Tô cansado

Tô Cansado – Branco Mello / Arnaldo Antunes
Tô cansado do meu cabelo
Tô cansado da minha cara
Tô cansado de coisa vulgar
Tô cansado de coisa rara
Tô cansado
Tô cansado
Tô cansado de me dar mal
Tô cansado de ser igual
Tô cansado de moralismo
Tô cansado de bacanal
Tô cansado
Tô cansado
 Tô cansado de trabalhar
Tô cansado de me ferrar
Tô cansado de me cansar
Tô cansado de descansar
Tô cansado
Tô cansado

Selo de Ouro

Recebi hoje (16), da minha amiga Camila Karina, o “Selo de Ouro”. É simples, o selo é uma forma de você indicar blogs que admira à amigos. Camilinha é jornalista e poetisa, essa gentileza dela, que indicou vários blogs de poesia e somente um, que fala de tudo um pouco, o meu, foi muito legal. Valeu Camila, botei fé! (risos).
Gosto de muitos blogs, mas minhas indicações para o Selo são estes aí embaixo:
REGRAS:
Ao aceitar receber este selo, os indicados devem cumprir quatro procedimentos básicos:
1º Colocar a imagem do selo no seu blog;
2º Indicar o link do Blog que o indicou;
3º Indicar outros blogs para receberem o selo;
4º Comentar nos blogs dos seus indicados sobre este selo.

Domingo

Dia da semana que curtimos a ressaca, assistimos porcaria na TV, lemos e descansamos. Tem gente que come macarrão com a família. Para muitos, é dia de futebol no bar, para outros, dia de rezar, mas se você não tem algo razoável para fazer, domingo é um dia preguiçoso e chato para cassete.
Encerro a domingueira com um trecho da música “Domingo”, dos Titãs:
Tudo está fechado
Tudo está fechado
Domingo é sempre assim
E quem não está acostumado?
É dia de descanso
Nem precisava tanto
É dia de descanso
Programa Silvio Santos
E antes que eu confunda o domingo
Antes que eu confunda o domingo
O domingo com a segunda
Domingo eu quero ver
o domingo passar
Domingo eu quero ver
o domingo acabar
Domingo eu quero ver
o domingo passar
Domingo eu quero ver
o domingo acabar

Oito meses de blog

É amigos, este blog chegou ao seu oitavo mês. Muitos amigos já me detonaram por causa de posts “xiitas” sobre música e comportamento, mas a maioria deles curte os devaneios aqui postados. O que mais gosto é promover a cultura, divulgar coisas, fatos e pessoas legais e, é claro, detonar os patetas de plantão.

Em diversas ocasiões, fui abordado, por pessoas que eu nem conhecia, dizendo: “eu gosto do De Rocha” e isso é muito legal. Criei o blog para externar pontos de vista, que são meio ácidos, e falar sobre as besteiras que vejo e faço. Enfim, que bom que a galera curtiu, afinal, foram mais de 10.400 acessos e 107 seguidores, que orgulho.

O mais bacana é que não preciso falar de política, fato corriqueiro nos blogs locais. Por conta disso, muitos podem achar que sou alienado, ledo engano, prefiro não me meter nestas questões. Costumo dizer que o meu blog é besteirol e cultural, simples assim.

Continuarei discordando, elogiando, divulgando e sacaneando por aqui, podem botar fé. Agradeço aos colaboradores, amigos que me enviam piadas, imagens, textos ou curiosidades para postar neste espaço, valeu galera!

O valentão que se ferra no final

Por Elton Tavares
É incrível como falsos “fodões” sempre tentam estragar alguma história legal. No findi passado, vi um paspalho desse de perto, bem de perto. Eu nunca fui um exemplo, nunca fui bom rapaz ou bom aluno, muito menos tranquilo, mas nunca fui um babaca. Aquele tipo de canalha que faz de tudo para aparecer.É o típico valentão que sempre se ferra no final.  

Nada justifica alguns atos que tomamos quando estamos com raiva, que me desculpem os pacifistas de plantão, mas que é legal dar uma lição para tais patetas, ah isso é. Afinal, quem me conhece sabe que não sou anjo, não procuro confusão, mas não corro dela, nunca.

