Meus parabéns, Walter Junior! – @WalterJrCarmo

Hoje é aniversário do jornalista, publicitário, empresário, presidente do Instituto Memorial Amapá (grupo histórico/cultural que trabalha no resgate e valorização da memória amapaense)  e diretor proprietário da Revolution Multicomunicação, além de um dos maiores fãs dos Beatles que conheço, Walter do Carmo Junior. Um profissional ultra inteligente, criativo e competente.

Walter é filho do pioneiro homônimo, o cara que abriu as estradas do Amapá e irmão da minha amiga querida e melhor fotógrafa com quem trabalhei, Márcia do Carmo.

WJ possui uma trajetória impressionante na área da comunicação. Foi gerente Geral da TV Amapá, entre 1981 e 1983 (quando foi inaugurada a então nova instalação da emissora afiliada a Rede Globo, na Avenida Diógenes Silva); repórter, diretor de Jornalismo, chefe de Reportagem, editor chefe da TV Liberal em Belém (PA), coordenador de Comunicação Social da Prefeitura da capital paraense e assessor de comunicação na Câmara dos Deputados.

Walter chegou a trampar com oceanógrafo, mergulhador, cineasta e inventor francês, Jacques-Yves Cousteau, quando a equipe da Rede Globo que faria uma cobertura para o Fantástico, nos anos 80. Uma marca que não é pra qualquer jornalista.

Trabalhamos em conjunto há alguns anos e ele sempre tinha uma boa sugestão ou conselho sobre as matérias.

Hoje em dia, além de comunicação, ele trabalha para resgatar a história do Amapá à frente do Memorial, tarefa da qual já obteve sucesso, pois mobilizou pioneiros e familiares nessa missão hercúlea. Walter é um amigo que sempre me tratou com respeito e consideração, mesmo quando muitos que eu pensava que iriam se posicionar da mesma forma, falharam.

Portanto, meus parabéns, Walter. Que sigas com saúde, pois do resto tu dá conta, bicho. Feliz aniversário!

Elton Tavares

*Nas fotos, cedidas pela Márcia do Carmo, Walter Júnior está com seus filhos.

**Texto republicado, mas de coração. 

Feliz aniversário, Naldinho!

Eu, Val e Naldinho – Março de 2017, a caminho do Oiapoque (AP).

Hoje aniversaria o servidor do Senado Federal, amante de churrasco, cervejas enevoadas, motociclista e piloto (brincadeira por conta de nossas viagens ao interior do Amapá, as quais ele foi dirigindo), pai e esposo amoroso, amigo prestativo e parceiro na hora dos perrengues, além de brother querido deste jornalista, Josinaldo Barros. O popular “Naldinho”.

Conheci o Naldinho em janeiro de 2017 , pois trabalhei durante sete meses com ele no mandato do senador Randolfe Rodrigues. Aliás, com ele e com uma equipe formada por gente porreta.

Naldinho é um cara, ao mesmo tempo, observador e brincalhão. Sempre disposto a ajudar todos no trampo, é um figura demais paid’égua na hora que alguém precisa dele. Foi o meu caso, durante a volta do Oiapoque, em março de 2017. Eu adoeci e o brother segurou a onda. Serei sempre grato!

Com o Naldinho, numa pauta em Santana. Junho de 2017.

Com o Naldinho, eu e a equipe, viajamos para várias cidades do Estado, cobrimos pautas que começavam pela manhã e terminavam na madrugada. Ele sempre sorrindo, o sacana.

Esse texto é para, além de parabenizar o amigo, deixar registrado o respeito e gratidão que tenho por Josinaldo Barros. Um cara, sobretudo, do bem.

Naldinho, mano velho, que tenhas sempre saúde e sucesso em sua jornada. Que não te falte voltas na tua motoca incrementada, domingos no teu sítio, quando ficas rodeado pelos que amas e nem tuas viagens com a família, que tanto me contastes. Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Aloísio Menescal!

Hoje também aniversaria o jornalista cearense, marido da Lívia Parente e membro da equipe de assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), Aloísio Menescal. Além de profissional ético, prestativo, competente e gente boa, é um amigo deste editor.

Aloísio é um marido dedicado, meio nerd, adora fotografar plantas e insetos da Amazônia. É também bem-humorado, meio hipocondríaco (sempre está com dor de cabeça, estômago ou coluna) e amante de filmes porretas. O brother chega aos 41 anos.

