Há 18 anos, os negros da África do Sul ganhavam o direito de votar

Em 18 de novembro de 1993, o Governo e a oposição negra acordam nos mecanismos que garantam a transição para um sistema político não discriminatório na África do Sul. Foi criado então um Comitê Executivo Intermediário, com maioria negra, para supervisionar as primeiras eleições multipartidárias e multirraciais, e é criado, também, um organismo que fica encarregado de elaborar uma Constituição que garanta o fim do Apartheid.


O Apartheid (separação) foi um regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 (46 anos) pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul, no qual os direitos da grande maioria dos habitantes foram cerceados pelo governo formado pela minoria branca.

A ação culminou com a realização de eleições multirraciais e democráticas em 1994 (há 17 anos), que foram vencidas pelo Congresso Nacional Africano, sob a liderança de Nelson Mandela.

Meu coment: É sempre bom lembrar para que nunca mais aconteça, seja por causa da raça, opção sexual ou religiosa. Chega de loucuras!

Fonte: Wikipédia

Loucura religiosa

Há 33 anos, o “líder religioso” Jim Jones induziu 900 fiéis a cometerem suicídio. Loucura coletiva em nome de Deus, acho pouco provável que Ele queria uma coisa dessas. Deixo o recado aos fanáticos de qualquer religião, que nunca mais se repita. É estupidez trágica.
Elton Tavares

Joey e Johnny Ramone

Dez anos sem Joey Ramone. Dez anos. Como passa rápido.Em janeiro de 2001, eu editava um site e estava trocando e-mails diariamente com Joey Ramone. Queria que ele escrevesse uma coluna semanal para o site.A idéia era fazer uma coluna de tema livre. Joey poderia falar sobre o que quisesse. Claro que a coluna acabaria sempre em música. O cara só pensava nisso.

Joey morava na Rua 9, a poucos passos de St. Mark’s Place e do Bowery, no meio do burburinho alternativo de Nova York. Era a região dos clubes ― Continental, Coney Island High e, claro, o CBGB’s. No bairro havia também incontáveis lojas de disco e DVDs. Joey estava em casa.
Não era difícil encontrá-lo andando pela rua ou checando a Kim’s Video atrás de algum filme de terror bizarro. Ele fazia parte da paisagem local.Na época, Joey já lutava contra um linfoma. Sua saúde frágil foi uma das razões para o fim dos Ramones, cinco anos antes. O cara não agüentava mais excursionar.

Depois do fim dos Ramones, ele continuou ligado à música, mas tirou o pé do acelerador. Estava cansado. Mesmo assim, fazia shows, produziu um disco de Ronnie Spector e ajudava uma banda chamada The Independents, que adorava.

Fui visitá-lo algumas vezes em seu apartamento. Era um apê muito bem arrumado. Nem parecia que um punk morava ali. Nas paredes, uma coleção de pôsteres originais de shows do Fillmore: The Doors, Jimi Hendrix, Grateful Dead. Discos estavam sempre espalhados pela casa. Ele ouvia música o dia todo.

Joey não gostava muito de falar do passado. Preferia conversar sobre seus projetos atuais.Mas confessou que o fim dos Ramones não tinha sido o que ele esperava.

Para quem não lembra, o último show da banda rolou em Los Angeles, em 1996.E por que em Los Angeles, e não em Nova York? De fato, não fazia sentido a banda mais nova-iorquina do mundo encerrar a carreira do outro lado do país.

Acontece que Johnny Ramone havia se mudado para a Califórnia, e se recusava a sair de lá. Ou era lá, ou não haveria show de despedida. Joey, que sonhava com um concerto no Madison Square Garden, teve de engolir.

Não é segredo pra ninguém que Joey e Johnny não se bicavam. Eram os verdadeiros donos da banda, os dois integrantes originais que resistiram até o fim. E mal se falaram por 20 anos.

Não podia existir dois caras tão diferentes: Joey era de esquerda, Johnny, de direita. Joey odiava esportes, Johnny era louco pelos Yankees. Joey era mais aberto, falava com todo mundo, enquanto Johnny era caladão e na dele. Pra piorar, a namorada de Joey o havia largado por Johnny e casado com ele.

A bem da verdade, Johnny sempre foi ― pelo menos comigo ― um cara 100%. Era fechadão, mas quando o papo chegava em rock dos anos 60 ou filmes de terror, se abria. Era muito fã de Zé do Caixão e tinha uma coleção gigante de filmes antigos. O que ninguém sabia, na época, é que Johnny também batalhava um câncer de próstata, que o mataria em 2004.
Quando os Ramones acabaram, Johnny abandonou a música: vendeu suas guitarras Mosrite (dizem que para Eddie Vedder) e passou seus últimos anos no sol californiano, ao lado de amigos como John Frusciante, Lux Interior e Poison Ivy e, acredite, Lisa-Marie Presley.

Já Joey, numa manhã de janeiro, depois de uma nevasca que deixou as ruas de Nova York cobertas de gelo, correu para pegar um táxi, escorregou e tomou um tombo feio. Quebrou a bacia e foi levado para um hospital, de onde só saiu morto.

Foi homenageado com um trecho de rua batizado em seu nome. A placa ― Joey Ramone Place ― tem o privilégio de ser o sinal público mais roubado da história da cidade de Nova York. Tanto que a prefeitura, cansada de substituí-la, mandou colocá-la a quatro metros do chão.
“Agora, só jogadores da NBA conseguem ler a placa”, brincou Marky Ramone. Nem Joey, que media quase dois metros, conseguiria ler o próprio nome…

André Barcinski 

Há 20 anos, Nirvana era expulso da própria festa de lançamento do “Nevermind

Kurt Cobain, na noite de lançamento do disco que se tornaria um dos maiores álbuns do Rock.
13 de setembro de 1991: há exatos 20 anos, Kurt Cobain, Dave Grohl & Krist Novoselic estavam no Re-Bar – famosa e bizarra casa de shows de Seattle (onde a programação vai desde sarau de poesia a shows de striptease) – para a festa de lançamento de “Nevermind”, álbum que seria lançado oficialmente 11 dias depois e elevaria o Nirvana à condição de banda mais importante do mundo naquela época.

Na festa, realizada numa sexta-feira 13, tinha muita bebida e comida, tipo lanchinho. Aliás, a comemoração acabou por causa desses lanchinhos: dizem, houve uma guerra de comida de proporções caóticas e a farra terminou quando um segurança tirou o Nirvana de lá, sem saber que o Nirvana era o Nirvana hahaha.

Reza a lenda que Kurt confidenciou a um amigo próximo naquela noite que, com “Nevermind”, ele seria em breve tão famoso quanto o Axl Rose, que era o “cara” da época. Muita gente, óbvio, achou que era piada.

Por aí a fora (em homenagem ao comandante Barcellos)

                                                               Foto: Elton Tavares
Hoje (16), o ex governador do Amapá, Annibal Barcellos foi sepultado no Cemitério Nossa Senhora da Conceição, em Macapá. Centenas de pessoas compareceram ao seu velório, realizado na Assembléia Legislativa do Estado (ALE/AP). Na ocasião, o governador do Amapá, Camilo Capiberibe, anunciou o que Rodovia Norte Sul, que é uma das grandes obras da gestão atual, receberá o nome do saudoso comandante. Uma justa homenagem!
O cortejo, com direito a homenagens em frente ao Palácio do Setentrião, foi acompanhado por políticos, empresários e centenas de populares.  O enterro do comandante contou com honras militares, já que Barcellos era oficial da Marinha do Brasil.
Foto: Elton Tavares
Durante os discursos das autoridades presentes no velório do falecido comandante, todos mencionaram que Barcellos construiu prédios públicos e estruturou o então Território Federal do Amapá para tornar-se Estado. Mas o ex governador fez muito mais que isso, leiam o texto do meu, tio Pedro Aurélio Penha Tavares, que hoje é auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mas foi chefe de Gabinete e secretário de Estado da Administração do velho comandante:
Por aí a fora
                                                      
Comandante Barcellos – Imagem : Google.
Além de todas as obras realizadas pelo comandante Barcellos, visando a estruturação do futuro Estado do Amapá, quando esta terra ainda era Território Federal, o então governador valorizou e capacitou jovens técnicos amapaenses.
Barcellos se preocupou em preparar homens, como constatamos hoje, para comandarem o Amapá. Ele deu condições para muitos cursarem o Nível Superior fora do Amapá, dando bolsas de estudo aos mais carentes e liberando funcionários públicos para se deslocarem a outros estados, em busca do sonhado 3º grau.
Essas pessoas foram prestigiadas quando retornaram ao Amapá, pois muitas delas foram nomeadas para ocuparem cargos na estrutura do Governo de Annibal Barcellos. Essa preocupação com a formação teve continuidade, vários destes amapaenses fizeram especializações e assumiram postos relevantes na gestão do comandante.
Dentre os jovens técnicos que tiveram oportunidade no Governo de Barcellos podemos citar: o delegado Antônio Cardoso, que foi secretário de Segurança pública; o professor Antonei Lima, que foi secretário de Educação; o engenheiro agrônomo Iraçu Colares, secretário de Agricultura; o administrador Pedro Aurélio Penha Tavares, secretário de Administração; o médico Papaléo Paes, secretário de Saúde; o economista Regildo Salomão, também secretário de Administração, entre tantos outros.
O comandante também deu oportunidade a jovens que não cursaram o nível superior, mas por demonstrarem competência, ocuparam cargos chaves e contribuíram para o desenvolvimento do Amapá. Esse fato mostrou que a preocupação do comandante Barcellos, “efetivamente”, era com o Amapá como um todo.
O visionário
Barcellos chegou a ser questionado pela Justiça, por meio de Ação Popular,  quando resolveu construir a Assembléia Legislativa do Amapá, quando não havia deputados. Outro caso similar foi quando o comandante decidiu erguer o prédio do Banco do Estado do Amapá, quando não existia banco e muito menos Estado.
Valorização do amapaense
Vale salientar que, como já foi dito, o comandante sempre deu prioridade aos jovens, entre eles, vale salientar um caso. Quando Barcellos precisou nomear os desembargadores para o Tribunal de Justiça do Amapá (Tjap), na cota destinada ao judiciário, o então governador procurou saber ser tinha algum amapaense juiz de Direito.
O comandante foi informado que tinha um sim, mas o juiz atuava no estado do Pará. Barcellos mandou chamá-lo e o nomeou desenbargador do Tjap, seu nome é Gilberto Pinheiro.

Trocando em miúdos, o comandante Barcellos deixou seu legado, uma história de amor pelo Amapá e pelos amapaenses.

Pedro Aurélio Penha Tavares (tio Pedro é o cara da foto à esquerda)

Exposição Arqueológica “A vida e a morte das coisas”

Texto de Mariana Cabral com adaptações de Lúcio Costa Leite.
Foto: Dayse França.
Nós vivemos circundados de coisas. Instrumentos, enfeites, vestimentas, brinquedos. Coisas para comer, para dormir, para curar. As coisas nos acompanham por toda a vida e também na morte. Elas nos diferenciam. A arqueologia estuda a forma como as pessoas lidavam com as coisas: como produziam, como usavam, como guardavam, como botavam fora. Através das coisas, a arqueologia estuda as pessoas. É uma maneira de contar histórias, de usar coisas para explicar o passado.

As pesquisas de arqueologia no Amapá mostram que as coisas foram feitas e usadas de muitas maneiras no passado. Diferentes grupos indígenas fizeram, usaram e deixaram coisas para trás. Coisas que nós encontramos de novo hoje. A exposição “A morte e Vida das coisas” mostra um pouco disso.

De cerâmica ou de pedra, domésticas ou funerárias. Coisas para usar, coisas para serem vistas, coisas que transformam coisas. Coisas inteiras, quebradas, restauradas. Coisas para a vida e coisas para a morte. Coisas que apontam para pessoas.

Esta exposição foi organizada por Daiane Pereira, João Saldanha, Lúcio Costa Leite e Mariana Cabral e está montada no hall de entrada do Núcleo de Arqueologia do IEPA, localizado a Rua Feliciano Coelho, 1509, funciona das 08:00 às 18:00 de segunda  a sexta. Vale a pena conferir!

Para informações sobre Arqueologia do Amapá é só acessar:

Há 37 anos, o jornalismo derrubou um presidente americano

                                                         Nixon deixando a Casa Branca – Imagem: Wikipédia
Em 8 de agosto de 1974, o republicano Richard Nixon renunciou à presidência dos Estados Unidos da América (EUA) . Sob ameaça de impeachment, por ter dado aval à espionagem da sede do Partido Democrata em Washington (DC), Nixon foi o primeiro dirigente norte-americano a renunciar.  
O acontecimento ficou conhecido “caso Watergate”. Um o escândalo político. Tudo por causa dos jornalistas Bob Woodward e Carl Bernstein, do jornal Washington Post. Eles noticiaram que, durante a campanha eleitoral, cinco pessoas foram detidas quando tentavam fotografar documentos e instalar aparelhos de escuta no escritório do Partido Democrata. E que o presidente sabia das ações ilegais.
Meu coment: Quando a imprensa não é marrom, o quarto poder, como é chamada, funciona em sua missão de fiscalizar e informar. Assim que deveria ser, sempre. 


Fonte: Wikipédia e Google.

Sociólogo lança o livro A origem do Sistema Penitenciário do Amapá

                                                                                      Por Oscar Filho

O Amapá será o segundo Estado da região Norte a publicar a origem histórica de seu sistema penitenciário, depois do Amazonas.

Desde suas origens (década de 1940) que a identidade do Sistema Prisional local não foi revelada ou escrita. Com a publicação do livro ‘A origem do Sistema Penitenciário do Amapá: aspectos históricos e sociológicos, o sistema penitenciário do Amapá terá sua própria identidade.

O lançamento da obra ocorre dia 18 de março/11 (sexta-feira), às 19h, no Centro de Convenção João Batista de Azevedo Picanço, na avenida Fab, com noite de autógrafo, participação de autoridades convidadas do Judiciário, demais poderes e aberto ao público. A divulgação do evento de lançamento do livro conta com o apoio cultural da Eletrobras Eletronorte Amapá.

A ideia de escrever o livro é mostrar para a sociedade o que realmente é o Sistema Prisional do Estado do Amapá e como vem sendo tratado desde sua origem. O livro auxiliará os leitores e críticos a entenderem que, ao longo da história, o Sistema Penitenciário tem servido de esconderijo e depósito de pessoas presas sem, contudo, justificar sua prática pelo principio da Lei de Execução Penal de 1984.

A origem do sistema penitenciário do Amapá: aspectos históricos e sociológicos foi escrito após oito anos de pesquisas científicas sobre o Sistema Prisional local. Portanto, é um livro científico que chegará às mãos dos leitores como referência e primeira identidade sobre nosso Sistema Prisional. Será pioneiro e, brevemente, seqüencial, na área da prisão em nosso Estado e, servirá, dentre outras coisas, para tomadas de decisões, a quem interessar, sobre os rumos da prisão. Esta é a primeira obra de uma trilogia resultante da pesquisa inédita sobre o Sistema Penitenciário do Amapá.

Da autoria

O autor é Emerson Barbosa de Barbosa, amapaense, sociólogo, acadêmico de direito, professor de sociologia, especialista em segurança pública pelo Ministério da Justiça, agente penitenciário e pesquisador do sistema penal amapaense há mais de oito anos. A apresentação do livro foi escrita pelo Dr. João Guilherme Lages Mendes, Juiz da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Macapá e Professor da UNIFAP. O Prefácio ficou a cargo do historiador Marcelus Buraslan.

Público alvo

Alunos de graduação e pós-graduação, advogado, defensor, promotor, procurador, juiz, desembargador, repórter, jornalista, policial, professor, crítico,e todos os cidadãos que demonstrem interesse pelo tema.

Contatos com o autor: 9141-6656/ 8133-7102.

Há 21 anos….

Só limpeza em 1990: Elvis Homobono (filho da dona Dora da lanchonete do Colégio Amapaense), Rômulo Juarez (Índio), Alessandro Rigamonti (Junhão), Rodrigo Juarez (Sapo), Edmar Campos (Zeca) e Venilson Nobre (Tripa). A velha galera, bons tempos da nossa adolesncência no velho C.A.  

CLUBE DE CINEMA

Auditório do Museu da Imagem e do Som, segundo piso do Teatro das Bacabeiras.
Dia: 05.02 (sábado).
Hora: 18:30.
Palestra com Edgar Rodrigues: “História das Salas de Cinema do Amapá”
Logo depois, sessão com filmes rodados em Macapá:
“Me dá um abraço” (ficção :: 15”)
“Hora Satã (ficção :: 7”)
Vídeo clipes (Acaímilombra)
“Tucuxi – uma lenda amazônica” (ficção::33”)
“Macapá: memórias de minha cidade” (doc :: 20”)

Macapá, 253 anos de historia

                                                                                        Por Edgar Rodrigues

Antiga Macapá – Acervo de Edgar Rodrigues
Capital do Amapá, Macapá foi o primeiro município a ser criado no Amapá. O vocábulo Macapá é de origem tupi, e é uma variação de macapaba, que na língua neo-tupi quer dizer “estância das bacabas” ou “ lugar de abundância da bacaba.”

Sua história é recheada de lances épicos de resistência, frente a invasores europeus como os espanhóis, holandeses, irlandeses, ingleses e, por último, os franceses. Antes do chamado Descobrimento do Brasil, precisamente em 1499, o navegador Américo Vespúcio, participando da expedição de Alonso de Hojeda – sob ordens dos reis católicos da Espanha Fernando e Isabel (Castela e Aragão) – percorreu o litoral amapaense, conforme carta-documento escrita por esse navegador, na qual narra o momento em que sua expedição atravessa a linha do equador, passando pelas ilhas Caviana, dos Porcos e do Pará, em frente ao atual município de Macapá, hoje capital do Estado do Amapá. Portanto, muito antes de ser oficializado o nome Macapá, Américo Vespúcio já havia passado em sua frente, através do rio Amazonas.

A história da cidade de São José de Macapá, remonta aos idos coloniais e está relacionada à defesa e fortificação das fronteiras do Brasil, bem como à preocupação em garantir a fixação do homem em terras brasileiras, assegurando, assim, a soberania de Portugal nas terras conquistadas.

Tucujulândia

No extremo norte do Brasil formou-se o primeiro núcleo de colonização (1738), após vários conflitos com os franceses de Caiena. Este núcleo pertencia à então província do Maranhão e Grão-Pará, cujo governador (João de Abreu castelo Branco) enviou destacamento militar para o local onde hoje se encontra a Fortaleza de São José de Macapá. Por falta de recursos financeiros, conservou o destacamento sem, no entanto, procurar desenvolvê-lo. Mas alertou ao rei de Portugal sobre a urgência de implementação de povoamento e fortificação da foz do Amazonas. Francisco Pedro Gurjão, seu sucessor, reiterou essas reivindicações. Apesar disto, o único mérito de D. João V, foi o de haver, em 1748, oficialmente denominado a região de Província dos Tucuju ou Tucujulândia, mantendo, portanto, inalterada suas condições administrativas.

No ano de 1751, o governador do Grão-Pará e Maranhão, Francisco Xavier de Mendonça Furtado, irmão do Marquês de Pombal – ministro de D. José I, continuou a colonização, trazendo algumas famílias (colonos) vindas das ilhas de Açores, com o objetivo de iniciar uma pequena povoação e construir barracos para servirem de alojamento aos soldados que viriam para cá. O povoado rapidamente progrediu, mas a insalubridade do local vem a ser um grave problema para os colonos. Em 1752 grassa no povoado uma epidemia de cólera. A notícia chegou à Belém em 7 de março daquele mesmo ano. Inesperadamente, Mendonça Furtado aporta na povoação, trazendo, além de medicamentos, o único médico que havia na capital e consegue controlar a moléstia.

Constituem as origens do Amapá, portanto, esses colonos degredados de Portugal (bandidos, prostitutas, presos políticos etc, negros africanos ou oriundos da Bahia e do Rio de Janeiro, além dos índios que já habitavam o local). Em 1761 inaugurava-se o mais antigo monumento da cidade de Macapá: a Igreja de São José de Macapá.

A vila

Foi o governador do Grão-Pará e Maranhão, Mendonça Furtado que elevou Macapá, antes povoado, à categoria de Vila de São José de Macapá, em 04 de fevereiro de 1758, na presença do povo tucuju, precisamente na praça denominada de São Sebastião (hoje Praça Veiga Cabral, no local onde atualmente é a Biblioteca Pública, ao lado da Igreja secular de São José).

Era necessário fortificar a Vila. O então governador do Grão-Pará e Maranhão, Fernando da Costa Ataíde Teive, autorizou, em 1764, a construção da Fortaleza de São José de Macapá. Em 19 de março de 1782, foi inaugurada a maior fortificação construída pelos portugueses no Brasil. A vila foi prosperando e se expandindo em volta do forte.

Era o ano de 1808. A Família Real chegara ao Brasil. D. João VI determina a integração da Fortaleza de São José de Macapá à fronteira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves.

Período Cabano

Em 7 de janeiro de 1835 eclode a Cabanagem, revolta armada encabeçada basicamente por humildes habitantes ribeirinhos que moravam em cabanas, daí o nome do movimento. A notícia da eclosão desta revolta chega à Macapá, através do sub-comandante da Fortaleza de São José, Francisco Pereira Brito, que se encontrava em Belém.

A cabanagem, sendo um movimento reformista composto por mestiços, não conseguiu a adesão dos macapaenses, descendentes de antigos colonos portugueses (não miscigenados). O temor da perda de privilégios os levou a formar uma frente de reação aos cabanos com o apoio das Vilas de Gurupá, Monte Alegre, Santarém e Cametá.

