisfazer. Se empenhar-se em aprender a conjugação correta, é arriscado Bolsonaro sofrer uma convulsão. Não queremos isso.

Essencial mesmo – e prática – é a lição do doutor.

“Troca o botequim”, recomendou esse cientista de excelência, no caso da cerveja.

“Troquem o Bolsonaro”, podem dizer os brasileiros que se envergonham de ter um cidadão dessa catiguria como presidente, o pior em cinco séculos de história no País.

Fonte: Espaço Aberto

Datas curiosas: hoje é o Dia Internacional do Blog

Arte: Ana Beatriz Santana

Este site, que já foi um blog e mantém esse nome, possui uma sessão intitulada “datas curiosas”. E vejam só, hoje é o Dia Internacional do Blog, este espaço virtuais que reúne imagens e relatos pessoais e institucionais, sobre os mais variados assuntos. Essas ferramentas on-line são, em sua maioria, locais criativos no mundo cibernético.

A origem da data se deu por conta de que, na língua portuguesa,  existe uma relação visual (3108), com a palavra “Blog”(português brasileiro) ou Blogue (português europeu). Daí, foi estabelecido de forma informal o dia 31 de agosto como o Dia Internacional do Weblog, Blogue ou simplesmente Blog.

O De Rocha! foi um blog por cinco anos – de 2009 a 2014. Depois virou site, mas mantivemos o nome da antiga plataforma: “Blog De Rocha! – Elton Tavares”.

Manter uma página virtual atualizada, com credibilidade e conteúdo interessante dá um trabalho danado. Me empenhei nisso e acho que consegui ser um blogueiro, à época, e um editor, agora – de razoável a bom. Agradeço a todos que ajudaram nessa trajetória.

A proposta desta página foi segue uma mistureba, mas com foco na cultura. Além de expor meus pontos de vista, críticas leves e pesadas ou elogios amenos e exagerados aos que merecem. Sempre digo que, quanto mais páginas, melhor.

Arte: Marcelo Corrêa.

O problema é a megalomania de sapato alto (desculpem a redundância) de alguns, que possuem uma poquequinha de leitores, mas já boçalizam pensando serem os Escolhidos da Internet Celestial. Bom, deixa eles pra lá.

Por aqui, seguimos na humildade, com muita colaboração, graças à Deus.

Para o sucesso, as parcerias são essenciais. Além de fontes de informação, fortalecem o mercado virtual, ainda fracote nessa terra no meio do mundo. Amo divulgar cinema, teatro, poesia, atrações musicais, arte; enfim, cultura e todas as suas vertentes. Além de informações relevantes para a sociedade onde vivo, no caso minha Macapá e meu Estado. Ou seja, serei um eterno blogueiro.

O importante é que os nós, jornalistas profissionais, editores de sites e blogueiros, agilizam a velocidade da notícia e divulgação da cultura. Claro que é preciso ter responsabilidade e checar sempre a veracidade da fonte, pois não faltam disseminadores de boatos e mentiras, no afã de agradar o chefe ou dar a notícia em primeira mão.

Arte: Ana Beatriz Santana

Ah, um feliz Dia do Blog para todos os favoritos listados no layout desta página. Em especial aos jornalistas Alcinéa Cavalcante; Alcilene Cavalcante;  Mary Paes;  João Lázaro (Porta Retrato); Ivan Carlo (Ideias Jeca Tatu); Chico Terra (página homônima); Jaci Rocha (A Lua não dorme); Flávio Cavalcante (Pedra Clarianã); Cléber Barbosa e todos blogueiros brothers. E, por fim, mas não menos importante, parabéns aos meus colaboradores, companheiros que ajudam esta página com poemas, fotos, causos e etctera. Obrigado!

Elton Tavares – Jornalista, assessor de comunicação, ex-blogueiro, escritor e editor-proprietário do site Blog De Rocha!

E se você, jornalista, dissesse a Bolsonaro: “vontade de encher a tua boca de porrada, seu boca porca”, o que lhe aconteceria?

