Sem pauta é osso!

                                                                                                            Por Elton Tavares
A pior coisa para um jornalista, seja de impresso, rádio, TV, Web ou assessoria, é não ter pauta. Isso é mais corriqueiro do que se imagina, todos os profissionais da comunicação passam por isso. Claro que uns com mais freqüência que os outros.

O pior é quando não é só você que passa por isso na redação, quando vê todo mundo na pressão, ligando, apurando, enchendo o saco de Deus e o mundo para executar o trabalho diário. É a maior onda!

Hoje foi mais um dia em que até tentei até psicografar um texto, sorte que um colega me passou uma pauta. Eu ouvi até uma história de um amigo, que ouviu de um chefe de redação, no seu antigo trampo, a seguinte pérola:

“Cara, eu não quero nem saber se o pato é macho, quero saber dos ovos”. É, ossos do ofício, quem mandou ser jornalista (risos). Mas no final, nós damos um jeito e tudo acaba bem.

Missões impossíveis

Por Elton Tavares
Tem certas coisas que sabemos que vai dar merda, mas muita gente faz mesmo assim. É como fazer besteira no trampo e pensar que não vai levar
 um puxão de orelha do chefe. Como misturar cerveja ou vinho com vodcka e achar que não vai fazer cagada. Como meter a cara em um relacionamento perigoso, só para ver qual é. Enfim, é como não ouvir conselhos maternos, você só se ferra.
Nobres leitores, não insistam em erros, não é uma questão de não tentar, só que nadar contra a maré é burrice. No caso de relacioamentos, já vi muitos amigos se ferrarem, assim como eu. Mas faz parte, não é mesmo? Dizem que “os opostos se atraem”, até concordo. Mas acho que somente os dispostos podem construir uma pequena ou grande história, ah isso é.
Deixa eu explicar: quando você se deparar com uma situação dessas, que pode até parecer tentadora, pule fora. Diga não, obrigado. Nem pense na hipótese, vá embora imediatamente, sem olhar para trás.
Porque nestes casos, quase sempre, existem muitas razões duvidosas e realidades estranhas. E quando você se toca, é como se fosse viciado em drogas e do dia para noite, resolve caretar. Complicado demais.
É isso queridos, quando você escuta amigos (aquela moçada que te atura há tempos, só porque gosta de ti) dizendo “Tédoidé? Num viaja!” . Realmente é hora de repensar. Enfim, evite as “missões impossíveis”.

Diversão

                                     Por Elton Tavares
Latas vitimadas – Foto: Elton Tavares

Tem dias que, como diz a letra da música “Diversão”, dos Titãs, “a vida até parece uma festa”. Para alguns que conheço, ela é mesmo, mas não é o meu caso. Hoje é sexta e não quero nem pensar em escrever mais um texto, de nenhum tipo, seja institucional ou besteirol como este. Talvez amanhã.

Como dizia Chico Sciense: “Essa noite sairei e vou beber com os meus amigos, rá! Hoje quero tomar um monte de cervas, escutar som e conversar. 

Talvez nem seja só porque é sexta, talvez para mascarar pequenas frustrações (risos). Que porra nenhuma, é porque é sexta mesmo e sexta é dia de encher a lata, ou secar, como queiram.

Como tô com uma puta preguiça e com pouca criatividade, fica aí a música que falei lá em cima. Afinal, na sexta, o que vale é DIVERSÃO. Tenham um ótimo findi, abraços na geral.

Diversão – Titãs (Composição: Sérgio Britto/ Nando Reis)

A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
(é meu irmão se a gente não quer!?)
Em certas horas isso é o que nos sobra.

Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado

Às vezes qualquer um
Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta
A angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Tudo isso, ás vezes tudo é fútil
Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução

Tudo isso, ás vezes tudo é fútil
Ficar fébrio atrás de diversão
Nada disso, às vezes nada importa
Ficar sóbrio não é solução

Diversão; solução sim
Diversão; solução prá mim
Diversão; solução sim
Diversão; solução prá mim
Diversão; solução sim

Diversão; solução prá mim
Diverssão

A vida até parece uma festa
Em certas horas isso é o que nos resta
Não se esquece o preço que ela cobra
As vezes é muito caro…
Em certas horas isso é o que nos sobra

Ficar frágil feito uma criança
Só por medo ou por insegurança
Ficar bem ou mal acompanhado
Não importa se der tudo errado

Às vezes qualquer um
Faz qualquer coisa
Por sexo, drogas e um pouco de diversão
Tudo isso (tudo isso)
Às vezes só aumenta meu irmão
A angústia e a insatisfação

Às vezes qualquer um enche a cabeça de álcool
Atrás de distração, mas eu digo:
Nada disso (nada disso)
Às vezes diminui a dor e a solidão

Delírios nem tão delirantes

                                   Por Elton Tavares
Desde ontem, fui criticado por alguns colegas, por conta de meus delírios (que nem são tão delirantes assim) literários. Devo lembrar que este blog é para escrever o que EU acho, além de escritos de amigos. Nunca me intitulei “dono da verdade”. É pura interpretação de texto, oras.

Eu adoro escrever meus devaneios e mostrar para as pessoas que gosto, e daí? Eu não ganho nada com o blog, muito menos estou preocupado com os achismos alheios. Tirei um auto barato e postei uma resposta, no mínimo, engraçada.

Teve gente que disse: “Pô, eu estudei para caramba e tu dá um papo desses?”. Gesus (com Gê mesmo), o que a falta de um olhar diferente não faz hein? Saiam dessa linha de montagem. Pôtaqueparéu!!

A malucada ainda disse que o meu blog “bomba” (odeio essa expressão, é igual “vibe” e outras palavrinhas da gíria de Shopping Center) por causa das minhas doidices e que não tenho o que fazer. Como não?

Bom, não me esforço para agradar, meus textos são para sacaniar mesmo. Entretanto, se estou agradando a maioria dos leitores deste espaço e incomodando alguns gatos pingados, está valendo.

Esse papo pode passar despercebido ou pode se tornar mais um motivo de críticas, eu não tô nem aí. Vou continuar discordando do comportamento convencional e modismo da “moçada”, doa a quem doer. E tenho dito (risos).

Sete meses De Rocha!

                                                             Por Elton Tavares
Este blog completa hoje (15) sete meses de existência. Muitos dizem que alopro em alguns assuntos, tudo bem, admito. Outros afirmam que sou tendencioso e preconceituoso, talvez, mas devo lembrá-los que escrevo o que EU acho relevante, não que o papo seja o correto ou deva ser tomado como parâmetro. Afinal, não sou o dono da verdade.

Demorei muito para alimentar um espaço com minhas opiniões, observações e achismos em geral, mas agora, confesso que estou viciado. É um PASSATEMPO prazeiroso. Agradeço meus leitores assumidos (seguidores) e anônimos por acessarem o De Rocha. Ah, também sou grato aos meus colaboradores, que cederam fotos, escreveram ou contribuiram de alguma maneira para esta humilde página.

Obrigado por lerem os escritos sobre, música, cinema, comportamento, futebol, doidices, escrotices, desabafos, absurdos, informativos culturais e etecéteras. Continuarei dando pitaco, cutucando, resenhando e “chavecando” até quando der na telha. 
Não tenho o objetivo de agradar ou fazer média com ninguém, escrevo para expressar minhas observações, insatisfações e satisfações. Mas estou orgulhoso dos 8.300 acessos nestes 7 meses. Acho que não falo taaanta merda assim. Nunca tomem meus devaneios como verdades, não esqueçam que sou aquela velha má companhia (risos). Agora falando sério, sem o costumeiro sarcasmo barato, obrigado mesmo, de rocha!

Aviso aos navegantes

Eu não permito comentários anônimos no blog, mesmo assim, comediantes risonhos (que eu faço e que me fazem rir), sonsas, patetas e pesetas de todo tipo, continuam postando. Só tenho a dizer para eles o seguinte: podem continuar, mas saibam que isso não me azucrina, ao contrário, me diverte. Continue, eu agradeço.
E outra, seu veneno não vai me atingir, pois ao contrário de alguns, eu saco das malandragens, minha vida não é só teoria. Ah, eu conheço sua forma de escrever, então deixe de ser um falso anônimo, talvez aí eu aceite seus comentários (risos).

Eu odeio filas!!

                                                               Por Elton Tavares
Eu odeio filas, qualquer tipo de fila. É fila de banheiro (aquela no bar, quando a cerveja quer sair de todo jeito), fila para comungar (apesar de nunca ter feito “primeira comunhão” e nem crisma, eu tirava esse barato de comer hóstias, coisa de adolescente, risos) fila em telefone público de shopping center, enfim, filas em geral. Faço tudo para evitá-las e, na maioria das vezes, consigo, por meio de um amigo ou conhecido, sempre rola aquela velha furada.

Eu não entrava em filas nem para a merenda escolar, nos tempos de escola, era tachado de frescão, talvez seja isso mesmo. Outra do tempo de moleque era a fila da “maçadeira” (risos), para comprar açaí, o bom e velho petróleo da Amazônia. Devo sofrer de algum distúrbio “antiesperante”.

É bonito ver, em festas “Hi, Society”, aquela filona de figuras engomadas esperando sua vez de comer os quitutes do Buffet, por isso sempre vou forrado para esses eventos, só espero o gerçom vim com o goro (sim, eu sou chegado num goro, e daí?). A pior de todas as filas é a do banco. Ontem (30), fui sacar a minha grana, fim de mês, época de acertar compromissos, tempo contado, você tem que voltar para o trampo e coisa tal.

Fila de banco lotado é triste, o ar condicionado não suporta o calor emanado pela multidão, todo mundo mordido, com fome e cansado ou qualquer que seja o motivo. Fora aquele cheiro de suor, perfume e, (pasmem), peidos, muito escrôto! É, eu realmente odeio filas, infelizmente temos que aturá-las vez ou outra (risos).

Inimigos

                                                                  Por Elton Tavares
A maioria das pessoas que conheço tem um inimigo, desafeto ou, no mínimo, antipatia por alguém. Os rivais são percalços que encontramos na vida, temos que lidar com isso da melhor maneira possível. Mas como combatê-los sem nos tornarmos canalhas? Acho que a forma mais indicada é simplesmente ignorá-los, infelizmente, ainda estou aprendendo a fazer isso.

Eu tenho dezenas de amigos, mas acho que possuo pelo menos uns 10 desafetos fervorosos. Alguns deles já foram meus amigos, mas, por diferentes motivos, se tornaram meus rivais. Quem me conhece sabe, não sou anjo, não levo desaforo para casa, mas garanto que em 80% dos casos, estes figuras pisaram na bola.

Eu acho muito bacana o jeito de gente que contemporiza, minimiza e ignora seus oponentes. Isso os isola, eu queria ser assim. O importante nesse papo é que não procuro arrumar maneiras de ferrar os meus desafetos, espero a hora certa de ir a forra, a tal volta do anzol. Pois não sou nobre o suficiente para o “deixapralaísmo”.

Muitos deles visitam meu blog, só para falar aos outros dos meus escritos e pobres devaneios. Eu li em algum lugar a frase: “Quando meus inimigos deixarem de contar mentiras a meu respeito, paro de falar verdades sobre eles”, e é isso que faço. Esse papo me fez lembrar de um poema do Vítor Hugo. Nele, o escritor deseja uma série de coisas legais aos leitores, mas também deseja que todos tenhamos inimigos, leiam:

Poema Desejo – Vítor Hugo

Desejo primeiro que você ame,

E que amando, também seja amado.

E que se não for, seja breve em esquecer.

E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,

Mas se for, saiba ser sem desesperar.

