A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá – Republicado por motivos de terça-feira

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2019 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Texto de 2017. Republicado por hoje ser terça-feira.

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber, pois é sexta-feira!

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não está muito inventiva nesta sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/crônicar sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de pitacos e devaneios em um sitezinho, sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por quê? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà, escrever um textaço. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro. E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sexta-feira! Bom final de semana pra todos nós!

Elton Tavares

Hoje é o Dia Nacional do Astronauta – “Good luck, Mr. Gorsky!”

Hoje é o Dia Nacional do Astronauta. No Brasil, a data é celebrada em 9 de janeiro em homenagem à Missão Centenário, realizada pela Agência Espacial Brasileira (AEB) no ano de 2006, responsável pela viagem de Marcos Pontes (hoje ministro de Ciência e Tecnologia) para a Estação Espacial Internacional (ISS), consagrando-se como o primeiro astronauta brasileiro a ir ao espaço. Ele foi ao espaço em 30 de março de 2006, após cerca de oito anos em treinamento divididos entre a Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) e a Agência Espacial Russa (Roscosmos). O astronauta executou oito experimentos científicos de universidades e institutos de pesquisa, cujos resultados iniciais foram apresentados em seminário em novembro do mesmo ano.

Esta comemoração é de origem americana, pois em 9 de janeiro de 1793, o francês Jean-Pierre Blanchard realizou o primeiro voo de balão da América do Norte. Desde então, a data é considerada um marco na conquista do espaço sideral.

Os primeiros astronautas foram os verdadeiros bandeirantes do espaço, pois enfrentaram situações desconhecidas, voaram em naves pequenas, desconfortáveis e utilizando trajes espaciais muito frágeis.

A importância do astronauta se deve ao fato de que ele executa a parte final de importantes missões espaciais, de todo um projeto de pesquisa elaborado pelos cientistas.

A profissão de astronauta tem como pioneiro o russo Yuri Gagarin, primeiro homem a orbitar a Terra, em 1961. Os primeiros astronautas a pisarem em solo lunar foram os americanos: Neil Armstrong e Edwin Aldrin, no dia 20 de julho de 1969. Hoje, o número de pessoas que teve o privilégio ir ao espaço soma pouco mais de 400. O avanço do turismo espacial, no entanto, tem aberto novos horizontes para o acesso ao cosmo.

Em grego, a palavra “astronauta” significa “marinheiro das estrelas”. Conseguir ser astronauta não é missão fácil; as probabilidades são de sete para cada três mil. A reunião dos pré-requisitos exige muitos anos de perseverança, esforço e dedicação. Ao final, são selecionados aqueles que possuem personalidade adequada, profundos conhecimentos e recomendações de destaque na área de sua especialização. A profissão de astronauta requer horas de árduo trabalho. A oportunidade de conseguir fazer um só voo espacial é remota, às vezes nenhuma, durante toda a carreira.

Fonte: Emília Eiko

Como o Marcos Pontes se especializou, foi ao espaço e depois deu baixa da Agência Nacional para fazer fortuna com palestras, não tenho mais nada a dizer sobre ele. Mas volto a republicar uma crônica engraçada sobre um astronauta gringo:

“Good luck, Mr. Gorsky!”

O falecido astronauta Neil Armstrong, primeiro homem a pisar na Lua e herói americano é protagonista de outra história bacana.

No dia 20 de julho de 1969, Neil Armstrong, comandante do módulo Lunar Apolo 11, ao pisar na lua disse as palavras: “Este é um pequeno passo para o ser humano, mas um salto gigantesco para a humanidade”.

Estas palavras foram transmitidas para a terra e ouvidas por milhares de pessoas. Justamente antes de voltar à nave, Ar2521846-0800-recmstrong fez um comentário enigmático: “Boa sorte, Sr. Gorsky.”

Muita gente na NASA pensou que foi um comentário sobre algum astronauta soviético. No entanto, depois de checado, verificaram que não havia nenhum Gorsky no programa espacial russo ou americano. Através dos anos, muita gente perguntou-lhe sobre o significado daquela frase sobre Gorsky, e ele sempre respondia com um sorriso.

Em 5 de julho de 19bola_thumb95, Armstrong se encontrava na Baia de Tampa, respondendo perguntas depois de uma conferência, quando um repórter lembrou-lhe sobre a frase que ele havia pronunciado 26 anos atrás.

Desta vez, finalmente Armstrong aceitou responder. O Sr. Gorsky havia morrido e agora Armstrong sentia que podia esclarecer a dúvida.

