Projeto de restauro da Fortaleza de São José irá contemplar áreas de valorização da arte e da cultura do Amapá

O governador Clécio Luís, recebeu na terça-feira, 19, durante a programação em celebração aos 242 anos da Fortaleza de São José de Macapá, uma equipe de técnicos da Associação Pró-Cultura e Promoção das Artes (APPA), que apresentou o projeto de conservação, revitalização e requalificação do monumento, um dos mais simbólicos do Amapá. A ação integra o Plano de Governo da gestão de valorização dos espaços históricos e culturais.

“Esse é o presente que a gente está dando hoje no aniversário da Fortaleza de São José. A associação elaborou todas as prospecções e nós aprovamos o projeto, onde pedimos para dar uma atenção maior para a acessibilidade, porque temos que garantir segurança e autonomia para os visitantes. Vamos restaurar a Fortaleza e dar a destinação social e cultural a este espaço, como monumento, como museu e como um parque aberto. Vai ter biblioteca, espaços multiuso e de contemplação da cultura e da arte do povo amapaense”, enfatizou o governador.

Os investimentos nas intervenções serão de cerca de R$ 30 milhões, provenientes de captação junto ao Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As obras buscam de maneira geral reforçar a importância nacional e internacional da fortificação construída no século 18.

“Na reunião apresentamos ao governador o resultado de um trabalho minucioso que fizemos dentro de um ano, no qual foi feito um levantamento da área interna e externa que precisa ser restaurada e readequada para se tornar um espaço usual. O projeto foi apreciado pelo governador, de forma muito positiva, onde ele apontou pequenos ajustes que faremos para darmos andamento na execução deste belíssimo trabalho”, ressaltou o arquiteto, João Uchôa.

Ainda neste primeiro semestre serão iniciados os serviços emergenciais nas partes elétricas e hidráulicas da fortificação. Posteriormente, a partir de setembro iniciará os trabalhos de recuperação das estruturas e reestruturação da Fortaleza de São José até a adaptação dos espaços da área administrativa e adequações para atrair empreendimentos, como restaurantes, galerias de artes, além da revitalização do paisagismo. O prazo de execução é de 36 meses.

A secretária de Estado da Cultura, Clícia Vieira Di Miceli, destacou que o museu da Fortaleza de São José possui um potencial grandioso que enaltece a cultura do povo amapaense.

“A iniciativa do governador, Clécio Luís, reforça o compromisso firmado no Plano de Gestão que reconhece, preserva e valoriza a raiz cultural do povo amapaense. A apresentação do projeto demonstra o nosso potencial e, como é importante, o apoio que temos do Governo do Estado para assegurar os avanços e as realizações do nosso calendário cultural”, pontuou a secretária.

A ideia é que a Fortaleza de São José não seja só um espaço preservado, mas também utilizado pela população amapaense como os museus contemporâneos já existentes com áreas sociais, para utilização total de seus ambientes, integrando visitantes locais e turistas.

Em dezembro de 2023, o Governo do Estado lançou consultas públicas online e presenciais para discutir os usos do monumento após o restauro. As etapas integram o cronograma de execução dos projetos de adequação e início das obras.

Texto: Weverton Façanha e Alexandra Flexa
Foto: Albenir Sousa/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

Absurdo contra o patrimônio histórico cultural do Amapá: mais uma vez, sugerem a substituição da imagem de São José de Macapá – Por Elton Tavares

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

Hoje é o Dia de São José, como já dito e redito aqui no site. Lembrei que, semana passada, ao escutar uma rádio local, o apresentador sugeriu ao Poder Público a substituição da imagem do padroeiro do Estado por uma novisca. O locutor falou na cara dura que a estátua “está velha e deteriorada”. Que, por isso, precisa ser trocada.

A falta de consciência de um comunicador com o patrimônio histórico cultural do nosso Estado seria triste se fosse obra de alguém sem estudo, mas o radialista, amapaense experiente na área, dar um papo desses é no mínimo burrice. Pois é revoltante e mostra a total falta de bom senso do cara.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Essa mesma merda foi sugerida em 2017, quando fizeram uma imagem porreta que hoje fica no Parque do Forte, mas ainda bem que desistiram da ideia. Como disse o amigo poeta Luiz Jorge Ferreira: “Daqui há pouco, aparece um herói com a ideia de construir uma Fortaleza de São José mais moderna” (risos).

A imagem de São José está de pé, em frente à cidade de Macapá e de costas para a capital amapaense ao lado do Trapiche Eliezer Levy, no Rio Amazonas, desde o final dos anos 60, quando foi esculpida e colocada no local. E, após um acidente, em 1973, quando uma embarcação colidiu com o Monumento Pedra do Guindaste, foi recolocada no pedestal de concreto que está até hoje. A estátua não é somente religiosa, já que o santo é padroeiro do Amapá, mas é parte da memória e história amapaense.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Floriano Lima

Trata-se de uma obra de arte do escultor português Antônio Pereira da Costa e precisa sim, de restauro. Não de substituição, como sugeriu, de forma errônea, o comunicador.

