Feliz aniversário, Adriano Siqueira!

Hoje gira a roda da vida o contador, cervejeiro convicto, pai, filho, irmão e marido exemplar, cozinheiro, além de amigo pra todas as horas, José Adriano Siqueira da Silva.

Sabe, dou valor em muita gente. Amo muito os meus familiares (não todos) e amigos de verdade. E afirmo com toda a certeza: Zé Adriano é um dos melhores seres humanos que tenho a honra de chamar de primo (ele é marido da minha prima Silvana, mas é mais meu primo que muitos deles).

Conheci o Zé Adriano em 1993, no apartamento da tia Sanzinha. Ele era namorado da minha Silvaninha, com quem é casado há mais de duas décadas. Eu não imaginava que, naquele momento, tava diante de um baita cara porreta!

O “porco alemão”, apelido dado ao Adriano por sua turma de Belém (PA), é o pai amoroso do Felipe, marido apaixonado da Silvaninha, um filho sempre dedicado, um dos remistas mais remistas que conheço, além de botafoguense conformado (ele torce para esses dois timinhos, mas o importante é ter saúde).

Amante de cerveja, boa música, dedicado ao máximo à sua família e um amigo com quem posso contar desde que o conheço, (afirmo isso com veemência, pois o cara já me ajudou e muito nessa vida), Adriano é uma figura que faz a diferença.

Zé Adriano foi um dos grandes amigos que meu saudoso pai Zé Penha teve, e certamente é um dos que posso me orgulhar de ter amizade. Apesar da gente não ter tantos encontros como antes, sei que posso contar com ele – e é recíproco.

Em resumo, Adriano é um homem de bem.

Zé, mano velho, que tua vida seja longa e com muito mais saúde e sucesso. Sou feliz por sua existência orbitar a minha e vice-versa. Que tu vivas feliz por mais 54 fevereiros. Tu és do coração, irmão. Te amo!

Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Silvana!

Também gira a roda da vida nesta domingo (16), a arquiteta, empresária, fazendeira, viajante do mundo, esposa do Adriano, torcedora do Remo, eterna motorista da rodada, mãe amorosa do Felipe e filha dedicada da tia Sanzinha e tio Zé Sena, além de prima e querida amiga deste jornalista, Silvana Belo de Sena.

Silvana é uma daquelas pessoas que posso passar meses sem ver, mas sei que posso contar com ela. Amo a Silvaninha, não somente pelo laço sanguíneo, mas pela excelente relação que sempre tivemos. Sim, somos amigos a vida toda e isso é raro.

Sei que ela fica chateada por minha ausência em festejos e reuniões em sua casa, mas ela sabe que o gordo aqui, além de estranho, a ama.

Ah, a Silvana sempre foi, além de inteligente, linda. Ela é minha prima mais velha, mas quando estamos lado a lado, duvido que alguém diga isso. Nem parece que a moça tem filho adulto, de tão bonita e jovem.

Com Silvana e Adriano, vivi muita coisa bacana e inesquecível. Ela está presente em boa parte de minha memória afetiva. Nem dá pra enumerar aqui quanta coisa linda fizemos aqui em Macapá e em Belém (anos 90).

Silvaninha, tenho orgulho de ser seu primo e amigo. Tenho sorte de tua existência orbitar a minha e de ter o mesmo sangue que você. Que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu tenhas sempre saúde pra trabalhar, viajar, amar os seus e ser feliz. Te amo!

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

Maria Lúcia gira a roda da vida. Feliz aniversário, mãe!

Neste terceiro dia de fevereiro, aniversaria o meu primeiro e um dos maiores amores. A pessoa que foi, é e sempre será meu anjo da guarda, uma espécie de Deus particular, que sempre me protege, orienta, ajuda, cuida e, se for preciso, briga por mim. Maria Lúcia, minha mais que maravilhosa mãe, gira a roda da vida pela 66ª vez graças à Deus. A ela, rendo homenagens.

Eu, mamãe e Emerson – Fotos da bolsa de Maria Lúcia há deca das.

Maria Lúcia é a filha mais dedicada da vovó Cacilda, vó coruja da pequena Maitê e também maravilhosa mãe do Emerson, além de esposa do Enilton. Sempre empenhada em ser feliz e fazer-nos felizes, com uma força de caráter e de espírito que impressionam,“Lucinha” é uma mulher admirável.

Orientadora educacional e professora aposentada, mamãe foi uma exemplar profissional e contribuiu muito para a Educação no Amapá. Aliás, sempre trabalhou muito, desde bem novinha, para melhorar sua condição de vida. Ela conseguiu e batalhou muito para dar o melhor para seus filhos, sua mãe e seus irmãos.

