Eua e Cuba reatam relações: O que eles disseram…

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“A mudança é ainda mais difícil quando nós carregamos a carga pesada da história nos nossos ombros. Mas hoje nós estamos fazendo essas mudanças porque é a coisa certa a fazer.”
Barack Obama, presidente dos Estados Unidos, ao anunciar o reatamento das relações diplomáticas com Cuba, restaurando os laços rompidos pelos dois país há 53 anos.

“Devemos aprender a arte de conviver de forma civilizada com nossas diferenças”
Raúl Castro, presidente de Cuba, em anúncio simultâneo ao de Obama.

Fonte: Espaço Aberto

Hoje é o Dia Nacional da Consciência Negra

O Dia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.

A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).

Algumas entidades como o Movimento Negro (o maior do gênero no país) organizam palestras e eventos educativos, visando principalmente crianças negras. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.

Outros temas debatidos pela comunidade negra e que ganham evidência neste dia são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc.

O dia é celebrado desde a década de 1960, embora só tenha ampliado seus eventos nos últimos anos.

Fonte: Wikipédia

Amapá terá exposição do livro ‘1283’ que conta a história do Rei Pelé


Pela primeira vez o Amapá recebe o livro ‘1283’ que conta a história do jogador Pelé, considerado por muitos como o rei do futebol. A obra ficará em exposição por dois dias em uma instituição de ensino superior de Macapá, localizada na Zona Norte da cidade, e será aberta para visitação pública na próxima quinta-feira (6).

Foram impressos 1.283 edições do livro, o mesmo número de gols marcados pelo camisa 10, que tem 500 páginas com 1.283 textos (em português e em inglês) contando histórias ‘pra lá’ de emocionantes do eterno craque do futebol brasileiro. Aline Burigo, responsável pela exposição do livro em Macapá, conta que será uma boa oportunidade de o amapaense conhecer a história do Rei Pelé, cuja carreira se encerrou há quase 4 décadas.

– Estamos muito lisonjeados de poder homenagear este grande brasileiro. Receber essa raridade nos permite valorizar a importância do esporte na trajetória de vida de pessoas como Pelé, que fez história no Brasil e no mundo. Para quem não conhece a história do rei do futebol talvez seja uma experiência única – afirma a diretora.
O livro ‘1283’ é digno de rei. O livro foi impresso na Itália com capa revestida de seda italiana, lombada em couro, estojo confeccionado artesanalmente e impresso em GardaPat Kiara – um papel fabricado às margens do lago de Garda na Itália. A obra chegou em Macapá no dia 31 de outubro.

– Originalmente a recomendação era que o livro fosse exposto apenas para os funcionários da Estácio Seama, mas entramos em consenso que esta grande obra tem que ser mostrada para todos. Por isso, abriremos dois dias de exposição para os alunos amapaenses – disse Aline Burigo.
Confira os dias e locais onde será exposto o livro ‘1283’:

Quinta-feira (6)
Local: Faculdade Estácio Seama 
Horário: 18h às 21h
Endereço: Avenida José Tupinambá, 1223, Jesus de Nazaré
Tel: (96) 2101-5151
Sexta-feira (7)
Local: Famap
Horário: 18h às 21h
Endereço: Rodovia Juscelino Kubitschek S/N – Km 02
Tel: (96) 3312-2200 

*Rafael Moreira, com orientação do editor Wellington Costa.


O filme do Tim Maia (Cinebiografia que quero muito assistir. E logo!)

 
Cinebiografia do cantor Tim Maia, baseada no livro “Vale Tudo – O Som e a Fúria de Tim Maia”, do jornalista, produtor e compositor Nelson Motta . O filme percorre cinquenta anos na vida do artista, desde a sua infância no Rio de Janeiro até a sua morte, aos 55 anos de idade, incluindo a passagem pelos Estados Unidos, onde o cantor descobre novos estilos musicais e é preso por roubo e posse de drogas. 
 