As palavras do comunicador ecoaram como pedras lançadas contra a história e a sensibilidade do povo. O cara somente revelou sua ignorância atroz sobre a preservação do patrimônio histórico-cultural de um marco indelével da identidade de Macapá. Eu até tinha respeito pelo radialista, mas não depois dessa afronta à memória amapaense, prefiro manter a distância, pois em um bate-papo, lhe encheria de sebadas sobre o tema.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

A imagem de São José, com suas rachaduras, falta do nariz e demais desgastes do tempo, precisa de restauração e cuidado. Mas é fundamental preservarmos aquilo que nos conecta às nossas raízes. Sugerir sua substituição é, não apenas um ato de desrespeito, mas também uma negação da própria história que nos define como povo.

É urgente que TODOS compreendamos a importância de proteger e preservar nosso patrimônio cultural, pois ele é o fio condutor que nos liga ao passado e nos guia em direção ao futuro.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Floriano Lima

Que as palavras levianas do personagem infeliz dessa crônica/crítica sirvam, não como um eco de insensatez, mas como um chamado à reflexão e à ação em prol da salvaguarda da identidade de um povo e sua concepção de ‘cultura’, primordial para a formação da sociedade.

Talvez precisemos sim de substituições, mas de alguns comunicadores, por estes estarem com suas visões de mundo, percepções do que é correto baseados em seus achismos, o que os faz disparar sandices sem nenhum conhecimento sobre os temas que abordam de forma pávula e asna.

São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Que São José, lá do alto da Pedra do Guindaste, continue a nos abençoar com sua presença silenciosa, lembrando-nos sempre da nossa responsabilidade para com a nossa história. Pois parte da construção histórica do amapaense seria descaracterizar uma parte daquilo que temos como memória, elemento agregador (fundamental!) da cultura.

Elton Tavares

A Fortaleza de São José de Macapá e as cartas dos construtores – Resgate histórico de Fernando Canto

 

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Por Fernando Canto

Os fogos que cruzaram os céus de Macapá para comemorar os 241 anos da Fortaleza, na véspera do equinócio das águas, foram poucos diante da grandeza e importância que ela tem para o povo do Amapá.

A essas transformações, onde se emolduram concepções distintas de espaços públicos, imagens e intervenções urbanas eficazes ou não, públicas ou particulares, também estão presentes, indubitavelmente, o olhar artístico, o discurso ufanista e político, a mídia direcionada, a observação crítica e todas as tensões desafiadoras dos conceitos constitutivos e questionamentos que requerem a significação desse monumento tão importante para a vida da cidade de Macapá.

Aliás, a Fortaleza de São José é a gênese da cidade de Macapá. Mesmo que a vila tenha surgido antes, possivelmente ela não sobreviveria como tal sem as obras, as alteridades e as transformações que ao longo do tempo a Fortaleza enfrentou.

Durante a sua construção, as cartas e relatórios emitidos pelos seus construtores tornam-se peças literárias de valor, não apenas pelo que indicam sobre a obra em si, mas pelos aspectos inerentes aos comportamentos sócio-ambientais de homens e mulheres que se tornaram rudes pelas circunstâncias, individualistas pelas necessidades e até sentimentais diante das injustiças e violências experimentadas naquele período. Esses documentos falam de saudade da família, de pedidos de promoções, de lista dos remédios mais usados para tentar sanar as doenças, e também das preocupações com detalhes de figuras e medidas de pedra “que sobre a porta principal da Fortaleza deve conter uma daquelas inscrições que em semelhantes monumentos passam à memória de seus fundadores aos séculos futuros” (Carta de Gallúcio, Códice 200, doc. 07. De 10.07.1769 – APP).

Nessas cartas, notadamente Henrique Gallúcio, Henrique João Wilkens, João Geraldo de Gronfelds e Lobo da Almada (todos eles diretores da fortificação em construção), mostram-se homens cultos. Gallúcio, por exemplo, cita versos latinos da Eneida, de Virgílio, em epígrafes de suas epístolas; assiste a eclipses do sol e da lua e informa que recebeu instrumentos de astronomia.

Eles são invariavelmente vítimas de intrigas e doenças tropicais e nas suas demandas mostram-se subservientes até ao extremo na sua lealdade ao general governador e ao soberano. Uns como Gallúcio e Gronfelds são estrangeiros e, mesmo pertencendo ao Exército Português, são alvos de discriminações. Gallúcio faleceu e foi substituído por Wilkens, e este por Gronfelds. Mais tarde Wilkens foi transferido para a Província do Rio Negro e ali escreveu a “Muhuraida”, o primeiro poema épico da Amazônia.

