O dia que encontrei Lemmy (Essa semana fez 8 anos).

Essa semana, na última segunda-feira (15), completou oito anos que encontrei Ian “Lemmy” Kilmister, cantor inglês fundador, vocalista, baixista e líder da banda inglesa de heavy metal Motörhead (com 40 anos de carreira). O cara, que morreu em 28 de dezembro de 2015 (vítima de câncer) é um ícone do Rock and Roll e uma lenda da música mundial. Ele tinha 70 anos.

Esqueci de publicar ontem, mas por tudo que Lemmy fez e representa, republico hoje o texto do dia que o encontrei.

Eu e Lemmy – São Paulo – 2011 – Foto: Emerson Tavares

O dia que encontrei Lemmy 

Aeroporto de Congonhas (SP), aproximadamente 17h do dia 15 de abril de 2011. Eu, meu irmão Emerson Tavares e minha cunhada Andresa Ferreira tomávamos uns chopps enquanto esperávamos a hora de embarcar de volta ao Norte, eles para Belém (PA) e eu para a minha amada Macapá.

Estávamos perto da entrada do saguão do Terminal, aí entra aquela figura de preto, chapéu de Caubói, bigodão e cara amarrada. Era Lemmy, líder do Motorhead. Não perdemos tempo, pedi para bater uma foto com a lenda do rock, ele me olhou com desdém, mas parou de andar para o click do meu irmão.

Mesmo com a pouca simpatia do astro, fiquei feliz, pois não é todo dia que um jornalista de Macapá encontra um ícone do “roquenrou” mundial. Para quem não saca, aí embaixo tem informações sobre Lemmy, colhidas pelo ex-colaborador deste site, André Mont’alverne. Leiam:

Lemmy era o avô do heavy metal. Lemmy era o padrinho do thrash metal. Lemmy, mesmo britânico, era a síntese do rock’n’roll de Los Angeles. Lemmy foi roadie de Jimi Hendrix e teve um filho com uma groupie que perdeu a virgindade com John Lennon. Lemmy era fã de Beatles, de Little Richards e de Elvis Presley. Lemmy é uma lenda.  Lemmy é Lemmy. É inexplicável.

Bem, pensando com um pouco mais de racionalidade, talvez não seja tão “inexplicável” assim o verdadeiro fascínio que a figura de Ian “Lemmy” Kilmister exerce em qualquer pessoa que ame o rock and roll. E quando escrevo “qualquer pessoa”, não estou sendo bondosamente genérico, mas afirmando categoricamente que não há um ser humano roqueiro sequer que:

a) não tenha o devido respeito e paixão pelo Motörhead; b) que não considere “Lemmy” como uma espécie de divindade. No fundo, é fácil e difícil – e desconcertante – ao mesmo tempo entender porque a figura de Lemmy suscita reverência. Para isto, é preciso deixar de lado os pudores politicamente corretos e encarar a verdade: no fundo, bem lá no fundo, todos nós queremos ser como Lemmy. Buscamos obter o mesmo grau de respeito que a sua figura e suas palavras causam nas pessoas. Buscamos causar a mesma sensação que Lemmy propicia quando entra em qualquer ambiente, que é um silêncio que chega a ser ensurdecedor. Buscamos envelhecer como Lemmy, que foi dono de seu próprio nariz e sem a menor intenção de agradar a quem quer que seja.

Com seu inseparável chapéu preto, roupas de coloração idem e as inacreditáveis botas brancas, Lemmy é uma versão roqueira e real do cowboy sem nome eternizado por Clint Eastwood no cinema. Para os adolescentes, ele é um personagem de histórias em quadrinhos – ou videogame, se preferir – que ganhou vida. E se o Motörhead existiu por 40 anos, é porque Lemmy comandou as coisas da maneira que leva a sua vida: integridade em relação a tudo aquilo em que acredita.

Com certeza, os lobos uivaram para o homem que morreu em 2015, mas a lenda será eterna. O “Ás de Espada” teve uma vida longa, feliz e gloriosa. A ele, minhas homenagens. Valeu, Lemmy!!

Elton Tavares

Hoje é o Dia da (o) Ex-namorada(o) – Um abraço pra essa galera!

Esse pessoal inventa cada coisa, inclusive dias comemorativos, se é que se pode chamá-los assim. E este site possui uma sessão “datas curiosas”. Bom, hoje, 18 de abril, é o Dia da(o) Ex-Namorada(o)? A ideia de comemorar a data surgiu do Exército da Salvação, que foi fundado na Inglaterra, em 1865, por William Booth e sua esposa Catherine.

Para colocar a ideia em prática, a agência WMcCann criou uma campanha na tentativa de incentivar doações de tudo aquilo que lembre um ex-namorado. A Campanha do Exército da Salvação foi intitulada de “Que pena que acabou, mas já que acabou, doe”.

Bom, eu já namorei mulheres legais e outras não tão legais. Como tudo serve de experiência de vida, está valendo (com o perdão do gerúndio). Afinal, aprendemos com nossos erros e acertos (eu fui o erro de muitas delas). Não que eu me preocupe com a vida das mesmas e tals. Claro que não, tô muito feliz solteiro, é só um post sobre a curiosidade de hoje.