Desejo também que tenha amigos,

Que mesmo maus e inconseqüentes,

Sejam corajosos e fiéis,

E que pelo menos num deles

Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,

Desejo ainda que você tenha inimigos.

Nem muitos, nem poucos,

Mas na medida exata para que, algumas vezes,

Você se interpele a respeito

De suas próprias certezas.

E que entre eles, haja pelo menos um que seja justo,

Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo depois que você seja útil,

Mas não insubstituível.

E que nos maus momentos,

Quando não restar mais nada,

Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo ainda que você seja tolerante,

Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,

Mas com os que erram muito e irremediavelmente,

E que fazendo bom uso dessa tolerância,

Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,

Não amadureça depressa demais,

E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer

E que sendo velho, não se dedique ao desespero.

Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e

É preciso deixar que eles escorram por entre nós.

Desejo por sinal que você seja triste,

Não o ano todo, mas apenas um dia.

Mas que nesse dia descubra

Que o riso diário é bom,

O riso habitual é insosso e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra ,

Com o máximo de urgência,

Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,

Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo ainda que você afague um gato,

Alimente um cuco e ouça o joão-de-barro

Erguer triunfante o seu canto matinal

Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,

Por mais minúscula que seja,

E acompanhe o seu crescimento,

Para que você saiba de quantas

Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,

Porque é preciso ser prático.

E que pelo menos uma vez por ano

Coloque um pouco dele

Na sua frente e diga “Isso é meu”,

Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,

Por ele e por você,

Mas que se morrer, você possa chorar

Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo por fim que você sendo homem,

Tenha uma boa mulher,

E que sendo mulher,

Tenha um bom homem

E que se amem hoje, amanhã e nos dias seguintes,

E quando estiverem exaustos e sorridentes,

Ainda haja amor para recomeçar.

E se tudo isso acontecer,

Não tenho mais nada a te desejar “.

Eu odeio olho gordo!

                                   Por Elton Tavares
Uma das piores coisas da vida, no meu ponto de vista, é o olho gordo. Eu odeio gente invejosa, conheço uma figura que se queixa (abertamente) pelo fato de ganhar menos que o colega. Porra, cada um com seus méritos. Tem pessoas que adoram colocar o olhão no carro dos outros, na casa do vizinho e até na roupa alheia.

Se você aparece com algum objeto novo então, é um Deus nos acuda, começam as infames indagações: “Quanto foi? Ou onde compraste?”, ou os comentários sórdidos: “Tá podendo..” ou “Tá roubando”. Puta merda!

Já teve vizinho que foi perguntar para a minha mãe, quando minha genitora comprou um carro novo, quanto o veículo havia custado. Égua! Odeio a indiscrição, a inveja latente, saltando dos olhos dos infelizes.

Mas a pior coisa mesmo é a inveja de quem você é, inveja pelo fato de você ser popular, ter muitos amigos e ser carismático, apesar de não fazer nenhum esforço para isso. Logo dizem que és isso ou aquilo, inventam historinhas, fazem fofoca e tentam lhe derrubar.

Na maioria dos casos, os invejosos são pessoinhas medíocres, aqueles que só fazem figuração na vida. Acham que são ofuscados pelo sucesso alheio, são recheados de frustrações e não transam direito. Conheço pessoas assim dentro da minha família, conheci na faculdade e ambiente de trabalho (atual e em todos por onde passei).

Eu garanto uma coisa, não tenho inveja de ninguém. Não sou rico, não tenho carro, não esbanjo e nem ostento, até porque não sou granado. Mas tenho uma vida legal, procuro somente trabalhar, não fazer fofoca, não me interessar pelo que não é relevante. Se algum destes fulanos invejosos lerem este texto, se identificarão na hora, então, se toquem, seus idiotas.

Bom, bom, não está, mas tá bom!

                                    Por Elton Tavares
A Seleção Brasileira estreou ontem (15) na Copa 2010, contra a Coréia do Norte, com um resultado magro. Na primeira etapa, vimos um futebolzinho fuleira, uma bola quadrada e tals. Mas o importante é que o Brasil saiu na frente, jogou melhorzinho (nada empolgante), ganhou os três pontos e é líder do seu grupo.