Como já se disse aqui – e muitos estão dizendo -, ninguém se engane com essa dita fase paz e amor de Bolsonaro, porque o novo Bolsonaro é um fake. E como fake, não existe.

Não.

Bolsonaro, calmo, é capaz de vomitar 29 palavrões numa “reunião de trabalho”.

Higiênico, é capaz de passar a mão no próprio catarro e cumprimentar correligionário.

Democrata, é capaz de cair na tentação de chamar os tanques para intimidar o Supremo.

Educado e cortês, tem arrepios de excitação só de pensar em “encher tua boca de porrada”, referindo-se a jornalista que lhe faz pergunta das mais pertinentes, lógicas e obrigatórias – porque de interesse público.

A pergunta é essa aí que está no título de editorial publicado na edição da última terça-feira (25), do jornal O Globo.

Bolsonaro – calmo, higiênico, democrata, educado e cortês – será o mesmo Bolsonaro que sempre foi: um cidadão com manias de persecutórias; um governante incapaz de governar o país com um mínimo de inteligência e bom senso; um autocrata que, sai dia, entra dia, tem sonhos orgásmicos com ditaduras que esfolaram e mataram, como a inaugurada em 1964, no Brasil; um intolerante que vê na Imprensa independente não uma instância legítima e necessária de fiscalização dos atos do Poder Público, mas uma inimiga a ser confrontada – se possível “na porrada”.

Esse é Bolsonaro.

Como registrado no editorial do Globo, sua agressão a uma pergunta pertinente não foi uma resposta.

Foi uma reação – despudorada, violenta, ignóbil, imbecil e injustificada – de quem, nada tendo a dizer, a argumentar, explicar ou justificar, elege a “porrada” como argumento.

E pensar que tantos jornalistas, cuja missão exponencial é acionar suas lupas e seu senso crítico contra governantes que destoam de condutas éticas aceitáveis, não têm o menor pudor em considerar condutas como a de Bolsonaro simplesmente como “o exercício da liberdade de expressão”.

É?

Se eu, um jornalista, dissesse a Bolsonaro: “vontade de encher a tua boca de porrada, seu boca boca porca”, provavelmente seria preso na hora, por ameaça à mais alta autoridade da Nação. Ou por injúria. Ou por qualquer outro motivo.

Mas Bolsonaro pode arrotar suas pretensões de me agredir porque eu, na condição de jornalista, no exercício do meu mister profissional, fiz-lhe uma pergunta de interesse público É isso?

Perfeito.

Se for assim, vou me me mudar pra Terra plana, porque nesta Terra redonda, todos os conceitos universalmente consagrados – de jornalismo, de liberdade de expressão e de democracia – já foram para os cafundós.

Há muito tempo.

Fonte: Espaço Aberto

Defesa deve ter mais dinheiro do que a Educação em 2021, diz jornal

O presidente Jair Bolsonaro durante celebração do Dia do Soldado, em 2019 – Foto: Sergio Lima/Poder 360 (mas a legenda poderia ser “MAD” ou “O piloto sumiu”).

O governo federal planeja reservar R$ 5,8 bilhões a mais do orçamento de 2021 para despesas com militares do que com a educação no País. A divisão dos recursos entre as pastas está com o ministro Paulo Guedes (Economia) e deve ser enviada ao Congresso até o fim de agosto. Caso seja confirmada, será a 1º vez em 10 anos que o Ministério da Defesa receberá mais dinheiro que o Ministério da Educação. A informação foi divulgada pelo Estado de S. Paulo, que teve acesso a proposta.

Segundo o jornal, a previsão é que a Defesa tenha um acréscimo de 48,8% em relação ao orçamento de 2020, indo de R$ 73 bilhões para R$ 108,56 bilhões em 2021. Já a Educação deve ter uma queda, passando de R$ 103,1 bilhões para R$ 102,9 bilhões no ano que vem.

