Randolfe cobra explicações sobre novo apagão no Amapá e alerta para situação de pacientes com Covid-19 e conservação de vacinas

Após 15 dos 16 municípios do Amapá sofrerem novo apagão de energia elétrica de 1h, na noite desta quinta-feira (8), o senador Randolfe Rodrigues (REDE) cobrou dos gestores dos gestores do setor energético no país explicações sobre o sinistro.

Antes do encerramento da sessão no Senado Federal, o parlamentar anunciou que protocolou requerimento à Mesa Diretora da Casa para que Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Operador Nacional do Sistema (ONS) e Ministério das Minas e Energia informem sobre o que levou a nova interrupção do serviço no estado.

Segundo Randolfe, a principal preocupação é que o blecaute possa ter afetado o atendimento a pacientes de Covid-19 nas unidades de saúde.

Além disso, o senador alerta para o risco de ter sido comprometido o armazenamento de vacinas nos municípios.

Ascom do senador Randolfe Rodrigues

Amapá entra na fase vermelha com aumento de ocupação de leitos de UTI e governo decreta Lei Seca para conter aglomerações

O Amapá passou de 14 para 22 pontos na classificação de risco da covid-19, entrando na fase vermelha da doença, de acordo com relatório do Coesp sobre a última semana epidemiológica. Considerando este cenário, o governador do Amapá, Waldez Góes, adotou novas medidas de proteção à vida, entre elas Lei Seca — proibindo o consumo de bebida alcoólica em ruas e espaços públicos nos fins de semana em todo o estado, a partir desta segunda-feira, 1. As informações foram dadas pelo chefe do Executivo durante videoconferência com os prefeitos.

Um dos fatores para a mudança de status é o aumento da taxa de ocupação de leitos que marca 79%. De acordo com estimativas do Coesp, se o avanço da doença seguir nesse ritmo, em 11 dias o Amapá atingiria 100% de ocupação da rede hospitalar. Para evitar que isso ocorra, o governador determinou ainda a instalação de novos leitos.

“Todas as medidas que pudermos usar para enfrentamento à pandemia, vamos utilizar. Precisamos redobrar os cuidados, estamos bem alinhados com prefeitos, imunizando a população e precisamos também que cada cidadão faça a sua parte para o bem coletivo”, disse Góes.

As fiscalizações também serão intensificadas nos fins de semana. O Coesp seguirá avaliando os novos dados e mais medidas restritivas podem ser adotadas até quarta-feira, 3, como estratégia para conter a multiplicação do vírus.

“Alinhamos com prefeitos de todos os municípios, mantivemos todas as medidas adotadas até o momento e suspendemos o consumo de bebida alcoólica nas ruas e espaços públicos, como foi no carnaval e que apresentou bons resultados”, explicou o governador.

Durante a reunião, os gestores municipais compartilharam as dificuldades que enfrentam. O prefeito de Vitória do Jari, Ary Duarte, relatou a necessidade da colaboração da população e a preocupação devido ao aumento no número de procura por atendimento nas unidades de saúde do município.

“Um alto índice de pessoas buscando atendimento, o governo e prefeituras estão fazendo a parte que compete ao poder público, porém, parte da população não está contribuindo para o enfrentamento da doença. A demanda nos balneários aumentou bastante, exigindo uma força maior de fiscalização”, informou.

Em todo o país, 20 estados e o Distrito Federal já informaram que estão à beira de um colapso na saúde. Além das medidas restritivas , o governo do Amapá também está ampliando a rede de saúde e tomou as seguintes providências:

Aquisição das usinas de oxigênio para instalação nos municípios de Oiapoque e Laranjal do Jari
Vacinação
Ampliação das testagens Distribuição de concentradores de oxigênio
Ampliação de leitos
Aplicação do protocolo profiláxico

Texto: Anne Santos
Fotos: Marcio Pinheiro
Ascom do Governo do Amapá

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores – Égua-moleque-tu-é-doido!

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Por Núbia Pacheco e Fabiana Figueiredo

Uma chuva intensa atingiu o Centro comercial de Macapá e causou prejuízos na tarde desta segunda-feira (1º). Nas principais vias do comércio, a água entrou em lojas e também em casas. Segundo o Núcleo de Hidrometeorologia e Energias Renováveis (NHMet) do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), a chuva intensa coincidiu com a maré alta do Rio Amazonas.

Segundo o prefeito Dr. Furlan (Cidadania), profissionais das secretarias municipais de Zeladoria Urbana e de Obras foram convocados para realizarem limpeza da região para evitar novos alagamentos.

“É um problema crônico, que já ocorre há alguns anos, e que a prefeitura, de imediato já iniciou, com a Zeladoria e a secretaria de Obras, a limpeza dos canais, a retirada de lixo, a limpeza dos bueiros, e vamos discutir um projeto mais amplo pra resolver definitivamente esse alagamento no Centro de Macapá”, disse Furlan.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua São José, por exemplo, os trabalhadores foram vistos tentando recuperar produtos que ainda não haviam sido atingidos pela água.

Na esquina da Av. Padre Júlio Maria Lombaerd com a Rua Tiradentes, clientes, funcionários e donos de estabelecimentos tentaram se refugiar da água que invadiu as lojas. O técnico de enfermagem Matias Vilhena se impressionou com a rapidez com que tudo aconteceu.

“Situação triste. Em 10 minutos de chuva, o rapaz perdeu tudinho aqui na loja dele. Haja reforma aqui nesse Centro, muda o asfalto e continua desse jeito”, comentou Matias.

Canal da Av. Mendonça Júnior transbordou com a chuva — Foto: Reprodução

O canal da Av. Mendonça Júnior, que integra várias ruas da região, transbordou e levou água para dentro de residências e também de lojas que ficam nas margens da via.