Mais grave, mais agudo, mais eco, mais retorno, mais tudo!” O grito de guerra de Tim Maia ainda ecoa nas festas de todas as gerações, idades e classes sociais, onde sua música é sinônimo de alegria e romance. Transgressor, amoroso e debochado, Tim se consagrou como um dos artistas mais queridos e respeitados da música brasileira. Desde a adolescência, quando desembarcou em Nova York sem falar uma palavra em inglês, Tim Maia sempre fez o que queria, com quem e quando queria, e pagou um preço alto por sua liberdade. Mas, depois de sua passagem, a música brasileira nunca mais foi a mesma. 
 
Trailer oficial: 
 
Meu comentário: Além de mestre do soul brasileiro e cantor super foda, Tim Maia foi uma figura irreverente e autêntica. O “síndico” era um cara cheio de personalidade e talento. Já tô doido pra ver o filme. Pois para sermos felizes, vale tudo!
 

História do Amapá: Os três delegados juntos


“Um registro histórico em que aparecem, nas imagens, os três delegados juntos. Delegados João Espíndola Tavares, Oscar e  Teobaldo Souza.

À esquerda, Delegado Espíndola (de branco) e Delegado Oscar (ao lado dele – só aparece o rosto) com a esposa Nairza. Junto à parede (atrás da mesa) dona Zezinha e Delegado Teobaldo; à frente (de roupa escura) Raimundo Nonato Silva Souza, um dos filhos do casal. Na outra mesa as irmãs Ivone e Rosa Souza, a prima delas, Janete Pinto, e à direita, a “irmã do coração” Catarina Mira. 

O rapaz que está por trás, não foi identificado” – João Lázaro, jornalista e editor do blog Porta Retrato: http://porta-retrato-ap.blogspot.com.br/2014/09/os-tres-delegados-juntos.html

R. Peixe volta a foz do Amazonas


Acervo do artista plástico R. Peixe chega ao Amapá dez anos após sua morte. As 118 peças, que inclui quadros e esculturas, na maioria inéditas, estavam na casa onde o artista viveu em Natal, Rio Grande do Norte e foram trazidas a Macapá pela família, que pretende leva-las a exposição pública ainda este ano.

Além da exposição, o esforço da família em trazer o acervo inédito, se concentra na criação da Fundação Cultural R. Peixe, com reunião para ultimar os detalhes burocráticos agora no dia 30 de setembro.

“Esta fundação pretende reunir em um mesmo local uma exposição permanente do artista  com obras de artes e também realizar cursos de artes para crianças, jovens e adultos. Convidamos todos os segmentos artísticos para participar da reunião e somar com o projeto”, disse Beto Peixe, filho do artista.


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O trabalho de R. Peixe, como pintor e mestre, ajudou a formar toda uma geração de artistas que hoje compõem a cena das artes visuais amapaense. Suas obras servem de legado às gerações futuras pelo traço contemporâneo que carregam.
“O público terá acesso a obras nunca divulgadas e que ficaram guardadas durante dez anos. Até dezembro pretendemos realizar a exposição, que terá que ser dividida em três momentos, devido a grandiosidade do acervo”, enfatizou Beto.

Vida e Obra

Nascido em São Caetano de Odivelas, Pará, para morrer em Natal no ano de 2004, R. Peixe é conhecido principalmente pela sua vocação às artes plásticas, que retratam os pontos turísticos do Amapá. Entretanto, dedicou sua vida a outras três vertentes: futebol, carnaval e o mundo empresarial.

O artista paraense chegou ao Amapá no ano de 1953, já casado com Maria de Nazaré de Souza Almeida com quem teve seis filhos: Irezenilda, Sidney, Irenilda, Reginaldo, Heliberto e Idezenilda. Dois deles herdaram o sangue artístico do pai: Betto Peixe (Heliberto) e Ire Peixe (Irenilda).

Procurando aprimorar-se, entrou para a Escola Nacional de Belas Artes em 1963, porém cursou até o 4º ano. Realizou sua primeira exposição Individual em 1964, na sede do Esporte Clube Macapá.

R. Peixe também se projetou internacionalmente participando de uma exposição coletiva em Caiena, na Guiana Francesa, ao lado de artistas de quase todas as partes do mundo. Suas telas foram vendidas para França, Japão, Estados Unidos e Itália.

A arte impressionista do caboclo R. Peixe impressionou até mesmo o Presidente da Republica, na época Emílio Médici, que recebeu o artista em audiência, em 1973, agraciando-o com uma bolsa que lhe propiciou concluir os estudos na Escola Nacional de Belas Artes. Naquele mesmo ano, R. Peixe fundou a Escola Cândido Portinari, tornando-se professor de 1973 a 1981.

Na década de 1990 o artista mudou para a cidade de Natal, no Rio Grande do Norte e logo começou a trabalhar intensamente para divulgar os costumes e as tradições do Pará, Amapá e Rio Grande do Norte em telas e esculturas que retratam a vida dos estados por onde passou.

Raimundo Braga de Almeida era apaixonado por Natal, mas a cidade de seu coração era Macapá, onde foi sepultado e velado no dia 4 de março de 2004.

Para quem ainda não conheceu suas obras, basta apenas visitar qualquer órgão público do estado do Amapá ou a sala de embarque do aeroporto de Macapá que poderá apreciar um pouco da beleza de sua arte.

Mais informações: Cinthya Peixe (8119-5552).

*Fotos e imagens de obras de arte encontradas no blog do Fernando Canto, Amapá minha Terra e Porta Retrato.

Liverpool começa a ‘Beatleweek’, semana de homenagens aos Beatles


A cidade de Liverpool, na Inglaterra, começa nesta quarta-feira (20) a “Beatleweek”, uma semana em que bandas de mais de 20 países e fãs de todo o mundo se reúnem para homenagear os Beatles. A programação tem shows, exposições ou palestras de ilustres convidados.

Repetindo um evento que acontece há 30 anos, sempre durante o mês de agosto, fãs do quarteto invadem as ruas dessa cidade ao norte do país. Nos sete dias de festa, vários vêm caracterizados de John Lennon, George Harrison, Ringo Star e Paul McCartney.

A realização da “Beatleweek”, que ocorre até 26 de agosto, não é uma coincidência: este mês foi determinante na carreira do grupo britânico. Em 18 de agosto de 1962, Ringo Star tocou pela primeira vez como membro do quarteto.

Um dos principais palcos dessa festa, que conta com mais de 15 horas de música ao vivo a cada dia, é o The Cavern Club, onde o quarteto fez seus primeiros shows e onde atuaram ao vivo pela última vez há 51 anos.

Entre os eventos mais especiais desta edição, estão: “Paul McCartney, a retrospective”, em cartaz nas salas do Royal Court, e a convenção anual “Beatles all day”, no Hotel Adelphy.

Os visitantes poderão também desfrutar das canções mais emblemáticas do quarteto em um dos palcos mais singulares desta semana, o restaurante Alma de Cuba.

Em paralelo à realização da “Beatleweek’, Liverpool também sediará a Convenção Internacional e o Festival Internacional de Música, cuja programação inclui diversos shows gratuitos no Sefton Park.

Meu comentário: John Lennon e companhia nos ensinaram que devemos valorizar o amor, sermos críticos e termos ideais. Eles cantavam “All you need is Love” e após 45 anos, continuamos e sempre precisaremos de amor. E como!

Portanto, nossos aplausos e agradecimentos aos geniais caras de Liverpool. Viva os Beatles! 


Estudantes macapaenses da década de 60 são retratados em livro


Os sonhos, dificuldades e projetos dos jovens amapaenses que saíram do Território do Amapá na década de 60 para estudar, após terminar o segundo grau, foram registrados no jornal A Voz Católica, na Coluna de Férias, escritos por Raimundo Viana Pereira. As entrevistas, que serviram de incentivo para que muitos partissem para outros estados, de onde voltavam no período das férias, foram republicadas no livro Reminiscências de um Jornalista, que o autor lança nesta segunda-feira, 4, na Biblioteca Elcy Lacerda.

Na época, na capital do Território, as poucas escolas só ofereciam até o ensino médio, o que dava aos moradores duas opções, se conformar e arrumar um emprego, ou seguir para outros estados e concluir os estudos. Raimundo Viana, após chegar em Macapá a convite de um amigo da família, que enxergou no adolescente de Cametá um potencial, viu as portas se abrirem, e junto com outros jovens foi pioneiro ao mostrar para o Brasil que no Território havia pessoas dispostas a crescer na vida.

Raimundo fez parte da famosa Turma do Buraco, que era um incentivo do Governo Territorial para que jovens plantassem as árvores no centro, onde começou a conviver com outros que formavam a juventude promissora da cidade. De lá, recebeu o convite e foi parar no gabinete do governador Terêncio Porto, onde conheceu os redatores Alcy Araújo e Artur Nery Marinho, que despertaram em Raimundo a paixão pelo jornalismo, e começou a escrever para os jornais A Voz Católica e Mensagem do Amapá.

A missão dada pelo governador, para que acompanhasse um visitante, deu ao autor a oportunidade de estudar no Rio de Janeiro. “Quem eu estava acompanhando era sobrinho do governador, que fez o convite. Terêncio Porto me disse que eu podia levar mais um amigo, e eu escolhi Urubatan Coutinho. Mas no caminho de casa encontrei Nestlerino Valente, que se ofereceu para ir também. Ao fazer a proposta para o governador de irmos os três, ouvi que Nestlerino era subversivo, e se manifestava contra o governo. Então argumentei que era melhor ele longe daqui. E fomos os três”, conta o autor.

Na então capital do Brasil, Raimundo seguiu a paixão e foi estudar jornalismo, e outro amor, a hoje esposa, Maria Zeuza Cavalcante, namorada do colégio, o fez exercer a escrita nas longas cartas que chegavam via correio. Junto com as correspondências, vinham os textos manuscritos para A Voz Católica, que ela datilografava e entregava para o padre Caetano Maiello. As dificuldades que os estudantes passavam, o esforço para se formar, as brincadeiras da época, tudo foi registrado na Coluna de Férias.

Os 21 entrevistados são pessoas de renome na cidade, como o médico Artur Torrinha, o filósofo Guilherme Jarbas, o professor José Figueiredo, o Savino, engenheiro Manoel Duca, os agrônomos Iraçu Colares e Walter Sobrinho, entre outros pioneiros. Alguns, Raimundo voltou a entrevistar depois, já com a vida consolidada. Além das entrevistas, que retratam a vida época, o livro traz notas da sociedade estudantil, dos nomes dos aprovados nos vestibulares, até das vitórias dos desportistas.

Raimundo seguiu o caminho profissional na área de contábeis, onde exerceu uma brilhante carreira, mas nunca esqueceu o jornalismo nem a vida em Macapá. “Fiz minha vida no Rio de Janeiro, mas nunca esqueci esta cidade e sempre volto. Resolvi reunir as entrevistas no livro porque é um importante registro da época, saber como pensavam os jovens sobre o futuro. E saber que a maioria está bem e soube aproveitar e muito importante, porque fomos pioneiros e temos que dar exemplos”, disse o autor. 

Mariléia Maciel – Jornalista

Adios, Tommy Ramone, membro original e baterista do Ramones(1949-2014)


Tommy Ramone, ex-baterista e produtor do Ramones, morreu nesta sexta-feira, 11, em decorrência de um câncer no ducto biliar. Segundo informações do site da revista Variety, o músico tinha 65 anos e estava em casa, na cidade de Nova York, nos Estados Unidos, fazendo tratamentos paliativos contra a doença.

Nascido na Hungria, Erdélyi Tamás – nome de batismo de Tommy – participou dos três primeiros álbuns de uma das bandas mais influentes da história do punk – Ramones (1976), Leave Home (1977) e Rocket to Russia (1977) – e coproduziu os dois últimos discos ao lado de Tony Bongiovi e Ed Stasium, respectivamente. O baterista também compôs sucessos como “I Wanna Be Your Boyfriend” e “Blitzkrieg Bop”. Tommy Ramone deixou o Ramones para trabalhar apenas como produtor e foi substituído por Marc Bell (Marky Ramone), um ex-membro da Richard Hell & the Voidoids.

Uma nota oficial foi compartilhada na página da banda no Facebook: “É com tristeza que anunciamos a morte de Tommy Ramone, o baterista original do Ramones, nesta sexta-feira, 11 de julho de 2014”. A mensagem ainda reproduz uma frase de 1978, que é atribuída ao músico: “Ramones não era apenas música: era uma ideia. Era o ato de trazer de volta ao rock todo o sentimento que estava faltando – foi uma explosão para dizer algo novo e diferente. Originalmente, era apenas uma coisa artística; depois, finalmente senti que era bom o suficiente para todo mundo”.

O Twitter oficial do Ramones também noticiou a morte de seu icônico baterista. “Estamos tristes de anunciar o falecimento do baterista fundador dos Ramones, Tommy (Erdelyi) Ramone”.

Sobre o Ramones:

O seminal grupo de punk rock foi criado em 1974, na cidade de Nova York, pelo vocalista Joey Ramone, que morreu em 2001, vítima de um linfoma, e seus companheiros, o guitarrista John Cummings (Johnny Ramone), que morreu em 2004 também por decorrência do câncer, o baixista Douglas Colvin (Dee Dee Ramone), morto por uma overdose em 2002, e Tommy. A banda acabou em 1996 após uma turnê realizada junto ao festival Lollapalooza.

Uma história da Copa de 74 no Amapá

Por Humberto Moreira

Foi a Copa de 74, na Alemanha, que motivou o então governador do Território Federal do Amapá, Arthur Henning, a comprar os equipamentos de TV para a exibição dos tapes do Brasil naquele Mundial. 

Em campo o time não foi bem e perdeu para a Holanda nas quartas de final. Os jogos eram gravados em Belém (PA), que já recebia imagens por satélite. E um avião do Serviço de Transportes Aéreos do Território trazia a fita para ser exibida aqui com todo mundo sabendo o resultado, pois a Rádio Difusora de Macapá retransmitia as partidas. 

Depois da Copa o governo vendeu os equipamentos ao empresário amazonense Filipe Daou que inaugurou a TV Amapá em janeiro de 75. 

Walter do Carmo: desbravador, pioneiro, construtor e piloto de avião (texto da @MarileiaMaciel)


Nascido em Prainha, no município de Monte Alegre, no estado Pará, Walter Pereira do Carmo conhecia o recém-criado Território do Amapá por vir com os pais visitar parentes em Mazagão Velho. Aos 17 anos, já funcionário público com formação técnica em agrimensura, começou, sem saber, a traçar seu caminho para o Amapá. Dizem que sua vinda definitiva deu-se ao cumprir uma missão da antiga Comissão de Rodagem do Pará, que depois  seria transformada no DEER (Departamento Estadual de Estradas de Rodagem). A missão era, justamente, entregar o projeto da BR 156.

Era o decisivo 1952, e Walter, com 22 anos, foi convidado pelo então governador Janary Nunes, para ficar no Amapá.  Aceitou e começou a trabalhar no ramal do Aporema e na manutenção do trecho da outrora BR 15, que só chegava até a Base Aérea do Amapá. Foi naquele município que conheceu Helita Ferreira dos Santos, filha de um pecuarista da cidade de Amapá, com quem casou seis meses depois, sendo o governador Janary Nunes um dos padrinhos. Dessa união nasceram sete filhos, Margareth, Walter Júnior, Waldenawer (Keky), Mariângela, Wank, Márcia e Walber.

Em 1958 surgiu a oportunidade que mudaria o rumo de sua vida e dos amapaenses.  Pauxy Nunes, irmão de Janary, assumiu o governo e priorizou a continuação da abertura da rodovia em direção ao Oiapoque, que passava em aldeias indígenas. O medo de enfrentar os índios, que tinham pouco contato com a civilização, dificultava a contratação de empresa. Sem dinheiro, mas muita vontade de começar o serviço, fundou a Construtora Comercial Carmo LTDA.