Com algumas até vivi como marido e mulher, ou seja, vivendo a rotina de casado e tals. Foi legal. Só me arrependo de ter namorado umas três meninas. Não desejo mal algum a elas, mas as quero bem longe. Acho que três ou quatro também não gostariam de ter se relacionado comigo, mas faz parte. Tenho a consciência que limpa sobre isso, pois sempre as tratei bem.

Então, não tenho contato nenhum com a maioria das minhas ex, acho que três são minhas “amigas” no Facebook e só. Meu plano agora é não namorar tão cedo, bora ver se consigo.

Brincadeiras à parte, gosto da maioria das minhas ex, ao todo são 11 mulheres com as quais dividi muitas alegrias, tristezas e aprendi muita coisa. Torço pelo sucesso de quase todas.

Já a minoria que não curto, nem quero saber, pois elas me odeiam e é recíproco. Valeu, meninas! Feliz Dia do Ex pra quem ainda rói essa pupunha. Que não é o meu caso (risos).

Elton Tavares

Adoro velhos malucos – Crônica de Elton Tavares

Resistir, fazer beicinho ou ficar chateado não adianta nada, todos envelhecemos. Lutar contra isso é uma guerra inútil, de fato. Acho legal a coroada que leva isso na boa, principalmente os velhos malucos. Adoro velhos malucos. Conheço uma porrada deles.

Os velhos malucos não se resumem a cuidar de netos, jogar xadrez ou cartas com outros velhotes encarangados. Não. Eles frequentam os bares das esquinas, falam besteira, tocam, dançam, namoram, bebem… Ou seja, vivem!

Os velhos malucos fazem de tudo por uma vida menos ordinária. Ou o que pelo menos resta dela. Entre as coisas das quais me gabo, está o fato de ser amigo de músicos, escritores, poetas e artistas em geral. Vários deles, coroas doidaços que curtem a vida como aos 20.

Falos de todos que estão acima dos 65 e ainda possuem o espírito inquieto e se recusam a ficarem mergulhados no tédio. Alguns são somente porretas, outros são paid’éguas, loucos varridos. E não pensem que falo somente de quem ainda curte a noite ou toma cachaça.

Admiro os que vão ao cinema no meio da semana, que viajam quando dá na telha, que sabem que já contribuíram bastante para suas famílias e sociedade para agora se dedicarem a viver tudo que quiserem.

Quem sou eu para dar conselhos a senhores que sabem muito mais da vida. Mas ser um velhote maluco deve ser bem mais feliz que viver numa cama, no fundo de uma rede, num sofá ou em uma cadeira de balanço à espera do “único mal irremediável”. Principalmente quando o senhor ou senhora vive na solidão.

Claro que meus velhos companheiros doidões não abdicam de seus afazeres corriqueiros, mas também não colocam tanto peso em cima de algo tedioso que não lhes dá prazer. E acho isso o máximo!

Os velhos malucos não estão mais atrás de sonhos impossíveis ou de tesouros. O que eles querem é viver bem com o que possuem e em paz com os seres humanos que se tornaram. Suas experiências e histórias rendem bons causos e conselhos. A gente se diverte com tanta prosa poética.

Falo de exemplos como o de Carter Chambers (Morgan Freeman) e Edward Cole (Jack Nicholson), no filme “Antes de partir”. Se meu pai estivesse vivo hoje, faria 69 anos e tenho certeza que o saudoso Zé Penha seria um velho maluco.

Tomara que eu, se me tornar um velho gordo de barbas e cabelos brancos, seja um coroa maluco e saiba aproveitar o número de anos vividos da melhor forma possível. Que como hoje, tenha muito mais alegrias que tristezas. Que também tenha desenvoltura para bater papo e entrevistar outros velhotes doidões ou jovens com corações ávidos por aventura, ambos sedentos de vida.

Eu queria mesmo é que a velhice não impedisse ninguém de ser feliz. É isso!

“Os velhos malucos são mais malucos que os jovens” – Duque de La Rochefoucauld ( François Poitou).

Elton Tavares

Hoje é o Dia Internacional do Beijo

 

Hoje é o Dia Internacional do Beijo. Todo dia é dia de beijar, claro. Mas, como este site possui uma sessão chamada “Datas Curiosas”, falarei um pouco sobre o assunto. Não achei a origem de a data ser celebrada em 13 de abril. Mas achei os dois parágrafos abaixo:

Beijo que é um símbolo de afeto e carinho desde a Idade Média era utilizado com várias simbologias. O Dia do Beijo é comemorado em todos os países. Essa data celebra o ato de beijar, que, na cultura ocidental, é considerado um gesto de afeição. Se praticado entre amigos, pode ser para um cumprimento ou despedida. Entre casais, é geralmente dado nos lábios como um símbolo de afeição romântica.

Em Roma, era normal que os imperadores permitissem serem beijados nos lábios pelos nobres mais influentes, e os menos importantes beijavam suas mãos. Na Escócia, o costume era de que o padre deveria beijar os lábios da noiva ao final de uma cerimônia. Isso era como uma bênção para que o casal tivesse felicidade na vida conjugal. Já na festa, a noiva geralmente beijava todos os homens em troca de dinheiro.