Mamãe é íntegra, honesta, inteligente, batalhadora, e decente. Lucinha sempre foi a luz do meu caminho e o amor que sempre zelou por mim. Eu e meu irmão, Emerson Tavares, temos a honra e muuuuuita sorte de sermos seus filhos, pois a amamos e somos correspondidos desde o início desta jornada (no meu caso, há 43 anos).

Dela, herdamos atitude, força e firmeza. Eu e Emerson talvez não fossemos caras trabalhadores e todo o resto de coisas legais que nos tornamos se não fosse por conta da Lucinha.

Dançarina de fim de semana, melhor cozinheira do mundo (aprendeu com a vovó Peró, que é a melhor do universo), minha conselheira e benzedeira, mamãe é multifacetada, hiper talentosa, inteligente e sábia. Ela é, sempre foi e sempre será minha melhor amiga.

Maria Lúcia, que Deus continue a lhe dar saúde, sabedoria e dias felizes. Que sua vida seja longa. És nosso exemplo e porto seguro. Te amamos. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares e Emerson Tavares (pois como irmão mais velho, posso falar pelo Merson)

Macapá 262 anos: pedras, paneiros e outros objetos marcavam fila às portas do Mercado Central

Já contei aqui algumas vezes, mas gosto de repetir: minha família é pioneira em Macapá. Eles vieram do Mazagão para o meio-do-mundo na década de 50. Anteontem, tio Pedro Aurélio me contou uma curiosidade do Mercado Central.

De acordo com tio Pedro, que nasceu no Mazagão nos anos 50, mas vive em Macapá desde gitinho, “antigamente, os lugares nas filas que se formavam antes da abertura das portas do Mercado Central eram marcados com pedras, paneiros ou qualquer outro objeto“.

E ainda segundo o tio, o mais importante é que esses lugares “eram respeitados”. Hábito este também utilizado nas amassadeiras de açaí, só que neste caso eram usadas panelas (disso eu lembro).

Pedro Aurélio seguiu na lembrança: “naquela época existia fila específica para gestantes. Às vezes, tinha discussões sobre a veracidade de uma gestação; era comum que, durante o bate-boca, a defesa fosse: quer dizer que meu marido não pode me emprenhar? Quem sabe se estou gestante sou eu” (risos).

Era desse jeito. Antes das seis horas, eu chegava no Mercado Central para comprar vísceras de boi (bucho, mocotó, fígado, coração, etc), mais baratas, porque eram considerados comida de pobre (Já fui isso, também)”.

Foto: PMM

Hoje em dia o Mercado Central foi revitalizado e tá lindão, o que valoriza a nossa memória, história e cultura. Um espaço tão importante de Macapá merece.

Sobre o tio Pedro

Pedro Aurélio sempre tem boas histórias sobre fatos, causos e histórias da Macapá de antigamente. Afinal, o cara já tem mais de 60 carnavais e sua jornada foi toda percorrida na capital amapaense. Nossas conversas – até as sérias – sempre escorregam para boas gargalhadas. Quem tem a sorte de ser amigo dele, sabe do grande coração do cara.

Eu e tio Pedro

Pedro Aurélio é filho de família pobre, mas trabalhadora. Os pais, ele e os irmãos conseguiram tudo com muito batalho. Dá um orgulho danado das histórias contadas; tantos exemplos de esforço e superação deixados para nós, os sobrinhos, filhos e netos dos Penha Tavares. Ele costuma dizer que os ensinamentos do meu saudoso avô, João Espíndola Tavares, nortearam sua vida. Aliás, assim como eu, seu pai era/é seu herói.

O relato do tio Pedro que, além de irmão mais novo de meu saudoso pai, é um grande amigo meu, retrata como as pessoas se comportavam antigamente, como eram os costumes, a moral, as atitudes. Valores estes que trago em mim

Uma aula de curiosidade que mostra uma dimensão mágica escondida atrás do tempo e das lembranças de quem viveu na antiga Macapá. Uma leve pincelada na rica história dessa cidade, que é o nosso lugar no mundo e um pouco de nós, os Tavares, que nunca fomos ricos, mas herdamos valores como integridade e decência. E isso, queridos leitores, conta paca. E continua contando…

“As histórias completam a memória, acertam verdades e crenças” – Fernando Canto.

Elton Tavares, com informações de Pedro Aurélio Penha Tavares (conselheiro substituto do TCE/AP).

Feliz aniversário, Mary Rocha!

Hoje gira a roda da vida a Josimary Rocha. A “Mary”, minha linda e amada amiga. Tenho sorte de ser irmão de jornada de uma pessoa tão iluminada. A ela, rendo homenagens pelo seu dia.

Mary é advogada, escritora (autora do livro “O Direito Humano à Oportunidade”), poeta, doutoranda da PUC-SP, filha e irmã amorosa, humanista, ex-líder estudantil, amante de animais, bons vinhos, cafés arrumadinhos e boa música.

A Mary é uma mulher bonita, inteligente e PHoda em sua área de atuação. Ela já é uma advogada conceituada em São Paulo (SP) e, com toda certeza, é senhora do seu ofício. Ela é brilhante e ao mesmo tempo desprovida de boçalidade, habitual de doutores muito menos competentes. Gosto disso na broda.

De acordo com o Tratado sobre Gratidão de São Tomás de Aquino, existem três níveis de gratidão: superficial, intermediário e profundo. O primeiro pelo o reconhecimento. O segundo do agradecimento, do dar graças a alguém por aquilo que esse alguém fez por nós. E o terceiro e mais poderoso é o do vínculo, é o nível do sentirmos vinculados e comprometidos com essas pessoas. Agradeço à Mary no terceiro nível, por tudo que fez e faz por mim (ela e a irmã, Jaci Rocha, são minhas advogas e socorristas deste gordo nas encrencas e cagadas da vida).

Adoro quando ela, que mora sem São Paulo, tá em Macapá. A gente se diverte juntos. São encontro sempre porretas, regados a vinho e diálogos paid’éguas.

Mary, já disse lá em cima e repito: amo-te! Que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, rentável, saudável e aprazível em todos os campos da tua vida. Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Berna! (@BernadethFarias)

Tenho muitos amigos, graças a Deus. Muitos deles colegas de profissão. Entre estes, alguns valorosos ao nível máximo. Hoje é aniversário de uma das mais amadas por mim, a Bernadeth Farias. A “Berna” é mãe amorosa do Joab, filha dedicada, esposa apaixonada pelo Job e, para mim, uma linda mistura de conselheira-confidente-irmã.

A jornalista é diretora de comunicação do Tribunal de Justiça do Amapá. Não à toa, conduz uma equipe competente há anos. Grupo esse moldado de acordo com seu alto padrão de qualidade. Admiro isso.

Ela é extremamente competente e perfeccionista. Berna se garante como produtora, apresentadora, repórter, redatora, radialista, cerimonialista e fotógrafa. Ela faz parte do seleto grupo de assessores de imprensa fodas do Amapá.

Além disso, Berna é poeta, cozinheira, cinéfila, leitora compulsiva, humorista do Twitter, viajante, maior devoradora de camarão no bafo e pipoca que conheço, modelo (estreou nos desfiles em 2019), além de campeã amapaense da categoria “consumo de água mineral” em bares de Macapá.

Trata-se de uma pessoa linda por dentro e por fora, pois sua beleza (ela é uma gata) e caráter inabalável, inteligência e atitudes, fazem dela um ser humano admirável. Berna gira a roda da vida hoje e dou graças pela vida dela, que graça a Deus, orbita minha e vice-versa. Sou grato à Berna por tanta coisa que é difícil listar aqui. Eu a amo muito!

Berna, que sigas desse mesmo jeito. Que tenhas sempre saúde e sucesso. Amo-te, irmã. Que teu novo ciclo seja ainda melhor mais lindo e que todos os seus desejos se realizem. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Hoje é o Dia da Saudade

Hoje, 30 de janeiro, é “comemorado” o Dia da Saudade. Não encontrei o porquê de hoje ser destinado à falta de alguém ou um lugar. Só sei que todo dia é dia de sentir saudade. O conceito diz: “Saudade: Substantivo feminino – Lembrança nostálgica e, ao mesmo tempo, suave, de pessoas ou coisas distantes ou extintas, acompanhada do desejo de tornar a vê-las ou possuí-las; nostalgia”.

De origem latina, saudade é uma transformação da palavra solidão, que na língua escreve-se “solitatem”. Com o passar dos anos, assim como outras palavras se transformam de acordo com as variações da pronúncia, solitatem passou a ser solidade, depois soldade e, finalmente, saudade. Palavra que só existe na língua portuguesa.

eu-e-papai2Bom, eu sou um cara saudoso de tanta coisa. Sinto saudades absurdas do meu pai. Grande saudade do meu avô paterno, de alguns parentes e amigos que partiram para outra vida (ou plano, como quiserem) como meu tio Itacimar (Ita).

Tenho saudade diárias do meu irmão, que reside em Belém (PA) e amigos que moram longe. Também sinto falta de todos aqueles que marcaram minha história positivamente e hoje em dia não fazem mais parte da minha vida.

O escritor Charles Baudelaire disse: “Aos olhos da saudade, como o mundo é pequeno”.