A estrutura tem uma comporta que liga ao Rio Amazonas. O prefeito afirmou que profissionais chegaram a fazer a abertura do sistema, mas que a ação não foi suficiente para evitar os transtornos.

“Essa comporta é manuseada por profissionais habilitados, independente de gestão, que não foram trocados. Eles estavam lá e fizeram o manuseio correto da comporta”, disse.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

Na Av. Cora de Carvalho, região onde os transtornos são constantes com os alagamentos, o cenário não foi diferente nesta segunda-feira.

Morador há cerca de 30 anos da esquina da Av. Cora de Carvalho com a Rua Jovino Dinoá, o comerciante Edielson Bandeira reclamou da situação.

“Isso não é nem rua, isso é o ‘Rio Cora de Carvalho’. Toda essa região está cheia [de água]. A Cora de Carvalho, a Av. Mendonça Furtado também, a Av. Padre Júlio, a Av. Almirante Barroso, e a Av. Presidente Vargas. Isso é demais pra nós que estamos no Centro da cidade de Macapá”, disse Bandeira.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Núbia Pacheco/G1

Jefferson Vilhena, coordenador do NHMet, detalhou que a chuva que atingiu a região central de Macapá coincidiu com a maré alta do rio. Os transtornos pluviais podem chegar até a Zona Norte da cidade.

“A gente percebe que ela se concentrou mais pra zona Norte da cidade, ainda é possível ver nuvens bastante escuras voltadas para a Zona Norte. Houve um acúmulo de chuva rápido, chuva forte e intensa que coincidiu com a maré alta. A maré estará alta agora às 18h20. É água tentando sair da cidade, e é água tentando entrar na cidade. Por isso a gente vê várias zonas de alagamento. Essa chuva não durou nem meia hora e foi mais voltado para a área central e Norte da cidade. A Zona Sul não percebeu uma chuva tão intensa”, comentou.

Vilhena alertou que municípios da Zona Central do Amapá, como Calçoene (que sofreu alagamentos na semana passada devido chuvas intensas), podem observar chuvas intensas nas cabeceiras dos rios.

Chuva alaga vias do Centro comercial de Macapá e causa prejuízos a lojistas e moradores — Foto: Reprodução

“Esse sistema meteorológico está passando por cima da capital, passa por alguns interiores, passa pelo centro urbano de Porto Grande, talvez de Ferreira Gomes, e a concentração se dá exatamente na área central do estado, pegando as cabeceiras dos rios Falsino, Calçoene e Cassiporé. Então, atenção, a gente pode estar vendo a cidade de Calçoene voltando a alagar se essa quantidade de água pegar uma velocidade muito grande das cabeceiras até os centros urbanos”, ressaltou o meteorologista.

Ainda de acordo com o NHMet, não é descartada a possibilidade de a forte chuva vista no primeiro dia de fevereiro se repetir no restante do mês.

“A gente tem previsão de que essas chuvas do mês de fevereiro vão estar dentro da normalidade, mas hora ou outra podem vir bastante intensas como essa que a gente viu hoje”, concluiu.

Fonte: G1 Amapá

Violência contra jornalistas cresce 105,77% em 2020, com Jair Bolsonaro liderando ataques

Maria José Braga: “ataques ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”

Em pleno ano da pandemia provocada pelo novo coronavírus, quando o Jornalismo foi considerado atividade essencial no país e no mundo, e os profissionais se desdobraram, muitas vezes em condições precárias, em busca da informação responsável e de qualidade para conter o avanço da doença, o Brasil registrou uma explosão de casos de violência contra os jornalistas.

Segundo o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2020, elaborado pela Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) e lançado hoje (26/01) dentro das atividades do Fórum Social Mundial, o ano que passou foi o mais violento, desde o começo da década de 1990, quando a entidade sindical iniciou a série histórica. Foram 428 casos de ataques – incluindo dois assassinatos – o que representa um aumento de 105,77% em relação a 2019, ano em que também houve crescimento das violações à liberdade de imprensa no país.

Para a FENAJ, o aumento da violência está associado à ascensão de Jair Bolsonaro à Presidência da República e ao crescimento do bolsonarismo.

“Na avaliação da Federação Nacional dos Jornalistas esse crescimento está diretamente ligado ao bolsonarismo, movimento político de extrema-direta, capitaneado pelo presidente Jair Bolsonaro, que repercute na sociedade por meio dos seus seguidores. Houve um acréscimo não só de ataques gerais, mas de ataques por parte desse grupo que, naturalmente, agride como forma de controle da informação. Eles ocorrem para descredibilizar a imprensa para que parte da população continue se informando nas bolhas bolsonaristas, lugares de propagação de informações falsas e ou fraudulentas”, afirma Maria José Braga, presidenta da FENAJ, membra do Comitê Executivo da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ) e responsável pela análise dos dados.

A presidente também destaca que o registro, pelo segundo ano consecutivo, de duas mortes de jornalistas, “é evidência concreta de que há insegurança para o exercício da profissão no Brasil”.

Como no ano anterior, a descredibilização da imprensa foi uma das violências mais frequentes: 152 casos, o que representa 35,51% do total de 428 registros ao longo de 2020. Bolsonaro, mais uma vez, foi o principal agressor. Dos 152 casos de descredibilização do trabalho dos jornalistas, o presidente da República foi responsável por 142 episódios.

Sozinho, Jair Bolsonaro respondeu por 175 registros de violência contra a categoria (40,89% do total de 428 casos): 145 ataques genéricos e generalizados a veículos de comunicação e a jornalistas, 26 casos de agressões verbais, um de ameaça direta a jornalistas, uma ameaça à Globo e dois ataques à FENAJ.

Para a presidenta, a postura do presidente da República serve de incentivo para que seus auxiliares e apoiadores também adotem a violência contra jornalistas como prática recorrente.

Ataques virtuais e censuras aumentam

Também foi registrado aumento nos casos de Agressões verbais/ataques virtuais, com o crescimento de 280% em 2020 em comparação com o ano anterior, quando foram registrados 76 casos.

Para que o número geral de casos de violência contra jornalistas e ataques à liberdade de imprensa mais que dobrasse em 2020, destaca a presidenta, “houve crescimento em quase todos os tipos de violência”.

O aumento foi bastante expressivo ainda nas categorias de censuras (750% a mais) e agressões verbais/ataques virtuais (280% a mais).

Os jornalistas passaram a ser agredidos por populares e houve aumento nos casos de agressões físicas e de cerceamento à liberdade de imprensa por ações judiciais, o que também é muito preocupante na avaliação da Federação, afirma a presidenta.

Segundo o relatório, as agressões físicas eram a violência mais comum até 2018, depois diminuíram em 2019 e, em 2020, cresceram 113,33%.

Já os episódios de cerceamento à liberdade de imprensa por meio de ações judiciais subiram 220%: de cinco em 2019, para 16 casos, em 2020. Para a presidente, ano passado foram registrados dois casos preocupantes dessas duas formas de ataques – verbais e pelas vias judiciais – que agravam a preocupação da entidade com o futuro do jornalismo no Brasil. São os casos do jornalista Amaury Ribeiro Júnior, condenado à prisão pelo livro-reportagem A Privataria Tucana, e do professor de jornalismo do Rio Grande do Sul, Felipe Boff, agredido verbalmente durante discurso em uma colação de grau.

Violência por gênero e tipo de mídia

Os homens seguem sendo as maiores vítimas de violência contra jornalistas representando 65,34% dos casos, mas foi registrado também um aumento expressivo de ataques às mulheres.

“Os ataques verbais e virtuais contra as mulheres cresceram e sempre têm um caráter machista, misógino e com conotação literalmente sexual, o que é muitíssimo grave”, destaca Maria José Braga.

A maioria dos jornalistas agredidos fisicamente ao longo de 2020 são trabalhadores de emissoras de televisão. Eles representam 24,44% dos 77 casos.

Maria José disse que os números do relatório, mais uma vez, expressam a preocupação da Federação pois, mesmo sabendo que são subestimados, são bastante alarmantes. “Eles mostram a gravidade da situação e mostram que o Estado brasileiro que, antes era omisso no combate à violência contra jornalista, não tomando medidas efetivas para a proteção da categoria, agora, por meio da Presidência da República, é o principal agressor”.

Estado brasileiro passa de omisso a agressor

Maria José fez um apelo para que as instituições tomem providências enérgicas para que a violência seja investigada, combatida e punida, pois o Jornalismo e os jornalistas precisam do apoio da sociedade para seguir informando com responsabilidade e qualidade.

Ela lembrou que a FENAJ é uma das entidades signatárias de um pedido de impedimento do presidente por crime de responsabilidade contra o direito constitucional da liberdade de imprensa – parado na Câmara dos Deputados – e de uma ação por danos morais coletivos por causa dos ataques aos jornalistas, também sem resposta ainda do Judiciário.

O Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa – 2020 é elaborado anualmente a partir dos dados coletados pela própria Federação e pelos Sindicatos de Jornalistas existentes no país, a partir de denúncias públicas ou feitas às entidades de classe.

Fonte: FENAJ.

O homem mais velho do mundo (Crônica de Édi Prado sobre um verdadeiro mentiroso)

Mentir é feio quando o mentiroso é incompetente. Mas conheço um jornalista bem robusto até na mente prodigiosa, só para contar mentiras. É um profissional na área. O maior que o “seo Zuza’.

Quando ele não está mentindo está pensando em mentir. Quando ele não está mentindo nem pensando em mentir, está pensando nova mentira. Quando não está repetindo o mesmo texto até a nova mentira, ele está reciclando e atualizando as mentiras passadas. Quando ele não está fazendo nenhuma dessas opções, ele está fundindo as mentiras para sempre criar a sensação de novinhas.

E ele contava as histórias dele, os cursos que fez, os países que visitou e um atento jornalista, que anotava os detalhes da conversa, perguntou: quantos anos você tem? E o mentiroso, que tinha 50 e disse que estava com 35 anos.

O jornalista então disse que alguma coisa estava errada, porque só de cursos ele já estava com 135 anos, fora as viagens, os locais por onde havia trabalhado.

O computador, o rascunho técnico, foi feito por ele e roubaram da casa dele, quando morava na Serra e depois de anos não é que surge o computador, do meso jeito que ele havia projetado?

Foi ele quem inventou a Asa Delta e foi quem fez o primeiro salto lá em Pedra Branca. Ele disse que a história da Serra do Navio, do manganês no Amapá, que escreveu primeiro foi ele. Copiaram e não deram o crédito a ele. Vai processar.

Trata-se de um legítimo Pinóquio e ele está entre nós, de uma forma ou de outra. Eu não acredito em Whisky serrano, mas que existe, existe.

Édi Prado – Jornalista

*Crônica republicada, pois o dito cujo fez mais uma presepada, para não dizer crime, e furou a fila da vacina.

“Não adianta só o poder público agir. Temos que fazer a nossa parte nos resguardando”, alerta o diretor do Centro Covid no HU, médico Aljerry Rego – Via @alcileneblog

Foto: Unifap

Mesmo com reforço da ativação de mais 12 leitos de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) no Centro Covid HU, em Macapá, nesta quarta-feira, 20, o diretor do Centro , Dr° Aljerry Rego disse que a população tem que se resguardar. “Temos que ter um alerta máximo neste momento e nos resguardar com todos os cuidados necessários por conta desse vírus. Mobilizar um leito de UTI é muito complexo. Ontem inauguramos mais 12 leitos, destes novos, já internamos mais 5 pacientes”, explicou.

