Ranking Folha mostra quais estados fazem mais com menos (Amapá está em último lugar entre as unidades da Federação) – Égua-moleque-tu-é-doido!

Por Fernando Canzian

Ferramenta inédita lançada pela Folha e o Datafolha mostra quais estados entregam mais educação, saúde, infraestrutura e segurança à população utilizando o menor volume de recursos financeiros.

O REE-F (Ranking de Eficiência dos Estados – Folha) considera 17 variáveis agrupadas em 6 componentes para calcular a eficiência na gestão dos 26 estados e detalha ainda a situação das finanças de cada um deles.

Numa escala de 0 a 1, cinco estados ultrapassam 0,50 e, por isso, podem ser considerados “eficientes” -Santa Catarina, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Espírito Santo. Outros seis mostram “alguma eficiência” no uso de seus recursos e os demais 15 podem ser considerados “pouco eficientes” ou “ineficientes”.

O objetivo do REE-F é quantificar o cumprimento, pelos governos estaduais, de funções básicas e previstas em lei segundo seus recursos financeiros.

Aparecem mais bem posicionados os estados que gastam menos, por exemplo, para ter mais jovens na escola, médicos e leitos em hospitais, redes de água e esgoto, melhores rodovias e menores índices de violência.

A partir do cruzamento com a atividade econômica dos estados, o REE-F mostra que aqueles que mantêm ou que ampliaram sua base industrial e de serviços na composição do PIB (Produto Interno Bruto), com impacto positivo na arrecadação de impostos, tendem a ser mais eficientes. Já os que têm a agricultura, a administração pública e os repasses da União como principais fontes de receita se saem pior.

Além de mostrar correlação com o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU, o REE-F revela que altas taxas de mortalidade infantil e homicídios são os sinais mais fortes da ineficiência de um estado. E que aqueles que possuem receita per capita maior não são necessariamente os com melhor desempenho.

O trabalho traz ainda um amplo panorama das dificuldades dos estados, com a queda na receita e investimentos na crise econômica, e a explosão das despesas com o aumento do funcionalismo ativo e inativo.

Com cada vez menos receitas disponíveis para o básico, os estados têm à frente um desafio inédito: quase a metade dos servidores está em idade de se aposentar, colocando em xeque o atendimento à população.

Veja o Ranking (situação do Amapá, em último, linkada na imagem): 

Clique na imagem e veja a caótica situação do Amapá, conforme o levantamento.

Fonte: Folha.

Frases, contos e histórias do Cleomar (Parte II)

Meu amigo Cleomar Almeida é um competente engenheiro. O cara também é a personificação da pavulagem e gentebonisse, presepeiro e boçal como poucos que conheço. Um figura divertido, inteligente, gaiato, espirituoso e de bem com a vida. Dono de célebres frases como “ajeitando, todo mundo se dá bem” e do “ei!” mais conhecido dos botecos da cidade. Quem conhece, sabe. Na mesma linha da PRIMEIRA PUBLICAÇÃO sobre seus papos no Facebook, selecionei alguns de seus relatos na referida rede social. Boa leitura:

“Não vem dar teco no meu açaí, toma o teu que eu tomo o meu”. Pra eu deixar de ser enxirido.

Se eu, Cleomar, pego uma cagada que nem a que o Gilmar Mendes pegou do Ministro Barroso ontem, aproveitava o apagão e mandava avisar: Gente, queimou uns bagulhos aqui em casa e tô tentando arrumar, não poderei ir na repartição hoje. Pense numa lapada. (Em março de 2018, sobre o “mau sentimento).

Como é a vida! Lembro de um episódio nessa lida de engenheiro em que um potencial cliente me chamou pra acompanhar uma obra e que, por ser um serviço simples, ele me pagaria com “o da gasolina”. Na hora fiquei puto da vida, perguntei pra ele se achava que eu tinha cara de motor, virei as costas e saí dali indignado. Se tal proposta fosse feita hoje, nem ele teria condições de me pagar o prometido e nem eu me encheria de frescura em aceitar. (Durante a falta de combustível, em maio de 2018).

Ia comprar o AmapaCap pra ver se diminui essa lisura mas acho que primeiro vou me mudar pra Santana, pense num povo de sorte, só dá eles.

Já tô mordido com essas porcarias de goteiras, pior que só aparece quando tá chovendo. Parece o gás, que só acaba quando a gente tá cozinhando.

São estilo “Walking Dead” os carapanãs da minha casa, só pode. Tu entopes o quarto de veneno e vai caindo um por um, em meia hora já começam a se levantar, só que agora totalmente transformados, possuídos, com ódio no coração, dá pra ver a ira em seus olhos esbugalhados e sedentos de sangue. Coisa do Belzebu mesmo.

Nenhum “Fake news” foi tão devastador quanto o da faca no boneco do Fofão. Tinha até fogueira pra queimar o boneco do capeta. Tédoido!

Coisa boa mesmo é o cara ser desembargador federal, dia que tu acordas de cu sujo, tu bagunças com o domingo da galera toda. (Sobre o habeas corpus concedido ao ex-presidente Lula, pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no dia 8 de julho de 2018).

Você foi chegando aos poucos, ocupando cada espaço em minha cabeça, quando percebi já era tarde. Sai de mim calvíce da peste, logo eu, que era o Urso do Cabelo Duro.

Fala a verdade, tu tá mais puto por conta das folgas que tu perdeu, no fundo a gente sabia que não ia ganhar porra nenhuma. (Sobre a eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2018).

Quer encontrar gente aru, é só ir na fila do caixa eletrônico, fôlego.

No meu entendimento, se o cara fez a comida, ele tá livre de qualquer obrigação com as louças, se eu cozinho, eu não lavo.

Se a vadiagem fosse remunerada, já teria feito uma grana preta, só nesse sábado.

Já tô cansado de tanto descansar, amanhã vou trabalhar de qualquer jeito. Meeeeentheeeera, ainda aguento ficar nessa vadiagem mais uns dez dias. Pra melhorar só faltava uma rede e uma frieira.

Ninguém, eu afirmo ninguém, teve um domingo mais tiricento de que eu. Sai de mim.

Tá decidido, vou votar no Dr Rey, ele tá prometendo que vai deixar todo mundo bonito, bora comigo bando de feio.

Equipes da Semur encontram caixão abandonado no Centro de Macapá – Égua-moleque-tu-é-doido!!

As equipes da Secretaria de Manutenção Urbanística de Macapá (Semur) encontraram um caixão abandonado em via pública. A urna funerária foi localizada no canteiro central da Rua Mendonça Furtado, no Centro da capital.