Sou um beijoqueiro. Aliás, sempre fui. Beijo as pessoas que amo. Sempre beijo minha mais que maravilhosa mãe Lúcia, como faço quase todas as manhãs. Beijo minha avó Peró, tias, tios e primos. Ah, beijava meu pai também. Faz tanto tempo… Queria o beijo dele outra vez, mas guardo todos os que ele me deu. Ao Zé Penha, um beijo de gratidão no coração!

Os poetas retratam o beijo quase sempre. “O maior desejo da boca é o beijo” e “Meu coração é como vidro, como um beijo de novela”, como Baleiro e Belchior, entre tantos outros. Coisa boa é beijar, né não?

Tem beijo na testa, na bochecha, na nuca (daqueles que arrepia) e, é claro, na boca, com ou sem língua, depende do gosto de cada um. O lance é beijar quando e quem você deseja.

Finalizo este texto e mando para os meus, que tanto amo, aquele beijo!

Elton Tavares

Há exatos oito anos, em Sampa, assisti ao primeiro show do U2 da minha vida

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Existem muitos elementos que envolvem um show de rock and roll. Além do som, das canções, performance da banda e efeitos visuais, um é fundamental: a paixão. Há exatamente oito anos, a banda U2 fez seu terceiro show no Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) e graças a Deus, eu estava lá.


A banda inglesa Muse abriu para o U2 às 20h. O local estava tomado por 89 mil pessoas, exatamente a capacidade do local. Aproximadamente 40 minutos depois, o U2 entrou, aliás, uma entrada grandiosa (ao som de “Space Oddity”, do Bowie).

O engraçado é que tínhamos tomado litros de cerveja, pois chegamos ao Morumbi 4h antes, mas a entrada da lendária banda irlandesa foi uma injeção de adrenalina, ficamos sóbrios, ou melhor, assombrados e eufóricos.

Bono Vox iniciou o show e nós ficamos literalmente arrepiados, foi realmente emocionante. O vocalista cantou poucas músicas do novo CD e arrebentou com clássicos como “Sunday bloody Sunday”, “Miss Sarajevo” e tantos outros. Gênio! Sempre escutei que o U2 fazia as pessoas acreditarem que é possível fazer o impossível. Tive a certeza disso naquela noite.

Após um videoclipe, que transmitiu uma das tantas mensagens de paz e amor que o show enfatiza, Bono Vox cantou “One” (que um dia me disseram ser uma canção de adeus). Não deu para conter as lágrimas.

O show não foi algo para adolescentes facilmente impressionáveis, foi uma coisa mágica para fãs de todas as idades. Uma mistura de repertório recheado de excelentes canções, imagens impagáveis, riqueza de arranjos de Edge, Adam e Larry e o brilhantismo de Bono. Estonteante? Deslumbrante? Não consigo adjetivar. Só sei que as boas energias que senti ali foram inesquecíveis.

Foi um lance muito foda! Certa vez, li que uma grande obra de arte ou acontecimento não vem atrás de você, é preciso ir atrás desse tipo de vivência. Foi o que fizemos.

Além do grande espetáculo de rock and roll, o evento foi uma mistura mágica de luzes. Se eu viver mais 300 anos, com toda certeza, não esquecerei o dia 13 de abril de 2011. Simplesmente fantástico (uma contradição de termos, pois nada que é fantástico é simples).

Foi tudo o que eu esperava de um show do U2 e muito mais. Aquela noite tornou-se certamente histórica. Foi lindo demais e sou muito feliz por ter vivido aqueles momentos.

Seis anos depois, em outubro de 2017, assisti a obra de arte do U2: a lindeza do show que comemorou os 30 anos do disco The Joshua Tree. Ou seja, as apresentações da lendária banda de rock irlandesa são experiências de vida inesquecíveis. É isso. Rock and Roll sempre!

Elton Tavares

Não deu pra escrever algo legal. Então vamos beber, pois é sexta-feira!

Mesmo que minha vontade grite em meus ouvidos: “escreva, escreva”, a força criativa não está muito inventiva nesta sexta-feira. Mesmo assim, resolvi tentar atender tais sussurros.

Você, meu caro leitor, sabe que gosto de devanear/crônicar sobre tudo. Escrevo sobre o que dá na telha e tals. Só que hoje não. Pensei em escrever uma lista de clássicos do Rock and Roll, shows das grandes bandas que assisti, uma lista de meus filmes preferidos; quem sabe redigir sobre futebol (pênalti perdido pelo Roberto Baggio em 1994, que me fez beber pra cacete), carnaval, amor (amor?) ou política, mas apesar da inquietação, nada flui. É, tudo pareceu tão óbvio, repetitivo e desinteressante este momento. Foda!

Quem dera ser um grande contista ou cronista. Ser escritor, de verdade, deve ser legal. Não falo de pitacos e devaneios em um sitezinho, sem nenhum tipo de ironia barata. E sim de caras que possuem livros publicados, bibliotecas na cabeça, bagagem cultural e não pseudo-enciclopédias, que só leram passagens ou escutaram fulanos contarem sobre obras literárias lidas. Talvez, um dia, eu chegue lá. Quem sabe?

Mesmo que seja sobre uma bobagem, precisa-se de merda engraçada, porreta de se ler. Às vezes escrevo assim, de qualquer jeito. Por quê? Dá muito trabalho contar uma história ou estória de forma bem escrita, oras. Quem dera pensar: agora vou me “Drummonizar” e voilà, escrever um textaço. Não, não é assim. Já ri muito de alguns velhos posts pirentos por conta disso.