Segundo o diretor, o grande problema hoje são os leitos de UTI. “Um leito é bem complexo de montar e ainda temos os profissionais por leitos que são específicos, cada leito nós gastamos 200 pares de luvas em 24h. Depois dos dias difíceis em Manaus por falta de oxigênio, fizemos logo as tratativas com as empresas e a Unidade está bem abastecido de oxigênio”, explicou.

Foto: Elmano Pantoja

Dr° Aljerry disse que, o governo do Amapá tem a previsão de inaugurar mais sete leitos, que precisará de mais profissionais .

Vacina CoronaVac

A previsão é vacinar até sábado 1.000 profissionais que trabalham no Centro COVID do HU. Segundo Dr° Algerry, os quadros estão aparecendo mais graves e com maior duração nas UTI’s com mais de 50 dias. “Não adianta só o poder público agir, temos que fazer a nossa parte, nos resguardar contra esse vírus”, alertou.

Fonte: Repiquete no Meio do Mundo.

Caminhão com combustível danifica ponte e isola Oiapoque/AP – Égua-moleque-tu-é-doido!

Foto: Reprodução

Um caminhão transportando combustível quebrou a ponte sobre o igarapé Ranolfo na BR-156 que liga os municípios de Calçoene e Oiapoque.

A estrutura teria cedido por volta das 15h desta terça-feira (19) interrompendo o tráfego na única ligação terrestre entre as duas cidades. Ninguém ficou ferido.

Foto: Reprodução

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) solicitou uma equipe do Corpo de Bombeiros ao local, para avaliar os riscos, assim como do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (Dnit).

O Dnit já está ciente da situação e provavelmente determinará a restrição de trafego no trecho, visto a estrutura da ponte estar muito comprometida. Ainda não há previsão de desobstrução da BR 156“, informou a Polícia Rodoviária.

Fonte: A Gazeta.

Ronaldo Rodrigues gira a roda da vida pela 55ª vez. Feliz aniversário, Ronaldo Rony!

Me gabo de ser amigo de muita gente Phoda! Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony é um desses seres humanos extraordinários (ainda tenho dúvidas se ele não é um ET). Neste décimo sétimo dia de janeiro, ele gira a roda da vida pela 55 ª vez e eu rendo-lhe homenagens.

Ronaldo é pai do Pedro e do Artur, marido da Maria Lídia, escritor, poeta, roteirista, ilustrador, documentarista, cronista, cineasta, quadrinhista, pai do Capitão Açaí (entre outros tantos personagens), cartunista, remista e torcedor do Grêmio. Um artista brilhante e imparável (como diz o amigo Fernando Canto, no sentido de nunca parar), em todas essas áreas e um cara amado por sua família e amigos, além de ilustre colaborador deste site e brother muito querido deste editor.

Já disse e repito, o figura é um artista ímpar, tanto redigindo, quanto atuando no audiovisual ou desenhando seus cartuns. A genialidade do figura é tão caralhenta quanto sua paideguice, pois o cara é demais porreta.

Paraense de nascimento e já amapaense no coração, Ronaldo é um genial louco varrido. Quando bebia, ele se equilibrava bêbado, mas nunca caia na vala de uma vida ordinária. Original como poucos, Rony é um cara que admiro. Dono de uma mente fantástica e barulhenta, ao mesmo tempo é discreto e modesto.

Tenho a sorte e a satisfação de receber, vez ou outra, crônicas e contos seus para publicação neste site.

Ronaldo é um cara tranquilo, sempre inquieto, instigado, inventivo, surpreendente e perspicaz. Crítico ácido e bem-humorado, brinca com tudo. Ri de todos e até dele próprio, de forma inteligente e espirituosa. Sempre com uma crônica bem redigida ou um cartum visceral, o maluco faz a nossa alegria, pois somos fãs do seu trabalho. Gosto muito dele. É um cara honesto, trabalhador e do bem.

Além de tudo já escrito e descrito aí em cima, Ronaldo é um cartunista premiado dentro e fora do Brasil, ele possui quatro livros publicados, é decano do Coletivo Quadrinhos do Amapá e veterano do movimento audiovisual amapaense, entre outras facetas.

Em 2019, Ronaldo fez as ilustrações do meu livro, que lancei em setembro de 2020. Ele fez um puta trampo. Dizer que Ronaldo é PHoda é redundante. E ele ilustrará minha segunda obra, o que é uma honra pra mim.

Há um tempinho, Ronaldo Rony e Ronaldo Rodrigues pararam de andar na contramão, como dizia Raul Seixas. Pararam de beber, mas nunca de pirar dentro de suas respectivas artes. Sorte nossa, pois esses dois malucos que habitam o mesmo avatar tornam as nossas vidas menos ordinárias.

“Ele é incrível, mesmo. Um pai do caralho (como dizia Millor: “qual expressão traduz melhor a ideia de intensidade do que ‘do caralho?”). É um ex-marido exemplar e meu grande amigo!”, reforçou a poeta Patrícia Andrade, mãe do Artur e também colaboradora deste site.

Arte do Ronaldo Rony

Ronaldo, mano velho, tu és um baita cara! bicho eu dou muito valor em ti! Que teu novo ciclo seja ainda mais fodão, caralhento, saudável, rentável e recheado de satisfação pessoal, afetiva e profissional. Que tenhas sempre saúde junto aos seus amores, enfim, que tudo o que cabe no teu conceito de felicidade se realize. Parabéns pelo teu dia, irmão. Feliz aniversário!

Meus pais me levaram até o alto da colina e me disseram: – Ei, garoto! Esse é o mundo. Vá lá e tente se divertir!” – Ronaldo Rodrigues, que também é Ronaldo Rony.

Elton Tavares

Vozes cavernosas do governo Bolsonaro apresentam sua narrativa sobre o caos em Manaus. E acabam traçando o perfil do governo Bolsonaro.

Bolsonaro limpa o catarro e depois vai cumprimentar fanáticos, em plena pandemia. Para bolsonaristas, isso é apenas uma narrativa e nada tem a ver com governança. Trata-se mesmo só de falta de higiene. É?

Adoro certos termos que vêm e vão, como ondas e marés.

Narrativa é um deles.

Não sei bem o que significa, mas adoro sua sonoridade e seus múltiplos sentidos.

Então, é o seguinte: vozes cavernosas que integram o governo Bolsonaro estão saindo das cavernas em que se encontram para ecoar, com alarido, suas narrativas.

As narrativas são as mais amalucadas, como amalucado é o governo Bolsonaro. Mas, de qualquer forma, são narrativas. E convém que a consideremos assim.

Pois uma narrativa que ganha corpo, entre as vozes cavernosas do governo Bolsonaro e do Ministério da Saúde, é de que a tragédia em Manaus – onde pacientes estão morrendo de Covid sem oxigênio – é resultado, digamos assim, de uma maluquice intramuros, ou seja, de doidices que os amazonenses estariam disseminando apenas entre eles.

Por essa narrativa de bolsonaristas cavernosos, o que se passa em Manaus não deve ser atribuído ao governo Bolsonaro, mas a brigas, a maluquices, à bagunça e à corrupção que grassam entre o governo do estado e prefeituras do Amazonas, todos entretidos numa luta política encarniçada.

Pois é.

Vozes cavernosas do governo Bolsonaro têm a mais completa autoridade – moral e intelectual – para apresentar essa narrativa. Porque conhecem, porque convivem, porque têm intimidade com brigas, com bagunças, com o caos, com maluquices que representam a cara e a alma do governo Bolsonaro.

Ah, sim: sem falar que vozes cavernosas do governo Bolsonaro têm a máxima razão quando atribuem a tragédia em Manaus também à corrupção. Porque sabem que o governo Bolsonaro igualmente tem se notabilizado pela corrupção, não é?

Porque corrupção não é apenas meter a mão no cofre, puxar a dinheirama de lá e enfiá-la nos próprios bolsos e cuecas. Corrupção é corromper.

Quando se corrompem valores universalmente consagrados, como o do respeito à vida humana, isso também é corrupção da grossa.

Eis um fato incontornável.

As vozes cavernosas do governo Bolsonaro podem até não admitir ideologicamente esse fato, mas é preciso, pelo menos, admiti-lo racionalmente.

Fonte: Espaço Aberto.

Alessando Nunes gira a roda da vida. Feliz aniversário, “Coxa Bamba”! – @alessandonunes

Quem lê este site, sabe: gosto de parabenizar amigos em seus natalícios, pois declarações públicas de amor, amizade e carinho são importantes pra mim. Neste décimo quarto dia do ano gira a roda da vida pela 42ª vez o pai dedicado das lindas Ana, Maria e Helena, filho amoroso do Geraldo e Heliana, irmão parceiro do Diogo, Lia e Leilane, namorado apaixonado peloa Priscila, maluco das antigas, melhor cozinheiro de torresmo, cumpridor de missões impossíveis, artesão e muito brother deste editor, Alessando Nunes – o popular e consideradão da galera, “Coxa Bamba”.

Gabo-me de ter muitos amigos (uma porrada de inimigos também, mas assim que é bom) e um dos queridos do meu coração amalucado é Coxa Bamba. Pensem num figura feliz. Ele tá sempre sorrindo, com uma fonte inesgotável de otimismo e fé de que tudo sempre dará certo.

Alessando Nunes é um doido varrido (no bom sentido), querido por todos. Um cara trabalhador, que alia boemia e trampo com responsa. Ele é, sobretudo, um homem de bem e um amigo querido.

Já disse e repito: nem lembro quando, em qual circunstância ou onde conheci o Alessando Nunes. Só sei que faz tempo e que foi por meio do Bruno Mont’Alverne (Babolha), amigo que temos em comum. A gente bebeu incontáveis cervas no antigo bar que ele tinha com o irmão, na orla de Macapá, o “Mururé”, lá pelas bandas do “Maguila”. Aliás, ali vimos o sol nascer muitas vezes.

Coxa é carismático como poucos, dono de uma paideguice e bom humor irradiantes. Sempre com sua malandragem refinada e ditados engraçados, ele segue na vida pelos atalhos que os pregos não conseguem enxergar e muito menos trilhar. Dou valor nesse cara.

O Coxa nunca fez nada que o desabone como amigo e parceiro. Pelo contrário, sempre foi um cara legal pra caralho comigo. Alessando, mano velho, “tu saaaabes, Patinhas…”.Que a força sempre esteja contigo. Que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua, produtivo, próspero e que tenhas sempre saúde e sucesso junto dos teus amores. Que tua vida seja longa; que sigas com sabedoria  (sei que é meio difícil pra nós) por pelo menos mais uns 100 janeiros e que a gente ainda endoide muito junto. É nozes, mano velho!

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

ET’s no Meio do Mundo e a empatia – Conto de Elton Tavares

Ilustração de Ronaldo Rony

Conto de Elton Tavares

Pensávamos que tinha começado em abril de 2020, com o “barulho no céu”. As pessoas comentavam nas redes sociais: “parecia um navio”, diziam. Mas era no céu, sempre a noite. A verdade é que eram ET’s, sim, extraterrestres no meio do mundo, em sobrevoo por Macapá.

Nada de anormal, pois no dia 27 de abril de 2020, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou três vídeos que mostram pilotos da Marinha interagindo com “fenômenos aéreos não identificados” — em outras palavras, Objetos Voadores Não Identificados (OVNIs). Duas das filmagens são de janeiro de 2015 e a outra de novembro de 2004, mas as três tinham vazado em anos passados. Em setembro de 2019, o Pentágono atestou a sua veracidade.

Além de evidências, múmias não terrestres achadas em uma caverna na Ásia e pinturas rupestres de ET’s, encontradas há décadas, que relatam visitas dos ovnis há milhares de anos. Entre outros milhares de registros ufólogos.