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

Cremos que a história da Amazônia se mescla no seu sentido interpretativo a uma literatura real, feita de sangue e ossos, do testemunho relatorial e missivista dos que por aqui passaram, independentemente do seu intento de “fazer literatura”. O que escrevem confunde-se com o discurso ideológico-iluminista da época pombalina e reflete a experiência hegemônica dos conquistadores que a ferro e fogo construíram a Fortaleza de Macapá. Tais textos também podem ser vistos como elementos literários de grande valor, para além de meros relatórios que detalham cada passo da construção daquele edifício. Trata-se, portanto, de textos que contam uma epopéia amazônica, onde cada carta é um longo verso heroico. Ou uma pedra de cantaria na construção dessa memória.

*Do livro “Literatura das Pedras: a Fortaleza de São José de Macapá como lócus das Identidades Amapaenses”.

Os 242 anos da Fortaleza de São José de Macapá (maior fortificação da América Portuguesa)

Foto: Richard Ribeiro

Hoje (19) a Fortaleza de São José de Macapá completa 242 anos de existência. Sua construção se estendeu por 18 anos. A fortificação foi inaugurada no ano de 1782. É a maior fortificação da América Portuguesa.

Foto: Manoel Raimundo Fonseca

A Fortaleza foi construída com o objetivo de assegurar a conquista de terras ao norte da colônia brasileira. Ela integra uma cadeia de fortificações históricas construídas por Portugal, que passou a ocupá-la após o Tratado de Utrecht. O forte foi edificado em alvenaria de pedra e cal na margem esquerda do rio Amazonas. A obra teve início em 1764.

Foto: Floriano Lima

Após um longo período, a instituição voltou a ser ocupada pelo comando da Guarda Territorial do Amapá. O Governo Federal, em 22 de março de 1950, reconheceu a fortificação através de sua inscrição no livro do tombo histórico da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Foto: Elisama Jamile

Enfim, o velho Forte de Macapá é a história viva do amapaense e o nosso maior monumento. Todas as vezes que passo por ele, dá vontade de fotografá-lo. Pena que muitos não dão o devido valor à Fortaleza de São José, que tanto embeleza e valoriza nossa capital.

Veja fotos legais da fortificação bicentenária:

Foto: Richard Ribeiro
Foto: Richard Ribeiro
Foto: Manoel Raimundo Fonseca

 

Elton Tavares

Governo do Estado celebra 242 anos da Fortaleza de São José de Macapá com valorização da cultura popular amapaense

A Fortaleza de São José, maior fortificação do Brasil, completa 242 anos de existência nesta terça-feira, 19. Localizado às margens do Rio Amazonas, o monumento histórico é um dos cartões postais mais importantes do Amapá. Para celebrar a data, o Governo do Amapá preparou uma programação especial que valoriza a cultura popular.

O evento começa na segunda-feira, 18, com programação aberta ao público. Haverá missa, exposição de artesanatos indígenas, de plantas ornamentais e medicinais, e de obras da Galeria de Artes Samaúma. Construída para proteger as fronteiras do ‘Cabo Norte’, como era conhecido o Amapá no período colonial, a Fortaleza de São José de Macapá é a única do seu tipo no Brasil e representa um importante símbolo da formação territorial do país.

Para a secretária de Estado da Cultura, Clicia Vieira di Miceli, a programação com foco na cultura popular é um reconhecimento à trajetória da miscigenação amapaense e à necessidade da manutenção de espaços culturais.

“Nesta fortificação estão gravados momentos históricos, episódios singulares que fazem parte da nossa memória e identidade. Atualmente, este patrimônio passa por um processo de requalificação que visa tanto à preservação, quanto a sua aproximação com a população. Isso contribui para o desenvolvimento da nossa cultura e para a construção de um futuro mais próspero para o Amapá, onde este espaço também se tornará abrigo seguro para a convivência e para o fazer cultural”, destaca a secretária de Estado da Cultura, Clicia Vieira di Miceli.

A gerente do Museu da Fortaleza, Flávia Souza, explica que a programação busca dar visibilidade aos povos originários e afro-brasileiros, reconhecendo sua importância na história e na cultura do Amapá, remarcando assim a representatividade e novos significados deste patrimônio.

“Precisamos assegurar a visibilidade dos povos indígenas e afro-brasileiros em um monumento histórico, principalmente nesta data tão significativa. Reconhecemos que nossa cultura é majoritariamente composta por esses povos, que simbolizam resistência e luta. É crucial desenvolver ações de preservação da história e da cultura contextualizadas pela memória associada à formação do povo amapaense e à construção desta fortaleza. Hoje, ela também é um espaço de convivência ressignificado por novos usos e pelo pertencimento à identidade do nosso estado”, ressaltou Flávia.

Fortaleza de São José de Macapá

Inaugurada no dia 19 de março de 1782, a Fortaleza de São José ocupa uma área extensa de quase 30 mil metros quadrados, sendo um dos mais antigos pontos turísticos da capital amapaense. A fortificação foi tombada pelo Instituto de Patrimônio Histórico Nacional (Iphan) em 22 de março de 1950, em um ato de reconhecimento a sua importância histórica e arquitetônica.

Em 2007, o local se tornou um museu. Nos dias atuais, a Secretaria de Estado da Cultura (Secult) é o órgão público responsável pelo monumento.

Confira a programação do aniversário de 242 anos da Fortaleza de São José de Macapá:

Segunda, 18

15h às 18h: Feira de Artesanato Indígena
16h: missa em celebração aos 242 anos da Fortaleza de São José de Macapá

Terça-feira, 19

Hora: das 10h às 18h:

Exposição da Galeria de Artes Samaúma
Feira de Artesanato Indígena
Exposição de plantas ornamentais e medicinais
16h: roda de capoeira
16h30: apresentação do grupo Banzeiro Brilho de Fogo

Texto: Eduardo Belfort
Foto: Arquivo/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

Programação homenageia São José, padroeiro da Diocese, de Macapá e do Amapá

A programação em homenagem a São José chega ao seu momento mais importante nesta terça-feira, 19 de março, com a celebração da Solenidade em honra ao santo padroeiro da Diocese, da cidade de Macapá e do Estado do Amapá. Missas, procissão, carreata e festa social marcam o dia do padroeiro.

A missa solene presidida por dom Pedro José Conti e concelebrada pelo clero diocesano acontece às 7h30 na Catedral. Em seguida, os fiéis saem procissão pelas ruas do centro da capital com o andor do santo sendo conduzido pelos devotos até a Igreja Jesus de Nazaré. Na chegada, os participantes da procissão recebem a bênção solene e participam da festa social, onde haverá venda de comidas típicas, shows e sorteio de prêmios durante o dia na quadra da Igreja.

A Programação da Festividade de São José 2024 teve início em 19 de fevereiro e durante este período peregrinações, encontros em famílias, romarias e celebrações foram realizadas para preparar os devotos e homenagear o padroeiro.
A festa este ano tem como o tema: “Com São José procuramos Jesus, para encontrá-lo nos irmãos e irmãs” e o lema: “Filho… Olha teu pai e eu andávamos a tua procura” (Lc 2,48), inspirados na Campanha da Fraternidade 2024.

Programação do Dia do Padroeiro

7h30 – Missa Solene – Catedral São José
9h – Procissão até a Igreja Jesus de Nazaré – Percurso: Rua General Rondon, Av. Mãe Luzia e Rua Leopoldo Machado.
10h – Festa Social – Sorteio de prêmios, shows, bingo.
17h30 – Carreata até a Catedral São José
19h – Missa de encerramento da festividade

Texto: Jefferson Souza
Pastoral da Comunicação
Diocese de Macapá

PAC Patrimônio Histórico: Governo do Amapá obtém aprovação do projeto de requalificação do Museu Joaquim Caetano da Silva, em Macapá

O Governo do Amapá obteve do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) a aprovação do projeto de requalicação do Museu Joaquim Caetano da Silva, um dos mais importantes patrimônios históricos, culturais e arquitetônicos do estado. A ação faz parte do compromisso estabelecido no Plano de Governo do atual gestão para fortalecer o turismo e a cultura.

A iniciativa vai garantir a ampliação do museu e conta com um investimento de mais de R$660 mil, do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para preservação e revitalização do espaço crucial para a proteção de acervos e da memória do estado.

“A aprovação do projeto representa uma grande conquista para o Amapá. A revitalização deste importante patrimônio cultural permitirá sua preservação para as futuras gerações, além de fortalecer a identidade cultural do estado, promover a educação patrimonial, a pesquisa e estimular o desenvolvimento local. A comunidade amapaense pode esperar um museu modernizado, acessível e acolhedor, pronto para ser um centro de memória e difusão da cultura e da história do Amapá”, reforça a secretária de Estado da Cultura, Clicia Vieira Di Miceli.

Nas próximas fases do programa, serão celebrados os Termos de Compromisso, com cada uma das propostas e, posteriormente, formalizados, juntamente com o Iphan, os planos de trabalho com as definições de prazos, recursos e formas de contratação para execução do projeto.

Para a coordenadora de Preservação do Patrimônio Histórico da Secult, Simone de Jesus, a aprovação reforça o reconhecimento à região Norte e o potencial para o desenvolvimento do Sistema de Museus do Estado do Amapá.

“O Museu Joaquim Caetano é o terceiro prédio mais antigo do estado e é responsável por nosso patrimônio arqueológico, a identidade cultural de nossos ancestrais. A valorização deste conteúdo é essencial, e com o apoio do programa federal, podemos reforçar políticas públicas para a valorização de sua estrutura”, afirma Simone.

Museu Joaquim Caetano da Silva

O Museu Joaquim Caetano da Silva, instalado em um prédio histórico no Centro de Macapá, é um verdadeiro guardião da história e da cultura amapaense. O acervo é composto por centenas de peças, abrange desde artefatos indígenas até documentos históricos e obras de arte, oferecendo ao público uma rica viagem pela trajetória do estado.

Além de sua função museológica, o local também serve como espaço para diversas atividades culturais, como exposições, palestras, oficinas e eventos educativos, promovendo a difusão do conhecimento e a integração da comunidade.

PAC Patrimônio Histórico

O Novo PAC Patrimônio Histórico representa um esforço do Governo Federal para preservar e promover a riqueza cultural do Brasil, com investimento significativo de aproximadamente R$ 712 milhões até 2026. O PAC está realizando obras em 139 locais, distribuídos em 35 municípios de 17 estados, em parceria com diversas instituições e órgãos governamentais.

Além disso, o programa está impulsionando 105 projetos de recuperação de patrimônios culturais em 83 municípios por todo o país. Esses esforços visam fortalecer a identidade e memória cultural, promovendo um vínculo ainda mais forte entre as comunidades e seus patrimônios.

Texto: Eduardo Belfort
Foto: Arquivo/GEA
Secretaria de Estado da Comunicação

Saudades do Quiosque Norte Nordeste, o saudoso “Bar da Floriano” – Crônica de Elton Tavares – Do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”

Fotos: Chico Terra (esquerda) – A poeta Patrícia Andrade no Quiosque – Foto: Aog Rocha (direita)

Crônica de Elton Tavares

Quem vive a boemia de Macapá há mais de 25 anos, certamente frequentou o Quiosque Norte Nordeste da Praça Floriano Peixoto. O “Bar da Floriano” era o ponto de encontro de poetas, artistas, músicos e malucos em geral. Os proprietários do boteco eram dona Neide e seu Alceu. Aliás, duas figuras queridas por todos que por ali curtiram na companhia de amigos.

O seu Alceu era sempre cara carismático e caladão. Quando descobriu que eu era filho do Penha, virei brother na hora, pois meu pai tinha sido seu amigo.

No Bar da Floriano rolou de tudo: Rock (lá, eu e um grupo de amigos inventamos o “Lago do Rock”, em 2004), Reggae, Samba, MPB, MPA, Clube do Vinil, saraus temáticos, declamação de poesia, lançamento de livros (como o Vanguarda), exibição de filmes, lançamento de fanzines (como os do Ronaldo Rony), venda de artesanato, entre outras tantas manifestações culturais.

Era fácil ver por lá figuras como o poeta Dinho Araújo, os músicos Nivito Guedes, Dylan Rocha, Sérgio Salles, Rebecca Braga, Chico Terra, a Patrícia Andrade, o Wedson Castro, o Ronaldo Rodrigues, o saudoso Gino Flex, etc. Enfim, uma porrada de gente legal.

Ilustração de Ronaldo Rony

O Bar foi fechado pela Prefeitura de Macapá em 2011 (acho eu, pois não lembro da data exata) e deixou a galera sem rumo, sem ninho, sem point. Pode soar como nostalgia, mas o boteco de banheiro sujo, goteiras e instalações rústicas deixou saudade numa moçada que conheço bem.

A cereja do bolo era o Antônio, garçom mais folgado e bruto como poucos, sempre com sua camiseta verde. Eu gostava daquele figura.

O comentário do amigo Chico Terra sobre o fechamento do Bar pelo poder público foi perfeito. Eu aqui reproduzo e assino embaixo:

Marlonzinho, eu, Fausto, Patrick e Ronaldo Macarrão – 2004.

“Era lugar de reunião de artistas e que varava madrugadas em paz. Mas o poder público mandou derrubar o quiosque que abrigava a poesia , tudo em nome da intolerância, inclusive religiosa do gestor municipal de plantão (na época)”. É isso!

É, nós, os malucos da cidade politicamente incorretos, contávamos moedas para a coleta da birita no local, pois amávamos a crueza e falta de sofisticação do boteco. Bons tempos aqueles do Bar da Floriano, apesar de, às vezes sórdidos, mas sempre divertidos. Com toda certeza, uma lembrança feliz. É isso.

*Texto do livro “Crônicas De Rocha – Sobre Bênçãos e Canalhices Diárias”, de minha autoria, lançado em 2020.

Hoje é o Dia do Guitarrista (minha crônica sobre a data e homenagem aos Guitar Heroes)

Hoje, 10 de março, é o Dia do Guitarrista, aquele cara ou menina que nos emociona com solos, riffs e acordes do instrumento mais legal do Rock and Roll. Músicos que nos alegram os ouvidos, coração, alma e mente. Não encontrei a origem da data, mas tá valendo!

A guitarra é o instrumento mais popular e influente na história da música e, é claro, do rock´n roll. O conceito diz: “guitarrista é um músico que toca guitarra. Sejam elas acústicas ou elétricas, solo, em orquestras ou com bandas, em uma variedade de gêneros. Mas a gente gosta mesmo é dos roqueiros doidos, né não?

Tenho uma inveja branca de quem toca, compõe ou canta. Quem faz música é foda! É, são pessoas que fazem a trilha sonora da vida, sejam nas madrugadas em bares enfumaçados, teatros, boates ou palcos ao ar livre que precisam ser festejadas.