De acordo com o titular da pasta, Augusto Almeida, as equipes estão em ação de limpeza no perímetro. “O fato inusitado pode ser avaliado como descarte de entulho, mas lembramos a população que jogar material em via pública é crime”, mencionou.

A urna funerária será encaminhada à Semur, onde as equipes irão avaliar qual a melhor destinação ao objeto. A punição para quem é flagrado descartando lixo nas ruas pode variar de R$ 500,00 a R$ 2 mil e aumentar conforme a gravidade da infração; e o infrator conduzido à delegacia para responder por crime ambiental.

O órgão disponibiliza o número de telefone 99147-1050. O contato também é WhatsApp, para que a população colabore com denúncias sobre descarte irregular de lixo.

Amelline de Queiroz
Assessora de comunicação/Semur

História do Kairo Moto Taxi o Melhor de Macapá!!! Diretamente de Mazagão!

Kairo – Foto: Maksuel Martins

Uma crônica de Kairo Moto-taxi

Depois de um longo tempo sem contar minhas histórias estou retornando, mas Kairo, porque estava sumido? Isso é fácil de explicar! Eu estou focado na faculdade, TCC, Estágios outras 7 ou 8 matérias que confesso que nem sei o nome de todas, tive que parar um pouco e centrar, simplesmente porque eu sei onde quero chegar e vou conseguir, vocês me entendem! Afinal meu sonho depende desse momento, lembre-se que “Depois da chuva, vem bonança”. Agora estou de férias, o que talvez meus professores e coordenadores ainda não saibam, mas eu me dei férias, meu curso minhas regras. Pah !!!

Lazer? quando falamos em lazer lembramos logo de domingo e essa história é de um domingo maravilhoso, daqueles que o sol está deslumbrante e o céu parece que foi pintado à mão, o vento e o balanço das árvores estão na mesma sintonia dos cantos dos passarinhos e os típicos desenhos nas nuvens estão lá esperando por sua imaginação. As ruas? nossa! Parece que não vivemos em Macapá, o trânsito organizado, as pessoas trafegando com calma e paz, como se o relógio não existisse, como se o amanhã não fosse chegar. Pra mim moto – taxista, é um dos melhores dias para se dirigir, até porque as melhores ruas (asfaltadas) estão vazias, claro que não são muitas as ruas boas de nossa cidade, 5 ou 10 no máximo, o resto está do jeito que tá.

Eu vinha na rua Padre Júlio, devagar, sem pressa alguma, sentindo o vento no rosto e o sol no corpo, estava vindo no sentido CENTRO/ALVORADA, ao chegar próximo ao 34º BIS, na parada de ônibus, vi uma moça, sentada, de certo ia pra Santana pensei, fui me aproximando e a moça se levantou, logo meu coração se alegrou, corrida pra Santana é uma raridade e é um dinheiro bom, tirando é claro os buracos das ruas de lá e o engenheiro de trânsito que anda complicando a vida dos santanenses ( mas ele é profissional, não somos dignos de reclamar). Ela timidamente acenou pra mim e eu com o meu grande sorriso me aproximei.

Os Cabelos tinham uma cor natural, um cinza de causar inveja a qualquer um, era fácil de notar que não era pintado pelo simples fato da raiz do cabelo combinar com o resto e as pontas estarem super bem hidratadas (cabelo pintado é uma desgraça pra deixar pontas duplas, nunca vi!), no cabelo um laço vermelho Carmin com alguns arames dourados, os arames davam forma a um laço perfeito, olhos claros um tom à menos da cor de mel, mas existiam raízes escuras no olhos da moça, sabe quando você olha microscopicamente para um olho humano, era desse jeito, só que sem o microscópio, o nariz era o que a minha avó chamava de Afiladinho (o que ao meu ver é um nariz proporcional ao tamanho do rosto), usava um brinco simples, um única pedra (imitação de um diamante, já tinha visto um idêntico nas lojas de bijuterias no centro), os lábios, esses sim chamavam atenção, ela usava um batom rosa pink, sabe aquele rosa que não é legal (Sei que é uma questão de gosto, mas eu não achei super mega legal para um look que ela vestia, achei que fugiu do contexto) era um rosa tipo de trabalho escolar ( pra facilitar a sua imaginação era o rosa das laranjinhas de morango, sabe? Aquelas que o tiozinho passa vendendo na rua da sua casa? Era esse tom de rosa!) Usava um colar daqueles que você compra no catalogo da Hermes, Aqueles que vem um coração e uma chave e você da a outra parte para alguém que você acha “especial” o que de fato me vez pensar que ela fosse comprometida, uma saia rodada (indiana envelope), presa por um único elástico na cintura, a saia ia até a ponta dos pés, e escondia uma tatuagem, um nome! (Se for o nome do namorado é mandinga, para que o bofe fique sempre aos pés dela, você não sabia dessa neh ? Rs) uma blusinha branca, sem detalhes, ela cortou a etiqueta (isso é fácil de notar, geralmente a etiqueta de blusas brancas são pretas e quando você corta fica um listra pretra na costura), uma sandalinha rasteira daquelas feita com coro de bode (25 reais no mercado Central) tirando o cabelo que era um pouco mais liso, poderia dizer que ela era parecida com Maria Bethânia, antes da fama é claro e antes da idade chegar.

Então ela me pergunta!

Ela: -Quanto o senhor me leva em Mazagão? (Meu coração bateu tão forte, se é bom ir pra Santana, imagina ir pra Mazagão).

Eu: (Com a voz tremula respondi) 45,00 reais, Boa tarde!

Ela: Poxa moço! Tá muito caro! Senhor poderia fazer um desconto?

Eu: Claro! Vamos por 40 reais, pode ser?

Ela: Poxa, ainda continua caro, mas eu estou desesperada, estou com muita pressa e a van vai demorar, então vou ter que aceitar.

Eu: Tudo bem, vamos chegar rapidinho.

Ela: vá o mais depressa possível!

Começamos uma conversa tímida, ela me falou que tinha um compromisso, algo relacionado a igreja. Engraçado que quando passamos o cabralzinho ela segurou na minha cintura, disse que estava com frio, achei estranho, o sol torrando na moleira e ela com frio? Perguntei:

Eu: – Você está bem? Tá doente?

Ela me disse que não, mas que era pra eu reduzir a velocidade, fiquei sem entender! Mas o mundo feminino têm dessas coisas, continuamos dentro da velocidade permitida, mas as vezes ela apertava a minha cintura, eu comecei a pensar que ela não tinha resistido ao meu corpo e de vez enquanto tirava uma casquinha! Mas a medida que íamos nos afastando da cidade ela me apertava com mais força e confesso que tenho um corpo sensível e já tava começando a doer aqueles apertos, mas continuei a viagem.