Depois do barulho no céu, rolaram aparições no interior e na Gruta, balneário na periferia de Macapá. Afinal, os ET’s não vieram fazer guerra ou círculos em plantações, mas sim, amizade. Lembrei que há tempos li: “Eram os Deuses Astronautas”, de Erik von Däniken, a Bíblia dos sonhadores com as estrelas e seus povos.

Diferente da obra, nossos amigos vistantes e observadores não são cheios de tentáculos ou cabeças enormes, gosmentos, nem verde e nem cinza, são das nossas cores ou algo assim.

E não foi surpresa para alguns não. Eles já eram monitorados por alguns de nós, terráqueos tucujus. Pois, o Clube de Astronomia do Amapá (Mirzam), a Alcinéa Cavalcante e Márcio Spoth, com seu potente telescópio, além de poetas e biriteiros notívagos, entre outros observadores do céu noturno, manjavam a traquinagem extraterrestre e relatavam observações de Objetos Voadores Não-Identificados (Óvnis).

E mais. Há muito tempo, alguns deles já viviam aqui, infiltrados, sondando se o lugar era bom mesmo de se viver. Falam até que o Marco Zero do Equador seria o portal espaço/tempo de civilizações de outros mundos e dimensões.

Bem, como o “Stonehenge da Amazônia”, o observatório astrológico erguido há mais de mil anos na floresta do Amapá e descoberto em 2006, mais precisamente no município de Calçoene. Não à toa, o escritor Ronaldo Rodrigues e o cartunista Ronaldo Rony sempre disseram que aqui a gente “Calça o N e marca o zero”. Égua!

Um deles é Fernando Bedran, membro fundador e capitão da Cavalaria Aérea Marítima Subterrânea Interestelar (Camsi). Contatos aqui na Terra com ele mesmo, que aterrissou sua nave na Cidade Velha de Belém (PA) e depois que descobriu os portais, remou para o meio do mundo. Não à toa, o Fernandinho possui conhecimentos teológicos advindos de descobertas em expedições etílicas por outros sistemas solares.

Bedran é um ET bacana que só. Vive falando em micro-universalidade, macro-cósmico, multi-universos, viagem no tempo, múltiplas realidades, seitas e povos ocultos.

Muito longe das darwinistas-hollywoodianas, que sempre pregaram que os manos das estrelas chegariam por aqui com violência e exploração dos recursos. Pé-de-pato-bangalô-três-vezes!

Em um desses papos molhados com o ET brother, no auge de seu platô da inteligência sobre-humana-boêmia-malandra, disse-me:

“Meu caro amigo, Elton, a Camsi tem como atividade principal a cultura, mas é uma cultura considerada insólita para muitos. Nada mais é do que um sarro com as artimanhas do sistema das coisas que nos são escondidas e você tem que descortinar os véus, ir atrás, às vezes cavar um bocado, por isso subterrânea, e também mergulhar um bocado entre muitas outras situações”, explicou a simplicidade de sua Cavaleria interestelar.

E concluiu: “Nós somos dados à capacidade de imaginação e para passar para outra etapa temos que cavalgar, né – risos – temos que navegar bastante, temos que sorrir bastante, ter muita coragem e muita alegria! Esse é o objetivo da Camsi, meu amigo! Um forte abraço!”.

Meu amigo Fernandinho Bedran – Arte: Beatriz Santana

Ou seja, em meros devaneios tolos, como diria Zé Ramalho resumiu que tanto aqui, quanto lá, é preciso descomplicar e ter coragem de ser feliz. Afinal, ninguém manja dos movimentos cosmológicos, pois, como disse-me a poeta Jaci Rocha, “E.T é uma visão antropocêntrica. Extra terrestres nós nunca poderemos ser originalmente considerados, mas podemos ser alienígenas, sob o ponto de vista de outro tipo de população”. Verdade.

E no dizer de outro alienígena porreta, o mestre Yoda, Em uma galáxia (não) muito distante: “difícil de ver. Sempre em movimento está o Futuro.”. E, por fim, como diria Raul Seixas: “cada um de nós é um universo” (que desconfio ter sido outro ET que veio aqui tirar um sarro com a gente).

Portanto, queridos leitores, façam amizade com estranhos legais, mas respeitem suas esquisitices. É isso!

Amapá sofre novo blecaute e 13 dos 16 municípios ficam sem energia elétrica – Égua-moleque-tu-é-doido!!

Por Elden Carlos

Um novo apagão deixou 13 dos 16 municípios do Amapá sem energia elétrica na tarde desta quarta-feira (13). A interrupção ocorre cerca de dois meses depois que o estado sofreu com um blecaute que durou mais de vinte dias, causando prejuízos em todos os setores.

Em nota a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA), informou que o novo apagão não tem relação com o sistema de distribuição, e que foi identificada uma ocorrência na linha de transmissão Macapá/Laranjal do Jari.

Por volta de 16h30 o serviço começou a ser normalizado em bairros da capital e em alguns municípios. O Diário entrou em contato com o Operador Nacional do Sistema (ONS) e aguarda um posicionamento oficial sobre o caso.

Também em nota, a Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) informou que: “Na tarde desta quarta-feira sofreu uma ocorrência na linha de transmissão de Laranjal à Macapá, que abastece sua subestação Macapá, e que a questão já foi resolvida.”

A concessionária afirma que disponibilizou as linhas de transmissão instantaneamente, normalizando o problema de forma ágil.

“Tal evento ocorre diariamente no Brasil, e no caso particular expõe a fragilidade do sistema de energia do Amapá que não conta com redundância devido a questão de planejamento setorial. A LMTE destaca que sua subestação Macapá e os três transformadores da subestação Macapá funcionam sem intercorrências”, concluiu a nota.

Fonte: Diário do Amapá.

