No dia 6 de setembro, rola “Tributo ao The Cure”, com a banda The Malk

Em 2018, o The Cure, a mais influente banda oitentista e a mais importante no cenário gótico/pós-punk, celebrou seus 40 anos de carreira. Para reverenciar a obra dos britânicos, a banda The Malk retorna aos palcos e apresenta, no dia 06 de setembro de 2019, a partir das 22h, no Bar do Vila, o “Tributo The Cure”. O show, com 36 músicas e 3h de duração, marca a volta do melhor grupo musical de rock cover que Macapá já teve.

A banda é formada por Adriano Joacy (guitarra e vocal), Rafael Queiroz (guitarra), Nilson Montoril (baixo), Cleyson Paiva (teclados) e Arley Costa (bateria e backing vocal). Eles estão bem ensaiados e com muita vontade de botar pra quebrar.

Sobre a The Malk

A The Malk é formada originalmente por Sandro Costa (“Sandro Malk”), nos vocais e guitarra; Rafael Queiroz (guitarra); Alexandre Lima (baixo) e Arley Costa (bateria). Os caras começaram a tocar em 2001, em uma feira de informática da então Faculdade Seama. Após essa apresentação, a banda recebeu convites para outras tocadas. O nome da banda é uma homenagem a Stephen Malkmus, um músico estadunidense fundador da banda americana de rock alternativo Pavement.

Logo no início, Rafael deixou a banda. Entraram Adriano Joacy (guitarra, teclados e backing vocal) e Nilson Montoril (que assumiu o baixo quando e Alexandre pegou a guitarra). O segundo a sair foi Alexandre. A The Malk seguiu como um quarteto por anos. A banda embalou muitas noites memoráveis em Macapá. Eles tocaram tocando (e lotaram) em locais como o Cana Café, o Butecno Café, a boate Etna, Liverpool Rock Bar e o bar Biroska.

O Nilson Montoril escreveu algumas canções, mas o projeto de música autoral da The Malk não foi em frente. A banda encerrou as atividades quando o Sandro Malk foi embora de Macapá, em 2006 pra morar em Curitiba (PR). Lá, o Sandro foi líder da banda “Bardot em Coma”, que, inclusive, gravou um CD. Hoje em dia, faz sucesso com a sua sensacional One sky two visions. Alexandre Lima mora em Itapipoca do Sul (CE), onde tem uma banda.

Os caras ensaiaram uma volta em 2011, tocaram na festa “Overdose anos 80/90” e “Rock in Rod’s”, mas por questões pessoais dos integrantes, o projeto não vingou.

The Cure – 2013 – São Paulo – Foto: Elton Tavares

Sobre o The Cure

O The Cure é formada por Robert Smith (voz e guitarra), Simon Gallup (baixo), Roger O’Donnell (teclados), Reeves Gabrels (guitarra) e Jason Cooper (bateria). A banda vendeu milhões de álbuns na carreira e influenciou diversos artistas que emergiram durante os 40 anos de sua trajetória.

Foto: Elton Tavares

Os ingleses do Cure estão em turnê pela Europa, celebrando os 40 anos, tocando na íntegra o disco Disintegration. O álbum é tido como o mais expressivo da banda britânica liderada pelo descabelado Robert Smith. Aliás, ele é único integrante da formação original do grupo, tem 60 anos de idade e 41 anos de Rock and Roll. O cara é um ícone do Rock e da música alternativa mundial.

Foto: Elton Tavares

Ao som dos britânicos, minha geração e a que vai antes de nós, fizeram muitas festas, noitadas, reuniões com amigos. As canções do The Cure estão na memória afetiva da maioria de nós, fãs de Rock. Portanto, queridos leitores que amam o bom e velho Rock and Roll, agendem o dia 6 de setembro de 2019. Será “Friday I’m in love” (numa sexta-feira, ô sorte!). Todos malkianos e curemaníacos estarão por lá! Prestigie, pois isso é rock n’roll!

Serviço:

Tributo ao The Cure, com a banda The Malk.
Local: Bar do Vila, localizado na Avenida Mendonça Furtado, centro de Macapá.
Data: 06/09/2019
Hora: a partir das 22h

Elton Tavares, jornalista e fã do The Cure e da The Malk.
*Matéria fechada ao som de The Cure, claro.

1º Congresso Amapaense de Fotografia será realizado nos dias 19 e 20 de agosto, no Villa Nova Shopping

Agosto é o mês em que se comemora o Dia Mundial da Fotografia, celebrado hoje,  19 de agosto. Esse ano, Macapá terá uma comemoração diferente, com a realização do 1º Congresso Amapaense de Fotografia (CAF), no período de 19 e 20 de agosto, no Villa Nova Shopping. CAF será um evento focado em aglutinar, pessoas, ideias e ações que contribuam para o desenvolvimento do mercado fotográfico no Amapá.

A programação do evento contará com oito palestras conduzidas por profissionais renomados em seus segmentos que abordarão temas como: estratégias de instagram para fotógrafos, fotografia de paisagem, fotografias de natureza, fotografia newborn, fotografia de eventos sociais, economia criativa, empreendedorismo e gestão de carreira para fotógrafos.

O público poderá também visitar as exposições paralelas, que serão espaços com produtos e serviços também relacionados a arte fotográfica: exposição de câmeras antigas, de álbuns artesanais, de embalagens customizadas para fotógrafos e a dinâmica “Câmera na mão”, na qual o público poderá acompanhar, ao vivo, uma sessão fotográfica em um estúdio montado no evento. A iniciativa é promovida pelo Foto Nunes e pela Photocursos e tem o apoio da agência Catavento, do Villa Nova Shopping, da galeria online ArteAmazon e Panificado Nossa Senhora de Fátima.