Por fim, vos digo: textos ruins parecem cerveja quente em copo de plástico, ou seja, não rola. Já uma boa crônica parece mais uma daquelas cervas véu de noiva de garrafas enevoadas, na taça, claro. E já que não deu pra escrever algo caralhento, vamos beber, pois é sexta-feira! Bom final de semana pra todos nós!

Elton Tavares

Como hoje é sexta, sempre lembro do velho Liverpool Rock Bar (Nostalgia Rocker e tals).

Hoje é sexta-feira e toda sexta lembro do velho Liverpool Rock Bar, que foi um dos celeiros do rock amapaense. Fundado no final 2004, pelo seu Nelson e sua filha Vânia, o bar, mesmo sem estrutura, fez sucesso entre os amapaenses que gostam de rock and roll.

O Liver foi, até o final de 2009, o refúgio do underground amapaense. Um bar simples, entretanto, frequentado pelas pessoas mais descoladas da cidade. Na categoria “rocker”, foi o bar de rock mais duradouro da história de Macapá.

O Liverpool tinha mesas de bilhar adoradas por 90% dos frequentadores, bandas legais e tínhamos a certeza que íamos encontrar os amigos por lá.

No Liver iam músicos, skatistas, jornalistas, boêmios, malucos, caretas, homossexuais e heterossexuais. Era um local democrático, muito longe de uma “vibe” ou “point”. Alguns, mais exigentes, apelidaram o local de “Liverpalha”, mas viviam por lá.

Hoje temos locais melhores para curtir som, muito mais estruturados, refrigerados e tals, mas todos nós lembraremos do charme sujo que o Liver possuía. A gente quebrava tudo por lá (às vezes, literalmente). Saudades daquela bodega!

“O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês.

Elton Tavares

Meus parabéns, Pedro Aurélio (te amo, tio!)

Peró e seus filhos: Maria, Pedro e Paulo. Meus amados avó e tios.

Entre os amigos que tenho e que possuem o mesmo sangue que eu, Pedro Aurélio Penha Tavares é um deles. Além de meu tio, o cara é um conselheiro, parceiro e socorrista (já precisei dele e o irmão de meu pai não me faltou). Um dos figuras que me orgulho de levar o mesmo sobrenome.

Terceiro filho da Peró e “Juca”, pai de quatro filhos, avô de um lindo casal, marido da Lúcia, administrador de empresas, bacharel em Direito, maçom, fazendeiro e conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AP), Pedro Aurélio é um cara PHODA.

Longe de ser um homem perfeito, genioso, combativo e questionador, mas leal e honesto, tio Pedro é um exemplo. O que lhe falta em leveza, sobra em atitude. Gosto disso. A gente até discorda. Sobre política principalmente, mas de forma respeitosa, como deve ser.

Inteligente, trabalhador, corajoso, culto, decente e cheio de manias, Pedro Aurélio é o segundo filho preferido da Peró, minha avó e esteio de nossa família. Segundo por motivos de ser impossível competir com a tia Maria, a filha mais zelosa que uma mãe poderia ter.

Já disse e repito: sou parecido com Pedro Aurélio. Não fisicamente, pois o sacana tira sarro comigo por eu ser um gordo. Mas é que ambos somos pontuais (detestamos esperar), esquentados e não levamos desaforos para casa. Também gostamos de cumprir promessas, o que nos leva a cobrar os compromissos assumidos. Ressalto que somos semelhantes, mas o tio nunca teve a porra-louquice que tento amenizar dentro de mim.

Conversar com ele é sempre porreta. Um aprendizado e uma alegria em cada encontro (a gente já até comeu tamoatá com vinho chileno, rs). Quem tem a sorte de ser amigo dele, sabe do grande coração do cara. Nem sei o momento exato em que Pedro Aurélio deixou de ser somente o meu crítico tio e se tornou esse grande amigo. Mas agradeço a Deus por ter nos aproximado, pois ter seu respeito, amizade e amor é importante pra mim. Muito importante!

Enfim, cheio de moral e boas histórias ao longo da jornada, Pedro Aurélio nunca foi somente mais um. Sua tenacidade sempre o fez autêntico, daqueles caras que marcam presença, pisam na beira e dão o recado (ou fazem o que é preciso) como poucos que conheço. Tem sempre os patetas que não gostam de pessoas assim. Mas estes, além de desafetos ou fãs, são somente plateia. Já eu, dou valor!

Tio, tu completas 66 “abrils” hoje e já torço pra ires até pelo menos os 120 invernos amazônicos. Seja nas fazendas Santa Lúcia e São Pedro ou na cidade, que tenhas sempre saúde e felicidades ao lado da muito querida Lúcia e demais amores de tua vida.

Sou imensamente grato pelo apoio de sempre. Eu e Emerson (pois sei que posso falar também pelo meu irmão) amamos você pra caralho (leia-se intensidade). Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Marcelo Guido!

Alguns amigos fazem parte de nossa história. É difícil acessar a pasta de memória afetiva sem esses personagens estarem lá. Uns com muita importância, outros nem tanto. Entre os relevantes e que fazem parte da minha lista de brothers “das antigas” está Marcelo Guido.

O cara é pai da Lanna e Bento, marido da Bia, jornalista e assessor de comunicação, ateu (daqueles chatos) ex-blogueiro, vascaíno calejado (com muito amor por esse time e resignado pelo sofrimento), remista, colaborador deste site, amante de rock and roll e futebol, fã Nº 1 dos Ramones e velho amigo deste editor.

Eu e Guido é um lance meio amor e ódio. Ele já falou mal de mim e eu também o detonei. A gente também ficou brigado por anos, inclusive sem contato algum. Mas, ainda bem, sempre foi mais amor que ódio.

Para quem não é da época (ou não sabe), nos anos 90, eu e Marcelo éramos de uma galera de malucos. Ele sempre foi daqueles que topava qualquer parada e sempre vencíamos tudo assim. Tempos de impulsos, precipitações e loucuras. Sim, sensatez era outro departamento.

Foi nesse contexto que encaramos incontáveis brigas de rua, noites etílicas com biritas de procedência duvidosa, que quase sempre resultavam em amanhecidas memoráveis. Em muitas outras dessas noites, o encontro era somente pra jogar conversa fora.

Eu chegava na casa do cara, ali no centro da cidade e a gente sempre armava um churrasco de galeto com vinho barato. Também éramos andarilhos da madruga, pois nunca tivemos carangos e nem motocas. Muito menos desinteirávamos o do goró pra pegar ônibus, táxi, etecetéra e tals. Foi um tempo de vacas magras, mas muito feliz. A gente sobreviveu por um milagre (sim, no texto de parabéns a um ateu).

Guido também era meio potoqueiro, mas ele nunca admitiu e nunca admitirá isso (risos). Marcelo também foi um dos caras que me deram força na época da morte do meu pai, em 1998. Sou grato por isso.

O Guido segue com um temperamento explosivo. Ainda esbraveja aos quatro cantos quando provocado. Eu um pouco menos que antes. Mas ele é um cara do bem, mesmo com suas regras severas sobre pessoas com quem se relaciona (sempre converso com o brother sobre isso).

Já disse e repito: admiro o pai de família que o Guido se tornou. Às vezes, ele ainda me tira do sério e fico puto com o figura. O sacana vive tirando onda comigo por ser gordo, o que me deixa mordidaço. Sorte dele que come que nem uma escavadeira hidráulica e não engorda, o frescão. Mas depois passa e a gente segue amigos.

Com o passar dos anos, Guido também se tornou brother do meu irmão, Emerson. E aí formou geral a “fina flor da sociedade” (risos) dos malucos.

O mais legal é que nos tornamos caras bacanas (muita gente pode discordar disso), que não queremos nada que não seja nosso por direito ou batalho. E quase coroas doidões, mas bem menos que antes, pois este futuro em que vivemos “não é mais como era antigamente”. Graças a Deus.

Guido, mano velho, em linhas gerais, tu és um cara que sei que posso contar. A gente já viveu muita onda errada pra eu ter essa certeza. E é um lance recíproco. Este texto é um registro do amor, amizade, respeito e parceria mútua.

Que tu tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares (e falo também pelo Emerson Tavares, meu irmão, que também é irmão do Marcelo Guido). 

Hoje é o Dia do Jornalista – Meu texto sobre o nobre ofício.

Hoje é o Dia do Jornalista. A data que celebra os profissionais da mídia foi criada pela Associação Brasileira de Imprensa (ABI) como uma homenagem a Giovanni Battista Libero Badaró, médico e jornalista que chegou ao Brasil em 1826. Ele lutou pelo fim da monarquia portuguesa, denunciou abusos do Império na época de D. Pedro I e era apoiador da independência do país.

Em novembro de 1830, foi assassinado por inimigos políticos, em São Paulo. Historiadores acreditam que a morte foi encomendada pelo imperador, que, em 7 de abril de 1831, abdicou do trono, o que fez D. Pedro II, seu filho, assumir com apenas 14 anos de idade. Foi só em 1931, cem anos depois do acontecimento, que surgiu a homenagem e o dia 7 de abril passou a ser o Dia do Jornalista. Também em 7 de abril de 1908 que a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), com a missão de garantir os direitos dos jornalistas.

O conceito da profissão diz: “Jornalismo é a atividade profissional que consiste em lidar com notícias, dados factuais e divulgação de informações. Também se define o Jornalismo como a prática de coletar, redigir, editar e publicar informações sobre eventos atuais”.

Quem me conhece sabe, sempre trabalho com responsabilidade. Passei por algumas redações da imprensa aberta, mas sou assessor de comunicação há 11 anos, atividade que me faz muito feliz. Já tive o prazer de trabalhar com muita gente boa e aprendi com eles. Também trampei com alguns canalhas, que são ótimos exemplos de como não proceder.

Certa vez, li a seguinte frase: “no fundo, jornalistas se acham. No raso, têm certeza”. É engraçado, mas alguns agem assim mesmo, é uma tal de autopromoção sem fim. Sempre digo: jornalista não é artista.

Ah, para ser um bom jornalista, além de ler e ter bom relacionamento com os colegas, é preciso ser competente. É a única maneira de você não se tornar um puxa-saco, pois será respeitado pelo trabalho e postura.

