Viva São José, o nosso padroeiro!

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São José de Macapá, em cima da Pedra do Guindaste – Foto: Márcia do Carmo

 

Hoje (19) São José de Nazaré, esposo de Maria, pai de Jesus Cristo e padroeiro do Amapá. Por conta da profissão do santo, hoje também é Dia do Carpinteiro e Dia do Marceneiro. São José, que também é padroeiro dos trabalhadores e padroeiro da Bélgica.

Amo o Amapá e Macapá. Nasci e me criei aqui. Por isso, peço a “São Jusa” que interceda contra a criminalidade e trânsito pirado, tudo em larga escala para uma capital tão pequena, entre outras mazelas que assolam essa terra.

São José não protege somente a nós, amapaenses, mas todos que para cá vem viver e contribuir para a melhoria de nossa terra. Pena que, como santo, ele não pune os que só sugam, saqueiam e ainda desdenham da nossa linda Macapá.

O feriado

Desde a criação de Macapá, São José sempre foi o padroeiro da capital amapaense, mas uma Lei Estadual de 2012 oficializou o santo padroeiro do Amapá, o que fez do dia 19 de março feriado em todo o Estado.

São José é o santo que nunca cansou de ficar de pé na Pedra do Guindaste, de frente para o Amazonas, sempre “vigiando” a nossa capital, contra maldades exteriores.

Enfim, não sou muito religioso, mas respeito a crença de todos. Como diz o poetinha Osmar Junior: “Ô São José da Beira Mar, protegei meu Macapá…”.

Viva o santo carpinteiro, valei-me meu São José!

Elton Tavares

Os 233 anos da Fortaleza de São José de Macapá (texto e fotos)

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Hoje (19) a Fortaleza de São José de Macapá completa 233 anos de existência. Sua construção se estendeu por 18 anos. A fortificação foi inaugurada no ano de 1782.

A Fortaleza foi construída com o objetivo de assegurar a conquista de terras ao norte da colônia brasileira. Ela integra uma cadeia de fortificações históricas construídas por Portugal, que passou a ocupá-la após o Tratado de Utrecht. O forte foi edificado em alvenaria de pedra e cal na margem esquerda do rio Amazonas. A obra teve início em 1764.65280_416186625126186_1628296726_n

Após um longo período, a instituição voltou a ser ocupada pelo comando da Guarda Territorial do Amapá. O Governo Federal, em 22 de março de 1950, reconheceu a fortificação através de sua inscrição no livro do tombo histórico da Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Sphan), atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Dúvidas

De acordo com relatos de macapaenses mais antigos, me pergunto:

Onde está a placa de bronze, de 1 metro de altura e 1,5 metro de largura, que continha informações sobre a construção da fortificação?

OnFortalezaJorgeJuniorde foi parar o velho farol do forte e alguns canhões que sumiram misteriosamente?

Qual o paradeiro de pedras preciosas e moedas antigas que ficavam expostas no museu da Fortaleza nos anos 60?

Enfim, o velho Forte de Macapá é a história viva do amapaense e o nosso maior monumento. Todas as vezes que passo por ele, dá vontade de fotografá-lo. Pena que muitos não dão o devido valor à Fortaleza de São José, que tanto embeleza e valoriza nossa capital.

Veja fotos legais da fortificação bicentenária:

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Tombamento da Igreja de São José está perto de se tornar realidade e o patrimônio preservado

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No mês em que se comemora o padroeiro do Amapá, São José, o estado ganha um presente histórico: o Projeto de Lei (PL) de tombamento da antiga catedral de São José, foi aprovado na Assembleia Legislativa do Amapá (Aleap), por iniciativa do presidente Moisés Souza, que atendeu à mobilização da população, com apoio da Confraria Tucuju, em nome dos amapaenses, e do bispo Dom Pedro Conti, que representa a comunidade católica. O deputado estadual Paulo Lemos, fez a interlocução junto à presidência da Casa, que aguarda o posicionamento do Governo do Estado para que a Lei seja promulgada.igreja11

A aprovação do PL do tombamento, marca o início oficial da campanha que movimenta não somente católicos, mas cristãos e sociedade em geral, por se tratar do monumento mais antigo de Macapá. A edificação, do século XVIII, foi iniciada em 1752, apenas seis anos antes da criação da Vila de São José de Macapá, e inaugurada em março de 1761. Ao redor do histórico prédio, Macapá se desenvolveu, em todos os aspectos, e se tornou a maior referência da época, com poucas modificações no decorrer destes anos.

