Covid-19: FAF inicia testagens com atletas e equipes do Sub-20 nesta quarta-feira (09)

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) inicia nesta quarta-feira (09) o cronograma de testagens para detecção da Covid-19 em atletas e equipes técnicas participantes do Campeonato Amapaense Sub-20. Sete clubes, equipe da FAF e arbitragem passarão pelos exames.

As testagens realizadas pela FAF compõem o protocolo de segurança adotado durante a pandemia. Os jogadores e suas equipes são testados e, em campo, outras medidas são executadas, como a proibição da presença de torcida nas arquibancadas e o limite de pessoas por clube no estádio.

Os exames de detecção da Covid-19 e todo o processo de testagem são conduzidos por uma equipe de saúde da FAF. Os testes foram doados pela Prefeitura de Macapá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

“Agradecemos a parceria da Prefeitura de Macapá nesse processo de preparação para a volta dos campeonatos. Retornamos com segurança e respeitando os limites impostos pela pandemia”, ressalta o diretor do Departamento Técnico da FAF, Manoel Figueira.

Cronograma

As testagens iniciam nesta quarta-feira (09) e vão até a sexta-feira (11). Macapá, Trem, Santos e São Paulo passam por exames em seus locais de treinamento. Independente e Santana serão testados no Estádio Augusto Antunes, e na sede da FAF, os exames serão realizados com o Oratório, equipe da Federação e arbitragem.

O campeonato Sub-20 inicia no sábado (12), com confronto entre Trem e Macapá, às 16h, no Estádio Zerão. A FAF TV transmitirá o jogo pela plataforma Eleven Sports (antigo aplicativo MyCujoo).

Após 24 partidas classificatórias, as semifinais iniciam no dia 13 de julho e a grande final está marcada para 16 de julho.

Marcelle Nunes
(96) 98106-4232
Comunicação FAF

FAF divulga nova tabela do Campeonato Profissional 2021

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) divulga nesta segunda-feira (31) uma nova tabela do Campeonato Amapaense de Futebol Profissional 2021. As disputas entre os clubes já definidas foram mantidas, mas o planejamento tem nova estrutura de datas adequadas à realidade da pandemia em Macapá.

O campeonato deste ano conta com sete clubes e inicia no dia 20 de julho com confronto entre Ypiranga e Santos-AP, no Estádio Zerão. Antes dos jogos, a FAF realizará testagem para detecção de Covid-19 em todos os jogadores e equipes técnicas envolvidas na competição.

Os jogos estão liberados, mas as arquibancadas do Zerão não poderão ser ocupadas por torcedores. Para que as torcidas não percam a emoção do campeonato mais esperado do ano, a FAF TV transmitirá todas as partidas pelo aplicativo MyCujoo.

Os clubes Trem, Santos-AP, São Paulo -AP, Ypiranga Clube, EC Macapá, Santana e Independente disputarão o título de campeão em seis rodadas classificatórias. As semifinais estão previstas para o dia 07 de setembro. Os jogos de ida e volta da grande final acontecem nos dias 17 e 23 de setembro.

“Reorganizamos a tabela, mas mantivemos os confrontos já definidos. As datas estão adequadas à realidade da pandemia em Macapá. Sabemos que o torcedor espera pelo Campeonato Profissional e acreditamos que a festa será bonita esse ano”, concluiu Manoel Figueira, diretor do Departamento Técnico da FAF.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF
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20 anos do gol do Petkovic (uma crônica para flamenguistas)#flamengo

Arte: Ronaldo Rony

Em 27 de maio de 2001, há exatos 20 anos, um gol inesquecível. Eu estava no antigo apartamento do Adriano e Silvana, meus primos. Assistíamos a final do Campeonato Carioca de Futebol daquele ano, juntamente com o amigo Aílton. Aquele dia tem um valor especial na vida dos milhões de flamenguistas no mundo.

O Vasco tinha ganhado o primeiro jogo por 2×1, o Flamengo precisaria vencer por dois gols de diferença para levar o título da competição.

Edílson abriu o placar pro nosso time e Juninho Paulista empatou pro Vasco. Acabou o primeiro tempo. Na segunda etapa da partida, o “Capetinha” meteu mais um. Mas o Mengão ainda estava em desvantagem, pois precisava vencer pela diferença de dois gols.

A torcida do Vasco já comemorava nas arquibancadas. Já eram 43 minutos do segundo tempo. Aí Edílson sofreu falta na intermediária, só que o gol de Hélton não tava tão perto. Petkovic arrumou a bola, deu três passos para trás e respirou fundo.

Bateu forte, colocado e com a precisão cirúrgica que lhe era peculiar. A batida foi perfeita. A bola pegou efeito e saiu do alcance do goleiro Helton. Aliás, o goleiro bem que tentou, saltou alto e se esticou todo, mas a defesa não foi possível. Nem dois goleiros ali embaixo daquela trave evitariam o gol quase sobrenatural. Foi lá onde “a coruja dorme”, no canto superior esquerdo da rede. Naquele momento, vibrei, quase choro, ri e me senti o cara mais feliz do mundo. Coisa de quem ama o futebol, sobretudo, o Flamengo.