Conheci o cara na cobertura das Eleições 2016, quando ele chegou com a equipe do Tjap para me dar uma força (na época eu era responsável pela comunicação do TRE-AP). De lá pra cá foram muitas pautas e parcerias. A gente até participou de um congresso de jornalistas em Cuiabá (MT), em 2018.

Com os jornalistas Bernadeth Farias e Aloísio Menescal, em Cuiabá (MT) – 2018.

Este texto é para registrar meu apreço, amizade e respeito por Menescal (apesar dele recusar meus convites pra gente tomar umas cervejas). Aloísio, mano, que tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado, mas de coração. 

Desconfortáveis encontros casuais – *Texto republicado, pois sempre rola algo assim. 

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Encontro um velho conhecido.

Ele: “cara, você tá muito gordo!”. Eu, (em pensamento, digo eu sei caralho, vai tomar no cu!): Ah, cara, sabe comé, sem exercícios físicos, sem tempo pra muita coisa, muita cerveja e porcarias gordurosas (que amo).

Sem nenhum assunto, fico em silêncio.

Ele: virei médico e você?

Eu: sou jornalista.

Ele: ah, legal (com um ar de desdém que vi ao encontrar outros velhos conhecidos advogados, administradores, contadores, ou alguma outra profissão mais rentável).

Aí um de nós subitamente diz que está atrasado e marca uma gelada qualquer dia com nossas respectivas esposas ou namoradas e vamos embora. Com certeza, passaremos mais 10 anos sem nos falarmos, graças a Deus.

Elton Tavares

*Texto republicado, pois sempre rola algo assim. 

A Santa Inquisição do Fofão (crônica)

Lembro-me bem, no início dos anos 90, do pânico em Macapá causado por um boato “satânico”. Espalhou-se que teria uma adaga ou punhal dentro do boneco do personagem Fofão, por conta de um suposto pacto demoníaco com “o coisa ruim”, feito pelo criador do personagem.  Iniciou-se uma caça, sem precedentes, aos brinquedos. Uma espécie de “Santa Inquisição”. De certa forma, parte da população embarcou na nova lenda modinha e os fofões foram trucidados por conta de um mero boato.

Meu irmão e eu vitimamos alguns fofões que pertenciam a nossas primas (prima sempre tinha Fofão, boneca da Xuxa ou Barbie). Na época, muitos diziam que ouviram do  vizinho do fulano, que uma pessoa tinha sido assassinada por um dos então apavorantes bochechudos de brinquedo.

O Fofão tinha uma cara enrugada, era tosco, usava uma roupa parecida com a do Chucky (o brinquedo assassino), e dentro ainda tinha uma haste (punhal) de plástico, que era usado para manter o seu pescoço em pé. Realmente os fatos estavam contra ele.

Houve até queima dos portadores do mal, em praça pública. Sim! Naquela praça que ficava em frente ao cemitério São José, que hoje abriga a Catedral de São José, homônima ao espaço reservado aos que já passaram desta para melhor.

Na verdade, comprovou-se que o fato não passou de um golpe de marketing, pois muita gente comprou só para conferir e, em seguida,  destruir o brinquedo. Coisas como o lance das músicas da Xuxa que, como se falou na mesma época, se tocadas ao contrário, continham mensagens do diabo. Hilário!

Foi muito divertido, confesso. Ateei fogo em vários fofões, e foi muito melhor do que a época junina. A maioria dos moleques adorou, e grande parte das meninas chorou a partida daquele tão querido brinquedo.

Concordo com o dramaturgo inglês, William Shakespeare, quando disse: “há mais coisas entre o céu e a terra do que explica a nossa vã filosofia”, mas não neste caso. Porém, o episódio do Fofão foi uma histeria generalizada entre a molecada e virou mais uma piada verídica da nossa linda juventude, uma espécie de Santa Inquisição dos brinquedos.

Elton Tavares

*Essa crônica foi uma das primeiras publicadas no meu antigo blog, que deu origem a este site. Republiquei para descontrair.

Saudades do Quiosque Norte Nordeste, o saudoso “Bar da Floriano”

O querido Dylan Rocha
Quem vive a boemia de Macapá há mais de 16 anos, certamente frequentou o Quiosque Norte Nordeste da Praça Floriano Peixoto. O “Bar da Floriano” era o ponto de encontro de poetas, artistas, músicos e malucos em geral. Os proprietários do boteco eram dona Neide e seu Alceu. Aliás, duas figuras queridas por todos que por ali curtiram na companhia de amigos. 
 
O seu Alceu era sempre cara carismático e  caladão. Quando descobriu que eu era filho do Penha, virei brother na hora, pois meu pai tinha sido seu amigo.  

No Bar da Floriano rolou de tudo: Rock (lá, eu e um grupo de amigos inventamos o “Lago do Rock”, em 2004), Reggae, Samba, MPB, MPA, Clube do Vinil, saraus temáticos, declamação de poesia, lançamento de livros (como o Vanguarda), exibição de filmes, lançamento de fanzines (como os do Ronaldo Rony), venda de artesanato, entre outras tantas manifestações culturais. 

 

Nivito Guedes
Era fácil ver por lá figuras como o poeta Dinho Araújo, os músicos Nivito Guedes, Dylan Rocha, Sérgio Salles, Rebecca Braga, Chico Terra, a Patrícia Andrade, o Wedson Castro, o Ronaldo Rodrigues, o saudoso Gino Flex, etc. Enfim, uma porrada de gente legal. 
 
O Bar foi fechado pela Prefeitura de Macapá em 2011 (acho eu, pois não lembro da data exata) e deixou a galera sem rumo, sem ninho, sem point. Pode soar como nostalgia, mas o boteco de banheiro sujo, goteiras e instalações rústicas deixou saudade numa moçada que conheço bem. 
Sérgio Salles, com Gino Flex ao fundo.
 
A cereja do bolo era o Antonio, garçom mais folgado e bruto como poucos, sempre com sua camiseta verde. Eu gostava daquele figura. 
 
O comentário do amigo Chico Terra sobre o fechamento do Bar pelo poder público foi perfeito. Eu aqui reproduzo e assino embaixo: 
A poetisa Patrícia Andrade
 
“Era lugar de reunião de artistas e que varava madrugadas em paz. Mas o poder público mandou derrubar o quiosque que abrigava a poesia para dar lugar a uns ridículos pedalinhos que estão desativados agora, tudo em nome da intolerância, inclusive religiosa do gestor municipal de plantão (na época)”. É isso! 
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Marlonzinho, eu, Fausto, Patrick e Ronaldo Macarrão – 2004.
É, nós, os malucos da cidade politicamente incorretos, contávamos moedas para a coleta da birita no local, pois amávamos a crueza e falta de sofisticação do boteco. Bons tempos aqueles do Bar da Floriano, apesar de, às vezes sórdidos, mas sempre divertidos. Com toda certeza, uma lembrança feliz. É isso. 
 
Elton Tavares, com a colaboração de Patrícia Andrade e Aog Rocha.
Fotos: Chico Terra.

É, eu gosto!

Eu gosto de fotografar, de beber com os amigos e de ser jornalista (talvez, um dia, um bom). Gosto de estar com minha família, do meu trabalho e de Rock And Roll. Eu gosto de café, mas só durante o trabalho, enquanto escrevo. Gosto de sorvete de tapioca, de cerveja gelada e da comida que minha mãe faz. Também gosto de comer besteira (o que me engorda e depois dá um arrependimentozinho).

Gosto de sorrisos e de gente educada. Eu gosto de gente engraçada. Gosto de bater papo com os amigos sobre música, política e rir das loucuras que a religião (todas elas) promove. Eu gosto de chuva e de frio. Gosto de futebol. Gosto dos golaços e da vibração da torcida.

Gosto de ir ao cinema, de ler livros e de jogar videogame. Gosto de rever amigos, mas somente os de verdade e de gente maluca. E gosto de Macapá, minha cidade.

Eu gosto de ser estranho, desconfiado, briguento e muitas vezes intransigente.

Sim, confesso que gosto.

Gosto de viajar, de pirar e alegrar. Gosto de dizer o que sinto. Às vezes, também gosto de provocar. Mesmo que tudo isso seja um estranho gostar.

Gosto de encontros casuais, de trilhas sonoras e de dar parabéns. Gosto de ver o Flamengo ganhar, meu irmão chegar e ver quem amo sorrir. Também gosto de Samba e do Carnaval. Gosto de ouvir o velho Chico Buarque cantar – ah, como eu gosto!