Eu poderia falar do espetacular John Frusciante, o performático Slash, Angus Young e sua dancinha muito foda, dos lendários Jimmy Page, Carlos Santana, Stanley Jordan, Body Guy,Robert Cray, David Guilmour, Pepeu Gomes, Bruin May, Eric Clapton, B.B. King e suas Lucis, Eddie Van Halen ou Jimi Hendrix, o “Pelé da Guitarra”, ou até de Robert Johnson, que, segundo a lenda, vendeu a alma para o diabo para ser um guitarrista extraordinário, entre tantos outros guitar heroes históricos, mas prefiro homenagear os bateras amigos. Portanto, meus parabéns músicos:

O Régis, o “Beck” ou “Anjo Galahell”, um dos melhores guitarristas que vi tocar; Alexandre Avelar (o Cabelo); Ruan Patrick (stereo); Ronilson Mendes (Manoblues); Wendril Ferreira da Psychocandy (ex Godzilla); Adriano Joacy; Irlan Guido; Ozy Rodrigues; Geison Castro; Wedson Castro; Sandro Malk; Finéias Nelluty; Fabinho; Alan Gomes; Israelzinho; Zé Miguel; Edivan Santos (Ito); Ricardo Pereira; “Zezinho”, “O Sósia”; Rulan Leão, entre outros. Enfim (acho que esqueci alguns), todos os meus queridos amigos que tocam o sublime instrumento. “Parabéns!

Ziggy tocava guitarra…”.

Elton Tavares

Assista ao vídeo 100 Riffs (A Brief History of Rock N’ Roll) :

30 anos da morte de Charles Bukowski, o genial velho safado! – Por Elton Tavares

O saudoso escritor marginal, bebum e pervertido em tempo integral, também conhecido como “velho safado”, Charles Bukowski, subiu há exatos 30 anos. Ele morreu em 9 de março de 1994, em decorrência do excesso de goró, vítima de pneumonia, na cidade de San Pedro. O genial poeta sacana tinha 74 anos e é considerado o último escritor “maldito” da literatura norte-americana.

Henry Charles Bukowski Jr. nasceu em 16 de agosto de 1920, na cidade de Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e de uma jovem alemã. Ele foi levado, aos três anos de idade, para morar nos Estados Unidos. Espancado pelo pai, viciado em birita desde adolescente e formado na marginalidade de Los Angeles, onde morou por mais de 50 anos, Buk escreveu sobre sua própria e longa vida (boemia e desgraça).

Obsceno como poucos, Buk fez a alegria de muita gente, pois possui milhões de fãs ao redor do mundo. Seus livros são cheios de situações inusitadas e chocantes, sempre com muita birita, aflições, jogos de azar, sexo e putaria. Vários devaneios e realidade do dia-a-dia dos malucos.

Há anos, minha prima Lorena me apresentou ao poeta e romancista americano. Sua obra tarada, anticonvencional e ofensiva a moral e bons costumes é genial. Sobretudo para fãs da literatura sacana e escrachada como eu. Li somente quatro livros do velho Buk, “Numa Fria”, “Misto-quente”, “Hollywood” (1989) e “Pulp”. Mas me deleitei com vários artigos e crônicas do cara.

O que se pode dizer? Citar Bukowski é trazer todos aqueles bares pelos quais passou, seus bêbados e seus problemas que eles afundam no copo. Como ele mesmo gosta de se vangloriar em suas histórias, um médico disse que, se ele não parasse de beber, morreria em trinta dias: nada aconteceu. Depois desse episódio, Bukowski deu a guinada na sua vida literária, começando a escrever poesia. Dizer Bukowski invoca ao leitor o sabor de cerveja, vinho e outras coisas; citá-lo nesta lista não é uma obrigação, é uma honra.

Claro que o goró estimula a criatividade, é só lembrar dos fascinantes papos que batemos durante uma simples reunião etílica. Sou escritor r biriteiro assumido. Ejá que beber e escrever tem tudo a ver, sigo na esperança de publicar mais livros além dos meus dois já lançados. Um brinde ao velho safado, esteja ele onde estiver!

A gente devia encher a cara hoje, depois a gente fala mal dos inúteis que se acham super importantes” – Charles Bukowski

Elton Tavares

Hoje é o Dia Internacional da Mulher – Minha crônica/homenagem

Eu, meu irmão Emerson e nossa mãe, Maria Lúcia.

Hoje (8) é o Dia Internacional da Mulher. Nesta sexta-feira, rendo homenagens à minha mãe , Maria Lúcia (rainha e mulher mais importante na vida), avó Peró (in memoriam), namorada, Bruna Cereja, cunhada, sobrinha, algumas tias e primas, colegas de trabalho e muitas amigas queridas.

Eu não seria ninguém sem a insistência, amor e zelo das mulheres. Sobretudo da minha mãe, a amorosa e batalhadora Lúcia, o maior exemplo de amor e luta por direitos feministas que conheço (como diz o Veríssimo: “as mães são a comunicação direta com Deus”). A nossa “Lucinha” é uma mulher espetacular e admirável. Ela personifica os amores que tem e realmente faz valer seus dias por cada um de nós. Ela é meu anjo da guarda, minha conselheira e benzedeira, inteligente e sábia. Além de melhor cozinheira do mundo. Ela sempre foi e sempre será minha melhor amiga.

Com minha saudosa avô Peró.

Agradeço pelos anos de dedicação da vó Peró e tia Maria (as duas são uma espécie de mãe para mim). Com titia, são 47 anos e meio de cuidados e amor para comigo. Maria sempre foi um dos faróis (assim como mamãe e vovó) na tempestade que sou, sempre foi umas das luzes do meu caminho.

Já vovó, que virou saudades em março de 2021, foi uma mulher admirável. Somos gratos pela longa e feliz vida que ela teve e do quanto desfrutamos de seus ensinamentos e companhia incrível, sensacional, maravilhosa, entre outros tantos sinônimos do que a Peró foi e é para nós, sua/nossa família.

Com minha Maria, minha tia preferida.

Ah, a Maitê Ferreira Tavares, a pequena grande mulher-amor-da-minha-vida. Minha sobrinha de nove anos é uma bênção. Uma mistura de bom humor, gaiatice, doçura, inocência (claro), desconfiança (quando não manja das pessoas e lugares), inteligência, sapequice e ternura. Já disse e repito: ela é amada e reflete isso – com aquela luz que só o amor sabe dar.

Minha gratidão pela amizade de tantas mulheres que é difícil nomeá-las aqui. Se assim o fizesse, cometeria algumas injustiças. Mas minhas amigas (que são mais numerosas que amigos) sabem quem são.

Eu, minha namorada Bruna Cereja e nossa princesa Maitê.

Sou grato ainda àquelas que foram minhas amigas e por conta das curvas na estrada da vida, deixaram de ser, mas que tiveram papéis fundamentais em algum momento desta caminhada.

Deixo aqui também registrado meu amor e gratidão à Bruna Cereja, a publicitária mais competente e genial que conheço. E minha companheira de vida, amiga e parceira de todas as horas. Gratidão e amor definem.

Com Bruna Cereja, a mulher que manda em mim, o meu amor.

As mulheres são símbolo de força. São lutadoras por natureza, pois a sociedade machista às força a sempre provarem ser melhores que os homens. E são. Por tudo isso e muito mais, que não cabe em um texto e um só dia do ano, agradeço às mulheres por seus papéis fundamentais.

“Ah, as mulheres!!! Mulheres!!! Sem vocês seríamos apenas um espermatozoide vagando a esmo; como um barco bêbado rumo ao infinito imprevisível” – Régis Sanches (jornalista).

A origem da data

A data foi marcada por uma greve em uma fábrica de tecidos em New York, no dia 8 de março de 1857. As operárias protestaram e só queriam melhores condições de trabalho. Como acontece até hoje, a manifestação foi reprimida violência. Mas lá foi mais desumano que o “habitual”. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Ao todo, 130 tecelãs morreram carbonizadas. Triste, fatídico e histórico.

Só em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, por conta da barbárie de 1857 e em homenagem as vítimas. Como tudo para os seres humanos do sexo feminino é difícil, somente em 1975, a data foi oficializada pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Enfim, agradeço a todas vocês, mulheres da minha vida, por tudo. Muito obrigado e meus parabéns pela data!

Elton Tavares

Arquiteto Antônio Fernandes gira a roda da vida. Feliz aniversário, Malária!

Anderson The Clash, eu e Antônio Malária – 2014

Sempre digo aqui que gosto de parabenizar neste site as pessoas por quem nutro amizade. Afinal, sou melhor com letras do que com declarações faladas. Acredito que manifestações públicas de afeto são importantes. Também sempre digo que aprendi a ter amigos longevos, pois sou sortudo por ter bons companheiros há muito tempo. E me gabo de ser amigo de muita gente Phoda! É o caso de Antônio Fernandes, que é um brother das antigas, além de amigo querido, que gira a roda da vida neste quarto dia de março. Fico feliz pelo seu ano novo particular, pois ele é porreta!

Antônio é marido da Aline, pai de três (ou quatro?) lindos moleques, dedicado consultor técnico, talentoso arquiteto, experiente skatista e brother consideradão “das antigas” da galera. O popular “Malária”. Um figura do bem, trabalhador e gente fina.

Eu e Malária – 1998

Antônio é um cara importante para a cultura underground amapaense. Ele fez história quando foi vocalista de uma das melhores bandas que tivemos em Macapá, a Little Big. Eles tocaram juntos da segunda metade dos anos 90 até meados de 2002. Os caras agitavam qualquer festa. Quem foi ao Mosaico, African Bar, Expofeiras, Bar Lokau, festas no Trem Desportivo Clube e Sede dos Escoteiros sabe do que falo.

Malária é um daqueles amigos que fazem parte da minha história de uma maneira única e marcante. Toda vez que encontro Antônio, é como abrir um baú repleto de memórias dos “tempos de violência”, quando vivemos o underground da Macapá dos anos 90. Éramos jovens e ousados, sempre ao som do Rock’n’Roll nas ruas, becos e bares da cidade. Isso sempre com as melhores e piores companhias (risos).

