O sapatinho da Alzira e as mulheres pretas – Por Marco Antônio P. Costa (tamo junto, @AlziraNogueira6)

Por Marco Antônio P. Costa

Nessa última sexta-feira (1), aconteceu o lançamento da pré-candidatura da Alzira Nogueira para deputada estadual. Eu não consegui acompanhar muito a plenária, porque fiquei ajudando desde cedo na parte estrutural e logística, mas num breve momento cheguei e quem estava fazendo uma saudação era a Alexsara Maciel. Ela contava, emocionada, que um dia encontrou-se com Alzira em tal ou qual lugar e a nossa assistente social estava com um sapatinho novo, lindo, e que, minutos depois, ela já apareceu com pés descalços.

– Alzira, cadê teus sapatos?
– Eu acabei de dar para uma moça que estava precisando, teria respondido Alzira.

A Alexsara foi minha professora na Unifap quase 20 anos atrás. Mulher preta e de esquerda, marxista e combativa e, mesmo assim, nunca a tinha visto declarar apoio político de forma tão entusiasta para alguém como ela o fez nesta sexta. Fiquei feliz, e de certa forma emocionado com a história que ela contou. Mas, sobretudo, tive naqueles minutos ali um pequeno insight. É que eu percebi – só um pouquinho, um filigrama! – como é espetacular esse encontro. Foi com a Alexsara que eu aprendi, da pior forma, como pode o racismo estrutural ser tão canalha. Ela que é daquela geração de amapaenses que foi para a UFPA, estudou, foi do movimento negro, esforçou-se e se estabeleceu como professora em nossa universidade e, mesmo assim, recebia a alcunha maldosa de “complexsara”. É sinistro, é cruel e provavelmente também devo ter sido dos que falaram ou sorriram do termo. É violência política, de gênero e de raça. É pelo o que passam, também, mulheres pretas.

Eu vejo que no Amapá ainda não se expressou com toda força, eleitoralmente, aquele fenômeno similar ao que levou Marielle e outras mulheres como Renata e Dani, à votações muito grandes e representativas. Me parece que há essa demanda represada e pela força, em número e energia militante que a plenária expressou, a Alzira vai canalizar esse fenômeno. Que bom!

Que bom que o que antes era complexo, hoje é luta, encontro, potência, grito, revolta, amor e esperança!

Por fim, “pés-descalços” é um termo antigo cunhado pela UDN, pela direita brasileira, para tentar desqualificar o povo mais simples e trabalhador que ousa participar da política. Pois se não é irônico e maravilhoso que, nesta eleição, para deputada estadual, eu vou votar em uma legítima pés-descalços! Ontem senzala, hoje favela! Obrigado, pela oportunidade de ter um voto bom desses, Alzira, e obrigado Alexsara, pelas lições nas aulas lá atrás e na posição política do presente!

Vamos juntos!

*Por Marco Antônio P. Costa é cientista social, jornalista e militante político há mais de 20 anos.

Randolfe concorre pela 10a vez ao Prêmio Congresso em Foco

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) é o parlamentar amapaense mais bem avaliado na história do Prêmio Congresso em Foco e mais uma vez concorre entre os políticos que tiveram melhor desempenho nas atividades legislativas no exercício do ano de 2021.

No último prêmio, o parlamentar foi  o vencedor da categoria mais concorrida, a de “Melhor Senador”, no voto popular. Ele foi escolhido com 67 mil votos na internet. Em edições anteriores, Randolfe foi o primeiro, por seis anos consecutivos o melhor senador, na votação dos jornalistas que cobrem os acontecimentos do Congresso.

Na votação atual, Randolfe concorre em quatro categorias: “Melhor Senador”,  “Defesa da educação”,  “Defesa da liberdade no transporte” e “Defesa do clima”.

O Prêmio Congresso em Foco premia os deputados e senadores mais bem avaliados pelo público, pelo júri especializado e por jornalistas que cobrem as casas legislativas.

A votação popular vai acontecer de 1º a 31 de julho e qualquer pessoa pode participar, basta seguir os comandos no endereço para votação: https://premio.congressoemfoco.com.br/

Assessoria de comunicação do senador Randolfe Rodrigues

TJAP inicia inscrições para a 3ª edição do Casamento Homoafetivo na Comunidade

O Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), em parceria como o Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT do Amapá (CELGBT), iniciou, na sexta-feira (1º de julho), as inscrições para a 3ª edição do Casamento Homoafetivo na Comunidade. Com inscrições abertas até o dia 20 de julho, a expectativa é que 35 casais realizem a união civil no evento, agendado para 27 de agosto, no prédio da Secretaria Extraordinária de Políticas Públicas para a Mulher.

As inscrições para o Casamento Homoafetivo na Comunidade são realizadas presencialmente, das 8h às 12h, no prédio do Conselho Estadual dos Direitos da População LGBT, localizado na Rua Claudomiro de Moraes, 1079 A – Novo Buritizal, em frente ao Superfácil. Os casais interessados em oficializar a união devem portar documento de identidade, CPF, Certidão de Nascimento e comprovante de residência.

Para Simone de Jesus, integrante do CELGBT, o programa cumpre um importante papel na luta pela igualdade de direitos para pessoas LGBTQIA+. “Esta ação é um marco histórico para o movimento LGBTQIA+. Um Casamento Homoafetivo na Comunidade com parcerias como o Tribunal de Justiça representa os avanços que a comunidade conseguiu alcançar”, destaca Simone.

A celebração de casamentos homoafetivos tem respaldo jurídico em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e na Resolução nº 175, de 14 de maio de 2013 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – ambas obrigam os cartórios de todo o Brasil a aceitarem a realização de casamentos civis de casais do mesmo sexo ou permitir a conversão de união estável homoafetiva em casamento.

Serviço:

Texto: João Paulo Gonçalves
Contato: (96) 3312.3800
Assessoria de Comunicação Social do TJAP

Estatuto do Boêmio do Bar do Abreu – Crônica de Renivaldo Costa – @renivaldo_costa

Caricatura do artista plástico Wagner Ribeiro

Crônica de Renivaldo Costa

Aprendi a ser boêmio com o Fernando Canto. Grande escritor, frequentador inveterado do Bar do Abreu e amante ativo da boa boemia (segundo Houaiss “boêmia” e “boemia”, estão certos, optei pelo segundo por uma questão de pronúncia), ele me fez entender seus fundamentos e princípios mais primitivos.

Quem me conhece um pouco sabe que qualquer hora da noite é uma boa hora pra me chamar pra uma conversa no Bar do Abreu. Sempre que posso, ou seja, quase todo dia, procuro exercer, essa que acredito ser minha verdadeira vocação.

Antigo Bar do Abreu da Avenida Fab – Foto: O Canto da Amazônia

O papo de uma mesa boêmia nunca tem função ou um objetivo claro. Nunca é totalmente concordado e nunca absolutamente negado. Sempre existem espaços pra novos comentários, desde que não sejam definitivos. O verdadeiro papo boêmio pode ser aparentemente banal e repetitivo (aos olhos de um amador).

Qualquer um que entenda muito de um assunto a ponto de esgotá-lo deve ser evitado numa boa mesa, assim como aquele que não se interessa por um assunto que não domina. Tudo interessa a todos sempre, mas nada chega a ser resolvido.

A boemia levada a sério pouco se lembra da boemia imaginada por aí. O combustível principal e verdadeiro de um boêmio de verdade é uma boa conversa. Este é o único requisito para que 8 horas passem como se fossem 5 minutos e ainda pareçam muito pouco.

Uma bebida alcoólica pode ajudar esse papo a funcionar melhor, mas, não se engane, para ser um bom boêmio você tem duas opções : 1 – beber responsavelmente, 2 – não beber. Explico:

Pessoas que não sabem beber, que passam da conta, que ficam bêbadas, de fato, não conversam. Elas falam (sozinhas), gritam, choram, balbuciam, abraçam, expelem fluídos, produzem ruídos, enfim, estragam sua própria noite fazendo qualquer coisa que esteja bem longe de um bom papo.

Segundo o Fernando Canto, um boêmio convicto tem que estar preparado pra enfrentar tantas noites quantas tais for convocado. Mesmo que sejam na seqüência, mesmo que sejam no dia de trabalho.

Diferencio um boêmio de uma fraude qualquer ao escutar uma frase como “hoje eu vou curtir muito a noite”. Essa frase me soa tão absurda como “agora vou curtir essa respirada”. Quem sai “pra curtir a noite”, não pode trabalhar no dia seguinte, vai ficar com ressaca, dor de cabeça, peso na consciência e etc.

Toda noite é digna de uma “curtição” e portanto, pode ser curtida. Triste é aquele que espera a sexta-feira pra isso.

Carnaval do Abreu da Fab, em 2016. Foto: arquivo pessoal de Elton Tavares

Para se aproveitar a noite como um profissional da boemia basta apenas que escureça, e daí por diante, amigo, a vida fica bem mais fácil. Concorda ?

Não.

Ótimo! Então puxe a cadeira, pede um “qualquer coisa” e seja bem-vindo ao Bar do Abreu. Temos muito o que conversar e a noite está apenas começando.

Vacinação antirrábica: confira os pontos itinerantes de 4 a 8 de julho em Macapá

Foto: Arquivo PMM

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) avança com a imunização itinerante de cães e gatos em Macapá entre os dias 4 a 8 de julho, de 9h às 13h, nos ramais Alemão e Vista Alegre. Além disso, é possível aplicar a dose da vacina nos pontos fixos localizados na zona sul da cidade.

O imunizante é ofertado gratuitamente para animais acima de três meses de idade e que estejam saudáveis. Para recebimento da dose, é necessária a apresentação do cartão de vacinação. A vacina é obrigatória e protege cães e gatos contra raiva animal.

Ponto itinerante:
Ramal do Alemão e ramal Vista Alegre, na Rodovia Josmar Chaves Pinto (antiga JK), no bairro Fazendinha

Pontos fixos:

Canil Municipal
Endereço: Rodovia Josmar Chaves Pinto (antiga JK), em frente ao Parque de Exposições da Fazendinha
Horário: 8h às 13h e das 14h às 17h
Departamento de Vigilância Ambiental
Endereço: Alameda Campo Belo, nº 207-11, no bairro Cabralzinho
Horário: 8h às 13h

Ana Cleide Torres
Secretaria Municipal de Saúde

Companhia Nu Escuro chega ao Amapá para oficina e apresentações teatrais

O Projeto “Dentro e Fuera” promove duas sessões do espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras” e uma oficina de Musicalidade Teatral no CEU das Artes da zona norte de Macapá.

Com 26 anos de trajetória, a Cia Nu Escuro (GO) chega a Macapá para mais uma etapa do projeto de circulação que inclui o Amapá, Roraima e Alagoas, além da Paraíba e Pará. Em Macapá, a Companhia se apresenta no CEU das Artes, no bairro Infraero 2, a programação se inicia na quarta-feira (6) com a Oficina Musicalidade Teatral – no teatro de bonecos. Já na quinta (07) e sexta-feira (08) é apresentado o espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”, sempre às 19h.

Após dois anos desenvolvendo ações virtuais em decorrência da pandemia, a Cia de Teatro Nu Escuro volta aos palcos e praças com o sentimento de reestreia do trabalho do grupo. Para os artistas, a circulação presencial é a realização de um sonho, por poderem relatar em suas histórias que se apresentaram em todas as capitais brasileiras, pois no roteiro desta circulação além de retornar a cidades que a Cia já esteve, ela irá se apresentar nas três capitais, Macapá (AP), Boa Vista (RR) e Maceió (AL), onde ainda não haviam se apresentado, além de buscar abrir uma ponte com a América Latina com apresentações em duas cidades na Argentina.

A Oficina “Musicalidade Teatral”

Ministrada por Izabela Nascente, a oficina é direcionada a pessoas interessadas em conhecer a musicalidade voltada para o teatro de bonecos e para a compreensão da música como dramaturgia no teatro de animação. Com duração de três horas, a atividade é uma vivência técnica sobre animação e manipulação de formas animadas.

“Nosso objetivo é ver os aspectos da musicalidade no teatro de animação. Nela trataremos de assuntos como ritmo de fala, corpo e materialidade; música como dramaturgia, pulsação, foco bem como discutir os processos composicionais de uma cena com bonecos e objetos”, complementa a atriz Izabela Nascente.

O espetáculo “O Cabra que Matou as Cabras”

Estreada em 2004, a peça conta a história de Pathelin, um advogado vigarista que sobrevive dando pequenos golpes em seus clientes, mas se vê envolvido em um caso de assassinatos de cabras e bodes. Uma trama cheia de traições, trapaças e reviravoltas, onde uma esposa maliciosa engana seu marido advogado que engana um comerciante ganancioso que engana seu empregado que engana um juiz que quer enganar todo mundo.

Inspirada na peça medieval francesa “A Farsa do Advogado Pathelin”, a montagem recebe influências dos cordéis nordestinos, esquetes de picadeiro, fábulas medievais, ditos populares e vários elementos da cultura popular brasileira, destaca Hélio Fróes, diretor da peça.

Através da circulação, o grupo visa consolidar o diálogo estético, através da troca de experiência e de técnicas cênicas entre os grupos teatrais das cidades visitadas e principalmente com a plateia presente. Este projeto foi contemplado no edital do Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás (2017) e apoiado pela Prefeitura Municipal de Macapá através da Fundação Municipal de Cultura e CEU das Artes, todas as atividades são de acesso livre e gratuito.

Serviço:

Projeto: “Dentro e Fuera”
Oficina: “Musicalidade no Teatral – no teatro de bonecos”
Data: 6 de julho, 18h às 21h, aos inscritos previamente.
Local: CEU das Artes (Infraero 2).
Inscrição: https://forms.gle/Aw3aJtwGspSEaZ658
Espetáculo: O Cabra que Matou as Cabras
Data: 07 e 08 de julho, às 19h.
Local: CEU das Artes (Infraero 2).

Ficha Técnica:

Direção e Dramaturgia: Hélio Fróes
Elenco: Abilio Carrascal, Adriana Brito, Eliana Santos, Izabela Nascente e Lázaro Tuim
Direção Musical: Sergio Pato
Preparação Vocal: Abilio Carrascal
Coreografias: Lázaro Tuim
Cenografia: Mara Nunes e Hélio Fróes
Figurinos e Bonecos: Izabela Nascente
Direção de Produção: Lázaro Tuim

Produção Local e Assessoria de Comunicação (AP)
Paulo Rocha 96 98412-4600

I Encontro de Atividades Extensionista do Programa de Pós-graduação em Letras da Unifap debate a relevância de extensão na formação do pesquisador de pós-Graduação

O Programa de Pós-graduação em Letras da UNIFAP (PPGLET) da Universidade Federal do Amapá (Unifap), realizará, no período de 12 a 15 de julho, o I ENCONTRO DE ATIVIDADES EXTENSIONISTAS E DE EGRESSOS DO PPGLET com a temática: Compartilhando saberes e experiências. O evento será composto por conferências, oficinas, relatos de experiência, mesas de diálogos e comunicações orais, que ocorrerão das 14h às 19h, de forma online e gratuita.

O encontro visa promover o intercâmbio, a reflexão e a troca de conhecimentos entre docentes, acadêmicos, mestrandos e egressos, a fim de possibilitar o compartilhamento das aprendizagens adquiridas por meio das atividades de extensão e, além disso, proporcionar discussões sobre a importância dessas atividades para o progresso dos cursos de pós-graduação e para o processo de formação acadêmica.

O evento é fruto de um projeto de extensão realizado por um grupo de mestrandos do PPGLET, que após a realização da atividade, em duas comunidades quilombolas do município de Mazagão, sentiram a necessidade de compartilhar suas experiências e promover diálogos sobre a prática extensionista na pós-graduação.

Aos interessados em submeter propostas de comunicações orais e relatos de experiência, o período de inscrições será de 27/06 a 04/07 de 2022. Aqueles que pretendem participar das oficinas do encontro deverão se inscrever no evento no período de 27/06 a 09/07 de 2022. Já as pessoas que desejarem se inscrever como ouvintes, o período será de 27/06 a 11/07 de 2022. As inscrições poderão ser feitas por meio do endereço eletrônico: https://www.even3.com.br/encontroextensionistappglet/

Ascom Unifap

Amapá e Guiana Francesa: tecendo o esperançar nas Amazônias rumo ao X FOSPA 2022

I Encontro Internacional do Fórum Social Pan-amazônico na Guiana Francesa Foto: Fabien Canavi

Uma parceria de longa data segue em diálogos a caminho do X Fórum Social Pan-Amazônico (FOSPA) que se realizará entre 28 e 31 de julho de 2022, em Belém do Pará, Brasil! A parceria entre o Amapá e a Guiana Francesa no âmbito do FOSPA ganhou força a partir de 2014, quando se realizou o VII Fórum Social Pan-Amazônico na cidade de Macapá, no Estado do Amapá, trabalhando em conjunto para reforçar o Comitê do FOSPA da Guiana Francesa. Desde então, uma série de reuniões e diálogos têm sido tecidos neste esperançar.

O Comitê FOSPA Guiana Francesa é articulado pelo Fórum Social Permanente da Guiana (FSPG) representado por Nora e Elie Stephenson; União dos Trabalhadores da Guiana Francesa (UTG) por Fabien Canavi e a Secours Catholique Guiana Francesa, que também vem desempenhando importante papel na construção dos diálogos e articulações FOSPA Guiana Francesa.

Em Julho de 2019, o FOSPA Amapá organizou o VIII Círculo de Saberes Cuidando da Amazônia, em Vila Vitória, no Oiapoque-AP, um município limítrofe da Guiana Francesa. Na ocasião, oficializou-se o convite de honra aos companheiros franco-guianenses para participarem do Pré-FOSPA Amapá, também realizado em novembro do mesmo ano. Uma poderosa caravana de companheiros guianenses chega a Macapá, que retribuem a parceria convidando o Amapá a participar do I Encontro Internacional do Fórum Social Pan-amazônico na Guiana Francesa.

Para Wemerson Santos, Membro do Comitê Executivo do FOSPA, existe uma incidência política em relação à dimensão de colonização, seja o Amapá com problemas coloniais portugueses e a Guiana Francesa, pela colonização francesa, que existe sobre guianenses. E isso faz com que a ponte não separe os povos, e sim, faça a união de quem enfrenta problemas iguais dentro da sociedade.

VIII Círculo de Saberes Cuidando da Amazônia, em Vila Vitória, no Oiapoque-AP Foto: Wemerson Santos

“Não somente a dimensão geográfica, as cores, a etnia e as línguas nos aproximam. Os modos de vida de Amapá e Guiana Francesa têm muito mais semelhança, identidade e ancestralidade, se comparado com o mundo europeu francês. Então os problemas que enfrentamos aqui são comuns, passando pelo saneamento básico, saúde, educação e outros. Estamos em territórios de biodiversidade. Modos de vidas que têm muita relação, como vidas na roça, ribeirinhas, indígenas, quilombolas e tantos outros estilos de vivências que nos conectam”, explicou.

O FOSPA Amapá e a Guiana Francesa continuam tecendo o esperançar nas Amazônias. A artesanía dessa tessitura fortalece o intercâmbio de Pré-Fóruns e Iniciativas de Ação a caminho do X FOSPA 2022, a partir do horizonte político, pedagógico, organizativo e metodológico dos Círculos de Saberes. Nesse caminho, o intercâmbio entre Pré-Fórum Guiana Francesa-Amapá terá lugar nos dias 25 e 26 de Junho de 2022 e o intercâmbio Pré-Fórum Amapá-Guiana Francesa terá lugar no mês seguinte, nos dias 24 e 25 de Julho de 2022.

Os dois comitês entrelaçam conhecimentos e sentimentos com o intercâmbio entre as suas delegações, seguindo a organicidade dos critérios e a metodologia de participação para o X FOSPA Belém 2022, nas Casas de Saberes e Sentires e com as Iniciativas de Ação: Vidas Negras na Amazônia, Nossa Vida é nossa Roça e a Convenção 169 da OIT.

Pré-FOSPA Amapá Encontros Cuidando da Amazônia. Foto: Celleny Servitta

“Somos semelhantes em muitos aspectos em termos de exploração social, ambiental, política e econômica, mas também estamos unidos pelo nosso compromisso de sermos guardiães da nossa Amazônia, defendendo o nosso território e cuidando da natureza”, concordam ambos os representantes de cada Comitê do FOSPA.

É nessa sinergia de semeia e colheita que o Amapá e a Guiana Francesa caminham juntos para colher os melhores frutos rumo ao X FOSPA Belém 2022, juntas e juntos tecendo o esperançar nas Amazônias.

Texto: Celleny Servitta
Fonte: Fórum Social Pan-Amazônico

Grupo amapaense Âmago, selecionado para festival nacional, busca apoio para viagem

Grupo já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa – Foto: divulgação

Por Pérola Pedrosa

O grupo de dança do Amapá Âmago teve três coreografias selecionadas para Festival de Dança de Joinville, que acontecerá de 19 a 30 de julho no estado de Santa Catarina, região sul do Brasil.

O grupo que já tem 4 anos de estrada, já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa, tem a dança contemporânea como principal linguagem artística, utiliza-se das artes teatrais e a performance para a composição de suas obras. É composto atualmente de 7 bailarinos, que são Letícia Paixão, Aline Pires, Dâniza Dias, Doriely Ribeiro, Gabriela Furtado, Pablo Sena, Micheli Andrade e Vitória Almeida.