Os valores, que não são corrigidos pela inflação, são referentes a todos os gastos das pastas, como pagamento de salários, compra de equipamento e projeto em andamento, entre eles, no caso dos militares, construções de submarinos nucleares e compra de aeronaves, no caso dos militares.

Na live semana realizada no Facebook, na 5ª feira passada (13.ago.2020), o presidente Jair Bolsonaro afirmou sofrer pressão para aumentar os recursos destinados às Forças Armadas. “Alguns chegam: ‘Pô, você é militar e esse ministério aí vai ser tratado dessa maneira?’ Aí tem de explicar. Para aumentar para o Fernando [Azevedo e Silva, ministro da Defesa] tem de tirar de outro lugar. A ideia de furar o teto [de gastos] existe, o pessoal debate, qual o problema?”, disse, fazendo referência à regra que limita aumentar despesas acima da inflação. Ele também disse, na live, que a Defesa pode ter “o menor orçamento da história”, diferente do que diz a proposta ao qual o Estadão teve acesso.

Os cortes nos recursos da Educação em 2021 já foi assunto no governo, em junho, o ex-ministro da Educação Abraham Weintraub enviou 1 ofício a Guedes dizendo que o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) pode não ser realizado no próximo ano por falta de verbas.

AJUSTES

Na 5ª feira (13.ago), a Junta de Execução Orçamentária, composta por Guedes, Walter Braga Netto (Casa Civil) e técnicos do governo avaliaram os pedidos do MEC e outros ministérios por mais recursos.

O grupo aceitou aumentar em R$ 896,5 milhões a verba da Educação, sendo a maior parte para o pagamento de bolsas da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) e para reforçar o caixa do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação).

Para o Ministério da Defesa, Guedes e Braga Netto aceitaram elevar em R$ 768,3 milhões as despesas discricionárias previstas para a pasta. As despesas discricionárias são aquelas que não são obrigatórias e, por lei, podem ser remanejadas. O dinheiro é para pagar água, luz, obras e programas estratégicos para os militares. Mesmo com o aumento, o valor para esse tipo de gasto deve cair de R$ 9,84 bilhões em 2020 para R$ 9,45 bilhões no próximo ano.

Segundo os ministérios da os ministérios da Economia e da Defesa, a proposta de divisão do Orçamento de 2021 ainda vai passar por discussões internas e poderá ser alterada.

Fontes: Poder 360 e Crítica da Crítica.

Bolsonaro e sua moralidade biruta. Eis aí o motivo da distinção a Temer, esse imaculadamente puro.

 

A decisão do presidente Jair Bolsonaro de convidar o ex-presidente Michel Temer para chefiar a missão do Brasil que levará ajuda ao Líbano embute um cálculo político-eleitoral e é sinal da nova figura, inaugurada há cerca de 60 dias pelo presidente da República, menos beligerante.

Distante do Bolsonaro que se elegeu, cujo discurso foi anticorrupção, de mudança e com ataques ao que chamava de “velha política”, a decisão de indicar Temer é um gesto para o mundo político e busca ainda a simpatia da bastante numerosa comunidade libanesa no Brasil. Temer tem origem libanesa.

Que coisa mais comovente, meus caros.

Comovente e reveladora.

Comovente por tirar do ostracismo, digamos assim, um exemplar dos mais expressivos e genuínos da velha política.

Reveladora por demonstrar que essa história de nova política é conversa pra terraplanista dormir satisfeito, acreditando que um Mito aterrissou na Terra plana e veio reinstaurar as mais puras práticas da moralidade.

Foto: Tribuna Imprensa Livre

Que nada! A moralidade que Bolsonaro prega, cultua e escarra à vista de todo mundo é aquele moralidade camaleônica, que muda conforme a orientação dos ventos, igualzinho às birutas que ficam em aeroportos.

Mas, repita-se, tem muita gente que acredita. Acreditando, alimenta suas próprias ilusões. Alimentando-as, passa a disseminá-las a torto e a direito, inclusive através de robôs.

