Alcinéa Cavalcante terá obra “Caneta Dourada” lançada na Bienal de Culturas Lusófonas de Lisboa – @alcinea

A escritora, poeta e jornalista do Amapá, imortal da Academia Amapaense de Letras (AAL), além de querida amiga deste editor, Alcinéa Cavalcante, terá sua obra, “Caneta Dourada”, lançada na Bienal de Culturas Lusófonas de Lisboa (POR), que será realizada no dia 5 de maio de 2019.

Publicado pela editora Mágico de Oz, o livro reúne belos poemas ou crônicas da autora tucuju.

O evento, que conta com o apoio do Núcleo de Letras e Artes de Portugal, visa difundir e preservar a literatura de países da Língua Portuguesa e integrantes da Comunidade Lusófona.

Internacionalmente conhecida, Alcinéa já atravessou oceanos com outros feitos literários, como o conto “A pedra encantada do guindaste”, publicado na Antologia “As Melhores Obras deste Século”, em 2017.

” A pedra encantada do guindaste” também faz parte da antologia “Vozes Portuguesas”, do Núcleo Acadêmico de Letras e Artes de Lisboa, lançada em Maio do mesmo ano, em Odivelas (Portugal).

Em outubro de 2018, com o conto “La Pierre enchantée” integrou a antologia “Les Plus Belles Oeuvres de ce Siècle”, que foi lançado no Museu do Louvre, em Paris (FRA) e no no Museu do Perfume, na cidade de Marrakesh (MAR).

Por conta de sua contribuição literária, Alcinéa já foi homenageada e recebeu medalhas que o Núcleo de Letras e Artes de Portugal concede a escritores lusófonos, como o prêmio Camões.

Alcinéa escreve com colorida ternura e leveza. Seu lirismo é recheado de referências da memória afetiva amapaense, que se confunde com seu admirável talento.

Tudo que li de sua autoria, sejam poemas, contos ou crônicas, além dos incontáveis textos jornalísticos, foi feito com brilho peculiar da escritora.

Repito sempre: Alcinéa é “PHO – DA”! Assim mesmo, com PH, silabicamente e em caixa alta. E estou orgulhosão dela.

Meus parabéns à escritora, que representa a literatura do Amapá nacional e internacionalmente. Orgulho de ti, Néa. Estamos felizes por você e por nós. Parabéns!!

Elton Tavares

Ayres Britto: “Ou a liberdade de imprensa é completa ou é um arremedo de liberdade”

Do ministro aposentado do Supremo Ayres Britto, relator da ação que derrubou a antiga Lei de Imprensa, editada no regime militar:

“A Constituição não diz ‘é livre’, diz ‘é plena a liberdade de informação jornalística’. Então é um sobredireito. E o pleno é íntegro, é cheio, é compacto, não é pela metade. Então, ou a liberdade de imprensa é completa, cheia, íntegra, ou é um arremedo de liberdade de imprensa. É uma contrafação jurídica”.

Fonte: Espaço Aberto

Laguinho celebra o Ciclo do Marabaixo

A partir do dia 21 de abril, o bairro do Laguinho, localizado na área urbana de Macapá, dará início a mais uma festividade em louvor a Santíssima Trindade e ao Divino Espírito Santo. É o Ciclo do Marabaixo, evento secular e tradicional do Amapá, realizado antes na frente da cidade de Macapá pelas famílias afrodescendentes que habitavam no local até o período de instalação do Território do Amapá a partir de 1943.

A festividade que segue o calendário litúrgico da igreja católica, tem seu início no sábado de aleluia com festividades nas comunidades da Favela (Santa Rita e Centro) e Campina Grande, e seu término no primeiro domingo após o dia de “Corpus Christi”, chamado de “Domingo do Senhor”, onde ocorrem as derrubadas dos mastros e a escolha dos festeiros para o próximo ano.

No bairro do Laguinho, os eventos lúdicos e religiosos são celebrados em duas casas de famílias tradicionais; A Casa do Mestre Pavão, na Avenida José Tupinambá de Almeida, e na Casa da Tia Biló, residência que morou o Mestre Julião Ramos.

A Tia Biló

Benedita Guilherma Ramos, popularmente e carinhosamente conhecida como Tia Biló, nasceu no dia 10 de fevereiro de 1925, na cidade de Macapá. De seus dez irmãos é única filha viva de Julião Tomaz Ramos (Mestre Julião Ramos) e Januária Simplícia Ramos.

Como dançadeira, cantadeira e compositora de marabaixo, Tia Biló tem dado continuidade ao legado de seus pais e avós de realizar as festividades do ciclo do marabaixo e hoje tornou-se uma das precursoras do marabaixo, transmitindo para as novas gerações como seu filho Joaquim Ramos (Munjoca) e sua neta/filha Laura Cristina da Silva conhecida como Laura do Marabaixo e Danniela Ramos (neta) este tradicional festejo do calendário cultural do Amapá.

Em 1988, Tia Biló, juntamente com sua família Ramos, fundaram a Associação Cultural Raimundo Ladislau.