O destaque foi o atacante Robinho, que não marcou gol, mas jogou muito e deu até passe para o meia Elano marcar o segundo. O Káká não jogou porra nenhuma, o Felipe Melo só constatou que é um merda e o Maicon fez o que esperávamos dele. No próximo domingo (20) tem mais.

Alguns, mais otimistas, dizem que o resultado foi bom, que foi só a estréia e Copa do Mundo é assim mesmo. Outros, críticos como eu, acharam a apresentação da Seleção de Dunga frustrante, mas o Robinho jogou bem. Já não posso dizer o mesmo do Luís Fabiano. Enfim, ta valendo.

Pensem bem, poderia ser pior, a Espanha perdeu para o time suíço, a primeira zebra do mundial da África do Sul (risos). Como diz o bordão de uma comediante brasileira: “Bom, bom, não tá, mas tá bom.” Vamos Brasil!

É hoje!

                                                              Por Elton Tavares
Nossa Seleção estréia hoje (15), ás 15h30, na Copa do Mundo 2010, realizada na África do Sul. O primeiro confronto é contra a desconhecida e misteriosa Coréia do Norte, país de regime fechado e regras duras do ditador Kim Jong-il. Falando nele, os coreanos disseram que a vitória em cima do Brasil será em homenagem a Kim Jong-il. Como dizemos por aqui: Tááá jabá!

Outra coisa boa de hoje é que, este espaço completa seis meses de existência, quero comemorar o aniversário do blog com uma vitória “De Rocha” em cima dos coreanos. Tomara que o Brasil dê uma “porrada seca” neles, pois os figuras de olhos puxados disseram não temer a única Seleção pentacampeã do mundo.

Eu confio no resultado positivo, mas quem for religioso que se pegue com seus santos, orixás, simpatias e afins. Tenho certeza da vitória, mas uma fezinha nunca é demais. Agradeço os mais de 6.400 acessos, obrigado mesmo. Vamos Brasil!

Emoções e patriotismo aflorado, é Copa do Mundo!

                                                                Por Elton Tavares
As seis Copas da minha vida: 86,90,94,98,2002 e 2006.
Eu amo futebol, principalmente essa época, tempos de Copa do Mundo. A euforia toma conta da população, gente que nem gosta de futebol adora os mundiais de futebol. Pensando no que escrever sobre o assunto, resolvi falar das copas de minha vida. Ao todo, foram 8 mundiais, de 1978 á 2010 (já que nasci em 1976), mas falarei somente da Copa de 1986 para cá, pois minhas lembranças só alcançam até meados de 1983.
Apesar de achar o Dunga um FDP, acredito no time dele. A Seleção Brasileira estréia no campeonato amanhã (15), contra a Coréia do Norte, a partida é válida pela Copa do Mundo 2010, realizada na África do Sul. O texto é extenso, mas agradará aqueles que gostam de futebol. Leiam sobre as copas da minha vida:
México 1986
Na época da Copa de 86, realizada no México, eu tinha 10 anos e já gostava de futebol. Aquela foi a competição do Maradona, o ídolo argentino ganhou o torneio sozinho, o time era Maradona e mais 10, simples assim. Lembro quando perdemos para a seleção francesa, liderada pelo craque Michel Platini. O meu ídolo Zico (e de toda a molecada da época) perdeu um pênalti naquele jogo.
Penalidade essa comemorada exageradamente. Vou explicar, eu e minha família estávamos na casa dos meus avós paternos e meu tio, Itacimar Simões (que hoje mora no céu) ficou uma bandeira do Brasil bem em cima de um cano de água da casa. Resultado, perdemos a Copa e ele e meu pai (que também já se foi) tivera que ir atrás de um encanador.
Uma cena que me marcou foi o choro do jornalista da Rede Globo, Fernando Vanucci, ao final da partida em que o Brasil foi eliminado nos pênaltis; Vanucci declamou uma mensagem de um torcedor brasileiro à seleção, narrando a tal poesia, não conseguiu conter as lágrimas.
Itália 1990
A Copa de 1990, na Itália, foi a Copa em que ganhei grana apostando na Argentina. Calma, vou explicar. Eu ganhei o bolão na casa do meu tio. Cheguei perto do início do jogo, todos os palpites possíveis a favor do Brasil já tinham sido dados, eu disse: ” Coloca 1×0 para a Argentina”, secante e profético.
Com um passe de Maradona, Caniggia fez o gol que nos tirou daquele torneio. Nesta mesma partida, o lateral Branco saiu dizendo que havia pedido água ao massagista da equipe adversária e, depois de beber, tinha ficado zonzo. Estranhou que a água dada a ele não fosse do mesmo frasco entregue a Maradona. Ficou preocupado e comunicou ao bandeirinha. Depois, na volta para a concentração, dormiu no ônibus e continuou sonolento no dia seguinte. A história, que parecia uma desculpa pelo fracasso da Seleção em campo, acabou sendo comprovada pela imprensa argentina.
USA 1994
A copa do Romário, o baixinho arrebentou demais, Bebeto inventou a comemoração do embalo do bêbê e Tafarell, goleiro frio, de poucas palavras e poucos sorrisos, fechou o gol. Aquela foi a melhor Copa da minha vida, eu tinha 18 anos, foi tudo muito lindo. Assisti aos jogos na companhia de meu primo Gleuber e meu saudoso tio Ita (aquele do cano de 86).
Meu saudoso pai, Zé Penha, disse que o título foi sem graça, uma seleção retranqueira e tals. Concordo, mas o Romário deu show e me fez tomar incalculáveis litros de cerveja. Aquela foi a Copa.
França 1998
A Copa de 98, realizada na França, foi literalmente dos franceses. Aquele mundial era uma tragédia anunciada, já que o Romário foi cortado por conta de uma contusão. Mas o Baixinho deu a palavra de que estaria recuperado ao fim da primeira fase e eu botava fé nele, mas a comissão técnica não.
Chegamos a final contra os donos da casa, a partida marcou os torcedores. Um tal de Zidane, então desconhecido da maioria dos brasileiros, passou por cima da nossa seleção. Muitos discutem a possibilidade do Brasil ter “vendido” a final desta Copa. Poucos sabem o que realmente aconteceu na madrugada anterior ao jogo desta final, que resultou em um “bug ug” no Ronaldo Fenômeno, ainda um mistério para todos nós.
Japão e Coréia do Sul 2002
A copa de 2002 foi realizada em dois países, no Japão e Coréia do Sul. O zagueiro Roque Júnior calou a minha boca, eu critiquei muito o negão, mas ele defendeu com louvor. Com França e Argentina eliminadas na primeira fase e Itália fora (roubada contra a Coréia do Sul), pegamos a Alemanha na final, aí o Ronaldo lá na frente e o Marcos lá trás, arrebentaram.
Todo mundo chegou voando na copa de 2002. Até hoje, não sei se o Ronaldinho Gaúcho queria cruzar ou marcar aquele gol contra a Inglaterra, mas foi paidégua.
Uma particularidade daquela Copa foi o horário dos jogos, tivemos que beber de manhã e, ás vezes, amanhecer bebendo para ver os jogos.
Alemanha 2006
Não tenho muito o que falar sobre 2006. Apesar de um time de estrelas, a Copa foi palha para nós, quase não passamos por Gana e perdemos para a França, de novo, em um jogo que o Henry comeu a bola. A Itália venceu da França, com um futebol retranqueiro, o tal moderno, que fecha atrás e sai no contra ataque (modelo adotado pelo Dunga para 2010).
Tomara que a Copa de 2010 seja nossa, vamos Brasil!

Araken, o Showman!