Antônio Malária, eu, Ronaldo Macarrão, Marlonzinho (DJ Sinapse) e Marcelo Vampiro. Égua-moleque-tu-é-doido! – 2015

Antônio virou pai de família e dá conta do recado de forma sublime. Gosto de ver sua evolução profissional e estou feliz pelo seu sucesso, pois ele batalhou para ser o excelente profissional que é hoje.

Hoje em dia, a gente pouco se encontra, mas quando rola, é festa, pois eu e Antônio Malária nos gostamos muito, coisas assim que o tempo não destoa. Só fico puto pelo motivo do sacana não envelhecer. Engordei pra caralho e tô cheio de cabelos brancos. Malária completa 50 invernos com a mesma cara de 1994 (risos).

Com o mano Malária, em 2022

Antônio, mano velho, que teu novo ciclo seja ainda mais paid’égua. Que sigas com essa sabedoria e coragem. Que tudo que couber no teu conceito de sucesso se realize. Que a Força sempre esteja contigo. Saúde e sucesso sempre. Parabéns pelo teu dia, brother. Feliz aniversário!

Elton Tavares

A Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) completa 34 anos de história

São pouco mais de três décadas de avanços e conquistas. Somos a primeira instituição de ensino superior amapaense.

Nossa história transformou em realidade o sonho de acesso à universidade pública e de qualidade para todos, nos orgulhando em contribuir para a formação de gerações de profissionais e cientistas qualificados, que ofertam serviços à comunidade e contribuem para o desenvolvimento da região amazônica.

A reitoria sente-se honrada em compartilhar esse momento com seus professores, alunos, técnicos-administrativos, terceirizados e todos aqueles que fazem da nossa universidade a maior instituição de ensino superior público do Amapá.

Parabéns UNIFAP, pelos seus 34 anos de bons serviços prestados ao nosso Estado, formando gerações para o mercado de trabalho, para a cidadania e para uma sociedade melhor.

Ascom Unifap

O trajeto da A Banda através do tempo e antigos pontos de referência (minha crônica saudosista)

Crônica de Elton Tavares

Há 28 anos, saio na Banda pelas ruas de Macapá. Eu e meus amigos esperamos a terça-feira gorda o ano todo (mas em 2024, será hoje domingo (3), por conta do adiamento após fortes chuvas na terça-feira gorda, último 13 de fevereiro) , pois a marcha louca e feliz sempre foi um dos dias mais felizes. Como disse minha amiga Rejane: “o coração batuca na esperança de ver a Banda voltar a passar”. Republico essa crônica por motivos de HOJE TER A BANDA mais uma vez.

A Banda, maior bloco de sujos do Norte do Brasil, tem o mesmo trajeto nestes 59 anos de existência, mas o que ficou pelo caminho do tempo nestas mesmas ruas de Macapá? Fiz uma espécie de resgate (um tanto desordenado) de vários locais que povoam a memória afetiva do macapaense. Deixa suas lembranças agirem e vamos lá:

O ponto de partida do bloco, o mais popular dos festejos de Momo no Amapá, é na esquina da lanchonete Gato Azul e a loja Clark. Os foliões seguirão pela frente da loja A Pernambucana, dobrarão na esquina do Banco Bamerindus (pois “o tempo passa, o tempo voa…); Farmácia São Benedito; Moderninha e da Banca do Dorimar. As pessoas se trombam ao redor dos trios e carros de som. Todos molhados de suor, ou chuva.

A folia desce a Rua Cândido Mendes e o trajeto passa em frente também da Irmãos Zagury – Concessionária da Ford; Farmácia Modelo; do Banap; lojas São Paulo Saldo; Esplanada; Cruzeiro; Hotel Mercúrio; Casa Estrela; Casa Marcelo; Setalar; Tecidos do povo; Tecidos do Sul; A Acreditar; Casa Estrela; Beirute na América, ponte do Canal; Banco Econômico e Farmácia Serrano. Pelo caminho, muitos se juntarão a multidão.

Rainha Mona, Alice Gorda, em A Banda

Os foliões passarão em frente a Fortaleza de São José de Macapá, dobrarão na esquina da Yamada, subindo pela lateral da Feira do Caranguejo, em frente a boate Freedom e subirão a ladeira até o supermercado Romana, na esquina, a curva do Santa Maria. Sempre com os ritmos levantam nosso astral.

A marcha alegre seguirá pela Feliciano Coelho, onde a maioria já estará possuído pela cerveja, passará pelo Urca Bar; Leão das Peças; Cine Veneza e Farmatrem. A Banda chegará à Esquina do Barrigudo, na Leopoldo Machado. Continuará a passar em frente a Acredilar, lanchonete Chaparral, Casa Nabil, Hotel Glória e Baby Doll. Na brincadeira terá folião de toda idade, a maioria na maior curtição, sempre driblando os poucos que querem confusão.

Hoje tem de novo e com a mesma magia. Bora pra A Banda!!