Eu gosto de explicar, empolgar, apostar, sonhar, amar, de fazer valer e de botar pra quebrar. Ah, eu gosto de tanta coisa legal e outras nem tão legais. Difícil de enumerar.

Eu gosto de ler textos bem escritos, de gols de fora da área, de riffs de guitarra bem tocados, de humor negro e do respeito dos que me cercam.

Gosto de me trancar no quarto e pensar sobre a vida. Gosto quando escrevo algo que alguém gosta. Gosto mais ainda quando dizem que gostaram.

Eu gosto também de escrever algo meio sem sentido para a maioria como este texto. Eu gosto mesmo é de ser feliz de verdade, não somente pensar em ser assim. Gosto de acreditar. Como aqui exemplifico, gosto de devanear, de exprimir, de demonstrar e extravasar.

Sangue e amor.

Pois é, são coisas que gosto de gostar. É isso.

Elton Tavares

O antigo Bar Xodó e o velho Albino (texto republicado)

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Meu amigo Fernando Canto escreveu uma vez: “Lembrar também é celebrar. E quando se celebra se rememora, ou seja, se re-memora num tudojunto inebriante, pois o coração aguenta. E ao coração, como sabes , era atribuído o lugar da memória – re-cordis“.

Portanto, quem tem mais de 35 anos, bebe desde os anos 90 e estudou no Colégio Amapaense gostava do antigo Bar Xodó e de seu proprietário, Albino Marçal Nogueira da Silva, o velho Albino. Albino era uma figura querida por mim e pelos meus amigos. Principalmente pelo Edmar Campos Santos, o nosso ilustre “Zeca”.

Eu e o Zeca “gazetávamos” aula e íamos beber no Xodó. Escutávamos todas as histórias que Albino contava, ouvíamos suas músicas antigas, ríamos quando ele cortejava as garotas e fingíamos surpresa a cada vez que nos mostrava seu diploma em couro de carneiro. Era divertido.12038305_1027354530650172_9082153324834620988_n-300x222

O Xodó era um botecão no estilo antigo. Tinha um banheiro apertado, com cheiro forte de desinfetante (creolina) e frases sacanas na parede. Ah, lá tinha de tudo: fotos, velas acesas, objetos inusitados para o lugar (como um boneco do Pelezinho)… Acho que dentro do Xodó tinha até bainha de foice.

Para todos aqueles que matavam aula na década de 90 só para reunir com a galera, beber, falar besteira, aquele boteco no canto da Rua General Rondon com a Avenida Iracema Carvão Nunes era o local perfeito. Os biriteiros da velha Macapá se reuniam lá para “molhar a palavra” e botar os papos em dia. Bons tempos…

Albino faleceu halbinoá alguns anos e o Xodó fechou logo em seguida, duas grandes perdas. Quem não viveu aquela época não entende tal saudosismo, pois o nome do bar era apropriado.

Vez ou outra tenho necessidade de escrever sobre aquela época. Tempos felizes e, entre tantas ótimas lembranças, Albino e o seu Xodó foram vivências marcantes na minha memória afetiva, pois o antigo bar e seu proprietário eram nossos xodós. É isso.

Elton Tavares

*Texto republicado por motivos de saudades dessa época.

Às vezes, tudo parece um enredo kafkiano

Quem me conhece, sabe que sou um tanto “turrão”. Sim, eu não afrouxo facilmente. Não sou santo, muito menos moralista. Mas procuro trabalhar direito e não fazer mal a ninguém. Meu falecido pai sempre dizia: “Não faça mal a ninguém e já estará fazendo o bem”, tento me nortear nessa filosofia.

Fico observando o comportamento canalha de algumas figuras, que procuram sempre o lado ruim da coisa e nunca enxergam fatos positivos no que você faz. São algozes vorazes por grana, que insultam e caluniam. Sufocam a verdade, deturpam fatos e, sistematicamente, tentam desconstruir o trabalho alheio. São verdadeiros mestres em sua escrotidão.

Ah se eu pudesse esculhambar e dizer: “Você já fez isso e aquilo. Não tem moral e nem credibilidade para discorrer sobre o assunto”. Mas prefiro deixar quieto. O pior são os papagaios de pirata, que não passam de meros repetidores destes infetéticos.

Diante de tais espíritos de pouca luz, lembrei-me do escritor alemão Franz Kafka. Um dos maiores da literatura modernista. Em um de seus contos, Kafka diz que existem “bestas-feras”, que detonam tudo, ferram com a sua vida. Mas que mesmo sendo feras, não deixam de ser bestas.

O pior são os encontros, cheios de abraços, sorrisos falsos e cordialidade exagerada. Sobre isso, só peço a eles: sejam decentes!

Elton Tavares

*Texto de 2011, sempre atual. 

Como hoje é sexta, sempre lembro do velho Liverpool Rock Bar (Nostalgia Rocker e tals).

Hoje é sexta-feira e toda sexta lembro do velho Liverpool Rock Bar, que foi um dos celeiros do rock amapaense. Fundado no final 2004, pelo seu Nelson e sua filha Vânia, o bar, mesmo sem estrutura, fez sucesso entre os amapaenses que gostam de rock and roll.

O Liver foi, até o final de 2009, o refúgio do underground amapaense. Um bar simples, entretanto, frequentado pelas pessoas mais descoladas da cidade. Na categoria “rocker”, foi o bar de rock mais duradouro da história de Macapá.

O Liverpool tinha mesas de bilhar adoradas por 90% dos frequentadores, bandas legais e tínhamos a certeza que íamos encontrar os amigos por lá.

No Liver iam músicos, skatistas, jornalistas, boêmios, malucos, caretas, homossexuais e heterossexuais. Era um local democrático, muito longe de uma “vibe” ou “point”. Alguns, mais exigentes, apelidaram o local de “Liverpalha”, mas viviam por lá.

Hoje temos locais melhores para curtir som, muito mais estruturados, refrigerados e tals, mas todos nós lembraremos do charme sujo que o Liver possuía. A gente quebrava tudo por lá (às vezes, literalmente). Saudades daquela bodega!

“O Rock é energia, o desejo ardente, as exultações inexplicáveis, um senso ocasional de invencibilidade, a esperança que queima como ácido” – Nick Horby – Romancista inglês.

Elton Tavares

Cai dentro, 2020. Feliz ano novo! (meus votos para todos nós, pois o futuro está ali, dobrando a esquina)

2020 está ali, dobrando a esquina. Que todos nós, eu, você e demais pessoas que estão lendo este texto, assim como nossos amores, sigamos saudáveis e sejamos felizes no ano que chegará logo. A vida boa e lôca. Só é feliz quem arrisca. Vamo com toda a força no novo ciclo.

Mesmo com todos os desafios, injustiças de toda ordem, homens e mulheres que xingam em nome de Deus e são obscuros adoradores de armas, sobrevivemos ao difícil 2019.

Sou grato aos meus companheiros de jornada, tanto os familiares, amigos e colegas de trabalho, quanto aos que me ajudaram e não estão inclusos em nenhum destes grupos citados. Fomos felizes em 2019, apesar de TUDO. A vida que construí e os momentos que compartilhei com pessoas que amo são tudo para mim. Agradeço de coração aos meus e, como diz o jornalista Luiz Melo: “obrigado por gostar de mim, apesar de mim”.

Que tenhamos luz e sabedoria para encarar as adversidades e os desalmados que certamente aparecerão no novo ciclo. E que nos esforcemos para sermos pessoas melhores que em 2020. Esse “vinte, vinte”, como disse uma amiga, será desafiador.

Que em 2020 tenhamos muito boa vontade, forças positivas, disposição e autoconfiança para corrermos atrás de tudo o que desejamos alcançar. Tenho certeza de que muita alegria nos espera no ano vindouro. Pelo menos a esperança nisso não é pouca.

Viverei 2020 como se fosse o último ano de minha vida, podem apostar (sempre faço isso). O ano novo promete. Que ele se cumpra então, que seja mágico/fabuloso e sem muitas aporrinhações. E quando fraquejarmos, que ainda haja amor e força para recomeçar.

Tomara que eu e você sigamos lutando por uma vida digna, menos ordinária, no combate a dias e noites tediosas, e cheia de amor. Ou paixões. Afinal, tudo depende de você. E se possível, sem “muitas fingidades”, como dizia Guimarães Rosa. E isso sempre contou pra caralho. E continuará contando sempre!

A todos os que fazem parte da minha vida e aos leitores do De Rocha, desejo um ano novo transbordante de amor e paz. Na hora em que os fogos explodirem no céu e o Ano Novo chegar, desejo que vocês estejam felizes, com boa comida, boa bebida e pessoas que amam.

O escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”. Então, que Deus continue nos abençoando!

Boas energias, muita saúde e prosperidade. “Difícil de ver. Sempre em movimento está o futuro”, disse uma vez o mestre Yoda. 2020, vem com tudo, cai dentro! Feliz ano novo!

Elton Tavares

Os motivos de eu escrever…

Escrevo ao longo dos últimos 13 anos. Nove deles para este site, que já foi um blog. Sempre tento me ater a verdade. Redigir textos onde dados e fatos me levam. Com exceção de sandices, devaneios e contos, que são escritos mágicos para mim. Pois ficção exercita a criatividade.

Um dia, há aescrevendolguns anos, me perguntaram: “Elton, porque você perde tempo com esse papo de blog. Porque não faz algo útil com o tempo gasto nessa página de besteiras”. Neste instante, consegui evitar um surto psicótico e palavrões a esmo para o meu questionador.

Aí expliquei para o pateta porque escrevo. Escrevo porque amo a noite, futebol, samba, rock and roll, minha família, meus amigos e amo ser eu (com todos os defeitos e chatices), não necessariamente nesta ordem, claro. No meu caso, leituras alternativas tornam o dia menos tedioso. Principalmente quando tais escritos são sobre cultura em geral.

Gosto de usar um senso de humor cortante nos meus textos para este site, assim como muita nostalgia, sentimentalismo barato (que pra mim é caro), transformar relatos em memória da minha cidade, do meu estado. Vez ou outra, até fazer velhas piadas com novos idiotas, ser um tanto antipático, chato ou adorável encrenqueiro. E sempre amoroso com minhas pessoas do coração. Sim, gosto disso.

fantasmaCerta vez, li a frase: “escrever não é desistir de falar, é empurrar o silêncio para fora”, do poeta Fabrício Carpinejar. É esse o papo mesmo, escrever é uma válvula de escape, vicia e extravasa.

Escrevo até sobre o que finjo que acredito. Sabem aquelas pequenas porções de ilusão e mentiras sinceras de que o Cazuza falou? Pois é. Às vezes, detritos do cotidiano, grandeza desprezada, coisas bobas que parecem socos na cara, é bem por aí.

Mas gosto muito mais de escrever sobre o amor, sobre atitudes legais, sobre manifestações pública de afeto e sobre pessoas admiráveis. Falar ou escrever sobre positividade é tão melhor.

Antes redigia um texto ou mais por dia e com muita facilidade. Agora, a falta de tempo e os períodos de entressafra de inspiração tornam os autorais mais raros. Quem dera fosse só querer e baixasse o espírito de Rui Barbosa, Charles Bukowski, Mário Quintana, Drummond ou o meu amigo Fernando Canto, e eu começasse a redigir como um gênio. Seria firmeza. Acreditem, um dia lançarei um livro de crônicas e contos.

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Em tempo, escrevo para não deixar meus pensamentos parados. Queria poder escrever como Carlos Drummond de Andrade, que disse: “A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos ,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.”

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Como não dá, sigo rabiscando minhas certezas, achismos, incertezas, chatices, amor, entre outro tantão de coisas que vivem neste meu universo particular que gosto de expor aqui. E fim de papo.

Elton Tavares

 

Como escrever um texto polêmico (vai na fé)

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Faz tempo que aprendi como escrever um texto polêmico e “cool”. Você contextualiza e detona o objeto que já está na pauta do momento. Sim, pega carona com a merda que já está na palheta (implantação da pena de morte no país, diminuição da maioridade penal, legalização do aborto e maconha, enfim, atualidade, política, religião, pessoas, música, etc…). Sim, textos de revolta, sangue nos olhos e tals. Ou crônicas dúbias, mas inteligentes (o problema é que nem todo mundo entende a segunda opção).