                                                       Por Elton Tavares 
Araken, sucesso da Copa de 1986.
Tomado pelo espírito da Copa do Mundo, lembrei da de 1986, realizada no Mexico (falarei das copas em um texto sobre os mundiais que vi). Na época, a molecada (e os adultos) viraram fãs do personagem Araken, o Showman! O Araken aparecia em vinhetas, antes do início e nos intervalos dos jogos transmitidos pela Rede Globo.

A irreverência do publicitário José Antonio de Barros Freire, o Barrinhos, que interpretava o personagem caiu na graça do povo e roubou a cena daquela Copa. Araken encarnava o torcedor brasileiro, que não perde a esperança e leva tudo na sacanagem. Hoje, aos 54 anos, Barrinhos é documentarista e mora no interior de São Paulo. Ele trabalha com produção de vídeos de responsabilidade social e programas para televisão.

O Araken satirizava os adversários e fazia sucesso com a mulherada, era o malandro feinho que sempre se dava bem. Ele também criticava a seleção como todo torcedor. Aparecia nas situações mais engraçadas, sempre na pele de um ferrenho torcedor, vestindo a camisa verde-amarela.

Araken deixou saudades em mim e (acredito) em toda a geração que acompanhou aquela Copa do Mundo. A musiquinha que ela cantava era mais ou menos assim: “Nessa Copa do Mundo não tem ninguém, vai dar Brasil meu bem, com Araken, o showman”. Êta nostalgia. Vamos Brasil!