Programação:

Dia 19
15h – Credenciamento
17h30 – Abertura oficial
17h40 – Palestra de Maria Cecília Zelazowski
Estratégias de Instagram para o fotógrafos(as)

18h30h – Palestra de Gilberto Almeida
A Fotografia e a economia criativa na era da internet

19h30 – Palestra de MR Fonseca
Portfólio comentado de fotografia de paisagem

20h30 – Palestra de Fabiano Menezes
O mercado de fotografia de eventos em Macapá

Dia 20
17h30 – Palestra de Michelle Mesquita:
Fotógrafo(a): ser ou não ser MEI?

18h30 – Palestra com Kurazo Okada
Portfólio comentado de fotografia de natureza

19h30 – Palestra de Joel Silva
O processo de produção da fotografia Newborn

20h30 – Palestra com Jonathas Sansi
Gerenciamento de carreira para fotógrafos

21h30 – Coquetel de Encerramento

Serviço:

1º Congresso Amapaense de Fotografia
Data: 19 e 20 de agosto.
Hora: 17h30 às 21h30.
Local: 2º piso do Villa Nova Shopping.
Valor das inscrições:
R$ 120,00 para o público em geral
R$ 60,00 para estudantes que comprovem vínculo com sua respectiva instituição de ensino.
Link para inscrições: https://forms.gle/VgHzEGRjpb9PssqL9

Realização: Foto Nunes, Photocursos e tem o apoio da agência Catavento, do Villa Nova Shopping, da galeria online ArteAmazon e da Panificadora Nossa Senhora de Fátima.

Mais informações pelo número: 096-981183510 (WhatsApp)

Moedas e Curiosidades: “O mais triste dos homens” – Por @SMITHJUDOTEAM

Por José Ricardo Smith

Na minha coleção tenho duas moedas de bronze feita na época do imperador Tibério César, um sestércio em homenagem ao imperador Otávio Augusto e um quadrante com a imagem de Tibério, moedas de grande circulação pelo Império Romano devido seu baixo valor.

Tibério César era filho do magistrado Tibério Cláudio Nero e de Lívia Drusilla. Sua mãe separou-se do pai quando ele e o irmão Druso eram bastante jovens, para casar com o imperador Otávio Augusto. Tibério foi educado para a carreira militar e fez brilhantes campanhas na Panônia e Dalmácia, o que lhe garantiu apoio popular.

Em 12 a.C. Tibério é obrigado a divorciar-se de sua mulher Vipsânia (o grande amor de sua vida) e casar com a herdeira de Otávio Augusto, Júlia Cesaris. Conquistou novas vitórias na Germânia e é adotado pelo imperador Otávio Augusto como filho em 4 d.C., que sem perspectiva de ter um herdeiro de descendência própria, este o nomeia sucessor.

Tibério César assume o Império Romano de 18 de setembro do ano 14 d.C. Em sua gestão o Senado perdeu influência, reduziu os gastos públicos, assegurou as fronteiras, exilou a comunidade judaica de Roma e determinou o fim dos duelos de gladiadores.

De personalidade tímida e reservada, mandou matar muitas pessoas, dentre elas vários de seus amigos. Paranóico por conspirações, Tibério passou seus últimos dez anos de vida, em Capri, onde morreu em 37 d.C. de causas naturais. Deixou o império ao sobrinho-neto Calígula e ao neto Tibério Gemelo.

As moedas romanas em circulação durante a maior parte da República e do Império Romano, incluía o áureo de ouro, o denário de prata, o sestércio, o fólis e o dupôndio de bronze e o asse de cobre. A autoridade para cunhar moedas pertencia, primordialmente, ao governo central em Roma, que emitia moedas de metal precioso. As províncias romanas podiam cunhar moedas de bronze de menor valor.

A moeda imperial mais comum no tempo de Jesus foi cunhada por Tibério César, e trazia a inscrição “Tiberius Caesar Divi Augusti Filius Augustus Pontifex Maximus” (Tibério César, filho Augusto do divino Augusto, sumo sacerdote). Era um denário especial que trazia a imagem (cabeça e pescoço) do imperador. Foi essa moeda que Jesus pediu que mostrassem, com a qual se pagava um tributo per capita, chamado “kenson” (“censo”, daí o imposto de recenseamento) com referencia ao fato de que todo habitante daquelas províncias (Judéia, Galiléia, etc) devia pagar.

A famosa frase “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, aparece em Mateus 22:15-22, registra três tentativas dos adversários de Jesus de fazê-lo entrar em contradição: a questão sobre o imposto, a questão sobre o levirato (irmão do marido) e a ressurreição, e a pergunta sobre o maior mandamento (o Senhor nosso Deus é o único Senhor).

* José Ricardo Smith é professor e numismático.

Veja as vagas de emprego do Sine Amapá para o dia 19 de agosto

O Sistema Nacional de Emprego no Amapá (Sine-AP) oferece vagas de empregos para Macapá. O número de vagas está disponível de acordo com as empresas cadastradas no Sine e são para todos os níveis de escolaridade e experiência.

Os interessados podem procurar o Sine, localizado na Rua General Rondon, nº 2350, em frente à praça Floriano Peixoto. Em toda a rede Super Fácil tem guichês do Sine e neles é possível obter informações sobre vagas em Macapá e Santana.

Para se cadastrar e atualizar os dados, o trabalhador deverá apresentar Carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de residência (atualizado).

