Sobre insônia e cartas de amor

Há quatro anos e pouco, uma amiga disse: “Elton, vou te enviar uma carta”. Eu: “Correio eletrônico?”. Ela: “Não, cara. Uma carta mesmo, escrita em papel, dentro de um envelope e com um selo”.

Pensei: “Égua, pode crê”. Lembrei do tempo que trocava correspondências. Recebi muitas nos anos 90. Esse papo me lembrou histórias e memórias afetivas legais. Pura nostalgia.

Passou uma porrada de lembrança em câmera lenta nesta minha cachola insone.

O mundo mudou tanto e, com ele, a praticidade dos e-mails, redes sociais etc. A comunicação está supersônica nestes dias, mas deu uma saudade daquela sensação de esperar pelo carteiro, abrir e ler os textos açucarados e exagerados daquela época.

Era firmeza receber e enviar cartas. Sou mesmo das antigas – que onda.

Sem nenhuma pretensão ou gabolice, digo-vos: recebi muitas cartas nessa vida. A maioria nem era de amor mesmo. Guardei uma grande quantidade. É, tenho uma caixa grande repleta dessas coisas, pois aproveitei ao máximo o poder e a beleza dos 20 e poucos anos.

Paralelo a essa curtição toda, fiz alguns julgamentos errados; por isso, joguei algumas delas fora – tem coisas que é melhor não guardar em nenhuma caixa, muito menos na memória.

Mas na caixa tem de tudo, desde rabiscos em lencinho de papel de lanchonete, escritos coloridos até cartões tipo de crédito – daquele casalzinho que tinha o slogan “Amar é…” – e uma penca de fotos. Às vezes, o conteúdo era pura pieguice; noutras havia originalidade nas histórias.

Já redigi material suficiente para publicar pelo menos uns três livros, muitos destes textos sobre temas que hoje em dia não fazem nenhum sentido, mas escrevi poucas cartas. E isso é esquisito.

Sobre isso, preciso escrever uma carta com a verdade e endereçar a quem precisa ler sobre o amor. No caso, o meu. Senão, mais que uma lembrança nostálgica da juventude, será uma correspondência não enviada de volta na caixa do meu imaginário. Na verdade, uma chance desperdiçada. É isso.

*Ernest Hemingway disse: “Escreva bêbado, revise sóbrio”. Segui o conselho do mestre neste texto (risos).

Elton Tavares

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em  2020. A obra, com 61 crônicas, tá linda e está à venda  comigo. Contato: 96-99147-4038.

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber! – Crônica de Elton Tavares (ilustrada por Ronaldo Rony)

Crônica de Elton Tavares

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não estava muito inventiva na sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/ “cronicar” sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de “pitacos” e devaneios em um site – sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por que? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà: escrever um “textaço”. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro.

E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sábado! Bom final de semana pra todos nós!

Acho que a gente devia encher a cara hoje, depois a gente fala mal dos inúteis que se acham super importantes” – Charles Bukowski

Bolsonaro veta trecho da lei de isenção de luz para clientes do Amapá – Égua-moleque-tu-é-doido!

O presidente da República, Jair Bolsonaro, vetou ontem (26) o trecho da lei que isentaria os consumidores do Amapá de faturas extras de energia elétrica, além das já isentadas pela Medida Provisória (MP) 1.010/2020. Com isso, ele sancionou apenas o trecho original da MP, confirmando uma isenção aplicada na fatura referente a outubro do ano passado.

Quando a MP chegou ao Congresso para ser analisada, os parlamentares incluíram um dispositivo prevendo a isenção de três faturas de energia elétrica adicionais para consumidores residenciais de baixa renda. Essa isenção seria dada com o valor que sobrasse dos R$ 80 milhões liberados para compensar o benefício inicial. Segundo o governo, o veto a esse trecho foi necessário porque a isenção de novas tarifas geraria novos gastos aos cofres públicos.

Fonte: UOL.

Amapá recebe 51,27% menos medicamentos do kit intubação que o solicitado ao Ministério da Saúde

Foto: Ascom Sesa

O Governo do Amapá recebeu, no fim de semana, uma remessa de 157, 28 mil unidades de medicamentos de Intubação Orotraqueal (IOT), também conhecido como kit intubação, que é composto por sedativos, neurobloqueadores musculares e analgésicos opioides.