Foto: Blog da Fonte.

DIÁLOGOS – A escolha também coloca luz sobre uma relação que vem se desenvolvendo nos últimos meses, de conversas frequentes entre Bolsonaro e Temer. Segundo relatos de pessoas próximas aos dois, o atual presidente se aconselhou com Temer diversas vezes sobre os problemas que enfrenta, como embates com o Judiciário.

Foto: Money Report

Até mesmo a aproximação do Congresso, em especial o Centrão, é tema das conversas dos dois. Temer, que presidiu a Câmara dos Deputados, já foi uma das lideranças do Centrão. Temer responde a processos na Lava Jato do Rio de Janeiro e já teve prisão decretada, posteriormente convertida em medidas preventivas. O ex-presidente pediu à Justiça para viajar e aguarda autorização.

Vish!

Fontes: Espaço Aberto. e Tribuna Imprensa Livre

E se eu matasse alguém? – Crônica de Lú de Oliveira

Crônica de Lú de Oliveira

Nossa! Que pergunta mais “estapafúrdia”. Não é? É. Mas essa é ideia. Fiquei pensando muito na questão das amizades sinceras e nas pessoas com as quais podemos contar nos momentos mais difíceis das nossas vidas. Não achei nenhum exemplo melhor do que esse.

Vejamos: Quando ficamos doentes, muitas pessoas nos auxiliam: amigos, vizinhos, parentes, “aderentes”, conhecidos e até estranhos. Quando precisamos de dinheiro, sempre tem um parente mais abastado ou um amigo “bonzinho” e generoso que pode nos socorrer, sem contar que temos a opção mais simplificada de “socorro” que são os empréstimos, consignados e afins. Quando o assunto é coração partido, sempre tem um ombro amigo pronto para ouvir as lamentações e dar aqueles “valiosos” conselhos, sempre com prestimosos lenços para secar as lágrimas que nesses casos, teimam em cair. Mas e se você, por qualquer motivo, matasse alguém? Com quem poderia contar?

Fiquei imaginando aquele primeiro impacto da notícia. Quantas pessoas seriam capazes de perguntar como você está mesmo antes de perguntar porque você fez o que fez? Quantas seriam capazes de pensar na sua inocência mesmo antes de saber os detalhes do fato? Quantos iriam te acompanhar na delegacia, enfrentar a mídia, te visitar no presídio por anos a fio? Sem contar que, no início, quando acontece uma tragédia dessas, muitas pessoas aparecem para prestar solidariedade, no início, visitam, apoiam, conversam, mas com o passar dos dias, das semanas e dos meses, tudo vai caindo no esquecimento. A vida continua, pelo menos para eles.

Fiz essa pergunta para vários colegas, um deles, o Setúbal, disse que contaria apenas com três pessoas: seu pai, sua mãe e sua noiva, Adele. Não contente com a resposta inquiri: Será que sua noiva esperaria durante dez longos anos por você? Será que ela se satisfaria apenas com as visitas íntimas regulamentares? Ele titubeou. Balançou a cabeça. Senti que ele ficou com a “pulga atrás da orelha”.

Janete, outra colega, disse que apenas sua mãe seria capaz de aguentar um “calvário” desses. Foi categórica ao afirmar que seu companheiro *Oscar, certamente não iria nem apoiá-la nem esperá-la. Marílis, minha amiga, disse que analisaria cuidadosamente a situação, que antes iria avaliar em que circunstâncias tudo ocorrera, mas que de antemão adianta: só faria isso pelos filhos. Mais ninguém.

Eu, por minha vez tenho certeza que poderia contar em absoluto com três pessoas: meu filho mais velho, não que eu não confie nos outros, simplesmente por uma questão de idade, de maturidade, com meu irmão caçula, o Lúcio e com o meu marido, que, pelo que conheço, tenho certeza que, além de me apoiar incondicionalmente, me esperaria nem que eu passasse mais de vinte anos na prisão.