Raimundo Ladislau foi uma das grandes personalidades negras do bairro do Laguinho, considerado um dos mestres da cultura do marabaixo e compositor do antológico e tradicional “ladrão de marabaixo”, mais conhecido no Estado e gravado por Luiz Gonzaga. “Aonde tu vai rapaz por esse caminho sozinho, vou fazer minha morada lá pros campos do Laguinho”.

De acordo com Laura do Marabaixo, festeira do ciclo em 2019, o evento atinge diretamente duzentas pessoas e indiretamente dez mil pessoas entre crianças, jovens e adultos de todo o Estado, populações de comunidades rurais, urbana e tradicionais, afrodescendente e quilombolas. “Dentre os objetivos da Associação Raimundo Ladislau está a manutenção e potencialização da cultura negra através da realização do ciclo do marabaixo no bairro do Laguinho como legítima manifestação cultural do Estado, e a preservação das tradições herdadas de precursores como Julião Ramos, Raimundo Ladislau e Tia Biló”. Enfatizou Laura do Marabaixo.

Em 2019, além das festividades tradicionais do evento, o ciclo do marabaixo terá em seu calendário, atividades pedagógicas com escolas e universidades, oficinas voltadas para o marabaixo, workshop, rodas de conversas, artesanato afro, comercialização de produtos da cultura afro, entre outros.

“Hoje o marabaixo tombado como patrimônio imaterial cultural do Brasil assume definitivamente a linha de frente da cultura amapaense e nós marabaixeiros e marabaixeiras do Amapá, temos a responsabilidade e o compromisso de darmos continuidade à esta herança e associarmos com isso, métodos de incentivos e valorização de nossa cultura”, finalizou, Laura.

Programação do Ciclo do Marabaixo:

Local: Centro Cultural Casa da Tia Biló
Rua Eliezer Levy, 632 – Laguinho

21/04 – 1º Marabaixo – Domingo de Páscoa – Marabaixo da Ressurreição – 16h
25/05 – Corte do Murta – Sábado do Mastro – No Curiaú – 09h
25/05 – Participação de alunos do IFAP e do Projeto “Macapá Mais Bonita sem dengue e sem zica”, em parceria com Ministério Público.
26/05 – 2º Marabaixo – Domingo do Mastro
29/05 – 3º Marabaixo – quarta-feira da Murta do Divino Espírito Santo – de 16h às 06h da quinta-feira (Levantação do Mastro)
29/05 – Participação dos alunos da EJA da Prefeitura.
30/05 – Início das Novenas do Divino Espírito Santo – 19h
31/05 – 1º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo – 21h
07/06 – Início das Novenas da Santíssima Trindade – 19h
08/06 – 2º Baile dos Sócios do Divino Espírito Santo – 21h
09/06 – Domingo do Divino Espírito Santo – Igreja São Benedito – 07h
09/06 – Domingo do Divino Espírito Santo – Café da Manhã
09/06 – 4º Marabaixo – Marabaixo da Murta da Santíssima Trindade – de 16h às 06h da segunda-feira (levantação do mastro)
10/06 – 1º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade – 21h
15/06 – 2º Baile dos Sócios da Santíssima Trindade – 21h
16/06 – Domingo da Santíssima Trindade – Igreja São Benedito – 07h
16/06 – Domingo da Santíssima Trindade – Café da Manhã – 09h
20/06 – Marabaixo de Corpus Christi – 17h
23/06 – Domingo do Senhor – Derrubação do mastro – 17h

Serviço:

Cláudio Rogério (texto e fotos)
E-mail: [email protected]
Telefone: 96 99141 8420
Assessoria de Comunicação

Show internacional “A Ponte” :Zé Miguel divide o palco do Norte das Águas com a cantora francesa Roseline Jersier

De um lado a presença marcante e magica da cantora francesa Roseline Jersier, soltando a voz e interpretando Zouk Love, de outro lado o cantor e compositor amapaense Zé Miguel e suas canções cheias de poesia e fascínio. Um encontro que promete encantar o público na noite do dia 04 de maio no espetáculo “A Ponte”.

O show acontecerá no Norte das Águas, localizado no Araxá, e é assinado por Edna Pantoja, produtora cultural amapaense, “é um show especial, com muito Zouk para o povo dançar, está sendo trabalhado com carinho para se transformar em uma noite magica que ficará na memória dos participantes”.

Roseline e Zé Miguel são os autores da música que empresta nome ao show e é, reconhecidamente, um dos maiores sucessos atuais no repertório de programas de rádio e televisão na Guiana Francesa.

Conheça a artista Roseline Jersier

Uma guianense, apaixonada por ciência e matemática que sonhava em ser astronauta e acabou se transformando em uma das maiores referências musicais da Guiana Francesa. Está é Roseline Jersier, cantora formada em jazz por uma das maiores escolas de Paris, ganhadora de prêmios e concursos culturais.

Roseline vem de uma família de nove filhos, pais guianenses e guadalupenses profundamente enraizados na música. Foi através da mãe, Rolande Dauphin, conhecida na Guiana por seu envolvimento cultural, cantora de “La Lyre Cayennaise”, que sonhava em um dia ver entre seus filhos um sucessor, que Roseline deu os primeiros passos na música.

Se apresentou em vários locais em Cayenne, Paris e durante três anos foi produzida pela LB Records, representada pelos irmãos Lancri, dos Estados Unidos. Os Lancri também produziram dois álbuns da cantora e, foi através deles que se apresentou no Zenith de Paris durante o Big Bad Zouk. Seu último álbum foi distribuído na Fnac de Paris.

A cantora também se apresentou várias vezes no Brasil. No Amapá, além de se apresentar ao lado de cantores amapaenses, Roseline gravou a musica “A Ponte” no ultimo álbum do cantor e compositor Zé Miguel, que divide com ela a parceria na composição da música, além disso a cantora fará uma participação especial na gravação do próximo álbum do cantor e compositor Fineias Nelluty.

Zé Miguel – Foto: Aílton Leite

Zé Miguel

A frase “Eu não vejo graça em outras coisas como vejo em cantar”, pronunciada por Elis Regina no auge de sua carreira, expressa bem o jeito de ser desse ícone da musica amapaense.

Primogênito de uma família de 06 irmãos, Zé Miguel optou pela carreira musical desde muito cedo. Iniciou cantando em Igreja Evangélica. A voz bem afinada encantava os fieis e, em pouco tempo, o pequeno artista era um dos preferidos para subir ao púlpito da igreja.

Cresceu buscando realizar o sonho de se tornar um grande guitarrista. Paralelo a isso, começou a exercitar o hábito de compor suas próprias canções, inicialmente com a intenção de participar dos festivais da época, depois tomou gosto pela coisa e seguiu adiante.

Com uma carreira amadurecida e consolidada, Zé Miguel lançou seis Cds solo e um DVD. Já dividiu o palco com grandes nomes da musica nacional e internacional. Participou de shows em diversos estados Brasileiros e é, reconhecidamente, um dos maiores nomes da musica popular amapaense.

Assista ao vídeo sobre: 

Serviço:

Show: A Ponte
Artistas: Zé Miguel e Roseline Jersier Local. Norte das Águas
Data. Dia 04/05/2019
Hora. 22h30
Valor mesa. 150,00
Reservas. 981216999

Assessoria de comunicação

Projeto ‘TECNO BARCA’ abre inscrições para residência artística no Bailique

Até o dia 15 de Maio estão abertas as inscrições para a residência artística do projeto “TECNO BARCA – Um ateliê galeria itinerante sobre a terra das águas”, que acontece entre 19 e 30 de Julho no Arquipélago do Bailique. A iniciativa reúne artistas que residirão durante 12 dias na Vila Progresso, compartilhando seus processos criativos, oficinas e intercâmbios junto às comunidades ribeirinhas.

As obras e ações resultantes serão instaladas em um barco – a “Galeria de Arte Flutuante” – que nos últimos dias da residência navegará pelo arquipélago, atracando nas pequenas vilas e convidando os moradores a participar das exposições, exibições de filmes e performances.

O TECNO BARCA busca conectar artistas e comunidades em ações de troca de saberes, criação colaborativa e formação de redes, apresentando diversas possibilidades de inserção da arte no cotidiano e no aprendizado.

Chegando em em sua terceira edição em 2019, o projeto é uma iniciativa do artista amapaense Wellington Dias, como uma oportunidade para se reconectar com as raízes familiares e levar ações artísticas a um lugar que geralmente está fora do circuito cultural.

Segundo Wellington, “Tecno Barca foi um chamamento, uma inquietude, um projeto imaginado e que se dá no coletivo, nos relacionamentos, na disposição para o encontro, a troca, o silêncio e atenção ao tempo da floresta, ao ciclo das águas, às urgências cotidianas, causos nobres e memórias dos ribeirinhos”.

Através de diversas parcerias, o projeto cresceu e hoje é realizado pelos coletivos Frêmito Teatro e Bando Filhotes de Leão em cooperação com a Cia. Supernova e o Coletivo Tensoativo, grupos independentes dedicados a movimentar a cena cultural amapaense. Em 2019, alguns dos artistas de fora do estado do Amapá que participaram da primeira e segunda edição retornarão ao Bailique para dar continuidade aos seus processos artísticos em diálogo com as comunidades e paisagens do Bailique.

Além dos participantes que retornam ao arquipélago, o projeto selecionará cinco artistas locais – residentes no Amapá – podendo ser oriundos de diversas áreas como artes visuais, artes cênicas e audiovisual. A inscrição é realizada através de um formulário online disponível no blog do projeto [http://tecnobarcabailique.blogspot.com/].

Para se candidatar, cada artista deve enviar informações sobre o trabalho que desenvolve e uma breve carta de intenção. O projeto oferecerá translado de barco até o Bailique, hospedagem, alimentação e uma ajuda de custo para os materiais das propostas artísticas.