Vou explicar o perfil do cagão: São figuras que falam besteiras demais, costumam dizer que são endinheirados ou que são filhos de algum cara importante (leia-se um pateta mais velho, que não soube educá-los). Fazem pose de “bad boy”, cara de mau, bagunçam aulas, reuniões, festinhas, enfim qualquer tipo de coisa produtiva, além de faltarem com o respeito com todos ao seu redor, tudo para aparecer, putz!

Mas e na hora de assumir o rabo? De segurar a onda? De repente nos deparamos com covardes, idiotas completos que pintam a própria vida com cores falsas. Aí é legal ver este tipo de doido correr, gritando: “Tu vás ver” (risos).

É difícil determinar o que pauta a vida de uma pessoa. Mas quando vejo gente sorvendo energia, força, idéias e inspiração para executarem coisas legais e às vezes extraordinárias, não admito que vermes, como o tipo de cara que descrevi, estraguem tudo.

Os críticos podem até dizer que exagero em minhas ações e pontos de vista, não acho. Quando o imprestável não quer escutar e nem rever seus atos, tem é que levar porrada mesmo. Bom, alguns podem ficar voando, mas a maioria sabe do que falo.

Parabéns aos pais!

Papai, Clara, Emerson e eu – 1997
Amanhã é o Dia dos Pais. Parabenizo todos os meus amigos e parentes que tem filhos, além de seus genitores, é claro. A paternidade é uma dádiva, nem me imagino sendo pai, mas admiro quem consegue criar e educar sua prole.

Perdi meu velho em 1998 e sinto a falta dele até hoje. Mas sei que o amor que eu e meu irmão sentimos por ele (e ele por nós) vem da vida passada, atravessou esta e, com certeza, a próxima. José Penha Tavares, eu amarei você para sempre.

Resumindo, parabéns aos meus tios, primos, amigos e meus colegas que são pais. Alguns são mais dedicados e amorosos, outros mais práticos e de poucos chamegos, mas o importante é o papel que vocês cumprem. Feliz Dia dos Pais!

Sem pauta é osso!

                                                                                                            Por Elton Tavares
A pior coisa para um jornalista, seja de impresso, rádio, TV, Web ou assessoria, é não ter pauta. Isso é mais corriqueiro do que se imagina, todos os profissionais da comunicação passam por isso. Claro que uns com mais freqüência que os outros.

O pior é quando não é só você que passa por isso na redação, quando vê todo mundo na pressão, ligando, apurando, enchendo o saco de Deus e o mundo para executar o trabalho diário. É a maior onda!

Hoje foi mais um dia em que até tentei até psicografar um texto, sorte que um colega me passou uma pauta. Eu ouvi até uma história de um amigo, que ouviu de um chefe de redação, no seu antigo trampo, a seguinte pérola:

“Cara, eu não quero nem saber se o pato é macho, quero saber dos ovos”. É, ossos do ofício, quem mandou ser jornalista (risos). Mas no final, nós damos um jeito e tudo acaba bem.

Missões impossíveis

Por Elton Tavares
Tem certas coisas que sabemos que vai dar merda, mas muita gente faz mesmo assim. É como fazer besteira no trampo e pensar que não vai levar
 um puxão de orelha do chefe. Como misturar cerveja ou vinho com vodcka e achar que não vai fazer cagada. Como meter a cara em um relacionamento perigoso, só para ver qual é. Enfim, é como não ouvir conselhos maternos, você só se ferra.
Nobres leitores, não insistam em erros, não é uma questão de não tentar, só que nadar contra a maré é burrice. No caso de relacioamentos, já vi muitos amigos se ferrarem, assim como eu. Mas faz parte, não é mesmo? Dizem que “os opostos se atraem”, até concordo. Mas acho que somente os dispostos podem construir uma pequena ou grande história, ah isso é.
Deixa eu explicar: quando você se deparar com uma situação dessas, que pode até parecer tentadora, pule fora. Diga não, obrigado. Nem pense na hipótese, vá embora imediatamente, sem olhar para trás.
Porque nestes casos, quase sempre, existem muitas razões duvidosas e realidades estranhas. E quando você se toca, é como se fosse viciado em drogas e do dia para noite, resolve caretar. Complicado demais.
É isso queridos, quando você escuta amigos (aquela moçada que te atura há tempos, só porque gosta de ti) dizendo “Tédoidé? Num viaja!” . Realmente é hora de repensar. Enfim, evite as “missões impossíveis”.