Veja as vagas disponíveis de acordo com as solicitações das empresas:

Gerente de loja – 1 vaga
Técnico em edificações – 1 vaga
Técnico em eletrônica – 1 vaga
Técnico em segurança do trabalho – 1 vaga
Vendedor – 2 vagas
Vendedor externo – 2 vagas
Vendedor pracista – 1 vaga
Vaga destinada a pessoas com deficiência

Eletricista – 7 vagas
Atendente – 1 vaga

Fonte: G1 Amapá

Há 50 anos, rolou o Festival Woodstock

Há exatos 50 anos, no dia 18 de agosto de 1969, encerrava o Festival de Woodstock. O evento foi realizado em uma fazenda de 600 acres de Max Yasgur, na área rural de Bethel, no estado de Nova York (EUA). Com o objetivo de reunir lendas do rock, a festa levou milhares de jovens até lá. Foi o acontecimento mais importante da história da música, que iniciou no dia 15 de agosto daquele ano.

Anunciado como “Uma Exposição Aquariana: 3 Dias de Paz & Música”, o festival deveria ocorrer originalmente na pequena cidade de Woodstock, mas os moradores locais não aceitaram, o que levou o evento para a Bethel, a uma hora e meia de distância (160 km de NY).

Cerca de 400 mil pessoas invadiram a cidade de Bethel para o Woodstock, onde residiam somente 2.300 cidadãos. Como a organização esperava “apenas” 60 mil pessoas, somando o público de todos os dias, a saída foi improvisar postos de alimentação gratuitos quando eles se depararam com uma massa sete vezes maior. Cidades vizinhas doaram frutas, enlatados e sanduíches.

Foram três dias mágicos na história, quando 32 atrações, entre artistas solos e bandas (entre os melhores da época) fizeram shows históricos naquele festival antológico. Teve, além de muita música, manifestações culturais sobre a paz e liberdade, movidas pela cultura hippie dos anos 60.

Até hoje, o Woodstock é considerado um marco na história da música mundial. Mesmo depois de quase 50 anos, os relatos sobre o festival são de que o mundo parao por três dias de agosto de 69 (número sugestivo, não?) para uma grande confraternização e celebração da vidwoodstock1a.

Quem encerrou a festa foi nada mais, nada menos que o maior guitarrista da história. Ele mesmo, Jimi Hendrix. Antes dele, grandes nomes do rock estiveram no palco do festival, como Janis Joplin , Joe Cocker, Santana, woods3Grateful Dead, Joan Baez, The Band, Johnny Winter e The Who.

Além de reunir alguns dos artistas mais consagrados do rock dos anos 60, o Woodstock foi a maior contestação social da juventude da época.

Woodstock pode ser considerada também a festa que teve a maior quantidade de penetras da história mundial. Em contrapartida muitos artistas convidados pensaram duas vezes em participar, The Doors e Led Zeppelin são os exemplos mais famosos. Os produtores até tentaram os The Beatles, que não toparam porque não convidaram a banda da Yoko Ono, obviamente uma negação de John Lennon.

Os que entraram para a História foram aqueles que se arriscaram, público e artistas que participaram e fizeram sua parte. Ao todo foram 35 apresentações. Literalmente eles deram um show.

Setlist dos shows que rolaram em Woodstock:

Richie Havens – Here comes the sun (George Harrison)
Sweetwater – Join the band (Alex Delzoppo, Fred Herrera)
Joan Baez – Diamonds and rust

Santana Oye como va (Tito Puente)
Grateful Dead – Fire on the mountain (Mickey Hart, Robert Hunter)
Janis Joplin Maybe (Richard Barrett)
The Who – My generation (Pete Townshend)woodstock-multidão

Joe Cocker – With a little help from my friends (John Lennon, Paul McCartney)
The Band – Mystery train (Junior Parker)
Johnny Winter – I smell smoke (Roger Reale, Jon Tiven, Sally Tiven)
Jimi Hendrix – Wait until tomorrow

Fontes: revistas, jornais, sites e nossas conversas de mesa de bar sobre Rock and Roll.

Exposição (RE)Conhecendo a Amazônia Negra

Em continuidade ao projeto Amazônia das Artes, o SESC Amapá realiza a partir do dia 04 de setembro, às 19h, a Exposição (RE) conhecendo a Amazônia Negra: Povos, Costumes e Influências negras na floresta, da artista Marcela Bomfim (Porto Velho-RO). A entrada será gratuita, sendo a visitação pública de 04 de setembro a 04 de outubro de 2019, de segunda a sexta das 9h às 11h e das 14h às 17h.

A exposição fotográfica abrange a busca pessoal pelo (re) conhecimento da artista como mulher negra. As fotografias são frutos dessa busca pessoal, iniciada no ano de 2012, a partir das andanças da artista pela região amazônica e adjacências, registrando quilombos, comunidades tradicionais, movimentos culturais, tradicionais e patrimoniais, manifestações religiosas e outras movimentações ligadas à identidade dos descendentes de africanos que contribuíram tanto para o desenvolvimento da Amazônia, quanto para a formação da identidade e da memória da região.

Projeto Amazônia das Artes

O projeto Amazônia das Artes visa fomentar a produção artística amazônica e proporcionar a desconstrução de fronteiras geográficas e culturais que dificultam a circulação de obras de arte por esta região. O projeto difunde trabalhos nas linguagens de artes visuais, intervenção urbana/performance, artes cênicas, audiovisual, literatura e música.

Sobre a artista

Marcela Bonfim é fotógrafa, formada em Ciências Econômicas (2008) pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), especialista em Direitos Humanos e Segurança Pública (2011) pela Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR). Desde 2012 se dedica à fotografia, tendo participado do projeto “Reabilitando pela Arte” (2014-15), realizado no sistema prisional de Rondônia; exposições coletivas pelo SESC-RO e Agência Amazônia Real (AM); publicações em revistas e periódicos do ICMBio, Governo de Rondônia (2013-2016), entidades do terceiro setor: Kanindé e Rio Terra; além da dedicação ao fotojornalismo pela Agência de Notícias Amazônia Real (desde 2015), e palestras de difusão sobre o projeto “Amazônia Negra” no Pará – Fotoativa, no Maranhão – Casa de Nhozinho, em Porto Velho – IFRO, Uniron, Museu Palácio da Memória, Tribunal de Justiça, Universidade de Rondônia-Departamento de Sociologia, SESC-RO e escolas públicas.

Visitação Pública: de 04 de setembro a 04 de outubro de 2019, de segunda a sexta das 9h às 11h e das 14h às 17h.

Informações e agendamentos de escolas: 3241-4440- Ramal 239.

Assessoria de comunicação do Sesc Amapá

Ruy Godinho vai lançar livro sobre história da música amapaense

Por Lívia Almeida

Ruy Godinho é autor e pesquisador paraense, além de ter vasta experiência com outros segmentos da arte, possui grande paixão pela história da música brasileira, haja vista os livros já lançados por ele a exemplo da série “Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira”, que já possui quatro volumes e conta histórias peculiares, como foram compostas músicas conhecidas e desconhecidas, histórias dos compositores e músicos da música brasileira.

E para integrar a família está chegando mais um livro intitulado “Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Amapaenses”, que será lançado no dia 23 de agosto em Macapá. Segundo Ruy o livro é fruto de muita pesquisa e de conversa com músicos, compositores e artistas amapaenses. “99% desse trabalho foi pesquisado com fontes primárias, diretamente com os autores, mas também com os compositores envolvidos. Também pesquisei nos livros do Fernando Canto – O marabaixo através da história -, pesquisei na tese de doutorado do Benedito Costa Martins, pesquisei também na tese de doutorado da Piedade Videira e no livro do Lorran Vidal – Mazagão, a cidade que atravessou o atlântico”, explicou Ruy.

Ruy conta que o objetivo do livro é “registrar a história da música amapaense, de composições amapaenses, tornar conhecidos os nomes dos compositores, algumas canções que as pessoas também não conheçam e historicamente é um livro importante para o estado, porque exatamente faz esse trabalho de fazer o registro histórico da música de um estado muito rico que tem uma tradição e que precisa também difundir essa riqueza que ele tem”, ressalta.

História curiosa

O livro conta com 40 histórias sobre a música amapaense, citando projetos como o Movimento Costa Norte, o Grupo Senzalas, a cantora Patrícia Bastos, dentre outros projetos musicais que levantaram e levaram a música tucuju a outros estados e países.

Deste total de histórias, o autor conta que a história que mais se destacou para ele foi a da música “Irmã Catita” do mestre Eufrásio, uma paródia da música “La Paloma”. “A paródia foi criada em 1923 com a chegada do primeiro hidroavião e do pouso no rio Amazonas, na frente da cidade. E causou um grande alvoroço, porque o povo jamais havia visto um avião. Alvoroço que é retratado na letra da música “Irmã Catita. Só que “Irmã catita” é uma paródia de uma composição já existente. A música em que ele colocou uma letra nova chama-se “La Paloma”, de um espanhol chamado Sebastian Yradier, que a criou em 1863.

A curiosidade é: como foi que o mestre Eufrásio tomou conhecimento dessa música. Provavelmente tenha sido através de retretas, através de música ao vivo sendo tocada nos coretos, orquestras tocadas naquela época. Porque em 1923 o rádio ainda não havia sido difundido em todo o Brasil. Então a curiosidade que eu tive foi saber como foi que o mestre Eufrásio conheceu a música “La Paloma” para criar uma letra nova em cima em forma de paródia. Tem histórias lindíssimas no livro, histórias emocionantes, engraçadas, mas essa história é a que despertou uma pesquisa maior e uma curiosidade maior por parte do autor, revela o Ruy Godinho.

O valor da música amapaense

Sobre a valorização Ruy Godinho enfatiza que quem conhece a música amapaense a valoriza, dando o exemplo do Movimento Costa Norte, que, podemos dizer, criou a identidade da música Tucuju como a conhecemos.”Quem a conhece a valoriza, porque ela é muito rica. A partir do momento em que ela ganha uma identidade, ela se enriquece mais ainda como um patrimônio cultural.

Quanto mais conhecida, mais a música amapaense será valorizada. Quem conhece a música amapaense, com a qualidade de suas melodias, com a riqueza dos gêneros musicais tradicionais, que foram estilizados como o marabaixo e o batuque, com as letras maravilhosas, com esta super influência que este poeta Joãozinho Gomes levou para o estado, que influenciou muita gente, os movimentos que foram criados como o Costa Norte, grupo maravilhoso e fundamental para a música amapaense, esses caras (Osmar Jr., Zé Miguel, Amadeu Cavalcante, Val Milhomen e Joãozinho Gomes) são de uma importância fundamental, porque além de imprimirem uma música com a cara do Amapá, eles também tem um cuidado muito grande com a questão da poesia, não é só com a questão da melodia, do ritmo, por isso essa música é uma música rica, porque ela traz esse selo de qualidade, porque eles fazem questão de imprimir nas suas composições – os compositores amapaenses de uma forma geral- muito embasadas no que esses músicos (Movimento Costa Norte) criaram no final da década de 1980″.

A contribuição da música amapaense

De acordo com Ruy Godinho, a ideia para este volume veio a pedido do prefeito de Macapá, Clécio Luís. Quando perguntado da contribuição da música amapaense para a música brasileira, o autor pontua que iniciativas como esta, através de autoridades políticas e políticas públicas é que permitem difundir a música, e assim mostrar a sociedade a grande contribuição que a música amapaense tem a dar a música brasileira. “Ela tem uma contribuição enorme a dar, a partir do momento em que ela tiver rompido as fronteiras e se difundido por todo o Brasil.

Esse é um movimento que já está acontecendo através das redes sociais, principalmente, e também graças à projeção de alguns artistas que estão aí no Amapá, mas que já conseguem projetar sua música para o Brasil, a exemplo da Patrícia Bastos, do grupo Senzalas, que já foi até para a Europa, o trabalho de Joãozinho Gomes, que tem parceria com diversos compositores de fora, não só do Amapá.

Quanto mais for difundida a música do Amapá, que infelizmente ainda sofre um processo de isolação, em função das características do estado, ela terá uma contribuição muito grande a dar. Porque o Brasil, em suas dimensões geográficas é difícil de ser atingido, de uma forma mais ampla, mas pode a partir de um trabalho de políticas que sejam criadas para difusão da música.

Por exemplo essa questão do livro faz parte de um desejo grande do prefeito Clécio, que consiga romper essas fronteiras, tanto que tem o desejo de lançar o livro fora do Amapá. Para que as pessoas possam despertar de que existe uma música bonita, rica no estado que precisa ser conhecida fora. Se existirem mais políticas com capacidade financeira maior, essa música vai chegar, o marabaixo vai chegar ao Rio, São Paulo ou em Brasília – como já chegou -. São necessárias políticas públicas para que a música do Amapá ganhe novos espaços”.

Lançamento

O livro “Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – Amapaenses” será lançado no dia 23 de agosto as 16h na Praça Veiga Cabral.

Sobre o autor

Ruy Godinho, paraense, produtor multimídia, pesquisador, radialista, ator, escritor e divulgador de MPB.

É fundador da Abravideo. Foi o primeiro presidente da TV Comunitária do DF. Coordenou o Solidariedade Noruega -Brasil, show com gravação de CD, ao vivo, para a Embaixada da Noruega, com a participação de 14 artistas noruegueses e 44 brasileiros.
Produz e apresenta o programa Roda de Choro, na Rádio Câmara FM, Brasília, desde janeiro 2003, retransmitido por mais de 230 emissoras em todo o Brasil.

Produz e apresenta o programa Então, Foi Assim?, desde agosto 2010, retransmitido por mais de 270 emissoras por todo o Brasil. Coordenou a produção e direção de 120 vídeos institucionais para o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social, nas edições de 2005, 2007, 2009 e 2011.

É ativo palestrante sobre produção multimídia, processos criativos da música brasileira e ministra oficinas de Produção de Vídeo em instituições de ensino superior, pontos de cultura e ONGs. É autor da série Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira, Volumes I, II, III, IV . É autor do livro Então, foi assim?Compositores Amapaenses. E dos livros Então, foi assim? – Nordestinos e Então, foi assim?Mineiros, no prelo.

Serviço:

Dia 23 de agosto vai acontecer o lançamento do livro Então, foi assim? Os bastidores da criação musical brasileira – amapaenses, do autor Ruy Godinho.

Local: Praça Veiga Cabral
Data: 23 agosto (sexta)
Hora: 16h

Fonte: Chico Terra

Vinícius Leal lança livro sobre o goleiro vascaíno Barbosa no dia do aniversário do time

O sonho de escrever sobre o futebol brasileiro começou ainda na faculdade, quando mergulhou na tese de conclusão do curso de história em Brasília, e o tema copa do mundo de 1950 se estendeu até o livro “Barbosa, a Saga de um dos Melhores Goleiros do Nosso Futebol”, que Vinícius Leal, 23 anos lança em Macapá. O esportista Moacyr Barbosa foi o escolhido do jovem, que não viveu sua época, mas descreveu com realismo a trajetória marcada pelos afagos certeiros na bola defendendo o Vasco da Gama, e desmistifica a fama que ganhou na copa de 1950, quando o Brasil foi desclassificado. O livro será lançado nesta quarta-feira, 21 de agosto, no Norte das Águas, às 19h.

Vinícius Guido Leal nasceu em Macapá, descende de uma tradicional família de artistas, encabeçada pelo seu avô, Mestre Nonato Leal. Apaixonado por futebol, Vasco da Gama é seu time de coração, mas não foi o único quesito para a escolha de seu biografado. Ele se encantou com sua trajetória de glórias e apedrejamento, o preconceito social e racial, e principalmente as alegrias que deu com suas pegadas bem definidas de craque, em um Brasil que via seus ídolos saírem os campinhos e praças, para despontarem para o mundo.

Foi na sala acadêmica que dois Vinícius despertaram, o historiador e o escritor, e no segundo semestre de 2017, após concluir o curso, deu continuidade às pesquisas, desta vez focadas no goleiro, e em janeiro deste ano escreveu os últimos rabiscos da obra, dando início ao processo de revisão e edição. “Foram meses de pesquisa sobre esse atleta magnífico, que proporcionou tantas alegrias para quem gosta de futebol, mas que morreu com uma tristeza profunda com a marca que carregava, de ter feito o Brasil chorar, pondo uma pedra em cima de sua história de consagração”, disse o autor.

No processo de construção do livro, Vinícius encontrou a filha de Barbosa, Teresa Borba, que deu apoio e informações preciosas sobre o ídolo, que foram fundamentais para a recriação de sua história e para que seja feita justiça com a memória do craque brasileiro. Prefaciado pelo professor e orientador de Vinícius, Frederico Castilho, o livro chama a atenção não somente de vascaínos, mas de torcedores que gostam da história de vida de grandes esportistas.

Vinícius afirma ser mais historiador que escritor, mas já iniciou sua próxima biografia, sobre o patriarca Nonato Leal, com quem, ao contrário de Barbosa, o contato é real, o que dá a oportunidade de construir o passado através da realidade. Mas a paixão pelo futebol nacional o impulsiona para escrever sobre os Camisas Negras, time do Vasco formado por trabalhadores pobres e negros, que lutou contra o preconceito e racismo no futebol em 1923, quando os cruzmaltinos ganharam o primeiro título carioca, em 1923.

O lançamento do livro será no dia em que o Vasco completa 121 anos, e o acesso é com o convite que dá direito ao livro, coquetel e música. O autor estará disponível para autografar a obra.

Serviço:

Lançamento do livro “Barbosa, a Saga de um dos Melhores Goleiros do Nosso Futebol”.
Data: 21 de agosto
Local: Bar e Restaurante Norte das Águas
Hora: 19h
Contato: 99193-8466 (whatsapp) e 99171-4451 (celular)

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação

Oficina de capacitação audiovisual “FOTOTAXIA – O ELO PERDIDO”, ministrada por Miguel Takao Chikaoka (PA)

O SESC Amapá realiza a oficina de capacitação audiovisual “FOTOTAXIA – O ELO PERDIDO”, ministrada por Miguel Takao Chikaoka (PA), no período de 02 a 06 de Setembro no SESC Araxá. Será aberta uma turma de 14h às 18h na sala de Audiovisual do SESC Araxá.

Com inscrições limitadas – sendo apenas 20 vagas – a capacitação tem como proposta compartilhar práticas e abordagens do que constitui a gênese do processo fotográfico. Trata-se de uma imersão no universo da luz, em todas as suas dimensões, para experimentar o que dela flui. Uma oportunidade para vivenciar a articulação e integração de diversas áreas de conhecimento nas práticas educativas.

Sobre o Projeto Capacitação Audiovisual

Garante capacitações contextualizadas que subsidiem conhecimentos sobre como desenvolver competências de modo a permitir que no cumprimento das suas funções estejam contempladas as dimensões técnicas, para a ampliação de conhecimentos dos produtores independentes e assim, estimular a produção de filmes, que são igualmente importantes e imprescindíveis ao desenvolvimento e fortalecimento da linguagem audiovisual.

PRÉ-REQUISITO: Notebook com programa Darktable (livre) e uma lupa de brinquedo.
INVESTIMENTO: 10,00 e 1k de alimento não perecível.
INSCRIÇÕES PRESENCIAIS: Sala da Coordenadoria de Cultura no SESC Araxá.

Assessoria de comunicação do Sesc Amapá

SESC Amapá realiza “Fórum de Cinema” com a presença de diretores renomados

Em continuidade ao Projeto Amazônia das Artes, o SESC Amapá realiza entre os dias 27 e 29 de agosto às 19h no Sesc Centro, o “Fórum de Cinema” com a presença dos diretores: Rose Panet (Filme Manuel Bernardino: O Lenin da Matta- MA); Sergio de Carvalho (Filme Sabá – AC); André dos Santos (Filme: Limiar – PA); Fernanda Martins – (Filme: Marajó das Letras – Os Abridores de Letras da Amazônia Marajoara PA); Severino Neto (Filme: Juba – MT).

O Fórum de Audiovisual tem como objetivo possibilitar reflexões acerca do cinema, suas dificuldades, particularidades e seus avanços. Além disso, busca debater as políticas públicas voltadas para o cinema, sua amplitude no cenário atual, bem como as iniciativas independentes, tanto no que se refere ao conteúdo quanto à exibição, à distribuição e à publicidade.

A mostra de cinema, com este evento, almeja aproximar os profissionais do audiovisual com o público, seja este estudioso, seja espectador. O evento contará com mesa redonda, compostas por profissionais do audiovisual: diretores, produtores, roteiristas, exibidores, estudiosos e gestores de instituições engajadas no incremento da cinematografia.

Programação:

27/08- EXIBIÇÃO E ANÁLISE SOBRE COMO FORAM REALIZADOS E RESPECTIVOS DESAFIOS.

DOCUMENTÁRIO: Manuel Bernardino: O Lenin Da Matta, Diretora Rose Panet; Duração: 52 min; Ano de Produção: 2017; Classificação: 10 anos.

SINOPSE: O documentário “Manuel Bernardino: o Lenin da Matta” refaz a trajetória do líder camponês, socialista, espírita e vegetariano Manuel Bernardino, que chegou ao Maranhão fugindo da seca no Ceará. A diretora dividiu o filme em três partes, a partir dos fluidos corporais suor, sangue e lágrimas, em diálogo com episódios de sua vida. Manuel Bernardino arregimentou cerca de 200 homens quando da passagem da Coluna Prestes pelo Maranhão, no início do século XX, provavelmente o maior contingente da história do movimento tenentista. O roteiro do filme, narrado pelo cantor Zeca Baleiro, foi elaborado a partir de depoimento do protagonista em delegacia de São Luís, na década de 1920, e a obra conta ainda com depoimentos de moradores de Dom Pedro, cidade surgida a partir da chegada de Manuel Bernardino à região, parentes e pesquisadores, entre os quais Anita Leocádia Prestes.

28/08- TEMAS ABORDADOS: PRÉ-PRODUÇÃO, PÓS- PRODUÇÃO E DISTRIBUIÇÃO.

DOCUMENTÁRIO: Marajó das Letras – Os Abridores de Letras da Amazônia Marajoara; Diretora Fernanda Martins; Duração: 30 min; Ano de Produção: 2016 Classificações: Livre.

SINOPSE: Nossa proposta de intercâmbio propõe a realização de oficinas de “Mapeamento Iconográfico”, que permitam aos participantes perceber os elementos da comunicação visual popular do município onde será realizada a oficina. A amostragem coletada por meio de fotos e depoimentos audiovisuais será utilizada para refletirmos sobre os aspectos técnicos vinculados à manifestação (característica dos instrumentos utilizados, como são utilizados e por quê) como culturais (quem são os autores, se há o repasse da técnica aos mais jovens, quais características a manifestação atribui à cultura do município, etc.) e econômicos (verificar quais fatores econômicos influenciam a geração da manifestação iconográfica). Os resultados esperados relacionam-se com a percepção de aspectos da identidade cultural do lugar que são expressos pelas manifestações iconográficas.

DOCUMENTÁRIO: Sabá; Diretor Sergio de Carvalho; Duração: 13 min.

SINOPSE: A memória da luta contra fazendeiros e em defesa da floresta Amazônica, ao lado do companheiro Chico Mendes, ora se confundem, ora se fundem com o cotidiano simples do seringueiro e sindicalista Sabá Marinho e sua esposa Joana.

29/08- DEBATE SOBRE CONCEITOS EXPOSTOS.

FICÇÃO: Juba; Diretor Severino Neto; Duração: 19min.

SINOPSE:

Juba é uma jovem que ganha dinheiro fazendo malabares nas ruas de Cuiabá. Em uma dessas raras oportunidades que a vida oferece, Juba e seus companheiros recebem uma proposta irrecusável. Porém, mesmo com tudo combinado, alguns detalhes do seu complexo cotidiano tornam a decisão mais difícil do que parece. Um dilema de como os sonhos e a própria vida se misturam e se é possível que a arte sobreviva à realidade.

FICÇÃO: LIMIAR; Diretor: André dos Santos; Duração: 26minutos; Ano de Produção: 2017; Classificação: Livre.

SINOPSE: João (Benjamin Fortunato), um garoto de apenas sete anos, fica preso curiosamente dentro de um casarão, numa noite sombria. A partir de então ele se depara com acontecimentos inesperados com fortes ligações com seu passado e futuro.

Em Defesa Delas: promotor da Saúde realiza palestra sobre violência obstétrica para defensoras e defensores públicos do Amapá

Na última sexta-feira (16), o coordenador das Promotorias de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá (MP-AP), promotor de Justiça André Araújo, ministrou uma palestra sobre violência obstétrica para defensoras e defensores públicos do estado. A capacitação, realizada no auditório do Complexo Cidadão Centro, faz parte da campanha nacional “Em Defesa Delas”, que visa garantir às mulheres agilidade no acesso aos seus direitos.

A vice-presidente da Associação dos Defensores Públicos do Amapá (Adepap), Giovana Burgos, destacou a importância do eixo capacitação como instrumento necessário para detectar os casos de violação dos direitos das mulheres e promover o encaminhamento mais eficaz das denúncias. A Adepap é a entidade responsável pela execução da campanha “Em Defesa Delas” no estado.

Ao iniciar sua palestra, o promotor André Araújo recuperou o que preconiza a Organização Mundial de Saúde (OMS), ao estabelecer que toda mulher tem o direito ao melhor padrão atingível de saúde, o que inclui o direito a um cuidado de saúde digno e respeitoso. “Ou seja, esses cuidados devem começar muito antes do parto, já no pré-natal, e devem seguir até a assistência necessária ao recém-nascido”, disse.

Ainda segundo a OMS, a violência obstétrica é a apropriação do corpo da mulher e dos processos reprodutivos por profissionais de saúde, na forma de um tratamento desumanizado, medicação abusiva ou patologização dos processos naturais, reduzindo a autonomia da paciente e a capacidade de tomar suas próprias decisões livremente sobre seu corpo e sua sexualidade, o que tem consequências negativas em sua qualidade de vida.

André Araújo apresentou alguns exemplos de violência obstétrica. “Negação de direito à maternidade, negação de sua sexualidade; julgamentos, chacotas e piadas; falas infantilizadas para se referir à mulher; desrespeito ao direito de acessibilidade às informações durante o acompanhamento do pré-natal, parto e aborto; restrição para a participação da mulher na hora do parto; cesáreas desnecessárias ou indesejadas; laqueadura sem consentimento”, frisou.

Constitui violência obstétrica também a quebra de sigilo e a confidencialidade; descaso nas situações de violência física, psicológica e sexual; descaso com o direito de planejamento reprodutivo e prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis, vírus da imunodeficiência humana (IST/HIV/Aids); barreiras físicas para o acesso ao serviço de saúde e falta de acessibilidade para a marcação de consultas e realização de exames.

“Já presenciamos mulheres grávidas sendo atendidas no chão; outras dividindo o mesmo leito antes do parto, dentre outros graves problemas. O fato é que as usuárias do Sistema Único de Saúde no Amapá sofrem violência obstétrica diariamente, pois aqui ainda estamos lutando para termos o básico. Ingressamos com diversas ações contra o estado e municípios, para que seja garantido um atendimento minimamente digno a essa parcela tão significativa da população, mas a verdade é que avançamos pouco. Continuamos tendo uma única maternidade (Mãe Luzia), inaugurada há mais de 40 anos, para atender uma demanda cada vez maior”, criticou o promotor.

Ao final, André Araújo defendeu a união de esforços entre as instituições que lutam pelos direitos da sociedade. “Não adianta só entrar com ação, precisamos nos unir, criticar, dialogar e expor os problemas de forma transparente, cobrando as devidas providências. A Defensoria tem um papel importantíssimo e nos colocamos à disposição para apoiar no que for necessário. Há muito a ser feito, mas não desanimem”.

Participaram da mesa de debates, ainda, a professora Dra. Marineide Pereira, que abordou a questão de gênero sob a perspectiva da criança e adolescente; a defensora pública da Execução Penal, Micheline Lobato, com um recorte sobre o encarceramento feminino e, por fim, a pesquisadora Dra. Ana Mirla Carinhanha trouxe o tema “como formar sujeitos éticos para além dos sujeitos de direitos”.

SERVIÇO:

Ana Girlene
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Estado do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Professor Paulo Flores ministra oficina de Choro e Marabaixo em Macapá

Estão abertas as inscrições para a oficina de choro e marabaixo que será ministrada pelo professor Paulo Flores. As inscrições podem ser feitas pelo link http://www.brasilinstrumental.com/oficinamacapa A oficina foi preparada especialmente para o público amapaense aliando a cultura do norte e do sudeste brasileiro.

A mesma será realizada em duas fases a primeira presencial onde serão trabalhadas músicas de Benedito Lacerda e Pixinguinha com a técnica de arranjo e composição “In loco”. A segunda fase será online com atendimento individual de cada aluno inscrito, no âmbito técnico e teórico e acesso a plataforma EAD com carga de 12 horas.

Paulo Flores, músico, educador, pesquisador, poeta, ilustrador. co-criador e Idealizador do curso de MPB e Jazz do Conservatório de Tatuí, Festival Brasil Instrumental, Circuito Cultural (atual Oficinas de Música), Orquestra de Câmara de Tatuí, Mostra Brasil Instrumental, Cambada Jazz Combo, Banda Curare, Projeto Benê O Flautista, Oficina Documentário e Exposição Temática Benê, O Flautista, Projeto Pixinga, O Arranjador, Banda Brasil Instrumental, Oficinas de Resgate de Bandas, Janelas Contemporâneas, Músicos sem Fronteiras e muitos outros projetos e trabalhos premiados dentro e fora do país. Como compositor e arranjador vem trabalhando com vários artistas, entre eles, Dori Caymmi, Mônica Salmaso, Proveta, Teco Cardoso, Paulo Freire, Ricardo Herz, Vinícius Dorin, Gabriel Grossi, Nenê, Léa Freire, Arismar do Espírito Santo, Sizão Machado, Hercules Gomes, Fernando Correa, Toninho Ferragutti, Laércio de Freitas, Edmundo Villani, Patricia Bastos, Paulo Bastos, Joãozinho Gomes, Lupa Santiago, Paulo Braga, Ed Sarath , Daniel Barry, Rusty Burge, Ed Neumaister, Aldo Salvanti e outros.

Fonte: Café com Notícias

Hoje: evento de Rock terá três shows e tatuagens ‘mais em conta’, em bar de Macapá

Por Caio Coutinho

A cantora Hanna Paulino e os cantores Michel Lawrence e Klinger Maxwell são as atrações do evento de rock realizado em um bar no bairro Trem, neste sábado (17). A programação, que inicia às 19h, também terá outras atrações como os “flash tattoos”.

Para completar a lista de atrações, o DJ Raoni Pinheiro vai comandar o som mecânico. Três estúdios de tatuagem estarão comercializando tattoos a preços acessíveis, com valores que vão de R$ 50 e R$ 200. Além disso, o evento também terá exposição de produtos de sexy shop.

Serviço:

1º Fest Rock
Dia: 17 de agosto (sábado)
Local: Geek Bar (Rua Diógenes Silva, entre as avenidas Odilardo Silva e Jovino Dinoá, bairro Trem)
Horário: a partir das 19h
Ingressos: R$ 15 (individual); R$ 80 (mesa para quatro pessoas)
Postos de vendas: Navalha Nervosa, Cacauway e Geek Bar
Contato: (96) 98133-1677

Fonte: G1 Amapá

Fotógrafos e entusiastas da fotografia organizam evento em comemoração ao Dia Mundial da Fotografia

A programação inicia no próximo sábado (17), na Biblioteca Pública Elcy Lacerda, com o curso gratuito de Lightroom para iniciantes, com o fotógrafo Maksuel Martins. Já no domingo (18), às 16h, acontece o 5º Encontro Fotográfico na Praça Floriano Peixoto.

Em seguida, às 18h, os fotógrafos e convidados seguem para a exposição fotográfica “Nós e os Nus” na Galeria de Artes da Fortaleza de São José. “Nós e os Nus” está em sua segunda edição, revelando a poesia da fotografia do nu artístico feito pelas lentes dos profissionais Adson Rodrigues, Eude Rocha, Joaquina Araújo e Erich Macias. A curadoria da exposição é do fotógrafo Paulo Gil.

Na abertura da exposição está prevista a performance poética da artista Mary Paes e desfile de modelos do Studio Afronte, da Estilista Megh Araújo. Os organizadores também convidam para um debate que vai discutir os rumos da fotografia no Amapá e para a explanação do empresário Adolpho Eloy sobre fine art.

O evento é uma realização dos grupos Fotoclube de Macapá, Grupo de Energias Renováveis da Amazônia – GERA e Sindicato dos Fotógrafos, Cinegrafistas e Produtores de Imagem (SINDIMAGEM).

Mary Paes
(96)98138-5712