Épico e eternamente na memória e coração dos torcedores dos rubro-negros, 3 a 1, porra! Era o tricampeonato carioca ao Rubro-Negro. A gente correu pra Praça Zagury, agora Beira-Rio, bebemos logo pelos três títulos consecutivos. Naquela noite, vi um amigo virar a casaca, tirou a camisa vascaína e vestiu o manto sagrado Rubro-Negro. Ele, o Frank Bitencourt, disse que tinha cansado de sofrer. Até hoje é possível vê-lo em algum bar durante as transmissões dos jogos do Flamengo.

Helton salta, mas não alcança a falta cobrada por Petkovic (Foto: Hipólito Pereira / O Globo)

Há alguns anos, Petkovic foi convidado pelo Globo Esporte para bater a falta novamente, do mesmo local. Adivinhem? O sérvio colocou a bola do mesmo jeito, no mesmo lugar. Ah, gringo foda da porra! Não à toa, é um dos maiores ídolos da era atual do Flamengo. Uma lenda viva, já que se tornou o jogador estrangeiro mais decisivo da história do clube e talvez até do futebol nacional.

Filme “43′ – Na hora de acabar”

Cartaz do filme 43′ – Na hora de acabar

A façanha de Pet virou documentário. O filme “43′ – Na hora de acabar”, traz, além das entrevistas exclusivas, visões diferentes daquele gol. Assista o DOC aqui:

Desde então, já se passaram 20 anos. Assim como a vida, o futebol é feito de ciclos. Mas é sempre bom lembrar dos momentos felizes e foi o que ocorreu.

“Nóis” é Mengão até depois de morrer e hoje é o atual campeão brasileiro. Ou seja, o melhor time do Brasil e um dos melhores do mundo!

Ao Petkovic, autor daquela obra-prima que ficará marcada para sempre na minha memória e coração, nossos milhões de obrigados!

Elton Tavares

Troféus do Sub-20 levam os nomes de Camilo Filho e Raimundo Tupan este ano

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) definiu os nomes dos troféus do Campeonato Sub-20 deste ano. Serão homenageados Camilo Filho e Raimundo Tupan, nomes do futebol de base e profissional do Amapá, que faleceram vítimas da Covid-19.

“Batizar os troféus de um campeonato com o nome de pessoas que ajudaram a construir a história do futebol no Amapá é mais que uma homenagem, é uma forma de agradecimento pela doação de vida e pelo comprometimento que estes desportistas tiveram com o nosso esporte”, explica Netto Góes, vice-presidente da FAF.

Troféu de campeão – Camilo Filho

O troféu de campeão receberá o nome de Camilo Filho, santanense idealizador do projeto social Estrela da Manhã, que faleceu vítima da Covid-19 em abril deste ano.

Camilo Filho fundou o Estrela da Manhã para incentivar o futebol de base e contribuir com a formação do caráter de seus atletas. O projeto nasceu em novembro de 2010 e atua nos bairros da periferia do município de Santana, desenvolvendo com crianças e adolescentes, atividades esportivas, educacionais, culturais e religiosas.

Troféu de vice – Raimundo Tupan

Raimundo Tupan dos Santos Duarte foi jogador do Santana Esporte Clube e do Trem Desportivo Clube. Ganhou destaque nos últimos anos como presidente do Ypiranga. Seu nome foi dado ao troféu de vice-campeão da disputa.

Tupan faleceu em novembro de 2020, foi um desportista verdadeiramente apaixonado pelo futebol do Amapá e sua contribuição ao esporte será eternizada.

Campeonato

O Campeonato Amapaense de Futebol Sub-20 está previsto para iniciar dia 12 de junho, com o confronto entre Trem e Macapá. Sete clubes estão confirmados na disputa: Trem Desportivo Clube, Santos Futebol Clube do Amapá, Esporte Clube Macapá, São Paulo Futebol Clube do Amapá, Oratório Recreativo Clube, Santana Esporte Clube e Independente Esporte Clube.

O campeonato deste ano terá 24 partidas classificatórias a serem realizadas nos estádios Augusto Antunes, em Santana e Zerão. As semifinais iniciam no dia 13 de julho e a grande final está marcada para 07 de julho.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Tartarugalzinho recebe curso de arbitragem ministrado pela FAF

Inicia nesta quarta-feira (19) o curso de formação para novos árbitros realizado no município de Tartarugalzinho. Com carga horária de 36 horas, o curso é uma iniciativa da Liga Desportiva de Tartarugalzinho, em parceria com a Federação Amapaense de Futebol (FAF) e a prefeitura do município.

A Escola Estadual de Arbitragem do Amapá (EEAA) comanda o curso que tem caráter de aperfeiçoamento, com aulas de teoria de campo, pilar técnico e físico. A turma é composta por 25 alunos, sendo 15 mulheres e 10 homens.