Situada onde hoje é reconhecido como Centro Histórico de Macapá, em seu entorno estão outros prédios que remontam à colonização da cidade, como a Biblioteca Pública, os primeiros estabelecimentos comerciais, e casas dos primeiros moradores. Atrás da igreja, ainda hoje é preservado o Largo dos Inocentes, antes chamado de Passagem dos Inocentes. Na sua frente a antiga “carioca” e as primeiras rodadas de marabaixo eram realizadas, e os foliões podiam adentrar com os tradicionais costumes. Com a chegada de missionários de origem europeia, que não conheciam o marabaixo, ele foi proibido na igreja, fato que faz parte do passado.igreja1111

Mesmo com a nova catedral de São José em funcionamento, a antiga igreja ainda hoje é frequentada por famílias tradicionais, e abriga relíquias sacras, como a imagem original do padroeiro São José; obras de arte de autoria do padre Lino, como “Os Desterrados” e “São José Carpinteiro”; e as lápides mortuárias de alguns pioneiros e seus familiares. Estas riquezas estão correndo risco, e há anos a estrutura física da igreja sinaliza por reforma urgente, e pode até desabar. Os danos são visíveis, como rachaduras, goteiras, ninhos de cupins, e outros prejuízos. A Defesa Civil, historiadores e restauradores condenaram a estrutura e alertam para o perigo.

A necessidade da reforma ou restauração virou pauta há tempos. Denúncias foram feitas, matérias produzidas, mas nenhuma atitude concreta foi tomada, até este ano, no dia do aniversário de Macapá, 4 de fevereiro, o padre Aldenor Bejamim e a presidente da Confraria Tucuju, Telma Duarte, aproveitaram para pedir ajuda para as autoridades presentes e chamaram todos para unir forças. Desde então, a comunidade se mobilizou, e procurou a Confraria para oferecer ideias e serviços. O deputado Paulo Lemos levou o apelo até o presidente da Aleap, Moisés Souza, que de imediato deu o passo que faltava para que a restauração vire realidade.igreja111

“A Confraria, o Bispo Dom Pedro, católicos e pioneiros, fomos recebidos na Assembleia e o PL do Tombamento foi aprovado, falta agora o parecer do governador Waldez Góes. A Câmara Municipal também se manifestou, e esperamos que, após o tombamento estadual, venha o municipal, até alcançarmos o federal, da alçada do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN). Sabemos que não será fácil, mas é o caminho mais seguro para a restauração e preservação do nosso patrimônio histórico”, disse a presidente Telma Duarte.

Mariléia Maciel
Assessora de Comunicação da Confraria Tucuju

62 anos de Zico, o maior jogador do Flamengo de todos os tempos

Hoje (3 ), é aniversário de Arthur Antunes Coimbra, o popular “Zico”, o melhor jogador de futebol da história do Flamengo e um dos maiores do Mundo.  Zico trabalha como treinador (sem clube) e é ex-dirigente do Mengão.
 
Zico liderou a vitoriosa trajetória do Flamengo nas décadas de 1970 e 1980. Ele ganhou campeonatos brasileiros, a Taça Libertadores da América e o Campeonato Mundial de Clubes e vários títulos cariocas. Jogou pela Seleção Brasileira nas Copas Argentina 1978, Espanha 1982 e México 1986, com boas atuações mas sem títulos com a camisa canarinho.
 
Também passou pelo pelo Udinese (ITA) (aliás, chorei copiosamente quando Zico partiu pra Udinese) e foi para o Japão, atuar pelo Sumitomo Metals, que depois se tornou Kashima Antlers, onde o jogador foi atleta e iniciou sua carreira como treinador. Ele foi o melhor jogador da história dos dois clubes. 
 