O lote recebido faz parte da partilha fruto de doação realizada ao Governo Federal por um grupo de empresas. Foram adquiridos 2,3 milhões de insumos diretamente na China.

O secretário de Estado de Saúde, Juan Mendes, destacou que a quantidade de medicamentos enviados pelo Ministério da Saúde representa apenas 48,73% do total de medicamentos necessários para um período de trinta dias, segundo os últimos índices de internação de pacientes com covid-19 no Amapá.

O Estado solicitou 32.2745 unidades do kit de intubação: Cetamina (15.340) Midazolan (110.530), Noradrenalina (47.370), Rocurônio (5.800), Propofol (60.540) e Fentanyl (21.665). Contudo, o MS enviou 51,27% a menos que o pedido: Cetamina (4.180), Midazolan (37.680), Noradrenalina (40.010), Rocurônio (5.800), Propofol (7.710) Fentanyl (61.900).

Quando se trata dos medicamentos mais usados para intubar e estabilizar pacientes graves, este percentual é ainda menor: apenas 37,07% do pedido atendido. Foram solicitadas pelo estado 225,2 mil unidades de Midazolan (110.530), Noradrenalina (47.370) e Rocurônio (67.300). No entanto, o MS respondeu com uma remessa de apenas 83.490 unidades – Midazolan (37.680), Noradrenalina (40.010) e Rocurônio (5.800).

Mendes disse que os medicamentos devem suprir o quantitativo das unidades que atendem pacientes de Covi-19 por um período de quatro a sete dias, dependendo da demanda.

Escassez

Os Estados vêm enfrentando a escassez desses de medicamentos no mercado porque o Ministério da Saúde fez o procedimento de requisições administrativas de estoques adicionais de empresas com os medicamentos necessários para a intubação.

Segundo Juan Mendes, o governo federal, com esse procedimento, bloqueou as compras feitas pelos Estados.

Ascom GEA

Randolfe cobra explicações sobre novo apagão no Amapá e alerta para situação de pacientes com Covid-19 e conservação de vacinas

Após 15 dos 16 municípios do Amapá sofrerem novo apagão de energia elétrica de 1h, na noite desta quinta-feira (8), o senador Randolfe Rodrigues (REDE) cobrou dos gestores dos gestores do setor energético no país explicações sobre o sinistro.

Antes do encerramento da sessão no Senado Federal, o parlamentar anunciou que protocolou requerimento à Mesa Diretora da Casa para que Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Operador Nacional do Sistema (ONS) e Ministério das Minas e Energia informem sobre o que levou a nova interrupção do serviço no estado.

Segundo Randolfe, a principal preocupação é que o blecaute possa ter afetado o atendimento a pacientes de Covid-19 nas unidades de saúde.

Além disso, o senador alerta para o risco de ter sido comprometido o armazenamento de vacinas nos municípios.

Ascom do senador Randolfe Rodrigues

Amapá entra na fase vermelha com aumento de ocupação de leitos de UTI e governo decreta Lei Seca para conter aglomerações

O Amapá passou de 14 para 22 pontos na classificação de risco da covid-19, entrando na fase vermelha da doença, de acordo com relatório do Coesp sobre a última semana epidemiológica. Considerando este cenário, o governador do Amapá, Waldez Góes, adotou novas medidas de proteção à vida, entre elas Lei Seca — proibindo o consumo de bebida alcoólica em ruas e espaços públicos nos fins de semana em todo o estado, a partir desta segunda-feira, 1. As informações foram dadas pelo chefe do Executivo durante videoconferência com os prefeitos.

Um dos fatores para a mudança de status é o aumento da taxa de ocupação de leitos que marca 79%. De acordo com estimativas do Coesp, se o avanço da doença seguir nesse ritmo, em 11 dias o Amapá atingiria 100% de ocupação da rede hospitalar. Para evitar que isso ocorra, o governador determinou ainda a instalação de novos leitos.

“Todas as medidas que pudermos usar para enfrentamento à pandemia, vamos utilizar. Precisamos redobrar os cuidados, estamos bem alinhados com prefeitos, imunizando a população e precisamos também que cada cidadão faça a sua parte para o bem coletivo”, disse Góes.

As fiscalizações também serão intensificadas nos fins de semana. O Coesp seguirá avaliando os novos dados e mais medidas restritivas podem ser adotadas até quarta-feira, 3, como estratégia para conter a multiplicação do vírus.