O curso será ministrado pela diretora da EEAA e diretora do Departamento de Arbitragem no Amapá, Marilene Matta, e por Reinaldo da Mata, árbitro de carreira na FAF.

Após o intensivo de 36 horas, os alunos continuarão sob supervisão da escola, que proporcionará outras atividades para completar a carga horária necessária para a atuação dos novos árbitros em campeonatos estaduais, que é de 240 horas. Com o curso intensivo, os profissionais estão aptos para atuar em âmbito municipal.

“Nosso curso completo de arbitragem tem 240 horas e esses novos árbitros de Tartarugalzinho vão completar essa carga horária, começando com as 36 horas e se mantendo sob a supervisão da EEAA”, explicou Marilene Matta.

O curso inicia nesta quarta-feira e segue até o dia 21, com a cerimônia de conclusão e entrega de certificado.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Ypiranga-AP celebra 58 anos com live musical e apresentação dos novos uniformes

Modelos dos novos uniformes — Foto: Divulgação/YC

Por Rodrigo Juarez

Detentor do maior número de títulos do Amapazão, nove em sua história na era profissional, Ypiranga-AP completa, neste sábado (15), 58 anos de fundação.

Por conta da pandemia a celebração será através de uma “live musical” que poderá ser acompanhada pela internet, nas redes sociais do clube ou pelo link acessando aqui, a partir das 20h.

Durante o evento serão apresentados os novos uniformes do Clube da Torre para as disputas do Campeonato Brasileiro da Série D e do Estadual 2021.

Confeccionados pela Icone Sports, além da tradicional camisa listrada em preto e azul que traz como patrocinar master a Gnex Telecom, a principal novidade está no uniforme branco, número dois, que apresenta a Coruja, mascote do clube, como detalhe da camisa.

Ypiranga campeão estadual de 2020 — Foto: Rosivaldo Nascimento/Arquivo Pessoal

Breve Histórico

Atual campeão do Amapazão e detentor do maior número de títulos da era profissional (1992, 1994, 1997, 1999, 2002, 2003, 2004, 2018 e 2020,) o Ypiranga surgiu, em 15 de maio de 1963, da união de esforços do padre italiano, Vitório Galiani e dos jovens que integravam a Juventude Oratoriana do Trem (JOT) da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, em Macapá.

Torcedor da Internazionale de Milão, o padre Vitório resolveu adotar as cores do clube europeu à equipe recém criada no Amapá. Para marcar o surgimento no bairro e a ligação com a religião católica foi adotado no escudo a torre da Igreja de Nossa Senhora da Conceição.

Ypiranga Clube de 1964 — Foto: Arquivo/Ypiranga Clube

Um ano após o surgimento no futebol, em 1964, o Clube da Torre conquistou sua primeira taça na 2ª divisão do Campeonato Amapaense na era amadora, onde ascendeu para o grupo de elite, onde ganhou o primeiro título em 1976, antes da profissionalização do futebol no Amapá.

Fonte: Globo Esporte AP.

FAF destina R$20 mil para pagamento da arbitragem amapaense

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) iniciou na terça-feira (27) uma série de pagamentos destinados a 52 árbitros que compõem o quadro da instituição. Os valores são variados e referentes a jogos apitados nos anos de 2019 e 2020.

A FAF quitou quase a metade da dívida acumulada com a categoria. O valor total dos pagamentos realizados nesta terça-feira é de R$20.005,00. Os árbitros receberam por meio de transferências bancárias e cheques. Para garantir as medidas de proteção contra a Covid-19, os profissionais foram atendidos individualmente e com horário marcado.

O presidente Netto Góes ressalta a importância de manter o diálogo com os colaboradores. “Amortizamos quase 50% da dívida. O saldo restante será pago em parcelas fixas ao longo do ano. Priorizamos nosso compromisso com a transparência e com o diálogo sempre”, disse.

Ao todo, 120 profissionais fazem parte da Comissão Estadual de Arbitragem e exercem suas atividades nos jogos de campeonatos promovidos pela FAF. Destes, 13 fazem parte da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf) e também atuam em partidas da CBF em todo território nacional.

Os valores individuais repassados aos colaboradores que possuíam pendências com a FAF variam com as funções em campo e com a relevância do campeonato. Árbitros centrais e assistentes podem receber entre R$150 e R$500 pelas atividades em cada partida.

Marilene Matta, diretora da Comissão Estadual de Arbitragem, fala sobre o processo de pagamento e o trabalho da FAF neste período de pandemia.

“Realizar o pagamento dos árbitros é garantir que continuemos com profissionais comprometidos em nossos campeonatos. Um pagamento justo e mais do que necessário neste momento delicado. Com o parcelamento da dívida que restou, vamos avançar ainda mais no diálogo com a nossa equipe”, concluiu a diretora.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF
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Hoje é o Dia do Goleiro – meu saudoso pai foi/é o meu goleiro preferido

No Brasil, em 26 de abril é comemorado como o Dia do Goleiro. A data foi criada há quase 40 anos para fazer uma homenagem para aqueles atletas que por muitas vezes não tem o reconhecimento devido do seu trabalho. A ideia foi do tenente Raul Carlesso e do capitão Reginaldo Pontes Bielinski, que eram professores da Escola de Educação Física do Exército do Rio de Janeiro, e começou a ser comemorada a partir da metade dos anos 70, segundo relata Paulo Guilherme, jornalista que escreveu o livro “Goleiros – Heróis e anti-heróis da camisa 1”.

Como eu já disse aqui, por diversas vezes, amo futebol. Goleiro é posição maldita do esporte bretão (chamado assim por ter sido inventado na Grã-Bretanha). Meu saudoso e maravilhoso pai, José Penha Tavares, era goleiro. Posso afirmar, sem paixão (talvez com um pouquinho dela), que ele foi muito bom.

Papai agarrou pelos times amapaenses (quando o futebol aqui era amador) do São José e Ypiranga Clube. Também foi amigo de um monte de conhecidos boleiros locais. Infelizmente, meu amigo Leonai Garcia (que também já virou saudade), esqueceu-se dele no seu livro “Bola da Seringa”.

Quando moleque, acompanhei papai em centenas de peladas. Torcia e sofria quando ele levava gols, principalmente quando falhava. Aprendi a admirar goleiros com ele. Lembro bem de expressões como: “Olha essa ponte!”, “Que defesa, catou legal!” ou algo assim, bons tempos aqueles.

Bem que tentei jogar em todas as posições, inclusive o gol (sempre era o último a ser escolhido), mas nunca consegui me destacar pela bola, mesmo antes de engordar. Não sei se as crianças de hoje ainda escolhem o pior dos meninos (ou meninas) para agarrar, aquilo é bullying (risos). Digo isso com conhecimento de causa.

Quando me refiro ao goleiro como “posição maldita”, falo de uma série de injustiças que vi goleiros sofrerem ao longo dos meus 44 anos, mas uma é mais marcante: a crucificação do arqueiro Barbosa, da seleção de 1950. Há alguns anos, assisti a um documentário sobre a derrota para o Uruguai na final daquele mundial. Aquele homem foi estigmatizado até o fim de sua vida.

Em 2010, durante uma entrevista, Zico (não preciso dizer quem é, né?) declarou que o Barbosa, no fim da vida, disse a ele: “desculpe, mas gostei de ver você perder aquele pênalti em 1986, pelo menos me esqueceram um pouquinho”. Imaginem como o velho goleiro sofria pela falha de 1950? É a maldição do goleiro.

Vi grandes goleiros jogarem. Raçudos e classudos, voadores, pegadores de pênaltis. Foram tantos que é difícil enumerar, mas lembro bem do Buffon, Gilmar, Taffarel, Raul, Dida, entre tantos outros arqueiros que nos encantaram com a segurança debaixo da trave. Mas para mim, meu pai foi o melhor de todos eles.

Este texto é uma homenagem aos goleiros profissionais e peladeiros, que se machucam em saltos destemidos, levam chutes meteóricos, além de divididas violentas. Em especial ao meu pai, meu goleiro preferido para sempre. Amo-te, Zé Penha. Um beijo pra ti, aí nas estrelas!

Elton Tavares

O Craque Dener – Por Marcelo Guido (republicado por conta que hoje, se vivo, o jogador faria 50 anos)

Por Marcelo Guido

Dos campos de terra, ao palco celeste. Os Deuses do futebol conspiram sempre nos terrões localizados nas várzeas, “campos” onde grama é algo raro, surgem talentos natos. Em um desses veio para o mundo da bola o genial Dener.

Negro, baixo, magro como muitos de seus pares, tinha o dom de comandar a pelota como poucos. Esguio, liso como peixe ensaboado, deixava para trás seus adversários, que ficavam a mercê de seu talento como míseros “Joões” sem pai nem mãe.

Dribles desconcertantes foram sua marca maior, tal qual Umbabarauma , o ponta de lança africano de Benjor. Dener era o arquétipo máximo do bom jogador.

Honrou em sua curta passagem pela vida três dos maiores pavilhões do futebol. Portuguesa, Grêmio e Vasco. Deixou boquiaberto o grande Maradona. Don Diego teve sua reestreia no futebol portenho ofuscada pelo desempenho maior do camisa 10 de São Januário.

Foram realmente poucos títulos, a Copinha de 91 pela Lusa, o Gauchão de 93 pelo Tricolor e a Taça Guanabara de 94 pelo Gigante. Mais sua contribuição foi eterna para o espetáculo. Até hoje quem entende um pouco de futebol, não importando a identificação clubística , coloca o garoto do Canindé entre os melhores que já pisaram em um campo de futebol.

Pepe, eterno canhão da Vila, rendeu-se ao Gênio comparando ao incomparável Rei do futebol :“ foi o mais próximo que chegamos de um novo Pelé”. Pegar a bola em uma linha central, sair driblando em zigue-zague com o objetivo máximo de levar a criança para dormir no fundo das redes adversarias era sua constante dentro de campo.

Dener era o suprassumo da coerência futebolística, para ele um drible bonito era sim, mais bonito que um gol. Ele era o espetáculo.

Calou críticos, que ousaram dizer que o campeonato gaúcho era muito pesado para ele, levou o Maracanã ao delírio em um inesquecível Vasco x Fluminense, onde a torcida Vascaína bradou em alto e bom som, “E cafuné , o Dener é a mistura do Garrincha com Pelé”, fez o gol mais bonito já feito no solo sagrado do Canindé , contra a Inter de Limeira, virou musica na voz de Luiz Melodia, “ se vocês querem um conselho vou dar, deixem o menino driblar” e literatura nas mãos de Luciano Ubirajara Nassar autor de “ Dener , o Deus do Drible”.

Sua vida passou como ele passava pelos beques , seu drible mais desconcertante foi com certeza na miséria e sua carreira foi rápida como um raio. Dener Augusto de Sousa deixou órfãos os amantes do bom futebol no dia 19 de abril de 1994, em um fatídico acidente automobilístico na lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro.

Talvez o próprio Deus, boquiaberto com tanto talento daquele menino negro, resolveu escala-lo para seu time celeste para o jogo de domingo.

Ficou a história de um dos que, em pouco tempo, provou ser um dos melhores no mundo da bola.

Dener, Deus e Drible, os “D” em caixa alta, atitude mais que correta.

* Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna Guido e do Bento Guido. Maridão da Bia.

**Republicado por conta que hoje, se vivo, o jogador faria 50 anos.

FAF divulga tabela do Campeonato de Futebol Profissional 2021

Sete clubes estão confirmados para o Campeonato de Futebol Profissional 2021, realizado pela Federação Amapaense de Futebol (FAF). A tabela e o regulamento da disputa foram divulgados nesta terça-feira (30) e as partidas estão previstas para iniciar no dia 01 de junho, se a realidade da pandemia no Amapá permitir.

O campeonato deste ano conta com os clubes profissionais Santos/AP, Trem Desportivo Clube, São Paulo/AP, Esporte Clube Macapá, Independente Esporte Clube, Santana e o atual vencedor estadual, Ypiranga Clube. Serão 27 partidas com previsão de grande final para o dia 27 de agosto.

A primeira partida acontece às 20h e será protagonizada por Santos/AP e Ypiranga. Na primeira rodada se enfrentam ainda Santana x Macapá no jogo de sábado (05) e Independente x Trem, no jogo de quinta-feira (07). São Paulo/AP abre a segunda rodada na quarta-feira (09), em partida contra o Ypiranga.

Todos os jogos acontecerão no Estádio Zerão, tradicional palco do Campeonato Profissional do Amapá. Como no ano passado, a previsão da FAF é que as partidas aconteçam sem a presença do público nas arquibancadas, mas com transmissão ao vivo da FAF TV. Essa decisão será tomada com base nos decretos governamentais vigentes no período.

Manoel Figueira, diretor do Departamento Técnico da FAF, explica que a Federação está preparada para o campeonato, mas a prioridade é a segurança de todos. “Sabemos das expectativas das torcidas e clubes, mas seguimos todos os protocolos e determinações governamentais. A vida é a prioridade. Vamos torcer para que até a data prevista do início do nosso campeonato, os números da pandemia no Amapá tenham regredido”, concluiu.

Marcelle Nunes
Federação Amapaense de Futebol
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100 anos de Barbosa: O goleiro mais vitorioso da história do Vasco da Gama

Foto: Folhapress Folhapress

Por Vinícius Leal

No mês de março, comemoramos o centenário de Moacyr Barbosa, um dos maiores goleiros do futebol brasileiro. Após tantos títulos emblemáticos e atuações impecáveis seu nome certamente está eternizado na galeria de ídolos imortais do Club de Regatas Vasco da Gama.

Moacyr Barbosa iniciou seu percurso profissional em um clube modesto de São Paulo. ( Clube Atlético Ypiranga) – O atleta ganharia visibilidade, pois sempre que enfrentava as principais equipes da cidade, se destacava por fechar o gol. Em sua primeira temporada, o time era comandado por um italiano, o técnico Caetano de Domênico.

O atleta foi sondado pelo Corinthians, que fez uma proposta interessante para comprar o passe do goleiro. O presidente do Ypiranga, Carlos Jafet, confessou a Barbosa que a diretoria não abriria qualquer negociação com a equipe paulista. A negociação já estaria bem encaminhada com o clube rubro-negro carioca, quando a equipe de São Januário entrou na negociação.

Sua ida para o clube cruzmaltino foi possível graças ao zagueiro Domingos da Guia, que recomendou o “guarda-metas” ao técnico uruguaio Ondino Vieira. No final de 1944, o assinaria contrato para reforçar o Vasco da Gama. O arqueiro assumiu as traves em momento áureo. A equipe havia alcançado o ápice da fama e o “Expresso da Vitória” viria a se tornar a base da Seleção Brasileira.

Barbosa vivenciou grandes momentos defendendo o sagrado manto vascaíno, sua principal conquista foi o Sul-Americano de Clubes. (1948) A competição recebeu o apoio da Confereración Sudamericana de Fútbol (CONMEBOL) e serviria de inspiração para a formatação de outras duas competições: a UEFA Champions League e a Copa Libertadores da América.

Na grande decisão, o cruzmaltino precisou apenas de um empate contra o poderoso River-Plate, para sagrar-se campeão, uma vez que o torneio era por pontos corridos. A equipe argentina contava com grandes craques que formavam aquela seleção, entre eles, José Manuel Moreno, Ángel Labruna, Félix Loustau, Néstor Rossi, e o grande gênio Alfredo Di Stéfano.

Na seleção brasileira, o goleiro alcançaria destaque e inúmeros títulos de expressão, porém, ele seria lembrado por muitos anos por uma possível falha na final da copa do Mundo de 1950. O imaginário popular não perdoou e tratou de construir a figura do defensor negro como anti-herói.

Em sua trajetória, quiseram lhe imputar a cruz do calvário, mas a única que Barbosa carregou foi a de malta. O lendário arqueiro, também defendeu as cores do Santa Cruz, Bonsucesso e Campo Grande. Barbosa era simplesmente magistral ao realizar milagres na pequena área.

Como diria Nelson Rodrigues, em sua crônica publicada na Manchete Esportiva no dia 30/5/1959.

” Ora, eu comecei a desconfiar da eternidade de Barbosa quando ele sobreviveu a 50. Então, concluí de mim para mim: Esse camarada não morre mais!” Não morreu e pelo contrário: — está cada vez mais vivo Nove anos depois de 50 (…) E foi trágico, amigos, foi trágico! Começa o jogo e, imediatamente, Pelé invade, perfura e, de três metros, fuzila. Fosse outro, e não Barbosa, estaria perguntando, e até hoje: — “Por onde entrou a bola?” Barbosa defendeu e com que soberbo descaro! (…) Foi patético, ou por outra — foi sublime. E porque, na sua eternidade salubérrima, ainda fecha o gol, eu faço de Barbosa o meu personagem da semana.

*Vinícius Leal é historiador e escritor amapaense. 

Árbitros amapaenses passam por teste de avaliação da CBF

Na próxima sexta-feira (05), os árbitros que compõem o quadro da Federação Amapaense de Futebol (FAF) passarão pelo Teste FIFA, que habilita os profissionais a atuarem nas competições nacionais como integrantes da Seleção Nacional de Árbitros de Futebol (Senaf). A avaliação acontece simultaneamente em todo Brasil.

A preparação dos árbitros amapaenses começou há semanas. Acompanhados pela Comissão Estadual de Arbitragem da FAF, os profissionais treinam para as etapas física e teórica da prova. A avaliação contará com a presença de um preparador físico enviado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).

Para estar habilitado a atuar pela Senaf, os participantes precisam ser aprovados nas duas etapas do teste. No caso de reprovação, deixam de ser escalados, como explica Marilene Matta, presidente da Comissão Estadual de Arbitragem da FAF.

“Nossos profissionais precisam passar nas duas etapas da avaliação para continuarem nas escalas dos campeonatos estaduais e nacionais. Estamos trabalhando com eles as especificidades da regra do futebol e a preparação física”, ressalta a presidente, que responderá como responsável local da prova.

Os reprovados no teste terão que aguardar a remarcação de avaliação feita pela CBF, que ocorre no meio do ano de maneira regionalizada.

Testes

No Amapá, 13 árbitros passam pela avaliação da CBF. 10 realizam o teste completo que habilita para a Senaf 2021 e três analistas de campo fazem somente a prova teórica, que acontecerá no auditório da FAF. Os testes físicos acontecem no Estádio Zerão, local de treinamento dos profissionais.

Marcelle Nunes
98106-4232
Comunicação FAF

Rumo ao Enea (Deus da Bola) – Sobre o Octacampeonato Nacional do Flamengo – Por Arthur Muhlenberg – @Urublog

Foto: Alexandre Vidal

Por Arthur Muhlenberg

Entre todos os oito títulos de Campeão Brasileiro que o Flamengo conquistou durante seus primeiros 125 anos de vida o de 2020 será lembrado pelos rubro-negros pelas suas curiosidades. Foi a primeira vez que o Flamengo foi campeão brasileiro jogando de calção preto. Também foi pela primeira vez que o Flamengo, que já tinha sido campeão brasileiro vencendo, empatando e até tomando chope em cima de um trio elétrico na Candelária, conseguiu ser campeão perdendo.

Foto: Alexandre Vidal

Apenas mais uma esquisitice de um campeonato disputado sob a sombra macabra da pandemia que em um ano já matou um quarto de milhão de brasileiros e não dá sinais de arrefecimento. Em um campeonato disputado em meio ao caos circundante, todos nós corremos pra ele pra encontrar paz, ordem e alguma normalidade, que andam escassas fora das quatro linhas. A busca não foi muito bem sucedida, porque futebol não tem nada a ver com isso e foi aquela zona. O que não deixa de ser uma espécie torta de normalidade.

Foto: Alexandre Vidal

Foi um Brasileiro tão esquisito que todos os times, principalmente o Flamengo, fizeram um esforço sobre-humano pra não ser campeão. Parecia que ninguém tava muito a fim. Isso dentro de campo, porque do lado de fora os 20 times da Série A, independente da colocação, estão de parabéns pelo simples fato de terem encontrado forças para ir até o fim. Ninguém vai esquecer do perrengue que todos passaram para colocar em campo 11 atletas não infectados durante 38 partidas.

Apesar de todo cu-doce que o Flamengo fez, o título acabou na Gávea. Muito pela superioridade do elenco do Flamengo e muito também pela parte organizacional, em que os dirigentes, os profissionais e os métodos do Flamengo também se mostraram muito superiores aos dos adversários. Essas superioridades combinadas criaram um campo gravitacional tão poderoso que nada podia escapar da sua órbita. Mesmo nos momentos mais cabulosos o Flamengo, não importava a colocação de momento, foi sempre o grande favorito.

Foto: Alexandre Vidal

A confirmação do favoritismo só confirma que aquele patamar alcançado pelo Flamengo na temporada passada ainda está bem longe dos pretendentes ao posto de melhor time do Brasil. Vão ter que relar muito. A trajetória do Flamengo no Brasileiro 2020 estabeleceu novos parâmetros de fuderosidade. Foi passando rodo desde a lanterna na 1ª rodada até ser Campeão na 38ª.

E a conquista do Octa Brasileiro consolidou a temporada de 2020 como a mais vitoriosa na história do clube desde que Alberto Borghert e seu bonde de brabos deixaram para trás as futilidades sociais cultivadas no ground tricolor e caminharam heroicamente até o 22 da Praia do Flamengo para escrever páginas centrais da história do Brasil do século XX.

O resultado mais recente daquela caminhada histórica em 1911 é o oitavo Campeonato Brasileiro conquistado dentro de campo. Comemorado por torcedores, jogadores, pela imprensa, e até pela CBF, no mesmo dia da sua partida final. Algo tão raro no Brasil que o Flamengo é o único que tem oito. São lembranças como essas que ficarão gravadas na memória da mulambada junto com os perrengues máximos enfrentados e vencidos.

Foto: Alexandre Vidal

O sapatinho simplesmente não saiu do nosso pé. Que é o que acontece quando as estritas normas do protocolo do Deixou Chegar, Fudeu são seguidas com rigor. Foi um jogo atrás do outro, sem Oba-Oba e sem empolgação fora de hora. Liderança só na penúltima rodada. A torcida deu show, principalmente na guerra psicológica, onde a exibição impudica da nossa certeza no triunfo deixou a arcoirizada revoltada durante 38 rodadas.

Foto: Alexandre Vidal

Claro que a torcida também deu uns chiliques, mas é normal, acontece em todo campeonato. O Flamengo perde um jogo de bobeira, e isso aconteceu em quase 12 % das partidas, o cara pixa o muro da Gávea, vai pra porta do CT xingar, mas aí não desconta na mulher e nos filhos as frustrações da vida. E assim o Flamengo também ajuda no combate à violência doméstica. Como se pode ver, com a taça em mãos tudo vira motivo de orgulho.

Gabi Gol – Foto: Yahoo Notícias

Tudo, em termos, calma aí. O Flamengo jogou mal à beça, principalmente nossos craques Gabriel, Everton Ribeiro, Arrascaeta, Gerson e Bruno Henrique. Mas eles tomaram porradinhas do jogo inteiro, os caras fizeram 200 faltas. Mas foram mais letais que a gente, que toda hora tava lá na frente do gol dos caras e não chutava. Os caras foram duas vezes lá e meteram.

Foto: Alexandre Vidal

São Paulo tá de parabéns, não só pela vaguinha marota na fase de grupos da Liberta, que 4º lugar do G4 é como entrar na festa pela porta dos fundos e subir de escada, mas principalmente pela classificação junto com os Atléticos Goianiense, Mineiro e Paranaense pro quadrangular final da Taça Ganhei do Flamengo. Uma proeza pra um time de mascaradinhos, perninhas, ingratos do caralho.

Foto: Alexandre Vidal

Como o jogo em si não deu muitos motivos, muita gente ficou orgulhosa na noite de ontem só de ter aguentado o jogo, e principalmente o pós-jogo, sem morrer do coração. A pressão que vinha se acumulando desde a noite de domingo, e só aumentou nas horas que antecederam o apito inicial, foi gigantesca, descomunal, absurda. Mas não se comparou ao sufoco dos dois minutos finais da jornada esportiva.

Olha o homem aí! #BolaDePrataESPN pra ele! Parabéns, Coringa! – Foto: André Porto

Com um olho no peixe e outro no gato, o torcedor do Flamengo passou por aquela experiência dos 30 segundos antes da morte, com túnel de luz e filminho da vida em fast-forward na hora em que a tela dividida da TV mostrou o gol do Edenílson em clamoroso impedimento.