SERVIÇO:

TECNO BARCA III – Um ateliê galeria itinerante sobre a terra das águas
Inscrições para artistas locais: até 15 de Maio
Data da residência: 19 a 30 de Julho de 2019
Inscrições pelo link: http://tecnobarcabailique.blogspot.com/
Contato: [email protected] | (96) 98107-1972)

REDES SOCIAIS:
Frêmito Teatro: https://www.facebook.com/fremitoteatro/
Bando Filhotes de Leão https://www.facebook.com/bandofilhotes.deleao
Cia. Supernova: https://www.facebook.com/ciasupernova/
Coletivo Tensoativo https://www.facebook.com/tensoativo/

Cármen Lúcia: “Todo censor é um pequeno ditador”

Brasília – A presidente do STF e do CNJ, Cármen Lúcia, participa de debate sobre a proteção integral da infância e juventude, na sede do TSE (José Cruz/Agência Brasil)

Da ministra do Supremo Cármen Lúcia, na abertura de um seminário sobre os 30 anos da Constituição e a liberdade de imprensa:

“Sem a imprensa livre, a Justiça não funciona bem, o Estado não funciona bem.”
[…]
“Todo censor é um pequeno ditador.”
[…]
“Quem não tem direito livre à própria liberdade de expressão não tem garantia de qualquer outro direito, porque palavra é a expressão da sua alma, do seu pensamento.”

Fonte: Espaço Aberto

MP-AP participa da passagem de comando da Polícia Militar do Amapá

O subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos e Institucionais do Ministério Público do Amapá (MP-AP), Nicolau Crispino, representando a procuradora-geral de Justiça, Ivana Franco Cei, participou nesta quarta-feira (17), no Quartel do Comando-Geral da Polícia Militar do Estado (PM/AP), da solenidade de passagem de comando da Corporação.

Na ocasião, o coronel Paulo Matias, recebeu o comando da PM/AP, do coronel Rodolfo Pereira de Oliveira Júnior, que ficou à frente da instituição por dois anos.

Durante a cerimônia, Coronel Rodolfo agradeceu a oportunidade de comandar a PM/AP de 2017 a 2019. Ele também agradeceu aos companheiros de corporação pela união e serviços que foram prestados. Por sua vez, Paulo Matias afirmou estar honrado pelo novo desafio profissional e garantiu empenho na missão de melhorar ainda mais a segurança da população.

O novo comandante-geral da PM/AP passou onze anos no Batalhão de Operações Especiais (Bope), inclusive, como comandante. Paulo Matias se formou na Academia de Polícia Militar de Pau D’Alho, em Pernambuco, e possui especializações como Curso de Aperfeiçoamento Oficial (CFO) e Curso Superior de Polícias.

“É fundamental que MP-AP e Polícia Militar sigam a unir suas forças no combate à criminalidade. Contamos com isso nesta nova gestão. A PM é essencial para a segurança do Amapá. Desejo sucesso ao novo comandante. Nós, do Ministério Público, estamos à disposição para auxiliar no que for necessário”, pontuou Nicolau Crispino.

Participaram do evento o governador do Amapá, Waldez Góes; deputados federais; o comandante da 22° Brigada de Infantaria de Selva, general Luiz Gonzaga Viana Filho; o comandante do Comando de Fronteira Amapá/34º Batalhão de Infantaria de Selva, tenente coronel Gelson de Souza; membros do parlamento estadual, vereadores, secretários de Estado, servidores do GEA, imprensa e sociedade civil organizada.

SERVIÇO:

Elton Tavares
*Fotos: contribuição de Márcio Pinheiro, da Secom/GEA.
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Samuzinho: Semsa divulga lista final de selecionados do processo para acadêmicos monitores

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) divulgou nesta quarta-feira, 17, a lista final de classificados para compor o quadro de acadêmicos monitores do projeto de extensão e ensino Samuzinho. A finalidade é ampliar as habilidades dos acadêmicos, por meio de atividades educativas de orientação e conscientização quanto aos serviços de urgência e emergência feitos pelo Município.

Inscreveram-se mais de 70 estudantes, que concorreram a 30 vagas destinadas aos cursos de Enfermagem, Medicina, Fisioterapia, Odontologia, Nutrição, Educação Física e Pedagogia. O processo de seleção foi feito em duas etapas, uma de análise curricular, documental e histórico acadêmico; e a outra de entrevista. O ingresso para monitoria no Samuzinho é totalmente voluntário, por tratar-se de um projeto de cunho social, não sendo remunerado.

Os classificados deverão assinar o Termo de Compromisso e Responsabilidade no dia 29 de abril, às 9h, por ordem de chegada, no Departamento de Urgência e Emergência da Semsa, na Avenida General Osório, nº 365, Laguinho, sala 215. Após esse período, os candidatos que não comparecerem cedem a vaga aos candidatos que compõem o quadro reserva.

Para visualizar o resultado, os candidatos devem acessar o site da prefeitura, no endereço www.macapa.ap.gov.br.

Jamile Moreira
Assessora de comunicação/Semsa
Contato: 99135-6508
Foto: Arquivo Semsa

Espetáculo “Cristo Por Elas” é narrado pelas mulheres que acompanharam a vida de Jesus

O Movimento Cultural Desclassificáveis apresenta o espetáculo “Cristo Por Elas”, a versão contada por mulheres que passaram pela vida de Jesus. O espetáculo será apresentado no Barracão da Tia Gertrudes, como parte da programação do Ciclo do Marabaixo, no sábado (20) de aleluia, às 19h30.

O enredo vai desde os tempos antigos, da adoração a Deusa da fertilidade Ostara, o diálogo sobre humanidade e teologia com a jovem Samaritana ao oferecer-lhe água até o relato do sofrimento silencioso de Maria, mãe do filho de Deus e Maria Madalena com o discurso íntimo sobre seu amor e sua devoção a Jesus.

Cristo Por Elas vão apresentar também os conflitos de fé, vida e morte das irmãs de Lázaro: Marta e Maria de Betânia.

A história sempre foi contada por homens, e a encenação busca o olhar feminino. Quais foram as grandes mulheres que acompanharam Cristo em sua trajetória e qual a importância que elas tiveram?

“A época da Páscoa é um momento de refletir não somente sobre a morte de Cristo, mas também as atitudes do ser humano perante suas virtudes e deficiências”, destaca o diretor da peça, Paulo Alfaia.

A dramaturgia é assinada por Junior Storck, no elenco estão as atrizes Andreia Lopes, Joseanne Karla, Kássia Modesto, Hayam Chandra, Renilda Navegante, Rosa Rente. A iluminação e fotografia é de Nil Costa, sonoplastia está com Thiago Klinghoffer. A maquiagem e adereços são de Jubson Blada. O contra-regra é Luciano Melo, o designer é assinado por Jessyca Santos. A produção é do Movimento Cultural Desclassificáveis e tem como parceiros: Berço do Marabaixo da Favela, Associação Amapaense de Folclore e Cultura popular (AAFCP) e Secretaria Estadual de Cultura (Secult).

A história sempre foi contada por homens, e a encenação busca o olhar feminino – Foto: Mil Costa

Arte Cênica e Cultura Popular

De acordo com o diretor Paulo Alfaia, a parceria com o Berço do Marabaixo vem dando certo, e pelo segundo ano realiza a apresentação da peça durante a maior expressividade cultural do Estado e busca formar uma nova plateia e fortalecer a tradição popular.

“Estamos fazendo esse namoro entre a arte cênica com a cultura popular, as histórias daquele espaço, estamos com nosso bunker no barracão, fazemos saraus, peças e outras apresentações. Há 8 anos realizamos espetáculos na semana santa, e esse é o segundo no barracão”, finalizou.

Serviços:

Espetáculo: “Cristo por Elas”
QUANDO: 20/04 (Sábado da Aleluia)
ONDE: Bunker Desclassificáveis, localizado na Avenida Duque de Caxias, 1203, no Bairro Santa Rita (Barracão da Tia Gertrudes).
HORÁRIO: 19h30
CONTATOS: 991730955

Fonte: Café com Notícias

Peça ‘Uma Cruz para Jesus’ completa 40 anos de exibição na Semana Santa em Macapá

Atores participam de ensaio da peça ‘Uma Cruz para Jesus’, que completa 40 anos em Macapá — Foto: Allan Oliveira/Arquivo Pessoal

Por Ugor Feio

A peça teatral “Uma Cruz Para Jesus” completa 40 anos de apresentações em Macapá durante a Semana Santa de 2019. O espetáculo, exibido gratuitamente, acontecerá no anfiteatro da Fortaleza de São José, na orla da cidade, na quinta-feira (18) e na Sexta-feira da Paixão (19). O espetáculo é considerado um dos maiores a céu aberto do Amapá.

Realizada pela Companhia Teatro de Arena, a peça é gratuita, tem duração de pouco mais de uma hora e conta com a participação voluntária de 120 atores, músicos e produtores. A encenação conta a história desde a criação do mundo – segundo a visão cristã – até a paixão de Jesus Cristo.

Encenação da peça ‘Uma Cruz para Jesus’: um dos momentos mais esperados é a crucificação de Cristo — Foto: Ascom/PMM

Um dos momentos mais esperados é a cena da crucificação de Jesus Cristo, interpretado por Allan Oliveira. Ator veterano encerando o papel pelo décimo ano seguido, ele se despede do espetáculo em 2019.

“A Fortaleza é linda por si própria, já temos o cenário natural que faz o personagem crescer dentro da gente. A própria plateia consegue voltar no tempo e viver a emoção junto com os atores, dessa linda história”, comentou.

Allan Oliveira, que interpreta Cristo, no ensaio da peça ‘Uma Cruz para Jesus’, em Macapá — Foto: Allan Oliveira/Arquivo Pessoal

Outra atriz veterana que já participou do elenco, a professora Socorro Souza, foi conferir um dos ensaios e se emocionou. Ela foi a primeira mulher a interpretar na peça Maria, a mãe de Jesus. Ela se diz agradecida pelo sucesso do espetáculo, porque foi nos bastidores que ela conheceu o marido, o produtor do espetáculo, Amadeu Lobato.

“Estou muito emocionada, meu coração está disparado de alegria. Jesus é tudo na minha vida. Foi na peça que conheci meu primeiro amor. A peça tem o objetivo de mostrar Jesus, porque ele não morre nunca em nosso coração”, disse, emocionada.

Peça começou a ser exibida no fim da década de 1970, em Macapá — Foto: Amadeu Lobato/Arquivo Pessoal

Os ensaios com os atores voluntários e produção do espetáculo acontecem diariamente, abertos ao público, até o dia da primeira exibição, na quinta-feira. Eles ensaios os vários atos da peça já na área externa da fortaleza.

Serviço:

Espetáculo “Uma Cruz Para Jesus”
Dias: 18 e 19 de abril (quinta-feira e sexta-feira)
Hora: 20h
Local: anfiteatro da Fortaleza de São José
Entrada gratuita

Fonte: G1 Amapá

Ciclo do Marabaixo na Favela: Sábado da Aleluia tem Marabaixo da Aceitação no barracão de Gertrudes Saturnino

O Ciclo do Marabaixo na Favela inicia neste Sábado da Aleluia, 20 de abril, com o Marabaixo da Aceitação, no barracão da Gertrudes Saturnino, e a quarta geração da família se reúne para dar início a mais uma homenagem à Santíssima Trindade. As tradicionais rodas de marabaixo, rituais, novenas, missa, almoço dos inocentes, estarão intercaladas com workshop, rodas de conversa, ações sociais e educativas, exposições e empreendedorismo, como forma de retorno social e cultural para os participantes. A Associação Cultural Berço do Marabaixo da Favela está na coordenação do evento que encerra na festa de Corpus Christi.

Os festejos em homenagem à Santíssima Trindade remontam ao início do povoamento de Macapá, quando os primeiros moradores que habitavam ao redor da igreja São José, incorporaram a cultura do marabaixo à fé cristã. Nos anos 40, com a transferência dos negros do centro para a Favela, atual bairro Santa Rita, e Laguinho, o costume foi levado para estes redutos. À frente da mudança estava Gertrudes Saturnino, que criava “ladrões” de marabaixo, tocava e dançava.

Foi a fé de Gertrudes que mudou a trajetória da família Costa e o calendário do Ciclo, ao prometer à Santíssima um almoço para 12 crianças no Ciclo do Marabaixo, caso sua filha Natalina engravidasse. Ao nascer Manoel a bênção foi paga, e ainda hoje na Favela repete-se o costume de oferecer o Almoço dos Inocentes para as crianças, que representam os apóstolos. Depois de Manoel, vieram os demais filhos de Natalina Costa, falecida em 2017, que junto com os netos e bisnetos da pioneira dão continuidade à tradição.

A Santíssima Trindade é um dos Mistérios do Cristianismo simbolizada por uma coroa e em cima dela, o planeta terra e uma pomba. De acordo com a doutrina cristã a Trindade define Deus como três pessoas: Pai Filho e Espírito Santo. Outro elemento que identifica a Santíssima são as cores azul e branca, e nos barracões em que são feitas as homenagens durante o Ciclo do Marabaixo, dois na Favela e dois no Laguinho, fitas e adornos são feitos com esta combinação. Além da família e Associação, os pagadores de promessa, que pegam a bandeira da Santíssima Trindade no ano anterior, são responsáveis pela organização, e neste ano, Cristiane Barreto e José Trindade Barreto estão na condução dos festejos.

A Associação Berço do Marabaixo da Favela além preservar a memória e as tradições, faz um trabalho de inclusão cultural e incentivo à participação de mais pessoas para que se juntem aos devotos da Santíssima Trindade e pagadores de promessas. Estão programados momentos de conscientização e reconhecimento do marabaixo como cultura do Amapá com o workshop em escolas e espaços públicos, roda de conversa no Encontro Estadual do Marabaixo com o tema “O Assédio Moral e Sexual nas Rodas de Marabaixo”, ações educativas e de saúde, Feira de Empreendedores Afro, exposição e desfile de moda e estilo afro amapaense.

“Fazemos as rodas de marabaixo, as cerimônias religiosas, os bailes, que são tradicionais, mas também usamos este período para evidenciar os elementos da nossa cultura com a comercialização de vestimentas, artesanato e instrumentos, e para propagar nossas tradições e eliminar o preconceito com que ainda hoje somos tratados, mas a cada ano sentimos que nossas ações educativas e de inclusão surtem efeitos, o que torna o evento mais bonito e prestigiado”, disse Valdinete Costa, coordenadora do Ciclo do Marabaixo do Barracão da Getrudes Saturnino.

Calendário do Ciclo do Marabaixo no Barracão de Gertrudes Saturnino

Av: Duque de Caxias entre Manoel Eudóxio e Professor Tostes

Abril

20 – De 17h às 24h – Marabaixo da Aceitação

Maio

1º – De 17h às 24h – Marabaixo do Trabalhador

12 – De 17h às 24h – Marabaixo das Mães

25 – 08h às 14h – Sábado do Mastro. Retirada nas matas do Curiaú

Junho

07 à 15 – 19h – Ladainhas da Santíssima Trindade

09 – De 16h às 07h – Marabaixo da Murta da Santíssima Trindade

16 – 7:30 – Missa da Santíssima

16 – 8:30 – Café da Manhã

16 – 12h – Almoço dos Inocentes

16 – De 14h às 20h – Baile social e rodadas de marabaixo

20 – De 17h às 23h – Marabaixo de Corpus Christi

23 – De 17h às 20h – Derrubada do Mastro – Encerramento do Ciclo

Atividades de Inclusão e Educativas

03 à 24/05 – Workshop e palestras pré-agendadas em escolas

15/06 – De 09h às 20h – Dia Estadual do Marabaixo – Roda de Conversa

16/06 – 14h – Feira do Empreendedor Afro, exposição, desfile, ações social e de saúde, no barracão da Gertrudes Saturnino.