“Aqui chegamos e muito mais longe iremos”. (Walter do Carmo, ao chegar em Oiapoque)

Em 1958 as máquinas pesadas, nunca antes vistas por aqui, chegaram via marítima, e o serviço começou. A estrada era aberta até Amapá, e a missão era chegar até a fronteira. Foram meses embrenhado nas matas com homens e equipamentos, abrindo o caminho que até então era percorrido por poucos. Entre Macapá e Amapá, já chefe de família, Walter do Carmo viveu todas as particularidades de um desbravador, quando o mundo oferecia poucos recursos para aventura, como a abraçada pelo então empreiteiro.

 “Nunca fui rico, apenas tinha crédito na praça”. (Walter do Carmo)  

No dia 24 dezembro de 1974, em um pequeno Jeep, Walter do Carmo, na companhia de Zé Grande e do mestre Ouvídio, escoltados por uma Toyota, dirigida por Vicente Cabraia, conseguiram chegar até o Oiapoque. E após dezesseis anos, como foi acertado com Janary Nunes, a BR156, que liga Macapá à fronteira foi entregue ao então governador Ivanhoé Martins.

Além da BR 156, Walter do Carmo foi o responsável por levar o progresso para outros cantos do Território. Foi ele quem abriu os ramais para que veículos entrassem mais facilmente nos municípios de Amapá e Calçoene, Base Aérea do Amapá e para a localidade de Lourenço. Construiu ainda campos de pouso em Tartarugalzinho, Calçoene e Cunani.

Tudo corria bem até que o contrato com o Governo foi reincidido na administração de Artur Azevedo Hening, em 1975, ignorando uma das cláusulas do contrato que previa o translado do maquinário para a capital. As máquinas utilizadas na construção da BR 156 ficaram abandonadas ao longo do primeiro traçado da estrada e jamais foram recuperadas. Pela quebra do acordo contratual foi movida uma ação contra o Território, que foi vencida pelo empresário muitos anos depois, quando a Construtora Comercial Carmo LTDA já estava fechada. O dinheiro serviu para pagamento de indenizações trabalhistas e multas do INSS.

Construtor, pioneiro, desbravador e aviador

Nos anos 70 construiu as tradicionais escolas José de Alencar, José de Anchieta, Antônio João, Princesa Isabel e Castelo Branco. Além do primeiro Ginásio coberto da cidade, o Paulo Conrado Bezerra e os clubes mais bem frequentados, Círculo Militar, Macapá e Amapá Clube. Além de desbravador e construtor, Walter gravou seu nome na história do Amapá como pioneiro, palavra que levava ao pé da letra. Foi um dos fundadores do Lions Clube, Maçonaria, Igreja Messiânica, e sua paixão: o Aeroclube.

Realizou um sonho de infância em seus anos de ouro, quando tornou-se aviador. Ao conhecer o boliviano, Capitão Belarmino Bravo, juntou seu desejo e espírito empreendedor, à paixão do visitante, e juntos formaram a primeira turma de pilotos “brevetados” da cidade, e fundaram o Aeroclube de Macapá, em 1956. Na turma estava Hamilton Silva, que morreu em 1958, no acidente de avião em que também faleceram o deputado Coaracy Nunes e  seu suplente, Hildemar Maia. Diziam na época que estava prevista a ida de Walter do Carmo nesta viagem.

 “Prefiro dormir sem ceia do que acordar com dívida” (Walter do Carmo)

Em 1985 o governador Jorge Nova da Costa, acreditando em seu potencial, deixou sob sua responsabilidade o asfaltamento de 50 km da BR 156, e Walter do Carmo foi buscar no Paraná a  empresa CR Almeida para o serviço. No ano de 2003 o governador Waldez Góes o nomeou assessor especial, como conselheiro da gestão, cargo com que sobreviveu até 2010. Ao morrer, no último dia 14, recebia apenas a pensão do INSS.

A ação de milhões ajuizada pelos associados e familiares do Aeroclube, por ter o Governo do Amapá instalado órgãos públicos, hoje Centro Administrativo, na avenida Fab, sem desapropriar a área,  ainda corre na Justiça do Amapá. Além dos sete filhos com Helita, entre eles o Keky, médico recém-formado falecido há 28 anos, Walter deixou mais dois filhos, Walmir e João Vitor.

Texto da jornalista Mariléia Maciel 
Fotos (clique nas imagens para melhor visualizá-las) do acervo da família de Walter do Carmo

A reação do Punk Rock (Por Adnoel Pinheiro)


Na cidade de Nova York, a blank generation representados pelos grupos Television, Patti Smith e Richard Hell estavam cansados da sofisticação e superficialidade da cultura pop e deram início ao movimento minimal aderindo uma postura existencialista e com letras mais diretas e cruas, sem efeitos tecnológicos. Dentro desse contexto Malcolm Mclaren, idealizador da banda Sex Pistols presenciava o fracasso de seu grupo proto-punk, o New York Dolls, e voltava para Londres com a idéia que ainda havia espaço para a criação de mais um movimento contracultural, que foi aproveitado pelos Ramones em 1976, considerado o precursor do punk nos Estados Unidos.

O movimento punk foi delineado por estratégias de marketing muito bem- cuidadas; caso contrário, não haveria possibilidade do movimento furar o bloqueio comercial imposto pelos meios de comunicação e pelas gravadoras para criar um novo mercado.

Com a explosão do movimento punk em 1976 a impressa não queria escrever sobre o assunto. O espírito da época correspondia ao desemprego e à onda terrorista na Europa. Retomando o estilo básico de guitarra, baixo, bateria e vocal, munidos de roupas sujas e amplificadores baratos, no início a maioria das bandas não tinham dinheiro para gravar seus discos, mas ganhavam cada vez mais as páginas da imprensa pelas atitudes agressivas e repulsivas atraindo gravadoras independentes.

Em 1976 o punk foi uma revolução mais pelo estilo de vida agressivo, roupas e atitudes, do que por suas “idéias anarquistas” ligadas mais a transgressão do que no sentido político e partidário como muitos vieram a confundir posteriormente.

As gangues e as pequenas organizações ligadas ao movimento começaram a organizar seus próprios grupos musicais, surgiram então os primeiros fanzines e as gravadoras independentes tudo na maneira do “faça você mesmo” sem um guia do politicamente correto, tratava-se de uma guerrilha do jovem contra o sistema, que utilizariam o som e as idéias punks como armas.

Adnoel Pinheiro, jornalista amante e estudioso do Rock and Roll

10 grandes momentos do rock

Por André Barcinski

Benjamin Franklin “descobre” a eletricidade (junho de 1752)

O velho Ben soltou uma pipa no meio de uma tempestade e mudou o mundo. (Sem ela não ia rolar tocar guitarra elétrica, né?)
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Elvis grava um disco para a mãe (4 de janeiro de 1954)

Um caminhoneiro pobre entra nos estúdios da gravadora Sun, em Memphis, e grava um acetato para dar de presente à mãe. Meses depois, quando precisou de um cantor para gravar um compacto, o dono da Sun, Sam Phillips, lembrou-se do rapaz, Elvis. Nascia o rock’n’roll

Morte de Buddy Holly (3 de fevereiro de 1959)

Buddy Holly, Ritchie Valens e Big Bopper morrem num desastre de avião, depois de um show. Foi a primeira grande tragédia do rock, um evento que ficou marcado como “o dia em que a música morreu”

Beatles aparecem no programa de Ed Sullivan (9 de fevereiro de 1964)

Mais de 50 mil fãs brigaram pelos 703 ingressos disponíveis no estúdio da CBS. Os Beatles cantaram cinco músicas e foram vistos por 73 milhões de americanos. Nascia a Beatlemania

Beatles encontram Bob Dylan (28 de agosto de 1964)

Num hotel de Nova York, o quarteto de Liverpool foi apresentado ao maior bardo do rock e, pela primeira vez, fumaram maconha. O encontro motivou o grupo a abandonar as canções adolescentes. Ali começou a fase psicodélica dos Beatles

Woodstock: lama e paz (15 a 17 de agosto de 1969)