Quem resumiu brilhantemente a passagem de Zico pela Udinese foi o jornalista do “Il Gazzettino de Veneza”, profissional encarregado de segui-lo, Luigi Maffei:
 
Para nós, friulanos, Zico tem o mesmo significado de um motor da Ferrari colocado dentro de um fusca. Sentimo-nos os únicos no mundo a possuir um carro tão maravilhoso e absurdo”.
 
Além do Kashima Antlers, Zico fez sucesso como técnico no CSK Moscou (RUSS) e Fernebace (TUR).
             
Apesar de comandar a mágica Seleção Brasileira de 1982 (para muitos a melhor de todos os tempos) ter participado de três Copas do Mundo, Zico nunca se sagrou campeão mundial. 
 
O cara atuava como meio-campo, mas sempre foi artilheiro. Bater falta para ele então, era pênalti. Zico foi rotulado no exterior de “Pelé Branco”. Foram 970 jogos e 703 gols, destes, 509 pelo Flamengo. “Zico foi o líder do melhor time que vi jogar. Ele é um mito e não haverá outro como ele”. (Romário)

          

Meu saudoso pai, Zé Penha, sempre dizia que Zico foi o maior depois de Pelé. Discordo, a história do futebol teve Maradona, Romário e Ronaldo. Mas é verdade que Zico é ídolo de muitos ídolos, como o também ex jogador italiano Roberto Baggio (aquele mesmo que perdeu o penal em 1994, quando nos tornamos penta). 
Acredito que existem e existiram muitos craques no futebol mundial, mas poucos gênios. Zico foi um destes gênios. Além de felicitações, minha gratidão, respeito e admiração, pois o vi jogar e fazer a alegria da nação rubra negra. Enfim, palmas para o cara, que ele foi e é PHoda.  Parabéns Zico!
 
Elton Tavares

Há 19 anos, morreram os Mamonas Assassinas

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Há exatos 19 anos, morreram os integrantes da banda Mamonas Assassinas. Os músicos faleceram em um trágico acidente aéreo, em 1996. Os caras eram irreverentes , faziam um som escrachado e divertido. Naquela manhã, não acreditei ao ver no noticiário que o avião deles tinha caído na Serra da Cantareira, nos arredores de São Paulo. Inevitavelmente, a comoção tomou conta do Brasil e eu, também fã, fiquei triste pela morte de todos os integrantes daquele grupo que fazia a alegria de todos.

Mamonas Assassinas, lançado em 1995, foi o único álbum oficial de estúdio lançado pela banda brasileira Mamonas Assassinas. O álbum vendeu mais de três milhões de cópias e receberam o Disco de Diamante da Associação Brasileira dos Produtores de Discos (ABPD).

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Em 1989, Sérgio Reoli, então funcionário da empresa Olivetti, conheceu Maurício Hinoto, irmão de Bento Hinoto. Mauricio, ao saber que Sérgio tocava bateria, decide apresentá-lo ao irmão. Semanas depois, eles já planejavam a criação de uma banda. Ainda no contexto, Samuel Reoli, irmão de Sérgio, é escalado para assumir o baixo. Nascia a partir de então, a primeira formação do chamado “Utopia”. O grupo era uma banda especializada em covers da Legião Urbana, Titãs e Rush.

Durante uma das tumblr_nkl6waQbm61t1aqaeo1_500apresentações, realizada em julho de 1990, os músicos entraram em contato com Alecsander Alves (Dinho). Ele se comprometeu a subir ao palco para cantar “Sweet Child O’ Mine”, do Guns N’ Roses. Através do novo vocalista, os demais integrantes conheceram Júlio Rasec, que tornou-se o tecladista do Utopia. Paralelamente a isso, o “Utopia” passou a se apresentar na periferia da cidade de São Paulo. Aos poucos, seus membros decidiram abandonar os covers e introduziram uma série de parodias nos shows.

Após o lançamento do primeiro e único disco, entraram em contato com o produtor Rick Bonadio. Aconselhados por ele, mudaram o nome do grupo para “Mamonas Assassinas do Espaço”. Felizmente a ideia não vingou, e o nome adotado passou a ser “Mamonas Assassinas”. Alguns dias depois, o grupo decidiu, enfim, enviar uma fita demo para as gravadoras Sony e Emi. No material, estavam contidas as músicas “Robocop Gay”, “Jumento Celestino” e “Pelados em Santos”.

Lembro da primeira vez que eu e Edmar ouvimos “Pelados em Santos” lá no Xodó, em 1995. Rimos muito daquele som. Era só o início da hilariante trilha sonora que os Mamonas nos proporcionaram. mamonas-nuvem

Ouvi dizer que este ano, para Comemorar Os 20 Anos do surgimento da banda, uma gravadora independente lançará o álbum”Mamonas:20 Anos do Fenômeno”, retirado De um show do grupo. Vamos aguardar.

Os Mamonas Assassinas não foram só irreverentes, subversivos e palhaços. Eles foram brilhantes. Eles satirizaram os Beatles, os Metaleiros, o Pagode e a homofobia. Os caras passaram rápido por essa vida. Sacanearam geral e fizeram a alegria do povo brasileiro. A eles, nossas eternas saudades e reconhecimento.

“Fui convidado pra uma tal de suruba, não pude ir Maria foi no meu lugar. Depois de uma semana ela voltou pra casa, toda arregaçada não podia nem sentar!”
Assassinas, Mamonas.

Elton Tavares

Adeus, Negrete: Renato Rocha, ex-baixista da Legião Urbana é encontrado morto em Guarujá

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Por Mariane Rossi e Daniela Fiscarelli

O ex-baixista Renato Rocha, integrante da primeira formação da banda Legião Urbana, foi encontrado morto, na manhã deste domingo (22), dentro de um hotel em Guarujá, no litoral de São Paulo.

Segundo a Polícia Militar, o corpo encontrado encostado na porta de um hotel no bairro da Enseada, por volta das 8h30, era do músico que fez parte da primeira formação da banda. Informações obtidas preliminarmente pela polícia indicam que Renato teria morrido de causa natural.

Ainda de acordo com a polícia, o corpo foi encontrado por uma governanta que estava com Renato na pousada. O G1 localizou, na tarde deste domingo, a mulher que acompanhava o músico. Ela, que preferiu não se identificar, disse que ambos estavam há três dias na cidade. “Não posso falar muito porque não sou estou cuidando da parte burocrática. Estávamos em Guarujá há três dias. Ele não estava sozinho, mas não posso falar mais sobre o assunto”, disse.Renato_Rocha

A irmã do músico, responsável por administrar uma das páginas em homenagem a Renato nas redes sociais, postou uma mensagem falando sobre a morte do músico. “Renato faleceu nesta manhã, de parada cardíaca, em São Paulo. Vai com os anjos, Renato. Força ao seu casal de filhos, sua netinha, ao seu pai e aos seus demais familiares”, diz a mensagem.

Roberto da Silva Rocha, também irmão do ex-baxista, escreveu em uma rede social que está de luto. “Meu irmão acaba de falecer em sampa, ele foi baixista do Legião Urbana, Renato Rocha, Negrete”. Ele acrescenta ainda que o músico ‘deixa um casal de filhos e uma neta que não curtiu’.images (1)

Ainda segundo a polícia, o corpo foi removido do hotel e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do Guarujá. Ainda não há informações sobre local e horário do velório e do enterro do músico.

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Renato da Silva Rocha, conhecido também como Billy ou Negrete, tinha 53 anos. Ele era baixista e compositor do Legião Urbana, banda da qual fez parte da formação original ao lado de Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá.legio1

Renato, que afirmou em entrevistas enfrentar problemas com drogas, foi convidado em 2014 para uma participação no projeto Urbana Legion. Ele voltou aos palcos para tocar os sucessos do Legião Urbana junto com o também ex-integrante Eduardo Paraná.

Alguns dizem que Negrete saiu da Legião por não gostar da banda deixar de ser visceral para seguir uma linha mais “romântica”. Outros afirmam que Renato o afastou por ser “desagregador”.

Meu comentário: 

Renato Rocha fez escolhas erradas e levou azar por não ceder, como Dado e Bonfá, à tirania genial de Russo.A verdade downloadé que fiquei triste pelo desfecho da história de Negrete. Que ele siga em paz. A paz que não teve nesta passagem.

Um triste fim para um músico que esteve na formação inicial de uma das principais bandas do rock brasileiro e que, após ser afastado da banda no auge da popularidade no final dos anos 80 (saída cujos motivos são discutidos até hoje), tornou-se coadjuvante bissexto à mitologia do grupo, sempre ressuscitado em matérias do tipo “por onde anda?” ou entrevistas cheias de declarações sensacionalistas” – Melhor comentário, do blog Trabalho Sujo.

 

Elton Tavares

Fonte: G1

Encontrei o velho professor Edésio na Banda (escrevi “pra não passar em branco”)

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Eu e o querido professor Edésio – Foto: Patrick Bitencourt

 

Na última Terça-Feira Gorda, nós seguíamos na Banda, a rua cheia de gente, milhares fantasiados… E o Patrick diz: olha quem tá ali. Olhei para a calçada do antigo “Urca Bar” e… Égua! Avistei Edésio Lobato de Souza. Sim, o lendário professor Edésio. Fiquei feliz de vê-lo, pois o cara sempre foi porreta. Quem, como eu, estudou no Colégio Amapaense (CA) na primeira metade dos anos 90 entende o motivo de “lendário”.

Edésio foi um professor de matemática brilhante e diretor do velho CA por anos. Mesmo com as aulas particulares que frequentei na casa dele, no bairro do Trem, em meados de 1990, odeio matemática. Sempre odiei. Aliás, fui reprovado algumas vezes e nas outras passei raspando, isso na recuperação.

De tão engraçado e caricato, Edésio multiplicou amigos, adicionou admiradores, subtraiu tristezas e dividiu alegrias. Sim, ele era e é um cara pai d’égua. Apesar de irreverente, todos os seus alunos e colegas professores o respeitavam e respeitam.

Edésio foi um diretor que apoiava as atividades esportivas, gincanas, feiras de ciências ou qualquer programação que envolvia os alunos do CA. Além disso, era chapa de todos, quem ia pra diretoria levava uma senhora escrotiada, mas nada além disso. A não ser que fosse um caso grave e tals.

Não sei a idade do professor, mas certamente ele tem bem mais que 70 anos. Porém, o coroa estava firme e forte vendo a Banda passar e fantasiado de homem das cavernas. Ainda fez um barulhinho tipo grunhido do personagem de sua fantasia. Ele sempre foi uma figuraça.

Vida longa ao Edésio!

Elton Tavares

Há 18 anos, morreu Chico Science

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 Há exatos 18 anos, morreu em Recife (PE), Francisco de Assis França, o Chico Science. O artista foi vítima de um acidente automobilístico. Ele foi um cantor de estilo diferenciado e um compositor brilhante. Também foi o um dos colaboradores do Movimento Manguebeat, na década de 1990.

O artista fez parte da “Nação Zumbi” e deixou dois discos gravados: “Da Lama ao Caos e Afrociberdelia”. Seus dois álbuns foram incluídos na lista dos 100 melhores discos da música brasileira da revista Rolling Stone, elaborada a partir de uma votação com 60 jornalistas, produtores e estudiosos de música brasileira.

Eu e meus amigos curtimos muito o som que o cara fazia. Ele inspirou a banda de rock amapaense Little Big, que sempre tocava as canções da Nação Zumbi em seus shows, a gravar composições próprias (com caixas de marabaixo e outros instrumentos percussivos anticonvencionais).

Chico Science era irreverente, inteligente, crítico e talentosíssimo, foi um dos gênios da música brasileira e um dos ídolos da minha geração, apesar da passagem meteórica por essa vida. Ele morreu com 31 anos.

Como ele mesmo dizia: “sempre certo na contramão”, este era Chico Science. A ele, minhas homenagens. Valeu Chico!

Elton Tavares

257 anos de Macapá: Aniversário terá atividades culturais e esportivas

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Por Paula Monteiro

A capital com o privilégio de ter a orla banhada pelo rio Amazonas e ser cortada pela linha imaginária do Equador, completará 257 anos de fundação, na quarta-feira (4). Macapá, conhecida pela simplicidade e povo acolhedor será presenteada com uma programação cultural com direito a futlama, corrida, shows artísticos, pescaria e muito mais.

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Foto: Camila Karina

A festa começou no dia 1º de fevereiro e segue até o dia 8 do mesmo mês. No último domingo (1), a programação iniciou com a abertura da primeira Copa dos Campeões de Futlama, no Trapiche Elizer Levy, e contação de histórias e cinema, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU das Artes), zona Norte da capital. Nesta segunda-feira (2), o espaço cultural contará com mais um encontro para contação de história; às 16h, e cinema, às 19h.

No dia do aniversário (4), a festa começará cedo. Logo pela manhã, às 8h, acontece a tradicional pescaria na Praça Floriano Peixoto, aonde terá também atividades culturais, sociais e feira de artesanato que segue até as 13h. Quem preferir comemorar o aniversário com esporte poderá acompanhar a semifinal da Copa dos Campeões de Futlama (masculino) e a abertura da competição para a categoria feminina, no Trapiche Elizer Levy, às margens do rio Amazonas, a partir das 8h30.

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Foto: Elisama Jamile

No CEU das Artes a população ganhará serviços de corte de cabelo; de 8h ao meio-dia, torneio esportivos; de 9h às 12h, contação de história; a partir das 16h, aula inaugural do projeto ‘Descoberta e Formação de Novos Valores’, às 17h, shows artísticos de 18h às 22h. A festa em comemoração terminará com muito gingado e descontração, com samba no Mercado Central; a partir das 19h.

As comemorações seguem no sábado (7), com a semifinal da Copa dos Campeões de Futlama (feminino); às 10h, campeonato de skate, patins e BMX, no CEU das Artes; a partir das 16h e muita música na Praça da Bandeira, Centro da capital, com shows de rock, reggae e hip-hop, a partir das 19h.

No último dia da programação dedicada ao aniversário (8), haverá a Corrida Cidade de Macapá, a partir das 6h, com concentração e chegada no Complexo do Araxá. O Trapiche Eliezer Levi vai sediar a final da Copa dos Campeões, nas categorias masculina e feminina, a partir das 11h.

Fonte: Portal Amazônia

Há 46 anos, os Beatles se apresentaram pela última vez

 
No dia 30 de janeiro de 1969, uma tarde fria em Londres, no alto do edifício sede da Apple Records, os Beatles realizaram sua última apresentação para o “público”. Na realidade eles vinham de um trágico período de gravações e ensaios num estúdio londrino, onde gravavam o filme Let It Be. As sessões foram terríveis, pois além da figura de Yoko Ono (grudada em John Lennon 24 horas), a banda estava brigando muito entre si. Desde o Álbum Branco, os quatro já não se entendiam muito no estúdio. 
 
Quando decidiram que Let it Be deveria ser gravado no novo, porém precário Apple Studios, os Beatles também pensaram que poderiam agir normalmente. As sessões no prédio da Apple ocorreram com mais calma, tanto que a ideia de tocar no telhado do prédio veio do próprio Lennon. Antes, Paul McCartney tinha planejado realizar um concerto no final das gravações. Locais no mundo inteiro foram vistos para o show, porém a maioria deles não havia como, ou estavam com agendas apertadas. Então amargamente, os Beatles decidiram tocar no telhado do prédio. Até Harrison, avesso a shows, gostou da ideia. 
 
Naquela tarde fria, os primeiros acordes de Get Back foram fundamentais para que os moradores dos prédios vizinhos viessem até a sacada para dar uma olhada naqueles cabeludos tocando rock. 
 
Os Beatles tocaram durante 40 minutos, até a Polícia bater na porta da Apple e um nervoso Mal Evans tentando explicar que “Os Beatles” estavam tocando no telhado da Apple. Segundo o livro “The Beatles – Biografia” de Bob Spitz, a polícia nem sequer pediu para acabar com o show, apenas solicitaram que os Beatles abaixassem o volume dos instrumentos, eu disse abaixassem, porém, como eles eram, não houve acordo e o show teve que acabar antes que eles pudessem terminar o set previsto. 
 