Grupo já se apresentou em festivais na região Norte e Guina Francesa – Foto: divulgação

Para a 39° edição do Festival de Dança de Joinville irão apresentar as coreografias: “Saudade, será que não tem fim?” – Duo contemporâneo, também do coreógrafo Pablo Sena e o solo contemporâneo “Incantu amazônico”, da coreógrafa Letícia Paixão e “Meu lado vazio” – Conjunto contemporâneo do coreógrafo Pablo Sena;

A corégrafa Letícia Paixão destaca que o festival é o maior em apresentação e importância do pais, e que o grupo ficou muito feliz em ter sua inscrição escolhida entre 4 mil inscritos. “Dentre os 4 mil inscrições nossas três coreografias foram selecionadas para apresentação em Joinville, é gratificante e uma grande responsabilidade representar o Amapá e nossa dança no maior festival do Brasil. Estamos numa campanha para arrecadar fundos para colaboração de passagens e hospedagem para os dias que ficaremos lá”, informa.

Para dar uma força para o grupo ir até o Festival, é só entrar em contato: (96)98104-8966

Fonte: site da Alyne Kaiser.

Brenda Zeni saúda The Cranberries, dia 09 de julho, em Show Especial

Roqueira amapaense Brenda Zeni – Foto: divulgação

A roqueira amapaense Brenda Zeni, faz no sábado, 9 de julho, uma saudação à banda The Cranberries, grande sucesso nos anos 90. Este ano fez quatro anos da morte de sua vocalista, Dolores O’Riordan.

O clima da banda é simplesmente entorpecedor. É fácil mergulhar no clima que a banda criou e registrou em centenas de sons ao longo da carreira. Sendo absorvida facilmente pelos seus ouvintes e tendo diversos ouvintes.

Brenda revela que um de seus sons de maior alcance é uma declarada inspiração nos arranjos da banda. A música Sonho Leve, bebeu diretamente do climão da banda.

“Tava muito a fim de ter um discurso louco e cheio desse torpor que a banda traz em seus arranjos e como sou ouvinte assídua, foi fácil me aproximar do jeito como a banda costuma soar – conta Brenda”, que vai executar a composição – Sonho Leve – inspirada na banda, durante o show. Também vai tocar outras duas músicas suas que recentemente saíram no seu último disco – via Natura Musical, Pororoca Sound, no clima do show do The Cranberries.

O show Especial acontece dia 09 de julho, no Espaço DAVUK Rock Bar, onde Brenda Zeni, junto da banda Macho Véio farão essa grande saudação a uma das mais fortes influências da artista.

Os ingressos são limitados e já estão à venda no próprio DAVUK Rock Bar, nas lojas Norte Rock do Vila Nova Shopping e Cerimonial Rock Bar, além de poderem ser comprados pelo telefone 96 991100724.

Assessoria de comunicação

Grupo de Teatro amapaense faz intercâmbio cultural na Paraíba

A Cia. Teatro do Riso do Amapá fará, através do espetáculo ESPELHOS, intercâmbio cultural com um dos maiores grupos em referência teatral da Paraiba, a Cia. Oxênte de Atividades Culturais, com uma longa estrada de conquistas e reconhecimentos pelas grandes produções em 39 anos de experiências pelo país. No período de 5 a 11 de julho do corrente ano, na cidade de João Pessoa/PB, as duas Companhias se encontrarão para uma conexão de atividades culturais. Na programação a Cia. Oxênte apresentará o espetáculo solo MARIA’S, com dramaturgia e direção de Antonio Deol, tendo em cena a consagrada atriz Mônica Macedo; ensaio fechado da nova produção FORMIGAS BEBEM ABSINTO NO ARMAZÉM DO CAOS, uma obra que fala da dinâmica da vida social que pode ser vista através de elementos da teoria do caos, tendo como dramaturgo o renomado artista Everaldo Vasconcelos e como diretor o pernambucano de longa trajetória nas artes cênicas e reconhecido nacionalmente Jose Manoel Sobrinho. Ainda na programação teremos rodas de conversas e encontros de conexão cultural (Caçuá de Memórias). A Cia. Teatro do Riso do Amapá, apresentará o espetáculo ESPELHOS em duas sessões no Teatro universitário Lima Penante, participará de oficinas, rodas de conversas e intercâmbio de muitas trocas com a renomada Cia. Oxênte.