Em formato de paródia dos noticiários cinematográficos da Segunda Guerra Mundial, Bolsonaro é retratado como criminoso em vídeo sobre Amazônia – Via @ApibOficial

Um novo vídeo lançado hoje nas redes sociais questiona se governos e empresas estão agindo para defender ou para destruir a Amazônia, massacrando os povos nativos que habitam o bioma há séculos. Em formato de paródia dos noticiários cinematográficos produzidos durante a Segunda Guerra Mundial, o vídeo Climate War mostra quais setores produtivos estão contaminados pelas atividades ilegais que desmatam, queimam, contaminam rios e matam indígenas. E apresenta Jair Bolsonaro como um inimigo climático que precisa ser parado e responsabilizado por seus crimes antes que as consequências sejam graves demais para todo o planeta.

O formato escolhido, que remete à Segunda Guerra Mundial, visa explicitar que não se trata de crítica a um país, mas a um governante. Assim como os crimes da Segunda Guerra foram atribuídos a líderes dos governos envolvidos (alguns dos quais chegaram inclusive a serem julgados e condenados), o vídeo Climate Wars atribui os crimes que estão sendo cometidos na Amazônia a Bolsonaro e não ao Brasil. Ou seja, o ponto central do vídeo é a responsabilização de Jair Bolsonaro pelo ataque ao clima global, à biodiversidade da floresta e à vida dos povos nativos. Ele mostra que ficar do lado da Amazônia é uma atitude patriótica, de defesa do país, para garantir um Brasil vivo e viável para os brasileiros.

Apesar do tom de sátira, relacionar a devastação ambiental e o avanço de forças econômicas e criminosas sobre as florestas brasileiras a uma guerra não é exagero. Garimpeiros, madeireiros e invasores de terras demarcadas são um verdadeiro exército da destruição, invadindo territórios que legalmente não lhes pertencem, incentivados por Jair Bolsonaro. Além de uma ameaça imediata à sobrevivência dos povos indígenas, eles representam um risco global devido às consequências climáticas da destruição da maior floresta úmida do planeta.

Climate Wars marca também o início de uma nova agenda de autodefesa dos povos indígenas. Passada a pandemia, eles darão continuidade aos diálogos diretos com governos e parlamentares europeus e norte-americanos, além de uma aproximação com a China ainda este ano. “Queremos que eles apoiem o Brasil, mas da maneira certa, que é nos ajudando a frear a destruição de nossos ecossistemas, recursos naturais e do próprio clima”, declara Sônia Guajajara, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil-APIB, que divulgou o vídeo em suas redes sociais.

Fruto da colaboração de ativistas e artistas brasileiros – pessoas que apoiam a luta da APIB e que compreendem a gravidade e as consequências da política ambiental do governo do Brasil – o vídeo tem versões em inglês, espanhol, francês e alemão. Ele não traz os créditos dos autores por dois motivos: primeiro, porque o foco deve ser na mensagem do vídeo, não nas pessoas; e segundo, pela assumida perseguição a ativistas que o governo federal vem promovendo com o uso de instrumentos de Estado e paraestatais.

Bolsonaro quer forçar a evangelização de povos indígenas. Atacou nossos direitos no Supremo, defendendo a questão do marco temporal. Teima em lutar contra o termo povos indígenas, sem entender que sim, somos brasileiros e também somos indígenas. Nenhuma terra indígena – apesar de mais de 600 processos – foi demarcada e muitos povos foram retirados dos territórios à força. O Ibama, ICMBio, Funai foram desmontados e perderam orçamento. Tudo passou para o exército, que foi incompetente, enquanto o desmatamento e as queimadas bateram os recordes da década. O Fundo Amazônia parou, perdemos o acordo com a União Européia e investidores ameaçam tirar dinheiro de empresas brasileiras. Tudo isso é o Bolsonaro e sua política que ninguém entende, nem quem é de direita.

A APIB DEFENDE UMA AGENDA CAPAZ DE PRESERVAR A FLORESTA E OS INTERESSES DO BRASIL

7 Pontos de Demandas da APIB:

1. Uma moratória de cinco anos ao desmatamento na Amazônia.
2. Aumento das penas para desmatamento e outros crimes ambientais, incluindo o congelamento de bens dos 100 piores criminosos.
3. Retomada imediata do PPCDAm – Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal, engavetado pelo governo Bolsonaro.
4. Demarcação de terras indígenas e quilombolas e criação, regularização e proteção de Unidades de Conservação.
5. Reestruturação dos órgãos federais responsáveis pela proteção do meio ambiente e dos direitos indígenas (Ibama, ICMBio e Funai).
6. Imposição do Código Florestal (principalmente a emenda de 2018 para penalização de produção em terra ilegal)
7. Construção de um arcabouço legal para Rastreabilidade da Cadeia de Suprimentos, a fim de dar transparência a atores comerciais internacionais e nacionais.

Assista o vídeo:

Ascom APIB

Impeachment– Uma piada constitucionalmente prevista – Por Mariana Distéfano Ribeiro

Por Mariana Distéfano Ribeiro

Passeando pelos stories do Facebook eu vejo muitos comentários sobre a atuação do Presidente Bolsonaro no exercício da função. Me espanta a quantidade de pessoas que é conivente com o comportamento e entende que, por exemplo, é direito dele não querer tomar a vacina, não aceitar usar máscara, ser grosseiro e “mitar” com os jornalistas, fazer apologia à tortura, à ditadura, à homofobia, entre tantas outras tosquices que esse ser humano fez (e ainda faz).

Pois eu digo com toda certeza e convicção que Bolsonaro, na qualidade de Presidente da República Federativa do Brasil, não tem o direito de agir como ele age, de falar o que fala e pregar o que ele prega!

Por que não? Porque ele é o Presidente, oras! É dever dele, obrigação intrínseca e necessária da função que exerce possuir o mínimo de bom senso, de cautela, de educação, de prudência na direção de qualquer país em que impere o estado democrático de direito.