O auge do sonho hippie: meio milhão de pessoas se reuniram para celebrar a paz e o amor, sem policiais ou chuveiros para atrapalhar. Foram três dias de lama, drogas e muito rock’n’roll, ao som de The Who, Jimi Hendrix, Santana, Joe Cocker, Creedence Clearwater Revival, Janis Joplin, Grateful Dead e muitos outros

Altamont: violência e morte (6 de dezembro de 1969)

O fim do sonho hippie: concebido pelos Rolling Stones, o festival de Altamont terminou em tragédia quando uma gangue de motoqueiros da facção Hell’s Angels, contratada para fazer a segurança do evento, matou a pauladas um jovem negro. Outras três pessoas morreram na noite: duas atropeladas enquanto dormiam e uma terceira afogada

Sex Pistols xingam a Rainha DA INGLATERRA (maio de 1977)

Em uma esperta jogada de marketing, os Pistols lançaram o compacto “God Save the Queen” a tempo de esculhambar as comemorações do Jubileu da Rainha. O disco foi banido das rádios do país, mas tornou-se o segundo mais vendido

Estréia da MTV (1 de agosto de 1981)

Antes da MTV, o principal meio de divulgação para artistas era o rádio. Logo as gravadoras perceberam o potencial do novo canal e passaram a investir mais em clipes. A imagem de uma banda passou a ser tão importante quanto sua música. Surge a “geração MTV” com estrelas como Madonna, Duran Duran, Prince e Michael Jackson

Michael Jackson compra o catálogo dos Beatles e Elvis Presley (setembro de 1985)

Michael comprou o catálogo com as músicas em 1985 por cerca de 48 milhões de dólares. Em 2008,o seu valor era estimado em mais de US$1 bilhão. Em 1991, ele vendeu metade dele para a Sony por 100 milhões e, mais tarde, deu os outros 50% por causa de enormes dívidas que havia acumulado.

Morre Rubin Carter, o ”Hurricane”, símbolo de liberdade. Adios, Furacão!


Símbolo de liberdade, ex-boxeador Rubin Carter, o ”Hurricane” (Furacão) morreu ontem (20), em Toronto (Canadá). Ele tinha 76 anos e lutava contra um câncer de próstata. Em junho de 1966, ele era um forte candidato ao título mundial de boxe, mas foi preso no mesmo ano, acusado de assassinato em primeiro grau de três pessoas brancas. 

Quando as três pessoas são assassinadas num bar em Nova Jersey (EUA), Hurricane passou, de carro, próximo ao local do crime. Carter foi erroneamente preso como um dos assassinos e condenado à prisão perpétua, por motivação racista: os jurados eram brancos. Anos mais tarde, o Furacão publicou um livro chamado “The 16th round”, em que conta todo o caso.

A obra inspirou um adolescente do Brooklyn e três ativistas canadenses a juntarem forças com Rubin para lutar por sua inocência.

Ele foi declarado inocente e libertado em 1985. A Associação de Defesa das Vítimas de Erros Judiciais (AIDWYC), da qual “Hurricane” Carter foi diretor executivo de 1993 a 2005, afirmou em seu comunicado sobre o falecimento do Furacão: “Descansa em paz Rubin, teu combate terminou, mas nunca será esquecido”. 

Cinema

Depois de ler a autobiografia publicada enquanto Carter ainda estava preso, Bob Dylan escreveu em 1975 a canção “Hurricane” sobre a vida de Carter, que virou um símbolo da injustiça. Bob Dylan foi processado pela Patty Valentine, por ter usado seu nome na música.

A história também inspirou um filme do diretor Norman Jewison, “Hurricane: O Furacão” (1999), com a atuação brilhante de Denzel Washington como Rubin Carter, rendeu ao astro do cinema o Globo de Ouro de melhor ator e uma indicação ao Oscar.

Além do filme e canção, a história rendeu alguns livros. 

Hurricane foi campeão mesmo não disputando o cinturão. Ele lutou contra algo muito mais poderoso, que assola não só seu país, mas o mundo. O racismo está presente sempre e são caras como Rubin Carter que nocauteiam tais idiotices. Adios, Furacão!

Fontes: Estadão, UOL e minha cachola. 

Elton Tavares