Em um determinado momento parei a moto porque já não aguentava ela me apertando, falei:

– Moça o que está acontecendo? Você tá me apertando!
– Ela respondeu em um tom de susto e timidez: Nada não senhor!

Eu: Como nada? Você tá pra quebrar meu espinhaço (vovó falava assim), tá doendo! Não sei se é fetiche!? Mas se for me avise pra eu entrar na brincadeira, porque sem saber parece mais agressão. Rsrsrs

Ela: desculpe, não foi minha intensão! É que eu tô com vergonha de falar mas acho que não vou aguentar!

Eu: Minha filha me conte então! Deus só trabalha nas coisas reveladas.

Ela: Eu tô com dor de barriga!!!

Nesse momento eu juro, juro que pensei que ela estava transportando drogas no estômago pra Mazagão, já imaginei ela vomitando tudo ali mesmo no meio da rua, a polícia chegando e até eu explicar que nariz de porco não é tomada eu já tava lascado.

Eu: Mana! Mas dá pra aguentar até sua casa? Estamos no meio do nada!

Ela: Moço, eu acho que não! Tô tentando segurar, tô morta de vergonha!

Eu: Xuxu, não fique com vergonha, todo mundo caga (Mas por dentro eu tava rindo litros), não se preocupe, vamos conseguir chegar.

O problema nessa situação é que o Cú tem uma espécie de GPS e a medida que vamos chegando perto de casa ou de onde vamos parar, vai apertando o negócio, vamos perdendo o controle da situação e eu comecei a imaginar a minha moto destruída de merda. Você já deve ter passado por isso, você chega na frente da sua casa, vai abrindo a porta, aí vai tirando a roupa, começa o desespero… kkkk ….só de imaginar eu me espoco na risada.

Resolvi então perguntar:

Eu: Xuxu, sei que não é legal mas tô vendo que você não tá bem! Estou preocupado com você!

Você já percebeu que nessas situações, essas perguntas, só aumentam a vontade ?

Ela: Moço, eu não tô aguentando! Me ajuda. O que eu faço, se eu chegar em casa assim meu marido vai desconfiar!

Eu disse: Oi? Hein? Como assim seu marido vai desconfiar?

Ela desconversou, mas aquilo ficou gravado no meu coração como os dez mandamentos ficaram gravados naquela tábua, pensei, vamos resolver uma merda de cada vez.

Perguntei: você acha que não vai aguentar?

Ela: Não moço! Não aguento… me ajude.

No caminho lembrei de um antigo matadouro de bois, fica bem próximo da fábrica de Coca-Cola, eu conhecia bem o local pois jogava Airsoft lá, então disse para ela que poderíamos parar e deixar fluir o fluxo normal da vida.

Ela concordou em ir, chegamos no local com ela se contorcendo parecia uma cobra! Ela disse que estava com medo de entrar sozinha, eu disse:

– Moça vai ser constrangedor pra ambos se eu entrar com você!

Ela: Mas moço eu tô com medo (com a aquela cara do gato de botas) me ajuda que eu te pago o valor que você quiser.

Eu: Moça, não é pelo dinheiro, mas vamos lá! (era pelo dinheiro sim).

Entramos no local, era cheio de Mato, tem várias construções abandonadas e à medida que eu ia entrando fui imaginando a merda que eu estava fazendo na minha vida “E se alguém visse eu entrando ali e chamasse a polícia” e ” se entra alguém ali” mas enfim… fomos!

Falei pra ela: Ali!!! Naquela casinha, ela correu em direção de lá como Forest Gump naquela corrida no começo do filme, corre forest, corre! Corre! Só quem assistiu vai entender essa referência, eu com aquele sorriso cínico no rosto pude escutar a miséria que ela fez ali dentro, meu Mano, o negócio tava tenso.

Sabe quando pato tá na lama e caga, era assim, só que pior, muitooooooo pior.

Eu ria, ria tanto, aquele riso em silêncio! Por dentro.

Afinal não poderia constranger a moça, ela já tava na merda.

Ela terminou mas aí então lembramos de um detalhe muito importante como ela ia se limpar?

Ela me perguntou: Moço! E agora?

Nessa hora lembrei de uma brincadeira de escola, gente juro que foi involuntário, mas eu fiz!

Respondi: Caga na mão e joga fora!

Até ela riu, rimos da situação, era o que restava.

Pensei, pensei… até que lembrei da flanela, disse: – Moça, a única coisa que eu tenho aqui é uma flanela!

Ela: Serve!

O problema é que minha flanela tava velha, e se você não sabe, fique sabendo. Flanela boa é flanela velha! Fiquei com pena de dar.

Mas não tinha outro jeito! E vinha a pior parte, entregar a flanela pra ela, iria vê aquela cena trágica, antes de entrar expliquei, moça! Você só tem um tiro!

Ela: tiro?

Eu: Sim! Pois só tem uma flanela, você não tem outra chance, então pense bem como vai fazer isso.

Fui, prendi a respiração e fui!

Mar menino, como pode uma menina com o rosto tão angelical fazer uma desgraça daquela, parecia que tinha 10 pessoas ali com ela. Nessa hora não aguentei e ri! Acabei soltando a respiração com o riso, ohhh fedor da miséria, será que ela tava comendo carniça?

Pedi desculpas!

Ela: Tudo bem! Eu no seu lugar também iria rir.

Eu: Moça, precisamos ir! Aqui pode ser perigoso.

Ela se limpou, acabou com minha flanela, viemos andando juntos, parecíamos grandes amigos, pra você vê como as situações unem as pessoas.

 

Ela começou a contar sua história… tinha ido de Mazagão para Macapá encontrar o Boy Magia (Amante), no motel ele pediu um tira gosto (coisa que eu acho muito estranho, cara vai no motel pra comer tira gosto) e ela pra não fazer desfeita comeu.

Ele não pôde deixar ela em Mazagão, porque segundo ela, o pessoal de lá é um tanto curioso acerca da vida dos outros e ao verem ela chegar em um carro diferente a notícia iria se espalhar que nem rastro de pólvora, então ela sempre faz isso, volta de van.

Ela: Moço! lá todo mundo sabe da vida de todo mundo, até o fato de eu chegar com você… todo mundo vai saber.

Eu: Curuzes!!! Tá nesse nível…

Ela: tá!

Eu: Mas você acha que vai lhe trazer problemas?

Ela: Não! Meu marido é bem compreensível!

Não aguentei e ri: Sei!

Ela: Moço e agora? Quanto você vai me cobrar por tudo isso?

Eu: Vai ficar 80 reais tudo!

Ela: Moço eu só tenho 50 aqui, quando chegar lá eu pego o resto com meu marido!

Eu: Mas ele não vai ficar chateado?

Ela: Não! Não!

Eu: Mas me dê logo esses 50,00 porque eu já passei por tanta coisa nessa vida que agora eu tô vilhaco.

Ela: ela me entregou os 50,00 e seguimos viagem.

Ela ia me agradecendo, dizendo que fui muito gentil, que nenhum outro motorista iria fazer isso por ela.

Eu disse: É… Gentileza Gera Gentileza!

Ela: verdade!

Já estávamos chegando no local onde ela disse que morava, infelizmente eu não posso descrever muito o local, porque a galera de Mazagão vai saber onde é e quem é a moça.

Mas era uma casa até bonita!

Parei a moto, ela entrou, voltou dizendo que o marido não estava! E por incrível que pareça era notável que os vizinhos estavam nos observando, estava me sentindo no Big Brother Mazagão.

Foi aí que ela me disse: Senhor não quer entrar? Vou só tomar um banho.

Eu disse: Não! Não! Só queria meu dinheiro mesmo.

Ela disse: Deixa eu te fazer uma gentileza!

Eu: Moça, eu te ajudei, só quero meu dinheiro e pronto.

Foi aí que apareceu o marido dela, estatura mediana, cabelo cortado estilo militar, olhos era bem fechadinhos, parece olhos de japonês, nariz bem fino, era um nariz com aquele osso bem no meio (parecido com o do Luciano Hulk) a barba por fazer, uma camisa do Brasil, a camisa tava velha já, uma bermuda preta, as unhas estavam horríveis, especialmente a dos pés.

Ela disse: amor! É um moto taxista.

Ele: Isso eu tô vendo!

Quando eu vi ele respondendo daquela forma pra ela eu descobri porque ela ia atrás do Boy Magia, ela com sorriso cínico, pediu para que ele pagasse o restante da minha corrida.

Ele: Mas pra onde você tava ?

Ela: Ela riu! Depois eu te conto.

Ele olhou pra mim com cara de raiva e disse: Eai cara! Quanto é que falta?

Eu: 30 reais, senhor!

Ele: Tudo isso cara? Pow tá de sacanagem?

Ela piscou pra mim, como se explorasse pra eu não contar nada.

Ele continuou reclamando, xingando, enquanto tirava o dinheiro da carteira.

Chegou perto de mim com a quantia e me entregou.

Eu peguei o dinheiro, criei coragem já com a moto ligada, em ponto de partida e disse:

Senhor, sua esposa vale muito mais que 30 reais, cuide dela, respeite e dê amor.

Afinal todo mundo recebe aquilo que oferece!

O homem ficou me olhando, como se não soubesse o que fazer e eu parti rumo a Macapá Cyte.

MP do AP identifica falta de remédios e equipamentos essenciais no maior hospital do estado

Remédios básicos estão em falta em hospital do Amapá (Foto: MP-AP/Divulgação)

Por Rita Torrinha

Na farmácia do Hospital de Clínicas Alberto Lima (Hcal), em Macapá, anotações em um quadro branco destacam nomes de 22 medicamentos em falta naquela unidade de saúde. O flagrante foi feito pelo Ministério Público do Amapá (MP-AP), que após inspecionar o local, apontou uma série de outros problemas, incluindo atraso nas obras, equipamentos danificados e falta de médicos.

O governo do estado confirmou a falta dos medicamentos, mas garante que a compra está em andamento, e que alguns itens aguardam a entrega por parte do fornecedor.

Entre os remédios básicos não disponíveis estão a dipirona, hidrocortisona, aminofilina, plasil, ranitidina e omeprazol. A fiscalização ocorreu na terça-feira (24) pela Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá (MP-AP).

Em nota, o MP informou que a direção do hospital explicou que, “para não agravar ainda mais o quadro, a compra de medicamentos vem sendo realizada via fundo rotativo do hospital, devido a carência constante na Central de Abastecimento Farmacêutico (CAF)”.

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reiterou que tem feito licitações e mantido o diálogo com os fornecedores, para garantir a manutenção do estoque de medicamentos das farmácias das unidades hospitalares estaduais.

A inspeção constatou também a paralisação nas obras do hospital, o que tem afetado diretamente a ampliação do Centro Cirúrgico, segundo o MP, que menciona ter recebido de resposta da Secretaria de Infraestrutura (Seinf) que a direção do hospital não providenciou a liberação de áreas indispensáveis ao andamento da reforma.

Sobre essa situação, a Sesa disse que aguarda a chegada das tubulações para a rede de ar comprimido que vem de fora do Estado. Que a empresa avisou à direção do hospital do atraso na entrega, que deveria ter ocorrido na terça-feira (24). A nova previsão de chegada das tubulações é para esta quinta-feira (26).

Inspeção foi realizada pelo Ministério Público no Hcal, em Macapá (Foto: Fabiana Figueiredo/G1)

Problemas também foram detectados no setor de Imaginologia, onde apenas o aparelho de raio-x estaria funcionando normalmente. Além disso, a Promotoria de Defesa da Saúde apontou que o aparelho de ultrassonografia está quebrado. Da mesma forma o tomógrafo.

“O aparelho de ultrassonografia está quebrado e o exame é realizado com aparelho portátil, portanto, com baixa qualidade de imagem, o que pode comprometer o diagnóstico. Além de disso, não está sendo realizada no HCAL a ultrassonografia de tireoide, tampouco a de mama”, diz a nota do MP.

Em nota, o governo informou que o novo aparelho fixo de ultrassonografia aguarda a instalação pela empresa responsável, e garantiu que, em até 15 dias, esse novo equipamento estará funcionando.

A respeito do exame de tomografia, o executivo justificou que o procedimento é realizado por uma empresa credenciada, e que está sendo feita a aquisição de três novos tomógrafos.

A falta de médicos foi outro ponto observado durante a inspeção. Conforme o MP, o procedimento de eletroencefalograma está paralisado porque não há médico para emitir os laudos. O único que atua no setor está de férias. Os exames que necessitam de sedação também não podem ser realizados por falta de anestesista.