O show foi adicionado ao filme Let it Be e na realidade é o que vale a pena naquele filme. As sessões de Get Back (Let it Be) foram finalizadas, porém os Beatles não deram importância para as fitas, entregando nas mãos de Glyn Jones e depois nas mãos de Phil Spector, que destruiu tudo que eles fizeram, enfiando orquestrações e um solo de guitarra metálico para Let it Be, na qual George odiou.
 
Meu comentário: Não lembro onde achei o texto acima, mas o republico aqui há uns cinco anos. Apesar de amar Led Zeppelin e Pink Floyd e Rolling Stones, para mim, os Beatles foram e sempre serão os maiores. O último show, no terraço, foi reconstituído no filme “Across The Universe”, onde a banda que interpretou os caras de Liverpool executou a canção “All You Need Is Love”. Após 46 anos, todos nós ainda curtimos o som dos besouros e sempre precisaremos de amor. 
 
Elton Tavares

Estádio Glicério de Souza Marques completa 65 anos (minha crônica sobre o Glicerão)

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Foto cedida pelo jornalista Edgar Rodrigues

 

O Estádio Municipal Glicério de Souza Marques completa hoje 65 anos de fundação. O local foi idealizado pelo governador Janary Gentil Nunes e fundado em 15 de janeiro de 1950. A arena teve momentos de glória e ainda hoje é palco de jogos do Campeonato Amapaense, Copão da Amazônia e amistosos. Ali foram disputados grandes clássicos com a participação de craques amapaenses.

O estádio possui as alcunhas de “Gigante da Favela” e “Glicerão”, como o estádio foi apelidado pela crônica esportiva. Lembro-me da minha infância com alegria. Eu e meu irmão fomos agraciados com excelentes pais, que nos proporcionaram tudo de melhor possível (e muitas vezes impossível, mas eles fizeram mesmo assim).GlicérioEstádioFotoElton

Entre tantas memórias afetivas estão as idas ao Glicerão. Meu pai, o saudoso Zé Penha, que também jogou no estádio quando foi goleiro amador dos clubes São José e Ypiranga, também jogou no Gigante da Favela. A gente ia ver os jogos do nosso Ypiranga – sim somos torcedores do Clube da Torre. Eu e o mano dávamos muito trabalho ao pai, sem falar o pede-pede. Era pirulito de tábua (aqueles marrons em forma de cone que são puro açúcar), picolé, pipoca, refri e churrasquinho. Era tão porreta!futebolfamília

Quando garotos, meu pai e tio Pedro Aurélio, seu irmão, jogaram no Glicerão. Assim como muitos jovens da geração dele. A qualidade do futebol era tão boa que a galera que não tinha grana até pulava o muro para assistir as partidas. Sem falar que o Glicério já foi palco de vários shows locais e nacionais. Afinal, o velho estádio está no coração de Macapá.

Aliás, lembro daquele muro desde que me entendo por gente, pois a casa da minha amada avó fica lado do Glicério.

É uma pena que o velho estádio permaneça em obras (há 10 anos!!!), que ainda, depois de 65 aos, as arquibancadas ainda sejam de madeira e o campo ruim. Um local que revelou jogadores como Bira, Aldo, Baraquinha, Marcelino, Jardel, Roxo (o primeiro amapaense que fez gol), Zezinho Macapá, Jasso, Miranda, entre tantos outros nomes importantes do futebol regional.

Naquele tempo rolava a charanga do A403481_396633090376919_482019539_nntônio Rosa, o Paulo Silva e o Humberto Moreira (lembro bem dos dois, pois sempre falavam com meu velho) faziam a cobertura dos jogos. O José Carlos Araújo exagerava na narração das partidas via rádio (a gente ia pro estádio com radinho na mão) e o Vicente Cruz (a quem meu pai chamava de “He-Man” do Pacoval) sempre filava uma cerva do meu coroa. Bons tempos!