“Alinhamos com prefeitos de todos os municípios, mantivemos todas as medidas adotadas até o momento e suspendemos o consumo de bebida alcoólica nas ruas e espaços públicos, como foi no carnaval e que apresentou bons resultados”, explicou o governador.

Durante a reunião, os gestores municipais compartilharam as dificuldades que enfrentam. O prefeito de Vitória do Jari, Ary Duarte, relatou a necessidade da colaboração da população e a preocupação devido ao aumento no número de procura por atendimento nas unidades de saúde do município.

“Um alto índice de pessoas buscando atendimento, o governo e prefeituras estão fazendo a parte que compete ao poder público, porém, parte da população não está contribuindo para o enfrentamento da doença. A demanda nos balneários aumentou bastante, exigindo uma força maior de fiscalização”, informou.

Em todo o país, 20 estados e o Distrito Federal já informaram que estão à beira de um colapso na saúde. Além das medidas restritivas , o governo do Amapá também está ampliando a rede de saúde e tomou as seguintes providências:

Aquisição das usinas de oxigênio para instalação nos municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari
Vacinação
Ampliação das testagens Distribuição de concentradores de oxigênio
Ampliação de leitos
Aplicação do protocolo profiláxico

Texto: Anne Santos
Fotos: Marcio Pinheiro
Ascom do Governo do Amapá

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores – Égua-moleque-tu-é-doido!

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Por Núbia Pacheco e Fabiana Figueiredo

Uma chuva intensa atingiu o Centro comercial de Macapá e causou prejuízos na tarde desta segunda-feira (1º). Nas principais vias do comércio, a água entrou em lojas e também em casas. Segundo o Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMet) do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), a chuva intensa coincidiu com a maré alta do Rio Amazonas.

Segundo o prefeito Dr. Furlan (Cidadania), profissionais das secretarias municipais de Zeladoria Urbana e de Obras foram convocados para realizarem limpeza da região para evitar novos alagamentos.

“É um problema crônico, que já ocorre há alguns anos, e que a prefeitura, de imediato já iniciou, com a Zeladoria e a secretaria de Obras, a limpeza dos canais, a retirada de lixo, a limpeza dos bueiros, e vamos discutir um projeto mais amplo pra resolver definitivamente esse alagamento no Centro de Macapá”, disse Furlan.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua São José, por exemplo, os trabalhadores foram vistos tentando recuperar produtos que ainda não haviam sido atingidos pela água.

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua Tiradentes, clientes, funcionários e donos de estabelecimentos tentaram se refugiar da água que invadiu as lojas. O técnico de enfermagem Matias Vilhena se impressionou com a rapidez com que tudo aconteceu.

“Situação triste. Em 10 minutos de chuva, o rapaz perdeu tudinho aqui na loja dele. Haja reforma aqui nesse Centro, muda o asfalto e continua desse jeito”, comentou Matias.

Canal da Av. Mendonça Júnior transbordou com a chuva — Foto: Reprodução

O canal da Av. Mendonça Júnior, que integra várias ruas da região, transbordou e levou água para dentro de residências e também de lojas que ficam nas margens da via.

A estrutura tem uma comporta que liga ao Rio Amazonas. O prefeito afirmou que profissionais chegaram a fazer a abertura do sistema, mas que a ação não foi suficiente para evitar os transtornos.

“Essa comporta é manuseada por profissionais habilitados, independente de gestão, que não foram trocados. Eles estavam lá e fizeram o manuseio correto da comporta”, disse.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Na Av. Cora de Carvalho, região onde os transtornos são constantes com os alagamentos, o cenário não foi diferente nesta segunda-feira.

Morador há cerca de 30 anos da esquina da Av. Cora de Carvalho com a Rua Jovino Dinoá, o comerciante Edielson Bandeira reclamou da situação.

“Isso não é nem rua, isso é o ‘Rio Cora de Carvalho’. Toda essa região está cheia [de água]. A Cora de Carvalho, a Av. Mendonça Furtado também, a Av. Padre Júlio, a Av. Almirante Barroso, e a Av. Presidente Vargas. Isso é demais pra nós que estamos no Centro da cidade de Macapá”, disse Bandeira.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Jefferson Vilhena, coordenador do NHMet, detalhou que a chuva que atingiu a região central de Macapá coincidiu com a maré alta do rio. Os transtornos pluviais podem chegar até a Zona Norte da cidade.

