Se ainda estivesse por aqui, papai faria 71 anos hoje (Para jamais esquecermos do Zé Penha)

Meu irmão e papai, em 1996.

No dia de hoje (17), se meu saudoso pai estivesse entre nós, faria 71 anos. Antes eu dizia “se estivesse vivo”, mas ele está, dentro de nós, por isso, ainda é seu aniversário. É difícil definir um modelo de vida, acredito que cada um vive da forma que lhe é aprazível. José Penha Tavares viveu tudo de forma intensa e foi um homem muito feliz. Eu sigo seu exemplo e sou muito feliz.

O mais legal é que ele nunca fez mal a ninguém, sempre tratou as pessoas com respeito e foi muito amoroso com os seus. Meu irmão costuma dizer que ele nos ensinou o segredo da vida: “ser gente boa” (apesar de alguns gatos pingados não comungarem desta opinião sobre mim).

Eu, papai e Clara (sua namorada), em 1997.

Quando o bicho pega, falo com ele. Uma espécie de monólogo, mas juro que sinto conforto em lhe contar meus raros problemas. Acredito que papai escuta e, de alguma forma, me ajuda. Devaneio? Não senhores e senhoras, é que aquele cara foi um grande pai, ah se foi. Portanto, deve mexer os pauzinhos lá por cima.

Ele partiu em 1998, faz e fará sempre falta. Sinto saudade todos os dias e penso nele sempre. Nosso amor vem das vidas passadas, atravessou esta e com certeza a próxima. Gostaria de lhe dar um abraço hoje, desejar feliz aniversário e tomar muitas cervas com o Penhão, como costumávamos fazer.

Nós e o Zé Penha, em dezembro de 1997, no último natal dele conosco.

Republico este texto para o Zé Penha jamais ser esquecido. Não por mim, pelo meu irmão ou os irmãos dele, que nunca o esquecemos, mas sim pela legião de amigos que ele fez durante sua breve jornada por aqui. Faço minhas as palavras do poema Filtro Solar: “dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez”. Saudade, Penhão. Feliz aniversário, papai!

Elton Tavares

Hoje é o Dia do Irmão (e eu tenho o melhor mano do Mundo). Obrigado por tudo, Emerson! #DiaDoIrmão

Este site possui a seção “Datas curiosas”. Para essa coluna, escrevo sobre curiosidades dos dias do ano. Pois bem, então vamos lá. Na cultura Nepali, a data de 5 de setembro (hoje) é o “Dia do Irmão”. A celebração faz parte de uma série de comemorações de festivais hindu. Lá, este é um dia de reconciliação, perdão e reencontro.

No Brasil, o dia surgiu por iniciativa da Igreja Católica, que homenageia o aniversário de morte da missionária Madre Teresa de Calcutá, desde 2007 – data que completou 14 anos de sua morte, também em 5 de setembro. No entanto, não há um registro que oficialize a data no país.

Sim, eu sei, todos os dias é dia do irmão. Além dos irmãos de sangue, grandes amigos, pessoas especiais, que também são como irmãos. Tenho a sorte e a bênção de ter muitos irmãos, companheiros de vida que me ajudam na caminhada. São tantos que não vou nomeá-los neste texto (faço isso nos aniversários de cada um deles), pra não correr o risco de cometer injustiças. Aos meus queridos, meu muito obrigado.

Passo então a escrever sobre meu irmão de fato, de sangue, alma e coração, o Emerson Tavares.

Admiro quem é bom irmão, mas a coisa é mais rara do que parece. São tantos casos de pilantragens, traições e falta de amor entre irmãos que, só de saber, lamento. Conheço muita gente que não dá valor aos seus e acho isso lamentável.

Eu tenho muita sorte de ser irmão de Emerson Tavares. O cara é gente boa, espirituoso, inteligente, bom caráter, bom pai, bom marido, bom filho, bom neto e irmão perfeito. Sim, perfeito pra mim. Tenho tanto orgulho dele que não cabe em mim.

Se alguém me perguntasse quem eu gostaria de ter ao meu lado para atravessar qualquer tipo de situação adversa, seria ele. Eu e Merson já enfrentamos muitas barras juntos e sempre vencemos tudo.

Emerson é o meu melhor amigo. Cara que sempre contei, conto e sempre contarei na vida. Ele me apoia, aconselha, ajuda, compra minha briga e, se preciso, me critica, para que eu possa melhorar. Ele é sensacional!

Deus foi muito bom comigo. Merson é um cara fantástico. Uma pessoa sensacional que irradia positividade. Ele e minha mãe são pessoas que sempre me apoiaram e sempre apoiarão nesta vida.

Li em algum lugar* que a palavra irmão, vem do Latim ‘germanus’, que quer dizer verdadeiro. Na linguagem do amor, essa que aprendi no dia a dia como meu irmão, ter um irmão é tudo isso e muito mais. Porque ele existe, porque é esse cara fantástico, eu sei que sou uma pessoa mais forte. Isso é verdadeiramente único na minha existência.

Se você não é tão amigo de seu irmão ou irmã, ainda é tempo de fazer essa relação virar um laço de amor, pois é para sempre.

A canção diz “o amor é um grande laço”. Entre irmãos, ele é mais forte e para sempre. Te amo, Merson! Obrigado por tudo, meu mais que maravilhoso irmão !

Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e certamente quem vai sempre te apoiar no futuro” – Trecho do poema Filtro Solar.

Elton Tavares

Eu lembro, pai. Muito obrigado! – Texto sempre republicado por motivo de saudades.

Lembro da minha infância com alegria. Eu e meu irmão fomos agraciados com excelentes pais, que nos proporcionaram tudo de melhor possível (e muitas vezes impossível, mas eles fizeram mesmo assim). Graças a Deus, minha mãe continua aqui e é meu anjo da guarda.

Lembro todos os dias do meu pai, José Penha Tavares. Ele faz muita falta. Não só hoje, que é Dia dos Pais, mas sempre. E sempre fará. Difícil compreender as indecifráveis razões de Deus para algumas despedidas.

Lembro que nós nunca fizemos a primeira comunhão, nem eu e nem Emerson, pois fugíamos das aulas de catecismo para ir com o papai pra AABB. Ele ia jogar bola e nós curtíamos a piscina. Apesar de não ter sido um frequentador de igrejas, Zé Penha tinha muito mais Deus no coração do que a maioria dos carolas que conheço.

Lembro-me de quando ele me levava para ver seus jogos de futebol. Era goleiro dos bons. Lembro quando tinha mais ou menos uns quatro anos ele me chamava de “Zôk”, apelido dado por causa da risada que eu dava quando ouvia o nome da moto Suzuki.

Lembro que sempre foi nosso herói, meu e do meu irmão Emerson. Depois, também virou ídolo de muitos amigos, por conta do nível caralístico de paideguice que ele tinha. Lembro que poucas vezes vi meu pai triste ou irritado.

Lembro-me das poucas broncas, de algumas porradas, de poucas discussões. Disso mais lembro de esquecer. Lembro muito mais das viagens, da parceria, da amizade, da proteção, da admiração que tinha e tenho por ele.

Lembro-me de papai nos levar para jogar bola, ao cinema, circo, arraial ou qualquer lugar em que ficássemos felizes. Éramos moleques exigentes, mas lembro que ele e mamãe sempre davam um jeito, mesmo com pouca grana. Lembro dos ensinamentos e sei que uma porção grande de bondade que trago em mim herdei de meu pai.

Lembro que conviver com meu pai era viver no paraíso. Lembro-me de como todos o amavam e até hoje, todos sentimos saudades. Lembro que já são 23 anos sem você. Lembro, Zé Penha, de o quanto fomos parceiros, confidentes e grandes amigos. Aliás, pai, fostes o melhor de todos. Lembro de como eras sensacional, cara. Incrível, mesmo!

Lembro de tudo amorosamente, pouquíssimas vezes com lágrimas nos olhos, mas a maioria com sorrisos. Pois o que mais lembro é que tu, pai, era a personificação da alegria e bom humor. Enfim, de vida. Lembro de ti, Zé Penha, todos os dias. E amo lembrar o que fostes e o que representas. Obrigado por todo o amor. Um beijo em ti. Estejas tu nas estrelas ou em qualquer lugar além do meu coração. Amo-te, pra sempre. Feliz Dia dos Pais!

Elton Tavares

*Texto atualizado e republicado por motivo de saudades.

Hoje é o Dia do Amigo – Meu texto relato/homenagem aos meus incríveis amigos

Hoje é o Dia do Amigo. O Dia do Amigo é uma data proposta para celebrar a amizade entre as pessoas. No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para esta celebração é 20 de julho. A iniciativa foi apresentada conjuntamente por 43 países (incluindo o Brasil e quase todos os países sul-americanos), e foi aceita unanimemente pela Assembleia Geral.

Tenho muitos deles, disso posso me gabar, graças a Deus! Muitos com quem posso contar em momentos escrotos e para também, claro, dividir momentos felizes de minha existência.

“Já tive “amigos” que supus serem Amigos, que ajudei pensando estar fazendo um bem, e que a ingratidão deles brotou como espinhosa árvore na lavoura que tentei cultivar. Não falo de inimigos, pois como os ex-amigos, eles não merecem a minha ira. Apenas desprezo o que não quero prezar. Eles são meramente pontos obscuros de referência na encarnação de um maniqueísmo torpe, trivial e vulgar” – Fernando Canto. Faço minhas essas palavras do amigo FC.

Já magoei alguns, que nunca mais voltaram, “por conta de uma pedra em minhas mãos”, como disse Renato. A estes, só desculpas não são suficientes, só quero que saibam que eu sinto muito (em alguns casos, que fique claro). Outros me sacanearam pesado e foram devidamente escanteados. Um deles se tornou um inimigo de fato.

Por causa dos amigos, já me meti em brigas, fofocas, me endividei, bati e apanhei. Não me arrependo de nada, eles fizeram por mim também. É na hora que o bicho pega que vemos quem é quem.

Li em algum lugar que “Amigo é aquele que o coração escolhe”, em outro que “não fazemos amigos, os reconhecemos”. Pode ser, mas uma coisa é certa, a amizade é um bem precioso. E como é!

Amigos são a família que escolhi, o meu povo, os meus amados (e às vezes odiados). Afinal, as brigas fazem parte da coisa. Demorei muito pra aceitar e respeitar as pessoas como elas são. Quem não o faz, sofre.

Tenho amigos que quero sempre junto a mim, eles energizam o ambiente. Amizade é um bem precioso, portanto, cuide daqueles que lhes são caros. Mas somente os que são amigos de mão dupla, pois a reciprocidade é fundamental.

Bacana a definição do meu amigo jornalista Edi Prado: “A gente não sabe quais os motivos dos nossos encontros nessa vida ou quais os motivos que nos levar a gosta de alguém. Mas acho que o que vale mesmo é o sentimento de carinho e demonstração de amor enquanto estamos vivos. Se o que temos pra lembrar são os momentos e as fotografias”. É isso aí, mestre Edi!

Tenho amigos de infância, amigos doidos varridos, amigos velhos, amigos jovens, tenho amigos pra caralho (só assim pra vencer uma porrada de inimigos que possuo).

Minha mãe Lúcia e meu irmão Emerson, os meus melhores amigos da vida toda.

Resumindo, obrigado a vocês que fazem parte da minha vida e a tornam muito mais feliz. E feliz pra cacete! Difícil é nomear todos, mas lhes rendo homenagens aqui neste site sempre que trocam de idade. Sobretudo, enfatizo, a minha família. Eles sempre foram e sempre serão os meus melhores amigos. “Tenho amigos que não sabem quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles” – Paulo Sant’Ana.

Portanto, obrigado a todos os brothers e irmãzinhas que me aturam (sei que não é fácil). Ah, que fique registrado: amo vocês, comparsas. “A amizade é uma predisposição recíproca que torna dois seres igualmente ciosos da felicidade um do outro” – Platão.

Elton Tavares

*Ainda sobre amizade, assistam o vídeo de quando o Charlie Brown conhece o Snoopy, uma das mais belas amizades da ficção:

]]

Anderson Miranda gira a roda da vida pela 46ª vez. Feliz aniversário, irmão!!

Sabe, gosto de uma porrada de gente. Tenho muitos amigos, graças a Deus. E um bom punhado de inimigos pra ficar ligado – faz parte. Mas alguns desses companheiros são verdadeiros irmãos de jornada. Um deles gira a roda da vida hoje pela 46ª vez: o Anderson Miranda, nosso querido “The Clash”.

The Clash foi o apelido dado nos anos 90 pela galera que curtia “roquenrou” com o Anderson. Mas a gente começou a tomar cerveja na casa dele e descobrimos que seu apelido familiar é “Macaco”, portanto o chamamos pelo seu nome e mais essas duas alcunhas.

Bom, trata-se de um cara sensacional. Educado, inteligente e gente fina no nível hard. Anderson sempre foi um brother porreta para bater um papo sério ou pirar no sentido literal da palavra.

Quem não gosta do Macaco é doido ou não presta. Pois o figura possui o respeito, admiração e o amor de sua família e amigos.  Pois além de grande sacana, The Clash é um excelente filho, irmão, tio e brother.

Anderson é o filho mais velho da dona Sabá e do seu Waldemir, gerente da Caixa Econômica Federal, marido da querida Adê. Sofre por suas escolhas no futebol, já que é torcedor convicto do Vasco e do Remo. Entre outras muitas coisas legais que o figura é, ele é batuqueiro/tocador de tambor, amante de Rock and Roll, e o ateu mais cristão que conheço, pois pouca gente que convivo faz tanto o bem quanto ele.

Eu, Emerson e Patrick já viajamos muito juntos com o Anderson. Para ver shows de Rock fora do Amapá ou em viagens mais intimistas por aqui mesmo. The Clash é nosso comparsa, confidente, socorrista, enfim, parceiro de tudo que é coisa firme nessa vida e ainda podemos contar com ele se der merda em alguma coisa. Ele já me ajudou incontáveis vezes – e por motivos diversos. Sou sempre grato a este grande amigo.

Já disse e repito: com uma história de batalho e sucesso formidável, Anderson Miranda é um cara inspirador. Por sorte, conheci esse bicho há mais de 20 anos, lá no Colégio Amapaense. E tenho o prazer, sorte e orgulho de ter sua amizade há décadas.

O sacana às vezes me enche o saco, mas sei que é para o meu bem. Das poucas vezes em que fiquei puto com Anderson, nem lembro da maioria, de tão rápidas e sem importância. Lembro muito é de seus feitos por mim, pela sua família, pela galera, por estranhos.

Também é um figura contemporizador, boa praça, agradável. É sempre firmeza bater um papo com ele sobre qualquer assunto, desde as nossas bobagens ou conversas sobre política, cultura, entre outras coisas legais. Anderson Miranda é um cara safo, inteligente, incorruptível, bem-humorado e com um coração maior que ele.

Anderson é um mestre em cuidar da própria vida. Sério. Se o cara não te ajudar, ele não te atrapalha. Nem com comentários ou julgamentos quando estás fazendo merda. Ou seja, o Macaco é PHoda. Ele é, sobretudo, um homem de bem.

Macaco, mano velho, “tu saaaaaabes”. Que a Força sempre esteja contigo. E que tu sigas com toda essa saúde e sucesso por no mínimo mais uns 50 anos. A gente te ama, cara.

Meus parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares

*Atualizado e republicado por motivo de viagem ao interior, mas de coração. 

Sharlot Sandin gira a roda da vida. Parabéns, Japa. Te amo! Feliz aniversário!! – @SharlotSandim!

O jornalismo me proporcionou incontáveis coisas sensacionais. Entre tantas maravilhas, me deu amigos/irmãos. Entre esse pequeno grupo de afetos do meu coração, está Sharlot Sandin, a Japa linda e louca. Uma das pessoas que mais me faz bem quando estamos juntos é uma broda que gosto de ter por perto. Hoje, no décimo sexto dia de junho, ela gira a roda da vida e lhe rendo homenagens, pois ela é uma baita mulher!

Sharlot é mãe do Mateus, filha da dona Sônia, jornalista e assessora de comunicação das Prefeitura de Pedra Branca do Amapari (ofício que ela desempenha com dedicação e competência). Conheci a Japa em 2008. De lá pra cá, fomos chegados, colegas de trampo, amigos e, há anos, somos irmãos de vida. Ela é das pessoas com quem posso contar, seja para trabalho, resolver problemas pessoais ou rirmos em uma mesa de bar com nossos amigos loucos.

Sempre digo que ir trampar em Pedra Branca foi um divisor de águas na carreira da Sharlot. Ela era uma boa assessora de comunicação, mas se tornou senhora do seu ofício, com visão estratégica e diálogo porreta com a imprensa. Dá um orgulho danado ver a evolução profissional da japinha. Tenho a honra de ser seu amigo dessa pessoa que, além disso, é tem um grande coração.

Além de profissional, Sharlot Sandin é uma mulher fantástica. Sabem aquelas pessoas que quando você lembra ou olha na cara, já dá vontade de rir de tanta presepada e histórias acumuladas durante uma vida feliz junto dela? Pois é, é a Japa.

Hoje ela faz aniversário, mas o além de Sharlot, quem ganha somos nós, pois ela faz a nossa felicidade, pois temos o privilégio de ser amigos de uma pessoa tão porreta. E falo por mim e pela nossa turma mesmo, pois ela isso é quase uma unanimidade no nosso meio.

Sharlot é inteligente, honesta, safa, malandra, palhaça, batalhadora, presepeira e uma mulher bonita. E não é só por conta desse rostinho porreta, mas sim pelas atitudes e caráter. Com ela, já ri, chorei e colecionei momentos maravilhosos dessa vida.

Sharlot nunca fez NADA que desabone sua conduta como minha amiga. Sempre me apoiou e ficou ao meu lado. E tento ser para ela, pelo menos 70%, esse amigo que a querida é para mim. A gente se ama e é recíproco!

Com a cabeça e o coração loucos, Sharlot é absurdamente de bem com a vida. Ela aproveita tudo que a vida lhe apresenta de forma paid’égua, com todas as cores, sabores e ligas que, quando vividas, geram memória afetiva. Sei bem, pois em muitas dessas vezes, tô com ela. Essa mulher deixa tudo mais leve com seu humor debochado e ilumina a caminhada.

A Japa completa 36 anos hoje. Foda que estamos longe dela, por conta da pandemia que nos priva da presença de nossos afetos, mas estou feliz pelo ano novo de Sharlot, pois eu a amo. Na verdade, quem tem a sorte de ser seu amigo a ama.

Japa , que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu continues esse mulher paid’égua e que sigas pisando forte em busca da felicidade. Tenho muita sorte da tua existência orbitar a minha. Saúde e sucesso sempre. Te amo! Meus parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

O FERNANDO DE TODOS NÓS – Crônica Sensacional de Carlos Bezerra (*) sobre Fernando Canto

Fernando Canto, com o título de Cidadão Amapaense – Foto: Sônia Canto

Por Carlos Bezerra (**)

Sou um homem de sorte, para a tristeza dos meus inimigos, que eu os tenho e muitos., pois não aceito compactuar com a lassidão moral que devasto o mundo no geral e o Brasil no particular, recusei-me a morrer há uns anos atrás, de modo que continuo vivo, lépido e lampeiro.

Graças a isso tive o privilégio de participar do lançamento do livro “O Bálsamo e Outros Contos Insanos”, do escritor amapaense (o Pará das nossas origens que me perdoe) Fernando Canto.

Nosso talentoso e querido amigo, Fenando Canto. Um cara PHODA!

Foi uma noite de gala para a nossa incipiente, mas nem por isso, menos viçosa Cultura. Presentes, amigos de todos os naipes. Escritores, compositores, poetas e cantadores, alguns já de renome, outros nem tanto, mas todos, ímpares nos seus campos de atuação. Uma noite de alegria, de confraternização, de fé e de esperança nos destinos da nossa tão maltratada terra. Noite de música. O Grupo Pilão, impecável como sempre, nos remete para a beleza e a angústia das nossas florestas ancestrais. A presença de Manoel Sobral, Zaide, Obdias, Jamil, Luiz Guedes, Hélio Pennafort, Bomfim Salgado, Isnard Lima, Graça Vianna, Manoel Bispo, Vitória, Hernani Guedes, Zé Miguel, entre tantos outros, nos dá ideia dos que compareceram para levar o abraço, o carinho e o incentivo ao nosso escritor do qual o Brasil ainda ouvirá falar. É possível que esteja possuído do puxa-saquismo mais deslavado mas, um dos meus credos é o de que os meus amigos não têm defeitos. Quanto aos inimigos, se não os tiverem, eu arranjo um.

Fernando Canto – Caricatura do artista plástico e ilustrador J. Márcio. Colorida pelo designer Adauto Brito.

Fernando Canto é uma das mais belas páginas do livro extraordinário chamado Amapá. O Amapá das ruas poeirentas, do motor de luz na praça da igreja, do Trapiche Eliezer Levy, da Doca, do Merengue, da Piscina Territorial, da nossa juventude perdida que não voltará jamais, nem ela nem as ruas seguras e casas idem, pela ausência de maldade dos macapaenses de então. Fernando torna mais verdadeira a afirmação do nosso poeta maior, Álvaro da Cunha, quase esquecido mas nem por isso menor: “A lua minguante do Amapá, brilha mais do que a lua cheia de qualquer outro lugar”.

O Brasil e o mundo tiveram muitos Fernando: o Noronha, o Católico, O Lopes, o Dias, o de Magalhães, o de Melo e atualmente o Cardoso. Nós, amapaenses, tivemos mais sorte. O nosso Fernando é Bálsamo, é literalmente Canto.

Jornalista Carlos Bezerra – Foto: Tribuna Amapaense.

(*) Crônica publicada no jornal Diário do Amapá. Macapá, sexta-feira e sábado, 18 e 19 de agosto de 1995.
(**) Jornalista e cronista amapaense, in memoriam.

Fernando Canto gira a roda da vida. Feliz aniversário, Mestre! – @fernando__canto

Sabem, eu nem sei precisar o momento em que me tornei amigo de Fernando Canto. Digo, amigo mesmo, dele me ligar numa tarde ou numa manhã e falar de algo novo que escreveu, leu ou escutou. Realmente não lembro o momento exato, mas graças a Deus aconteceu. Bom, é 29 de maio e esse cara, que é uma das pessoas que mais me orgulho em ter entre os meus afetos, gira a roda da vida. Por ser esse ser  sensacional, rendo-lhe homenagens em seu aniversário (Sempre que chega o  vigésimo desse mês, me pergunto: “como vou escrever um texto para o cara mais foda que eu conheço nesse lance de escrita?”. Mas vamos lá.

Sempre digo que o Fernando Canto é o meu herói literário. Ser amigo dele pra mim é uma honra sem tamanho. O fato dele ter escrito os prefácios dos meus dois livros – um lançado em 2020 e o outro com lançamento previsto para depois da pandemia – muito me honra.  Conversar com esse cara é sempre divertido e um aprendizado. Até quando estamos falando nossas corriqueiras bobagens, durante nossos encontros etílicos memoráveis. Há muitos anos, Canto deixou de ser o padrasto/pai de amigos e se tornou um grande parceiro de vida. Aliás, tenho amor, admiração e gratidão por ele e por Sônia, sua esposa. Eles, além de afetos, são apoiadores e incentivadores meus.

Fernando Pimentel Canto é compositor, cantor, músico, jornalista, sociólogo, professor doutor, poeta, contador de histórias, causos e estórias, contista e cronista brilhante, apreciador e incentivador de arte, sociólogo, imortal da Academia Amapaense de Letras, , escritor “imparável”, boemista, amante do carnaval, biriteiro considerado, mocambo, membro fundador do Grupo Pilão, flamenguista e ex-atacante do Flamenguinho (time do Laguinho dos anos 60, onde segundo ele, o saudoso craque “Bira Burro” foi seu reserva), militante cultural e servidor da Universidade Federal do Amapá.

Com 17 livros publicados (de crônicas, poesia e contos); composições autorais e outras com grandes nomes da música amapaense; ensaios teatrais, entre outras incontáveis contribuições para a cultura e resgate histórico do Amapá, além de cargos importantes ao longo de sua carreira, Canto é um ardoroso partidário da causa cultural tucuju. O “Cidadão Amapaense” mais amapaense que a maioria dos que aqui nasceram. Quem não o conhece ainda, ou não é do Amapá ou ‘bom sujeito não é’ – com a devida licença poética.

Fernando Canto gira a roda da vida pela 67ª vez (bela marca). Ele é um dos Mestres da Cultura amapaense, pois possui contribuições incalculáveis para a Literatura e para a Música do Amapá, da Amazônia e do Brasil. O branco mais preto do Laguinho, bairro que tanto ama, divulga, canta e representa. O cara é a memória das artes tucujus. Ele é um acervo vivo de nossa identidade cultural. E, para mim, o maior escritor vivo do Amapá.

O mais legal do Canto é ser um cara Phoda, mas com humildade, tranquilidade sem deslumbre e fineza ímpar. Desprovido da arrogância e boçalidade de muitos – que não possuem nem metade do talento e da bagagem cultural dele. Ainda existem os críticos a ele, mas geralmente são movidos pela inveja de seu sucesso e passam com vírgulas em lugares errados de seus próprios textos. Fernando Canto é um intelectual sem frescura, que respeita as pessoas. Um grande artista das letras e um baita caboclo gente fina! Tenho muito orgulho de ser amigo dele.

Macapá possui pessoas especiais, seres que, em alguns casos, mesmo não nascidos aqui, para cá vieram e, como diz FC, ‘pegaram de galho’. Graças à passagem tridimensional que existe nessa cidade no Meio do Mundo, também conhecida como Linha do Equador. Apesar destes tempos de pandemia, hoje é dia de ficarmos felizes pela vida do “Papai Smurf”, como o chamamos no grupo “Fuleiragem com Cerveja”.

Em resumo, pra mim, Fernando é família. É conselheiro, é amigo, é confidente, é parceiro literário e de vida. Canto, querido, que Deus conserve tua saúde. Que teu novo ciclo seja ainda de mais sucesso, se é que isso é possível. Que tu sigas por muitas décadas com o amor da tua esposa, filhos, netos e dos amigos, como este jornalista. Não à toa, a gente te ama. Meus parabéns pelo teu dia, e feliz aniversário!

Elton Tavares

Sobre o Dia Internacional da Família, celebrado neste 15 de maio

Quem me conhece sabe: amo minha família. Não toda, mas boa parte. A central, minha mãe e irmão, sobrinha. E quase todos os que compõem o meu ciclo de forma ampla, avós, cunhada, tios e primos. Com algumas preferências que são resultado da trajetória. Afinal, a gente dá o que recebe e com amor não é diferente.

Pois bem, hoje é o Dia Internacional da Família e como este site tem uma sessão denominada “Datas Curiosas”, resolvi registrar textualmente aqui (só deu tempo agora).

A data é comemorada anualmente em 15 de maio e é uma homenagem à instituição familiar, um núcleo essencial para a formação moral (e também imoral) de todos os indivíduos. O conceito de família é: grupo de indivíduos que protegem, cuidam e amam você. Ou pelo menos deveria ser assim.

O Dia Internacional da Família foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), durante reunião feita em 20 de setembro de 1993. A data foi celebrada pela primeira vez em 1994.

Com a instituição da data, a ONU visa: Divulgar a importância da família na sociedade; Sublinhar o caráter basilar da família na educação das crianças; Passar mensagens de amor, respeito e união, elementos essenciais para o relacionamento de todos os componentes da família; Alertar a sociedade para os direitos e responsabilidades das famílias; Sensibilizar os cidadãos para as questões sociais, econômicas e demográficas que afetam a família e sensibilizar a população sobre os diferentes tipos de família que existem, sendo todas completamente legítimas.

A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família“, disse Léon Tolstoi. Tenho o privilégio de isso ser fato na minha vida. Outra sábia, a Maria Lúcia (também conhecida como minha mãe), diz: “amigo de verdade é família”. Ela tá certa, se isso for em relação aos familiares que amamos e isso em uma relação recíproca. Sim, posso contar com eles. E vice-versa!

Aliás, a força e o amor que tenho em mim, boa parte veio de Maria Lúcia. A outra porção é herança do saudoso Zé Penha, meu pai era Phoda, acreditem. Mas a vó Peró, que virou saudades há exatamente dois meses e nos faz sentir muitas saudades e tia Maria ajudaram na minha formação como homem. Sou grato por isso.

Emerson, meu único irmão de sangue (sim, tenho irmãos de jornada) é o meu parceiro em tudo. Com ele e mamãe, enfrento tudo. Eles sacam minhas rabugices e estranhezas e me amam assim mesmo. Sou um baita cara sortudo.

Ah, tenho mais afinidade com minha família paterna, por diversos motivos que não cabem em um texto e que também não estou com vontade de explicar. O que não significa que no meu clã materno não tenham pessoas importantes e amadas por mim. Mas é com os Penha Tavares que me identifico, de fato.

Posso me gabar que tenho o amor e respeito da minha mãe e irmão – melhores amigos de toda a vida – além das outras pessoas consanguíneas que são importantes para mim. Esse sentimento é retratado aqui em muitos textos sobre os membros de minha família. Tudo escrito/dito com muito amor.

Neste 15 de maio, quando muitos estão longe de seus familiares por conta da pandemia, é muito bom ter do que recordar sobre sua família (do latim Re-cordis, que significa ‘passar pelo coração). É o caso de minhas memórias e o motivo de minhas saudades de meu irmão, sobrinha, cunhada, tias, tios e primos muito queridos. Além do pai, vovó e vô, que já seguiram para as estrelas.

É uma baita sorte se você tem muitos amigos dentro da sua família. Pois realmente existem familiares inimigos, o que é triste. Mas no meu caso, os que amo, me amam e sei bem quem são. Obrigado por tudo, família!

Elton Tavares

“…Brindo à casa, brindo à vida. Meus amores, minha família…” – Mar de Gente – O Rappa

Fonte: Calendar Brasil

Poeta Pat Andrade gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida amiga!

A poeta Patrícia Andrade.

É onze de maio e Patrícia Andrade, a querida “Pat”, gira a roda da vida. A brilhante poeta chega aos 50 anos, mas nem parece. Tanto fisicamente, quanto espiritualmente. A bela e talentosa artista é uma livre pensadora e, como poucas pessoas que conheço, deu uma guinada em sua vida. Para melhor, claro. Por ser seu dia, hoje rendo homenagens à essa mulher sensacional.

Conheci Patrícia Andrade há 22 anos, quando ela desembarcou aqui, no meio do mundo, vinda de Belém (PA), em 1999. Safa, descolada e sem estar ideologicamente presa a nada, Pat se tornou rapidamente “chegada” de todos nós, os malucos da cidade. Logo virou broda de intelectuais, militantes culturais e, é claro, poetas e escritores. A menina sempre se distinguiu por ser inteligente e despudoradamente franca. Aliás, poesia é uma arte que essa linda domina. Patrícia é senhora do ofício de poetizar.

Pat Andrade, há 20 anos, nos saraus de Macapá

Cheia de papos legais e dona de vasta cultura geral, Patinha é uma mulher cheia de poesia, histórias hilárias, outras nem tanto, e uma trajetória bacana no cenário cultural de Macapá. Além de poeta, trata-se de uma multi-artista, pois ela também se garante nas artes plásticas, escritora/cronista, discotequeira (Vinil-DJ) e produtora de vídeo e ativista cultural. Pat, inclusive, foi uma das fundadoras do movimento do vinil na Floriano e em outros locais desta cidade cortada pela Linha do Equador. Também é figura presente em saraus ou qualquer manifestação cultural e de defesa de direitos da sociedade.

Eu vi o Artur gitinho e já é esse cara aí ao lado da mãe. O moleque é talentoso também. Gente querida!

O tempo passou, eu virei um velho gordo e a poupança Bamerindus levou o farelo. A Pat namorou, casou, se tornou mãe do querido Artur, trampou e pirou. Tudo com intensidade, paixão, sás coisas legais que gente como ela faz e acho muito firme, pois sou assim também.

O mais legal é que, nos últimos três anos, Patrícia e eu nos reaproximamos. Ela virou a poeta que mais contribui com este site e minha parceira de trampo. Patrícia colabora para este site, onde assina a sessão “Caleidoscópio de Pat Andrade”. Além de broda para papos bacanas e desabafos, que todos precisamos.

Pat e o marido, Marcelo Abreu.

Outra coisa porreta sobre Andrade é que ela se reinventou, começou a cuidar da saúde física e mental. Essa virada de chave é algo lindo de constatar. Hoje, casada com o também poeta Marcelo Abreu, a amiga vive feliz, com seu esposo e filho. Como diria Raulzito, ela não quer mais andar na contramão. Sempre vejo a querida postar em suas redes sociais fotos de atividades físicas, entre outras coisas bacanas e penso: será que um dia eu conseguirei? Enfim, se ela tá feliz, eu tô feliz.

Calistenia matutina de Pat e seus amores.

Pat também cursa Letras na Universidade Estadual do Amapá (Ueap), mas poderia dar aula, de tanta sintonia que tem com as palavras e com a língua portuguesa. A obra poética de Patrícia Andrade é resultante de uma mistura de vivências, amores, dores, tudo em tom de confissão.

A poesia de Pat Andrade é um passeio emocional entre as esquinas da arte e da vida, quando sentam para conversar. Há o ritmo do Equador e uma ternura própria, em suas linhas. Além de tudo dito e escrito, a Patrícia é uma pessoa que sei que posso contar. Amigos assim são bem raros. Ela é Phoda! E eu a amo como uma irmã.

Eu e Pat Andrade. Brodagem!

Patrícia, minha querida, que teu novo ciclo seja ainda mais produtivo, saudável, rentável e que tudo que couber no seu conceito de felicidade se realize. E que tua vida seja longa, por pelo menos mais uns 50 maios. Apesar destes tempos cinzas de pandemia que vivemos, hoje é um dia feliz pelo teu ano novo particular e tu mereces todo o amor que houver nessa vida. Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário.

Elton Tavares

Pedro Aurélio Tavares gira a roda da vida. Te amo, tio. Feliz aniversário!

É 12 de abril e Pedro Aurélio Penha Tavares gira a roda da vida pela 68ª vez. Trata-se do terceiro filho, em ordem cronológica, do Juca e Peró, irmão de meu pai. O cara não é SÓ meu tio, mas sim um grande e querido amigo. Por isso, mesmo neste período cinzento de pandemia, fico muito feliz pela vida do Pedrão, pois ele é um cara porreta e lhe rendo homenagens.

Pai de quatro filhos, avô de um lindo casal, marido da Lúcia, administrador de empresas, bacharel em Direito, venerável mestre maçom, fazendeiro e conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Estado (TCE/AP), Pedro Aurélio é um cara forte. Não somente por causa de sua saúde, mas pela retidão de caráter e ações. Ele é um homem que alinha o discurso à prática. Admiro muito meu tio por ele ser quem é.

Há um ano e uma semana, ele sofreu um grave acidente e apesar do trabalho que deu ao seu anjo da guarda, tá vivo. Inclusive, venceu a Covid-19 também. Costumamos nos falar todos os dias. Por conta do distanciamento social que estes tempos nos impõe, sempre pelo celular. Gostamos de conversar sobre política, família, cultura e até bobagens bacanas. Gosto tanto desse cara que nem ligo quando ele me enche o saco me chamando de gordo. Não que Pedro não tenha razão.

Pedro Aurélio é um cara que me apoia, me aconselha, me defende e, se preciso, me esculhamba. Já precisei dele algumas vezes e o tio nunca falhou. Sou grato por tudo. Volto a dizer o que escrevi em outro texto: nem sempre foi assim. Na minha infância e adolescência, o via como um cara sério e severo. Já na minha juventude, quando fiz todas as merdas possíveis aos 20 e poucos, ele foi um crítico e tinha toda a razão de ser. Eu e Pedro nos tornamos amigos há mais ou menos 15 anos. Quando melhorei (melhorar não é acabar) minha porra-louquice e quando ele começou a caminhar pela vida como uma pessoa mais aberta, mais leve, mais divertida.

Também repito este conceito sobre ele: Pedro Aurélio é um cara que marca presença. Tem coragem e atitude. Além de umas chatices e rabugices que lhe são peculiares, mas que não diminui em nada o baita cara porreta que ele é. O tio é inteligente, astuto, experiente, combativo, leal e honesto. É uma das pessoas que tenho orgulho de ter o mesmo sobrenome, o mesmo sangue, o mesmo clã.

Os anos de 2020 e 2021 não foram e não está fácil para nenhum de nós. Este ano, nós, os Tavares (assim como centenas de famílias no mundo), levamos um baque forte, a perda da nossa matriarca. Sempre pensei, escrevi e disse, que a Peró nos unia. Não, não é. Seguiremos unidos, tenho certeza disso. E Pedro Aurélio e seus irmãos Maria e Paulo serão essenciais nisso.

“Meu amigo Pedro”, parafraseando Raul Seixas, a gente (família Tavares) te ama, cara. E do jeito que és (e que somos), sem a obrigação de estar sorrindo 24h ou com a peculiar falta de paciência com algumas coisas. A gente cultivou o respeito e amor um pelo outro. Isso serve de couraça protetora para suportamos as tormentas. As do passado, as de agora e, possivelmente, as que sempre virão.

Que nossos encontros sejam como sempre foram, com muitos mais motivos para sorrirmos, cheios de histórias pra contar e um copo pra brindar, porque nossa vida só tem sentindo se a amizade e amor estiverem em nós.

Tio, parabéns pelos 68 anos alcançados. Driblastes as adversidades e conseguistes essa marca. Aproveite a sua vida, já que lutou para seguir nessa jornada. Que tenhas sempre saúde, mais sucesso, paz de espírito e paideguices que aqueçam teu coração. Tenho orgulho de ser teu sobrinho e mais ainda de te ter como amigo. Graças a Deus tua existência orbita a minha. Te amo. Feliz aniversário!

Elton Tavares

Marcelo Guido gira a roda da vida. Feliz aniversário, irmão!

É 10 de abril e Marcelo Guido gira a roda da vida pela 41ª vez. Trata-se de um brother muito presente, fiel aos seus ideais e suas pessoas. Admiro o figura por isso. O cara é pai da Lanna e Bento, marido da Bia, jornalista e assessor de comunicação, ateu (daqueles chatos) ex-blogueiro, vascaíno calejado (com muito amor por esse time e resignado pelo sofrimento), remista, colaborador deste site (onde assina a sessão “Discos que Formaram o meu caráter” e escreve crônicas sobre futebol), amante de rock and roll e futebol, fã Nº 1 dos Ramones.

Com o Guido. Tempos de violência!!

Marcelo vive como quer, nos seus próprios termos. Quando vou na casa dele e da Bia, a gente fala sobre tudo. É papo sobre família, nossos brothers, séries, filmes, bandas, shows, discos, quadrinhos e muita merda. Fazemos piada de tudo, de todos e até da gente mesmo.

Marcelo é um baita cara porreta. Um irmão de vida e parceiro de doidices. Apesar de ele não acreditar em Deus, se não fosse ELE, nem eu e nem Guido estaríamos vivos, de tanto que a gente aprontou nessa vida.

O papel mais Phoda desempenhado pelo Guido é o de pai. É lindo ver como ele fala e age com seus filhos. O Marcelo se tornou um homem de família, quem diria. Admiro ele por isso também.  A gente era nó-cego, mas nos tornamos caras legais. Faz tempo que não quebramos ninguém na porrada – e nem estamos com saudades disso (risos).

Volto a dizer: o Guido é uma força da natureza. Se gostar de você, é um puta dum amigo. Um cara Phoda mesmo! Se não der valor em ti, é encrenca certa. Com os parceiros, é um malandro engraçado e 100%. Além de forte defensor de suas opiniões. A gente segue a jornada da vida pirando junto (aliás, saudades), se ajudando mutuamente e com muito humor negro, paixão e brodagem. E sem perder a ternura.

Com o Guido e Bia, na noite de autógrafos do meu livro, em outubro de 2020. Saudades, amigos do coração! Foto: Sal Lima.

Guido, obrigado por aturar minhas “eltontavarisses” (termo inventado por ele para minhas frescuras e etecéteras). Tu és um cara que posso contar para qualquer coisa. Aqui é na reciprocidade sempre, tu saaaabes.  Que teu novo ciclo seja ainda mais porreta. Que tu tenhas sempre saúde e sucesso junto aos seus amores. Te amo, manão! Parabéns pelo teu dia e feliz aniversário!

Elton Tavares

Jaci Rocha gira a roda da vida. Feliz aniversário, querida poeta!

É dois de abril e a Jaciléia Rocha gira a roda da vida. Ela completa trinta e sete anos bem vividos, bem versados, bem lidos e bem poéticos, cheios de literatura, música e filosofia (além de doidices e paideguices). Ela é uma amiga muito querida, por quem nutro muito respeito. E por ser essa pessoa importante, lhe rendo homenagens hoje pelo seu ano novo particular.

Jaci Rocha é advogada (sócia do escritório “Josimary Rocha Sociedade de Advocacia Criminal”), professora, escritora e poeta, filha caçula da dona Socorro, irmã do Josi e Mary, tia amorosa da Júlia, blogueira, humanista/feminista e artesã, profissional competente e uma mulher muito inteligente, dona de vasta cultura geral.

Ela é uma advogada muito competente, corajosa, briguenta se possível. Mas a Doutora Jaci também é justa e coerente. Mas muito mais do que seu brilhantismo no Direito, a ruiva é uma poeta fantástica, que “recebe” (quando está “entoada”) os versos que escreve. A menina faz cada poema mais lindoso que o outro. São poesias sensacionais que costumo publicar neste site.

Conheci a Jaci (lua, em Tupi) em 2011. Nos tornamos amigos em 2012 e namoramos por anos, entre idas e vindas (risos). Claro que quase nos matamos, mas garanto a vocês: ela é uma mulher do bem.

Existem amigos que a gente passa tempos sem ver, mas que sabemos que podemos contar pra tudo. Assim é a minha amizade com a Jaci. Se eu ficar doente, em algum apuro ou sem dinheiro, a Jaci é uma das pessoas que preocupa, que se importa e que ajuda. Como já aconteceu. Eu da mesma forma em relação à ela. É um “consideramento” recíproco. Dizem que “a amizade é o amor que nunca morre”. Que bom que nos restou isso e nos basta.

A Jaci também é apreciadora de bons vinhos, MPB (é a maior fã do Belchior que já conheci), amante de cachorros, gatos e animais em geral, jardins, flores, luares, vestidos e bolsas cheias de pavulagem, chuvas, cafés fortes e livros (muitos livros). Às vezes, é uma bruxa doida varrida, noutras, uma bruxa sensata, mas sempre uma bruxa do bem.

Já disse e repito: apesar de pouco nos encontrarmos, e ainda hoje não concordarmos em muitos aspectos da vida, seguimos amigos. Sobrevivemos, graças a Deus (mais risos). Afinal, “esta é uma história simples, mas não é fácil contá-la. Como uma fábula, há dor e, como uma fábula, está cheia de admiração e felicidade.” – A Vida É Bela, 1997.

Ruiva, que tua vida seja longa. Que tenhas ainda mais sucesso profissional e que voltes a poetar mais como antes. Que sigas pisando forte, mesmo com esse joelho ruim aí, em busca dos teus objetivos. Que tenhas sempre saúde, muita saúde. E que recebas todo o amor que houver nessa vida. Não só hoje no teu dia, mas sempre. Enfim, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Obrigado por tudo. Parabéns e feliz aniversário!

Elton Tavares