O futebol amapaense encolheu depois do “profissionalismo”, a política entrou em campo e deu no que deu: tanto o Glicerão quanto seu irmão mais novo, o Zerão, vivem vazios. Muitos clubes desaparecem do cenário e emergentes como um tal de Santos tomam conta das competições.DSCN7473 (1)

Para mim, há tempos o futebol amapaense perdeu o encanto, o brilho, a mágica. Nem no rádio escuto as partidas. Nem mesmo era quando a coisa toda era amadora, mas muito mais levada a sério por atletas, técnicos, dirigentes e torcida. Na época em que o Zé Penha nos levava para assistir aos jogos no antigo Estádio Glicério, eu e Merson (meu irmão) assistíamos as partidas, brincávamos e nos divertíamos a valer.

Quando lembro tudo isso a alegria entra naquele campo, escalada pela nostalgia. Viva o Glicerão!

Elton Tavares

Hoje é aniversário de um gênio: David Bowie completa 68 anos

David Bowie, um dos caras mais fodas que anda sobre a terra, completa hoje 68 anos de vida. E que vida! Reverenciado pelos amantes do Rock, o velho “Camaleão” possui status de estrela de primeira grandeza no universo musical. Pois o cara é um genial louco varrido!

Puta compositor, cantor e músico, David também possui uma performance peculiar, muita atitude e um visual que encheu os olhos do mundo dos anos 60 pra cá. Com um estilo ímpar, foi o astro de Rock que mais mudou de cara e cabelos na história. Também revolucionou a história dos videoclipes algumas vezes.

Um cara que começou a tocar saxofone aos 12 anos e recusou quando a Rainha da Inglaterra o quis transformar em “Sir”. Para qualquer pessoa dispensar tal honraria seria algo inusitado. No caso dele, que é inglês, achei firmeza!

Além de ter feito tantas músicas incríveis e nos presentear com uma das melhores discografias da história, Bowie também é um cara firmeza, pois ajudou vários Brothers em suas respectivas carreiras. Ah, ele também desenha, pinta, é escultor e escritor.

Sua majestade David Bowie já abençoou artistas como: Lou Reed e Iggy Pop. Ele vendeu mais de 140 milhões de discos em toda sua carreira. Impressionante!

Por tudo que David fez nestas cinco décadas de rock’n’roll e o que ele representa para a história da música, digo:
não à toa, ele é um dos meus “heroes”. Longa vida ao papa da música pop, rock, arte e cultura. E palmas para o cara, que ele é PHoda!

*Ah, hoje também é aniversário do Elvis, mas eu gosto mais do Bowie.

Elton Tavares

Tragédia do Novo Amapá completa 34 anos

NA

Era noite de 6 de Janeiro de 1981, quando o barco ribeirinho Novo Amapá naufragou na foz do rio Cajari, próximo ao município de Monte Dourado (PA), levando as águas mais de seiscentas pessoas. Trezentas destas perderam a vida e dezenas passaram horas de pânico e desespero, imersas na água e na escuridão.

A embarcação, com suporte para transportar no Máximo 400 pessoas e meia tonelada de mercadoria, partiu do Porto de Santana com mais de 600 passageiros e quase um tonelada de carga comercial. Seu destino era o município interiorano de Monte Dourado, com escala em Laranjal do Jari.

A lista de passageiros, segundo a Capitania dos Portos na época, tinha registrado cerca de 150 pessoas licenciadas pelo despachante Osvaldo Nazaré Colares. Mas na embarcação havia mais de 600 vidas. O despachante (falecido em abril de 2001, vitima de Dengue Hemorrágica) afirmou que só foi informado da tal lista após já ter partido há certas horas e que a lista foi deixada sob sua mesa, quando ele estava ausente.

Segundo a lista da Capitania dos Portos do extinto Território Federal do Amapá, cerca de 650 pessoas embarcaram no Novo Amapá e menos de 180 puderam sobreviver.

O fato entrou em processo jurídico um ano depois da tragédia o advogado Pedro Petcov assumiu o caso, rolando pela Justiça federal por quase 15 anos. Após a morte do advogado em 1996, o caso foi arquivado sem ter alcançado o principal objetivo: indenizar os familiares das vitimas mortas e os sobreviventes.

Fonte: Portal Extra