38 anos do soco de Anselmo Vingador – Um texto para flamenguistas

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Como bom flamenguista, sempre leio, assisto e ouço tudo sobre o Flamengo. Entre os títulos conquistados pela máquina rubro-negra dos anos 80, comandada por Zico, um fato marcou a Libertadores de 1981, conquistada no dia 23 de novembro daquele ano: um soco. Sim, uma porrada desferida por Anselmo, atacante do Flamengo no zagueiro Mario Soto, do clube chileno Cobreloa.

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Vamos por partes. Depois de passar invicto até a final, o Mengão, campeão brasileiro de 1980, decidiu com o torneio com o Cobreloa. No primeiro jogo das finais, realizada no Maraca, o time da casa venceu por 2×1, com dois gols de Zico. Na partida de volta, no Chile, o time do Flamengo apanhou muito dos donos da casa (agressões mesmo), liderados pelo zagueiro Mario Soto (o brabão) e acabaram ganhando o jogo por 1×0.

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Nessa partida, o Mengo ficou desfalcado dos jogadores Lico, com um corte na orelha e Adílio, ferido no olho. Ambos abatidos pelo defensor chileno. Li em algum lugar que ele agredia os jogadores brasileiros com uma pedra no punho fechado, se é fato, não sei dizer. Relatam jornais da época que o próprio Pinochet (um dos enviados de Satanás à Terra), nas tribunas, virou-se para um adepto e disse chocado: “Não está exagerando, o nosso Mario Soto?” Imagine como o cara estava “virado no cavalo do cão”…

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Então rolou a “negra”, uma terceira partida, em campo neutro, realizado há exatos 38 anos, no Estádio Centenário, em Montevidéu, no Uruguai. O Mengão, que tinha infinitamente mais bola, venceu pelo placar de 2×0, com dois gols do Galinho.

Mario Soto, do Cobreloa do Chile, após levar um soco de Anselmo, do Flamengo, na finalíssima da Taça Libertadores da América de futebol. Montevidéu, Uruguai. Publicada na revista Placar, edição 1206, em 1223/11/2001, página 37.

Mas ainda faltava a forra contra Soto, foi aí que, no finalzinho do jogo, o técnico do Mengo, Paulo César Carpeggiani, chamou Anselmo, um jovem atacante de 22 anos, e disse: “ vai lá e dá um soco na cara do Mario Soto”. Anselmo entrou na partida, se aproximou do zagueiro chileno e, na primeira jogada, deu um pau na cara do chileno, que foi a nocaute. O lance causou um porradal, o jogador do Flamengo foi expulso junto com Mario Soto. A decisão logo acabou e o Flamengo virou campeão da América.

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Depois foi só festa. No desembarque do time no Galeão, a delegação se deparou com uma imensa faixa escrito: “Anselmo vingador!” Pronto, Anselmo era tão herói quanto Zico. Mesmo suspenso, o “Vingador” viajou com o time para o Japão, onde o Mengão derrotou o Liverpool e sagrou-se Campeão Mundial Interclube, em 1981.

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Li várias reportagens sobre este fato, mas as duas melhores declarações foram:

Este episódio exprime uma contradição insolúvel do futebol e da vida. Todos nós temos discursos humanistas e politicamente corretos em favor do espírito esportivo e do sentimento cristão. Mas quem sofre uma agressão covarde não esquece. Futebol é arte, balé, xadrez, mas é um jogo viril e abrutalhado em que façanhas como a de Anselmo refletem o alto grau de testosterona e de agressividade primitiva que nos leva a correr atrás da bola. Nosso lado civilizado homenageia aqueles que descartam a vingança física e se contentam com dar o troco na bola e no placar. Mas dentro de cada fã do futebol existe um brutamontes-mirim que não resiste à poesia de um murro bem dado” – Jornalista Braulio Tavares – Jornal da Paraíba.

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Tenho sobre essa porrada uma tese irrefutável – ali, graças a Anselmo, as ditaduras latino-americanas que assombraram o continente durante a Guerra Fria começaram a desabar. O destino do próprio Pinochet foi selado naquele momento. Não é a toa que, em recente pesquisa publicada na Inglaterra, acadêmicos de renome consideraram que as três quedas mais impactantes da história foram a do Império Romano, a do Muro de Berlim e a de Mario Soto na final da Libertadores.” – Luiz Antonio Simas, professor carioca.

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Anselmo Vingador!

Bom, acredito que em certos momentos, extremos claro, um murro vale mais do que mil palavras (risos). Aquele soco lavou o peito de milhões de rubro-negros. Viva o Mengão e o Anselmo Vingador! Há 38 anos, direto do túnel do tempo…E hoje seremos novamente campeões da América. Mengão sempre!!

Elton Tavares – Jornalista e flamenguista em tempo integral (e bom de porrada, rs).  

Novas árbitras da FAF estreiam em jogos do Campeonato Feminino

Um time de oito novas árbitras está escalado para os jogos do Campeonato de Futebol Feminino do Amapá. Como árbitras assistentes e sob a supervisão atenta da Comissão Estadual de Arbitragem, as alunas têm suas primeiras experiências com a dinâmica do campo e a execução do que aprenderam em sala de aula.

As novatas estão em fase de conclusão do curso de formação promovido pela Escola Estadual de Arbitragem (EEAA), da Federação Amapaense de Futebol (FAF).

Marilene Matta, diretora da escola e da comissão de arbitragem, ressalta que esse momento de estágio supervisionado é importante para os alunos em formação, pois podem enfim sentir a emoção e a responsabilidade que carregam a cada jogo.

“Achamos que o campeonato feminino seria uma boa oportunidade para a iniciação dessas profissionais, que apesar de estarem começando na prática agora, trazem muito conhecimento técnico na bagagem. Nossa equipe de instrutores está acompanhando cada uma nos jogos e já adianto que elas mostram muito talento para a missão”, disse Matta.

A EEAA possui atualmente 21 alunos em processo final de formação. O curso tem duração de 240 horas e a formatura está prevista para o dia 15 de dezembro. Além das aulas de pilares técnicos, os novos árbitros têm aulas de preparação física e preenchimento de súmulas.

A FAF conta com 120 profissionais formados atuantes nos jogos regionais, destes, 27 são mulheres. Samaria Santos é uma das profissionais amapaenses que recentemente recebeu aulas do RAP FIFA, curso promovido pela CBF em Águas de Lindoia, São Paulo.

Campeonato

O Campeonato Feminino de Futebol reúne nove times em cinco rodadas até a chegada nas semifinais, previstas para acontecer em duas partidas nos dias 06 e 07 de dezembro. A grande final está marcada para o dia 11 de dezembro.

Comunicação FAF

Futebol – Texto porreta de Marcelo Guido

Por Marcelo Guido

A vida marcada em sonhos, glórias e decepções; tudo em 90 minutos.

O que seria do mundo sem futebol? Longe de mim imaginar tal heresia. Nem em meus piores pesadelos posso ter a competência de vislumbrar tal desastre.

Como pode pensar a vida, sem as noites etílicas, ou sem amizades verdadeiras formadas e moldadas em campinhos de terra, ruas com traves de chinelos? Ou aquela emoção inusitada em acordar na segunda-feira, com a moral lá em cima, para uma semana, sabendo que teu time fez por merecer no domingo. Pior acordar, querendo que o fim de semana seja só um amargo devaneio de derrota, quando os Deuses da bola simplesmente te esqueceram na rodada passada? É amigos, isso acontece.

Para quem gosta de futebol, isso é uma constante, os dois lados da mesma moeda. A linha tênue entre o afago caloroso da vitória e o amargo beijo da derrota.

Futebol não é exato, não é chato como matemática, não é nem esporte. Não tem nomenclatura melhor para o popular “esporte” bretão do que jogo. Isso, futebol é jogo.

Jogo esse, em que vinte e duas almas levam a responsabilidade de milhões de sentimentos nas costas. Onde mandinga, superstição, mania, tudo faz a diferença. Futebol faz ateu rezar, e teísta duvidar da própria fé. Sei disso.

O jogo fabrica heróis, personifica talentos, faz vilão e mais que tudo, mexe com os sentimentos mais profundos e realistas do ser. O futebol te transforma em humano.

Na torcida, não tem titulo homérico, graduação, patente ou divindade… Todos são iguais, tirando – claro – aquele típico pé frio, que levará a culpa pela existência na terra em caso de revés clubístico.

Nomeamos sempre nossos heróis, tivemos a Enciclopédia, o Divino, o Galinho, o Mané, o Dinamite. Tivemos também o Baixinho, o Animal, o Príncipe, o Reizinho, o Super, e o maior de todos: o Rei.

O futebol tem lei sim: a de Gerson, que em seu único artigo, inciso, parágrafo e outros badulaques jurídicos possíveis, diz que “quem corre é a bola”

O jogo é uma verdadeira ópera, construída com drama e comédia, feita por Almirantes, Mosqueteiros, Urubus, Sacis, Raposas, Leões, Galos – uma infinidade de personagens, onde o herói se torna vilão (olhem para o Galinho em 86) e o mais improvável coadjuvante tem seu momento único (procurem Gabiru em 2006).

E o torcedor, figura máxima, esse sim, o verdadeiro reflexo festivo, o que dá toda gama de personificação, o toque final do espetáculo. Sem o torcedor não existiria palco. Em um mundo atual onde estádios são renomeados de Arena, este sim o mais prejudicado. Quão é feia uma comemoração sem geral. O mais feroz dos hooligans ingleses pediria para sair em meia hora de RExPA no mangueirão.

O futebol é isso. É marcante. É emoção. E para quem diz que é só um jogo, minhas mais sinceras condolências; vocês não merecem uma nota escrita no livro chamado vida.

*Marcelo Guido é Jornalista, Pai da Lanna e do Bento …Maridão da Bia.

Jogos no Campeonato Não Profissional recomeçam dia 19 de novembro

Após suspensão dos jogos por impedimento de uso do Estádio Zerão, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) retoma a tabela do Campeonato de Futebol Não Profissional do Amapá. A decisão é fruto de acordo entre a diretoria da federação e os presidentes dos clubes, anunciado em reunião desta terça-feira, 05.

Os dirigentes e a FAF entraram em consenso para retomada utilizando o campo do Santos –AP, em Macapá, e o Estádio Augusto Antunes, em Santana.

O campeonato foi suspenso na segunda rodada de jogos e será retomado com as partidas entre Cruzeiro X Nacional e Olímpicos X Portuguesa, no dia 19 de novembro, no Centro de Treinamento do Santos –AP.

O próximo jogo neste CT acontece no dia 26 de novembro, entre Mangueirão X MV-13 e Combatente X Rio Norte.

A terceira rodada de jogos acontece toda em Santana, com disputas entre Renovação X Olímpicos e Mangueirão X Combatente, com datas ainda em definição.

Participantes

Onze times disputam pelo título de campeão conquistado pelo Mangueirão em 2018. Os participantes estão divididos em duas chaves. São elas:

Chave A

Mangueirão (de Santana)

Cruzeiro (de Macapá)

Nacional (de Macapá)

MV-13 (de Macapá)

Rio Norte (de Macapá)

Combatente (de Macapá)

Chave B

Bare (de Ferreira Gomes)

Renovação (de Macapá)

Olímpicos (Santana)

Portuguesa (de Macapá)

Adec (de Calçoene)

Netto Góes, presidente da FAF, explica que os campos estão sendo organizados para receber os campeonatos Não Profissional e Feminino, e juntos vão fechar o calendário de 2019 da federação.

“Na segunda quinzena de dezembro devemos finalizar o Não Profissional e encerrar as atividades do ano consagrando o campeão. As datas finais da tabela vão ser divulgadas nos próximos dias”, concluiu.

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Campeonato de Futebol Feminino começa dia 15 de novembro em Macapá

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) confirma o início do Campeonato Feminino para o dia 15 de novembro (sexta-feira), com as primeiras disputas entre Ypiranga/Oratório e Santana/Trem, no campo do Santos- AP, em Macapá.

Este ano, nove clubes disputam pela vitória, divididos em duas chaves. Na Chave A estão Ypiranga, Oratório, Liga de Cutias, MV-13 e Esporte Clube Macapá. Compõem a Chave B os times do Trem, Santana, Liga de Amapá e Combatente Atlético Clube.

O campeonato terá cinco rodadas e 16 jogos até a chegada nas semifinais, previstas para acontecer em duas partidas nos dias 06 e 07 de dezembro.

Locais

Com a suspensão de atividades no Estádio Zerão para recuperação da grama, os jogos dessa temporada serão divididos nos campos disponíveis de Macapá e Santana. A decisão foi tomada em acordo com os presidentes dos clubes, para que o calendário não fosse afetado. As partidas se revezarão entre o campo do Santos –AP e o Estádio Augusto Antunes.

Todas as partidas serão transmitidas ao vivo pela FAF TV, na plataforma de streaming MyCujoo, e poderão ser acessadas através das redes sociais da federação.

O presidente da FAF, Netto Góes, agradeceu o envolvimento das equipes que compõem esse campeonato e garantiu que a disputa encerrará o ano com chave de ouro. “Temos nove equipes femininas nesse campeonato, todas empenhadas em conquistar a vitória. Vamos fechar 2019, o ano da Copa do Mundo Feminina, mostrando que as jogadoras do Amapá são as melhores”, concluiu.

A grande final do campeonato deve acontecer dia 11 de dezembro, com jogo no Estádio Augusto Antunes, em Santana.

Comunicação FAF
Marcelle Nunes

Ser Flamengo – Por Artur da Távola

 

Ser Flamengo é ser humano e ser inteiro e forte na capacidade de querer. É ter certezas, vontade, garra e disposição. É paixão com alegria, alma com fome de gol e vontade com definição.

É ser forte como o que é rubro e negro como o que é total. Forte e total, crescer em luta, peleja, ânimo, e decisão.

Ser Flamengo é deixar a tristeza para depois da batalha e nela entrar por inteiro, alma de herói, cabeça de gênio militar e coração incendiado de guerreiro. É pronunciar com emoção as palavras flama, gana, garra, sou mais eu, ardor, vou, vida, sangue, seiva, agora, encarar, no peito, fé, vontade. Insolação.

Ser Flamengo é morder com vigor o pão da melhor paixão; é respirar fundo e não temer; é ter coração em compasso de multidão.

Ser Flamengo é ousar, é contrariar norma, é enfrentar todas as formas de poder com arte, criatividade e malemolência. É saber o momento da contramão, de pular o muro, de driblar o otário e de ser forte por ficar do lado do mais fraco. É poder tanto quanto querer. É querer tanto como saber; é enfrentar trovões ou hinos de amor com o olhar firme da convicção.

Ser Flamengo é enganar o guarda, é roubar o beijo. É bailar sempre para distrair o poder e dobrar a injustiça. É ir em frente onde os outros param, é derrubar barreiras onde os prudentes medram, é jamais se arrepender, exceto do que não faz. É comungar a humildade com o rei interno de cada um.

É crer, é ser, é vibrar. É vencer. É correr para; jamais correr de. É seiva, é salva; é vastidão. É frente, é franco, é forte, é furacão. É flor que quebra o muro, mão que faz o trabalho, povo que faz país.

Artur da Távola

Cry Me a River – Por Arthur Muhlenberg (sobre a classificação do Flamengo)

A semifinal da Libertadores que consagrou o Flamengo como time que joga o melhor futebol do Brasil, apesar da discordância de simpatizantes do PSL, começou de uma forma totalmente inesperada. Ao contrário do que fizeram no jogo de ida no Uruguai do Norte, os imortais tricolores (risinhos abafados) partiram pra cima do Flamengo, tentando imprensar o time maior através da marcação cerrada lá no nosso campo de defesa. Já disseram que o plágio é a expressão mais sincera do elogio. Foi bonitinho eles tentando nos imitar, mas não adiantou porra nenhuma.

Depois de meia hora dessa marcação insana, os maluco já estavam pregadões, com palmos de língua pra fora, torcendo pelo amor de Deus pro 1º tempo acabar antes que um deles caísse duro no gramado. Mas eles não se deram bem, numa hora lá em que faltou fôlego pra dividirem uma bola no meio o Bruno Henrique puxou aquele contra-ataque rápido e violento, Gabigol recebeu na área e mandou o sapato, o goleiro deu mole e Bruno Henrique jogou no barbante, 1×0. Que fase espetacular do Bruno Henrique, suas arrancadas são impressionantes, o cara nasceu no planeta Bolt. E ainda sabe fazer gol.

Time rubro-negro ser classificou para a final da Copa Libertadores, onde enfrentará o River Plate, da Argentina, em novembro (Foto: Alexandre Vidal/Flamengo)

Obtida a vantagem mínima no placar dissipou-se na mesma hora toda a tensão que vinha sendo acumulada ao longo de dias pelos rubro-negros. Tensão que não era pouca, gerada nem tanto pelo grau de dificuldade do desafio esportivo a ser travado em campo, mas principalmente pela solenidade e transcendência do momento histórico. A torcida do Flamengo tem sensibilidade pra dar e vender.

Nenhum torcedor do Flamengo é obrigado a respeitar o Imortal do Pampas (risos comedidos), mas todos tem obrigação de fazer as devidas reverencias ao hiato de 38 anos entre as aparições do Flamengo em finais de Libertadores. O momento exigia sim, um mínimo de contrição por parte dos barulhentos flamengos. Mas com o gol do Bruno Henrique a tensão, junto com a compostura, desapareceu imediatamente. Virou festa.

No intervalo os bares do estádio voltaram a encher e tava todo mundo bem calminho, apreensão entre nós não havia. Até quem assistia ao jogo em casa pela TV aproveitou pra ir ao banheiro tranquilo ou estourar um Caramuru 3 tiros em direção ao vizinho secador. Era muito evidente que o Imortal (risos de claque de programa humorístico) tava mortinho. Só faltava enterrar.

Foto: Mídia Bahia

Já o 2º tempo foi diferente. O Flamengo, provavelmente incentivado pelas furiosas catilinárias do Mister no vestiário, entrou com fogo no rabo e em 30 segundos Gabriel já tinha feito um golaço de canhota pra consignar 2 x 0. Que marcou o início do passeio e também o fim definitivo da verve renightiana.

Nessa hora deu pra ver direitinho os gremistas mais precavidos começado a abandonar o Maracanã. Segundo Lupicínio, eles vão a pé onde o Grêmio estiver. Dava até pra imaginar os infelizes se antecipando pra acompanhar com passo arrastado o Imortal (é ironia, gente) na sua longa caminhada rumo à casa do caralho. Vão ter bastante tempo pra chorar esse defunto.

E esses tricolores fizeram muito bem em dar linha na pipa mais cedo. Em menos de 10 minutos Gabriel fez seu 2º gol, um pênalti daqueles tão evidentes que Daronco, Vuaden et caterva jamais dariam, mas que o juiz argentino apitou com total convicção e sem nem olhar pro monitor do VAR. O que até então parecia ser apenas um passeio meio chato pro Grêmio se transformou rapidamente na versão tijucana do Massacre da Serra Elétrica.

Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

O Flamengo oprimia, não dava espaços, não deixava os gaúchos sequer tocarem na bola. O Imortal (epíteto compartilhado com meu ovo) estava sendo triturado sem a menor cerimônia. A arquibancada apinhada de gente bem vestida, elegante e sincera era um mar vermelho e preto onde um Leviatã indomável emergia, resfolegava e rugia num frêmito hipnótico e assustador. Não se pode culpar os gremistas por se amedrontarem, quando os bares do Maraca fazem promoção vendendo 2 cervejas a 10 real o flamenguista médio fica meio perigoso mesmo e não é bom ficar de bob por perto.

Visivelmente abalados, os gremistas não queriam mais nada com o jogo, arregaram completamente. O domínio do Flamengo era tão humilhante que a gauchada não tinha disposição nem pra apelar ao violento e desleal jogo de fronteira que usualmente se pratica nas coxilhas que ficam pra lá do Mampituba. Baldando assim todas as minhas esperanças no aparecimento das cenas lamentáveis que conferem um charme vândalo à Libertadores.

Inermes, doidos pra voltar invisíveis pra dentro da barriga da mamãe o quanto antes, os grêmio acabaram deixando o Flamengo escolher como terminar aquele duelo tão desigual. E o Flamengo, sem um pingo de empatia ou sombra de misericórdia, optou por esculachar os farroupilhas. Em campo, a disparidade de intensidade entre as equipes era tão evidente que era possível até corta-la com uma faca.

Foto: Olé

Na beira do gramado, contrastando com a expressão glútea que nublava as feições do outrora verboso Renight, Jorge Jesus, que é igual à mãe do Prince na When Doves Cry (she’s never satisfied) gesticulava apoplético, visivelmente muito puto com a timidez do placar parcial de 3 x 0. Tomado pela ira, o estratego luso de longas cãs conclamava o Flamengo a partir pra cima e não fazer prisioneiros com tamanha ênfase que até eu me levantei da poltrona e fui me colocar no segundo pau a espera de um rebote.

Talvez por puro medo do português os nossos beques foram lá na frente fazer graça e se deram bem. O quarto e o quinto gol saíram em rápida sucessão. Sem desmerecer os dotes ofensivos dos nossos zagueiros, deu a impressão de que o amigo Paulo Vitor nos ajudou um pouquinho nessa festa da uva fora de época.

Foto: O Lance

Só não entendi muito bem por que o Flamengo não aproveitou melhor o momento mão de alface do goleiro deles e chutou mais vezes de fora da área. Se fosse no gol, entrava. Depois os marmanjos não sabem por que tão toda hora sendo comidos no esporro por Jesus. Ora, meus amigos, é evidente que levam esporro porque cometem esses erros infantis. No fundo isso é bom, mostra que o Flamengo pode melhorar, ainda não chegou ao seu apogeu.

Foto: Mídia Bahia

Com 5×0 no placar já não fazia mais tanta diferença um gol a mais ou menos, o Imortal (teu cu) estava aniquilado por pelo menos umas 3 encarnações. O time do Flamengo, tenho certeza que os jogadores vão negar isso até a morte, tirou um pouco o pé pra não estragar o velório. Com exceção do fominha Jorge Jesus, não tinha mais ninguém no Maracanã com fissura de gol. A turba rubro-negra, que não é olho-grande, estava plenamente saciada.

E tinha os mais justos motivos pra essa saciedade. Nos dois jogos pela semi da Libertadores o Flamengo tinha feito 10 gols no Grêmio. 10 gols! 10 gols! 10 gols! Meia dúzia deles valeram e outros 4 foram anulados, surrupiados, subtraídos, metidos ou afanados por vocês sabem quem. Mas quando o seu time faz 10 gols em 2 jogos e volta à final da Libertadores depois de quase duas gerações ausente o torcedor não quer guerra com ninguém. Muito menos com o adversário que já tá todo caquerado. Deu até pena deles (mentira deslavada).

As partidas que o Flamengo jogou contra a gauchada (ambas as duas) são um belo cartão de visita pra chegar na final da Libertadores, seja lá em que capital da Ursal ela venha a ser jogada, com muita moral. É por causa desses 10 gols que Marcelo Gallardo está até agora perplexo, catatônico em frente à TV e ninguém mais dorme no Monumental. Ficamos honrados com a admiração, o treinador argentino nem devia se envergonhar por isso. Em Liverpool, que é tão nosso freguês quanto o River, ninguém tá conseguindo dormir também.

Hasta la victoria siempre!

Mengão Sempre

Fonte: República Paz e Amor

Times do Amapá jogam contra a homofobia nos estádios

Quem pôde acompanhar os jogos das últimas temporadas dos campeonatos promovidos pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), viu que um novo passo em grupo foi incluído no ritual de início das partidas. Não se trata de superstições e orações pedindo pela vitória, mas sim, de uma manifestação por respeito nas torcidas.

Graças à resolução 001/2019 do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TJD/AP), os jogadores mostraram que antes da disputa entre adversários, vem o respeito ao próximo, dentro e fora do campo. Uma faixa contra homofobia foi o instrumento utilizado para mostrar aos torcedores que nossos desportistas jogam, antes de tudo, contra todo tipo de preconceito.

A campanha contra homofobia é resultado de acordos entre os clubes e o TJD/AP, para compensar penas e multas de faltas cometidas no decorrer dos jogos.

Arthur Lobo, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá, explica que esse movimento de conversão de penas começou em 2017, quando o TJD/AP passou a adotar essa possibilidade prevista no Código Brasileiro de Justiça Desportiva.

“O código desportivo prevê a conversão de pena em medidas de interesse social. Muitas vezes, os clubes não tem dinheiro para arcar com as multas, e até 50% das penas podem ser convertidas. Sendo assim, iniciamos esse movimento de responsabilidade social que já trouxe temas como violência contra mulher, racismo e, este ano, a homofobia para o campo”, disse.

As conversões iniciaram em 2017 e desde então, também foram efetivadas campanhas de doações de sangue, fraudas geriátricas e cestas básicas como forma de conversão de penas ou execuções de transações disciplinares para os clubes punidos.

O presidente da FAF, Netto Góes, defende que o respeito vem antes de qualquer rivalidade. “Não apoiamos em nenhuma situação que palavras de incentivo esportivo na torcida deem espaço para gritos preconceituosos. Nossas campanhas são por um futebol livre de intolerância”, disse.

No Brasil

Em agosto desse ano, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva emitiu um ofício para clubes e federações do futebol brasileiro contra os casos de homofobia nas competições nacionais. A nota, assinada pelo procurador geral Felipe Bevilacqua, foi embasada em decisões recentes do Superior Tribunal Federal e da Fifa, que visam defender a diversidade na sociedade – e também dentro dos estádios.

Comunicação FAF

Disputa entre Mazagão e Santana abre os jogos das quartas de final do Intermunicipal

Começa nesta quarta-feira, 16, a rodada das quartas de final do Campeonato Intermunicipal 2019, realizado pela Federação Amapaense de Futebol (FAF). Oito times chegaram à essa fase do campeonato e o primeiro jogo entre as ligas de Mazagão e Santana acontece no Estádio Aluizio Videira, em Mazagão. Na partida de volta, que será realizada no sábado, 19, os times jogam em solo santanense, no Estádio Augusto Antunes.

A liga de Mazagão voltou ao campeonato com a desclassificação da liga de Pedra Branca, penalizada pelo Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá por não entrar em campo com todos os jogadores regularizados conforme determinação da CBF.

Próximas partidas

Os jogos da Chave F, entre Pracuúba e Calçoene, acontecem nos dias 23/10 (ida) e 26/10 (volta) nas próprias localidades sedes.

Pela Chave G, Porto Grande e Mangueirão se enfrentam nos dias 29/10 e 01/11, com partidas nos Estádios Augusto Antunes e C.Brito, em Santana e Porto Grande, respectivamente.

Os últimos jogos da rodada acontecem dias 06/11 e 09/11, entre Amapá e Cutias, nas próprias localidades sedes.

Os primeiros cruzamentos das semifinais estão marcados para começar dia 13/11 com local a definir. A final do Intermunicipal 2019 deve acontecer no dia 07 de dezembro, conforme planejamento da FAF.

Comunicação FAF
Marcelle Nunes

FAF aguarda julgamento de recursos para continuação do Intermunicipal 2019

O Campeonato Intermunicipal, promovido pela Federação Amapaense de Futebol (FAF), continua suspenso enquanto o Tribunal de Justiça Desportiva do Amapá (TJDAP) julga os recursos das ligas penalizadas por entrarem em campo com jogadores não regularizados no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF.

Em sessão de quarta-feira, 02, o TJDAP julgou procedente penalizar as ligas de Cutias, Pracuúba, Serra do Navio e Pedra Branca com a perda de quatro pontos na tabela. Com a decisão, as classificadas Cutias e Pracuuba, que tinham sete pontos, ficaram com três e Pedra Branca, que vinha com quatro pontos, perdeu tudo e foi automaticamente impedida de seguir para as quartas de final do campeonato. A desclassificação de Pedra Branca, classifica Mazagão, com dois pontos.

Recursos de jogos

A liga de Pedra Branca recorreu da punição ao TJDAP, e Laranjal do Jari ingressou com impugnação da partida jogada contra o Mangueirão no dia 28 de setembro.

Os recursos podem vir a conceder nova pontuação para os times, trazendo Pedra Branca e Laranjal de volta à competição.

Campo

A liga de Porto Grande também aguarda julgamento para saber se perde o mando de campo, já que foi penalizada por mau comportamento da torcida no último jogo no município. Caso o TJDAP decida manter a penalidade, o jogo terá que acontecer em outra sede, a ser definida posteriormente.

A sessão de julgamento das ações pendentes acontece na próxima quinta-feira, 10, a partir das 19:00, no Tribunal da Justiça Desportiva. Até que a Corte se reúna, a FAF aguarda para retomar o campeonato.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF

Amantes do futebol conhecem o campeão do Amapazão 2019 nesta quinta-feira, 29

O Estádio Zerão sedia o jogo final do Campeonato Amapaense de Futebol 2019 nesta quinta-feira, 29. A disputa pelo título de melhor do futebol profissional do Amapá será entre Ypiranga e Santos – AP, às 20:30.

O Santos vai para a partida precisando da vitória e o Ypiranga já se consagrada campeão com o empate em campo. Os ingressos serão vendidos na bilheteria do estádio por R$ 10 inteira e R$ 5 a meia.

Programação

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) preparou uma grande festa para a noite da vitória. Para abertura do jogo, os torcedores assistirão uma apresentação técnica do Time Amapá Futebol de Amputados, que mostrará suas habilidades em campo. Esses atletas são os representantes do Amapá no Campeonato Brasileiro De Futebol de Amputados, que acontece em Sorocaba (SP), em outubro.

No intervalo, serão sorteados itens oficiais da CBF e uma moto zero km para os torcedores que estiveram nos jogos da temporada no Zerão.

O Tribunal de Justiça Desportiva também entregará no intervalo do jogo cestas básicas e itens de higiene pessoal para instituições sem fins lucrativos. O material é fruto de transação disciplinar com Ypiranga e Santos. O acordo jurídico permitiu a liberação de três atletas de cada clube para as partidas da final.

Transmissão

O jogo será transmitido pela equipe da FAF TV ao vivo pela plataforma de streaming MyCujoo. A partida ficará disponível para acesso na internet no link https://mycujoo.tv/video/fafap

Serviço:

Final do Amapazão
Data: 29/08
Local: Estádio Zerão
Horário:
· 20:00hs – Abertura apresentação técnica do Time Amapá Futebol de Amputados
· 20:30hs – Início do jogo Santos X Ypiranga

Marcelle Nunes
Ascom FAF

Interdistrital 2019: Tracajatuba receberá seletiva neste fim de semana

A bola irá rolar neste fim de semana no distrito de São Joaquim do Pacuí, mais precisamente na comunidade de Tracajatuba, distante 163 quilômetros de Macapá. É lá que ocorrerá a seletiva da 43ª edição do Torneio Interdistrital, considerada uma das mais importantes competições do futebol amador do estado.

Os jogos iniciarão no sábado, 31, a partir das 13h, e domingo, 1º de setembro, às 8h. A bola rolará com partidas nas categorias masculina e feminina. São esperados mais de 400 atletas e dirigentes das equipes, além de um grande número de torcedores. Anananzal, Campina de São Benedito, Dois Irmãos, Ramal Satiro, São Luiz, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Salamito, Vila do Damasio São Francisco do Alto, Tracajatuba I, II, III e Vila do Gordo confirmaram presença.

O Interdistrital promete movimentar a localidade, já que os empreendedores aproveitam para faturar com a venda de churrasquinhos, chopp, cervejas e refrigerantes. A disputa é organizada pela Prefeitura de Macapá, por meio da Coordenadoria Municipal de Esporte e Lazer (Comel), que inclui anualmente a programação esportiva no calendário de eventos.

A gestora da Comel, Naldima Flexa, explica que as equipes de Tracajatuba sempre figuram entre os finalistas na decisão, que ocorre na capital. Ano passado, o PSV, de Tracajatuba, foi campeã no feminino e vice no masculino. “Os times se reorganizaram e montaram as equipes de maneira que sempre algum deles é finalista na decisão. Será uma grande seletiva”, disse.

A seletiva irá premiar os vencedores com R$ 1 mil para o campeão e R$ 700,00 ao vice, em cada modalidade. O recurso ajuda as equipes com as despesas na fase final, prevista para ocorrer em outubro.

Jonhwene Silva
Assessor de comunicação/Comel
Fotos: Arquivo

Estão abertas as inscrições para o Campeonato Amapaense de Futebol Feminino

A conclamação vem através de portaria divulgada nesta segunda-feira, 26, e abre inscrições do Campeonato Amapaense de Futebol Feminino para todos os clubes e ligas filiados que queiram participar dessa categoria de disputa.

A Federação Amapaense de Futebol (FAF) promove o campeonato estadual e as participantes concorrerão à uma vaga no Campeonato Brasileiro Feminino Série A2 de 2019.

As inscrições vão até dia 06 de setembro na sede da FAF e são gratuitas. Para participar, os clubes precisam estar com situação estatutária ativa e regular.

O presidente da FAF, Netto Góes, anima os clubes a participarem da disputa: “nunca o futebol feminino conquistou tanto espaço como nos últimos anos, especialmente em 2019, com a Copa do Brasil de Futebol Feminino. Queremos que essa categoria ganhe seu espaço também no Amapá, onde sabemos que temos tantos talentos”.

Campeonato

Em 2018, a disputa reuniu oito times, entre profissionais, ligas desportivas e times amadores. Com as inscrições finalizadas, a previsão é que o campeonato de 2019 inicie na segunda quinzena de outubro.

Marcelle Nunes
Comunicação FAF
98106-4232

FAF TV: Final online do Amapazão já foi assistida por mais de 800 espectadores

No sábado, 24, a Federação Amapaense de Futebol (FAF) fez sua primeira transmissão ao vivo através do MyCujoo, plataforma virtual que é base de acesso do conteúdo do canal online FAF TV.

A estreia foi com o jogo de ida da final do Campeonato Amapaense de Futebol – Amapazão. A disputa entre Ypiranga e Santos foi transmitida na íntegra, com narração e destaque dos melhores momentos, e foi acompanhada por 810 pessoas na internet até esta terça-feira, 27.

A torcida virtual foi uma força extra para os 860 torcedores que estiveram fisicamente no Zerão para o jogo. Após a transmissão ao vivo, o link da partida continua disponível no canal da Federação dentro da plataforma, e pode ser revisto e compartilhado através das redes sociais.

Para o presidente Netto Góes, esse recurso agrega tecnologia ao futebol do Amapá e permite que as disputas possam ser acompanhadas pelo mundo todo.

“A fundação da FAF TV através da plataforma do MyCujoo aponta para o futuro. É o futebol amapaense entrando na era digital e mostrando que tem seu espaço. É uma conquista”, concluiu.

FAF TV

A parceria com o My Cujoo vai permitir a transmissão não só de jogos, mas de toda programação promovida dentro da FAF. Dessa forma, sorteios de arbitragens, chaveamento de campeonatos, entrevistas e sessões do Tribunal de Justiça Desportiva também estarão disponíveis na plataforma.

O próximo jogo a ser transmitido ao vivo acontece nesta quinta-feira, 29, na final do Amapazão, às 20:30. O agendamento do link já está disponível em https://mycujoo.tv/video/fafap

Marcelle Nunes
Comunicação FAF
(96)98106-4232