Diversão

                                     Por Elton Tavares
Latas vitimadas – Foto: Elton Tavares

Tem dias que, como diz a letra da música “Diversão”, dos Titãs, “a vida até parece uma festa”. Para alguns que conheço, ela é mesmo, mas não é o meu caso. Hoje é sexta e não quero nem pensar em escrever mais um texto, de nenhum tipo, seja institucional ou besteirol como este. Talvez amanhã.

Como dizia Chico Sciense: “Essa noite sairei e vou beber com os meus amigos, rá! Hoje quero tomar um monte de cervas, escutar som e conversar. 

Talvez nem seja só porque é sexta, talvez para mascarar pequenas frustrações (risos). Que porra nenhuma, é porque é sexta mesmo e sexta é dia de encher a lata, ou secar, como queiram.

Como tô com uma puta preguiça e com pouca criatividade, fica aí a música que falei lá em cima. Afinal, na sexta, o que vale é DIVERSÃO. Tenham um ótimo findi, abraços na geral.

Diversão – Titãs (Composição: Sérgio Britto/ Nando Reis)

A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
(é meu irmão se a gente não quer!?)
Em certas horas isso é o que nos sobra.

Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado

Às vezes qualquer um
Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta
A angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Tudo isso, ás vezes tudo é fútil
Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução

Tudo isso, ás vezes tudo é fútil
Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução

Diversão; solução sim
Diversão; solução prá mim
Diversão; solução sim
Diversão; solução prá mim
Diversão; solução sim

Diversão; solução prá mim
Diverssão

A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
As vezes é muito caro…
Em certas horas isso é o que nos sobra

Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado

Às vezes qualquer um
Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e um pouco de diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta meu irmão
A angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Delírios nem tão delirantes

                                   Por Elton Tavares
Desde ontem, fui criticado por alguns colegas, por conta de meus delírios (que nem são tão delirantes assim) literários. Devo lembrar que este blog é para escrever o que EU acho, além de escritos de amigos. Nunca me intitulei “dono da verdade”. É pura interpretação de texto, oras.

Eu adoro escrever meus devaneios e mostrar para as pessoas que gosto, e daí? Eu não ganho nada com o blog, muito menos estou preocupado com os achismos alheios. Tirei um auto barato e postei uma resposta, no mínimo, engraçada.

Teve gente que disse: “Pô, eu estudei para caramba e tu dá um papo desses?”. Gesus (com Gê mesmo), o que a falta de um olhar diferente não faz hein? Saiam dessa linha de montagem. Pôtaqueparéu!!

A malucada ainda disse que o meu blog “bomba” (odeio essa expressão, é igual “vibe” e outras palavrinhas da gíria de Shopping Center) por causa das minhas doidices e que não tenho o que fazer. Como não?

Bom, não me esforço para agradar, meus textos são para sacaniar mesmo. Entretanto, se estou agradando a maioria dos leitores deste espaço e incomodando alguns gatos pingados, está valendo.

Esse papo pode passar despercebido ou pode se tornar mais um motivo de críticas, eu não tô nem aí. Vou continuar discordando do comportamento convencional e modismo da “moçada”, doa a quem doer. E tenho dito (risos).

Sete meses De Rocha!

                                                             Por Elton Tavares
Este blog completa hoje (15) sete meses de existência. Muitos dizem que alopro em alguns assuntos, tudo bem, admito. Outros afirmam que sou tendencioso e preconceituoso, talvez, mas devo lembrá-los que escrevo o que EU acho relevante, não que o papo seja o correto ou deva ser tomado como parâmetro. Afinal, não sou o dono da verdade.

Demorei muito para alimentar um espaço com minhas opiniões, observações e achismos em geral, mas agora, confesso que estou viciado. É um PASSATEMPO prazeiroso. Agradeço meus leitores assumidos (seguidores) e anônimos por acessarem o De Rocha. Ah, também sou grato aos meus colaboradores, que cederam fotos, escreveram ou contribuiram de alguma maneira para esta humilde página.

Obrigado por lerem os escritos sobre, música, cinema, comportamento, futebol, doidices, escrotices, desabafos, absurdos, informativos culturais e etecéteras. Continuarei dando pitaco, cutucando, resenhando e “chavecando” até quando der na telha. 
Não tenho o objetivo de agradar ou fazer média com ninguém, escrevo para expressar minhas observações, insatisfações e satisfações. Mas estou orgulhoso dos 8.300 acessos nestes 7 meses. Acho que não falo taaanta merda assim. Nunca tomem meus devaneios como verdades, não esqueçam que sou aquela velha má companhia (risos). Agora falando sério, sem o costumeiro sarcasmo barato, obrigado mesmo, de rocha!

Aviso aos navegantes

Eu não permito comentários anônimos no blog, mesmo assim, comediantes risonhos (que eu faço e que me fazem rir), sonsas, patetas e pesetas de todo tipo, continuam postando. Só tenho a dizer para eles o seguinte: podem continuar, mas saibam que isso não me azucrina, ao contrário, me diverte. Continue, eu agradeço.
E outra, seu veneno não vai me atingir, pois ao contrário de alguns, eu saco das malandragens, minha vida não é só teoria. Ah, eu conheço sua forma de escrever, então deixe de ser um falso anônimo, talvez aí eu aceite seus comentários (risos).

Eu odeio filas!!

                                                               Por Elton Tavares
Eu odeio filas, qualquer tipo de fila. É fila de banheiro (aquela no bar, quando a cerveja quer sair de todo jeito), fila para comungar (apesar de nunca ter feito “primeira comunhão” e nem crisma, eu tirava esse barato de comer hóstias, coisa de adolescente, risos) fila em telefone público de shopping center, enfim, filas em geral. Faço tudo para evitá-las e, na maioria das vezes, consigo, por meio de um amigo ou conhecido, sempre rola aquela velha furada.

Eu não entrava em filas nem para a merenda escolar, nos tempos de escola, era tachado de frescão, talvez seja isso mesmo. Outra do tempo de moleque era a fila da “maçadeira” (risos), para comprar açaí, o bom e velho petróleo da Amazônia. Devo sofrer de algum distúrbio “antiesperante”.

É bonito ver, em festas “Hi, Society”, aquela filona de figuras engomadas esperando sua vez de comer os quitutes do Buffet, por isso sempre vou forrado para esses eventos, só espero o gerçom vim com o goro (sim, eu sou chegado num goro, e daí?). A pior de todas as filas é a do banco. Ontem (30), fui sacar a minha grana, fim de mês, época de acertar compromissos, tempo contado, você tem que voltar para o trampo e coisa tal.

Fila de banco lotado é triste, o ar condicionado não suporta o calor emanado pela multidão, todo mundo mordido, com fome e cansado ou qualquer que seja o motivo. Fora aquele cheiro de suor, perfume e, (pasmem), peidos, muito escrôto! É, eu realmente odeio filas, infelizmente temos que aturá-las vez ou outra (risos).

Inimigos

                                                                  Por Elton Tavares
A maioria das pessoas que conheço tem um inimigo, desafeto ou, no mínimo, antipatia por alguém. Os rivais são percalços que encontramos na vida, temos que lidar com isso da melhor maneira possível. Mas como combatê-los sem nos tornarmos canalhas? Acho que a forma mais indicada é simplesmente ignorá-los, infelizmente, ainda estou aprendendo a fazer isso.

Eu tenho dezenas de amigos, mas acho que possuo pelo menos uns 10 desafetos fervorosos. Alguns deles já foram meus amigos, mas, por diferentes motivos, se tornaram meus rivais. Quem me conhece sabe, não sou anjo, não levo desaforo para casa, mas garanto que em 80% dos casos, estes figuras pisaram na bola.

Eu acho muito bacana o jeito de gente que contemporiza, minimiza e ignora seus oponentes. Isso os isola, eu queria ser assim. O importante nesse papo é que não procuro arrumar maneiras de ferrar os meus desafetos, espero a hora certa de ir a forra, a tal volta do anzol. Pois não sou nobre o suficiente para o “deixapralaísmo”.

Muitos deles visitam meu blog, só para falar aos outros dos meus escritos e pobres devaneios. Eu li em algum lugar a frase: “Quando meus inimigos deixarem de contar mentiras a meu respeito, paro de falar verdades sobre eles”, e é isso que faço. Esse papo me fez lembrar de um poema do Vítor Hugo. Nele, o escritor deseja uma série de coisas legais aos leitores, mas também deseja que todos tenhamos inimigos, leiam:

Poema Desejo – Vítor Hugo

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,

E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

Que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,

Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro

Erguer triunfante o seu canto matinal

Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,

E acompanhe o seu crescimento,

Para que você saiba de quantas

Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele

Na sua frente e diga “Isso é meu”,

Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher,

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar “.