Santana enfrenta Ypiranga nesta quinta-feira no Campeonato de Futebol Profissional

O Canário Milionário é o mandante de campo na partida contra o Time da Torre desta quinta-feira, 19, às 17h, no Zerão. Por determinação da diretoria da Federação Amapaense de Futebol (FAF), em acordo com os clubes participantes do Campeonato Amapaense de Futebol, os portões do estádio continuarão fechados para a torcida, e, em campo, não passará de 100 o número de envolvidos no jogo.

O confronto entre Santana e Ypiranga é a segunda partida da rodada, que começou com placar de 3 X 2 para o Santos contra o Trem, nesta segunda-feira, 16. Apesar de fechado para a torcida, o jogo de abertura já teve mais de nove mil acessos nas plataformas digitais da Federação.

Todo o jogo desta quinta-feira, 19, será transmitido pela FAF TV, através do aplicativo MyCujoo no link https://mycujoo.tv/view/event/94817?src=CPT_EL

As transmissões contam com narração de Fran Tavares, comentaristas convidados e espaço para interação com os telespectadores.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

FAF anuncia jogos com portões fechados no Campeonato Profissional do Amapá

A Federação Amapaense de Futebol (FAF), após reunião com os seis clubes que participam do Campeonato Amapaense de Futebol Profissional, determinou nesta segunda-feira, 16, que os jogos da temporada aconteçam com os portões fechados para torcedores no Estádio Zerão. A decisão acata uma medida da Prefeitura de Macapá, que suspendeu eventos de grandes aglomerações na capital durante o período para evitar contaminações com o novo coronavírus.

Em acordo com o clubes, a FAF determinou que seja respeitado o número máximo de 100 pessoas no estádio durante os jogos, contando atletas, equipes técnicas e imprensa.

A limitação segue por tempo indeterminado e a diretoria da Federação ainda discute a necessidade posterior de alteração de datas na tabela.

“Enquanto não temos nenhum caso confirmado, seguimos cautelosos com a saúde coletiva, mas não vamos suspender o campeonato ainda. Os portões serão fechados para a torcida, mas as transmissões ao vivo serão mantidas pelo canal da FAF TV”, explicou Netto Góes, presidente da FAF.

Transmissões

Todas as partidas do Campeonato Profissional estão sendo transmitidas ao vivo pela FAF TV no link mycujoo.tv/fafap e podem ser acessadas em todas as redes sociais da Federação.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

No mês de março, torcedoras terão acesso gratuito aos jogos do Campeonato Profissional do Amapá

Março é o mês dedicado às mulheres e à busca por direitos e respeito na sociedade. Para fomentar a luta por essa causa, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) e os clubes profissionais do Amapá decidiram liberar o acesso de todas as torcedoras ao Estádio Zerão durante os jogos do Campeonato Amapaense de Futebol Profissional que acontecem até o fim do mês.

O campeonato está em sua primeira rodada e reúne seis clubes profissionais. O terceiro jogo da disputa acontece neste sábado, 14, com confronto entre Ypiranga e Macapá, às 18h.

Além de demonstrar apoio às causas de luta das mulheres e repúdio à violência e ao feminicídio, a iniciativa da gratuidade quer também estimular a presença de torcedoras no estádio. A entrada para elas será liberada durante todo o mês de março.

Para o público em geral, as entradas para as partidas custam R$10 inteira e R$5 meia e são vendidas na bilheteria do Zerão. Os jogos também estão sendo transmitidos ao vivo pela FAF TV no aplicativo MyCujoo.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato Profissional: Trem enfrenta São Paulo nesta quinta-feira

O Campeonato Amapaense de Futebol Profissional segue para o segundo confronto. Dessa vez, Trem Desportivo Clube joga com São Paulo – AP ainda na primeira rodada de classificação. A partida acontece na quinta-feira, 12, às 20h no Estádio Zerão.

O campeonato começou na última segunda-feira, 09, e levou ao estádio 330 torcedores do Santos –AP e do Santana Esporte Clube. No canal da FAF TV, 2.453 pessoas já acessaram a partida online.

Primeiro jogo

O Canário Milionário saiu na frente com o gol marcado antes dos primeiros cinco minutos de partida pelo camisa 11, Davison. Aos 34 e aos 36 minutos do primeiro tempos, Preto Barcarena e Batata viraram o jogo para o Peixe da Amazônia, que teve seu terceiro gol marcado por Denilson, aos 30 minutos do segundo tempo.