Providências militares foram tomadas para conter o avanço da região. Em Macapá, a defesa da Vila e seus domínios foi organizada pelo presidente da Câmara Municipal, Manoel Antônio Picanço, pelo Juiz de Direito Manoel Gonçalves de Azevedo, pelo Promotor Público Estevão José Picanço e pelos capitães Francisco Valente Barreto e José Joaquim Romão. Este último comandante da Fortaleza de São José.

A lua entre cabanos e tropas imperiais intensificava-se. Perseguidos no Baixo-Amazonas, os cabanos refugiaram-se no Município de Macapá, nas ilhas de Santana e Vieirinha, bem como na localidade de Furo de Beija-flor. Em 20 de dezembro de 1835, foram atacados por tropas macapaenses e mazaganenses e expulsos da região.

Cidade e capital

Somente no Segundo Reinado, através da lei provincial do Pará de nº 281, Macapá foi elevada à categoria de cidade, em 06 de setembro de 1856. Desta data até 1943, pouco se sabe a respeito de Macapá. Para completar, o primeiro prefeito de Macapá, tenente Jacinto Boutinelli (1932-1934), num de seus desvarios, tocou fogo no prédio da Intendência (atualmente na Av. Mário Cruz, descendo a beira-rio), apagando, para sempre, toda a memória deste período.

No governo de Getúlio Vargas, através do Decreto-lei nº 5812, de 13 de setembro de 1943, foi criado o Território Federal do Amapá. A partir desta data o Amapá passou a ter governo próprio, embora nomeado pelo Governo Federal.

Em 31 de maio de 1944, Macapá foi promovida à categoria de capital do Território, hoje Estado do Amapá. Macapá é o Município mais importante do Estado do Amapá, pois configura a capital do Estado do Amapá. Além de ser a sede do governo e demais poderes que regem a administração, é o município mais estruturado, concentrando prédios de arquitetura moderna e monumentos históricos. Macapá é a única capital brasileira que está situada à margem esquerda do rio Amazonas e é cortada pela linha do equador.

Capital do Estado

A partir da transformação do Amapá em Estado, atendendo preceitos da Constituição de 1988, ocorreram substanciais mudanças em sua dinâmica espacial. O esgotamento das jazidas manganíferas, de fundamental importância para a economia do Estado, obrigou aos governos, tanto estaduais quanto federais, buscarem novas alternativas econômicas para o Amapá. O principal elemento dessa tomada de decisão foi a criação pelo Governo Federal, da Área de Livre Comércio de Macapá e Santana em 1991.

Apesar da suspensão do Imposto de Importação (II) e do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre as mercadorias estrangeiras, que se constitui em grande perda na arrecadação do Estado, o setor terciário ainda é um dos maiores alavancadores da economia estadual, além de propiciar vantagens também no campo social, pois gera empregos para centenas de pessoas.

Nesses 253 anos, a cidade agora tem tudo o que uma metrópole pode oferecer, como cinemas, shoppings, praças, Internet, etc. globalizando e unificando o Estado ao mundo inteiro, vencendo a sua condição geográfica de uma imensa ilha, onde ainda não dispõe de rodovia de acesso, tanto no Norte como no Sul. Estão projetadas a Ponte Binacional sobre o Rio Oiapoque, para unir o Amapá à região do Caribe no Norte, e a ponte sobre o Rio Jarí, interligando, através do sul do Estado, o Amapá ao resto do país.

Colégio Amapaense, 64 anos formando gerações

                                                                                    Por Edgar Rodrigues

Colégio Amapaense – Acervo de Edgar Rodrigues
O Colégio Amapaense, sediado em Macapá , Estado do Amapá, na Avenida Iracema Carvão Nunes nº 419, no bairro Central ,tem como entidade mantenedora o Governo do Estado do Amapá, através da Secretaria de Estado da Educação. Foi criado pelo governador Janary Gentil Nunes, através do Decreto territorial nº 49, de 25 de janeiro de 1947. Recebeu inicialmente o nome Ginásio Amapaense. Iniciou suas atividades em abril do mesmo ano, de forma condicional, até agosto, quando foi autorizado para funcionar pela Seccional do Ensino Secundário do então Ministério de Educação e Saúde, sediada em Belém (Pará), pela Portaria nº 367/47.

A matrícula inicial foi restrita à 1ª e 2ª séries ginasiais, tendo como sede o Grupo Escolar Barão do Rio Branco (Grupo Escolar de Macapá) em caráter temporário até a conclusão de seu prédio (primeiro bloco). Em 12.03.1949 é fundado o Grêmio Literário e Cívico Ruy Barbosa, congregando alunos do Ginásio Amapaense. A primeira diretoria ficou constituída de José Raimundo Barata (presidente), Mário Quirino da Silva, Edilson Borges de Oliveira. A posse se deu em 24 de março, em solenidade no Salão Nobre da Escola Profissional Getúlio Vargas (atual Escola Integrada de Macapá, antigo GM).

Em 12 de julho de 1950, o Ministério da Educação e Saúde expediu a Portaria nº 244, concedendo equiparação do Ginásio Amapaense, reconhecendo o ensino ministrado com validade para todo o país. Em 25.01.1952, pelo decreto governamental nº 125/1952, o Ginásio Amapaense passa a se chamar Colégio Amapaense, recebendo alunos do antigo Curso Científico, que passa a receber a nomenclatura de Curso Colegial, correspondente atualmente ao Ensino Médio, funcionando em três turnos.

Em 13 de junho de 1952 passa a funcionar definitivamente em seu prédio próprio, na AV Iracema Carvão Nunes com a Rua General Rondon, com apenas 9 salas de aula.Em 02.07.1952 acontece a primeira reunião da UECSA (União de Estudantes dos Colégios Secundaristas do Amapá), no Salão Nobre do Colégio Amapaense, com a participação da maioria dos alunos.
Em 12.01.1953 é lançado o jornal O Castelo, mimeografado, feito por alunos e professores do estabelecimento. Nessa época é massificada a nomenclatura Colosso Cinzento, data ao CA, por seu prédio magistral de arquitetura arrojado, e considerado, á época, o prédio mais alto do Território do Amapá, competindo apenas com o antigo Pensionado São José, localizado atrás da Igreja de São José. Em 12.07.1960, pela portaria nº 244, do MEC, o Colégio Amapaense tem seu currículo escolar reconhecido, e com validade para todo o país.

Em 1961, pela Lei nº 4.024 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional), o Colégio Amapaense se subordina, administrativamente, ao Governo do então Território Federal do Amapá, através da Divisão de Educação, sem perder o vínculo didático e pedagógico da Seccional de Belém (Pará), que através de inspeções periódicas, atualiza o estabelecimento didática e documentalmente.

Em 1966 é criado o Interact Clube do Colégio Amapaense. A década de 70 foi marcada por uma das mais acirradas competições dos Jogos Escolares, que à época eram disputados por escolas de Macapá e Santana. Por muitos anos o Colégio Amapaense dividia as posições de Campeão e vice-campeão.Também os desfiles escolares de 13 de Setembro, que eram julgados, sempre deram louros ao CA.

Essas competições resultaram em confrontos físicos de torcedores, e consequentemente, de alunos. Isso levou o próprio governador à época, general Ivanhoé Martins, a acabar com as competições, tanto dos Jogos Ginásio-Colegiais como do dia 13 de setembro. Em razão do ensino ministrado inicialmente, tendo sido o único estabelecimento de Ensino a ministrar o Curso Científico, ele passou a ser denominado de Colégio Padrão do Amapá.
Colégio Amapaense nos dias de hoje – Foto: Elton Tavares


Em 31.03.1967, É concluído o segundo bloco da estrutura atual, no governo do general Luiz Mendes da Silva. 1970. O Curso Científico no Colégio Amapaense passa a ser denominado de Curso Colegial.

Em 1973, impulsionado pela Lei nº 5.692, de 11 de agosto de 1971, o Colégio Amapaense passa a ter, no ensino de Segundo Grau, os Cursos Profissionalizantes ou Técnicos. O curso técnico de Enfermagem foi o carro-chefe dos ensinos sprofissionalizantes, tendo tido o aval do Conselho de Educação do Amapá através da Resolução nº 16/75. Este curso funcionou em regime de intercomplementariedade com o Hospital Escola São Camilo e São Luiz, onde os alunos tiveram conhecimentos práticos e instrumentais.

Em 1975, como resultado de pesquisas no mercado de trabalho, foram criados os cursos de Estatística, Secretariado e Eletrotécnica. Em 1976, através da Portaria nº 310/76, da Secretaria de Educação, foram implantados os cursos de Técnico em Secretariado, Estatística e Eletrotécnica. Pela Portaria nº 394/76, foram implantados os de Habilitação Básica em Saúde e Agropecuária,e Construção Civil. Estes cursos foram inspirados no Parecer nº 76, do Conselho Federal de Educação, recebendo aprovação do Conselho de Educação do Amapá, pelas resoluções de números 14 e 16/78. Assim é extinto o curso Ginasial, passando a receber a nomenclatura de Ensino Fundamental.
 

Colégio Amapaense – Acervo de Edgar Rodrigues

A partir de 1979, com a criação do Centro Interescolar de Macapá, os cursos de Habilitação Básica em Saúde, Técnico em Enfermagem, Construção Civil, e o curso de Técnico em Eletrotécinca passaram a fazer parte desta nova instituição. Os cursos técnicos de Estatística e Secretariado sofreram alteração a partir de 1978, sendo o primeiro extinto por carência de m,ercado e o sgundo transferido para o Colégio Comercial do Amapá que oferecia salas ambientais melhores e adaptadas.

Em 1982 foi implantado o curso regular de 1º Grau funcionando de 5ª à 8ª série. Em 1986 foi implahntado o Curso Fundamental de 2º Grau nas áreas de Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Ciências Humanas, regido pela lei nº 7.044/82, regularizado, no Amapá, pelo Conselho de Educação do Território do Amapá, mediante o parecer nº 02/86-CETA.

Em 7 de dezembro de 2006, após passar por uma ampla reforma, é reinaugurado o prédio, com a adaptação de um elevador e uma ambientação geral, com a conservação da nomenclatura Colégio Amapáense (Escola Estadual Colégio Amapaense) e as pinturas azul e vermelha, características da bandeira do Estabelecimento, onde se vê a logomarca formada por um castelo cinza, com o nome, CA em vermelho e azul.

Assim, o Colosso Cinzento da Avenida FAB, como a Fênix da Mitologia Grega, renasce das cinzas do esquecimento de administrações anteriores, e ressurge colossal e maravilhoso, dando um aspecto paisagístico ainda bastante arrojado, no início do século XXI, formando mentes para desenvolvimento da cidadania e realização profissional.

Meu comentário: Estudei no Colégio Amapaense nos anos 90. Lá fiz amigos que me acompanham até hoje e vivi aventuras inesquecíveis. Vida longa ao velho “C.A.” – Elton Tavares.

Um ano sem o Rei do Pop

                                                            Por Elton Tavares
Amanhã (25) fará um ano que o rei da música pop mundial, Michael Jackson, foi para Caiena (expressão local para morte, como subir no telhado, abotoar o paletó, bater as botas e etc). O artista começou sua carreira nos anos 60, empresariado pelo pai, formou com os irmãos a banda “Jackson 5”, nos anos 70 começou uma carreira solo de muito sucesso que chegou ao seu ápice nos anos 80, quando bateu todos os recordes de venda com os hits “Billie Jean” e “Thriller”.

Jackson foi ídolo de milhões de pessoas, o cara foi cantor, compositor, dançarino, coreógrafo, produtor e empresário, enfim, foi foda! Mas Michael era um cara estranho, figura pública e ao mesmo tempo intrigante. Aquele sujeito casou com a filha do Elvis Presley (vê se pode?), Lisa Presley, gravou com Paul MacCartney, deixou de ser negro (fato atribuído a doença vitiligo) e mudou sua cara, ele era realmente notável, pelas atitudes e ações.

Também foi um grande filantropo e humanitário, pois doou milhões de dólares, durante toda sua carreira, a causas beneficentes. Mas também foi processado várias vezes por abuso sexual (pedofilia). Afinal, Michael Jackson era mocinho ou bandido, excêntrico ou doido varrido? Até fundou uma “terra do nunca” (Neverland, nome em alusão ao conto de Peter Pan), uma fazenda que era um verdadeiro parque de diversões, cheia de garotinhos para “brincar” com o cara que não queria envelhecer.

Suas jaquetas vermelhas, luva brilhosa e complexas técnicas de dança marcaram minha geração. Já adulto, mesmo não gostando da musicalidade de Jackson, reconheço sua importância para a música e evolução dos videoclipes. Entretanto, acho que ele era muito perturbado e queria mesmo era dar o fora de sua vida. Tudo, quando o assunto era o Rei do Pop, foi grandioso, até o seu funeral, realizado somente no dia 7 de julho de 2009.

Michael Jackson foi uma controvérsia ambulante, ele prejudicou muito sua imagem pública. Na época de sua morte, eu não liguei muito, estava mais preocupado com o meu TCC, só sei que os programas de TV e rádio se tornaram um saco. Michael Jackson foi grande, o melhor no seu ramo, mas seu passado foi negro, literalmente negro (risos).