É o seguinte:

Em 1938, ainda criança em uma pequena cidade do meio oeste americano, Neil estava jogando baseball com um amigo no pátio da sua casa. A bola voou longe e foi parar no jardim ao lado, perto de uma janela da casa vizinha. Seus vizinhos eram a senhora e o senhor Gorsky. QuNeil Armstrongando Neil agachou-se para pegar a bola, escutou que a senhora Gorsky gritava para o senhor Gorsky:

O quê? Sexo anal? Você quer sexo anal? Sabe quando você vai comer a minha bunda? Só no dia que o homem caminhar na lua!”.

Por isto, o astronauta Armstrong mandou o recado direto da lua: “Boa sorte, Sr. Gorsky !”

*A Nasa demente, por isso o lance é só um causo, mas hilário. Republiquei por conta do Dia do Astronauta, celebrado hoje. 

Bolsonaro protagoniza um ineditismo, quatro dias após a posse

Nunca vi, e acho que ninguém viu, um presidente da República ser desmentido por subordinados seu próprio governo.

Jair Bolsonaro já pode incluir, como primeiro feito inédito de seu governo, o fato de ter sido desmentido por subordinados, no caso o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e o secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, ao anunciar o aumento da alíquota do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF).

O Capitão, se tiver a humildade de render-se aos fatos, haverá de concluir, com esse episódio constrangedor, que não basta falar direto, olho no olho, objetivamente e sinceramente, qualidades que seus apoiadores proclamam como a quintessência do bom político e do bom governante.

Como se fossem qualidades, digamos assim, de um mito (hehe).

Não.

É preciso que, além disso, a informação seja exposta precisamente, sob pena de desacreditar-se e desautorizar-se o próprio presidente.

E quando a desautorização é verberada pelos próprios subordinados, aí mesmo que fica mais constrangedor, né?

Fonte: Espaço Aberto

O pacto do governo Bolsonaro é com sangue ou sem sangue?

Foto: Espaço Aberto

Essa é nova.
Para não dizer novíssima.
Ao tomar posse como 38º presidente do Brasil, Jair Bolsonaro disse, com uma bandeira brasileira nas mãos, que ela só se tornaria vermelha se precisasse do “nosso sangue para mantê-la verde e amarela”.
Palmas, vivas, berros de exaltação e descabelamentos patrióticos.
Muitas palmas e vivas.

Foto: G1

Hoje, 24 horas depois dessa alocução, digamos assim, plena de moderação, serenidade e tolerância, o ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, defendeu um “pacto político entre governo e oposição por amor ao Brasil”.
Ohhh!
Ainda não se sabe é se o pacto será com sangue ou sem sangue.
Mas Lorenzoni vai consultar seu chefe e, depois, di-lo-á (oh, saudades das próclises, mesóclises e ênclises de Temer!).

Fonte: Espaço Aberto

Valeu, 2018! Sobre várias vidas em um ano (minha retrospectiva amalucada)

Esse ano foi de muito, muito trabalho, graças a Deus. E de firmar parcerias, desatar nós e reforçar laços de amizade. Em alguns momentos, pensei em abandonar de algumas coisas e de outras desisti mesmo. A gente precisa se reinventar e até fazer o jogo do contente. Assim como em outros anos, amei, me ferrei, trampei valendo, viajei, vi shows de rock, apoiei manifestações artísticas, escrevi muito, fotografei e pirei em pelo menos 100 dos 365 dias deste ciclo que termina hoje.

Apesar de mais uma vez não ter tido Desfile pelo Piratão, rolou a doida e festiva Banda. Curti cinemas e barzinhos, fiz alguns amigos e poucos desafetos (tem que rolar sempre), além de uma porrada de doidices. Conheci novas cidades e culturas. Aprendi muitas coisas novas e estive muitas vezes mal acompanhado dos meus loucos e queridos amigos. ‘Croniquei’, divulguei cultura, agulhei e tal e coisa. E coisa e tal. Ah, fiz várias homenagens aos meus.

A eleição presidencial teve o pior resultado possível e sigo na esperança de estar errado sobre o presidente eleito democraticamente. Mas aqui reafirmo que não votei nele. Aliás, a loucura fez devotos no pleito deste ano.

Perdemos a Copa, mas o Campeonato Mundial de 2018 foi porreta demais. Não somente pelo futebol em si, mas pelas reuniões com amigos e familiares.

Meu sentimento em relação a 2018 é de dever cumprido no campo profissional e pessoal. Aprendi muito. Ajudei pessoas próximas e estranhas, fui ajudado por conhecidos e gente que nem me conhece. Estreitei importantes laços profissionais, alcancei reconhecimento na minha área de atuação. Fiz novos amigos e me afastei de gente que pensava que eram meus amigos.

Consegui sobreviver aos meus excessos, causados por paixão pela vida intensa, pois sempre quero tudo muito. Também driblei os que são puro insulto contínuo, mau humor, fofoca, amargor. Gente que só reclama, xinga e destila chatice. Acham bonito ser assim. Só elas acreditam nisso. Eles são todos parte de uma enorme conspiração de babaquice. Desses, só tenho pena, pois de certo que tiveram um ano palhoça.

Minha família segue saudável e feliz e sou grato por isso. Minha Maitê tá linda e sabida. Sou o tio mais feliz do mundo. Teve muita felicidade neste ano tão intenso e poucas tristezas. Segui honesto e falando a verdade, e o melhor de tudo, fiz quase todas as coisas que tive vontade. Ah, fiquei mais gordo (foda, mas as comidinhas e cervejas tavam demais firmeza).

Prenderam o médium que está mais para João do Demônio e se Deus quiser, ele ficará trancafiado até o fim de sua sebosa existência. Brasília seguiu com seus absurdos. Amapá idem. Porém seguimos lutando por um Estado, país e mundo melhor. Sempre com o bom combate e muito trabalho, além de esperança obstinada.

Deveria ser assim: toda vez antes de cometer um erro na vida, uma linha vermelha apareceria e poderíamos clicar e obter alternativas recomendadas. Como não é, caímos e levantamos.

Assim como todos os anos, 2018 não podia acontecer sem percalços, mas tudo é lição de vida e história. Encerro este ano com saldo positivo, pois ser feliz é o mais importante. E reafirmo, sou um cara feliz pra caralho, pois como disse Yoda: “Aliada minha é a Força. E poderosa aliada ela é.”

Como o amanhã não nos pertence, e ninguém que conheço saca de futurologia, a única coisa que peço pra mim e para todos que amo é saúde para que possamos escrever mais alguns capítulos da história tragicômica de nossas vidas.

Por isso, vale o que vier, como dizia, o Velho, Tim! Obrigado, Deus, Universo, ou seja lá o nome da força que rege tudo isso aqui. Valeu, 2018!

Somos todos aprendizes duma arte que nunca ninguém se torna mestre” – Ernest Hemingway.

Elton Tavares

Pesquisadores confirmam primeiro caso de encalhe de baleia em arquipélago do AP

Baleia-jubarte encalhou no arquipélago do Bailique, no Amapá — Foto: Facebook/Reprodução

Por Rita Torrinha

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) confirmou nesta segunda-feira (17), o encalhe de uma baleia-jubarte (Negaptera Novaeangliae) no arquipélago do Bailique, a 180 quilômetros de Macapá. O animal, de 12 metros de comprimento e sexo não identificado, foi encontrado morto por moradores da região no dia 15 de dezembro, mas pesquisadores dizem que o encalhe ocorreu quatro dias antes.

De acordo com a oceanóloga Miriam Marmontel, líder do grupo de pesquisa, a baleia foi encontrada em uma região de estuário (onde o rio se mistura com o mar através de vários canais ou braços). Não existe registro de outro aparecimento de jubartes, vivo ou morto, na costa do Amapá. Esse é o primeiro relato.

“Existem relatos de encalhe de baleias em Maranhão, Piauí e um no Pará. Na Costa Norte é muito raro ter Jubarte. Todos os registros foram de animais mortos, e esse no Amapá é realmente o primeiro, e nem era esperada a ocorrência para a região”, ressaltou a pesquisadora.

Miriam explicou que as populações de jubartes vivem nos continentes Norte-Americano e Sul-Americano. No Sul-Americano, as baleias geralmente saem da região Antártida, onde se alimentam, e vão se reproduzir em Abrolhos, na Bahia, onde se concentram o maior número de Jubartes no Brasil.

A pesquisadora reforça que não há como afirmar se a baleia já estava morta quando encalhou. Após seis dias o animal já estava em estado avançado de decomposição, mas a equipe do Mamirauá coletou amostras de tecido muscular, para análise genética e identificação de metais pesados e também para identificar de qual continente a jubarte migrou.

“As baleias podem morrer no oceano por causas naturais ou não, e aí a maré vem trazendo para terra. A gente não pode definir, com certeza, se ela encalhou já morta porque não existem pessoas que viram no momento. A região onde ela encalhou não há moradores, por isso ficamos sabendo do acontecido dias após, pelas redes sociais”, explicou.

O Instituto Mamirauá, especialista em mamíferos aquáticos, destaca que o principal fator de mortalidade de cetáceos ao redor do mundo são as redes de pesca. No caso da jubarte encalhada no Bailique, essa é uma hipótese não descartada, no entanto, o Instituto ressaltou que, em razão do estado de decomposição, não será possível identificar a razão da morte.

Fonte: G1 Amapá

New Order pede para fãs de Curitiba se prepararem: “Vamos botar para quebrar” (e eu tô aqui pra ver)

Por Rodolfo Luis Kowalski, Barulho Cuirtiba

Hoje (2) será mais uma data histórica para os fãs de rock de Curitiba. É que o New Order se apresentará nesse dia pela primeira vez na Capital, na Live Curitiba. Criadora ou precursora de uma espécie de síntese entre o rock e a música eletrônica, a banda chegou a ser uma das mais influentes do mundo nos anos 1980, tanto que hoje é integrante do Hall da Fama Musical do Reino Unido e já vendeu mais de 20 milhões de álbuns em 38 anos.

Fundado em 1980, o New Order nasceu dos “escombros” do Joy Division, que encerrou as atividades após o suicídio do vocalista ian Curtis, em maio de 1980. Os membros remanescentes do grupo, Bernard Summer, Peter Hook e Stephen Morris, decidiram continuar juntos e mudaram o nome do grupo para New Order. Entre os maiores sucessos da banda , estão canções como “Blue Monday” e “Bizarre Love Triangle”.

Antes do grupo desembarcar em Curitiba, o Bem Paraná conversou por telefone com o guitarrista Phil Cunningham, de 44 anos, um dos caçulas do grupo (desde 2001 integra o New Order).

Barulho Curitiba — O New Ordem tocará em Curitiba em dezembro próximo. Será a prmeira vez que virão à cidade? Já conhecem alguma coisa sobre o lugar?

Phil Cunningham — Será a primeira vez em Curitiba e eu estou realmente ansioso, é bom voltar ao Brasil. Eu não sei muita coisa (sobre a cidade), mas nós normalmente pegamos alguém para nos mostrar a cidade, nos apresentar os principais lugares. É excitante poder conhecer algum lugar novo.

BC: E como estão as expectativas para o show?
Cunningham — Estamos trabalhando muito no nosso set (list). É difícil conseguir chegar ao ponto de equilíbrio, são tantas canções… Mas estamos trabalhando duro. Iremos apresentar algumas canções novas e também tocaremos algumas músicas antigas. Será um bom mix, os fãs irão gostar.

BC — No que o fã brasileiro se diferencia dos fãs de outros países?
Cunningham — Sempre me pareceu que os fãs brasileiros são tão apaixonados… Para mim, parece que eles estão indo para uma partida de futebol. As pessoas ficam realmente com o espírito elevado, realmente se envolvem com a música. Na Europa as pessoas são mais frias, distantes.

BC — E como será esse set list? Serão mais músicas do último álbum do grupo, “Music Complete”?
Cunningham — Na verdade, nós gostamos de surpreender os fãs antes do show. Gostamos de mudar uma ou outra música a cada apresentação, não costumamos tocar sempre o mesmo set. Mas já temos tudo definido, a parte visual, a forma como irá transcorrer o set. Tocaremos algumas músicas do “Music Complete”, mas também algum material mais antigo que não tocamos faz tempo.

BC — O “Music Complete” foi o primeiro álbum do New Order sem a participação de Peter Hook (baixista, co-fundador do Joy Division e um dos integrantes da formação original do New Order). Como foi a experiência e de que forma essa mudança impactou no processo criativo?
Cunningham — Pessoalmente, o primeiro álbum que gravei foi com Hook e nós produzimos o material de maneira totalmente diferente do que fazíamos, com todos tendo um peso igual na hora de colaborar. Antes, nos reuníamos nalgum estúdio e discutíamos. Hoje as coisas funcionam de outra forma. Nada de criar músicas no estúdio, apenas improvisos na guitarra. A maioria das músicas começam a ser produzidas no computador, cada m escreve sua parte e depois nós acrescentamos os instrumentos quando nos juntamos e montamos tudo.

BC — E o que achou também do resultado final do álbum? Qual foi a reação dos fãs e dos críticos?
Cunningham — Todos querem apenas fazer parte do mesmo time. Foi um trabalho difícil, nós realmente nos saímos bem. Queremos discutir mais, fazer algumas novas músicas, mas agora estamos concentrados em fazer shows. Acabaos de voltar da América do Norte, Havaí, e foi simplesmente maravilhoso, uma experiência incrível.

BC — Há uma previsão de quando devem lançar um novo álbum?
Cunningham — No momento, não. Na nossa maneira de trabalhar, não gostamos de planejar muito a frente. Talvez isso (novo álbum) aconteça nos próximos seis meses… Mas vamos de acordo com o momento, é a nossa maneira de fazer as coisas.

BC — Há alguma possibilidade de a banda voltar a se reunir com Peter Hook no futuro?
Cunningham — Eu não acredito. Houve muita animosidade, ele disse coisas realmente ruins para a imprensa e ainda houve toda a questão legal (Hook processou os antigos companheiros de New Order exigindo milhões de libras em direitos autorais não pagos). Mas nós seguimos em frente, a vida continua.

BC — Você acompanhou a recente excursão de Roger Waters pelo Brasil?
Cunningham — Vi alguma coisa por cima, mas não estou muito por dentro. Se puder me contar…

BC — Bem, ele fez uma série de shows pelo país e, como sempre, se manifestou politicamente. Só que a reação do público não foi muito positiva, uma vez que ele criticou abertamente um dos candidatos a presidente, Jair Bolsonaro. Mas minha pergunta, na verdade, é como você vê a recente ascensão da extrema-direita pelo mundo. Na Inglaterra, por exemplo, tivemos o Brexit, que teve grande peso desses grupos de pressão…
Cunningham — Bem, eu não sei aonde isso tudo irá acabar ou como irá acabar, mas acho um tanto deprimente. Acompanhei um pouco sobre as eleições no Brasil, eles (imprensa britânica) têm comparado Jair Bolsonaro com Donald Trump. Parece ser um passo atrás, mas eu não moro no Brasil. Obviamente as pessoas votaram nele por uma razão, mas não consigo deixar de achar um pouco deprimente por conta dos valores que ele representa, o tipo de coisa que ele já falou. Parece que o mundo está à beira da loucura. Brexit foi uma decisão insana, eu não concordo em deixar a União Europeia. Nos Estados Unidos temos Donald Trump e agora o Brasil. Será que o mundo está ficando louco?

BP — Você tem uma história curiosa no New Ordem. Entrou no grupo para substituir Gillian Gilbert, mas ela acabou retornando e ainda assim você ficou na banda. Como foi isso tudo?
Cunningham — Eu acho que tudo aconteceu por volta do ano 2000. Gillian teve alguns problemas médicos e familiares e precisou se afastar da banda. Depois ela voltou e, basicamente, nós acabamos gostando de trabalhar juntos. Foi ótimo ela ter voltado. Eu sou guitarrista e ela toca teclado, então quando ela voltou eu pude fazer o que realmente gosto. Fiquei numa posição mais confortável.

BP — Por último, qual messagem você gostaria de deixar aos fãs do New Order, principalmente os fãs de Curitiba?
Cunningham — Apenas estejam preparados. Estamos a caminho e vamos botar para quebrar com ótimos shows.

Serviço:

New Order em Curitiba
Quando: 2 de dezembro (domingo), às 20h30
Onde: Live Curitiba (R. Itajubá, 143 – Novo Mundo, Curitiba – PR, 81050-040)
Quanto: Pista Premium: R$ 480,00 | Pista Premium meia entrada: R$ 240,00; Pista: R$ 220,00 | Pista meia entrada: R$ 110,00; Camarote: R$ 360,00 | Camarote meia entrada: R$ 180,00; Área VIP: R$ 320,00 | Área VIP meia entrada: R$ 160,00 No Disk-ingresso
Classificação: 18 anos. Menores de 18 anos apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais.
Produção e Realização: MOVE Concerts e RW 7 Production & Entertainment

Meu comentário: o rock é minha expressão artística favorita.  Somos apaixonados pelos anos 80 e toda sua trilha sonora e assim como em 2014, vou assistir ao show com o meu irmão, Emerson. Será a despedida da banda do Brasil. Estamos felizes por estarmos aqui e temos certeza que os ingleses botarão pra quebrar mesmo. Vamos lá, viver o Rock and Roll, mais uma vez!

Fonte: Barulho Curitiba

De uma mina abandonada, uma Lagoa Azul no Amapá

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A Amazônia é conhecida pelos rios, igarapés e cachoeiras. Mas, a maioria das pessoas nem imaginam que aqui existam lagoas de águas azul turquesa. A 208 quilômetros de Macapá, capital do Amapá, fica a Lagoa Azul, um paraíso que nasceu de uma mina abandonada. O lugar fica próximo à Vila Serra do Navio, cidade criada na década de 1950 para abrigar os trabalhadores de uma empresa de mineração.

A lagoa azul e o passado da história da Serra do Navio estão entrelaçados. De acordo com a prefeitura da cidade, a cor marcante da lagoa, em tom azul anil, acontece por conta dos minérios da região especialmente o carbonato de manganês. O lugar era uma mineração. Hoje é possível chegar até lá através de trilhas ou de carro. A região é cercada por uma floresta tropical.13219739_1168769669842729_1887967679_n

O geólogo responsável pela perfuração da lagoa o Dr. Luiz Fabiano Laranjeira disse que é um mito a ideia de que a água é contaminada e imprópria para banho. De acordo com o geólogo, o que é encontrado na lagoa é grande concentração de sulfato e cloro, o que explica a coloração de águas que oscilam entre azul um turquesa e verde-água, o que nos dá a sensação de termos uma piscina natural tratada o tempo todo.

A lagoa possui aproximadamente 18 metros de profundidade e não possui nem peixes, nem outros seres comuns em lagoas. Novamente o geólogo explica: “o cloro torna o ph da água ácido. Isso não permite desenvolvimento de matéria orgânica, mas não as torna impróprias para banho”.

Quem aconselha a visita é Milena Sarge, praticante de stand up paddle. Ela utiliza a lagoa para praticar o esporte. “Eu adoro a lagoa azul. Acho paradisíaco, sei que ela é fruto de exploração mas a natureza foi moldando. E lá é um ambiente tão agradável, transmite paz”, disse Milena.

Company Town

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A História da Serra do Navio remonta aos anos 1950. A região era rica em manganês e outros minérios. Por isso, a empresa Indústria e Comércio de Minério (Icomi) resolveu construir uma cidade que pudesse abrigar seus empregados.

De acordo com dados do Instituto do Patrimônio Historico e Artistico Nacional (Iphan) a empresa começou um projeto ambicioso de implantação – nos moldes de muitas vilas que surgiram na Inglaterra durante a Revolução Industrial – de uma Company Town. Tratava-se de uma cidade dirigida e controlada por uma empresa, cuja economia era ligada a uma só atividade empresarial.

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Com pouco mais de 3,7 mil habitantes, a cidade foi projetada pelo arquiteto brasileiro Oswaldo Arthur Bratke para abrigar os trabalhadores da Icomi. Bratke escolheu, pessoalmente, o lugar de implantação – a Serra do Navio – em uma região localizada entre os rios Araguari e Amapari. Ele também programou áreas de expansão futura da vila, projetando-as integradas ao traçado e ao sistema viário. Concebeu o projeto para uma cidade completa e autossuficiente, uma experiência precursora na Amazônia.

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Minério

As primeiras informações sobre a existência de manganês na Serra surgiram antes de Getúlio Vargas criar, em 1943, o Território Federal do Amapá. Em 1945 amostras colhidas pelo garimpeiro Mário Cruz responderam definitivamente as questões sobre a possibilidade de mineração. As amostras continham alto teor de manganês.

Vencendo uma concorrência que incluiu mineradoras estrangeiras, a Icomi assinou o contrato de exploração mineral em 1947. Em 1951, confirmou a existência de quantidade superior a 10 milhões de toneladas de minério. As obras e os trabalhos da mineradora continuaram uma política de ocupação da cidade.

A experiência em Serra do Navio atraiu brasileiros de todos os estados, que se instalaram no Amapá. Entretanto, a reserva de minério se esgotou antes do previsto e a Icomi deixou a região no final da década de 1990. Em maio de 1992, a vila passou a ser sede do município de Serra do Navio.

Meu comentário: conheci a Lagoa Azul em 2016, quando passei perto do local. Eu estava a trabalho pela Justiça Eleitoral, onde atuava como assessor de comunicação. Fiquei deslumbrado com a beleza do lugar e fiz somente esse registro (foto acima) retratada pelo motorista Evandro Nobre.

Fonte: Portal Amazônia

29 anos da queda do Muro de Berlim, o monumento à estupidez

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Há 57 anos, a República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) construiu o Muro de Berlim, no período pós Segunda Guerra Mundial, quando a Alemanha foi ocupada por os russos à Leste e franceses, ingleses e americanos à Oeste.

A muralha separava a Berlim Ocidental da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Hoje (9) fazem 29 anos que o muro da vergonha foi derrubado.

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A muralha tinha 156 km de extensão, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Ele simbolizava a chamada “cortina de ferro” entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste do continente europeu. Era uma barreira quase intransponível.

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A barreira física simbolizava a divisão do mundo em duas partes: os países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos da América (EUA) e o outro composto pela República Democrática Alemã (RDA) e os países socialistas simpatizantes do regime soviético. A época foi marcada pela oposição entre Estados Unidos e União Soviética no período conhecido como Guerra Fria.

Foram 29 anos de suspensão do direito de ir e vir dos alemães em seu próprio país. Quanta Democracia não?

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Há quatro anos, oito mil balões iluminados cobriram 15 quilômetros, dos 155 Km, onde existia o Muro. O objetivo foi mostrar para os alemães mais jovens e para os turistas onde ficava a muralha passados 29 anos, na época, e como a cidade era dividida.

Em 2014, os balões foram soltos ao som de ‘Ode à Alegria’, a última parte da nona sinfonia de Beethoven, para iluminar os céus de Berlim. É o mesmo horário que iniciou a derrubada da muralha, há 29 anos. A queda do Muro de Berlim marcou a reunificação alemã e o fim da Guerra Fria.

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Eu tinha 13 anos e lembro bem daquelas imagens que vi na TV. A população destruindo o monumento à estupidez. Uma frase, escrita no paredão, previu queda do muro em um futuro mais distante: “No próximo século, tocarei o teu coração“. Lindo e triste.

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Ainda existem muitos tipos de intolerância e absurdos no mundo, mas Muro de Berlim sei foi. Pena que ainda existem imbecis como Trump, presidente do EUA e sua vontade de construir o muro contra mexicanos. Tomara que a humanidade avance contra “ismos” e “fobias”, pois muitos não assumem, mas possuem muros dentro de suas cabeças e corações.

Fica a lição e nossa torcida esperançosa para que coisas deste tipo nunca mais ocorram.

Elton Tavares

Como será quando eu morrer – Crônica de Elton Tavares

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Às vezes me pego pensando: quando eu morrer vão lembrar de mim por quanto tempo? De que forma recordarão este jornalista? Vira e mexe penso que, após quatro décadas de vida intensa, desviver pode estar próximo de acontecer.

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Será que vão contar piadas sobre situações inusitadas ou presepadas que cometi? Sei não, talvez a família e os amigos mais próximos até sofram, mas logo esquecerão deste gordo, feio, chato e brigão. Quem sabe será melhor desta forma, assim não terá muito mimimi…É que nunca fui dado a dramas.

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Não sei se vou bater na porta de Deus ou do diabo (Não que eu tenha cultuado forças maléficas ou feito o mal a quem não procurou, mas ninguém sabe os critérios de avaliação da força que rege tudo isso aqui), se é que eles existem. Nada de exame de consciência, pois daria negativo.

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Não sei se a passagem pra outra vida é a entrada na fila da reencarnação para outra existência, dimensão, planeta ou realidade paralela.

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Não que eu esteja com pressa, mas penso mesmo no desencarne. Nada de finitude. É como dizem, todo mundo quer ir para o céu, mas ninguém quer morrer. Mas se rolar, minha estada por aqui valeu a pena. E como Valeu!

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E o caixão? Vão ter que pegar um guarda-roupa, tiras portas e gavetas pra caber este gordo. Só lembro do Sal, que uma vez me disse: “Porrudo, se tu morrer antes de mim, apesar de sermos brothers, não vou pegar na alça do teu caixão. É que não sou chegado a serviço pesado” (risos).

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Não sei onde e como acontecerá. Apenas suspeito. Acho que o cabo da matrix será puxado de repente, como um raio, um piscar de olhos. Tomara que assim seja. Esse negócio doido de morrer, que sabemos que vai acontecer, mas sempre nos surpreende é muita onda.

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Mas de volta ao tema principal, como será após eu subir no telhado. Falo dos meus familiares, amigos. Espero que sintam a saudade gostosa que tenho do meu pai, aquela sem nenhum ressentimento.

Tenho certeza que daria uma passada pelo Purgatório, afinal, já magoei um monte de gente e dei porrada noutro tanto. Isso quando mais jovem, mas pecados são pecados. Não tem jeito.

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Quero que na lápide seja escrito: “Godão, ardoroso partidário da causa hedonista, botou pra quebrar. Amou os seus, combateu os inimigos de forma limpa, viveu como quis e se divertiu a valer. Com um histórico imenso de confusões, vítima da sua própria sinceridade”.

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Aliás, desafetos é o que não me faltam. Talvez role até uma festa deles para comemorar meu embarque para Caiena. Quando eu morrer, se valer a pena, alguém pode escrever, eu autorizo. Mas se falar mal, volto, e minha mizura vai cobrir de porrada o autor da crítica.

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Dizem que quando a gente morre passa um filme. O meu será um mix de romance, drama, aventura, humor e comédia. Enfim, quando chegar a hora, como disse o mestre Nelson cavaquinho: “quando eu morrer, os meus amigos vão dizer que eu tinha um bom coração. Alguns até hão de chorar e querer me homenagear, mas depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar”. É por aí mesmo. Por isso vivo o agora. Digo a quem amo que os amo e honro os meus com declarações de amor viscerais. Pois é assim que deve ser. Mas afinal, como será quando eu morrer?

Elton Tavares

*Republicado por conta do Dia de Finados. 

Apoiadores de Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em todo o país. Um rapaz foi atacado aqui no Amapá

Uma matéria da revisa Exame publicada hoje (11) destacou que apoiadores de Bolsonaro realizaram pelo menos 50 ataques em todo o país. E isso não é “Fake News”, prática usada pelos simpatizantes do referido candidato à Presidência da República. Ontem (10), um jovem foi atacado em Macapá (AP).

Bareis Gilson, de 31 anos, que é homossexual, relatou em sua página na rede social Facebook, que quando retornava do trabalho em direção à sua residência, Quatro homens passaram por ele e gritaram “É Bolsonaro 2018”. O rapaz foi empurrado e apressou o passo.

A vítima disse ainda que escutou outros gritos como “Corre mesmo se não o bicho pega”. Relatos como esse se tornaram corriqueiros desde o último domingo (7), como detalha bem a matéria da Exame.

Segundo a professora universitária Fátima Guedes, amiga minha e de Bareis Gilson e quem me contou o ocorrido, o rapaz já registrou um Boletim de Ocorrência.

Gente, sério, onde chegamos? Homofobia sim é ‘’coisa de veado’’, loucura pura. E se isso for um problema para alguém, este sim é o doente. É o caso do candidato do PSL, que personifica o sentimento dessa triste parcela da nossa sociedade. Não se trata de política e sim de humanidade. Tempos trevosos esses é termo que a coisa se agrave ainda mais.

Tenho poucos preconceitos na vida, como aporrinhação para que eu siga uma determinada religião ou com música escrôta, mas só isso. Tenho orgulho de ter muitos amigos homossexuais, pessoas íntegras e inteligentes, que pagam suas contas e contribuem para o bem da sociedade.

Se você tem filhos, parentes, amigos ou sabem que homossexuais são tão cidadãos de bem quanto todo o resto de pessoas “normais” (é assim que se referem, por incrível que pareça), pensem sobre isso. Li em algum lugar que “o ódio rouba a sua liberdade”. É por esse caminho que vocês querem ir mesmo? Ainda dá tempo de parar essa doideira odiosa. É isso.

Elton Tavares

VInte e quaTro cARAS – Crônica de Fernando Canto

Crônica de Fernando Canto

Vinte e quatro ladrões deidéisalheias, vinte e quatro Karaikos sem identidade, vinte e quatro alimárias, vinte e quatro fedegosos, vinte e quatro desativos, vinte e quatro legistijolos, vinte e quatro esbugalhados, vinte e quatro moscamortas, vinte e quatro sanguesugas, vinte e quatro harpias, vinte e quatro térmitas, vinte e quatro algoterríveis, vinte e quatro dãoecomis, vinte e quatro manganeses, vinte e quatro poluídos, vinte e quatro deolhonodinheiro, vinte e quatro aves de rapina, vinte e quatro cabrassafados, vinte e quatro esconjurados, vinte e quatro trajanotraidores, vinte e quatro povoenganadores, vinte e quatro zangarrilhos, vinte e quatro ligeiros, vinte e quatro enviados do Fute e uns três ou quatro separados do veneno.

Vinte e quatro pinguinsebosos, vinte e quatro festativos, vinte e quatro silvériosdosreis, vinte e quatro ferrabrases, vinte e quatro alucinados, vinte e quatro curupiras, vinte e quatro bestas do apocalipse, vinte e quatro pseudoretardados, vinte e quatro vampiros da floresta, vinte e quatro carcinomas metastásicos, vinte e quatro xixilados, vinte e quatro decadentes e uns dois ou três que ainda tem olhos.

Vinte e quatro bobovelhos, vinte e quatro morcegos hematófagos, vinte e quatro reiscaldeira, vinte e quatro bailesdemáscas, vinte e quatro ratosdeesgoto, vinte e quatro judas, vinte e quatro traíras, vinte e quatro solipsos, vinte e quatro surucucus, vinte e quatro lacraus, vinte e quatro pretensos nababos, vinte e quatro pantagruélicos, vinte e quatro onívoros, vinte e quatro lambe-sacos-e bigodes, vinte e quatro pantófagos, vinte e quatro pinóquios, vinte e quatro febres quartãs, vinte e quatro cleptomaníacos, vinte e quatro xerimbados, vinte e quatro blefadores, vinte e quatro assimdeolho, vinte e quatro oxiúros, vinte e quatro cabas-de-igreja, vinte e quatro nanicos anatematizados e um ou dois votovencidos.

Poucas novidades e velhas canalhices

Há um novo bar restaurante na cidade. Também a velha mania de parar por qualquer evento diferente, tipo coisa do interior. Mas até aí tudo bem, faz parte da fuga por coisas novas.

Também há muita insatisfação, descrédito e desejo de mudança. Também jovens ávidos por uma chance, um emprego e velhos professores aflitos pela retirada de benefício salarial ou os novos, pela falta de um reajuste justo.

Há crianças se prostituindo e velhos coronéis ainda no poder. Há gente morrendo nos hospitais e alguns ainda dizem que tudo está no seu lugar.

Há caos, desordem e desonestidade à rodo. Há má vontade…

Há sonhos engavetados e paixões idiotas. Há muita grana a ser gasta com a massa de manobra por interesses obscuros. Há medo!

Há pessoas assistindo a tudo sem fazer nada. Uns por egoísmo, outros por conveniência. Há ameaças, exonerações, chantagens e acordos.

Há violência. E de toda forma. Corpórea e moral. Há assédio, mas todos chamam de “Lei do mais forte”.

Há casamentos, separações, mortes e nascimentos. Há loucos impetuosos e covardes acomodados. Há muita alienação e burrice colorida. Há canalhas demais!

Há muita beleza natural, muita gente do bem, tanto por fazer e amores (sur)reais. Mas há poucas novidades e velhas canalhices, mas todo mundo só pensa na porra do novo bar restaurante na cidade.

Elton Tavares