Quem dera ser tãeueav_so simples. Já o poeta Paulo Leminski frisou “Haja hoje para tanto ontem”. Só que o Raul Seixas, o mais maluco dos compositores, foi mais enfático ainda ao dizer: “A saudade é um parafuso que, quando a rosca cai só entra se for torcendo, porque batendo não vai,mas quando enferruja dentro, nem distorcendo não sai”. Perfeito!

Sinto saudade da minha infância, da falta de responsabilidade e dos dengos da minha avó Peró. Saudade dos tempos do Colégio Amapaense, das memoráveis festas de rock, amanhecidas, dos bons tempos com ex amigos, da velha equipe de comunicação e até das boas brigas. É, a gente botava pra quebrar!

Sinto saudades do jornalista e amigo querido Tãgaha Luz, que nos deixou e seguiu para a redação celestial. Que saudades desse cara!

Deus, graças a ele, sobrevivi aos anos 90. Era tudo tão surreal, tão perfeito, tão legal, doce ilusão. Saudades daqueles anos vividos intensamente! Sinto saudades até de ter saudades de alguns que foram tão importantes e agora não passam de mais um rosto na multidão.

Sinto saudades de tanta coisa. Mas, como tudo na vida, há saudades justificáveis.

Também sinto saudades da época que era inocente, que não era tão duro, tão egoísta, tão cético e cínico. A saudade é alimentada pelas ternas lembranças guardadas na memória e no coração. E é tanta coisa que nem dá pra listar aqui. Isso acontece todos os dias e não somente hoje.

Li em algum lugar que, se sentimos saudades, é porque valeu a pena. Vida que segue. E graças a Deus, segue feliz, mesmo com minhas saudades. É isso!

Elton Tavares

Feliz aniversário, Hellen Cortezolli! – @Cortezolli

Saudades da nerdzinha

Hoje minha grande amiga Hellen Cortezolli gira a roda da vida e chega aos 39 anos. Dificil definir Hellenzinha, pois são muitas Cortezollis em uma pessoa tão diversa. Ela é jornalista, ex-blogueira, humornegrista, documentarista, fotógrafa, cinegrafista, maquiadora, editora de imagem, roteirista, namorada do Anderson Silveira (não o conheço, mas se tá bem pra Hellen, tá firmeza pra mim), atriz, gerente comercial, praticante de artes marciais e ex- colaboradora do meu blog (essa menina é PHoda demais!). Além de tudo isso, é amorosa com os seus. Que o digam o Aécio e Lu, seus pais. E eu, seu amigo distante (geograficamente, mas ela está sempre no meu coração).

Em 2010, a gente tava fazendo política e tomando cerveja ruim

Conheci a Cortezoll em 2009. Lembro de estarmos na mesma fila de espera do teste para a então MTV Amapá. E depois me tornei leitor do blog dela – homônimo a essa pessoa sensacional. Começamos a trabalhar juntos na comunicação do Governo do Amapá em 2010. Graças a Deus, ela foi uma das surpresas positivas daquele ano. Nos tornamos grandes amigos desde então.

Mulher inteligente, linda, bem resolvida, sarcástica, com um humor negro latente que contrasta com sua aura boa, Hellen Cortezolli é uma pessoa verdadeira. Sempre brilhante, a moça possui personalidade e é uma mulher muito forte. Tenho sempre saudades dela desde que a ácida e crítica “nerdzinha” voltou para o Sul do Brasil.

Hellen consegue equilibrar o charme, o sarcasmo, meiguice e acidez em um temperamento fortíssimo. Uma gaúcha com cara de menina que é na verdade uma mulher incrível.

Hellen não é como eu. Ela não romantiza suas ações e nem tem uma vida bagunçada. Ela possui um código moral invejável e uma trajetória repleta de sensatez.

Hellen Cortezolli – 2020 (ainda mais linda).

A gente conhece as vulnerabilidades um do outro, mas sabe que isso nunca será trunfo para mim ou para ela, pois temos um histórico afetivo lindão. A gente se ama com todas as atitudes tortas, ideias loucas e nossas incontáveis neuroses.

Sou muito sortudo pela existência de Cortezolli orbitar a minha e vice-versa. Mesmo distante, sinto o amor dela e espero, de verdade, que ela tenha a mesma percepção em relação a mim.

Hellenzinha, fico feliz por você estar feliz. Que teu novo ciclo seja ainda melhor e que tenhas sempre saúde e sucesso para correr atrás do que lhe apraz. Parabéns pelo teu dia. Amo-te. Feliz aniversário!

Cada qual sabe amar a seu modo; o modo, pouco importa; o essencial é que saiba amar” – Machado de Assis.

