43 anos. Obrigado, Deus!

“Batidas na porta da frente… É o tempo. Eu bebo um pouquinho pra ter argumento…”. É não é que aquele moleque doido chegou aos 43 anos? O filho do Zé Penha e da Lucinha. Um cara que só deu certo por conta dos pais e Deus, claro.

Quem me conhece sabe que tenho personalidade forte, sou sincero em minhas opiniões, mas boa praça, divertido e desbocado. E que também possuo tendências ao extremismo com relação a gênero musical. Deixei de ser tão crítico. Passei a elogiar mais. Tento ser estimulador do que é bom nos outros. A tal leveza do ser, mesmo, às vezes, insustentável.

Foram 40 anos de intensidade em tudo. Loucura, trabalho e relacionamentos afetivos, tudo ligado no 220w. Por isso rolaram amores fortes, amizades reais, afetos profundos. E, algumas vezes, o inverso dessa equação. Muita gente me ama e também muita gente me odeia, mas estes por serem quem são, prefiro assim. Mas isso, nem de longe, pesa na minha matemática como ser humano, pois bote fé, sou um cara legal. É isso!

São quatro décadas e três anos com poucos arrependimentos, muitas bênçãos, amores e amigos. Sobretudo, amor e suporte familiar.Sou muito grato aos meus e a Deus. Valeu!!

Elton Tavares

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data. Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte V)

Sempre digo que meu amigo Cleomar Almeida é um cara competente engenheiro. O figura também é a personificação da pavulagem e gentebonisse, presepeiro e boçal como poucos que conheço. Um maluco divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA, SEGUNDA, TERCEIRA e QUARTA edições sobre seus papos no Facebook, mais uma vez selecionei alguns de seus relatos hilários na referida rede social.

Boa leitura (e risos):

Casamento

Se tua mulher não te ameaça semanalmente, dizendo que vai botar azeite quente no teu ouvido, ou que vai mandar fazer um porrete pra te dar umas cacetadas, sinto te informar, mas teu casamento caiu na rotina parceiro.

Bons modos

Definitivamente não sei comer em quilão, “amodo” que eu incorporo um estivador. Pense num prejuízo!

Pirsiguição

Aí tu ganhas uma camisa de presente do dia dos pais e tua mulher vem reclamar pq tu estás usando a dita camisa já tem três dias. Como dizia minha avó, égua da “pirsiguição”, tá nem fedendo ainda.

Vegetariana

Aí no almoço minha filha me diz: Pai, vou virar vegetariana!
Eu: Aproveita, larga esse bife e começa comendo esses carás roxos e esse jerimum que estão na geladeira.
Ela: Acho que vou virar vegetariana só semana que vem!

Doido

Toda família tem um doido, se tu achas que na tua não tem, presta atenção que o doido és tu.

Novela

O cara casa com a Maria da Paz e de lambuja, ganha uma loja de birita. Esse mundo é muito injusto mesmo.

Espanhol

Pareço normal, mas sou o tipo de pessoa que assiste La Casa de Papel e passa o dia inteiro falando sozinho em espanhol.

Circo

Circo Ramito esqueceu os funcionários aqui em Macapá. Toda esquina tem um malabarista, um equilibrista ou um Homem Aranhista.

Aprendizado

Conversando mais cedo com um amigo, ele indignado com uma situação me diz:
Negão, o homem não aprende com o cérebro, aprende com o cu, cada vez que toma no cu, ele aprende algo. Vivendo e aprendendo!

Mega-Sena

Sentado na pracinha em Laranjal do Jari, esperando meu sanduba, ouço o cara da mesa ao lado expressar seus desejos a um outro que o acompanha, em relação a Mega-Sena acumulada.
Dizia ele: Bicho, se eu ganho, compro um barco, encho de puta, contrato o Wanderley Andrade e vou fazer onda no Festival do Camarão.
O cara que o acompanha, eufórico diz: Bicho, vai ser muita onda, eu vou contigo.
Pena que os planos falharam, ia ser muita onda mesmo.

Ser pai

Quando se tem filhos a gente a gente se enquadra em três níveis de bestidade. O besta propriamente dito, o abestado e o abestalhado. Nesse último, me enquadro perfeitamente.

Nem Deus perdoa

Nunca ouvi alguém dizer “que Deus me perdoe” e na mesma frase, desejar algo de bom pra alguém.

Calendário falho

Tendo como base, uma análise minuciosa na geladeira e no armário aqui de casa, vejo que o mês já deveria ter acabado a dez dias.

E se? (como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes?)

Escrever/dizer que “todos somos produtos de nossas escolhas” é chover no molhado, ok? Ok. Entre tantos caminhos, certos ou errados por conta das decisões que tomamos, chegamos aqui. É como disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “ser é escolher-se”. Pois é, mesmo com muitos erros, poucos fracassos e muitas reviravoltas, quem me escolheu foi eu mesmo (ou inventou), consequentemente, meus rumos.

Assim como em uma crônica do escritor Luís Fernando Veríssimo, intitulada “Alternativas”, resolvi escrever novamente (de forma sintetizada) sobre escolhas (aventuras e desventuras). Aí saiu esse devaneio aí debaixo:

Todos esses “EU’s” pensavam que sabiam da vida. Nem imaginavam quantas aventuras e desventuras ainda viriam. A juventude é divertida, mas engraçada.

Tenho 42 anos, sou jornalista, assessor de comunicação e editor deste site, mas como seria se tivesse feito escolhas diferentes?

Se tivesse escutado mais os meus pais e passado direto em todas as séries e me formado em Belém (PA)? Talvez não tivesse me envolvido em tantas brigas e furadas, mas saberia do que os maus são capazes? Certamente não. Ah, se tivesse continuado com a natação ou o basquete, ao invés de ter começado a beber aos 14 anos? A única certeza é que seria mais saudável e não estaria tão porrudo.

Se não tivesse ido morar com aquela menina em 1996? E se tivesse me empolgado ao ponto de ir para a Bolívia (BOL) em 2000? Se não tivesse ido para a Fortaleza (CE) em 2006? Se não tivesse me enrolado com quem não conhecia de verdade? Se não tivesse me envolvido com tanta gente de lá pra cá…Feito e desfeito laços afetivos? E refeito? Nunca será possível saber.

E se tivesse lido mais livros do que ouvido discos de rock e assistido filmes? Não, prefiro do jeito que foi mesmo. Deu para sorver conhecimento divertindo-me e ainda li bastante, para um cara meio marginal na juventude.

Se tivesse topado aquele convite da chefe de redação do Portal Amazônia e ido morar em Manaus (AM) estaria lá ainda? Não tenho certeza, mas se estivesse, seria doloroso, pois sou muito apegado aos meus.

Se não tivesse dito a dura verdade tantas vezes e magoado amigos? Não, prefiro a verdade, doa a quem doer. Arrependimentos ou desculpas não desatam nós ou colam o que se quebrou. Seja lá qual foi a sua escolha no passado, seja nostálgico, triste, feliz ou engraçado. O importante é o hoje e o amanhã, mas isso não impede de pensar como seria?

Se aqueles tiros, em 2001, tivessem me acertado? Se aquele carro na estrada, em 2011, tivesse capotado, aos invés de somente girar várias vezes e sair da rodovia? Estaria vivo ou sequelado? Se não tivesse me metido em tantas brigas de rua, teria aprendido a me defender?

E se em universos paralelos, ou outras dimensões, cada um de nós possui vidas vivendo as outras escolhas? Quem sabe? Não, já é doidice minha.

Se não vivêssemos tantos momentos eufóricos e decepcionantes? De volta aos escritos de Sartre, que falou sobre as consequências de “ter escolhido algo/alguém ou deixado de escolher algo/alguém”. O único arrependimento? Não ter cuidado da saúde e ter virado este gordão. O resto está melhor do que eu pensava.

Eu, hoje, em agosto de 2019.

Com todas as escolhas ao longo da jornada, aprendi que, se você trabalha, faz o bem e não interfere na felicidade alheia, tudo se ajeita com o tempo. E ainda há tempo para muita vida. Sejam quem vocês querem ou pelo menos lutem por isso.

Sua vida não é feita de decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado” – Luís Fernando Veríssimo.

Elton Tavares

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte IV)

Como já dito aqui, meu amigo Cleomar Almeida é um competente engenheiro. O cara também é a personificação da pavulagem e gentebonisse, presepeiro e boçal como poucos que conheço. Um figura divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA, SEGUNDA e TERCEIRA edições sobre seus papos no Facebook, mais uma vez selecionei alguns de seus relatos hilários na referida rede social.

Boa leitura (e risos):

Filhos

Quando se tem filhos a gente a gente se enquadra em três níveis de bestidade. O besta propriamente dito, o abestado e o abestalhado. Nesse último, me enquadro perfeitamente.

Print

Eu sempre falei, esse negócio de print ainda vai acabar com a raça humana.

Batucada na barriga

Nunca confiem em um homem que não sabe fazer uma batucada na barriga, com certeza tem algo errado com ele. ☺️

Convocação para a Copa América

Vi essa convocação e tenho quase certeza que o Dunga sequestrou o Tite.

Cargo na AL

Se a pequena fosse barangada eu duvido que tava essa fuleiragem toda, bando de feio com dor de cotovelo.

Mês longo

Tendo como base, uma análise minuciosa na geladeira e no armário aqui de casa, vejo que abril já deveria ter acabado a dez dias.

Bolsomínions na chuva

Pra começo de conversa, blogueiro semi analfabeto não é jornalista, tem mais é que ficar na chuva mesmo.

Briga na Câmara de Vereadores

Já me meti num porradal desses, eu era o cara que chega voando!

Música

A gente tá bem assistindo ao Jornal e páh, me aparece o Mauro Cotta. Dá logo uma vontade do cabôco sair rabiando no brega.

Conversa com Deus

Se eu pudesse falar com o Criador só teria uma pergunta. Chefe, o Senhor vai precisar mesmo desses carapanãs? Fooooolego, tá demais.

Uma crônica De Rocha – Texto sensacional de Kairo Moto Táxi

Kairo mototaxi – Foto: Maksuel Martins

Era uma dessas manhãs cinzentas, por volta das 5h45, eu vinha subindo a Rua 13 de setembro, sentido Buritizal – Centro. Nesse horário as ruas estão completamente vazias e o silencio se apodera de nossa mente, é como andar de moto sobre as nuvens, mas a esperança de pegar uma corrida nunca acaba.

De longe vejo alguém e à medida que vou me aproximando consigo ver uma senhora, bem baixa, deveria ter no máximo 1.20cm de altura, o cabelo curto, não era um cabelo volumoso, o penteado era um rabo de cavalo, amarado com um pompom listrado nas cores vermelho, branco e azul e pelo fato de não ser um cabelo volumoso o rabo de cavalo ficava mais ou menos da grossura de um lápis, o rosto tinha algumas rugas, o que é normal devido a idade, um par de argolas de “ouro”, uma blusa branca com uma frase em inglês escrito: “ I am alive”, uma bermuda desbotada e uma sandália dessas rasteirinhas, com um detalhe em pedrarias.

Quando parei a moto notei que se tratava de alguém muito humilde; ela então sorrindo me disse:

– Meu filho, quanto é uma corrida daqui ao igarapé das mulheres?

Para quebrar o gelo eu sempre uso essa estratégia, então disse assim:

– Baratooooo! Não vai passar de R$10,00 reais.

Ela sorriu e disse:

– E ida e volta, faz um desconto!?

Eu: – Claro que faço, nem pra mim e nem pra senhora, me dê R$18,00 reais.

E por incrível que pareça ela me respondeu com a seguinte expressão:

– Já é!!!

E montou na moto com uma agilidade que nem essas novinhas de 18 anos têm. Ao longo do percurso, ela puxou assunto e me disse que estava indo comprar peixe e uma melancia, porque na feira perto da casa dela os peixes não prestavam, os vendedores passam colorau na guelra dos peixes para ficarem com aspecto de que o peixe é novo (fresco). Eu sempre concordando com tudo, afinal ela não estava falando nenhuma mentira. Então, pediu que eu parasse em um posto de gasolina para trocar o dinheiro e assim o fiz.

Lá, desceu da moto, meteu a mão por dentro da blusa com certa delicadeza, como se fosse a coisa mais normal do mundo guardar dinheiro dos seios, tirou duas sacolas, uma tinha um bolinho de dinheiro, deveria ter uns R$ 300,00 e na outra uma carteira de Derby Prata ( Cigarros ). Aí disse:

Guardo aqui pra não molhar! E o dinheiro guardo aqui também, porque ninguém quer pegar em peito de velha.

Nessa hora todos rimos, eu, ela e o frentista do posto!

Abasteci a moto, coloquei R$10,00 de gasolina e entreguei o troco, seguimos viagem…

Chegando ao local desejado, eu disse:

– Fique à vontade!

Ela me entregou o capacete e foi andando em direção ao vendedor de peixe, escolheu, escolheu, escolheu até que, pelo que pude notar de longe, encontrou o peixe ideal. O peixe pra falar a verdade não foi o problema, a dificuldade foi pra escolher a melancia, bateu nem todas, sabe quando você bate na porta de alguém? Pois é, foi assim mesmo! Fez em todas as melancias, até encontrar a perfeita! Tudo isso ela descobriu somete escutando o som das melancias (esse ouvido deve certamente ser estudado).

E quando já caminhava em minha direção, foi abordada por um homem, cabelo grande, encaracolado, estilo do Cazuza no começo de carreira, uma regata branca, uma calça branca e um chinele muito desgastado, o rapaz segurava na mão uma cédula de R$ 50,00 reais, pensei: – ele deve está pedindo pra ela trocar o dinheiro!

Então ela colocou a sacola de peixe e a melancia no chão, segurou a nota de R$ 50,00 reais do rapaz na mão, e com aquela destreza de sempre meteu a mão em seu sutiã para tirar o dinheiro, trazendo a luz uma de suas sacolas tão bem guardadas.

De repente aquele rapaz, que parecia ser uma boa pessoa, pulou na mão da senhora e tomou o que ela tanto guardava, correu, mas correu tão rápido que parecia Forrest Gump. Meu primeiro pensamento foi:

-Essa corrida eu não recebo! (Desculpa, eu não deveria ter pensado isso, rs)

Mas logo fui tomado por uma força, uma raiva, então disse para mim, eu sei que se for atrás dele e conseguir pega-lo, vou apanhar (devido ao meu porte físico, reconheço que não é o meu ponto mais forte), mas eu vou. Quando coloquei o capacete na cabeça e já ia ligar a moto, a senhorinha grita de lá:

– Ei Mano, Ei, Ei, Moto Táxi, espera!

Ela chegou perto de mim muito nervosa e disse:

– Mano, um bora embora, que eu roubei o ladrão!

Me entregou a sacola de peixe, montou na moto e disse:

– Mano, chuta!!!

Eu, mais que depressa fiz o que ela estava me mandando sem entender nada, resolvi ir pela orla, era mais rápido. Quando chegou lá perto da primeira rotatória do Santa Inês, perguntei:

– Mana,o que foi que aconteceu?

– Ela: Mano, o caboco pediu pra trocar um dinheiro pra ele, quando ia puxar a sacola com dinheiro, ele pulou da minha mão e levou, correu. só que ele levou a sacola com o cigarro e o dinheiro tá aqui ainda, e eu ainda fiquei com os R$ 50,00 reais que ele pediu pra trocar.

-Roubei o ladrão!!! Roubeiiiiii o ladrão !!!!

Nessa hora começamos a rir, mas rir muito! Ela ria e dizia:

– Caboco Burro! Burroooooooo!!!!

Chegamos até a frente da casa dela, quando me disse:

– Mano, tu foi ‘’De rocha!’’, então vou fazer o seguinte, fica com os R$50,00 reais do burro.

Falei: – Sério? Num boto fé!

Fiquei feliz, R$ 50,00 reais assim, rápido! Mas disse pra ela ter mais cuidado.

Foi então que ela disse, sorrindo:

-É… agora vou guardar o cigarro e o dinheiro em um só peito, em sacolas separadas, afinal, meu filho, ninguém quer pegar em peito de velha.

Eternos risos!

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber, pois é sexta-feira!

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não está muito inventiva nesta sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/crônicar sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de pitacos e devaneios em um sitezinho, sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por quê? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà, escrever um textaço. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro. E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sexta-feira! Bom final de semana pra todos nós!

Elton Tavares

Cármen Lúcia: “Todo censor é um pequeno ditador”

Brasília – A presidente do STF e do CNJ, Cármen Lúcia, participa de debate sobre a proteção integral da infância e juventude, na sede do TSE (José Cruz/Agência Brasil)

Da ministra do Supremo Cármen Lúcia, na abertura de um seminário sobre os 30 anos da Constituição e a liberdade de imprensa:

“Sem a imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem.”
[…]
“Todo censor é um pequeno ditador.”
[…]
“Quem não tem direito livre à própria liberdade de expressão não tem garantia de qualquer outro direito, porque palavra é a expressão da sua alma, do seu pensamento.”

Fonte: Espaço Aberto

“Estão praticando um terrorismo contra a população brasileira”, diz jurista sobre censura do Supremo

Do jurista Modesto Carvalho, sobre a censura do Supremo à liberdade de Imprensa:

“Toffoli e Moraes cometem vários crimes do código penal. O primeiro deles é o constrangimento ilegal. No exercício de sua função pública, eles estão cometendo violência, invadindo domicílios sob o pretexto de apreender documentos, fazendo censura, aplicando multas contra a imprensa, sobretudo eles estão praticando um terrorismo contra a população brasileira.”
[…]
“Os crimes que Toffoli diz que foram praticados são de injúria, difamação e calúnia, crimes de ação privada, não de ação pública. Numa ação privada, deve-se entrar em juízo para que se possa fazer uma audiência de retratação do veículo [de imprensa], ou dar continuidade ao processo.”

Fonte: Espaço Aberto

Há seis anos, o The Cure se apresentou em São Paulo. Foi o melhor show que assisti na vida

 

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Até hoje, não consigo descrever com presteza o que senti na noite de 6 de abril de 2013. Há exatamente seis anos, a banda inglesa The Cure se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista. Foram 3h15 de show. E que show! Com certeza o melhor que vi na vida. Coisa de fã de Rock.

Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”), cconcedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não faria vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”) concedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não fariam vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.

Sabe, eu sempre fui fã de Rock And Roll. Já vi muitos shows sensacionais e fui pra muitas festas doideiras, mas naquele dia, ao lado do meu irmão e companheiro de aventuras Emerson Tavares, vivemos o auge dessa vida rocker. O show do The Cure conseguiu superar as apresentações do Radiohead em 2009, U2 em 2011, New Order e Johnny Marr (2014), Interpol, Smashing Pumpkins, Morrissey e Pearl Jam (2015) e Lollapalooza 2017 (Duran Duran, Strokes e Metallica).

O que as 30 mil pessoas que estavam na Arena Anhembi naquela noite viram foi impressionante, fantástico e todos os sinônimos para o show da vida de muitos (como eu e meu irmão). O The Cure emocionou e empolgou. Foram 40 músicas. Todas cantadas pelo público. E eu e Emerson ficamos na Budzone, área vip, ou seja, perto do palco e confortável. Firme demais!

Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger ´O Donnell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra), fizeram um show caralhento, cheio de hits e canções despintadas. Agradeço a Deus todos os dias por ter vivido aquilo.

“Não foi um show… foi uma apoteose! Infinitamente melhor que as duas apresentações que assisti em 1996. Como vinho, cada vez melhores com o tempo” – Disse o amigo Nilson Montoril.

Os amigos que viram o show no Rio de Janeiro, dois dias antes, disseram que o de Sampa foi muito mais paid’égua. Uma das canções clássicas da banda diz que “Garotos não choram”. Naquela noite, era menina e barbado chorando, rindo, dançando, cantando, pulando etc. Bestificados com aquele showzaço do caralho, eu e Emerson choramos. De felicidade e emoção, claro. Inesquecível!

Obs: Se já não bastasse tamanha felicidade, no dia seguinte ao show, encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos (SP). Robert foi muito simpático e ganhei uma foto pra posteridade. Até a próxima, The Cure!

Elton Tavares


Veja as músicas que o The Cure tocou em São Paulo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“Inbetween Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play For Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

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“The Kiss”
“If Only Tonight We Could Sleep”
“Fight”

bis

“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close To Me”
“Hot Hot Hot!!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 [Saturday Night]”
“Killing An Arab”

Eleição da Câmara de Vereadores de Macapá se transforma em “porradal” (Vídeo) – Égua-moleque-tu-é-doido!

A Eleição da Câmara de Vereadores de Macapá, inciada hoje (4), foi interrompida por um porradal generalizado. Os vereadores “saíram para o soco” (como diz a gíria da rua). Teve até legislador voando, tipo filme de ninja. Lamentável. Égua-moleque-tu-é-doido!

A Legião Urbana somos nós, os fãs! (dois anos e meio depois do primeiro show, banda se apresenta novamente em Macapá)

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Foto: Aog Rocha

Sabem quando você tem certeza de estar vivendo algo único na vida? Foi isso que senti no dia 22 de julho de 2016, no Ceta Ecotel. Dois anos e meio depois do antológico o show “Legião XXX anos”, a da lendária banda Legião Urbana se apresenta em Macapá, no mesmo local (essa é a parte ruim, mas a gente vai assim mesmo). Republico esse texto, pois aquele momento foi um reencontro de velhos e queridos amigos.

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Foto: Aog Rocha

“Porra, os caras estão ali mesmo…Caralho!”, foi o que pensei meio atordoado quando a banda subiu ao palco e começou a tocar. Quando Renato morreu, em 1996, pensei que nunca assistiria um show da Legião. Há um ano, mais um sonho da juventude foi realizado. Talvez um dos mais improváveis de se concretizar. E foi melhor do que eu imaginaria em um sonho bom.

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Foto: Aog Rocha

Dado e Bonfá foram extremante carismáticos, corteses e elogiosos com nossa quente capital. Villa-Lobos e Marcelo deram vida ao espetáculo. Aliás, a Legião Urbana está mais viva do que nunca. Renato Russo deu o ar da graça via vídeo, onde contou sobre a trajetória de sua banda e nos emocionou. E o André Frateschi, hein? O cara é foda mesmo. Sim, foda, pois mostrou atitude. Os músicos de apoio idem.

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Foto: Aog Rocha

Nada tirou o brilho do espetáculo. Nem o calor de sempre no Ceta, a cerveja quente do open bar furado, atendimento precário ou as falhas no som (podiam ter deixado isso para os safadões da vida, com a Legião não, pô). Mesmo assim foi um daqueles momentos únicos na vida e estou muito feliz por ter vivido aquilo.

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Velhos e queridos amigos. Mais de 20 anos de amizade e Legião Urbana!

Sei tudo sobre a Legião Urbana. Todas as letras das canções e curiosidades por trás das músicas. Tive todos os discos (LP’s e CD’s), mas hoje são arquivos de MP3 na memória do computador; Li livros sobre a banda (o meu preferido é o “Conversações com Renato Russo”, recomendo); Assisti uma porrada de documentários sobre o grupo…Enfim, sou fã dos caras a vida toda. Mas nada se comparou ao show.

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Foto: Aog Rocha

Sai de lá cansado, suado, meio rouco e extasiado, com o coração cheio de uma alegria imensurável. O show beirou a perfeição.

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Ficamos realmente suspensos, perdidos no espaço/tempo de nossas emoções e vivências. Cada menino ou menina (de 30 ou 40 e poucos anos) presente no show tem uma história diferente, mas com trilha sonora parecida: Legião Urbana.

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Foto: Geison Castro

Como eu já disse, as músicas da banda mexem com minhas emoções. O show entrou pra galeria de momentos inesquecíveis da minha existência. Foi uma grande carga emocional, repleto de memória afetiva, que resultou em suor no corpo e nos olhos. Sim, chorei ali.

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Com a Rejane Melo e Ligia Pontes. Décadas de amizade e Legião <3

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar? Pois é, não foi só imaginação. E sim, nós conseguimos vencer, pois Legião Urbana Vence Tudo e nós, os fãs, somos a verdadeira Legião. Quem não foi, perdeu. E fim de papo. Força sempre!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT!

Elton Tavares
Fotos cedidas pelo fotógrafo e amigo Aog Rocha

 

Voo com destino a Macapá tem queda de energia e só decola após ‘chupeta’ – Égua-moleque-tu-é-doido!

Passageiros de um voo que saía de Brasília com destino a Macapá passaram por susto antes da decolagem, na noite de terça-feira (26/3). O avião teve uma queda de energia elétrica e, por isso, precisou de uma fonte de energia externa para ligar. O procedimento é similar aquele conhecido como “chupeta”, realizado em automóveis. Em nota, a Latam disse que não houve “qualquer impacto para a segurança da aeronave e de seus passageiros”.

A empresa esclareceu que o voo LA3528 não sofreu nenhuma “pane elétrica”. Após o restabelecimento da energia, o avião decolou normalmente à 1h30 de hoje (27/3), pousando no destino final às 3h50. O imprevisto resultou em uma hora e meia de atraso na decolagem. De acordo com a companhia, manutenções preventivas em todas as suas aeronaves são realizadas e todas as decisões visam garantir uma operação segura.

Meu comentário: Égua-moleque-tu-é-doido!

Fonte: Correio Braziliense

Abav tenta impedir cancelamento de voos, da Gol Linhas Aéreas, nos trechos Macapá/Brasília e Brasília/Macapá (a previsão para o fim do serviço é abril de 2019)

A Associação Brasileira das Agências de Viagens/Amapá (Abav/AP) formalizará apoio junto ao Governo do Estado para a retomada do voo da Gol Linhas Aéreas dos trechos Macapá/Brasília e Brasília/Macapá, previsto para ser extinto no início do mês de abril deste ano.

O referido voo é de extrema importância para o transporte de cargas e passageiros para Braasíla e os demais centros do Brasil, devido a sua posição estratégica, permitindo conexões rápidas para todas as cidades do país.

Com a interrupção do voo, haverá uma perda de aproximadamente 6 mil vagas por mês e mais de 68 mil vagas ao ano, impactando em falta de vagas nas demais companhias e aumento do valor das tarifas em outros voos com o mesmo trecho, sendo que restará apenas um voo que vai fazer a referida rota, o que não será suficiente para atender a demanda do estado do Amapá.

Atualmente o Amapá recebe cerca de 40 mil visitantes, segundo o censo hoteleiro. Com a perda do voo, o setor de turismo será prejudicado em cadeia (hotelaria, gastronomia, artesanato, transporte terrestre, comércio e etc.)

Além disso, a Abav também solicitará medidas para redução do ICMS do combustível de aviação (QAV) no âmbito do estado do Amapá, tendo em vista que o referido imposto no Amapá é um dos mais altos do país. Atualmente, no Amapá a alíquota praticada é de 25%, mesmo com poucos voos. Já no estado vizinho, o Pará, a alíquota é de 11%, prejudicando a vinda de novos voos para o estado.

Com a redução da alíquota, vai ser possível a articulação para novos voos, sendo um deles a rota Macapá- Cayena e novos trechos nacionais. Vale ressaltar que o percentual de ocupação dos assentos nas aeronaves é bastante elevado nos voos que chegam e parte do aeroporto internacional de Macapá.

Assessoria de comunicação da Abav no Amapá
Contato: (96) 981357900