Desenvolvimento: durante o artigo ou crônica, esmiúça um “porém” e descreve alguma hipocrisia de ordem genérica, absolvendo o objeto. Com falsidade, claro. Ah, use frases de impacto. Tipo => como disse Bill Gates : “O sucesso é um professor perverso. Ele seduz as pessoas inteligentes e as faz pensar que jamais vão cair” ou Oscar Wilde, quando disse que ”o descontentamento é o primeiro passo na evolução de um homem ou uma nação”. Isso sempre funciona.escrevendo

Ah, faça perguntas? O sistema é falho, portanto deixa brechas para críticas no bandão. Aliás, falar mal é sucesso garantido!

Já na conclusão, você moraliza no formato bunda-mole tipo: “um tapa na cara da sociedade”. Todo mundo, aliás, é bunda-mole, em algum aspecto, claro. Só não aqueles que concordarem com este texto (Rá!).

Por fim, você pega o embasamento de alguma pessoa consideradona no meio de comunicação para o epílogo e afirma que aquele é o melhor texto produzido sobre o tema.homer de rocha

Claro que, brincadeiras à parte, devemos criticar, discernir e entender as coisas como elas são, de fato. Ver o mundo de outra ótica, a dos que não querem que a verdade venha à tona. Então, textos polêmicos são mais que necessários. O importante é seguir questionando os fatos e acontecimentos ao nosso redor. Seguimos discordando, sempre. E fim de papo!

A desobediência é uma virtude necessária à criatividade” – Raul Seixas

Elton Tavares

18 anos sem Cássia Eller

Há exatos 18 anos, a cantora, compositora e instrumentista Cássia Rejane Eller morreu. Ela tinha 39 anos e partiu no auge de sua carreira, em razão de um infarto do miocárdio repentino. Foi levantada a hipótese de overdose de drogas, já que ela era usuária de cocaína. A suspeita foi considerada inicialmente como causa da morte, porém foi descartada pelos laudos periciais do Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, após autópsia.

Cássia Eller era extremamente talentosa, tinha uma poderosa voz, sempre teve uma presença de palco intensa, e muita atitude. Assumia a preferência por álbuns gravados ao vivo e era convidada constantemente para participações especiais e interpretações sob encomenda, singulares, personalizadas e lindas.

Caracterizada pela voz grave e pelo ecletismo musical, interpretou canções de grandes compositores do rock brasileiro. Ela teve uma trajetória musical bastante importante, embora curta, com algo em torno de dez álbuns próprios gravados no decorrer de doze anos de carreira. De fato, somente em 1989 sua carreira decolou.

Outra característica importante é o fato de ela ter assumido uma postura de intérprete declarada, tendo composto apenas três das canções que gravou: “Lullaby” (parceria com Márcio Faraco) em seu primeiro disco, Cássia Eller, de 1990 (LP com 60.000 cópias vendidas, sobretudo em razão do sucesso da faixa “Por enquanto” de Renato Russo); “Eles” (dela com Luiz Pinheiro e Tavinho Fialho) e “O Marginal” (dela com Hermelino Neder, Luiz Pinheiro e Zé Marcos), no segundo disco, O Marginal (1992).

A parceria com o cantor e compositor Nando Reis rendeu várias composições do artista para Cássia. Entre elas, Relicário e All Star.

Era homossexual assumida e morava com a parceira Maria Eugênia Vieira Martins, com a qual criava o filho Francisco (chamado carinhosamente de Chicão). Ela teve seu filho com o baixista Tavinho Fialho. Ele morreu em um acidente automobilístico meses antes do nascimento de Francisco. Maria ficou responsável pela criação do filho de Cássia após a morte de sua companheira.

Cássia Eller estava grávida em 1994 e ganhou um presente do amigo Renato Russo, a música “1º de Julho”. Na canção, o compositor descreve bem a artista. Saquem:

Em vários pontos do Rio de Janeiro, fez-se um minuto de silêncio durante a comemoração da passagem do ano em memória de Cássia Eller. Vários artistas também prestaram homenagem à cantora em seus shows, na virada do ano.

Cássia Eller foi uma força da natureza. Um furacão ou um raio. Ela foi PHoda demais. Ela era talentosa, visceral e tinha personalidade. Suas canções (interpretações) embalaram muitas noites de bate papo com amigos, regadas com muita, muita cerveja. Seu acústico, que vendeu mais de 900 mil cópias, é um discaço até hoje. Que a fera, bicho e mulher seja sempre lembrada com carinho e homenagens.

Elton Tavares, com informações do Wikipédia, UOL, BIS e Rolling Stones.