Elton Tavares

Mazagão velho, a cidade que atravessou o oceano, completa 250 anos

Mazagão Velho, no frame de vídeo (documentário em produção) cedido pelo amigo Aladim Júnior

Mazagão Velho completa 250 anos de fundação nesta quinta-feira, 23 de janeiro. A minha família paterna veio do Mazagão, não do Velho, mas do “Novo” (que não tem nada de novo). Bom, vou falar um pouco da cidade e depois da relação do local com o meu povo.

Foto: Elton Tavares

O município de Mazagão tem uma história peculiar, rica em detalhes sobre o Amapá. Mazagão foi fundada porque o comerciante Francisco de Mello pretendia continuar com o comércio clandestino de escravos, mas pressionado pelo governador Ataíde Teive, resolveu cooperar, fornecendo índios para os serviços de construção da Fortaleza de São José, na capital do Amapá, Macapá.

Fotos: Max Renê

Em retribuição, foi anistiado e agraciado com o título de capitão e diretor do povoado de Santana; mas, por conta de uma epidemia de febre, que acometeu os silvícolas, foi transferido para a foz do Rio Manacapuru, e, pelo mesmo motivo em 1769, para a foz do Rio Mutuacá.

Mazagão Velho, no frame de vídeo (documentário em produção) cedido pelo amigo Aladim Júnior

Em 10 de março de 1769, D. José I, Rei de Portugal (POR), desativou a cidadela de Mazagão, na então colônia do Marrocos (MAR); eram 340 famílias sitiadas pelos mouros. Elas foram transferidas para Belém (PA). Para alojar estes colonos, o governador mandou construir um povoado às margens do Rio Mutuacá. Em 7 de julho de 1770, começaram a ser transferidas 136 famílias para a Nova Mazagão, hoje cidade de Mazagão Velho, como já se denominava o lugar, pois desde o dia 23 de janeiro de 1770, havia sido elevado à categoria de Vila.

Foto: Gabriel Penha

Na verdade, meu saudoso avô paterno, João Espíndola Tavares, nasceu na região do alto Maracá, no Sítio Bom Jesus – localidade de difícil acesso. Para se chegar ao local, as embarcações precisavam passar por muitas cachoeiras do município de Mazagão. E minha santa vó, Perolina Tavares, bisneta do senador do Grão Pará, Manoel Valente Flexa (que foi manda-chuva em Mazagão, no tempo em que lamparina dava choque), também nasceu naquelas bandas. Ah, meu vô foi prefeito do Mazagão (preso pelo golpe de 1964, a então “revolução”).

Lá eles namoraram, casaram e constituíram família. Meu pai, Zé Penha e meus tios Maria e Pedro, nasceram no Mazagão. Os filhos mais novos do casal, Socorro e Paulo, nasceram em Macapá, onde minha família paterna é uma das pioneiras. Meu vô partiu em 1996 e meu pai depois dele, em 1998. Mas a família Tavares preserva a dignidade, o respeito e a amizade – fundamentais para a vida – aprendidos no Mazagão e trazidos para a capital amapaense.

Quando criança, fui ao Mazagão, mas não tenho essas lembranças na cachola. Retornei ao município em 2009, quando meu avô foi homenageado na Loja Maçônica da cidade, por ter sido um de seus fundadores. Depois em 2010, a trabalho, para cobrir a Inauguração da Ponte sobre o rio Vila Nova, na divisa da cidade com a vizinha Santana. E depois, em 2012, para a cobertura do aniversário de fundação da antiga vila (há exatos oito anos).

É, minha família paterna veio do Mazagão (na década de 50). De lá trouxe uma nobreza que admiro e muito me orgulho. Não sei explicar a sensação de ir lá, mas a senti todas as vezes. Parece um lugar em que já estive há muito, muito tempo. Quem sabe noutra passagem por aqui. Do que tenho certeza, é que tais raízes nos deram muita cultura, histórias legais e respeito às tradições. Meus parabéns, Mazagão!

Elton Tavares
*Este texto é parte da monografia que escrevi para o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de Comunicação.

 

Cai dentro, 2020. Feliz ano novo! (meus votos para todos nós, pois o futuro está ali, dobrando a esquina)

2020 está ali, dobrando a esquina. Que todos nós, eu, você e demais pessoas que estão lendo este texto, assim como nossos amores, sigamos saudáveis e sejamos felizes no ano que chegará logo. A vida boa e lôca. Só é feliz quem arrisca. Vamo com toda a força no novo ciclo.

Mesmo com todos os desafios, injustiças de toda ordem, homens e mulheres que xingam em nome de Deus e são obscuros adoradores de armas, sobrevivemos ao difícil 2019.