Segundo Genário Dunas, que assina a direção do espetáculo amapaense ESPELHOS, afirma que aportar em outras terras com o teatro amapaense é uma oportunidade ímpar de trocas e de conhecimentos culturais. Quem produz teatro, precisa pensar em ultrapassar fronteiras e conquistar novos territórios. Criar conexões, abraçar novas ideias e falar do teatro amapaense fora de nossa zona de conforto, é pensar em novas possibilidades de futuro. A Cia Oxênte da Paraiba tem uma longa trajetória em montagens com o universo feminino, a exemplo dos espetáculos: Jogo das Máscaras, Paió de Fogo, As Mulheres de Lourdes, Redemunho, Maria’s, Anáguas, Girandei, A noiva que botou o noivo na justiça, etc. Será um encontro de investimentos para o fazer teatral dos artistas amapaenses em trânsito.

O convite do intercambio deve-se a dramaturgia do espetáculo ESPELHOS, a mais nova produção da Cia. Teatro do Riso, que em suas encenações em solo amapaense, já conquistou o olhar mais atencioso do público, pela provocação da temática envolvendo as mulheres e seus legados. É um trabalho centrado nas interpretações das atrizes: Rechene Amim, Roberta Picanço, Tina Araújo e Solange Simit, que usando de fragmentos de suas trajetórias de vida e apropriando-se do biodrama, trazem para a cena histórias vividas de seus mundos. As atrizes/personagens relatam em narrativas suas memórias, convocando o público a refletir, compreender e trocar experiências, numa relação olho a olho. Através de seus conflitos, já superados, no jogo dos retrovisores da vida, principiando pela infância até os dias de hoje, os rastros (hoje dramaturgia) vão revelando-se nas questões afetivas, amorosas, familiares, de mulheres empoderadas dispostas a usar palavras e registros de suas histórias numa perspectiva de abraçar mais mulheres e ecoar mais os discursos.

FICHA TECNICA do espetáculo ESPELHOS

ELENCO: Rechene Amim, Roberta Picanço, Tina Araújo e Solange Simit.
Musica de acolhimento “TODA MULHER” – Composição de Genário
Execução de sonoplastia: Airton Silva
Figurinos e adereços: O Grupo
Fotografia: Luke Araújo
Design: Lucas Costa
Conscientização Corporal e Coreografia: Rafael Nunes
Captação de voz e estúdio: Aron Miranda
Musica Final: EU SOU DO NORTE – composição de Fineias Nelluty – interpretação de Brenda Melo.
Dramaturgia Coletiva: o grupo
Codireção: Paulo Alfaia
Estudo dramatúrgico e Direção Geral – Genário Dunas

Assessoria de comunicação

Tradição, cultura e história: Secult/AP apoia festa dos 35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo

Neste sábado (2), no Barracão da Tia Gertrudes, rolará a comemoração dos 35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo. O evento contará com apoio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult/AP).

Na Favela, o Ciclo do Marabaixo é uma herança deixada por Gertrudes Saturnino de Loureiro, que após a sua saída da frente da cidade, a pedido do governador da época, resolveu reconstruir sua história na Favela, onde criou seus filhos, filhas, netos e netas, deixando a eles e toda esta geração, o legado das festividades.

A neta de Gertrudes Saturnino, Valdinete Costa, marabaixeira, promesseira e festeira do ciclo do marabaixo, diz que “depois de dois anos sem a realização das atividades presenciais do ciclo do marabaixo, 2022 é um ano de reencontros e agradecimentos à Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo pelas batalhas vencidas e de um recomeço para todos nós”.

“O Marabaixo é uma expressão única. É a cultura do Amapá na essência e é nosso dever apoiar todos que possuem a missão de perpetuar essa tradição que herdamos de nossos antepassados para as novas gerações”, comentou o titular da Secult.

Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 2018, recebe apoio do Governo do Estado, com investimento de R$ 110 mil, através da Secult/AP, divididos igualmente entre os grupos realizadores em 2022.

Serviço:

35 anos de luta e resistência do Berço do Marabaixo
Hora: 14h
Data: 02/07/2022
Local: Barracão da Tia Gertrudes, localizado na na Avenida Duque de Caxias, Nª 1203, no bairro Santa Rita.
Apoio: Secult/AP

Assessoria de comunicação

MP-AP recebe visita institucional do comandante do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil

Na última sexta-feira (1), a procuradora-geral de Justiça do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Ivana Cei, recebeu, na Procuradoria Geral de Justiça – Promotor Haroldo Franco, a visita institucional do comandante do 4º Distrito Naval da Marinha do Brasil, vice-almirante Edgar Barbosa, e do chefe do Estado-Maior do Comando do 4º Distrito Naval, contra-almirante Carlos Roberto.O objetivo do encontro foi estreitar os laços institucionais e dar seguimento nas parcerias entre os dois órgãos em prol da sociedade.

O encontro também contou com a participação do chefe de Gabinete da PGJ, promotor de Justiça João Furlan; o presidente da Sociedade Amigos da Marinha (Soamar) do Amapá, Glauco Cei; capitão dos Portos do Amapá, Kaysel Ribeiro; capitão dos Portos do Amapá nomeado, João Reis; os assistentes, capitão de corveta Gabriel Barbosa e capitão-tenente Wesley Silva; e o sargento escrevente Marcos Assis.

Honrarias

A PGJ, Ivana cei, fez a entrega da Medalha dos 30 Anos do MP-AP – que tem como símbolo a árvore Samaúma, que simboliza força, imponência, comunicação, longevidade e a região amazônica – ao vice-almirante Edgar Barbosa e ao contra-almirante Carlos Roberto, em agradecimento aos serviços prestados e pela parceria entre os órgãos ao longo dos anos.

Na oportunidade, o comandante do 4º Distrito Naval homenageou a procuradora-geral de Justiça do MP-AP com uma moeda de representação do Distrito Naval e um livro. O chefe de Gabinete da PGJ, promotor de Justiça João Furlan, e o presidente da Soamar, Glauco Cei, também receberam a honraria de representação.

Missão da Marinha no Amapá

O órgão tem o objetivo de fazer cumprir a legislação, os atos e normas, nacionais e internacionais que regulam os tráfegos marítimos, além de fiscalizar os serviços de praticagem; realizar inspeções navais e vistorias; instaurar e conduzir Inquéritos Administrativos sobre Fatos e Acidentes da Navegação; dentre outros, para garantir a defesa nacional, salvaguarda da vida humana e prevenção da poluição hídrica.

A PGJ do MP-AP ressaltou a importância da Marinha no Amapá pelos relevantes serviços prestados.

“A presença da Marinha do Brasil é muito importante para estruturar uma base de operações que permita a plena atuação estratégica no Extremo Norte do país. Além de auxiliar a restringir a ocorrência de delitos transfronteiriços como contrabando, mineração ilegal, narcotráfico, tráfico de armas, tráfico de pessoas e tráfico de recursos naturais, eles possuem um trabalho maravilhoso levando saúde e cidadania para as comunidades ribeirinhas. Sua atuação é muito importante no Amapá. Nós do MP-AP estamos à disposição para auxiliar no que for possível”, afirmou Ivana Cei.

Serviço:

Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Gerente de Comunicação – Gilvana Santos
Texto: Fernanda Miranda e Ana Beatriz Peres
Núcleo de Imprensa
E-mail: [email protected]

GEA investirá R$ 3,5 milhões nos desfiles das escolas de samba 2023

A Liga Independente das Escalas de Samba do Amapá (Liesap) receberá a porte financeiro de R$ 3,5 milhões para o desfile das agremiações carnavalescas do Amapá.

O anúncio foi feito pelo governador Waldez Góes e pelo senador Davi Alcolumbre durante um evento de prestações de contas da Secretaria de Estado da Cultura (Secult). Com esse investimento as 10 escolas de samba poderão começar mais cedo a se preparar para o carnaval do ano que vem.

Para o presidente da Liesap, Jocildo Lemos, este é um momento de comemoração. “ É a primeira vez que esse aporte financeiro é feito há pelo seis meses do Carnaval, assim as escolas podem se preparar com antecedência para os desfiles”, disse.

O governador Waldez reafirmou o compromisso com a reforma do Sambódromo. “ A reforma irá começar pelo área do Sambódromo, como temos quase sete meses para o carnaval temos tempo para a conclusão das obras”, discursou o governador.

O senador Davi Alcolumbre afirmou que esse investimento é o mais importante dos últimos tempos. “ Porque quando há investimentos públicos, nós sabemos que a iniciativa privada também apoia e com isso quem ganha é o Carnaval Amapaense”, afirmou o senador.

Os desfiles oficiais serão realizados nos dias 17 e 18 de fevereiro de 2023.

Adryany Magalhães
Asscom/ Liesap