A falta de educação recorrente do dirigente de um país, a imprudência no enfrentamento e no trato de questões e situações delicadas, que possuem um potencial significativo de inflamar ânimos e incentivar radicalistas contumazes a sair da esfera das ofensas verbais e virtuais para as ofensas físicas, especialmente aqueles preconceituosos, tende a causar comoções sociais graves e violentas. Foi exatamente isso que aconteceu na invasão ao prédio do Capitólio, sede do Congresso americano, no dia 06/01/2020, quando o ex-presidente Trump resolveu insistir, mais uma vez, na invenção de que as eleições estadunidenses foram fraudulentas e que, na verdade, ele teria vencido. E Bolsonaro ainda disse que se não tiver voto impresso nas próximas eleições (2022), vai acontecer o mesmo com o Brasil.

Os presidentes Trump e Bolsonaro em encontro em março de 2020, na Flórida.TOM BRENNER / REUTERS

Lá, nos Estados Unidos, o ex-presidente Trump já está indo embora. Mas aqui a gente ainda tem mais 2 anos de desgoverno Bolsonaro.

Certo. A gente concorda que o Bolsonaro está fazendo quase tudo como se fosse uma criança da 5ª série (aliás, ele até fala como uma… uma bem malcriada…). Então, deve ter alguma alternativa pra tirar ele da Presidência.

Pois tem. Essa alternativa é o processo de impeachment por crime de responsabilidade e tem previsão no art. 85 da Constituição Federal , com regulamentação pela Lei nº 1.079 de 10/04/1950 , e também por crime comum (como homicídio) como prevê o art. 86 também da CF.

Trata-se de um processo político, administrativo e não-judicial. Até a última atualização do dia 08/01/2021, haviam 53 pedidos de impeachment contra Bolsonaro.

Acontece que o pedido tem que cumprir alguns requisitos, como indicação de provas e de testemunhas. O que não é muito difícil, dada a ausência de preparo e de discrição do nosso Presidente. A Lei nº 1.079 ainda descreve quais são os casos em que os atos do Presidente serão crime de responsabilidade.

Um dos artigos da Lei diz que é crime de responsabilidade quando Presidente atenta contra o livre exercício dos poderes da União (Legislativo e Judiciário, porque ele mesmo é o Executivo).

Atentar contra é se manifestar contra, injuriar, maldizer, impedir a atuação por meio de algum recurso que é inerente à atuação da Presidência.

Então… lembram daquela manifestação, lá em Brasília, que um monte de gente foi pra frente do Supremo Tribunal Federal (STF) pedir o impeachment (é existe impeachment pra maioria dos cargos políticos e de estado) de um dos Ministros e o fechamento do Poder Judiciário e do Legislativo? Aquela manifestação em que o Bolsonaro foi montado a cavalo?

Lembrou? É, aquilo lá foi crime de responsabilidade.

Esse é um dos exemplos que eu considero mais gritantes e significativos da afronta ao estado democrático de direito que o atual dirigente do Brasil cometeu até hoje.

Muitos outros foram e ainda são cometidos como o incentivo ao uso de armas de fogo, a recusa em cumprir as determinações de medidas sanitárias federais, estaduais e municipais de combate ao coronavírus, as constantes apologias à tortura, à homofobia, à misoginia, à ditadura. Todos esses atos incentivam o extremismo de pessoas preconceituosas e os encorajam a mostrar a cara e manifestar suas opiniões em discursos de ódio.

Ok. Mas então por que o processo não vai pra frente se o Presidente já cometeu tantos crimes de responsabilidade?

Porque é um processo político. O Presidente da Câmara dos Deputados tem que deferir, aceitar e concordar expressamente com o pedido e encaminhar para uma comissão especial de Deputados. Essa comissão é que vai decidir se o processo vai pra frente ou não.

Ainda, depois que o processo passa pela anuência do Presidente da Câmara, o Presidente da República ainda tem prazo para apresentar sua defesa, a Comissão tem um prazo para fazer um parecer que ainda precisa passar pelo crivo de 2/3 dos 514 Deputados Federais, ou seja, 342 Deputados.

Agora, com a popularidade que o Bolsonaro tem até hoje , você acha mesmo que um Deputado vai aceitar um processo de impeachment contra o Presidente? É claro que não vai.

Por isso que o processo de impeachment é um processo tipicamente político. Fosse jurídico, o Presidente da Câmara dos Deputados não teria outra alternativa a não ser a de receber e aceitar todo pedido de impeachment que tivesse todos os requisitos da Lei nº 1.079 comprovadamente elencados no processo.

Fazendo uma analogia bem descompromissada, imagine que chegasse no Poder Judiciário, lá no fórum da sua cidade, numa vara criminal, uma denúncia de alguém que supostamente cometeu um crime qualquer, com todos os requisitos previstos na lei para aceitação da denúncia – inquérito, peça do Ministério Público. Aí o Juiz olha pra denúncia e diz: ah… esse cara aqui é meu amigo, ele é muito conhecido na cidade e todo mundo gosta dele… não vou aceitar essa denúncia não. E simplesmente arquiva o processo ou deixa na gaveta.

Já pensou?! Absurdo, não é?

Pois é… o processo de impeachment é mais ou menos assim. O cara comete o crime previsto em lei, mas é amigo dos reis e todo mundo gosta dele. Mas se ele for impopular, vai cair rapidinho. Seria cômico se não fosse trágico.

É, o processo de impeachment, com o rito previsto na atual legislação, é uma piada constitucionalmente prevista.

Fontes: BBC, El País, Jornal do Brasil, Planalto, Planalto, A Pública e Ibope Inteligência

*Além de feminista com orgulho, Mariana Distéfano Ribeiro é bacharel em Direito, servidora do Ministério Público do Amapá e adora tudo e todos que carreguem consigo o brilho de uma vibe positiva.