Sou grato aos meus companheiros de jornada, tanto os familiares, amigos e colegas de trabalho, quanto aos que me ajudaram e não estão inclusos em nenhum destes grupos citados. Fomos felizes em 2019, apesar de TUDO. A vida que construí e os momentos que compartilhei com pessoas que amo são tudo para mim. Agradeço de coração aos meus e, como diz o jornalista Luiz Melo: “obrigado por gostar de mim, apesar de mim”.

Que tenhamos luz e sabedoria para encarar as adversidades e os desalmados que certamente aparecerão no novo ciclo. E que nos esforcemos para sermos pessoas melhores que em 2020. Esse “vinte, vinte”, como disse uma amiga, será desafiador.

Que em 2020 tenhamos muito boa vontade, forças positivas, disposição e autoconfiança para corrermos atrás de tudo o que desejamos alcançar. Tenho certeza de que muita alegria nos espera no ano vindouro. Pelo menos a esperança nisso não é pouca.

Viverei 2020 como se fosse o último ano de minha vida, podem apostar (sempre faço isso). O ano novo promete. Que ele se cumpra então, que seja mágico/fabuloso e sem muitas aporrinhações. E quando fraquejarmos, que ainda haja amor e força para recomeçar.

Tomara que eu e você sigamos lutando por uma vida digna, menos ordinária, no combate a dias e noites tediosas, e cheia de amor. Ou paixões. Afinal, tudo depende de você. E se possível, sem “muitas fingidades”, como dizia Guimarães Rosa. E isso sempre contou pra caralho. E continuará contando sempre!

A todos os que fazem parte da minha vida e aos leitores do De Rocha, desejo um ano novo transbordante de amor e paz. Na hora em que os fogos explodirem no céu e o Ano Novo chegar, desejo que vocês estejam felizes, com boa comida, boa bebida e pessoas que amam.

O escritor Rubem Alves, no livro de crônicas intitulado “Pimentas”, disse: “a gente fala as palavras sem pensar em seu sentido. ‘Benção vem de bendição’. Que vem de ‘dizer o bem ou bem dizer’. De bem dizer nasce ‘Benzer’. Quem bem diz é feiticeiro ou mágico. Vive no mundo do encantamento, onde as palavras são poderosas. Lá, basta dizer a palavra para que ela aconteça”. Então, que Deus continue nos abençoando!

Boas energias, muita saúde e prosperidade. “Difícil de ver. Sempre em movimento está o futuro”, disse uma vez o mestre Yoda. 2020, vem com tudo, cai dentro! Feliz ano novo!

Elton Tavares

Lá se vai mais um ano -`Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Hoje, 31/12 de 2019, fecharemos mais um ciclo, mais uma década, mais um marco imaginário no qual sempre nos colocamos, teremos mais tempo.

2020 está na nossa porta, a turma da Austrália, que nossos colegas “terraplanistas” insistem em dizer que não existe, vão comemorar primeiro, como sempre. Esses caras, se existirem (risos) devem ser uns privilegiados.

Vem aí mais umas quatro estações de novo, mesmo que sejam apenas singularidades terrenas, ou apenas muito sol e muita chuva, como se tem sempre por aqui.

Vem aí mais oportunidade para se reconstruir, para sermos melhores, para mudarmos. E se não deu neste ano, que tenhamos força para conquistar o objetivo no ano que vai entrar.

Que tenhamos tempo para usufruir, para abraçar quem sempre nos quer bem, para andar na chuva e sorrir como crianças, que os interesses mundanos e hostis não nos façam perder frações preciosas de existência.

Que sejamos mais corteses, mas menos submissos. Que nossas ambições não ultrapassem nossa moralidade e quem se aproximar só nos traga positividade. Procuremos o sucesso, mas nunca em troca da infelicidade alheia.

O livro da vida que cada um escreve vai ganhar novos capítulos. Tristezas e decepções por decreto devem ficar em 2019. Não levemos nada de ruim para os próximos 12 meses. E que nossas conjecturas humanas só nos levem para o lado do bem.

Serão mais 365 batalhas que serão vencidas com coração, que o ano novo traga força para matar quantos leões aparecerem e que nada, mais nada mesmo, nos tire a capacidade de tentarmos ser felizes.

Se 2019 não foi bom, comemore, já tá acabando, se foi , comemore mais ainda.

Eu do fundo do coração desejo um ano não menos que espetacular para todos, que se tivermos que chorar que seja de alegria, e que nossos desafios se tornem conquistas. Nunca esqueçamos que somos responsáveis pela nossa própria história.

E parafraseando “Mar de Gente”, “ brinde casa, brinde a vida, brinde amores, brinde a família”.

Feliz Ano Novo.