“A gente percebe que ela se concentrou mais pra zona Norte da cidade, ainda é possível ver nuvens bastante escuras voltadas para a Zona Norte. Houve um acúmulo de chuva rápido, chuva forte e intensa que coincidiu com a maré alta. A maré estará alta agora às 18h20. É água tentando sair da cidade, e é água tentando entrar na cidade. Por isso a gente vê várias zonas de alagamento. Essa chuva não durou nem meia hora e foi mais voltado para a área central e Norte da cidade. A Zona Sul não percebeu uma chuva tão intensa”, comentou.

Vilhena alertou que municípios da Zona Central do Amapá, como Calçoene (que sofreu alagamentos na semana passada devido chuvas intensas), podem observar chuvas intensas nas cabeceiras dos rios.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

“Esse sistema meteorológico está passando por cima da capital, passa por alguns interiores, passa pelo centro urbano de Porto Grande, talvez de Ferreira Gomes, e a concentração se dá exatamente na área central do estado, pegando as cabeceiras dos rios Falsino, Calçoene e Cassiporé. Então, atenção, a gente pode estar vendo a cidade de Calçoene voltando a alagar se essa quantidade de água pegar uma velocidade muito grande das cabeceiras até os centros urbanos”, ressaltou o meteorologista.

Ainda de acordo com o NHMet, não é descartada a possibilidade de a forte chuva vista no primeiro dia de fevereiro se repetir no restante do mês.

“A gente tem previsão de que essas chuvas do mês de fevereiro vão estar dentro da normalidade, mas hora ou outra podem vir bastante intensas como essa que a gente viu hoje”, concluiu.

Fonte: G1 Amapá

Violência contra jornalistas cresce 105,77% em 2020, com Jair Bolsonaro liderando ataques

Maria José Braga: “ataques ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”

Em pleno ano da pandemia provocada pelo novo coronavírus, quando o Jornalismo foi considerado atividade essencial no país e no mundo, e os profissionais se desdobraram, muitas vezes em condições precárias, em busca da informação responsável e de qualidade para conter o avanço da doença, o Brasil registrou uma explosão de casos de violência contra os jornalistas.

Segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado hoje (26/01) dentro das atividades do Fórum Social Mundial, o ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

Para a FENAJ, o aumento da violência está associado à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República e ao crescimento do bolsonarismo.

“Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo, movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores. Houve um acréscimo não só de ataques gerais, mas de ataques por parte desse grupo que, naturalmente, agride como forma de controle da informação. Eles ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”, afirma Maria José Braga, presidenta da FENAJ, membra do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e responsável pela análise dos dados.

A presidente também destaca que o registro, pelo segundo ano consecutivo, de duas mortes de jornalistas, “é evidência concreta de que há insegurança para o exercício da profissão no Brasil”.

Como no ano anterior, a descredibilização da imprensa foi uma das violências mais frequentes: 152 casos, o que representa 35,51% do total de 428 registros ao longo de 2020. Bolsonaro, mais uma vez, foi o principal agressor. Dos 152 casos de descredibilização do trabalho dos jornalistas, o presidente da República foi responsável por 142 episódios.

Sozinho, Jair Bolsonaro respondeu por 175 registros de violência contra a categoria (40,89% do total de 428 casos): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à Globo e dois ataques à FENAJ.

Para a presidenta, a postura do presidente da República serve de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotem a violência contra jornalistas como prática recorrente.

Ataques virtuais e censuras aumentam

Também foi registrado aumento nos casos de Agressões verbais/ataques virtuais, com o crescimento de 280% em 2020 em comparação com o ano anterior, quando foram registrados 76 casos.

Para que o número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa mais que dobrasse em 2020, destaca a presidenta, “houve crescimento em quase todos os tipos de violência”.

O aumento foi bastante expressivo ainda nas categorias de censuras (750% a mais) e agressões verbais/ataques virtuais (280% a mais).

Os jornalistas passaram a ser agredidos por populares e houve aumento nos casos de agressões físicas e de cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais, o que também é muito preocupante na avaliação da Federação, afirma a presidenta.

Segundo o relatório, as agressões físicas eram a violência mais comum até 2018, depois diminuíram em 2019 e, em 2020, cresceram 113,33%.

Já os episódios de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais subiram 220%: de cinco em 2019, para 16 casos, em 2020. Para a presidente, ano passado foram registrados dois casos preocupantes dessas duas formas de ataques – verbais e pelas vias judiciais – que agravam a preocupação da entidade com o futuro do jornalismo no Brasil. São os casos do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, condenado à prisão pelo livro-reportagem A Privataria Tucana, e do professor de jornalismo do Rio Grande do Sul, Felipe Boff, agredido verbalmente durante discurso em uma colação de grau.

Violência por gênero e tipo de mídia

Os homens seguem sendo as maiores vítimas de violência contra jornalistas representando 65,34% dos casos, mas foi registrado também um aumento expressivo de ataques às mulheres.

“Os ataques verbais e virtuais contra as mulheres cresceram e sempre têm um caráter machista, misógino e com conotação literalmente sexual, o que é muitíssimo grave”, destaca Maria José Braga.

A maioria dos jornalistas agredidos fisicamente ao longo de 2020 são trabalhadores de emissoras de televisão. Eles representam 24,44% dos 77 casos.

Maria José disse que os números do relatório, mais uma vez, expressam a preocupação da Federação pois, mesmo sabendo que são subestimados, são bastante alarmantes. “Eles mostram a gravidade da situação e mostram que o Estado brasileiro que, antes era omisso no combate à violência contra jornalista, não tomando medidas efetivas para a proteção da categoria, agora, por meio da Presidência da República, é o principal agressor”.

Estado brasileiro passa de omisso a agressor

Maria José fez um apelo para que as instituições tomem providências enérgicas para que a violência seja investigada, combatida e punida, pois o Jornalismo e os jornalistas precisam do apoio da sociedade para seguir informando com responsabilidade e qualidade.

Ela lembrou que a FENAJ é uma das entidades signatárias de um pedido de impedimento do presidente por crime de responsabilidade contra o direito constitucional da liberdade de imprensa – parado na Câmara dos Deputados – e de uma ação por danos morais coletivos por causa dos ataques aos jornalistas, também sem resposta ainda do Judiciário.

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2020 é elaborado anualmente a partir dos dados coletados pela própria Federação e pelos Sindicatos de Jornalistas existentes no país, a partir de denúncias públicas ou feitas às entidades de classe.

Fonte: FENAJ.

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre.

Fonte: Portal Amazônia

*Republicado. 

Escreva, Elton, escreva – Uma crônica de domingo

Eu, nos tempos de Portal Amazônia.

Sabem, quando trabalhava no Portal Amazônia (2008), aprendi que internet é velocidade da informação. Durante um curso de webjornalismo, em Manaus (AM), me ensinaram que é necessária a atualização diária de uma página eletrônica e, se possível, mais de uma vez ao dia.

Em 2011, com o antigo blog De Rocha aberto. Foto feita pelo Chico Terra na sala de comunicação do Palácio do Governo do Amapá, em um raro intervalo de trampo.

Quando meu antigo blog foi criado, no final de 2009, lembrei-me dos ensinamentos do Portal e comecei a postar cada vez mais conteúdo. São coisas sérias e besteiras. Foi assim que adquiri esse lance de me cobrar escritos.

Trampo valendo em 2013, no interior do Amapá. Na época que eu trabalhava na Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Macapá. oto: Renata Sampaio.

Neste meu site publico tudo que me dá na telha, a “blogagem” é um vício legal. Tento informar e divulgar Cultura, coisas interessantes, além de besteiras que me agradam, tentando pontuar as coisas de forma diferente, fugindo das mesmices, modinhas e papos furados. Sempre tentando usar cérebro e coração.

Na Assessoria de comunicação do TRE-AP, em 2014. Foto: Daniel Alves.

Não gosto de discutir o “sexo dos anjos”, mas perco tempo com disparates legais sim, além de disparar minha opinião sobre qualquer coisa, doa a quem doer. O problema são os questionadores, que não entendem que este site é meu. Mas sou responsável pelo que escrevo aqui e não pelo que eles entendem.

Em 2017, no trampo na Assessoria de Comunicação do senador Randolfe Rodrigues – Foto: Maca

Ah, este espaço está sempre aberto para divulgação de Cultura em todas as suas vertentes, é só mandar por e-mail (endereço no layout do site).