E como disse minha amiga manauara Juçara (jornalista): “não podemos dizer sempre o que pensamos por conta da obrigação de ser neutro, apesar das inúmeras ‘artimanhas’, com ética sempre, para dar uma indireta”. Tá, ainda aprenderei essa parte de não dizer o que penso diretamente.

Outra coisa, gosto de tomar uma cerveja e jogar conversa fora com colegas, ô raça para ter assunto bacana. Graças a Deus, fiz muitos amigos nessa loucura das pautas.

“Dizem que ofendo as pessoas. É um erro. Trato as pessoas como adultos. Critico-as. É tão incomum isso na nossa imprensa que as pessoas acham que é ofensa. Crítica não é raiva. É crítica, às vezes é estúpida. O leitor que julgue. Acho que quem ofende os outros é o jornalismo em cima do muro, que não quer contestar coisa alguma. Meu tom às vezes é sarcástico. Pode ser desagradável. Mas é, insisto, uma forma de respeito, ou, até, se quiserem, a irritação do amante rejeitado” – Paulo Francis.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista e tento escrever algo de acordo com a verdade.

Claro que já sofri com ameaças de processos por desafiar poderosos com denúncias pertinentes, mas o jornalista que ainda não passou por isso, vai passar. Ou pelo menos deveria. Sobre os ameaçadores, não deu em nada. A verdade sempre vence!

Quem não tem dinheiro, conta história”. Esse é o bordão do personagem “Paulinho Gógó” e se aplica a maioria de nós, jornalistas. Operários da informação que cortamos um dobrado, mas amamos essa doideira. Sou grato por trabalhar com o que amo fazer e ser pago pra isso. Além de ter o respeito dos que me são caros. Obrigado a todos que, de uma forma ou de outra, já deram uma força. Valeu demais!

Sem mais, parabéns a todos vocês nas redações de jornais e revistas, estúdios de rádio e TV, mídias eletrônicas e assessorias de comunicação, que trampam nessa profissão fascinante e que é um dos pilares da democracia. Afinal, esse ofício é como rapadura: doce, mas não é mole não. ‘Viva nós’!

*Jornalistas, oh raça! 

Elton Tavares

Eu me inventei (crônica sincera)

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“Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill. Quando criança e adolescente, alardeei qualidades que não tinha. Mas as minhas invenções passaram de ficcional para real. Sim, uma coisa espantosa sobre mim (sim, este texto é sobre este jornalista, portanto, se não quer saber, pare agora e vá fazer algo útil) é que inventei um personagem e virei ele.

Não me acho e nunca me achei superior a ninguém, muito menos especial. Mas não quis ser um tipinho anônimo e insignificante que era na infância. Por isso, me inventei. É tipo fazer figa ou morder o beiço pra caba não lhe ferrar, se você acreditar, acontece!

Cansado de piadinhas idiotas, inventei que perdi a virgindade aos 13 anos, mas aconteceu aos 14, em 1990. O motivo da mentira? Detestava ser o único moleque virgem da sétima série. Aí comecei a ter mesmo sucesso com as meninas. Hoje, acredito que a maioria mentiu naquela época.

Depois inventei que era bom de briga, até ter que brigar. Se tivesse me acovardado, ia ficar esquisito. Depois da terceira ou quarta surra que peguei, me tornei, de fato, bom de porrada. E depois disso ganhei muitas lutas de rua.

Mas o papo aqui é sobre o jornalista. Demorei muito pra ser um profissional mediano em algo. Fui vadio, office boy, auxiliar de escritório, auxiliar contábil, vendedor de seguros, porteiro de escola e, enfim, jornalista.

Não dá pra se inventar jogador de futebol ou músico (quem dera), mas jornalista, deu! Vou explicar. Basta ler, estudar, apurar um fato e ser ético, além de possuir discernimento crítico sobre temas diversos. Não, não é fácil. O tal de pensar fora da caixa. Pois bem, eu me inventei jornalista.

Claro que aprendi com muita gente, desde os professores da faculdade aos colegas de trampo. Errei muito, ainda erro e sempre errarei. Aliás, todos nós, sempre.

Creio que a vida, o cosmos, Deus ou seja lá qual o nome da força que rege tudo isso conspira a favor de quem trabalha e acredita em si mesmo. Por isso, resolvi ser esforçado e focado quando quero algo. Como disse um sábio que conheci: “Quem me escolheu fui eu mesmo!”.

Otimismo, sorte, coragem e batalho, muito batalho. De tantas experiências vividas, trampo pra caramba e lições tiradas, aprendi esse ofício. Nesse âmbito, tento ser correto, original, sincero e justo. Nem sempre consigo, mas, quando não ajo dessa maneira, é porque não deu.

No final das contas, me dei melhor que muitos dos sabichões da época do colégio, que me parecem infelizes em seus ofícios. Tomei gosto por estar sempre bem informado e escrever virou algo prazeroso. Dá até pra viver disso (risos).

A verdade é que, com o tempo, todo mundo saberá quem é você realmente. Me tornei o que decidi ser: às vezes, sou contista; noutras, cronista, contador de histórias e sempre jornalista. Eu inventei essa porra e muita gente acredita nisso. Até eu. É isso!

Elton Tavares

Há seis anos, o The Cure se apresentou em São Paulo. Foi o melhor show que assisti na vida

 

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Até hoje, não consigo descrever com presteza o que senti na noite de 6 de abril de 2013. Há exatamente seis anos, a banda inglesa The Cure, se apresentou na Arena Anhembi, na capital paulista. Foram 3h15 de show. E que show! Com certeza o melhor que vi na vida. Coisa de fã de Rock.

Algumas semanas antes do show, Roberth Smith (“a cara, a voz e a força do The Cure”), c59720_479154118804291_1632855767_nconcedeu uma entrevista ao programa “Fantástico” (vídeo). Ele disse que como não eram mais jovens (ele tinha 53 anos em 2013) não faria vários shows, mas poucos com muita intensidade. O astro prometeu e cumpriu.

Sabe, eu sempre fui fã de Rock And Roll. Já vi muitos shows sensacionais e fui pra muitas festas doideiras, mas naquele dia, ao lado dDSCN4540o meu irmão e companheiro de aventuras Emerson Tavares, vivemos o auge dessa vida rocker. O show do The Cure conseguiu superar as apresentações do Radiohead em 2009, U2 em 2011, New Order e Johnny Marr (2014), Interpol, Smashing Pumpkins, Morrissey e Pearl Jam (2015) e Lollapalooza 2017 (Duran Duran, Strokes e Metallica).

O que as 30 mil pessoas que estavam na Arena Anhembi naquela noite viram foi impressionante, 563022_480979601955076_1522168739_nsensacional, fantástico e todos os sinônimos para o show da vida de muitos (como eu e meu irmão). O The Cure emociono e empolgou. Foram 40 músicas. Todas cantadas pelo público. E eu e Emerson ficamos na Budzone, área vip. ou seja, perto do palco e confortável. Firme demais!

Robert Smith (voz e guitarra), Jason Cooper (bateria), Roger ´O DonDSCN4575nell (teclados), Simon Gallup (baixo) e Reeves Gabrels (guitarra), fizeram um show caralhento, cheio de hits e canções despintadas. Agradeço a Deus todos os dias por ter vivi aquilo.

“Não foi um show… foi uma apoteose! Infinitamente melhor que as duas apresentações que assisti em 1996. Como vinho, cada vez melhores com o tempo” – Disse o amigo Nilson Montoril.

DSCN4594Os amigos que viram o show no Rio de Janeiro, dois dias antes, disseram que o de Sampa foi muito mais paid’égua. Uma das canções clássicas da banda diz que “Garotos não choram”. Naquela noite, era menina e barbado chorando, rindo, dançando,cantando, pulando, etc. Bestificados com aquele showzaço do caralho, eu e Emerson choramos. De felicidade e emoção, claro. Inesquecível!EueRobertSmith

Obs: Se já não bastasse tamanha felicidade, no dia seguinte ao show, encontrei a banda no Aeroporto de Guarulhos (SP). Robert foi muito simpático e ganhei uma foto pra posteridade. Até a próxima, The Cure!

Elton Tavares


Veja as músicas que o The Cure tocou em São Paulo:

“Open”
“High”
“The End of the World”
“Lovesong”
“Push”
“Inbetween Days”
“Just Like Heaven”
“From the Edge of the Deep Green Sea”
“Pictures of You”
“Lullaby”
“Fascination Street”
“Sleep When I’m Dead”
“Play For Today”
“A Forest”
“Bananafishbones”
“Shake Dog Shake”
“Charlotte Sometimes”
“The Walk”
“Mint Car”
“Friday I’m in Love”
“Doing the Unstuck”
“Trust”
“Want”
“The Hungry Ghost”
“Wrong Number”
“One Hundred Years”
“End”

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“The Kiss”
“If Only Tonight We Could Sleep”
“Fight”

bis

“Dressing Up”
“The Lovecats”
“The Caterpillar”
“Close To Me”
“Hot Hot Hot!!!”
“Let’s Go to Bed”
“Why Can’t I Be You?”
“Boys Don’t Cry”
“10:15 [Saturday Night]”
“Killing An Arab”

1º de abril: hoje é o Dia da Mentira

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Conforme a mitologia nórdica, o 1º de abril é o Dia consagrado ao deus Loki, dos truques e das brincadeiras, culto que teria posteriormente gerado o Dia da Mentira. Também li que o motivo é que: “Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX de França determinou que o ano novo seria comemorado no dia 1 de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e continuaram a seguir o calendário antigo, pelo qual o ano iniciaria em 1 de abril. Gozadores passaram então a ridicularizá-los, a enviar presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Essas brincadeiras ficaram conhecidas como plaisanteries”. Bom, dizem que é isso, mas pode ser mentira.

No Brasil, o primeiro de abril começou a ser difundido em Minas Gerais, onde circulou A Mentira, um periódico de vida efêmera, lançado em 1º de abril de 1828, com a notícia do falecimento de Dom Pedro, desmentida no dia seguinte. A Mentira saiu pela última vez em 14 de setembro de 1849, convocando todos os credores para um acerto de contas no dia 1º de abril do ano seguinte, dando como referência um local inexistente.

Todos mentimos, muito ou pouco, pois faz parte do convívio social. E não somente hoje, mas o ano todo, a vida toda. Existem mentiras e mentiras. Pode ser uma simples desculpa para não ir a uma festa ou faltar ao trabalho. O problema é quem mente o tempo todo e que possui uma máscara para cada situação. Conheço alguns assim. Outros acham que sou assim, uma mentira. Logo eu, um cara tão verdadeiro. Mentira?

Gente que mente para aparecer, para parecer mais competente ou mais inteligente. Nego que conta lorotas para se firmar dentro de um grupo ou puxar o saco de alguém que ele imagina que pode lhe beneficiar de alguma forma.

Apesar de trabalhar com comunicação institucional há 11 anos, o que muitos confundem com mentir e puxar-saco, não sou dado a essas práticas. Prefiro trampar com afinco, respeito e franqueza. Quem me conhece sabe: isso NÃO é mentira.

Sinto muito pelos mentirosos compulsivos, mais ainda pelos que mentem por grana, pois já perderam sua essência, respeito de colegas e suas almas. Gosto das brincadeiras e da ironia que envolvem o primeiro dia de abril, mas pensem em suas mentiras cotidianas. Elas fazem mal somente a você ou prejudicam muita gente?

Conheço várias pessoas que são uma grande mentira. Gente que tenta parecer algo que não é e que nunca será. Pessoinhas que vivem a vida dos outros, sempre contando causos que ouviram e tentam fazer com que acreditem que elas vivenciaram tais fatos.

Uma mentira dá uma volta inteira ao mundo antes mesmo de a verdade ter oportunidade de se vestir”, disse Winston Churchill.

E você, já contou sua mentirinha de hoje? Enfim, um ótimo dia e um abril feliz pra todos nós. Se possível, com poucas e inofensivas mentiras.

Elton Tavares

Foi lindo: com show que celebra os 30 anos dos álbuns “Dois” e “Que país é este”, a Legião Urbana emociona milhares de fãs em Macapá

Foto: Sal Lima

Ontem (30), no CetaEcoHotel (apesar de ser no CetaEcoHotel, o pior lugar para um show), a Legião Urbana fez uma apresentação irretocável. Com a turnê que celebra os 30 anos dos discos “Dois” e “Que país é este?”, a maior banda do Rock Nacional fez o que todos nós, fãs, esperávamos: botou pra quebrar e emocionou o público com suas canções de amor e protesto.

Os álbuns trintões são dois dos mais cultuados pelos fãs da Legião. A banda é formada pelos remanescentes Dado Villa Lobos (guitarra) e Marcelo Bonfá (bateria), que tocam junto com Lucas Vasconcellos (guitarra e violão); Roberto Pollo (teclados); Mauro Berman (no baixo) e e André Frateschi ( vocal e gaita).

Foto: Sal Lima

Além do Ceta, outra coisa ruim da noite foi ter perdido as apresentações da cantora Silmara Lobato e da banda Dezoito21, artistas amapaense e queridos amigos, que abriram a noite rocker. Desculpem, queridos, eu estava no trampo.

De volta à Legião, os caras cumpriram o prometido. Assim como o primeiro show na capital amapaense, em 2016, a banda provou o motivo de ser um fenômeno da cultura Rock Brasil. Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá são figuras lendárias e icônicas da maior banda de rock de todos os tempos e é redundante dizer que tocam muito (demais). Os outros músicos idem.

Foto: Sal Lima

E o André Frateschi. Porra! Aquele bicho é uma usina de energia porreta! Canta, toca gaita, faz performances quase teatrais (o cara é ator também) e ainda deu um recado fundamental: “Ditadura nunca mais”.

O recado político da Legião foi essencial, pois muitos garotos (e velhos) estão perdidos e apoiam o lado errado, após acidente histórico na política ocorrido em 2018, que colocou esse senhor no mais alto cargo nacional e que bate palmas para absurdos do passado, trabalha pelo cerceamento dos direitos básicos e vai na contra o livre pensamento.

Foto: Sal Lima

Aliás, a Legião Urbana sempre lutou pela liberdade. Canções como “Que País é Este?”, “Geração Coca-Cola” e “Veraneio Vascaína” (essa última do Aborto Elétrico, gravada pelo Capital Inicial, mas também tocada pela Legião), entre tantas outras músicas de protesto contra o Regime Militar provam isso.

E nós? Em outro texto, eu disse: “A Legião Urbana somos nós, os fãs”. Caralho, a gente também botou pra quebrar. Rolou muito coro, aplausos, sorrisos, lágrimas. A gente tava feliz demais. Só entende quem é fã e ali, no Ceta (apesar do Ceta), era o local pra pessoas assim, legionários.

Foto: Sal Lima

Canções como Angra dos Reis, Eduardo e Mônica, Faroeste Caboclo, Índios, Quase sem querer, Tempo perdido e, claro Que país é este? Tiveram emocionante participação do público. Ainda rolou músicas de outros discos, como Giz e Há tempos, entre outras.

Foto: Sal Lima

Sabem, sempre fui fã da Legião Urbana. As músicas embalaram noites memoráveis, quando andei com os loucos e foi trilha de amores inesquecíveis. Estar ali, ontem, fez mais uma vez a vida valer a pena. Além de ter sido um encontro de velhos amigos. Deu pra abraçar a malucada das antigas por lá.Quem não foi, perdeu. Força sempre!

URBANA LEGIO OMNIA VINCIT (Legião Urbana Vence Tudo)!

Elton Tavares