*Marcelo Guido – Jornalista, Pai da Lanna e do Bento e Maridão da Bia.

A nonagenária mais linda do mundo completa 93 anos hoje. Feliz aniversário, vó Peró!

Hoje é sábado. O “dia branco”. Mas não um sábado comum. Neste vigésimo primeiro dia de dezembro, Perolina Penha Tavares completa 93 anos de vida. Sim, a minha avó “Peró”. Para mim, ela é um ser humano de uma beleza ímpar. Aqui neste texto, vou tentar descrever um pouco da nossa estrela de primeira grandeza (dá uma trabalheira escrever sobre alguém tão importante, mas vamos lá).

Natural do Mazagão, mas paraense na carteira de identidade (época de Grão-Pará), vovó é uma das pessoas que pode dizer: “quando cheguei aqui, era tudo mato” sobre Macapá. Ou pelo menos sobre a maior parte da capital amapaense, onde reside desde os anos 50. Peró casou com João Espíndola Tavares, que já virou saudades, e teve cinco filhos. Trabalhou muito ao lado do marido, ambos pioneiros desta cidade no meio do mundo.

A filharada cresceu, cada um fez seu o seu nome. Vovô e Zé Penha (papai) partiram. A Peró pegou todo mundo e manteve juntos e unidos. Vovó é mesmo uma pessoa admirável, quem conhece sabe. A ela devemos a solidez da nossa família.

Além disso, Perolina é cheirosa, educada, elegante e sábia. Vovó é uma mulher serena, coerente, lúcida, sábia, justa, caprichosa, amorosa, discreta e forte. Um exemplo a ser seguido, com toda a certeza.

A “Peró” pintou sua trajetória primeiramente com as cores que pôde e depois com as tintas que quis. E fez um belo trabalho. É redundância falar o quanto a vovó é uma dama e um amor de pessoa. Tudo que ela fez foi de forma digna, humana e coerente. Ela desperta o que existe de melhor dentro de cada um dos seus filhos e netos. A família sempre foi sua grande razão de viver. E é assim até hoje.

Já disse e repito: todas a vezes que perambulo pelo passado, a Peró está lá me dando um conselho, um ralho, preparando alguma comida maravilhosa (ela é a melhor cozinheira deste sistema solar, seguida de perto pela minha mãe, que aprendeu com a vovó) ou qualquer outra memória afetiva.

Sou o mais velho entre seus netos. Às vezes, passo uma semana sem ir vê-la, por conta daquelas ausências involuntárias, mas fico atento. E quando é preciso, estou lá, junto, pra qualquer coisa. Tento dar um pouquinho do amor que recebi ao longo dos meus 43 anos.

Sabem, das poucas coisas que faço direito, uma delas é amá-la. Há tempos não sou mais criança, os cabelos brancos e barba deram uma esbranquiçada, mas o homem que a a Peró ajudou a formar o caráter,  agradece por tudo dito/escrito aí em cima e muito mais que não cabe em somente um texto de aniversário. Quando eu fizer 50, ela fará 100 dezembros. E ainda caminharemos juntos pelo tempo, com o amor de sempre.

No meu mundo, Perolina reina junto com minha mãe. Hoje vamos celebrar a existência da vovó. Estejamos juntos. Te amamos, Peró. Feliz aniversário!

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família”. – Léon Tolstoi.

Elton Tavares (mas também em nome de José Penha Tavares e Emerson Tavares).

Hoje Lorena Queiroz gira a roda da vida. Feliz aniversário, prima. Te amo! – @LorenaadvLorena

Gira a roda da vida nesta quarta-feira a mãe das lindas Marina e Olívia, esposa do Rodrigo Petrocchi, advogada, amante de MPB, Rock and Roll e Reggae, maior fã de Bukowski que conheço, apreciadora de cinema, literatura e cervejas tuíras, bons vinhos, entre outros adoráveis venenos que amamos, Lorena Queiroz. Além de minha prima, uma amiga de verdade que tenho nesta jornada.

Malandramente sorridente, dona de uma tenacidade, colocações viscerais, humor negro e ácido e comportamento irreverente, Lorena é uma espécie de Gregory House (no corpo de mulher), do seriado de mesmo nome. Ah, a “Loloca” também se tornou uma mãe de dar orgulho, pois acompanho sua vida de longe, pelas redes e pelos papos que levamos vez ou outra.

Com ela, vivi muita coisa. A gente bebeu além da conta, pirou demais (lembra daquela vez na carroceria da pick-up cantando “Vamos fugir”?). Nossas conversas nunca foram chatas. Pelo contrário, a gente ria de tudo. Até de nós mesmos. Sim, nos divertimos a valer. Foram muitas vidas em uma. Sinto tanta falta disso, Loloca. Tu nem imaginas o quanto.