O Campeonato Profissional é a competição mais tradicional promovida pela Federação Amapaense de Futebol e todas as partidas são transmitidas ao vivo pela FAF TV, no canal online do aplicativa MyCujoo.

Na página da FAF TV no aplicativo (https://mycujoo.tv/en/video/fafap ), é possível acessar o link de todos os jogos das fases classificatórias do campeonato e assistir todos as partidas já transmitidas, com melhores momentos e gols destacados.

Os ingressos dos jogos são vendidos na bilheteria do estádio no valor de R$10 inteira e R$5 reais meia.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato Amapaense de Futebol Profissional começa na próxima segunda-feira, 9

Seis clubes disputam o Campeonato Amapaense de Futebol Profissional desse ano, que inicia na próxima segunda-feira, 09, com jogo às 20h entre Santos e Santana no Estádio Zerão.

Após o jogo de estreia, na quinta-feira, 12, é a vez de Trem e São Paulo se enfrentarem no estádio do meio do mundo. Ao todo, o campeonato terá 21 jogos e os clubes participantes são Esporte Clube Macapá, Trem Desportivo Clube, Santana Esporte Clube, São Paulo –AP, Ypiranga Clube e o atual campeão, Santos – AP.

O campeonato é a mais tradicional disputa promovida pela Federação Amapaense de Futebol (FAF) para os clubes profissionais do estado. Segundo a tabela, serão cinco rodadas classificatórias antes das semifinais, marcadas para iniciar na segunda quinzena de abril.

Todos os jogos serão transmitidos ao vivo pela FAF TV, na plataforma online do aplicativo MyCujoo, no endereço https://mycujoo.tv/en/regional/federacao-amapaense-de-futebol-rnhpfj

Para os torcedores que forem ao estádio assistir às partidas, os ingressos serão vendidos na bilheteria no valor R$10 inteira e R$5 meia.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Justiça suspende final do sub-17 marcada para amanhã

A grande final do Campeonato Amapaense de Futebol sub-17 entre Santos- AP e Trem Desportivo Clube não acontecerá mais nesta sexta-feira, 06. A decisão de suspensão é do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TDJ/AP) e foi notificada na tarde desta quinta-feira, 05.

O jogo está suspenso até que a Corte julgue o recurso impetrado pelo Oratório Recreativo Clube, que foi rebaixado após decisão do TJD/AP que o puniu após jogo contra o Trem no dia 13/02.

A punição contra o Oratório foi resultado de denúncia que aponta irregularidade na inscrição de jogadores no Boletim Informativo Diário (BID), como exige o regulamento do campeonato e as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF)

A nova decisão do TDJ/AP também determina que a Federação Amapaense de Futebol (FAF) não homologue o resultado do jogo da semifinal do dia 03/03, onde o Trem Desportivo Clube se classificou para final por 1 a 0 contra o São Paulo.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

FAF marca semifinais do sub-17 para próxima terça-feira, 03

Em resolução divulgada nesta sexta-feira, 28, a Federação Amapaense de Futebol marcou os dois jogos das semifinais do Campeonato Amapaense de Futebol sub-17 para a próxima terça-feira, 03, no estádio Zerão. Os semifinalistas são, por ordem de classificação de pontos, Trem, Santos, Macapá e São Paulo.

Os jogos da terça-feira iniciam às 18h com o confronto entre Trem e São Paulo, em seguida entram em campo Santos e Macapá. As duas partidas serão transmitidas ao vivo pela FAF TV através da plataforma MyCujoo.

Caso Oratório

O Oratório Recreativo Clube foi rebaixado após decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD/AP) que o puniu após jogo contra o Trem no dia 13/02.

A denúncia contra o Oratório aponta que o clube entrou em campo sem escalação prévia de seus jogadores e com um de seus componentes irregular. O jogador Fernando Pinheiro não teria se credenciado no Boletim Informativo Diário (BID) em tempo hábil, como exige o regulamento do campeonato e as normas da Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Em sessão realizada nesta quinta-feira, 27, o TJD/AP emitiu decisão desfavorável ao clube denunciado e o puniu com a perda de três pontos da tabela além dos pontos obtidos na partida citada. Com o parecer judicial, o Oratório passou a ter seis pontos e caiu de quarto para quinto lugar na classificação, ficando fora das semifinais.

O clube ainda pode recorrer, mas a data dos jogos já foi planejada para organização da estrutura, como explica Manoel Figueira, diretor- técnico da FAF: “Estamos às portas do campeonato profissional, já nos preparamos para a finalização do sub-17, por isso já temos nossas datas definidas. Qualquer mudança só será realizada com nova decisão de efeito suspensivo emitida pelo TJD, até lá, seguimos com nosso planejamento”, finalizou o diretor.

Marcelle Nunes
Assessoria de comunicação da FAF

Giovanni: “ O Messias da Vila” – Por Marcelo Guido

Foto: site do Geovanni

Por Marcelo Guido

Quando os deuses da bola revolvem conceder talento eles geralmente não brincam sem serviço. Talvez estivessem cansados de ver o comum tomando conta do meio campo, ou queriam apenas ver alguém brincar com bola nos campos, como se estivesse no sonho e assim, magistralmente concederam o dom para Giovanni Silva de Oliveira, um dentre muitos Silvas no futebol.

Foto: site do Geovanni

Revelado pela gloriosa Tuna Luso, passou por Remo, Paysandu, São Carlense, Barcelona – ESP, Olympiacos – GRE , dentre outros, mas eternizou-se em três passagens pelo Santos.

Na Vila Belmiro fez sua morada, inteligente conquistou a torcida com passes precisos e gols, muitos gols.

Foto: site do Geovanni

A facilidade com que deixava os companheiros na cara do gol era algo extraordinário, que deixava boquiaberto os felizardos que o viram vestir o branco da baixada santista.

Elegante, conseguia abrir o peito e matar a bola com uma envergadura ímpar de 1,90 metros. Levou o despretensioso time do Santos de 1995 a final do campeonato nacional ao lado de Robert, Jamely e Marcelo Passos. O título acabou faltando, coisas do futebol.

Foto: site do Geovanni

Inesquecível na semi- final daquele ano contra o Fluminense de Renato e Joel Santana, só não fez chover, aliais fez. Uma chuva de gols, uma atuação de gala que lhe fez render a bola de ouro, e o prêmio de melhor jogador do campeonato.

Partiu para conquistar o velho mundo, foi ídolo da torcida Catalã. No Barcelona fez dupla com Rivaldo, meio campo que fazia tremer os adversários. Em seis anos de clube, seis canecos levantados. Chega na Grécia, e a terra de Zeus conhece um semideus da bola, o penta campeonato nacional atuando cinco anos em solo helenístico.

Foto: site do Geovanni

O meio campo era uma salão de baile, onde os craques disputavam a dama “bola” para lhe ser concedida uma dança, e o Messias estava sempre de terno. A pelota sua amiga corria em seu lugar. Ela tinha que correr.

Foto: site do Geovanni

Os críticos de seu futebol o diziam ser “lento”, mas a inteligência e a sapiência em saber os caminhos do campo o faziam diferenciado. Defendia a tese sagrada que o futebol não podia ser comum, não pode ser feijão com arroz, futebol e ousado tem ser tentado mesmo que se perca o lance.

Chegava na hora certa, decisivo, enganava adversários que não acreditavam que ganharia o lance, era craque que além de dar o espetáculo sabia fazer gol, e foram muitos.

Pelo Santos, 3 passagens, 3 faixas no peito. Os Paulistas de 2006 e 2010 e a Copa do Brasil de 2010 e a idolatria eterna de uma torcida que não via sua 10 vestida tão bem desde Pelé.

Solto, tendo o gol como objetivo, ereto, com a cabeça erguida sabedor dos caminhos aproveitava tal abençoada técnica e tamanho para destituir sem culpa adversários. E vestindo seus pavilhões, como um messias sabia levar seus times a o caminho das vitórias.

Foto: site do Geovanni

Felizes foram aqueles que foram Testemunhas de Giovanni, que jogou em um tempo que bom jogador e futebol brasileiro eram pleonasmos.

*Marcelo Guido é Jornalista. Pai do Bento Guido e da Lanna Guido. Maridão da Bia.

Campeonato sub-17 entra na última rodada classificatória com Trem na liderança

O Campeonato Amapaense de Futebol sub-17 entra nesta quinta-feira, 20, em sua sétima rodada, a última classificatória para as semifinais. Os jogos de abertura da rodada acontecem no Centro de Treinamento do Trem Desportivo Clube e trazem Macapá X Santana às 14h e São Paulo X Oratório às 16h.

Pontuação

Com quatro vitórias conquistadas em cinco partidas jogadas, o Trem lidera a classificação com 13 pontos no campeonato, em seguida vem o Santos – AP com 11 pontos. São Paulo tem 8 pontos, Oratório e Macapá têm 7 pontos e Santana ainda briga pela classificação com 3 pontos.

Com a agenda de jogos cumprida e apenas 1 ponto conquistado em empate contra o São Paulo, o clube do Ypiranga já está fora da disputa.

Decisão

Os quatro classificados jogam nas semifinais que acontecerão no Estádio Zerão, na quarta-feira, 26. Desse confronto saem os dois finalistas que se enfrentam no dia 29 de fevereiro. Os jogos decisivos da temporada serão transmitidos pela FAF TV através da plataforma virtual MyCujoo.

Serviço:

Federação Amapaense de Futebol
Marcelle Nunes/ Comunicação – 98106 4232

Nova rodada do sub-17 acontece no Zerão nesta quinta-feira

O Campeonato Amapaense de Futebol sub-17, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), entra em sua 5ª rodada nesta quinta-feira, 13, com jogos entre Oratório X Trem e Ypiranga X Macapá no Estádio Zerão.

Os jogos da temporada estão acontecendo nos campos do Trem, Santos e em Santana. A mudança do local foi divulgada nesta quarta-feira pelo Departamento Técnico da FAF, que anunciou a liberação do Zerão para as partidas desta quinta-feira. Oratório X Trem entram em campo às 18h, logo após é a vez do confronto entre Ypiranga X Macapá às 20h.

Pontos

Segundo a classificação parcial do campeonato, Santos e Trem venceram as três partidas que jogaram e estão empatados com 9 pontos cada. Seguidos pelo Oratório que tem 6 pontos, São Paulo com 4 pontos, Macapá e Santana com 3 pontos cada e Ypiranga com 1 ponto. Ainda faltam três rodadas classificatórias antes da semifinal, prevista para o dia 26 de fevereiro.

Transmissão online

Os jogos desta quinta-feira, 13, serão transmitidos pela FAF TV, através da plataforma online MyCujoo. Para os torcedores que preferem a emoção das arquibancadas do estádio, a entrada para as partidas é gratuita.

Link para a transmissão dos jogos

Oratório X Trem – 18h

https://mycujoo.tv/video/fafap?id=ck6jlnflkepgu0h9jcl3lw4fb&src=CPT_EC

Ypiranga X Macapá – 20h

https://mycujoo.tv/video/fafap?id=ck6jlq5a5gd6f0hewqyn7btch&src=CPT_EC

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Evair: O Dom Alviverde – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Dezesseis metros e meio, um círculo cravado a onze metros do gol; um reino que faz com que homens uniformizados lutem com as forças que têm para conquistá-lo; a cada partida uma batalha: defensores e contra-atacantes e poucos deles podem se sagrar campeões, dentre eles está Evair Aparecido Paulino que, com precisão ímpar e chutes certeiros, fez por muitas vezes a alegria de multidões.

Cria do Guarani de Campinas, passou por Atalanta – ITA, Yokohama Flugels – JAP, Atlético Mineiro, Vasco da Gama, Portuguesa, São Paulo, Goiás, Coritiba e Figueirense; mas com duas passagens pelo Palmeiras escreveu seu nome na história do Parque Antártica e no coração palestrino.

Surgiu para o futebol vestindo o verde do Bugre Campineiro, mostrava técnica e desenvoltura com passes milimetricamente pensados para deixar os atacantes na cara do gol, nas categorias de base, chamando a atenção do técnico Lori Sandre, que o colocou no time de cima em 1984.

Mas sua habilidade o credenciou a jogar mais na frente. Nascia ali um dos maiores atacantes já vistos.

Sua credencial matadora foi apresentada logo em 1986, quando disputou tento a tento com Careca a artilharia do Brasileirão daquele ano, perdendo por um gol para a outra cria Bugrina. Em 1987 veio a convocação para Seleção que se sagrou campeã do Torneio Pan-Americano; em 1988, comandando o ataque do Guarani, conquistou a tão sonhada artilharia do Paulistão. Os amantes do futebol já sabiam que os deuses da bola abençoavam um novo homem-gol.

Partiu para a terra da bota para tentar o “scudeto”, quando o campeonato italiano concentrava a nata dos melhores jogadores do mundo, sua equipe, o Atalanta. Em Bergamo, formou dupla de ataque com ninguém menos que Claudio Caniggia (aquele mesmo) e fez a alegria da torcida “nerazzura” 25 vezes em 76 partidas.

Volta para solo nacional em 1991, para fazer história no Palmeiras. Antes dos dólares, dos laticínios da Parmalat. Evair encontrou o calor humano da torcida, foi ídolo quando o Verdão amargava um jejum; era referência máxima do Alviverde. Sua elegância na área, objetividade máxima a marcar gols, o colocavam em um pedestal.

Em 1993, é formada a nova academia de futebol do Palmeiras – para quem gosta de futebol, um deleite. Formou com Edmundo e Edilson uma verdadeira linha atacante de raça. A conquista do Paulistão do mesmo ano, com gol de pênalti na final, selando um jejum de 16 anos contra o rival, naqueles 4×0 já o colocavam na história. A Comemoração, correndo em direção da torcida como um verdadeiro Cristo de braços abertos está na memória e no coração do Palmeirense.

Vieram ainda o Paulistão de 1994, o bicampeonato brasileiro 93/94 o torneio Rio-São Paulo em 1993. Destaque em um timaço recheado de craques de primeira categoria, o artilheiro estava consagrado.

Participou de toda conquista para vaga da copa de 1994, era nome quase certo na lista final de Parreira. O pé de uva surpreendeu a todos quando o deixou de fora, preterido na lista final por um garoto de 17 anos, que atendia pelo nome de Ronaldo.

Partiu para Terra do Sol Nascente, onde conquistou a Recopa e a Super Copa Asiática pelo Yokohama. Na terra do Imperador disputou 59 jogos e anotou 35 gols.

Na volta para o Brasil em 1997, fez uma passagem curta pelo Galo Mineiro, e assinou com o Vasco da Gama. Reedita a dupla que infernizou zagueiros adversários, ao lado de Edmundo. Inteligente, soube recuar e se mostrou um verdadeiro garçom de luxo para o Animal. Resultado: Campeão Brasileiro novamente, desta vez pela turma da fuzarca.

Mas em 1999 reencontrou sua amada torcida, depois de passagem pela gloriosa Lusa. O alviverde surgiu novamente imponente e conquistou sua maior gloria até hoje, a Libertadores. Com certeza absoluta, a tomada da América pelo Porco não teria a mesma doçura sem Evair em campo. Gol majestoso na final contra Desportivo Cali. Coroando de vez a carreira de Evair e, sem dúvida alguma, colocando-o de vez na história.

Ainda teve tempo de ser Campeão Paulista pelo Tricolor em 2000, mas nada que apagasse sua história no Verdão.

Exemplo de seriedade dentro de campo, soube parar quando não deu mais. Era a realeza convicta dentro da área. Inteligente demais no trato com a pelota. O gol, um objetivo a ser sempre conquistado. Elegante quando corria para bater um pênalti, majestoso em suas comemorações, eterno para torcidas, responsável pela retomada das glórias do Palmeiras.

Em seu título de nobreza não pode faltar a observação de que seu sangue não é azul, é Verde, como o gramado e como o manto que mais vestiu e defendeu.

Salve Dom Evair, o Cavaleiro Verde da grande área.

*Marcelo Guido é jornalista apaixonado pelo futebol. Pai da Lanna Guido e do Bento Guido. Maridão da Bia.

Trem- AP enfrenta o Vasco na 1ª fase da Copa do Brasil sub-20

O Trem Desportivo Clube já está a todo vapor com o treinamento em preparação para Copa do Brasil sub-20. A competição inicia dia 18 de março e, nesse mesmo dia, o representante do Amapá enfrentará o Vasco da Gama em São Januário. O horário da partida ainda não foi definido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Assim como na Copa do Brasil, a primeira fase será disputada em jogo único. Em caso de empate, a definição do time classificado para a segunda fase acontece através de pênaltis. O vencedor do confronto enfrenta nas oitavas de final, o vencedor de Confiança-SE ou Moto Club-MA.

Socorro Marinho, presidente do Trem-AP, ressalta que a expectativa é grande para esse jogo e que o time amapaense está se preparando. “Estamos fortes com o treino focado. Nossa equipe está ainda na disputa do sub-17 no Amapá e junto com nossa equipe técnica, saberemos aproveitar isso como uma vantagem para os treinos”, disse.

O time amapaense é um dos sete times que atualmente disputam no Campeonato Amapaense sub-17, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), que está em sua quarta rodada.

Marcelle Nunes
Assessoria de comunicação da FAF

Dodô – “O Artilheiro dos Gols Bonitos” – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

Futebol é cor, é luz, é espetáculo! Poucos jogadores levaram isso tão a sério como Ricardo Lucas Figueiredo Monte Raso – para muitos, o simples Dodô.

Abençoado com o dom de fazer o diferencial para alegria de privilegiados que puderam vê-lo jogar. Aliás, jogar não: encantar torcidas. Era essa sua função dentro de campo.

Cria da base do Nacional, honrou as camisas do Paraná Clube, São Paulo, Santos, Palmeiras, Vasco, Fluminense, Oita Trinita – JAP, Goiás, Portuguesa, Barra da Tijuca, Al Ain – EAU, Americana e Grêmio Osasco – mas encontrou sua eterna morada no Botafogo.

Foram duas passagens pelo Alvinegro Carioca, onde Dodô pode ser colocado como ídolo da apaixonada torcida da estrela solitária. Dodô era a esperança dos abençoados botafoguenses. Era o cara de quem podia-se esperar algo dentro de campo.

Os deuses da bola deveriam rir à toa novamente com a camisa sete de General Severiano; o peso que vestiu Mané, caiu como uma luva no corpo esguio, de velocidade superior e inteligente do atacante. Seu oficio máximo não passava incólume, Dodô era especialista em fazer gols bonitos.

A bola parecia encontrar o pé do artilheiro e morrer com suavidade dentro das metas, mas não sem antes desafiar as leis da física, do tempo e do espaço. Dodô era um verdadeiro artista que parecia assinar cada tento como uma verdadeira obra de arte.

Foram 124 vezes que Dodô honrou a camisa listrada, e nos deixou felizes 90 vezes; vieram os títulos do Estadual de 2006 e Taça Guanabara também em 2006, e a artilharia do campeonato. Títulos guardados no coração e na memória de todo botafoguense.

Dodô encarnava a alma Botafoguense em cada jogo; como um ser sobrenatural, escondia a bola e distribuía talento em jogadas que pareciam fictícias dentro das quatro linhas. Parecia abusar da sorte, mas era apenas seu jeito mágico de jogar.

Ainda teve o Campeonato Paranaense de 1996, pelo Paraná. E o Paulistão de 1998 pelo Tricolor, onde o craque também assinou seu nome na história, com 19 tentos sagrados na artilharia daquele ano. No Morumbi foram 169 jogos e 93 gols.

Digno de frases e notas, seu gol pelo Fluminense contra o Arsenal da Argentina na libertadores de 2008 foi uma verdadeira paulada de primeira de fora dá área; um gol que beira o absurdo.

Na Vila famosa, não à toa foi-lhe ofertada a Dez. Talvez seu destino fosse brilhar.

Um jogador que vestiu dois dos mantos mais sagrados da história do futebol – a Sete do Botafogo e a Dez do Santos – não pode ficar de fora das linhas tortas traçadas pela história da bola.

Foram ao todo, 751 jogos e 406 gols por vários pavilhões.

Certa vez, em devaneios etílicos levantei a possibilidade de renomear o “Prêmio Puskás” que honra o gol mais bonito do ano em todo o mundo para “Prêmio Dodô”. Entre risadas e negativas, sem desmerecer o grande Húngaro, perguntei aos presentes:

Puskás, jogou a Libertadores? Não. Jogou na altitude de La Paz? Não. Pisou no solo sagrado dos Defensores Del Chaco? Não. Vestiu a Dez do Pelé e a Sete do Garrincha? Não. Foi garfado covardemente pelo Marcelo de Lima Henrique? Não. Ganhou a descomunal Taça Guanabara? Não.

Pelos serviços prestados ao futebol espetáculo, não lhes restam admitir que tal homenagem seria mais que justa.

* Marcelo Guido é Jornalista. Pai da Lanna Guido e do Bento Guido e Maridão da Bia.

Juninho Pernambucano: O Reizinho – Por Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

A magia da bola, os campos gramados riscados a cal, as marcas fatais a idolatria merecida; o futebol fabrica e mostra os abençoados com o dom divino de tratar bem a pelota. E foi assim que Antônio Augusto Ribeiro Reis Junior veio para o mundo.

Tendo seus pés magistralmente moldados, como se fossem fabricados com o único objetivo de extasiar multidões e fazer sorrir os admiradores do bom futebol.

Honrou as camisas do Sport, Lyon, Al- Gharafa, New York Red Bulls, mas fez do Vasco da Gama seu Reino.

Cerebral, comandava como poucos a nau vascaína, com passes precisos e uma pontaria que parecia calibrada à mão. Juninho fazia a bola viajar para os fundos das redes com um capricho singular.

Três passagens por São Januário o imortalizaram na colina. A torcida – sua mais fiel corte – canta seu nome ainda hoje. Monumental como deve ser lembrado. Três estreias com gols marcantes: 1995 contra o Santos, 2011 contra o Corinthians (esse no seu primeiro toque na bola) e 2013 contra o Fluminense. Sem modéstia, vi os três.

A vontade sempre mostrada em campo, eram as suas credenciais, ao convocar seu exército para luta, batendo no peito como um verdadeiro rei, para conquistar a virada histórica em pleno Parque Antártica, ou calar um estádio Hermano inteiro em 1998, abrindo caminho para a conquista da América. Mandar com dedo em riste a torcida tricolor sair do lugar conquistado por direito pela torcida vascaína. Juninho não vestia à toa a camisa da Cruz de Malta. Ele a encarnava como segunda pele.

Por desmandos de dirigentes, saiu como campeão brasileiro e foi conquistar a França. Oito títulos nacionais em oito anos com a camisa olímpica. Tornando-se ídolo imortal também por lá.

De volta ao Brasil, para sua raiz. Ser Vasco o fez, em um mundo milionário, jogar por salário mínimo (só o amor explica certas coisas). Bicampeão Brasileiro, Campeão da Libertadores, Campeão Copa Mercosul, Campeão do Torneio Rio – São Paulo, Campeão Carioca. Quando as pernas não aguentaram mais o ritmo, Juninho preferiu sair a macular sua história.

Para ele, jogar era para vencer e não iludir quem sempre lhe quis bem.

Conquistou o Nordeste e o Pernambucano com o Sport também, levantou troféus com todas as camisas que vestiu: 33 canecos no total. Foram 202 gols em 839 jogos. Considerado o maior cobrador de faltas do futebol mundial.

Juninho era a elegância extrema dentro das quatro linhas, era a inteligência a serviço do espetáculo. E acima de tudo, o suor e a garra podiam ser sempre sentidos pela torcida.

Sem medo de ser leviano, um dos maiores jogadores que pude ver jogar. Ao se despedir do futebol, soube da saída de alguém que nasceu para vestir a camisa do Vasco.

Mais que um jogador de futebol, um ser pensante que nunca se privou de dar sua opinião. Ao se despedir da seleção, disse que espaço deveria ser dado aos novos talentos e que o ego deveria ser deixado de lado. Peitou o próprio Eurico Miranda para ser respeitado no Vasco. Saiu da rede Globo por não concordar com a maneira como a emissora via os clubes de futebol – sempre para favorecimento de alguns clubes, em detrimento de outros.

Um ponto de vista sempre coeso pelas causas humanitárias, duro e preciso contra o nazismo crescente e latente em todos os lugares, faz dele com certeza um ser humano ímpar.

Mais do que tudo, um símbolo de resistência, coisa que o futebol moderno não consegue ver em seus craques.

Juninho fez da Cruz de Malta seu coração e, como um verdadeiro Rei, honrou-a como muito poucos fizeram. Talvez ele tenha saído para ser exemplo, mas voltou por amor e seu lugar está garantido no coração de todo vascaíno.

Vida longa ao Rei e que sua memória nunca seja esquecida. Pelas bênçãos de São Januário, saiba que a colina sempre será sua morada.