O Dia dos Namorados

O Dia dos Namorados é uma data esperada por muitos casais, época de boas vendas para o comércio, restaurantes lotados e em alguns casos, reconciliações. Para outros, é uma data infame. Já ouvi de amigas o seguinte lamúrio: “Pô, vou passar o Dia dos Namorados sozinha, que merda”. Besteira. Ainda há aqueles que adoram não ter uma namorada (o), pois não gastarão dinheiro com seus pares, mesquinho não? (risos). Eu parabenizo aqueles que namoram, que conseguem dividir alegrias e tristezas, glórias e fracassos, aventuras e desventuras, enfim, parafraseando Cazuza, “transformam o tédio em melodia”.
A definição da data é: “Dia dos Namorados ou Dia de São Valentim, como é conhecido em outros países, é uma data comemorativa na qual se celebra a união amorosa entre casais. Neste dia é comum a troca de cartões e presentes como simbolismo de mesmo intuito, tais como as tradicionais caixas de bombons. No Brasil, a data é comemorada no dia 12 de junho. Em Portugal também acontecia o mesmo até a poucos anos, mas atualmente é mais comum a data ser celebrada a 14 de Fevereiro.
Eu acho bacana, pois já namorei muita gente legal, apesar de, no momento, preferir ficar sozinho, pois as prioridades são outras. Tudo bem, namoros não são somente flores, já tive muitas dores de cabeça por conta deles (na maioria das vezes, por causa do meu gênio ruim). Mas eu também tenho meus créditos, afinal, todos os meus relacionamentos duraram um tempão. Já rolou até “amigamento” (ô termozinho palha, risos).
O mais legal é que me tornei amigo da maioria das minhas “exs”, tudo bem, algumas me odeiam e é recíproco. Costumo dizer, aos que me cercam, que sou melhor como amigo do que como namorado. É, ciúmes, neuras,cobranças, etc. Uma série de coisas incompatíveis com inteligência. Ah! Também digo que não tenho inteligência emocional, sabe aquele lance de gestão de conflitos? Pois é, nesse quesito eu sou apenas um jornalista razoável (risos).
Resumindo, parabéns a todos que agüentam TPMs, barracos, telefonemas incessantes, atrasos, traições de gente sonsa (sim, tem coisas que descobrimos após o suposto relacionamento ter acabado, risos)ronco, peidos, não pegar chuva por causa da chapinha, não poder ir ao bar com os amigos, aniversários da família chata da sua parceira (o), gastos e mais gastos com tudo que possam imaginar, fiscalização de Orkut e afins.
Não me entendam mal, não sou contra nenhum tipo de relação afetiva. Claro que tem uma porrada de benefícios também, afinal, é foda, mas é foda, se é que me entendem (risos). Por exemplo, viagens, sexo, domingos de chamego (TV no domingo era osso), sexo, jantar com o casal de amigos, sexo, cinema a dois, sexo, e etc. Entretanto, acredito que, nos dias de hoje, relacionamentos tem prazo de validade (salvo os casamentos bem sucedidos, cada vez mais raros), este tempo varia de casal para casal, mas cedo ou tarde a coisa azeda, por isso é preciso viver o momento, sempre.
Aproveitando o ensejo, quero mandar lembranças para minhas ex, pessoas com as quais aprendi muita coisa. Valeu praca, abraço para vocês (ta bom, nem todas).Já vi muitos casais, que pareciam inseparáveis e inabaláveis, se largarem por motivos pífios ou sérios, não importa, mas eles seguiram seus caminhos. Também conheço muitos que estão juntos há décadas, essa administração de conflitos é osso, invejável.
 Todos nós temos virtudes e defeitos, ás vezes, a paixão ou amor não basta para matar um leão por dia. No meu caso, costumo dizer que sou melhor como amigo do que como namorado, acreditem, eu fico um tanto ditador, possessivo e ciumento.
Se você acredita na alma gêmea, destino traçado e metade da laranja, cuidado, o “admirável mundo novo” é cheio de surpresas. Mas se você tem consciência que tudo tem uma vida útil e quer viver o momento, namore. Certa vez, li que se quisermos fazer Deus rir, basta fazer planos. Se, ás vezes, entramos em atrito com nossos pais ou irmãos, imaginem com alguém que conhecemos já adultos? Volto a dizer, acho legal namorar, só ando sem saco, com uma certa preguiça efetiva e cansado de palavras tortas e singulares (risos).
Gosto de relacionar meus textos a canções, sobre relacionamentos, Renato Russo cantou: “Uma menina me ensinou, quase tudo que eu sei, era quase escravidão, mas ela me tratava como um rei”, este verso tem uma precisão quase cirúrgica, namoros e afins são sempre aprendizados. Também posso citar o Leoni: “Será que você não é nada que eu penso?Também se não for não me faz mal..”, sobre pequenas decepções que enfrentamos ao longo da vida.
Enfim, parabéns todos os namorados e namoradas, sejam eles héteros ou homossexuais, como cantou Milton Nascimento, na música Paula e Bebeto: ” Qualquer maneira de amor vale aquela, qualquer maneira de amor valerá”. Para finalizar, deixo a minha favorita no quesito “love”:
Eclipse Oculto – Caetano Veloso
“Nosso amor não deu certo, gargalhadas e lágrimas
De perto fomos quase nada
Tipo de amor que não pode dar certo na luz da manhã
E desperdiçamos os blues do Djavan

Demasiadas palavras, fraco impulso de vida
Travada a mente na ideologia
E o corpo não agia como se o coração tivesse antes que optar
Entre o inseto e o inseticida
Não me queixo, eu não soube te amar
Mas não deixo de querer conquistar
Uma coisa qualquer em você, o que será?
Como nunca se mostra o outro lado da lua
Eu desejo viajar do outro lado da sua
Meu coração galinha de leão não quer mais
amarrar frustração
Ó eclipse oculto na luz do verão
Mas bem que nós fomos muito felizes só durante o
prelúdio
Gargalhadas e lágrimas até irmos pro estúdio
Mas na hora da cama nada pintou direito
É, minha cara, falar, não sou proveito sou pura
fama
Nada tem que dar certo, nosso amor é bonito
Só não disse ao que veio, atrasado e aflito
E paramos no meio sem saber os desejos aonde
é que iam dar
E aquele projeto ainda estará no ar?
Não quero que você fique fera comigo
Quero ser seu amor, quero ser seu amigo
Quero que tudo saia como som de Tim Maia, sem
grilos de mim
Sem desespero, sem tédio, sem fim”