Na Assessoria de Comunicação do MP-AP, em 2019. Trabalho lá até hoje. Foto: Nelson Carlos.

Continuarei sempre a publicar no De Rocha o que me der vontade, mas nunca uma mentira. Como dizem no velho latim (meu amigo Edgar Rodrigues me ensinou este ditado): “Verum, dignum et Justus Est!” (É verdadeiramente, digno e Justo!). A não ser que seja algo engraçado e tão absurdo que ninguém acredite. No mais, esse textículo foi só para matar a coceira dentro da minha cabeça, que diz: “escreva, Elton, escreva!”.

Elton Tavares

O homem mais velho do mundo (Crônica de Édi Prado sobre um verdadeiro mentiroso)

Mentir é feio quando o mentiroso é incompetente. Mas conheço um jornalista bem robusto até na mente prodigiosa, só para contar mentiras. É um profissional na área. O maior que o “seo Zuza’.

Quando ele não está mentindo está pensando em mentir. Quando ele não está mentindo nem pensando em mentir, está pensando nova mentira. Quando não está repetindo o mesmo texto até a nova mentira, ele está reciclando e atualizando as mentiras passadas. Quando ele não está fazendo nenhuma dessas opções, ele está fundindo as mentiras para sempre criar a sensação de novinhas.

E ele contava as histórias dele, os cursos que fez, os países que visitou e um atento jornalista, que anotava os detalhes da conversa, perguntou: quantos anos você tem? E o mentiroso, que tinha 50 e disse que estava com 35 anos.

O jornalista então disse que alguma coisa estava errada, porque só de cursos ele já estava com 135 anos, fora as viagens, os locais por onde havia trabalhado.

O computador, o rascunho técnico, foi feito por ele e roubaram da casa dele, quando morava na Serra e depois de anos não é que surge o computador, do meso jeito que ele havia projetado?

Foi ele quem inventou a Asa Delta e foi quem fez o primeiro salto lá em Pedra Branca. Ele disse que a história da Serra do Navio, do manganês no Amapá, que escreveu primeiro foi ele. Copiaram e não deram o crédito a ele. Vai processar.

Trata-se de um legítimo Pinóquio e ele está entre nós, de uma forma ou de outra. Eu não acredito em Whisky serrano, mas que existe, existe.

Édi Prado – Jornalista

*Crônica republicada, pois o dito cujo fez mais uma presepada, para não dizer crime, e furou a fila da vacina.

“Não adianta só o poder público agir. Temos que fazer a nossa parte nos resguardando”, alerta o diretor do Centro Covid no HU, médico Aljerry Rego – Via @alcileneblog

Foto: Unifap

Mesmo com reforço da ativação de mais 12 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Centro Covid HU, em Macapá, nesta quarta-feira, 20, o diretor do Centro , Dr° Aljerry Rego disse que a população tem que se resguardar. “Temos que ter um alerta máximo neste momento e nos resguardar com todos os cuidados necessários por conta desse vírus. Mobilizar um leito de UTI é muito complexo. Ontem inauguramos mais 12 leitos, destes novos, já internamos mais 5 pacientes”, explicou.

Segundo o diretor, o grande problema hoje são os leitos de UTI. “Um leito é bem complexo de montar e ainda temos os profissionais por leitos que são específicos, cada leito nós gastamos 200 pares de luvas em 24h. Depois dos dias difíceis em Manaus por falta de oxigênio, fizemos logo as tratativas com as empresas e a Unidade está bem abastecido de oxigênio”, explicou.

Foto: Elmano Pantoja

Dr° Aljerry disse que, o governo do Amapá tem a previsão de inaugurar mais sete leitos, que precisará de mais profissionais .

Vacina CoronaVac

A previsão é vacinar até sábado 1.000 profissionais que trabalham no Centro COVID do HU. Segundo Dr° Algerry, os quadros estão aparecendo mais graves e com maior duração nas UTI’s com mais de 50 dias. “Não adianta só o poder público agir, temos que fazer a nossa parte, nos resguardar contra esse vírus”, alertou.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.

Caminhão com combustível danifica ponte e isola Oiapoque/AP – Égua-moleque-tu-é-doido!

Foto: Reprodução

Um caminhão transportando combustível quebrou a ponte sobre o igarapé Ranolfo na BR-156 que liga os municípios de Calçoene e Oiapoque.

A estrutura teria cedido por volta das 15h desta terça-feira (19) interrompendo o tráfego na única ligação terrestre entre as duas cidades. Ninguém ficou ferido.

Foto: Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) solicitou uma equipe do Corpo de Bombeiros ao local, para avaliar os riscos, assim como do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).

O Dnit já está ciente da situação e provavelmente determinará a restrição de trafego no trecho, visto a estrutura da ponte estar muito comprometida. Ainda não há previsão de desobstrução da BR 156“, informou a Polícia Rodoviária.

Fonte: A Gazeta.

Ronaldo Rodrigues gira a roda da vida pela 55ª vez. Feliz aniversário, Ronaldo Rony!

Me gabo de ser amigo de muita gente Phoda! Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony é um desses seres humanos extraordinários (ainda tenho dúvidas se ele não é um ET). Neste décimo sétimo dia de janeiro, ele gira a roda da vida pela 55 ª vez e eu rendo-lhe homenagens.

Ronaldo é pai do Pedro e do Artur, marido da Maria Lídia, escritor, poeta, roteirista, ilustrador, documentarista, cronista, cineasta, quadrinhista, pai do Capitão Açaí (entre outros tantos personagens), cartunista, remista e torcedor do Grêmio. Um artista brilhante e imparável (como diz o amigo Fernando Canto, no sentido de nunca parar), em todas essas áreas e um cara amado por sua família e amigos, além de ilustre colaborador deste site e brother muito querido deste editor.

Já disse e repito, o figura é um artista ímpar, tanto redigindo, quanto atuando no audiovisual ou desenhando seus cartuns. A genialidade do figura é tão caralhenta quanto sua paideguice, pois o cara é demais porreta.

Paraense de nascimento e já amapaense no coração, Ronaldo é um genial louco varrido. Quando bebia, ele se equilibrava bêbado, mas nunca caia na vala de uma vida ordinária. Original como poucos, Rony é um cara que admiro. Dono de uma mente fantástica e barulhenta, ao mesmo tempo é discreto e modesto.

Tenho a sorte e a satisfação de receber, vez ou outra, crônicas e contos seus para publicação neste site.

Ronaldo é um cara tranquilo, sempre inquieto, instigado, inventivo, surpreendente e perspicaz. Crítico ácido e bem-humorado, brinca com tudo. Ri de todos e até dele próprio, de forma inteligente e espirituosa. Sempre com uma crônica bem redigida ou um cartum visceral, o maluco faz a nossa alegria, pois somos fãs do seu trabalho. Gosto muito dele. É um cara honesto, trabalhador e do bem.

Além de tudo já escrito e descrito aí em cima, Ronaldo é um cartunista premiado dentro e fora do Brasil, ele possui quatro livros publicados, é decano do Coletivo Quadrinhos do Amapá e veterano do movimento audiovisual amapaense, entre outras facetas.

Em 2019, Ronaldo fez as ilustrações do meu livro, que lancei em setembro de 2020. Ele fez um puta trampo. Dizer que Ronaldo é PHoda é redundante. E ele ilustrará minha segunda obra, o que é uma honra pra mim.

Há um tempinho, Ronaldo Rony e Ronaldo Rodrigues pararam de andar na contramão, como dizia Raul Seixas. Pararam de beber, mas nunca de pirar dentro de suas respectivas artes. Sorte nossa, pois esses dois malucos que habitam o mesmo avatar tornam as nossas vidas menos ordinárias.

“Ele é incrível, mesmo. Um pai do caralho (como dizia Millor: “qual expressão traduz melhor a ideia de intensidade do que ‘do caralho?”). É um ex-marido exemplar e meu grande amigo!”, reforçou a poeta Patrícia Andrade, mãe do Artur e também colaboradora deste site.

Arte do Ronaldo Rony

Ronaldo, mano velho, tu és um baita cara! bicho eu dou muito valor em ti! Que teu novo ciclo seja ainda mais fodão, caralhento, saudável, rentável e recheado de satisfação pessoal, afetiva e profissional. Que tenhas sempre saúde junto aos seus amores, enfim, que tudo o que cabe no teu conceito de felicidade se realize. Parabéns pelo teu dia, irmão. Feliz aniversário!

Meus pais me levaram até o alto da colina e me disseram: – Ei, garoto! Esse é o mundo. Vá lá e tente se divertir!” – Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony.

Elton Tavares