“O exame de eletroencefalograma precisa de médico neurologista especializado para emitir o laudo. Depois de oito anos, o serviço foi reimplantado e inicialmente conta com um médico para a emissão dos laudos. No entanto, mesmo no período de férias do profissional, outro médico neurologista emite os laudos uma vez por semana, dos exames que continuam sendo feitos, diariamente. Já foi solicitado ao coordenador clínico que disponibilize mais profissionais para a emissão dos laudos”, esclareceu a Secretaria de Saúde.

Ainda com relação aos anestesiologistas, a Sesa disse que está sendo organizada a escala e a estrutura para o atendimento dos exames que necessitam de sedação.

A ala da Unidade de Tratamento Intenso (UTI) também foi visitada pelo MP e, segundo relatório, dos 11 leitos, apenas seis estão funcionando. O motivo é a ausência de ventiladores pulmonares.

Referente a esse problema, a secretaria estadual pontuou estar em fase final de aquisição de 60 ventiladores. Os ventiladores pulmonares que não estão disponíveis para uso estão passando por manutenção.

MP aponta que aparelho de ultrassonografia está quebrado (Foto: MP-AP/Divulgação)

Na UTI também não estão sendo realizados os exames de gasometria desde o dia 13 de julho. O procedimento tem como objetivo verificar se as trocas gasosas estão ocorrendo da maneira correta e, assim, avaliar a necessidade de oxigênio extra.

Em resposta a esta constatação, o governo afirmou que o aparelho que realiza o exame de hemogasometria estava passando por manutenção e já se encontra em funcionamento. “Durante o período de manutenção os exames estavam sendo coletados, normalmente, e realizados no aparelho do Hospital de Emergência (HE)”, destacou.

Fonte: G1 Amapá

A falta que o Projeto Botequim faz nas terças-feiras de Macapá

Foto: Amapá da Minha Terra

Hoje é terça-feira e por mais de 20 anos, nas terças, o macapaense tinha uma opção cultural: o Projeto Botequim. Realizado de 1994 a 2016 pelo Serviço Social do Comercio (SESC – AP), por mais de 20 anos a iniciativa fez a alegria dos amantes da música na capital amapaense.

Dos anos 90 até a primeira metade da década seguinte, o projeto rolou no Sesc Araxá e posteriormente, o Botequim migrou para o Sesc centro. Há uns dois anos, nós, notívagos de Macapá que adoramos boas canções, arte e cultura, ficamos órfãos dessa opção, extinta pela atual administração do Sesc.

Conversei com músicos, frequentadores e servidores do Sesc, eles disseram que o Projeto não dava prejuízo e nem lucro. Então por qual motivo o Serviço “SOCIAL” do Comércio acaba com um bem tão importante para o comerciário e para a sociedade como um todo como o Projeto Botequim? Perguntei a eles e responderam:

“O Sesc promove exposições, festivais, saraus sobre tema populares às nossas múltiplas culturas, realidades e sociedades. Na área musical realiza eventos para levar ao público instrumentos e ritmos que traduzem um universo rico e genuíno. No Estado do Amapá, gerou o Projeto Botequim, que ofertou por mais de 20 anos oportunidades aos artistas locais um palco para expor sua arte e a população à oportunidade gratuita de apreciação da melhor produção cultural musical tucuju.

Em 2017, infelizmente, o Botequim ainda não teve continuidade, visto que aguarda aprovação do Departamento Nacional com o custeio e apoio financeiro para subsidiar o referido projeto. O Regional Sesc Amapá continua com o compromisso na difusão da cultura, principalmente na modalidade de música, através dos demais projetos: Sesc Canta, Sonora Brasil, Sesc Partituras, Aldeia de Artes Sesc, Amazônia das Artes e Saraus para as todas as tribos (Em 2018 idem!).  

O regional Sesc Amapá, principal agente a querer o retorno do projeto, segue trabalhando para voltar a celebrar a cultura amapaense por meio de tão bonito e importante projeto”.

Bom, é verdade que o Sesc segue no trabalho cultural descrito aí em cima, mas será que precisava mesmo extinguir o Projeto Botequim? Será que um espaço tão importante para jovens talentos amapaenses, com uma nova programação realizada semanalmente, precisava deixar de acontecer? Tinha que cortar na carne logo essa iniciativa essencial para a inclusão de novos músicos, que agora não possuem um evento tão necessário. Ali sempre foi sucesso de público e crítica. Sim, pois o Botequim vivia lotado.

Era sempre assim, de 20h à meia-noite das terças-feiras, sabíamos para onde  ir. A gente amava o Projeto!

E assim como o Botequim, as boas práticas de Macapá parecem ter um prazo de validade. Os bares com o modelo violão e voz já são escassos nestes tempos.

Espero realmente que o Sesc volte com o Projeto Botequim nas terças -feiras e que o órgão volte a ser um agente de democratização do acesso à cultura semanal. Não se trata somente de entretenimento e diversão com educação, mas a promoção de cultura com qualidade como sempre foi e não deveria acabado.

Eu sempre divulgava e ia ao Sesc nas noites de terça desde 1994. Fica a nossa crítica e apelo para que o Projeto Botequim seja retomado o quanto antes. E fim de papo.

Elton Tavares

*Republicado por hoje ser terça-feira.

A Legião Urbana somos nós, os fãs! (dois anos do show da banda em Macapá)

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Foto: Aog Rocha

Sabem quando você tem certeza de estar vivendo algo único na vida? Foi isso que senti no dia 22 de julho de 2016, no Ceta Ecotel. É, hoje completa um ano do antológico o show “Legião XXX anos” da lendária banda Legião Urbana. Além de histórico, o foi um reencontro de velhos e queridos amigos.

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Foto: Aog Rocha

“Porra, os caras estão ali mesmo…Caralho!”, foi o que pensei meio atordoado quando a banda subiu ao palco e começou a tocar. Quando Renato morreu, em 1996, pensei que nunca assistiria um show da Legião. Há um ano, mais um sonho da juventude foi realizado. Talvez um dos mais improváveis de se concretizar. E foi melhor do que eu imaginaria em um sonho bom.

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Foto: Aog Rocha

Dado e Bonfá foram extremante carismáticos, corteses e elogiosos com nossa quente capital. Villa-Lobos e Marcelo deram vida ao espetáculo. Aliás, a Legião Urbana está mais viva do que nunca. Renato Russo deu o ar da graça via vídeo, onde contou sobre a trajetória de sua banda e nos emocionou. E o André Frateschi, hein? O cara é foda mesmo. Sim, foda, pois mostrou atitude. Os músicos de apoio idem.