Não vou incluir minha mãe porque ela tem uma visão diferente da vida, não iria dar-se ao trabalho e acharia humilhante uma visita desse tipo. Não iria, eu sei. Tenho certeza que receberia apoio irrestrito também, surpreendam-se, da minha sogra. Isso mesmo. Além dela me visitar quantas vezes a distância permitisse, sei que me sustentaria em orações e me escreveria incontáveis cartas de próprio punho, como se fazia antigamente. Na questão dos filhos, tem um outro porém: com o passar dos anos, cada qual vai buscar seus horizontes, cuidar da mulher, da sua prole…e pronto!

Sei que essa é uma postagem polêmica e bastante questionável, mas vale como uma reflexão, como um “pit stop” na vida atribulada que levamos para pensar nas pessoas que nos amam verdadeiramente. Serve para darmos valor nas suas existências e principalmente para olharmos a situação por outro prisma: E se alguém que julgamos amar matasse alguém? Para quem seríamos um porto seguro e por quanto tempo? Por quem estaríamos dispostos a sacrificar nosso domingo, nosso lazer, nosso “arzinho refrigerado”, nosso churrasquinho com amigos para “encarar” uma cadeia fétida para cumprir o ritual da visita?

Entraríamos no presídio de cabeça erguida? Nos sujeitaríamos com naturalidade às revistas indiscretas? Faríamos isso por anos e anos sem reclamar? Sem lamuriar? Seríamos capazes de esperar nosso amor por 10, 15 ou 20 intermináveis anos? Perguntas. Respostas. Dúvidas. Certezas. Incertezas. Pelo sim e pelo não… Melhor não matar ninguém! Beijos da Lu!

Força aos libaneses!

Guardadas as devidas proporções, as imagens de parte da zona portuária de Beirute, a capital do Líbano, emanando um cogumelo explosivo de proporções gigantescas só encontram equivalência nas assustadoras, terríveis, tenebrosas e inauditas imagens das Torres Gêmeas desmoronando, esfarelando-se diante dos olhos do mundo inteiro, naquele fatídico 11 de setembro de 2001.
Por que guardadas as devidas proporções?


Porque, há quase 19 anos, morreram 2.977 pessoas no atentado ocorrido com o uso de aviões em Nova York. Ontem, na tragédia libanesa, temos mais de 100 mortes confirmadas e cerca de 4 mil pessoas feridas.

Se recuarmos mais no tempo, as imagens que nos chegam do Líbano evocam os cogumelos atômicos erigindo-se dos solos de Hiroshima e Nagasaki, há 75 anos, naquela hecatombe que pôs fim à Segunda Guerra Mundial.

Crédito: Karim Sokhn / Instagram / Ksokhn + Thebikekitchenbeirut / via REUTERS

Infelizmente, ninguém – nem mesmo as autoridades libanesas – pode afirmar neste momento se o número de mortes vai subir um pouco mais ou avassaladoramente mais, eis que as condições para o início do monitoramento dos escombros ainda não são ideais.

De qualquer forma, é desalentador, é muito triste, é indescritivelmente horrendo sabermos que um País como o Líbano, com décadas – pelo menos desde os anos 1970 – de conflitos internos e agressões externas, está sendo palco de nova tragédia, e ainda mais num momento como este, em que a crise econômica já está sendo expressivamente agravada por esta pandemia.
Constrange e lancina a alma ouvirmos relatos de tanta gente – brasileiros, inclusive – que, vivendo no Líbano e sob o impacto dessa tragédia, prenuncia dias ainda mais difíceis para o País.


Força aos libaneses. Força, libaneses.Almejar isso para esse povo talvez seja até desnecessário, diante do histórico de conflitos que têm enlutado várias de suas gerações, há décadas.

De qualquer forma, o calor da solidariedade é o mínimo que podemos fazer, independentemente das distâncias que nos separam, para ajudar os libaneses a superar mais essa tragédia.

Fonte: Espaço Aberto.