Ela está presente em boa parte da minha memória afetiva. Seja na infância feliz ou na juventude doideira. Lorena sabe quem sou de verdade e eu o mesmo sobre ela. Claro que hoje em dia somos pessoas diferentes, mas acredito que melhoramos e muito nossas visões de mundo, pessoas e situações. Vira e mexe, falamos sobre isso e agradecemos não ter seguido por uma vida ordinária como muitos que conviveram conosco.

Fomos amigos inseparáveis. Pensei seria capaz de tudo para proteger a Lorena. Nem sempre fui. Chegamos a nos afastar, mas em algum lugar de um passado recente, com uma mensagem que dizia: “cara, não sei quando eu ou você irá morrer. Por isso, estou fazendo minha parte e entro em contato”, voltamos a nos falar. Naquela noite me deu um suor de alegria nos olhos.

Sinto falta da convivência constante, das incursões boêmias pelas ruas, dos papos legais e ilegais, até do estranho tremer dos olhos castanhos. Loloca é um daqueles afetos para sempre. Uma áspera irmã de quem lembro sempre. A saudade dessa doida varrida só ameniza pelo fato dela estar muito feliz, com seus sonhos se materializando a cada dia. E eu fico aqui, orgulhosão da sacana.

Lorena, tu já dissestes que só a gente entende essa nossa história. Boto fé. Sabes que te amo pra caralho (leia-se intensidade). Que tua vida seja longa. Que teu novo ciclo seja ainda mais iluminado. Que Deus lhe mantenha sempre com saúde para caminhar com harmonia para a prosperidade junto dessa família linda que tens. Todo amor pra ti sempre. Meus parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares

*Texto republicado por conta da correria do trampo, mas de coração.

Emerson Tavares chega aos 40 anos. Feliz aniversário, meu irmão. Te amo!

Chegar aos 40 com estabilidade emocional e financeira, uma bela família, realização profissional e pessoal e, ainda, querido por quase todo mundo, é algo admirável. Meu irmão caçula (e único, mais de um desse naipe seria muita onda, rs) e melhor amigo da vida toda, Emerson Tavares, completa quatro décadas de vida nesta terça-feira (10). Trata-se de um cara PHO – DA, de quem tenho muita sorte e orgulho de ter o mesmo sangue.

Merson é um baita paizão para a nossa pequena Maitê, princesa da família. E marido apaixonado pela Andresa Ferreira. O filho mais novo da Lucinha é um cara e tanto. Mano é um figura alegre, de bem com a vida, a personificação da alegria, bom-humor, sagacidade e atitude. Sobretudo, um homem de bem.

Emerson Tavares é um cara que respeito e escuto. Ele coloca um pouco de ordem no caos. Quando moleque, o mano sempre foi corajoso, atentado , destaque no meio dos outros. A gente aprendeu tudo de bom e de ruim juntos.Tê-lo por perto é certeza de alegria em larga escala e paz no coração. Com o Merson, sou invencível. Juntos, a gente nunca perde, só ganha (ganhamos mais vida, mais momentos memoráveis juntos aos nossos amores).

Acredito que uns 70 ou 80 por cento das coisas lindas e incríveis que fiz na vida foi ao lado do meu irmão. Espirituoso e gente fina, amo tá com ele em qualquer lugar. A gente é companheiro de jornada nessa existência e tenho certeza que de outras antes dessa. É muito amor só pra 40 anos dele e 43 meus.

Já disse e repito: é uma lindeza ver a forma apaixonada como o Emerson vive, o seu amor pela filha, esposa, mamãe, a mim, à vó e aos amigos é um lance diferente e muito foda. Ele é um cara despudoradamente de bem com a vida e de uma energia positiva que irradia.

A gente dá e recebe amor de forma recíproca. Seja dividindo cervejas, pirando num show de rock, torcendo pelo flamengo, amando a Maitê, trocando conselhos e pérolas do cotidiano vivido via whatsapp, vivendo longe, mas sempre juntos. Emerson é meu orgulho, um dos meus maiores amores e meu herói vivo, que torna possível cada desejo para uma vida feliz.

Porra, mano. Tu sabes, cara. Agradeço tudo que já fizestes por mim. O que não foi pouco. Sou muito sortudo pela existência do Merson orbitar a minha e vice-versa. Tomara que esses 40 virem 120 anos. Sempre com saúde, pois falar que fazes sucesso é até redundante. Que tu sigas com essa luz própria que ilumina qualquer ambiente onde estás e esse jeito engraçado e porreta que contagia à todos que te cercam. Te amo demais.

Parabéns pelo teu dia. Feliz aniversário!

Elton Tavares