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Foto: Aog Rocha

Nada tirou o brilho do espetáculo. Nem o calor de sempre no Ceta, a cerveja quente do open bar furado, atendimento precário ou as falhas no som (podiam ter deixado isso para os safadões da vida, com a Legião não, pô). Mesmo assim foi um daqueles momentos únicos na vida e estou muito feliz por ter vivido aquilo.

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Velhos e queridos amigos. Mais de 20 anos de amizade e Legião Urbana!

Sei tudo sobre a Legião Urbana. Todas as letras das canções e curiosidades por trás das músicas. Tive todos os discos (LP’s e CD’s), mas hoje são arquivos de MP3 na memória do computador; Li livros sobre a banda (o meu preferido é o “Conversações com Renato Russo”, recomendo); Assisti uma porrada de documentários sobre o grupo…Enfim, sou fã dos caras a vida toda. Mas nada se comparou ao show.

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Foto: Aog Rocha

Sai de lá cansado, suado, meio rouco e extasiado, com o coração cheio de uma alegria imensurável. O show beirou a perfeição.

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Ficamos realmente suspensos, perdidos no espaço/tempo de nossas emoções e vivências. Cada menino ou menina (de 30 ou 40 e poucos anos) presente no show tem uma história diferente, mas com trilha sonora parecida: Legião Urbana.

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Foto: Geison Castro

Como eu já disse, as músicas da banda mexem com minhas emoções. O show entrou pra galeria de momentos inesquecíveis da minha existência. Foi uma grande carga emocional, repleto de memória afetiva, que resultou em suor no corpo e nos olhos. Sim, chorei ali.

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Com a Rejane Melo e Ligia Pontes. Décadas de amizade e Legião <3

Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar? Pois é, não foi só imaginação. E sim, nós conseguimos vencer, pois Legião Urbana Vence Tudo e nós, os fãs, somos a verdadeira Legião. Quem não foi, perdeu. E fim de papo. Força sempre!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT!

Elton Tavares
Fotos cedidas pelo fotógrafo e amigo Aog Rocha

 

E se? (como seria se eu tivesse feito escolhas diferentes?)

Escrever/dizer que “todos somos produtos de nossas escolhas” é chover no molhado, ok? Ok. Entre tantos caminhos, certos ou errados por conta das decisões que tomamos, chegamos aqui. É como disse o filósofo e escritor francês Jean-Paul Sartre: “ser é escolher-se”. Pois é, mesmo com muitos erros, poucos fracassos e muitas reviravoltas, quem me escolheu foi eu mesmo (ou inventou), consequentemente, meus rumos.

Assim como em uma crônica do escritor Luís Fernando Veríssimo, intitulada “Alternativas”, resolvi escrever novamente (de forma sintetizada) sobre escolhas (aventuras e desventuras). Aí saiu esse devaneio aí debaixo:

Todos esses “EU’s” pensavam que sabiam da vida. Nem imaginavam quantas aventuras e desventuras ainda viriam. A juventude é divertida, mas engraçada.

Tenho 41 anos, sou jornalista, assessor de comunicação e editor deste site, mas como seria se tivesse feito escolhas diferentes?

Se tivesse escutado mais os meus pais e passado direto em todas as séries e me formado em Belém (PA)? Talvez não tivesse me envolvido em tantas brigas e furadas, mas saberia do que os maus são capazes? Certamente não. Ah, se tivesse continuado com a natação ou o basquete, ao invés de ter começado a beber aos 14 anos? A única certeza é que seria mais saudável e não estaria tão porrudo.

Se não tivesse ido morar com aquela menina em 1996? E se tivesse me empolgado ao ponto de em ir para a Bolívia (BOL) em 2000? Se não tivesse ido para a Fortaleza (CE) em 2006? Se não tivesse me enrolado com quem não conhecia de verdade? Se não tivesse me envolvido com tanta gente de lá pra cá…Feito e desfeito laços afetivos? E refeito? Nunca será possível saber.

E se tivesse lido mais livros do que ouvido discos de rock e assistido filmes? Não, prefiro do jeito que foi mesmo. Deu para sorver conhecimento divertindo-me e ainda li bastante, para um cara meio marginal na juventude.

Se tivesse topado aquele convite da chefe de redação do Portal Amazônia e ido morar em Manaus (AM) estaria lá ainda? Não tenho certeza, mas se estivesse, seria doloroso, pois sou muito apegado aos meus.

Se não tivesse dito a dura verdade tantas vezes e magoado amigos? Não, prefiro a verdade, doa a quem doer. Arrependimentos ou desculpas não desatam nós ou colam o que se quebrou. Seja lá qual foi a sua escolha no passado, seja nostálgico, triste, feliz ou engraçado. O importante é o hoje e o amanhã, mas isso não impede de pensar como seria?

Se aqueles tiros, em 2001, tivessem me acertado? Se aquele carro na estrada, em 2011, tivesse capotado, aos invés de somente girar várias vezes e sair da rodovia? Estaria vivo ou sequelado? Se não tivesse me metido em tantas brigas de rua, teria aprendido a me defender?

E se em universos paralelos, ou outras dimensões, cada um de nós possui vidas vivendo as outras escolhas? Quem sabe? Não, já é doidice minha.

Se não vivêssemos tantos momentos eufóricos e decepcionantes? De volta aos escritos de Sartre, que falou sobre as consequências de “ter escolhido algo/alguém ou deixado de escolher algo/alguém”. O único arrependimento? Não ter cuidado da saúde e ter virado este gordão. O resto está melhor do que eu pensava.

Eu, hoje, 30 de junho de 2018. O futuro é agora!

O futuro já começou. Tentarei vencer no ano novo com todas as minhas forças (se de repente rolar uma queda, vou cair batendo e levantar em seguida). Com todas as escolhas ao longo da jornada, aprendi que, se você trabalha, faz o bem e não interfere na felicidade alheia, tudo se ajeita com o tempo. E ainda há tempo para muita vida. Sejam quem vocês querem ou pelo menos lutem por isso. Feliz 2018!

Sua vida não é feita de decisões que você não toma, ou das atitudes que você não teve, mas sim, daquilo que foi feito! Se bom ou não, penso, é melhor viver do futuro que do passado” – Luís Fernando Veríssimo.

Elton Tavares

Ratos d’água assaltam navio que viajava de Macapá (AP) para Portel (PA) – Égua-moleque-tu-é-doido!

Foto: Divulgação

Por Elden Carlos

O navio Paulo Santos, que havia deixado o porto da orla de Macapá por volta de 17h de quinta-feira (31) com destino ao município de Portel (PA), foi alvo de ‘ratos d’água’ por volta de 22h enquanto navegava pela baia do Vieira, próximo ao rio Limão.

Segundo testemunhas, três bandidos haviam embarcado em Macapá se passando por passageiros. Durante a ação planejada, eles renderam a tripulação enquanto outros criminosos chegaram fortemente armados em uma voadeira.

Eles [bandidos] teriam roubado malas, sacolas e outros objetos dos passageiros que foram colocados na voadeira, além de tomar dinheiro, jóias e aparelhos eletroeletrônicos das vítimas. Na fuga, a quadrilha levou a voadeira de apoio do navio e o comandante da embarcação, Jorge Miranda.

Comandante Jorge Miranda foi levado na fuga e espancado – Foto: Divulgação

Ele teria sido espancado durante o translado e próximo ao porto do Souza – local conhecido no percurso das viagens como ponto de apoio – Jorge foi jogado dentro do rio. Ele nadou até a margem onde conseguiu ser resgatado. O comandante [que arrendou a embarcação para viagens] tinha vários ferimentos e um corte profundo na cabeça.

Os passageiros conseguiram sinal de telefonia celular e pediram socorro por meio do Whatsapp. O navio teria sido levado até o município de Breves. A polícia foi acionada, mas ainda não se tem informação se existem pistas sobre os criminosos. Nesta semana, outras duas embarcações já teriam sido alvo dos ratos d’água.

O comandante do Batalhão de Operações Especiais (Bope), do Amapá, coronel Paulo Mathias, disse que oficialmente não recebeu solicitação de apoio para uma intervenção, mas caso haja alguma necessidade, está com as equipes apostas para atuar.

Ele lembrou que o crime foi cometido na jurisdição paraense, cabendo à Polícia Militar do Pará atender a ocorrência. “Já foi um crime cometido bem mais distante de Macapá e acreditamos que os policiais paraenses já tenham atendido a ocorrência. Temos atendido diversas situações aqui nessa região do município de Afuá, principalmente, pela proximidade. Agora, ocorrendo um pedido oficial de apoio em possível missão de busca a esses criminosos, estamos preparados para atuar”, declarou ao Diário o comandante do Bope, por telefone.

Fonte: Diário do Amapá

17 anos do gol do Petkovic (minha crônica sobre um dos momentos mais felizes da vida de todos os flamenguistas)

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Em 27 de maio de 2001, há exatos 17 anos, um gol inesquecível. Eu estava no antigo apartamento do Adriano e Silvana, meus primopet_tri_v2s. Assistíamos a final do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, juntamente com o amigo Aílton. Aquele dia tem um valor especial na vida dos milhões de flamenguistas no mundo.

O Vasco tinha ganhado o primeiro jogo por 2×1, o Flamengo precisaria vencer por dois gols de diferença para leva o título da competição.

Edílson abriu o placar pro nosso time e Juninho Paulista empatou pro Vasco. Acabou o primeiro tempo. Na segunda etapa da partida, o “Capetinha” meteu mais um. Mas o Mengão ainda estava em desvantagem, pois precisava vencer pela diferença de dois gols.petkovic-flamengo-comemora-titulo-450-071209

A torcida do Vasco já comemorava nas arquibancadas. Já eram 43 minutos do segundo tempo. Aí Edílson sofreu falta na intermediária, só que o gol de Hélton não tava tão perto. Petkovic arrumou a bola, deu três passos para trás e respirou fundo.

Bateu forte, colocado e com a precisão cirúrgica que lhe era peculiar. A batida foi perfeita. A bola pchamada_petkovic_60egou efeito e saiu do alcance do goleiro Helton. Aliás, o goleiro bem que tentou, saltou alto e se esticou todo, mas a defesa não foi possível. Nem dois goleiros ali embaixo daquela trave evitariam o gol quase sobrenatural. Foi lá onde “a coruja dorme”, no canto superior esquerdo da rede. Naquele momento, vibrei, quase choro, ri e me senti o cara mais feliz do mundo. Coisa de quem ama o futebol, sobretudo, o Flamengo.

Épico e eternamente na memória e coração dos torcedores dos rubro-negros, 3 a 1, porra! Era o tricampeonato carioca ao Rubro-Ne1520044_x240gro. A gente correu pra Praça Zagury, agora Beira-Rio, bebemos logo pelos três títulos consecutivos. Naquela noite, vi um amigo virar a casaca, tirou a camisa vascaína e vestiu o manto sagrado Rubro-Negro. Ele, o Frank Bitencourt, disse que tinha cansado de sofrer. Até hoje é possível vê-lo em algum bar durante as transmissões dos jogos do Flamengo.OgAAABMQI6L-r-54uHph3Y6iMVW-BZchGbJrjteZx-CQ5HeEzbQhvfD42MAPy69bid-d2B_Uf1aMsnB95r1mNMU6O1cAm1T1UAyP1XHDZ1Eq5sjsJoZxufjFdQFX

Há alguns anos, Petkovic foi convidado pelo Globo Esporte para bater a falta novamente, do mesmo local. Adivinhem? O sérvio colocou a bola do mesmo jeito, no mesmo lugar. Ah, gringo foda da porra! Não à toa, é um dos maiores ídolos da era atual do Flamengo. Uma lenda viva, já que se tornou o jogador estrangeiro mais decisivo da história do clube e talvez até do futebol nacional.

golpetkovic_oglobo62Desde então, já se passaram 17 anos. Assim como a vida, o futebol é feito de ciclos. Mas é sempre bom lembrar dos momentos felizes e foi o que ocorreu.

“Nóis” é Mengão até depois de morrer e hoje ele é líder do Brasileirão 2018!

Ao Petkovic, autor daquela obra-prima que ficará marcada para sempre na minha memória e coração, nossos milhões de obrigados!

Elton Tavares

É proibido peidar dentro do Empório do Índio, diz aviso

Peido é ruim. Incomoda tanto o flatulento, quanto sua vítima. Mas no Empório do Índio, pasmem, é proibido peidar na parte interna do estabelecimento. O Jorge Ney, popularmente como o “Índio”, proprietário do bar é conhecido por comentários diretos e francos. Foi taxativo no aviso “Proibido Peidar”.

Portanto, se você resolver tomar umas no balcão do Empório, é melhor conter a flatulência. Quem quiser se aliviar tem que sair e peidar. Nem mesmo os sócios remidos do Bar como Cleomar, Cuca, Kleber, Gilvana e outros amigos, tem permissão para bufar no recinto. Afinal, tá lá, escrito.

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Eu e o amigo Jorge Ney, o “Índio”, no Empório (do lado de fora, claro).

Dou razão ao Índio, afinal, a temperatura de um peido quando é criado é de 37º. Se o metano é fruto de uma carne com chicória então, sai de perto que se pegar no olho, cega. A proibição é justa, pois tem gasoso que parece descer abraçado na merda, de tão potente. Se silencioso então, é um ataque surpresa muito covarde.

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Sobre o Empório do Índio

O Empório do Índio é um espaço democrático que abriga todas as tribos e pensamentos. A Cerveja é sempre gelada, tem tira-gosto de charque e outros petiscos. Localizado no bairro Santa Rita, próximo ao Fórum de Macapá, o bar possui um ótimo atendimento e preço justo. Mas peidar lá dentro não pode não.

Elton Tavares

Hoje é Sexta-Feira 13 (saiba mais sobre as lendas deste dia, que mexem com o nosso imaginário)

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Hoje é sexta-feira 13. Rolam muitas lendas e superstições sobre a data .Não é fácil explicar o Mitolo42 (1)motivo pelo qual muitos temem as sextas-feiras 13. Mas alguns supostos eventos, de acordo com algumas crenças e história, amaldiçoaram a o dia.

As histórias mais conhecidas envolvem a crucificação de Jesus Cristo, que teria ocorrido numa sexta-feira, já que a páscoa judaica é comemorada no dia 14 do mês de Nissan, segundo o calendário Hebraico, além do fato que após uma ceia com 13 pessoas (os 12 apóstolos e o próprio Jesus).lokimatabalder

Também existe um conto da mitologia nórdica, em que um jantar para 12 deuses foi invadido por Loki, o espírito da discórdia, e resultou na morte de Balder, divindade da Justiça, o favorito dos deuses. Por isso é considerado mal agouro convidar treze pessoas para um jantar, mas tem pessoas que também consideram mal agouro porque os conjuntos de mesex131sa são constituídos por 12 copos, 12 pratos e 12 talheres.

Outra lenda diz que a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demônio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos.BLODEUWEDD Deusa CELTA

De volta ao cristianismo, historiadores apontam o 13 de outubro de 1307, uma sexta-feira, como o dia em que o Rei francês Filipe IV declarou ilegal a Ordem dos Templários, cujos membros foram torturados e mortos por heresia.

Além das crentemplarios_imagens03 (1)ças antigas, a propagação do 12 como número completo, utilizado para medir os meses, signos do Zodíaco e tribos de Israel, desvalorizou o 13, cujo medo irracional causado nas pessoas ganhou o pomposo nome de triscaidecafobia – e, no caso do temor da própria sexta-feira 13.

Seja qual for a versão oficial, o que importa é que seu efeito assusta e seduz a nossa imaginação. Seu mau agouro serve como inspiração para a produção de filmes e músicas no intuito de entreter e assustar.

j2O mais famoso representante dessa leva é a série de filmes “Sexta-Feira 13”, que conta a história do assassino Jason Voorhees, que após morrer afogado ainda jovem, volta para assombrar aqueles que se aventuram pela colônia de férias Crystal Lake.

Apesar das dezenas de tiros, facadas e machadadas, o deformado psicopata, que esconde seu rosto por trás de uma máscara de hockey, sempre sobrevive para mais uma sessão de assassinatos. A lenda ainda afirma que Jason, não por acaso, nasceu em 13 de junho de 1946, uma sexta-feira.

j1O Jason já deve estar assombrando por aí, com o seu terçado em punho, no imaginário de alguns malucos.

Então isso não tem nada de azar e sim muita sorte. Vamos todos assombrar, confraternizar, beber cerveja, papear, rir e tudo o que nos fizer felizes.

Elton Tavares

Fontes: Último Segundo e Teclando no Trono.

Investigado em escândalo de diárias é o novo presidente do TCE – Égua-moleque-tu-é-doido!!

O ex-deputado estadual Michel JK é o novo presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Amapá. Ele foi eleito, na manhã desta quarta-feira (11), com 4 votos e duas ausências.

Os votos foram de: Amiraldo Favacho, Regildo Salomão, Ricardo Soares (atual presidente) e do próprio Michel JK. Não votaram Maria Elizabeth, Reginaldo Parnow Ennes e o conselheiro afastado, Júlio Miranda.

Os quatro que votaram possuem implicações na Justiça.

Amiraldo Favacho e Regildo Salomão respondem a ações penais no STJ derivadas da “Operação Mãos Limpas”, de 2010. Eles são acusados de participar do desvio de quase R$ 100 milhões dos cofres do tribunal.

Os dois estão exercendo as funções por força de uma liminar. Júlio Miranda também tinha retornado, mas teve uma decisão favorável suspensa.

Ricardo Soares responde a uma ação penal no STJ originada da “Operação Eclésia”, do Ministério Público Estadual. Ele é acusado receber diárias de viagens que não teriam ocorrido na época em que era deputado estadual, entre 2009 e 2010.

É quase a mesma situação de Michel JK, mas, no caso dele, o processo continua em forma de inquérito no STJ porque, na época do pagamento das diárias, ele não era gestor da casa.

A defesa do conselheiro tem dito que se houver alguma decisão sobre este processo, ela não terá reflexo sobre o atual cargo dele por se tratar de assunto referente à Assembleia Legislativa, e não ao Tribunal de Contas do Estado.

A posse de Michel JK é janeiro de 2019.

Fonte: SelesNafes.Com

Promotora Fábia Nilci: situação da única maternidade do estado é crítica – Égua-moleque-tu-é-doido!

A reportagem exibida no Bom Dia Brasil nesta segunda-feira , 9, revelou o que Amapá já conhece e vive: Faltam mais de 3 mil leitos de

UTI Neonatal em todo país. As UTI’s são fundamentais para ajudar o bebê de parto prematuro, também em situações de emergência que são fundamentais para que o recém-nascido que nasce com problemas respiratórios sobreviva. Dar entrada no Ministério Público é algo rotineiro para pais que se confrontam com essa triste realidade do Amapá ter apenas uma UTI. Segundo a pesquisa da Sociedade Brasileira de Pediatria, 95% do municípios brasileiros não possuem UTI Neonatal. Atualmente no Brasil só tem 8.766 UTI’S Neo Natal.

Outra situação alarmante é que 60% das UTI’S Neo Natal estão concentradas na região sudeste, norte e nordeste são as regiões mais abastecidas.

No Amapá 20 recém nascidos já morreram só este ano, Segundo a Promotoria de Justiça, Fábia Nilci, a situação da única maternidade do Estado é crítica. “Faltam medicamentos básicos, super lotação”, declarou promotora.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.