Mariléia Maciel
Assessoria de Comunicação

MP-AP promove encontro para debater a responsabilidade da comunicação ao divulgar casos de suicídio

Jornalistas, psicólogos, professores, estudantes e profissionais de diferentes áreas atenderam ao convite da Promotoria de Defesa da Saúde do Ministério Público do Amapá (MP-AP), para debater a responsabilidade da comunicação ao divulgar casos de suicídio. O alerta principal é que o foco deve mudar para prevenção e orientação aos que precisam de apoio.

Durante o encontro, realizado nessa terça-feira (16), no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, inúmeros relatos evidenciaram a urgência que o tema requer. “Apoiar a Rede de Valorização da Vida é uma prioridade e vamos atuar, em diferentes esferas, para que todos assumam suas responsabilidades. Precisamos nos unir para fortalecer a assistência psicossocial no Estado. A falta de orientação é um problema sério, que não pode mais ser negligenciado”, disse a PGJ do MP-AP, Ivana Cei, na abertura do encontro.

Ao convocar a reunião, a promotora de Justiça Fábia Nilci, titular da 2a Promotoria de Defesa da Saúde, justificou que a maioria das publicações ao reportarem casos de suicídio, no Amapá, não respeitam as orientações da Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo necessário, portanto, reforçar tais diretrizes. “Esse é o primeiro passo. Vamos intensificar o diálogo com as pessoas que atuam na mídia, mas outras medidas ainda serão adotadas”.

Afinal, o que está sendo feito de errado?

O coordenador do Ambulatório de Atenção à Crise Suicida (AMBACS), doutor em psicologia e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Washington Brandão, destacou que a divulgação inadequada de casos de suicídio podem provocar o chamado “Efeito Werther”. “Termo utilizado pelo sociólogo David Phillips, em 1974, para definir o efeito imitativo do comportamento suicida”, explicou.

Falar de suicídio nos meios de comunicação – de forma incorreta – pode ser perigoso. Portanto, recomenda-se não entrar em detalhes, não exibir fotos ou abordar o caso de forma sensacionalista. É necessário tratar o tema com sensibilidade e empatia. “Imaginem a dor dos amigos e familiares ao receberem a notícia com exposição desnecessária ou atribuição de culpas e explicações simplistas”, acrescentou Brandão.

A psicóloga Luana Nunes, integrante da Micro-Rede de Atenção Às Vítimas do Comportamento Suicida e Violência Auto-Infligida e do AMBACS, apresentou os resultados da sua pesquisa “Mídia e Suicídio: prevenção e posvenção na era digital”, reforçando a necessidade de mudança no comportamento dos que utilizam os diferentes meios de comunicação, especialmente as redes sociais, para divulgar esse casos.

Roda de conversa

Após as exposições dos psicólogos, houve uma ampla rodada de conversa, com depoimentos, relatos pessoais e sugestões. A promotora Fábia Nilci disse que todas as contribuições serão sistematizadas para orientar uma séria de medidas a serem adotadas pelo MP-AP. Inicialmente, três ações foram encaminhadas: a elaboração de uma recomendação para a mídia; a criação de um comitê permanente de comunicação e a criação do Plano Estadual de Enfrentamento ao Suicídio.

Ao final, o promotor de Justiça Felipe Menezes, do Juizado Especial Cível e Criminal, relembrou que o Centro de Valorização da Vida (CVV) foi fundado no Amapá, na década de 90, e que naquela época, a ação do MP-AP em apoio à organização foi motivada pela exposição na mídia de um jovem suicida. “Combater a ideação suicida é um trabalho multidisciplinar, que precisa de técnica e apoio dos profissionais especializados”, pontuou.

Comunicadores pela vida

Profissionais de comunicação, assessores de imprensa de diversos órgãos públicos e empresas privadas, grupos de comunicação, além do Sindicato dos Jornalistas do Amapá (Sindjor) firmaram o compromisso de criar e manter uma rede colaborativa de comunicadores, para construir campanhas educativas, que possam contribuir efetivamente na orientação da comunidade que mais precisa de apoio.

Serviço:

Ana Girlene Oliveira
Assessoria de Comunicação do Ministério Público do Amapá
Contato: (96) 3198-1616
E-mail: [email protected]

Ilha de calor – Por @rebeccabraga

Belém – PA – Foto: Elton Tavares

Por Rebecca Braga

Era por volta das 10 da manhã quando cheguei em casa. Um gole longo de água. Subi as escadas até o andar superior enquanto tirava a roupa e largava em cima da cama.

– Como é quente esta cidade. – Falo pra mim mesma.

Sempre achei que Belém fosse mais quente que Macapá. Deve ser porque, quando criança, ouvi alguém dizer que:

– Belém é uma ilha de calor.
-Ilha de calor?
– Sim. Sabe quando o ar quente fica dentro da cidade? Deve ser por causa dos prédios…
– Ah, entendi. Deve ser mesmo.

Pesquisei o que é uma ilha de calor. Não é E-XA-TA-MEN-TE isso, mas quase. Então serve, por enquanto.

Macapá – AP – Foto: Elton Tavares

Quando me perguntam se Belém é mais quente que Macapá, sempre digo que tenho essa impressão, mas que deve ser porque eu me acostumei em morar numa cidade que tem uma orla por onde se pode andar de um lado a outro da cidade vendo o Rio Amazonas, não uma paisagem, mas um elemento que não se pode ignorar. O vento, o som, o cheiro. Tudo que vem dele habita os dias.

Em Belém, a orla tem portos prédios lojas aos montes. E num lugar ou outro você vê a sombra de um Guamá no fundo e nesse ou naquele lugar é possível sentar à beira do rio. Sinto falta do passeio de carro olhando o rio que quando seca vai longe da margem e deixa nu um chão de areia e lama, com cheiro úmido de água doce e esgoto.

Rio Amazonas – Macapá – Foto: Floriano Lima

Não se trata de ser um melhor que outro. Trata-se de que são diferentes, e me despertam diferentemente.

Também acho Belém mais úmido. E isso acho por causa dos três dias que a roupa leva pra secar, se não chover e ela secar e molhar várias vezes, até perder o cheiro de cachorro molhado, como diria… não lembro exatamente quem.

Foi minha mãe que me chamou atenção pra isso. Sinto saudades de minha mãe. Ela sempre tem um cheiro fresco de pele recém lavada. Sinto falta do som que os passos dela fazem.

Belém é uma cidade violenta. Não preciso dos dados pra dizer, mas você pode conferir.

Andando na rua tenho medo de assalto, mas em certo período do ano tenho mais medo de manga. Sim, de uma manga cair na minha cabeça. Acho que uma manga pode matar alguém, ou fazer um bom estrago.

Ver-o-Peso – Belém (PA) – Foto: Luiz Braga

A rua onde moro tem casarões antigos. É a parte velha da cidade. Se eu caminhar pra minha esquerda, até o fim, chego no rio, e no Ver-o-peso. Lá o cheiro é forte de patchuli, maniva e cocô de galinha. Mas não só isso. Cheira a peixe frito, açaí do grosso, farinha baguda. Fala-se alto, é preciso se ouvir entre as bicicletas com alto falantes que tocam os bregas clássicos e vendem pendrives com centenas de flashbacks. – Só os melhores, freguesa!

Se eu andar pra direita chego ao antigo presídio da cidade. Lá tem loja pra turista, um polo joalheiro e um museu que guarda objetos que os presos usavam pra seviciar os desafetos. Senti um profundo mal estar nesse lugar. Também tem uma capela linda. Deve ser de São José. Curiosamente, padroeiro de Macapá.

Curioso mesmo é que esse texto nasceu não para comparar Belém com Macapá, o que acho tedioso quando me pedem pra fazer. Mas porque acordei de um cochilo inapropriado nessa manhã. Molhada de suor e pensei que Belém era muito quente, e muito úmida, como uma vagina excitada. Ou como várias vaginas excitadas. De tamanhos e formas diferentes. Pingando. Crescendo. Pulsando em gozo frenético e violento. Minha Belém é uma vagina excitada.

MURILO COUTO em “Gala Seca”

GALA SECA

Em seu novo show de Comédia Stand Up, Murilo Couto traz a expressão Gala Seca, uma gíria de Belém usada para falar de pessoas com comportamento idiota e desatento.

Contando situações da sua própria vida, Murilo relata histórias da infância, adolescência e maioridade para mostrar porque a expressão GALA SECA o descreve tão bem. “Venha rir da desgraça alheia”, é o convite que Murilo faz ao público.

Murilo Couto é um comediante paraense integrante do elenco do programa The Noite (SBT). Tem um canal no YouTube (www.youtube.com/murilocouto) com mais de um milhão de inscritos e viaja o Brasil com seus shows de Stand Up Comedy “Fazendo Suas Graça” e “Gala Seca”. Além disso, é reconhecido como o maior rapper vivo, ou não.

Em 2004 iniciou sua carreira fazendo teatro em Belém, mas ficou conhecido em 2009 ao entrar no elenco de Malhação (Globo).

Ao lado de Tatá Werneck, Maurício Meirelles, Marco Gonçalves e Nil Agra apresentou o programa O Estranho Show de Renatinho, em 2016 (Multishow). No mesmo ano, disputou na Finlândia as etapas finais do prêmio “A Pessoa Mais Engraçada do Mundo”, promovido pelo clube de comédia americano Laugh Factory.

Seu primeiro show solo de Stand Up Comedy, “Eu Eu Murilo”, estreou no Netflix em 2017.

Em 2018, junto com Danilo Gentili, Léo Lins e Dani Calabresa fez seu primeiro filme, um terror de comédia chamado “Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”, que também está disponível no Netflix.

Serviço:

SHOW GALA SECA – APRESENTAÇÃO ÚNICA!
Data: 28/04/2019 DOMINGO
Local: TEATRO DAS BACABEIRAS
Horário: 19H
Valores: R$60 (inteira) / R$30 (meia) / R$40 (promocional solidária*)
Gênero: COMÉDIA STAND UP
Classificação: 14 anos
INGRESSOS ANTECIPADOS: www.murilocouto.com.br
INGRESSOS À VENDA, A PARTIR DO DIA 15/04 EM LOJA FÍSICA: Sorveteria Santa Clara da Hildemar Maia, bairro Santa Rita