Foto: Alexandre Vidal

Se não fosse a pronta intervenção do bandeirinha, que anulou o gol ilegal sem pestanejar, sei lá onde estaria este que vos escreve. As lembranças do time reunido no gramado do Engenhão após um 3×0 sobre o Lanús para ver a classificação pras oitavas da Liberta de 2012 serem frustradas pelo terceiro gol do Emelec em Assunção vieram à tona imediatamente. Foi absolutamente bizarro ficar torcendo pro VAR de outro jogo, mas fomos obrigados. Pelo Octa eu me sujeitaria de novo a tal indignidade.

Foto: Alexandre Vidal

Mas depois que o maluquinho lá em Porto Alegre apontou pro centro do gramado foi só lazer. Quem não morreu em Lima não ia morrer no Morumbi. Foda-se que jogou mal, o Flamengo é Octa do Brasil. A festa é nossa e agora todo mundo vai ter que aturar. Para a arco-íris mal vestida e rancorosa o título do Flamengo em 2020 traz uma mensagem assustadora: o Flamengo foi campeão brasileiro, dando vários vacilos, jogando masomeno e sem a torcida.

Foto: Alexandre Vidal

Atentem para o tamanho da façanha, o Flamengo foi campeão sem torcida! O impacto dessa notícia é análogo à ideia do automóvel com direção autônoma dirigindo sozinho pelas ruas do mundo. Ninguém está a salvo! Imagina o terror que vai ser quando a gente voltar pras arquibancadas pra jogar junto com esse time. É O Sistema, mané!

Zenon de Eleia, filósofo da Escola Eleática contemporâneo de Sócrates, queimou a mufa pensando na ideia de Deus. Através de uma poderosa dialética Zenon chegou a algumas conclusões foda, como a da eternidade e da unidade de Deus, que são a base do monoteísmo. Já seriam duas tremendas realizações do pensamento, mas Zenon foi ainda mais longe e usando apenas a racionalidade argumentativa concebeu a forma de Deus. Zenon provou, dando um show de lógica, que Deus é uma bola.

Foto: Alexandre Vidal

“Sendo Um, é em toda parte igual, ouve, vê e possui também, em toda a parte, os outros sentimentos, pois, não fosse assim, as partes de Deus dominariam uma sobre a outra, o que é impossível. Como Deus é em toda parte igual, possui ele a forma esférica; pois não é aqui assim, em outra parte de outro modo, mas em toda parte igual.”

Foto: Alexandre Vidal

Ou seja, Zenon, há 2400 anos, explicou direitinho o poder que tem, o fascínio que exerce e a razão por trás da adoração que a bola recebe de nós. O que prova que o futebol não é irracional, é místico. Se Deus é bola não existe ateu no mundo. E chega de papo, é óbvio que eu tô doidão.

Foto: Alexandre Vidal

É Octa!

Mengão Sempre

Fonte: República Paz & Amor

Últimos dias para as inscrições no Campeonato Amapaense de Futebol Profissional 2021

Encerra na próxima terça-feira (02), o prazo de inscrições no Campeonato Amapaense de Futebol Profissional 2021. Podem participar da disputa os clubes profissionais regularizados com a Federação Amapaense de Futebol (FAF), entidade que realiza o campeonato.

Segundo o calendário estipulado pela FAF no fim do ano passado, o Campeonato Amapaense está previsto para iniciar dia 06 de abril, com encerramento no dia 27 de maio e 16 datas prévias de jogos.

Por causa do período de pandemia enfrentado, as datas ainda não estão confirmadas e a FAF segue a determinação dos governos municipal e estadual sobre as medidas restritivas relacionadas às práticas esportivas em grupo em Macapá.

O período de inscrições no Campeonato Amapaense de Futebol Profissional 2021 iniciou no dia 22 de fevereiro e acontece exclusivamente por meio de comunicação via e-mail com a Secretaria Geral da FAF. Até o momento, Santos/AP, Trem Desportivo Clube e Independente Esporte Clube já confirmaram suas participações.

Tabelas e regulamento serão apresentados quando as inscrições forem finalizadas, como explica Manoel Figueira, diretor do departamento técnico da FAF: “Quando encerrar esse período de confirmação dos clubes participantes, vamos começar a elaboração da tabela de jogos e regulamento. A ideia é deixar tudo pronto para iniciar o campeonato quando for seguro e liberado pelas autoridades”.

Restrições

Desde o ano passado a Federação vem seguindo os decretos governamentais sobre as medidas restritivas de combate à proliferação da Covid-19. Com exceção da partida da final do Campeonato de Futebol Profissional, todos os demais jogos aconteceram sem a presença do público nas arquibancadas.

“Mantivemos todos os cuidados para que as atividades realizadas não colocassem em risco a saúde dos nossos colaboradores e dos atletas. Esse ano não será diferente, seguiremos as recomendações das autoridades sobre as datas de início do campeonato profissional e sobre as medidas restritivas obrigatórias”, garantiu Netto Góes, presidente da FAF.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF